{"id":29871,"date":"2023-01-27T15:40:18","date_gmt":"2023-01-27T18:40:18","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29871"},"modified":"2023-01-27T15:40:18","modified_gmt":"2023-01-27T18:40:18","slug":"breve-historico-do-pcb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29871","title":{"rendered":"Breve Hist\u00f3rico do PCB"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"29872\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29871\/photo_5096116234897959130_y\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/photo_5096116234897959130_y.jpg?fit=1280%2C1280&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1280,1280\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"photo_5096116234897959130_y\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/photo_5096116234897959130_y.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/photo_5096116234897959130_y.jpg?fit=747%2C747&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-29872\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/photo_5096116234897959130_y.jpg?resize=747%2C747&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"747\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/photo_5096116234897959130_y.jpg?resize=900%2C900&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/photo_5096116234897959130_y.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/photo_5096116234897959130_y.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/photo_5096116234897959130_y.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/photo_5096116234897959130_y.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria do centen\u00e1rio Partido Comunista Brasileiro (PCB), fundado em 25 de mar\u00e7o de 1922, \u00e9 parte constitutiva da hist\u00f3ria do Brasil. O PCB nasceu em consequ\u00eancia das lutas oper\u00e1rias que vinham se desenvolvendo desde o final do s\u00e9culo XIX no Brasil e que se ampliaram entre 1917 e 1920 sob influ\u00eancia da vitoriosa revolu\u00e7\u00e3o bolchevique na R\u00fassia. Se, na sua g\u00eanese, convergiram os ideais libert\u00e1rios do nascente proletariado, no seu desenvolvimento e consolida\u00e7\u00e3o foram sintetizados os processos de matura\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que buscava (e ainda busca at\u00e9 hoje) conjugar em suas fileiras os mais destacados dirigentes das lutas dos trabalhadores e representantes da intelectualidade e da cultura brasileira.<\/p>\n<p>Quando se tornou um verdadeiro partido de dimens\u00f5es nacionais, no imediato p\u00f3s-guerra, o PCB revelou-se como a inst\u00e2ncia de universaliza\u00e7\u00e3o de uma vontade pol\u00edtica que fundia o mundo do trabalho com o mundo cultural. Intelectuais do porte de Astrojildo Pereira (um de seus fundadores), Caio Prado Jr., Graciliano Ramos e M\u00e1rio Schenberg, entre outros, vinculavam-se a projetos e perspectivas que tinham nas camadas prolet\u00e1rias o sujeito real da interven\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p><strong>Os anos de forma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os primeiros anos, que v\u00e3o da funda\u00e7\u00e3o do Partido a 1930, assinalam o esfor\u00e7o de criar no pa\u00eds uma cultura socialista e um modo prolet\u00e1rio de fazer pol\u00edtica. Recorde-se que, ao contr\u00e1rio de outros pa\u00edses, o Brasil n\u00e3o teve, antes de 1922, qualquer experi\u00eancia partid\u00e1ria anticapitalista de alguma signific\u00e2ncia (exce\u00e7\u00e3o feita \u00e0 pioneira a\u00e7\u00e3o dos anarquistas, cujo protagonismo esgotou-se com a greve geral de 1917 e a algumas tentativas malogradas de se constituir no Brasil um partido de matiz oper\u00e1ria).<\/p>\n<p>Nestes anos, realizando tr\u00eas congressos (o de funda\u00e7\u00e3o, em 1922, e os de 1925 e 1928\/29) e j\u00e1 operando na clandestinidade, o PCB deu conta da sua dupla tarefa: de um lado, traduzindo e divulgando o Manifesto do Partido Comunista, tendo ainda lan\u00e7ado o jornal A Classe Oper\u00e1ria, por meio do qual buscava divulgar as teses marxistas junto ao operariado. De outro, dinamizava o movimento sindical com uma perspectiva classista e independente inserindo-se no cen\u00e1rio da pol\u00edtica institucional, atrav\u00e9s do Bloco Oper\u00e1rio Campon\u00eas.<\/p>\n<p>No II Congresso (1925), predominaram as an\u00e1lises de Oct\u00e1vio Brand\u00e3o sobre as disputas interimperialistas (EUA x Inglaterra) e seus reflexos no Brasil, apontando para a formula\u00e7\u00e3o de uma revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tico pequeno-burguesa, por meio de uma alian\u00e7a do proletariado com os tenentes. No III Congresso (1928\/29), foram influentes as formula\u00e7\u00f5es de Astrojildo Pereira sobre a transi\u00e7\u00e3o da economia agr\u00e1ria para o capitalismo industrial, a associa\u00e7\u00e3o da burguesia industrial com a oligarquia agr\u00e1ria e a necessidade de avan\u00e7ar a alian\u00e7a do operariado das f\u00e1bricas com a pequena burguesia no rumo \u00e0 \u201c3\u00aa Revolta Tenentista\u201d (estrat\u00e9gia da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tico burguesa).<\/p>\n<p>A d\u00e9cada de trinta marcou, no fundamental, dois movimentos na trajet\u00f3ria do PCB: o primeiro, at\u00e9 1935, de afirma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica; o segundo, at\u00e9 1942, de refluxo &#8211; ambos compreens\u00edveis na conjuntura das transforma\u00e7\u00f5es que a sociedade brasileira vivia com a chamada Revolu\u00e7\u00e3o de 1930, que p\u00f4s fim \u00e0 Primeira Rep\u00fablica e abriu caminho para a era Vargas. Em 1930, reconhecido pela Internacional Comunista e tendo criado a sua Juventude Comunista, o PCB j\u00e1 multiplicava por quinze os 73 militantes que se integraram ao Partido em 1922. Participou das elei\u00e7\u00f5es para Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, lan\u00e7ando pelo BOC (Bloco Oper\u00e1rio e Campon\u00eas) o candidato Minervino de Oliveira, ent\u00e3o vereador pela cidade do Rio de Janeiro. Foi o primeiro oper\u00e1rio e o primeiro negro a ser candidato a presidente da Rep\u00fablica no Brasil.<\/p>\n<p>O per\u00edodo marcaria tamb\u00e9m as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es do Partido contra o racismo e em favor das lutas do povo negro. Em julho de 1930, o PCB denunciava a persist\u00eancia de elementos de escravid\u00e3o na situa\u00e7\u00e3o real experimentada pelos negros e negras do pa\u00eds, n\u00e3o obstante a t\u00e3o propalada Aboli\u00e7\u00e3o da Escravatura. Na Primeira Confer\u00eancia Nacional do Partido (julho de 1934), realizada na mesma \u00e9poca em que se iniciava a propaga\u00e7\u00e3o da tese da \u201cdemocracia racial brasileira\u201d, os comunistas denunciavam o racismo das classes dominantes e se comprometiam a apoiar todas as lutas pela igualdade de direitos econ\u00f4micos, pol\u00edticos e sociais de negros e \u00edndios.<\/p>\n<p>Ainda em meados da d\u00e9cada de 30, o intelectual comunista baiano Edison Carneiro iniciava uma vasta e significativa obra de investiga\u00e7\u00e3o e resgate da cultura afro-brasileira, tornando-se um dos pioneiros em tal campo de estudos e uma refer\u00eancia fundamental at\u00e9 os dias de hoje. Este mesmo Edison Carneiro, com o apoio de outros intelectuais comunistas como Jorge Amado e Aydano do Couto Ferraz, criou, no ano de 1937, a Uni\u00e3o de Seitas Afro-Brasileiras, a primeira entidade criada no pa\u00eds com o objetivo de proteger e cultivar os valores e as tradi\u00e7\u00f5es religiosas de matriz africana.<\/p>\n<p><strong>ANL e revolta de 1935<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo sem participa\u00e7\u00e3o direta no evento pol\u00edtico que derrubou a rep\u00fablica olig\u00e1rquica, o PCB logo se colocava como uma for\u00e7a pol\u00edtica importante nesta nova quadra da hist\u00f3ria brasileira: era a organiza\u00e7\u00e3o que mais coerentemente enfrentava o avan\u00e7o do integralismo (caricatura do movimento nazifascista no Brasil). J\u00e1 contando em suas fileiras com a presen\u00e7a de Luiz Carlos Prestes &#8211; que haveria de se tornar o seu dirigente mais conhecido &#8211; o PCB articulou uma grande frente nacional e antifascista, propondo \u00e0 sociedade um projeto de desenvolvimento democr\u00e1tico, anti-imperialista e antilatif\u00fandio. O Partido torna-se o n\u00facleo din\u00e2mico da Alian\u00e7a Nacional Libertadora (ANL), frente antifascista na qual se reuniram comunistas, socialistas e antigos &#8220;tenentes&#8221; insatisfeitos com a aproxima\u00e7\u00e3o entre o governo de Vargas e os grupos olig\u00e1rquicos afastados do poder em 1930. Posta na ilegalidade a ANL, o PCB passou a promover a insurrei\u00e7\u00e3o de novembro de 1935.<\/p>\n<p>A insurrei\u00e7\u00e3o comunista partiu da tomada de quart\u00e9is no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio de Janeiro e, devido \u00e0 sua desarticula\u00e7\u00e3o e ao n\u00e3o envolvimento das massas, foi rapidamente dominada, tendo sofrido violenta repress\u00e3o por parte das for\u00e7as de seguran\u00e7a do Estado. Milhares de comunistas e aliancistas foram presos e torturados. Arthur Ewert, dirigente da Internacional Comunista, foi barbaramente torturado, at\u00e9 enlouquecer. Olga Ben\u00e1rio, gr\u00e1vida de Prestes, foi deportada para a Alemanha junto com a mulher de Ewert, Elisa, e internada em um campo de concentra\u00e7\u00e3o, onde foi assassinada em 1942.<\/p>\n<p>Abateu-se sobre o pa\u00eds uma a\u00e7\u00e3o repressiva sobre todo o campo democr\u00e1tico, em especial sobre o PCB que, at\u00e9 in\u00edcios dos anos quarenta, viveria sob intensa repress\u00e3o pol\u00edtica, chegando a casos de exterm\u00ednio f\u00edsico de dirigentes e diversos militantes. Mas nem a dur\u00edssima clandestinidade impediu que os comunistas cumprissem com seus compromissos, at\u00e9 mesmo os internacionalistas: o PCB n\u00e3o s\u00f3 organizou a solidariedade \u00e0 Rep\u00fablica Espanhola como ainda enviou combatentes para as Brigadas Internacionais.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Partid\u00e3o&#8221; e ilegalidade<\/strong><\/p>\n<p>A conjuntura internacional ao final da Segunda Guerra Mundial, quando se destacaram a derrota fascista em Stalingrado, o avan\u00e7o das tropas sovi\u00e9ticas sobre o Leste Europeu e a ocupa\u00e7\u00e3o de Berlim pelas for\u00e7as antinazistas (com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica \u00e0 frente), favoreceu a a\u00e7\u00e3o dos comunistas brasileiros na abertura dos anos quarenta. Como for\u00e7a inserida no campo da luta pelas liberdades democr\u00e1ticas, o PCB teve condi\u00e7\u00f5es de promover forte interven\u00e7\u00e3o na realidade brasileira.<\/p>\n<p>Recuperando-se das perdas org\u00e2nicas dos anos imediatamente anteriores, o Partido, que exigira a participa\u00e7\u00e3o do Brasil na guerra contra o nazifascismo e orientara seus militantes a se incorporar \u00e0 For\u00e7a Expedicion\u00e1ria Brasileira (muitos deles voltariam do campo de batalha reconhecidos oficialmente como her\u00f3is), se reestruturou, por meio da c\u00e9lebre Confer\u00eancia da Mantiqueira, realizada em agosto de 1943.<\/p>\n<p>A partir dela, o Partido conquistou espa\u00e7os na vida pol\u00edtica e, quando da retomada da legalidade institucional burguesa, cujo marco foi o ano de 1945, tornou-se um partido nacional de massas, atingindo a marca de cerca de 200 mil filiados em 1947. Conquistando plena legalidade, constituiu significativa bancada parlamentar e elegeu, pelo Estado da Guanabara, ao cargo de senador, o ent\u00e3o Secret\u00e1rio-Geral do Partido, Luiz Carlos Prestes. Protagonista essencial dos processos pol\u00edticos, o PCB dirigia o movimento sindical classista, criou uma not\u00e1vel estrutura editorial e jornal\u00edstica, empolgando a intelectualidade democr\u00e1tica e passando ser a vanguarda das lutas populares na Assembleia Nacional Constituinte.<\/p>\n<p>Mas este movimento de afirma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica foi brutalmente interrompido pela Guerra Fria: entre 1947 e 1948, o Partido foi posto novamente na ilegalidade e perseguido pelo Governo Dutra. Compelido \u00e0 clandestinidade, o PCB respondeu \u00e0 trucul\u00eancia do governo do Marechal Dutra com uma pol\u00edtica (expressa nos Manifestos de 1948 e 1950 e reafirmada no IV Congresso, realizado em 1954) que passava a defender a derrubada da \u201cditadura feudal burguesa servi\u00e7al do imperialismo\u201d por meio da cria\u00e7\u00e3o de um \u201cex\u00e9rcito popular de liberta\u00e7\u00e3o nacional\u201d, al\u00e9m de propor um paralelismo sindical.<\/p>\n<p>Apesar de atuar na clandestinidade, o Partido dirigiu as memor\u00e1veis campanhas contra o envio de soldados brasileiros para a Guerra da Cor\u00e9ia, pela interdi\u00e7\u00e3o da bomba at\u00f4mica e a famosa \u201cCampanha em Defesa do Petr\u00f3leo e da Economia Nacional\u201d, mais conhecida como \u201cO Petr\u00f3leo \u00e9 Nosso\u201d. Al\u00e9m disso, teve atua\u00e7\u00e3o destacada na grande greve de mar\u00e7o de 1953, que mobilizou mais de 300 mil trabalhadores e trabalhadoras, bem como participa\u00e7\u00e3o decisiva nas revoltas camponesas de Trombas e Formoso (Goi\u00e1s) e Porecatu (Paran\u00e1).<\/p>\n<p><strong>Negros e mulheres comunistas na luta!<\/strong><\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1940, o PCB solidificou seu engajamento na luta contra o racismo e em defesa da cultura afro-brasileira. Sob sua legenda elegeu-se, em 1945, Claudino Jos\u00e9 da Silva, primeiro negro a exercer mandato parlamentar e primeiro constituinte negro da hist\u00f3ria do Brasil. Durante os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1946, coube ao escritor e deputado comunista Jorge Amado a elabora\u00e7\u00e3o do projeto da primeira lei federal que estabeleceu a liberdade para a pr\u00e1tica das religi\u00f5es afro-brasileiras.<\/p>\n<p>Este per\u00edodo registrou tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o do Teatro Experimental do Negro, que tinha como um de seus principais expoentes o ator, poeta e teatr\u00f3logo comunista Francisco Solano Trindade, que marcaria com sua atividade intensa a arte popular brasileira das d\u00e9cadas seguintes. Alguns anos mais tarde, apareceram os primeiros trabalhos de Cl\u00f3vis Moura, ent\u00e3o vinculado ao PCB, cuja produ\u00e7\u00e3o aportaria uma importante contribui\u00e7\u00e3o aos estudos hist\u00f3ricos e sociol\u00f3gicos sobre o negro no Brasil.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o das mulheres no Partido tamb\u00e9m cresceu muito no per\u00edodo. V\u00e1rias camaradas foram eleitas para assembleias legislativas estaduais e para as c\u00e2maras de vereadores: Adalgisa Cavalcanti, Zuleika Alambert, Arcelina Mochel, Odila Smith, Lucilia Rosa, entre outras. Em 1947, foi lan\u00e7ado o jornal O Momento Feminino, dirigido por Arcelina, Ana Montenegro e Eneida de Moraes, o qual, com uma linguagem voltada \u00e0s trabalhadoras, circulou at\u00e9 1957.<\/p>\n<p>Em 1949, foi fundada a Federa\u00e7\u00e3o de Mulheres do Brasil, sob influ\u00eancia direta das comunistas, com o objetivo de construir um movimento feminino nacional unificado. Com a Guerra Fria, as comunistas voltaram a ser perseguidas. Duas militantes foram assassinadas pela repress\u00e3o em manifesta\u00e7\u00f5es populares: Angelina Gon\u00e7alves (RS) e Z\u00e9lia Magalh\u00e3es (RJ). Elisa Branco foi presa ao abrir a faixa \u201cOs soldados, nossos filhos, n\u00e3o ir\u00e3o para a Coreia\u201d, durante o desfile militar de 07 de setembro, em S\u00e3o Paulo. Em contrapartida, a baiana Maria Brand\u00e3o dos Reis recebeu o t\u00edtulo de Campe\u00e3 pela Paz, ao recolher milhares de assinaturas em defesa da paz mundial, na campanha da URSS e dos Partidos Comunistas.<\/p>\n<p><strong>XX Congresso do PCUS: pol\u00eamicas e conflitos<\/strong><\/p>\n<p>As tens\u00f5es explodiram em 1956, com o impacto do XX Congresso do Partido Comunista da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica (PCUS): a den\u00fancia do chamado &#8220;culto \u00e0 personalidade de Stalin&#8221; catalisava a aten\u00e7\u00e3o dos militantes e irrompia no interior do PCB, provocando a emers\u00e3o de diverg\u00eancias e conflitos internos reprimidos por uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>A luta interna que se seguiu ao impacto causado pelo XX Congresso do PCUS (na qual, al\u00e9m de um n\u00famero expressivo de militantes, o PCB perdeu importantes dirigentes e quadros intelectuais) come\u00e7ou a ser ultrapassada quando foi divulgada a Declara\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica que propunha uma nova perspectiva de a\u00e7\u00e3o dos comunistas. A Declara\u00e7\u00e3o de Mar\u00e7o de 1958 vinculava a conquista do socialismo \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os democr\u00e1ticos e formulava uma estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria de longo prazo. O documento reconhecia o avan\u00e7o do capitalismo no pa\u00eds, considerava a possibilidade de avan\u00e7ar por meio de reformas sociais e entendia ser vi\u00e1vel promover a via pac\u00edfica para o socialismo.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o sobre o Brasil considerava ainda a exist\u00eancia de \u201cresqu\u00edcios feudais\u201d e focava na luta anti-imperialista e antilatifundi\u00e1ria, entendendo que a contradi\u00e7\u00e3o fundamental era entre na\u00e7\u00e3o e imperialismo e n\u00e3o entre capital e trabalho. A ideia de que havia uma burguesia nacional em contradi\u00e7\u00e3o com o imperialismo, permitindo a alian\u00e7a da classe trabalhadora com setores da classe dominante, seria fatal para a postura vacilante do Partido diante do golpe de 1964, levado \u00e0 frente pelos setores mais din\u00e2micos da burguesia brasileira.<\/p>\n<p><strong>Partido Comunista Brasileiro, PCB<\/strong><\/p>\n<p>O V Congresso do PCB (realizado em setembro de 1960) consolidou esta orienta\u00e7\u00e3o e punha como tarefa imediata a conquista da legalidade, para o que era necess\u00e1rio o Partido se adequar juridicamente \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, inclusive com a mudan\u00e7a do nome Partido Comunista do Brasil \u2013 PCB, desde a funda\u00e7\u00e3o (tamb\u00e9m designado, a partir de 1924, como a Se\u00e7\u00e3o Brasileira da Internacional Comunista), para Partido Comunista Brasileiro &#8211; PCB.<\/p>\n<p>Posteriormente, o nome Partido Comunista do Brasil seria restaurado por dirigentes e militantes comunistas que sa\u00edram do PCB e criaram, em fevereiro de 1962, o PC do B, uma outra organiza\u00e7\u00e3o comunista, que, na \u00e9poca, discordara do processo de \u201cdesestaliniza\u00e7\u00e3o\u201d ocorrido na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e, mais tarde, numa varia\u00e7\u00e3o de sua linha pol\u00edtico-ideol\u00f3gica (a exemplo do que voltaria a acontecer outras vezes na trajet\u00f3ria deste partido), haveria de se vincular ao mao\u00edsmo.<\/p>\n<p><strong>Golpe da burguesia e dissid\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Com a nova orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o PCB experimentou grande crescimento e, renovando amplamente o seu contingente de militantes, passava a exercer papel hegem\u00f4nico na intelectualidade de esquerda e a aumentar sua influ\u00eancia no movimento sindical, articulando alian\u00e7as amplas e flex\u00edveis, que se mostraram eficazes em certas conjunturas pol\u00edticas dif\u00edceis, como, por exemplo, na posse de Jo\u00e3o Goulart, em setembro de 1961. Tais alian\u00e7as, contudo, justamente por sua amplitude, muitas vezes colocaram o Partido a reboque do interesse de outras classes, fragilizando seu papel de vanguarda pol\u00edtica do proletariado. Foi neste sentido que o golpe de abril de 1964, articulado pelas fra\u00e7\u00f5es hegem\u00f4nicas da burguesia monopolista brasileira, n\u00e3o encontrou nem as for\u00e7as populares, nem o Partido em condi\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia imediata, impondo ao PCB e ao conjunto das for\u00e7as democr\u00e1ticas e de esquerda mais um duro per\u00edodo de repress\u00e3o e clandestinidade.<\/p>\n<p>O Partido, por\u00e9m, se recomp\u00f4s e definiu uma linha de a\u00e7\u00e3o antiditatorial centrada na recusa de quaisquer propostas que n\u00e3o envolvessem a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de massas. Esta recusa ao foquismo e \u00e0s v\u00e1rias formas de luta armada que n\u00e3o levassem em conta a necessidade de organiza\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o do movimento de massas, representando uma fase de predomin\u00e2ncia do esquerdismo pol\u00edtico no combate \u00e0 ditadura, custou ao PCB a perda de importantes dirigentes, tais como Carlos Marighella, M\u00e1rio Alves, Jacob Gorender e Apol\u00f4nio de Carvalho, dentre tantos outros. Esta orienta\u00e7\u00e3o foi ratificada no VI Congresso que o PCB realizou em dezembro de 1967, uma vit\u00f3ria contra a repress\u00e3o que se instalara no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Repress\u00e3o e ex\u00edlio<\/strong><\/p>\n<p>Os anos seguintes, balizados pela fascistiza\u00e7\u00e3o do regime ditatorial (principalmente a partir do Ato Institucional n\u00ba 5, de 13 de dezembro de 1968), marcaram, paradoxalmente, a comprova\u00e7\u00e3o do acerto da estrat\u00e9gia pol\u00edtica do PCB e sua vulnerabilidade org\u00e2nica \u00e0 repress\u00e3o. Ao mesmo tempo em que a combina\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica clandestina com a utiliza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os legais (especialmente atrav\u00e9s da atua\u00e7\u00e3o no interior do MDB) revelava-se a forma correta de isolar o regime ditatorial, o PCB era violentamente golpeado. Entre 1973 e 1975, 13 (treze) dirigentes (10 membros do Comit\u00ea Central e 3 com tarefas nacionais) foram assassinados pela repress\u00e3o (David Capistrano, \u00c9lson Costa, Orlando Bonfim, Nestor Veras, Jayme Miranda, Hiram de Lima Pereira, Itair Veloso, Jo\u00e3o Massena, Luiz Maranh\u00e3o, Walter Ribeiro, Jos\u00e9 Roman, C\u00e9lio Guedes e Jos\u00e9 Montenegro de Lima) e milhares de militantes foram submetidos \u00e0 tortura, alguns at\u00e9 a morte, dentre os quais o jornalista Vladimir Herzog e o oper\u00e1rio Manoel Fiel Filho.<\/p>\n<p>Nem por isso os comunistas deixaram de intervir ativamente na vida brasileira. Mesmo tendo a maioria da sua dire\u00e7\u00e3o exilada e boa parte presa nos pres\u00eddios da ditadura, o PCB desenvolveu uma pol\u00edtica que privilegiava a unidade das for\u00e7as democr\u00e1ticas. Assim, com a conquista da anistia, que fazia parte do programa do PCB desde o VI Congresso (1967), em setembro de 1979, o retorno de dirigentes e militantes que estavam no exterior e a volta \u00e0 vida social de quadros que estavam na clandestinidade foram elementos centrais na dinamiza\u00e7\u00e3o da luta contra a ditadura em sua crise mais aguda, ap\u00f3s o fim do chamado ciclo do milagre econ\u00f4mico.<\/p>\n<p><strong>VII Congresso do PCB: a consolida\u00e7\u00e3o da \u201cvia democr\u00e1tica\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Reestruturando-se em todo o pa\u00eds desde 1979, o PCB realizou, em dezembro de 1982, o seu VII Congresso, que formulou uma linha pol\u00edtica para as novas condi\u00e7\u00f5es da sociedade, sob o t\u00edtulo &#8220;Uma alternativa democr\u00e1tica para a crise brasileira&#8221;. O PCB atualizava o seu projeto de tornar-se um partido nacional de massas vinculando organicamente o objetivo socialista a uma democracia de massas, a ser constru\u00edda no respeito ao pluralismo e nos valores fundamentais da liberdade, mas deixava de lado a centralidade da luta pela revolu\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n<p>O Partido, no encaminhamento deste Congresso, viu-se mais uma vez engolfado por lutas internas de graves consequ\u00eancias. Por um lado, o chamado eurocomunismo (que propunha a ocupa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os no interior da sociedade burguesa sem uma clara afirma\u00e7\u00e3o da luta de classes e da derrubada revolucion\u00e1ria do capitalismo, numa leitura deturpada e rasteira das ideias do dirigente comunista italiano Antonio Gramsci) havia constru\u00eddo s\u00f3lidas bases no pensamento partid\u00e1rio. Embora n\u00e3o contassem com grande n\u00famero de militantes e dirigentes que se assumissem como tal, as formula\u00e7\u00f5es centrais do eurocomunismo permeavam todas as teses congressuais. Por outro lado, o grupo liderado por Luiz Carlos Prestes, divergindo da orienta\u00e7\u00e3o da maioria do Comit\u00ea Central, decidiu romper com o Partido, ap\u00f3s in\u00fameros embates que vinham se acirrando desde o ex\u00edlio.<\/p>\n<p>Devido \u00e0s diverg\u00eancias internas e ao fato de o Congresso n\u00e3o ter terminado, tendo sido invadido pelas for\u00e7as de repress\u00e3o, o Comit\u00ea Central, somente no ano de 1984, conseguiu publicar o documento final de \u201cUma Alternativa Democr\u00e1tica para a crise brasileira\u201d. O documento aprovado era permeado de contradi\u00e7\u00f5es geradas pela tentativa de contemplar as principais fac\u00e7\u00f5es e abafar os conflitos internos, buscando evitar, por alguns anos, a inevit\u00e1vel fragmenta\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria.<\/p>\n<p>Mesmo assim, tendo como Secret\u00e1rio-Geral o ex-combatente de 1935, Giocondo Dias, o Partido alcan\u00e7ou ganhos na cena pol\u00edtica, apesar de muito enfraquecido no interior dos movimentos populares (especialmente no interior do movimento oper\u00e1rio, no qual sua pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o de classes viu-se amplamente questionada). Esta d\u00e9bil inser\u00e7\u00e3o nos movimentos acabaria por fragilizar a interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do PCB, em que pese sua relev\u00e2ncia nas articula\u00e7\u00f5es institucionais da esquerda e do campo democr\u00e1tico. Assim, no decurso da derrota da ditadura e da transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, o Partido n\u00e3o se afirmou como organiza\u00e7\u00e3o de massas, nem esteve na vanguarda das principais lutas e greves oper\u00e1rias no decorrer dos anos 1980, apesar de ter tido importante participa\u00e7\u00e3o em in\u00fameras lutas sindicais, a exemplo da atua\u00e7\u00e3o no Sindicato dos Banc\u00e1rios do Rio de Janeiro e outros.<\/p>\n<p><strong>Legalidade e crise<\/strong><\/p>\n<p>O VIII Congresso (Extraordin\u00e1rio), j\u00e1 realizado sob condi\u00e7\u00f5es de legalidade, em julho de 1987, n\u00e3o fez avan\u00e7ar a pol\u00edtica do PCB: importantes quest\u00f5es t\u00e1ticas (por exemplo, a a\u00e7\u00e3o sindical e a pol\u00edtica de alian\u00e7as) e estrat\u00e9gicas (o pr\u00f3prio formato da organiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, a concep\u00e7\u00e3o de um caminho brasileiro para o socialismo) n\u00e3o foram efetivamente equacionadas. Uma crise velada atingia o conjunto partid\u00e1rio, expressa na estagna\u00e7\u00e3o do contingente de militantes, na perda de inser\u00e7\u00e3o no movimento sindical, na pobreza dos resultados eleitorais e na inefic\u00e1cia dos instrumentos partid\u00e1rios, como o seman\u00e1rio Voz da Unidade e todas as publica\u00e7\u00f5es da Editora Novos Rumos, que n\u00e3o eram legitimados pela milit\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O IX Congresso (1991), levado a cabo na sequ\u00eancia da queda do Muro de Berlim, mostrou o Partido dividido, entre aqueles que desejavam capitular diante da ofensiva neoliberal e adaptar-se ao novo ciclo de hegemonia burguesa e aqueles que propugnavam a reconstru\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria do Partido. J\u00e1 neste processo, os liquidacionistas pretendiam mudar o nome e o car\u00e1ter marxista-leninista do Partido, sendo impedidos de faz\u00ea-lo pela enorme resist\u00eancia de alguns dirigentes e das bases partid\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>X Congresso do PCB: o racha<\/strong><\/p>\n<p>A crise explodiu no X Congresso extraordin\u00e1rio (em janeiro de 1992, em S\u00e3o Paulo), montado com o \u00fanico intuito de, finalmente, levar a cabo as propostas liquidacionistas. O embate se deu entre uma maioria num\u00e9rica forjada, da qual participavam n\u00e3o filiados ao PCB e membros de outros partidos, e os militantes do Movimento Nacional em Defesa do PCB, isto \u00e9, entre os que sairiam em seguida para criar o Partido Popular Socialista &#8211; PPS e aqueles que reclamavam a continuidade do PCB.<\/p>\n<p>No mesmo instante em que a maioria fraudada votava pela liquida\u00e7\u00e3o do Partido, os militantes do Movimento Nacional em Defesa do PCB, ap\u00f3s terem exposto sua decis\u00e3o e objetivo na abertura do esp\u00fario X Congresso, se retiraram em passeata at\u00e9 o Col\u00e9gio Estadual Roosevelt. Ali, foi realizada a Confer\u00eancia Extraordin\u00e1ria de Reorganiza\u00e7\u00e3o do PCB, que decidiu, por aclama\u00e7\u00e3o, pela continuidade do Partido, com manuten\u00e7\u00e3o do seu nome e sigla hist\u00f3ricos, prosseguindo na luta pelo socialismo.<\/p>\n<p><strong>A retomada: a luta pela reconstru\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria do PCB<\/strong><\/p>\n<p>A luta pela exist\u00eancia do PCB se deu em v\u00e1rias frentes: na luta de massas e no n\u00edvel legal e institucional. Os militantes mantiveram vivo o Partido nos movimentos de massa, afirmando nos espa\u00e7os de luta popular a reconstru\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria do PCB. Na Justi\u00e7a Eleitoral, foi travado um embate de mais de um ano pelo direito ao uso da sigla hist\u00f3rica. Ao final da disputa legal, a senten\u00e7a do ent\u00e3o ministro do TSE, Sep\u00falveda Pertence, deixou claro que a sigla PCB e seu s\u00edmbolo s\u00f3 poderiam pertencer a quem de fato se afirmava herdeiro do legado pol\u00edtico e hist\u00f3rico do Partido.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima tarefa que se imp\u00f4s aos militantes comunistas foi a batalha pela legaliza\u00e7\u00e3o e pelo registro definitivo do PCB. A campanha de filia\u00e7\u00e3o, para atender \u00e0s rigorosas exig\u00eancias do TSE &#8211; a filia\u00e7\u00e3o em 20% dos munic\u00edpios de 9 estados &#8211; come\u00e7ou em 1994. Foram exigidos tremendos sacrif\u00edcios da dire\u00e7\u00e3o e da milit\u00e2ncia, tanto em n\u00edvel pessoal quanto financeiro, mas a tarefa foi completada com \u00eaxito no final de 1995.<\/p>\n<p>Embora fosse \u00e1rduo o esfor\u00e7o pela legaliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o foi a campanha de filia\u00e7\u00e3o a \u00fanica atividade do PCB neste per\u00edodo. Iniciou-se a reorganiza\u00e7\u00e3o do Partido nos movimentos de massa, especialmente nos movimentos estudantil e sindical. Para definir nova linha pol\u00edtica e o car\u00e1ter do Partido, foram realizados uma Confer\u00eancia Pol\u00edtica Nacional em Bras\u00edlia (1995) e dois Congressos: o X Congresso no Rio de Janeiro (1993), que ratificou o prop\u00f3sito de construir no Brasil uma alternativa revolucion\u00e1ria, tendo no marxismo sua base te\u00f3rica e na constru\u00e7\u00e3o do Partido junto ao movimento de massas a tarefa primordial visando a organiza\u00e7\u00e3o consciente do proletariado para as transforma\u00e7\u00f5es rumo ao socialismo no Brasil; o XI Congresso, tamb\u00e9m no Rio (1996), que superou as avalia\u00e7\u00f5es nacional-libertadoras e etapistas que ainda vicejavam desde o racha com o PPS. Estes ricos processos de debates na milit\u00e2ncia partid\u00e1ria afastaram de vez qualquer formula\u00e7\u00e3o reformista e enfatizaram o car\u00e1ter revolucion\u00e1rio do PCB. Retomaram o conceito de centralismo democr\u00e1tico, de acordo com suas origens, e reafirmaram o car\u00e1ter marxista-leninista do Partido.<\/p>\n<p>No m\u00eas de abril de 2000, em Xer\u00e9m (Rio), realizou-se o XII Congresso. Al\u00e9m de aprofundar a leitura sobre a conjuntura pol\u00edtica nacional e internacional e formular sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, os comunistas do PCB avan\u00e7aram em outras quest\u00f5es que se colocavam para a classe trabalhadora no enfrentamento \u00e0 explora\u00e7\u00e3o capitalista. A constru\u00e7\u00e3o de uma frente das esquerdas em um projeto de confronto ao neoliberalismo e a unidade dos comunistas no Brasil foram importantes resolu\u00e7\u00f5es aprovadas pelo Congresso. A consolida\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de organiza\u00e7\u00e3o leninista foi concretizada na aprova\u00e7\u00e3o do novo estatuto partid\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 2005, em Belo Horizonte, o PCB realizou seu XIII Congresso e refor\u00e7ou a compreens\u00e3o de que a &#8220;revolu\u00e7\u00e3o socialista \u00e9 um processo hist\u00f3rico complexo&#8221;, isto \u00e9, que o &#8220;triunfo do Socialismo n\u00e3o \u00e9 um fato que acontecer\u00e1 de forma natural ou inexor\u00e1vel, como afirmam algumas leituras mecanicistas da obra de Marx, mas sim uma possibilidade hist\u00f3rica que deve ser constru\u00edda&#8221;. Balizou ainda a necessidade de ruptura com a pol\u00edtica governamental que o ent\u00e3o Presidente Lula desenvolvia no pa\u00eds, sob uma orienta\u00e7\u00e3o social-liberal e conciliadora com os interesses e perspectivas das elites e do imperialismo.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, em janeiro de 2006, o PCB rompia sua participa\u00e7\u00e3o nos f\u00f3runs da CUT (Central \u00danica dos Trabalhadores), por entender que esta entidade tornara-se um bra\u00e7o governamental e promotor da concilia\u00e7\u00e3o de classe junto aos trabalhadores. O Partido contribuiu para a constru\u00e7\u00e3o da Intersindical \u2013 instrumento de organiza\u00e7\u00e3o e luta da classe trabalhadora \u2013 e prop\u00f4s o debate sobre os desafios colocados para o movimento sindical de corte classista, na perspectiva da constru\u00e7\u00e3o de uma nova e ampla entidade sindical, classista, democr\u00e1tica e independente, capaz de conduzir as lutas do proletariado, em especial da classe oper\u00e1ria brasileira.<\/p>\n<p>O PCB recuperou espa\u00e7os e ampliou a sua presen\u00e7a na \u00e1rea internacional, tendo constru\u00eddo la\u00e7os mais fortes e empreendido a\u00e7\u00f5es conjuntas com partidos e organiza\u00e7\u00f5es comunistas e de esquerda de outros pa\u00edses. Exemplos foram as presen\u00e7as de delega\u00e7\u00f5es nos Congressos dos PCs Portugu\u00eas, Grego, Colombiano, Argentino, Turco e da Federa\u00e7\u00e3o Russa; nos encontros dos Partidos Comunistas realizados em Lisboa e S\u00e3o Paulo; nas visitas e a\u00e7\u00f5es conjuntas, no Brasil e no exterior, com os PCs Peruano, Chileno, Venezuelano, Boliviano, Paraguaio, Mexicano e outros; nas a\u00e7\u00f5es conjuntas e na presen\u00e7a em Congressos das Juventudes Comunistas (pela a\u00e7\u00e3o da UJC); na presen\u00e7a em atos pol\u00edticos em outros pa\u00edses, com destaque para aqueles realizados na Venezuela, no Peru, na Bol\u00edvia, no Paraguai e em Honduras; na presen\u00e7a nos Encontros do Movimento Humanista; nas reuni\u00f5es bilaterais com os PCs; nas participa\u00e7\u00f5es em manifestos conjuntos e consultas internacionais com outros PCs.<\/p>\n<p><strong>XIV Congresso: construir o Bloco Revolucion\u00e1rio do Proletariado<\/strong><\/p>\n<p>No XIV Congresso, realizado em outubro de 2009 no Rio, comprovava-se o acerto no trabalho de reinser\u00e7\u00e3o do PCB no movimento comunista internacional e de solidariedade militante aos partidos, movimentos e governos que avan\u00e7avam na luta anticapitalista e anti-imperialista em todo o mundo. Verificou-se a forte presen\u00e7a de convidados estrangeiros ao Congresso, atrav\u00e9s das delega\u00e7\u00f5es dos Partidos Comunistas Cubano, Grego, da Alemanha, dos Povos da Espanha, dos Mexicanos, Liban\u00eas, Colombiano, da Venezuela, da Bol\u00edvia, do Chile, Peruano, Paraguaio, Argentino, do Polo do Renascimento Comunista Franc\u00eas, da Frente Popular de Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina, da Coordenadora Continental Bolivariana, do Partido Comunista do Vietn\u00e3 e do Partido do Trabalho da Cor\u00e9ia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m compareceram, como convidados, companheiros do PSOL, do PSTU, do PDT, do PH, da Consulta Popular, do MST, do PCR, da Intersindical, da CUT, da Refunda\u00e7\u00e3o Comunista, do CECAC, de entidades de solidariedade internacionalista e da nossa querida Uni\u00e3o da Juventude Comunista, demonstrando o crescimento do trabalho do PCB no interior dos movimentos sociais e pol\u00edticos no Brasil.<\/p>\n<p>O PCB afirmava que o Brasil j\u00e1 havia cumprido o ciclo burgu\u00eas, tornando-se uma forma\u00e7\u00e3o social capitalista desenvolvida, terreno prop\u00edcio para a luta de classes aberta entre a burguesia e o proletariado. E asseverava que o cen\u00e1rio da luta de classes mundial e suas manifesta\u00e7\u00f5es no continente latino-americano, o car\u00e1ter do capitalismo monopolista brasileiro e sua profunda articula\u00e7\u00e3o com o sistema imperialista mundial, a hegemonia conservadora, os resultados deste dom\u00ednio sobre os trabalhadores e as massas populares no sentido de precariza\u00e7\u00e3o da qualidade de vida, desemprego, crescente concentra\u00e7\u00e3o da riqueza e flexibiliza\u00e7\u00e3o de direitos levavam a reafirmar que o car\u00e1ter da luta de classes no Brasil inscreve a necessidade de uma estrat\u00e9gia socialista.<\/p>\n<p>Para tanto, propunha a forma\u00e7\u00e3o de uma frente pol\u00edtica permanente de car\u00e1ter anticapitalista e anti-imperialista, n\u00e3o confundindo com mera coliga\u00e7\u00e3o eleitoral, na perspectiva da constitui\u00e7\u00e3o do Bloco Revolucion\u00e1rio do Proletariado como um movimento rumo ao socialismo.<\/p>\n<p><strong>XV Congresso: lutar, criar Poder Popular!<\/strong><\/p>\n<p>No XV Congresso, realizado em abril de 2014, os militantes do PCB reafirmaram categoricamente a contradi\u00e7\u00e3o entre capital e trabalho em n\u00edvel global como a contradi\u00e7\u00e3o fundamental a exigir a organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora na luta contra o sistema dominante. A luta central, pois, \u00e9 a luta entre classes, n\u00e3o a luta entre na\u00e7\u00f5es. Mesmo reconhecendo que as muta\u00e7\u00f5es sofridas pela classe trabalhadora no quadro do redimensionamento global do capitalismo atual acarretaram altera\u00e7\u00f5es muito expressivas no conjunto do proletariado, fazendo com que, nos dias atuais, ela seja bastante diferente do proletariado industrial identificado como sujeito revolucion\u00e1rio do Manifesto do Partido Comunista, o PCB considera ser esse contingente de trabalhadores, por sua posi\u00e7\u00e3o central no processo de produ\u00e7\u00e3o de riquezas, o grupo capacitado a assumir o protagonismo na luta de classes, rumo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do socialismo e da sociedade comunista.<\/p>\n<p>Ao analisar a conjuntura brasileira, o PCB entendia que a chegada do PT ao governo nos anos 2.000 s\u00f3 fez avan\u00e7ar a proposta de realiza\u00e7\u00e3o de um \u201cpacto nacional\u201d de submiss\u00e3o consentida dos trabalhadores \u00e0 hegemonia burguesa. O apelo ao tratamento compensat\u00f3rio \u00e0 fome e \u00e0 mis\u00e9ria integra a estrat\u00e9gia de constru\u00e7\u00e3o do consenso em torno do projeto de transforma\u00e7\u00e3o do Brasil em um pa\u00eds de capitalismo avan\u00e7ado com \u201cface humana\u201d: a economia privada dando lucros, o Estado arrecadando e, depois de garantir os priorit\u00e1rios interesses do grande capital, chegando, de maneira focalizada, at\u00e9 pontos da miserabilidade, para amortecer a explosividade da mis\u00e9ria. O PCB criticava firmemente pol\u00edtica que prop\u00f5e a concilia\u00e7\u00e3o e a harmoniza\u00e7\u00e3o entre o capital e o trabalho, colocando o interesse da \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d acima dos interesses de classes, partindo da cren\u00e7a segundo a qual o desenvolvimento da economia capitalista resolveria as desigualdades sociais atrav\u00e9s do \u201cciclo virtuoso\u201d da produ\u00e7\u00e3o, emprego, consumo, restando aos mais miser\u00e1veis as pol\u00edticas compensat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Como alternativa \u00e0 ordem burguesa, o XV Congresso avan\u00e7ou na formula\u00e7\u00e3o acerca do Poder Popular, cujo processo de constru\u00e7\u00e3o deve se dar a partir das a\u00e7\u00f5es independentes da classe trabalhadora em seus embates contra as manifesta\u00e7\u00f5es concretas do capitalismo, atrav\u00e9s de mobiliza\u00e7\u00f5es, greves e movimentos que coloquem em marcha os diferentes segmentos do proletariado e da classe trabalhadora em geral. Tais lutas podem se transformar em enfrentamentos mais intensos contra o sistema capitalista, mas somente a unidade program\u00e1tica em torno de eixos comuns capazes de unificar as demandas setoriais fragmentadas em uma pauta cada vez mais precisa de bandeiras e reivindica\u00e7\u00f5es, dar\u00e1 forma efetiva ao campo popular e de esquerda, no rumo de um programa pol\u00edtico de transforma\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter anticapitalista. Deste modo, o Poder Popular assume sua potencialidade como germe de um novo Estado sustentado pelas massas populares e pela classe trabalhadora, como germe de um Estado Prolet\u00e1rio \u2013 a Ditadura do Proletariado \u2013 que conduzir\u00e1 a transi\u00e7\u00e3o socialista visando a erradicar a propriedade privada, as classes e, portanto, o pr\u00f3prio Estado atrav\u00e9s da livre associa\u00e7\u00e3o dos produtores.<\/p>\n<p><strong>XVI Congresso: avan\u00e7ar nas lutas e construir a revolu\u00e7\u00e3o socialista<\/strong><\/p>\n<p>O PCB realizou, em novembro de 2021, seu XVI Congresso, cujos debates haviam se iniciado em 2019, mas somente puderam ser conclu\u00eddos ap\u00f3s o decl\u00ednio da pandemia de Covid-19. As discuss\u00f5es ocorreram num contexto de crise profunda do sistema capitalista, de crise pol\u00edtica, social e econ\u00f4mica no Brasil, com o acirramento das contradi\u00e7\u00f5es provocadas pelas a\u00e7\u00f5es do governo neofascista de Bolsonaro: agravamento da carestia, da fome, do desemprego, da recess\u00e3o na economia, dos ataques aos direitos civis, sociais e trabalhistas, desmonte da educa\u00e7\u00e3o, da sa\u00fade e dos servi\u00e7os p\u00fablicos em geral, genoc\u00eddio dos povos ind\u00edgenas, massacre do povo negro, recrudescimento do racismo, do machismo, da misoginia e da lgtbfobia.<\/p>\n<p>Debru\u00e7ando-se sobre a an\u00e1lise do perfil do proletariado brasileiro, aprofundando as resolu\u00e7\u00f5es sobre estrat\u00e9gia e t\u00e1tica e refor\u00e7ando o car\u00e1ter leninista da organiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, o XVI Congresso reafirmou o car\u00e1ter socialista da revolu\u00e7\u00e3o, o direito de rebeli\u00e3o das massas contra a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o e a necessidade de atua\u00e7\u00e3o em todos os espa\u00e7os de lutas, dentro e fora da institucionalidade, mantendo a independ\u00eancia org\u00e2nica, pol\u00edtica e de classe de nossa organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. Entendeu que o car\u00e1ter socialista da revolu\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o significa aus\u00eancia de media\u00e7\u00f5es nas lutas do proletariado, da juventude e da popula\u00e7\u00e3o pobre nos locais de trabalho, nos locais de moradia e de estudo e nos diferentes espa\u00e7os de atua\u00e7\u00e3o e luta que se abrem em meio \u00e0 luta de classes. Assinalou que as lutas cotidianas de nosso povo se chocam tamb\u00e9m diariamente com os interesses do capital e servem de elemento pedag\u00f3gico para as mobiliza\u00e7\u00f5es populares, sendo parte integrante do longo processo de constru\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p><strong>O PCB e seus Coletivos<\/strong><\/p>\n<p>O PCB atua no movimento de massas com Coletivos abertos \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de pessoas que, embora alinhadas \u00e0s nossas concep\u00e7\u00f5es, ainda n\u00e3o s\u00e3o militantes partid\u00e1rios. Nosso objetivo priorit\u00e1rio \u00e9 o fortalecimento da Unidade Classista como instrumento de organiza\u00e7\u00e3o e luta no movimento sindical e popular, especialmente nas categorias estrat\u00e9gicas da produ\u00e7\u00e3o e da circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e servi\u00e7os. Priorizamos a participa\u00e7\u00e3o nas entidades sindicais e nos movimentos populares e a atua\u00e7\u00e3o nos locais de trabalho, moradia e estudo. Defendemos a utiliza\u00e7\u00e3o de formas alternativas de organiza\u00e7\u00e3o, como a ocupa\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas e empresas, de terras dos latif\u00fandios, moradias e terrenos para a habita\u00e7\u00e3o, sempre buscando politizar e organizar os trabalhadores e as trabalhadoras para a luta pelo poder popular.<\/p>\n<p>Apoiamos e lutamos pela realiza\u00e7\u00e3o de um Encontro Nacional da Classe Trabalhadora, a ser constru\u00eddo a partir do campo sindical classista, para desenvolver a unidade de a\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, um programa de lutas e uma Frente ou Central Sindical classista de \u00e2mbito nacional. Os militantes do PCB e de seus coletivos participam de todos os f\u00f3runs unit\u00e1rios de mobiliza\u00e7\u00e3o e lutas nos Estados, buscando organizar a frente social e pol\u00edtica classista, especialmente no interior do F\u00f3rum Sindical, Popular e da Juventude por Direitos e Liberdades Democr\u00e1ticas, um dos principais instrumentos para a reorganiza\u00e7\u00e3o de nossa classe.<\/p>\n<p>Tem sido intenso o crescimento e o fortalecimento da Uni\u00e3o da Juventude Comunista, hoje organizada em todo o pa\u00eds, com presen\u00e7a marcante nas manifesta\u00e7\u00f5es nacionais. O PCB busca fortalecer e expandir essa frente de luta nas universidades p\u00fablicas e privadas e especialmente na juventude secundarista, com destaque para as escolas t\u00e9cnicas, Faetecs e institutos federais, a partir de suas entidades de base. A UJC deve refor\u00e7ar e desenvolver sua atua\u00e7\u00e3o junto a jovens trabalhadores e trabalhadoras e atuar com intensidade nos movimentos culturais.<\/p>\n<p>O Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, o Coletivo Minervino de Oliveira \u2013 voltado para a luta antirracista \u2013 v\u00eam crescendo e intensificando a sua atua\u00e7\u00e3o. O Coletivo LGBT Comunista vem se organizando em n\u00edvel nacional. Avan\u00e7amos nossa participa\u00e7\u00e3o nas lutas dos povos ind\u00edgenas e em comunidades populares. O PCB d\u00e1 especial aten\u00e7\u00e3o ao trabalho cultural, especialmente entre os jovens e busca a aproxima\u00e7\u00e3o com intelectuais libert\u00e1rios para o fortalecimento da luta cultural contra os valores burgueses, conservadores e reacion\u00e1rios, em favor da solidariedade internacionalista entre os povos e da plena emancipa\u00e7\u00e3o humana, que se dar\u00e1 com a constru\u00e7\u00e3o da sociedade socialista, no rumo do comunismo.<\/p>\n<p><strong>Um Partido Centen\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Se a hist\u00f3ria do PCB foi marcada por uma sistem\u00e1tica repress\u00e3o, que o compeliu \u00e0 clandestinidade por mais da metade de sua exist\u00eancia e que entregou ao povo brasileiro uma boa parte de seus maiores her\u00f3is do s\u00e9culo XX, nem por isto o PCB foi um partido marginal. Ao contr\u00e1rio: da d\u00e9cada de 1920 aos dias atuais, os comunistas, com seus acertos e erros, mas especialmente com sua profunda liga\u00e7\u00e3o aos interesses hist\u00f3ricos das massas trabalhadoras brasileiras, participaram ativamente da din\u00e2mica social, pol\u00edtica e cultural do pa\u00eds. Por isso mesmo, resgatar a hist\u00f3ria do PCB \u00e9 recuperar a mem\u00f3ria de um Brasil insurgente, ao mesmo tempo premido pelas imposi\u00e7\u00f5es do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista e do imperialismo, para comprovar que s\u00f3 pode fazer futuro quem tem lastro no passado.<\/p>\n<p>PELO PODER POPULAR, RUMO AO SOCIALISMO!<\/p>\n<p>FOMOS, SOMOS E SEREMOS COMUNISTAS!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29871\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[365,1,5],"tags":[],"class_list":["post-29871","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-centenario-do-pcb","category-geral","category-s4-pcb"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7LN","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29871","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29871"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29871\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29871"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29871"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29871"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}