{"id":29850,"date":"2023-01-25T16:46:29","date_gmt":"2023-01-25T19:46:29","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29850"},"modified":"2023-01-25T16:46:50","modified_gmt":"2023-01-25T19:46:50","slug":"franca-mais-de-um-milhao-nas-ruas-contra-a-reforma-de-macron","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29850","title":{"rendered":"Fran\u00e7a: mais de um milh\u00e3o nas ruas contra a reforma de Macron"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.abrilabril.pt\/sites\/default\/files\/styles\/node_aberto_vp768\/public\/assets\/img\/18348.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><br \/>\nManifesta\u00e7\u00e3o em Paris<br \/>\nCr\u00e9ditos: Alain Jocard \/ sudouest.fr<\/p>\n<p>Portal AbrilAbril<\/p>\n<p>O \u00abn\u00e3o\u00bb \u00e0 reforma das pens\u00f5es foi tamb\u00e9m claro nas ruas da Fran\u00e7a, na \u00faltima quinta-feira, dia 19\/01. At\u00e9 os n\u00fameros do Minist\u00e9rio do Interior apontam para uma grande jornada de mobiliza\u00e7\u00e3o: 1,2 milh\u00e3o de pessoas nas ruas.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros do Minist\u00e9rio s\u00e3o, como \u00e9 habitual, mais baixos. A Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho (CGT) afirma que esta primeira jornada de mobiliza\u00e7\u00e3o contra a reforma das pens\u00f5es envolveu mais de dois milh\u00f5es de manifestantes em toda a Fran\u00e7a, 400 mil dos quais em Paris.<\/p>\n<p>As sondagens diziam-no e, no caso, a mobiliza\u00e7\u00e3o confirmou: o projeto de reforma das pens\u00f5es anunciado a 10 de janeiro pela primeira-ministra francesa, \u00c9lisabeth Borne, que aumenta a idade legal da reforma dos 62 para os 64 anos e alarga o per\u00edodo de contribui\u00e7\u00f5es para 43 anos, n\u00e3o tem apoio dos franceses.<\/p>\n<p>De Calais a Nice, o \u00abn\u00e3o\u00bb ficou patente em mais de 200 manifesta\u00e7\u00f5es em n\u00edvel nacional. Mesmo os n\u00fameros divulgados pelas autoridades d\u00e3o a no\u00e7\u00e3o da \u00abimport\u00e2ncia\u00bb das mobiliza\u00e7\u00f5es: 36 mil manifestantes em Toulouse, 26 mil em Marselha (140 mil, segundo os organizadores), 25 mil em Nantes, 23 mil em Lyon, 19 mil em Clermont-Ferrand, 16 mil em Bord\u00e9us (60 mil, de acordo com os organizadores), 15 mil em Montpellier e por a\u00ed fora.<\/p>\n<p><strong>Grande mobiliza\u00e7\u00e3o em Paris<\/strong><br \/>\nParis, como \u00e9 costume, foi o palco da maior manifesta\u00e7\u00e3o \u2013 uma concentra\u00e7\u00e3o gigantesca de pessoas (400 mil, segundo a CGT) partiu da Pra\u00e7a da Rep\u00fablica num desfile em que se viam bal\u00f5es gigantes, bandeiras dos sindicatos e faixas contra o projeto do governo.<\/p>\n<p>Pela primeira vez em mais de uma d\u00e9cada, oito organiza\u00e7\u00f5es sindicais juntaram-se no apelo \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o, incluindo a CGT e a Confedera\u00e7\u00e3o Francesa Democr\u00e1tica do Trabalho (CFDT).<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 imprensa, recolhidas pelo portal sudouest.fr no come\u00e7o da manifesta\u00e7\u00e3o, o l\u00edder da CFDT, Laurent Berger, congratulou-se com a dimens\u00e3o das mobiliza\u00e7\u00f5es, que \u00abultrapassa aquilo que pens\u00e1vamos\u00bb e \u00ab\u00e9 a demonstra\u00e7\u00e3o de que os trabalhadores, e de forma mais ampla os cidad\u00e3os, n\u00e3o querem a passagem da idade legal para os 64 anos\u00bb.<\/p>\n<p>Por seu lado, Philippe Martinez, secret\u00e1rio-geral da CGT, que se referiu \u00e0 jornada de luta como um \u00ab\u00eaxito\u00bb, afirmou que a \u00abconvocat\u00f3ria unit\u00e1ria deu confian\u00e7a aos trabalhadores\u00bb e estimou ent\u00e3o, com base na resposta dada em v\u00e1rias cidades, que a marca de um milh\u00e3o de pessoas nas ruas fosse ultrapassada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Martinez e outros dirigentes sindicais, mobilizaram-se ao lado dos trabalhadores, em Paris, figuras pol\u00edticas como o secret\u00e1rio nacional do Partido Comunista, Fabien Roussel, o primeiro secret\u00e1rio do Partido Socialista, Olivier Faure, a l\u00edder de bancada de A Fran\u00e7a Insubmissa (LFI) na Assembleia Nacional, Mathilde Panot, e a deputada ecologista Sandrine Rousseau.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00f5es futuras<\/strong><br \/>\nJean-Luc M\u00e9lenchon, ex-dirigente do LFI e ex-candidato \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, manifestou-se contra o projeto de reforma em Marselha, onde afirmou que Macron \u00abperdeu a primeira batalha\u00bb.<\/p>\n<p>No que diz respeito a a\u00e7\u00f5es futuras, Philippe Martinez disse, durante a manifesta\u00e7\u00e3o na capital, que as manifesta\u00e7\u00f5es e as greves iam continuar, caso o governo n\u00e3o barrasse a reforma.<\/p>\n<p>Ao fim da tarde, os oito sindicatos reuniram-se e, n\u00e3o vendo sinais de mudan\u00e7a da parte do governo, decidiram apelar para a realiza\u00e7\u00e3o de iniciativas, nas escolas e nos locais de trabalho, nos pr\u00f3ximos dias, quando o projeto de reforma ser\u00e1 apresentado ao Conselho de Ministros.<\/p>\n<p>Decidiram ainda convocar uma nova jornada de greves e manifesta\u00e7\u00f5es para o dia 31 de Janeiro, tendo afirmado que \u00abest\u00e3o unidos e determinados a fazer com que este projeto de reforma das pens\u00f5es seja retirado\u00bb, refere a France Info.<\/p>\n<p>Ao longo do dia, devido \u00e0 greve convocada, registraram-se fortes confrontos nos transportes (sobretudo no Metr\u00f4 e na ferrovia), bem como nos setores da Energia e da Educa\u00e7\u00e3o, com os sindicatos apontando para n\u00edveis elevados de ades\u00e3o nas refinarias, nas escolas do ensino prim\u00e1rio e secund\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29850\"> 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