{"id":2992,"date":"2012-06-11T13:15:53","date_gmt":"2012-06-11T13:15:53","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2992"},"modified":"2012-06-11T13:15:53","modified_gmt":"2012-06-11T13:15:53","slug":"resgate-evita-intervencao-na-espanha-mas-crise-continua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2992","title":{"rendered":"Resgate evita interven\u00e7\u00e3o na Espanha, mas crise continua"},"content":{"rendered":"\n<p>Rajoy admitiu, no entanto, que, apesar da ajuda aos bancos, a crise na Espanha deve piorar. O pa\u00eds permanecer\u00e1 preso em sua segunda recess\u00e3o em tr\u00eas anos, e mais espanh\u00f3is v\u00e3o perder seus empregos em um pa\u00eds onde uma em cada quatro pessoas j\u00e1 est\u00e1 desempregada, disse ele.<\/p>\n<p>O premi\u00ea vem sendo criticado pela oposi\u00e7\u00e3o e pela imprensa por sua gest\u00e3o de crise e deve ter de se explicar ao Parlamento nos pr\u00f3ximos dias. O sil\u00eancio de Rajoy teve in\u00edcio na tarde de s\u00e1bado, quando o ministro da Economia, Luis de Guindos, foi destacado para anunciar \u00e0 imprensa o acordo que garantir\u00e1 at\u00e9 \u20ac 100 bilh\u00f5es para a recapitaliza\u00e7\u00e3o do sistema financeiro da Espanha, abalado desde o in\u00edcio da crise do mercado imobili\u00e1rio, em 2008.<\/p>\n<p>Ontem, Rajoy fez seu primeiro pronunciamento sobre o pacote de socorro &#8211; o quinto concedido por Bruxelas, depois da Gr\u00e9cia, por duas vezes, da Irlanda e de Portugal terem recebido apoio financeiro. &#8220;Estou muito satisfeito, e creio que ultrapassamos uma etapa decisiva&#8221;, disse. &#8220;Se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos feito o que fizemos nos \u00faltimos cinco meses, o que teria acontecido seria uma interven\u00e7\u00e3o na Espanha.&#8221; O premi\u00ea tamb\u00e9m citou os n\u00fameros do pacote em tom de elogio. &#8220;Obter uma linha de cr\u00e9dito de \u20ac 100 bilh\u00f5es n\u00e3o foi nada f\u00e1cil.&#8221;<\/p>\n<p>Rajoy assegurou ainda que os juros do pacote de socorro n\u00e3o incidir\u00e3o sobre o d\u00e9ficit p\u00fablico, j\u00e1 elevado. Em 2011, a Espanha registrou um rombo de 8,9% do Produto Interno Bruto (PIB) nas contas governamentais, e precisa reduzir o buraco a 5,3% at\u00e9 o fim de 2012. Tudo em um cen\u00e1rio de alto endividamento dos governos regionais e de desemprego em massa, que chegou a 24,44% no primeiro trimestre.<\/p>\n<p>Como Guindos havia feito no s\u00e1bado, Rajoy garantiu que o pacote de socorro n\u00e3o representa nenhum tipo de interven\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o econ\u00f4mica da Espanha. Nenhum novo plano de austeridade teria sido acordado. A \u00fanica exig\u00eancia, segundo ele, \u00e9 que as reformas j\u00e1 iniciadas, como a do mercado de trabalho e da previd\u00eancia, sejam mantidas.<\/p>\n<p>Na entrevista, Rajoy n\u00e3o usou as palavras &#8220;socorro&#8221; e &#8220;resgate&#8221; &#8211; o que foi interpretado como uma tentativa de demonstrar normalidade. Com esse esp\u00edrito, Rajoy disse que assistiria ao jogo Espanha e It\u00e1lia, na Pol\u00f4nia, no que foi duramente criticado. Analistas dizem que, apesar de o pacote evitar uma cat\u00e1strofe iminente, os bancos do continente continuam a correr s\u00e9rio risco.<\/p>\n<p>XXX<\/p>\n<p>Pa\u00eds reativa plano de retalia\u00e7\u00e3o contra EUA<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo brasileiro decidiu reativar o plano de retalia\u00e7\u00e3o de US$ 800 milh\u00f5es contra os Estados Unidos devido ao conflito comercial provocado pelos subs\u00eddios ilegais americanos aos seus produtores de algod\u00e3o. A C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior (Camex) poder\u00e1 dar o sinal verde hoje para a reconvoca\u00e7\u00e3o de um grupo interministerial que determinar\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es de aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es, se negocia\u00e7\u00f5es bilaterais nas pr\u00f3ximas semanas fracassarem.<\/p>\n<p>O Brasil tem autoriza\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) para impor repres\u00e1lia contra os EUA por causa de manuten\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios ilegais americanos no caso do algod\u00e3o. O governo brasileiro tinha decidido impor sobretaxa em mais de cem produtos americanos, al\u00e9m de atacar na \u00e1rea de propriedade intelectual, como no pagamento por patentes e direitos autorais.<\/p>\n<p>Em abril de 2010, o Brasil suspendeu o plano de retalia\u00e7\u00e3o, depois de acordo com os EUA, que passaram a pagar compensa\u00e7\u00e3o de US$ 147 milh\u00f5es anuais destinados a um fundo de apoio aos produtores de algod\u00e3o brasileiros.<\/p>\n<p>Ocorre que a lei agr\u00edcola americana (&#8220;Farm Bill&#8221;) termina em setembro. \u00c9 poss\u00edvel que ela seja estendida por algum tempo, at\u00e9 que os parlamentares americanos aprovem outra lei agr\u00edcola. Mas n\u00e3o h\u00e1 defini\u00e7\u00e3o de como fica a compensa\u00e7\u00e3o para cobrir preju\u00edzos sofridos pelo Brasil. As discuss\u00f5es no Congresso americano sinalizam aumento, e n\u00e3o redu\u00e7\u00e3o, de subs\u00eddios na nova lei agr\u00edcola para os pr\u00f3ximos anos, mantendo a fric\u00e7\u00e3o bilateral.<\/p>\n<p>O chefe da negocia\u00e7\u00e3o pelo lado brasileiro, o embaixador junto a OMC, Roberto Azevedo, tem feito in\u00fameras viagens a Washington para tentar uma solu\u00e7\u00e3o negociada. Numa de suas interven\u00e7\u00f5es, a comiss\u00e3o agr\u00edcola do Senado alterou um mecanismo que ampliaria subs\u00eddios para o algod\u00e3o. S\u00f3 que isso \u00e9 ainda considerado insuficiente para resolver o contencioso.<\/p>\n<p>Est\u00e1 marcada para meados de julho, em Bras\u00edlia, uma negocia\u00e7\u00e3o bilateral que poder\u00e1 ser crucial. Os brasileiros querem mais uma vez tentar obter esclarecimentos, por exemplo, sobre qual vai a ser a decis\u00e3o americana &#8211; de suspender ou n\u00e3o os pagamentos depois de setembro.<\/p>\n<p>Com o tema da retalia\u00e7\u00e3o voltando \u00e0 agenda da Camex, a press\u00e3o brasileira aumenta. A mensagem do governo \u00e9 que est\u00e1 pronto a reagir rapidamente. O grupo interministerial dever\u00e1 examinar, no caso de necess\u00e1ria a san\u00e7\u00e3o, se a lista de 103 produtos americanos a serem submetidos \u00e0 sobretaxa de importa\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 a mesma ou ser\u00e1 alterada. O valor da san\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser mudado.<\/p>\n<p>No caso de propriedade intelectual, alguns procedimentos internos n\u00e3o foram conclu\u00eddos em 2010, quando o Brasil concordou em suspender a aplica\u00e7\u00e3o da retalia\u00e7\u00e3o. Outra decisao \u00e9 se aplicaria primeiro retalia\u00e7\u00e3o contra bens e s\u00f3 numa segunda etapa sobre propriedade intelectual.<\/p>\n<p>A Camex dever\u00e1 hoje dar tambem o sinal verde para o Brasil abrir disputas contra a \u00c1frica do Sul, contestando barreira contra as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carnes de frango e su\u00edna, que causam preju\u00edzo de milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Os movimentos do Brasil ocorrer\u00e3o as v\u00e9speras da c\u00fapula do G-20, no M\u00e9xico, onde Barack Obama, Dilma Rousseff e outros presidentes v\u00e3o, mais uma vez, condenar oficialmente a\u00e7\u00f5es protecionistas, sem efeitos na pr\u00e1tica. Ao mesmo tempo, a Camara de Com\u00e9rcio Internacional (CCI), que representa milhares de companhias em todas as regi\u00f5es, publicar\u00e1 novo ranking dos pa\u00edses que mais levantam barreiras contra importa\u00e7\u00f5es. &#8220;O Brasil e a Argentina est\u00e3o entre os piores&#8221;, disse o diretor-geral da CCI, Jean Guy Carrier.<\/p>\n<p>XXX<\/p>\n<p>UE critica Mercosul e quer liga\u00e7\u00e3o direta com Brasil<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia (UE) tem interesse em criar uma liga\u00e7\u00e3o direta com o Brasil para fazer avan\u00e7ar as hoje estagnadas negocia\u00e7\u00f5es comerciais entre o bloco de 27 pa\u00edses e o Mercosul, sem esperar a Argentina. Na semana passada, o comiss\u00e1rio de Agricultura e Desenvolvimento Rural da UE, Dacian Ciolos, disse, em Paris, que a negocia\u00e7\u00e3o birregional est\u00e1 paralisada, porque n\u00e3o h\u00e1 com quem discutir no bloco sul-americano.<\/p>\n<p>&#8220;Com quem discutir? O Mercosul tem ainda coisas a esclarecer no interior dessa estrutura, se ela existe. \u00c9 preciso que tenhamos um parceiro para poder falar de negocia\u00e7\u00e3o com o Mercosul. Por enquanto, n\u00e3o \u00e9 o caso&#8221;, argumentou, ao ser questionado se as conversa\u00e7\u00f5es haviam terminado.<\/p>\n<p>Na mesma entrevista, o deputado Joseph Daul, presidente do Partido Popular, o maior grupo politico no Parlamento Europeu, declarou que o &#8220;Mercosul n\u00e3o funciona mais&#8221;, criticou a Argentina e manifestou a inten\u00e7\u00e3o de uma negocia\u00e7\u00e3o direta com o Brasil. &#8220;Vamos criar no Parlamento Europeu uma liga\u00e7\u00e3o direta com o Brasil. N\u00e3o \u00e9 normal que um grande pais como o Brasil seja bloqueado no Mercosul por um outro pa\u00eds&#8221;, afirmou, em refer\u00eancia \u00e0 Argentina.<\/p>\n<p>Daul, que \u00e9 tambem produtor agr\u00edcola e esteve no Brasil no m\u00eas passado para discutir o tema, afirmou que &#8220;o presidente do Parlamento Europeu [Martin Schulz] vai, no outono, provavelmente, colocar em vigor um sistema pelo qual nos vamos trabalhar mais estreitamente com o Brasil, Uruguai e Paraguai, se a Argentina bloquear a discuss\u00e3o&#8221;. Segundo ele, Brasil, Paraguai e Uruguai mostram vontade de avan\u00e7ar nas negocia\u00e7\u00f5es, &#8220;mas, no momento, a Argentina bloqueia (&#8230;), n\u00e3o \u00e9 a Europa que bloqueia&#8221;.<\/p>\n<p>O deputado europeu disse que a mudan\u00e7a de cen\u00e1rio nos ultimos anos levou a Argentina a segurar as negocia\u00e7\u00f5es UE-Mercosul. &#8220;Quando a carne estava em US$ 1 [o quilo] para o produtor, eles tinham vontade de negociar. Agora, que a carne \u00e9 vendida l\u00e1 a \u20ac 3,20, eles t\u00eam menos vontade de aceitar os produtos industriais e servi\u00e7os que nos propomos&#8221; [em troca de concess\u00f5es na agricultura]&#8221;.<\/p>\n<p>Em c\u00edrculos da diplomacia brasileira, as declara\u00e7\u00f5es de Ciolos e Daul s\u00e3o vistas de v\u00e1rias maneiras. Por um lado, demonstram o reconhecimento da import\u00e2ncia da economia brasileira. De outro lado, o discurso de que o Mercosul \u00e9 complicado, ou inexistente, \u00e9 antigo e sempre foi usado pelos europeus quando Bruxelas n\u00e3o podia oferecer concess\u00f5es na \u00e1rea agr\u00edcola. Surgia, ent\u00e3o, o argumento de que o Mercosul n\u00e3o era um bloco com o mesmo n\u00edvel de integra\u00e7\u00e3o da UE.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia com os europeus sinaliza preocupa\u00e7\u00e3o com a volta desse discurso. Ainda mais quando se sabe que haver\u00e1 nova rodada de negocia\u00e7\u00f5es em julho, em Bras\u00edlia, para o acordo de livre com\u00e9rcio birregional. Uma das ideias \u00e9 que no segundo semestre, com o Brasil na presid\u00eancia do bloco, os dois lados troquem novas ofertas de liberaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a declara\u00e7\u00e3o de Ciolos pode ser um recado de que a UE n\u00e3o quer fazer avan\u00e7os na \u00e1rea agr\u00edcola, sem os quais n\u00e3o h\u00e1 acordo entre UE e Mercosul. O mandato europeu para negociar \u00e9 com o Mercosul, n\u00e3o com o Brasil isoladamente, e isso n\u00e3o vai mudar. E a negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pela \u00e1rea de com\u00e9rcio da UE, n\u00e3o pela da agricultura, comandada por Ciolos.<\/p>\n<p>As declara\u00e7\u00f5es de Ciolos e de Daul podem ser a tentativa de preparar o terreno para nova resist\u00eancia europeia. Existe a crise do euro e os europeus t\u00eam dificuldades para fazer concess\u00f5es para abrir mercado. Al\u00e9m disso, \u00e9 conhecida a t\u00e1tica de acusar o outro lado de n\u00e3o estar preparado para concess\u00f5es, para n\u00e3o se comprometer.<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o de Daul sobre a cria\u00e7\u00e3o de uma liga\u00e7\u00e3o direta com o Brasil no Parlamento Europeu tamb\u00e9m gerou reflex\u00f5es nos meios diplom\u00e1ticos. O Parlamento tem uma comiss\u00e3o para as rela\u00e7\u00f5es com o Mercosul, que n\u00e3o vai acabar. Portanto, n\u00e3o est\u00e1 muito claro como o Parlamento vai fazer em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil.<\/p>\n<p>Se o Parlamento quiser criar agora um grupo para o Brasil, a expectativa \u00e9 que isso seja feito com habilidade suficiente para que os outros membros do Mercosul n\u00e3o pensem que o Brasil pretenda se contrapor ao bloco. O Brasil sempre sinalizou aos europeus que n\u00e3o tem o menor interesse em ser cavaleiro solit\u00e1rio.<\/p>\n<p>XXX<\/p>\n<p>&#8216;Falta clima para investimento privado&#8217;<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Para realizar uma politica de investimentos, a presidente Dilma Rousseff deveria deslanchar um programa de privatiza\u00e7\u00f5es e tomar uma s\u00e9rie de medidas para melhorar o ambiente de neg\u00f3cios no Brasil. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 do economista Armando Castelar Pinheiro, coordenador de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV).<\/p>\n<p>&#8220;Algo que fosse visto como cr\u00edvel ajudaria as empresas a investir&#8221;, disse Pinheiro ao Estado. Para ele, mais importante que aumentar o investimento p\u00fablico \u00e9 estimular o investimento privado. &#8220;O Brasil \u00e9 um pa\u00eds que oferece bons retornos, mas antes de incluir os impostos. Depois de toda a carga tribut\u00e1ria, o retorno n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o interessante assim&#8221;. A seguir trechos da entrevista.<\/p>\n<p>A presidente Dilma pediu aos ministros uma pol\u00edtica pr\u00f3-c\u00edclica de investimentos. Como funcionaria?<\/p>\n<p>Acho que, no fundo, a presidente queria dizer que quer uma pol\u00edtica antic\u00edclica para combater o desaquecimento. Pro-c\u00edclico \u00e9 adotar medidas que estimulam mais a demanda quando o pa\u00eds est\u00e1 crescendo ou reduzem a demanda quando j\u00e1 est\u00e1 desaquecendo. Por exemplo: se o BC baixa juros e a economia est\u00e1 muito aquecida, adotou pol\u00edtica pr\u00f3-c\u00edclica. Geralmente \u00e9 feito o contr\u00e1rio. Se a economia est\u00e1 andando muito devagar, o BC baixa os juros; se a economia est\u00e1 andando muito depressa, o BC sobe os juros.<\/p>\n<p>No contexto atual, o Brasil precisa de uma pol\u00edtica antic\u00edclica de investimentos?<\/p>\n<p>A presidente quer que o investimento aque\u00e7a a demanda num momento em que a economia est\u00e1 andando devagar. O investimento \u00e9 parte da demanda. Ao investir numa hidrel\u00e9trica, por exemplo, \u00e9 preciso contratar construtoras, que por sua vez v\u00e3o contratar m\u00e3o de obra e fornecedores. Por causa da hidrel\u00e9trica, ser\u00e3o constru\u00eddas linhas de transmiss\u00e3o. Os trabalhadores v\u00e3o ter renda para consumir. O investimento \u00e9 parte da demanda e multiplica seu impacto na economia. No curto prazo, ele gera infla\u00e7\u00e3o. Mas, num segundo momento, vira capacidade instalada e permite crescer sem gerar infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Exclu\u00eddos gastos com o programa Minha Casa, Minha Vida, o investimento p\u00fablico n\u00e3o cresce, apesar da disposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do governo. Qual \u00e9 o problema?<\/p>\n<p>Tem quest\u00f5es de car\u00e1ter administrativo, como as mudan\u00e7as no Minist\u00e9rio dos Transportes, que tiveram repercuss\u00f5es no processo de contrata\u00e7\u00e3o de obras. Mas majoritariamente os investimentos n\u00e3o crescem por tr\u00eas fatores. Primeiro, os projetos t\u00eam uma s\u00e9rie de problemas e acabam parando no Tribunal de Contas da Uni\u00e3o. Ou seja, a contrata\u00e7\u00e3o das obras n\u00e3o est\u00e1 suficientemente azeitada e o processo para nos tr\u00e2mites de controle p\u00fablicos. Segundo, mesmo quando se passa da fase de projeto, existem v\u00e1rias quest\u00f5es, como obter a licen\u00e7a ambiental. Isso tamb\u00e9m reflete uma m\u00e1 prepara\u00e7\u00e3o. H\u00e1 uma s\u00e9rie de projetos no Minist\u00e9rio dos Transportes de empresas que venceram a licita\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o conseguiram entregar a obra. O processo de licita\u00e7\u00e3o tem que ser aperfei\u00e7oado. Terceiro, \u00e9 preciso melhorar a seguran\u00e7a jur\u00eddica do investidor, particularmente na \u00e1rea de infraestrutura. Por exemplo: as ag\u00eancias reguladoras est\u00e3o muito enfraquecidas. O investidor exige retorno alto porque enxerga muito risco.<\/p>\n<p>Algumas empresas que vencem a licita\u00e7\u00e3o n\u00e3o conseguem entregar a obra. Como conciliar a obten\u00e7\u00e3o de um bom resultado na licita\u00e7\u00e3o com a garantia de entrega da obra?<\/p>\n<p>Talvez seja o caso de ceder um pouco mais no pre\u00e7o e trabalhar com mais certeza nos investimentos. O que ocorre \u00e9 uma falsa redu\u00e7\u00e3o de custos, porque os gastos do governo s\u00e3o reduzidos na teoria, mas na pr\u00e1tica n\u00e3o tem investimento. N\u00e3o estamos conseguindo atrair projetos vi\u00e1veis. Isso aconteceu na segunda etapa de privatiza\u00e7\u00e3o de rodovias no governo Lula. Os projetos vencedores previam um ped\u00e1gio muito baixo, mas os investimentos nunca ocorreram. \u00c9 o famoso barato que sai caro.<\/p>\n<p>Pode ocorrer o mesmo na recente licita\u00e7\u00e3o dos aeroportos?<\/p>\n<p>Havia uma expectativa de que as vencedoras dos leil\u00f5es seriam grandes operadoras. Mas ganharam empresas que n\u00e3o tinham o perfil que o governo desejava. \u00c9 cedo para dizer (se os projetos v\u00e3o sair do papel). H\u00e1 que se dar um cr\u00e9dito a quem ganhou de que vai realizar o projeto. Mas, pelas declara\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio governo, se tornou uma fonte de preocupa\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso ter equil\u00edbrio melhor entre a redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os e a seguran\u00e7a do investimento. Por exemplo, estabelecendo penalidades no caso de n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o da obra ou criando regras para adaptar as tarifas e reduzir o risco de quem investe.<\/p>\n<p>Como melhorar a seguran\u00e7a jur\u00eddica para o investidor?<\/p>\n<p>Precisamos de ag\u00eancias reguladoras independentes, com alta qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, que n\u00e3o sofram influ\u00eancia pol\u00edtica. O que tivemos nos \u00faltimos anos foi um aumento da influ\u00eancia pol\u00edtica nas ag\u00eancias, a redu\u00e7\u00e3o da sua autonomia financeira, e uma dificuldade para indicar diretores. Elas costumam atravessar prazos longos sem a indica\u00e7\u00e3o de diretores. Tudo isso acabou enfraquecendo as ag\u00eancias.<\/p>\n<p>E preciso reduzir o super\u00e1vit prim\u00e1rio para elevar o investimento dado o fraco crescimento da economia?<\/p>\n<p>O investimento p\u00fablico \u00e9 muito pequeno. Mais importante do que fazer isso (reduzir o super\u00e1vit prim\u00e1rio) \u00e9 melhorar o clima para o investimento privado no Pa\u00eds. A taxa de investimento no Brasil foi de 18,7% do PIB (Produto Interno Bruto) no \u00faltimo trimestre. Desse total, 16% \u00e9 investimento privado. \u00c9 esse que faz a diferen\u00e7a. O investimento p\u00fablico precisa ser aumentado, mas n\u00e3o \u00e9 um projeto para amanh\u00e3. Existe um d\u00e9ficit de investimento em infraestrutura no Brasil entre 2% e 2,5% do PIB. Parte disso, provavelmente metade, deveria vir de investimento p\u00fablico, n\u00e3o necessariamente realizado pelo governo, mas por meio de PPPs (Parcerias Publico Privadas), um instrumento que j\u00e1 vai fazer dez anos que foi criado pelo governo e at\u00e9 agora n\u00e3o foi utilizado. Mas \u00e9 um projeto de m\u00e9dio prazo. N\u00e3o vai se resolver em tr\u00eas meses. \u00c9 preciso trabalhar o investimento privado.<\/p>\n<p>Como despertar o &#8220;esp\u00edrito animal&#8221; dos empres\u00e1rios?<\/p>\n<p>Obviamente que a crise l\u00e1 fora gera incerteza, mas o ambiente de neg\u00f3cios no Brasil \u00e9 muito ruim. Nas pesquisas sobre ambiente de investimento, um dos maiores problemas do Brasil \u00e9 a alta carga tribut\u00e1ria. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds que oferece bons retornos, mas antes de incluir os impostos. Depois de inclu\u00edda toda a carga tribut\u00e1ria, o retorno n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o interessante assim. A falta de infraestrutura para o investidor privado \u00e9 um problema s\u00e9rio. E a quest\u00e3o da seguran\u00e7a jur\u00eddica tamb\u00e9m \u00e9 muito importante para o investimento privado. Particularmente nas pequenas e m\u00e9dias empresas, est\u00e1 sendo enfraquecida no Brasil a separa\u00e7\u00e3o entre a pessoa jur\u00eddica e a pessoa f\u00edsica. Um cidad\u00e3o abre uma empresa e faz um investimento, que \u00e9 sempre um risco. Ele pode ter que responder, na pessoa f\u00edsica, por despesas da previd\u00eancia social, encargos da Receita Federal e processos na justi\u00e7a trabalhista. Algo que em tese deveria se encerrar na pessoa jur\u00eddica acaba se transformando em passivo de muito tempo na pessoa f\u00edsica. O princ\u00edpio da responsabilidade limitada, algo que desperta o esp\u00edrito animal, est\u00e1 muito enfraquecido no Brasil.<\/p>\n<p>As quest\u00f5es que o senhor mencionou s\u00e3o de m\u00e9dio e longo prazo. Como deslanchar os investimentos privados no curto prazo?<\/p>\n<p>O governo pode acenar com essas medidas. Isso ajudaria aquele investidor que tem uma vis\u00e3o de m\u00e9dio prazo. Falta no Brasil um programa para melhorar o ambiente de neg\u00f3cios &#8211; algo que fosse visto como cr\u00edvel ajudaria. Tamb\u00e9m dever\u00edamos deslanchar um programa de privatiza\u00e7\u00f5es ou concess\u00f5es nas \u00e1reas de ferrovias, aeroportos, com muito mais vigor do que foi feito at\u00e9 agora. Isso estimularia as empresas a se preparar. \u00c9 preciso fazer muito na \u00e1rea de infraestrutura, o que passa pelas privatiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O ministro Mantega tem dito que, para estimular os investimentos, \u00e9 preciso aumentar a demanda. Estimular o consumo ainda \u00e9 vi\u00e1vel ou esbarra no alto endividamento das fam\u00edlias?<\/p>\n<p>Uma das coisas que efetivamente faz com que o investimento diminua \u00e9 a empresa ter capacidade ociosa. Se uma ind\u00fastria tem capacidade ociosa, segura o investimento porque pode aumentar a produ\u00e7\u00e3o com a capacidade que j\u00e1 tem. \u00c9 \u00f3bvio que mais demanda acaba estimulando o investimento. A quest\u00e3o \u00e9 como voc\u00ea faz isso. Estimular o endividamento das fam\u00edlias \u00e9 um risco amanh\u00e3. Podemos ter um problema de fam\u00edlias muito endividadas que n\u00e3o t\u00eam como saldar suas d\u00edvidas. Essa receita funcionou bem h\u00e1 dois anos, porque as fam\u00edlias estavam menos endividadas. Hoje \u00e9 mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Reduzir o custo do investimento pode ajudar?<\/p>\n<p>Pode ajudar, mas n\u00e3o \u00e9 isso que est\u00e1 segurando. O BNDES hoje oferece linhas a juro real praticamente zero. O que vem segurando o investimento \u00e9 a carga tribut\u00e1ria alta, o alto n\u00edvel de incerteza macroecon\u00f4mica e a inseguran\u00e7a jur\u00eddica. Se a economia estiver crescendo 7,5% e o empres\u00e1rio enxerga altos retornos, ele passa por cima disso. Mas quando o crescimento \u00e9 mais baixo, pesa mais.<\/p>\n<p>XXX<\/p>\n<p>Com\u00e9rcio externo da China indica rea\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Depois do choque negativo com os dados de abril, a economia chinesa surpreendeu positivamente em maio, quando houve aumento acima do esperado no com\u00e9rcio exterior e desacelera\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o para 3%. A produ\u00e7\u00e3o industrial veio abaixo do projetado por analistas, mas fechou em patamar superior ao registrado no m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que indica perda de f\u00f4lego da atividade econ\u00f4mica, a redu\u00e7\u00e3o da press\u00e3o dos pre\u00e7os amplia o espa\u00e7o para o governo chin\u00eas adotar medidas de apoio ao crescimento econ\u00f4mico, depois do primeiro corte da taxa de juros em mais de tr\u00eas anos, anunciado na quinta-feira.<\/p>\n<p>O com\u00e9rcio exterior foi respons\u00e1vel pelo resultado mais positivo da segunda maior economia do mundo em maio. As exporta\u00e7\u00f5es aumentaram 15,3% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo do ano passado, bem acima da varia\u00e7\u00e3o de 4,9% registrada em abril e das proje\u00e7\u00f5es dos analistas, que apontavam expans\u00e3o de 6,9%, segundo levantamento do jornal Wall Street Journal. As importa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m surpreenderam, depois da alta p\u00edfia de 0,3% do m\u00eas anterior, e tiveram eleva\u00e7\u00e3o de 12,7%. O mercado acreditava que o porcentual seria de 3%.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial registrou alta de 9,6%, acima dos 9,3% de abril, mas abaixo dos 9,9% esperados por analistas. Os 3% de infla\u00e7\u00e3o s\u00e3o o menor patamar para o indicador desde junho de 2010 e ficaram abaixo dos 3,2% projetos pelo mercado e dos 3,4% registrados em abril.<\/p>\n<p>As vendas no varejo desaceleraram de 14,1% no m\u00eas anterior para 13,8% em maio. Mas os resultados foram melhores no setor automotivo, que vendeu 1,28 milh\u00e3o de unidades, com alta de 22,6% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2011. Os investimentos em ativos fixos tiveram expans\u00e3o de 20,1%, ligeiramente abaixo dos 20,2% de maio e quase em linha com as previs\u00f5es do mercado.<\/p>\n<p>Antes do corte de 0,25 ponto porcentual dos juros, o governo j\u00e1 havia anunciado medidas de est\u00edmulo ao crescimento econ\u00f4mico, entre as quais a mais importante \u00e9 a acelera\u00e7\u00e3o na velocidade de aprova\u00e7\u00e3o de projetos industriais e de infraestrutura.<\/p>\n<p>Bom para o Brasil. As medidas devem incentivar a atividade de constru\u00e7\u00e3o e de fabrica\u00e7\u00e3o de a\u00e7o, o que pode beneficiar os produtores brasileiros de min\u00e9rio de ferro, principal produto de exporta\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de duas semanas, Pequim deu sinal verde para constru\u00e7\u00e3o de duas sider\u00fargicas que exigir\u00e3o investimentos de R$ 42,8 bilh\u00f5es e ter\u00e3o capacidade anual de produ\u00e7\u00e3o de 19,2 milh\u00f5es de toneladas de a\u00e7o, o equivalente a mais da metade das 35 milh\u00f5es de toneladas fabricadas no Brasil. O min\u00e9rio de ferro \u00e9 a principal material prima da fabrica\u00e7\u00e3o do a\u00e7o, que por sua vez \u00e9 essencial para a constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>XXX<\/p>\n<p>Em seis meses, US$ 24 bilh\u00f5es saem do Brasil<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Os bancos espanh\u00f3is reduziram sua exposi\u00e7\u00e3o no Brasil em US$ 24 bilh\u00f5es em seis meses. Os dados do Banco de Compensa\u00e7\u00f5es Internacionais (BIS) indicam que um ter\u00e7o de toda linha externa de cr\u00e9dito e de empr\u00e9stimos que o Pa\u00eds disp\u00f5e vem de bancos espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, deve aproveitar a viagem que far\u00e1 ao Brasil &#8211; para a C\u00fapula do Clima, no Rio de Janeiro &#8211; para conversar sobre a crise com a presidente Dilma Rousseff. Ele deve pedir o apoio do governo brasileiro diante da crise que vem enfrentando, com o argumento de que um aprofundamento da crise na Espanha n\u00e3o interessa ao Brasil.<\/p>\n<p>Segundo o BIS, os bancos espanh\u00f3is mantinham um estoque de cr\u00e9ditos e de exposi\u00e7\u00e3o no Brasil no valor de US$ 210 bilh\u00f5es em julho de 2011. Ao final do ano, o valor era de US$ 186 bilh\u00f5es. Em meados do semestre, o ponto mais baixo chegou a US$ 179 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Hoje, mais de um ter\u00e7o de todas as atividades externas de bancos espanh\u00f3is pelo mundo est\u00e1 no Brasil. Somada, a Am\u00e9rica Latina representa quase metade de toda a exposi\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es financeiras espanholas pelo mundo.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi por acaso que, j\u00e1 no final da semana passada, uma indica\u00e7\u00e3o de que haveria um resgate para os bancos espanh\u00f3is animou as bolsas em S\u00e3o Paulo e no resto da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o para a redu\u00e7\u00e3o na exposi\u00e7\u00e3o ao mercado brasileiro \u00e9 a crise que muitos deles vivem e a necessidade de focar recursos em garantir sua sa\u00fade financeira.<\/p>\n<p>O volume de cr\u00e9ditos dado pelos bancos espanh\u00f3is ao mercado brasileiro representa metade de toda a exposi\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es financeiras europeias no Brasil.<\/p>\n<p>Em julho, os bancos europeus mantinham um estoque de cr\u00e9ditos e de participa\u00e7\u00e3o no sistema financeiro brasileiro no valor de US$ 416 bilh\u00f5es. O valor desabou para US$ 346 bilh\u00f5es ao final do ano. Em apenas seis meses, a redu\u00e7\u00e3o ao mercado brasileiro foi de U$ 70 bilh\u00f5es, compensado por bancos de outras regi\u00f5es e por recursos dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>Apoio. O mercado brasileiro, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 de interesse apenas dos bancos espanh\u00f3is. Rajoy espera convencer a presidente Dilma de pelo menos dois pontos. O primeiro \u00e9 da import\u00e2ncia de que o Brasil mantenha seu mercado aberto para as exporta\u00e7\u00f5es espanholas.<\/p>\n<p>Fontes do governo de Madri confirmaram ao Estado que um pilar central da estrat\u00e9gia de recupera\u00e7\u00e3o da economia espanhola ser\u00e1 a concentra\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os na amplia\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es. Isso porque, com 24% de desemprego, a retomada do consumo dom\u00e9stico espanhol levar\u00e1 anos para ocorrer.<\/p>\n<p>No primeiro quadrimestre de 2012, as vendas espanholas para o Brasil aumentaram em 7,7%. Mas os europeus n\u00e3o escondem que temem medidas protecionistas no governo brasileiro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Estado de S. Paulo\nO pacote de socorro de at\u00e9 \u20ac 100 bilh\u00f5es aprovado pela Uni\u00e3o Europeia e pelo Banco Central Europeu (BCE) para recapitalizar o sistema financeiro da Espanha n\u00e3o resolveu a crise das d\u00edvidas e, al\u00e9m disso, fragilizou o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy. Em seu primeiro pronunciamento, o chefe de governo tentou mascarar a gravidade da situa\u00e7\u00e3o comemorando &#8220;ter evitado uma interven\u00e7\u00e3o&#8221; de Bruxelas e do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI).\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2992\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2992","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Mg","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2992"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2992\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}