{"id":29958,"date":"2023-02-14T18:44:20","date_gmt":"2023-02-14T21:44:20","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29958"},"modified":"2023-02-14T18:44:20","modified_gmt":"2023-02-14T21:44:20","slug":"entrevista-do-momento-tito-bellini","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29958","title":{"rendered":"Entrevista do Momento: Tito Bellini"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lavrapalavra.com\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/image-2023-02-14T183856.337.png?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Por Milton Pinheiro, via\u00a0Jornal O MOMENTO &#8211; PCB da Bahia<\/strong><\/p>\n<p>Tito Flavio Bellini Nogueira de Oliveira: \u00c9 professor adjunto do Departamento de Hist\u00f3ria da Universidade Federal do Tri\u00e2ngulo Mineiro \u2013 UFTM, sendo atualmente coordenador do Instituto Pr\u00e1xis de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura e do N\u00facleo de Estudos Marx e Marxismos \u2013 NEMARX. \u00c9 militante do PCB desde 2007, membro da dire\u00e7\u00e3o estadual de S\u00e3o Paulo, ex-candidato ao senado em 2022.<\/p>\n<p>O Momento: Voc\u00ea \u00e9 um hist\u00f3rico militante do PCB e reconhecido historiador. Como examina a conjuntura brasileira nessa transi\u00e7\u00e3o do governo do agitador fascista, Jair Bolsonaro, para o Lula?<\/p>\n<p>Tito Bellini: Primeiramente, quero dizer que fiquei muito feliz e honrado por poder participar dessa entrevista, ent\u00e3o deixo uma sauda\u00e7\u00e3o aos leitores e amigos da Bahia, em especial. A conjuntura brasileira \u00e9 grave e dif\u00edcil para a classe trabalhadora. A vit\u00f3ria de Lula foi fundamental pois aglutinou amplos setores da esquerda, progressistas e democratas em torno da derrota eleitoral dos fascistas. A tentativa de golpe subsequente, inclusive com a prepara\u00e7\u00e3o de atos terroristas, demonstrou que esse setor reacion\u00e1rio n\u00e3o defende sequer uma democracia formal, pol\u00edtica, de vi\u00e9s liberal. Demarcou os setores econ\u00f4micos, pol\u00edticos e sociais mais autorit\u00e1rios, com seu ran\u00e7o escravocrata, anti popular e antinacional. Deixou a luta de classes mais evidente e brutal. A posse de Lula foi marcante e hist\u00f3rica, pelos novos protocolos e pelos compromissos reafirmados em ambos os discursos de Lula, no Congresso e no Parlat\u00f3rio do Pal\u00e1cio do Planalto. Foram importantes para reafirmar compromissos sociais e populares importantes: revoga\u00e7\u00e3o do teto de gastos, enterro da reforma \u201cescravagista\u201d, combate \u00e0 desigualdade social, defesa das empresas p\u00fablicas, puni\u00e7\u00e3o dos criminosos do governo Bolsonaro. Os novos minist\u00e9rios criados ou recriados e os ministros indicados para essas \u00e1reas, tamb\u00e9m d\u00e3o uma t\u00f4nica do que podemos vir a ter em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica popular: Minist\u00e9rio da Cultura, Minist\u00e9rio das Mulheres, Minist\u00e9rio dos Povos Ind\u00edgenas, Minist\u00e9rio da Igualdade Racial, Minist\u00e9rio do Trabalho, entre outros. N\u00f3s, comunistas, estivemos com for\u00e7a na batalha do segundo turno e na posse de Lula. Temos clareza que a correla\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 dif\u00edcil e o bolsonarismo e o fascismo seguir\u00e3o vivos. N\u00e3o h\u00e1 clareza se de fato trata-se de um governo em disputa, com possibilidade de estar mais \u00e0 esquerda do que os de 2002 e 2006. Esse ser\u00e1 nosso papel: seguir mobilizando e organizando a classe trabalhadora para reivindicar e respaldar as reformas t\u00e3o necess\u00e1rias para superarmos os abismos sociais, bem pontuados pelo pr\u00f3prio Lula na posse. Sigamos atentos e mobilizados, pois a luta de classes n\u00e3o se encerra com uma vit\u00f3ria eleitoral.<\/p>\n<p>O Momento: Na \u00faltima elei\u00e7\u00e3o, voc\u00ea foi candidato ao senado por SP, poderia apresentar os principais aspectos dessa jornada pol\u00edtica?<\/p>\n<p>Tito Bellini: A tarefa que me coube em 2022 me pegou, num primeiro momento, de surpresa, pois est\u00e1vamos construindo uma candidatura a deputado desde 2021. Aceitei o desafio no ano do centen\u00e1rio e tentei contribuir da forma mais ampla, abrangente e articulada poss\u00edvel, com o conjunto do partido e das candidaturas que lan\u00e7amos no estado de SP. V\u00ednhamos tentando construir uma chapa que tivesse chances eleitorais, mas dificuldades nossas impediram isso. Ainda assim, conseguimos lan\u00e7ar a maior bancada de candidaturas do Brasil pelo PCB desde a reconstru\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. Esse foi um aspecto que me levou a aceitar o desafio, pois fui um dos articuladores de diversas candidaturas nossas e a disputa ao Senado me permitiria continuar nessa tarefa de acompanhamento e respaldo, como de fato ocorreu. Tive s\u00e9rias dificuldades pessoais, por problemas de sa\u00fade meu, de minha m\u00e3e, entre outros, que praticamente me deixaram fora de combate no primeiro m\u00eas de campanha. Ainda assim, e sem o fundo eleitoral, que s\u00f3 chegou ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es, conseguimos rodar praticamente todas as regi\u00f5es do estado.<\/p>\n<p>Mais do que levar nosso programa, foi poss\u00edvel apreender as diferentes realidades econ\u00f4micas e, sobretudo, de atua\u00e7\u00e3o dos comunistas no Estado de SP. Uma riqueza que muitas vezes n\u00e3o conseguimos fazer chegar \u00e0s dire\u00e7\u00f5es intermedi\u00e1rias e estaduais do partido. S\u00e3o atua\u00e7\u00f5es em \u00e1reas diversas como organiza\u00e7\u00e3o de comunidades tradicionais, povos origin\u00e1rios, trabalhadores sem teto, ocupa\u00e7\u00f5es urbanas, assentamentos rurais, juventude, movimento sindical, agentes culturais, comunica\u00e7\u00e3o popular, entre outras. Isso refor\u00e7ou a convic\u00e7\u00e3o e certeza que podemos caminhar para voltarmos a ser um partido que incida cada vez mais de forma org\u00e2nica e decisiva nos rumos da luta de classes e da organiza\u00e7\u00e3o popular em nosso pa\u00eds, com forma e lideran\u00e7a. O resultado eleitoral tamb\u00e9m foi expressivo: 59.449 votos, o que foi a maior vota\u00e7\u00e3o obtida pelo PCB nacionalmente em 2022 e a terceira maior desde os anos 90.<\/p>\n<p>O Momento: Qual \u00e9 a centralidade da sua atividade pol\u00edtica em SP?<\/p>\n<p>Tito Bellini: Sou militante organizado no estado de SP desde meu ingresso no PCB em 2007. Internamente, participo da dire\u00e7\u00e3o estadual do partido e da dire\u00e7\u00e3o macrorregional, entre outras tarefas que tenho. Assumi, recentemente, a Secretaria Estadual de Forma\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica do estado de SP. Na atua\u00e7\u00e3o de base, venho me dedicando desde 1996 \u00e0 milit\u00e2ncia, de forma ininterrupta. Inicialmente, no movimento estudantil de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, e depois na atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o e cultura. A partir de 2005, essa atua\u00e7\u00e3o foi sendo amplificada, atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o coletiva de um instrumento local de interven\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o Instituto Pr\u00e1xis de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura, que se tornou tamb\u00e9m o Ponto de Cultura Pedra no Sapato, na cidade de Franca. Nesse espa\u00e7o, organizamos a\u00e7\u00f5es importantes ao longo dos anos, seja na nossa sede, seja em articula\u00e7\u00f5es com outras frentes e entidades. Constru\u00edmos um cursinho popular que funcionou entre 2009 e 2020. Realizamos cursos de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em v\u00e1rios anos e com diferentes temas, algo a ser retomado esse ano. Tamb\u00e9m desenvolvemos um trabalho investigativo relacionado \u00e0 ditadura militar, que redundou no projeto Mem\u00f3rias da Resist\u00eancia, com a publica\u00e7\u00e3o de um livro e um document\u00e1rio focado em documentos in\u00e9ditos da ditadura militar encontrados numa fazenda abandonada no interior de S\u00e3o Paulo, fazenda essa de um ex-delegado do DOPS. Indico nosso site para conhecerem o trabalho, embora esteja um pouco desatualizado: www.memoriasdaresistencia.org.br<\/p>\n<p>Em Franca, tamb\u00e9m temos uma atua\u00e7\u00e3o junto aos professores da rede estadual, a partir da Unidade Classista. Uma a\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, pois somos oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 dire\u00e7\u00e3o pelega da APEOESP, mas temos articulado com amplos setores do professorado, sobretudo os mais fragilizados e precarizados, que s\u00e3o os chamados \u201ccategoria O\u201d. Ressaltamos que n\u00e3o h\u00e1 concurso para professores h\u00e1 10 anos no estado.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo ano, devo continuar com essa atua\u00e7\u00e3o local, mas tamb\u00e9m buscando aprofundar a organiza\u00e7\u00e3o do partido no estado de SP, ajudando a preparar o partido para o novo ciclo de lutas que se abre.<\/p>\n<p>O Momento: Poderia nos falar do seu compromisso acad\u00eamico como professor da UFTM?<\/p>\n<p>Tito Bellini: Contraditoriamente, minha atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 em SP, mas, minha atua\u00e7\u00e3o profissional se d\u00e1 em MG. Estou na UFTM desde 2010 e acumulei diferentes a\u00e7\u00f5es e interven\u00e7\u00f5es importantes, em articula\u00e7\u00e3o coletiva com outros colegas. Coordenei o departamento de Hist\u00f3ria por uma gest\u00e3o e tamb\u00e9m o PIBID por alguns anos. Participo como coordenador do N\u00facleo de Estudos Marx e Marxismos, onde desenvolvemos cursos e atividades ao longo desses anos.<\/p>\n<p>Na doc\u00eancia, atuo como professor de Hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Contempor\u00e2nea, al\u00e9m de disciplinas te\u00f3ricas de marxismo. O compromisso tem sido, desde sempre, com a constru\u00e7\u00e3o de uma universidade plural, popular e democr\u00e1tica. Ali\u00e1s, esse deveria ser o compromisso de todos docentes. Temos tentado preparar e orientar os discentes n\u00e3o para o mercado de trabalho, mas para algo mais abrangente, demonstrando que a atua\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e n\u00e3o apenas conte\u00fados, mas m\u00e9todos e inser\u00e7\u00f5es na a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica cotidiana, algo que n\u00e3o necessariamente se d\u00e1 apenas em sala de aula. Destaco muito isso aos discentes, que a universidade \u00e9 esse conjunto. Da\u00ed a necessidade fundamental de pol\u00edticas de perman\u00eancia e assist\u00eancia estudantil que garantam essa imers\u00e3o de fato na vida universit\u00e1ria, t\u00e3o crucial na forma\u00e7\u00e3o dos estudantes. Eu mesmo, em minha gradua\u00e7\u00e3o, precisei de moradia estudantil e bolsas, o que garantiram uma vida acad\u00eamica mais plena e diversa. Pois, \u00e9 algo que s\u00f3 pode ocorrer ainda na vida universit\u00e1ria, e n\u00e3o ap\u00f3s isso.<\/p>\n<p>O Momento: A milit\u00e2ncia no movimento docente tem sido uma marca do seu compromisso com a universidade popular, como se efetiva sua participa\u00e7\u00e3o nessa luta?<\/p>\n<p>Tito Bellini: Do ponto de vista pol\u00edtico, destaco sobretudo nossa atua\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es para reitoria em 2014 e 2018. Na primeira, passamos de 48% dos votos v\u00e1lidos. Na \u00faltima, vencemos na consulta informal e na lista tr\u00edplice. Infelizmente, como sab\u00edamos, o governo Temer retardou o processo por a\u00e7\u00e3o direta da reitoria derrotada, levando a nomea\u00e7\u00e3o ao governo Bolsonaro. Fomos a primeira Universidade Federal a sofrer interven\u00e7\u00e3o, quando o governo fascista n\u00e3o nomeou o reitor eleito, F\u00e1bio Fonseca, optando por um nome que sequer havia participado da consulta \u00e0 comunidade acad\u00eamica, o antigo vice-reitor. Rapidamente um oficial da Marinha foi nomeado assessor especial da reitoria. Nos encontramos sob interven\u00e7\u00e3o desde ent\u00e3o. Paralelo a isso, constru\u00edmos uma associa\u00e7\u00e3o de autodefesa nos moldes das antigas associa\u00e7\u00f5es de ajuda m\u00fatua. A Associa\u00e7\u00e3o de Defesa das Professoras e Professores da UFTM \u2013 ADPROU vem tentando ocupar um lugar na garantia dos direitos dos professores da UFTM, visto que nossa se\u00e7\u00e3o sindical, infelizmente, \u00e9 ligada aos interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos das elites de Uberaba e compactuou com o golpe que sofremos. Reconhecemos o ANDES como nosso sindicato, e estamos lutando para sermos filiados. J\u00e1 temos v\u00ednculo com a Federa\u00e7\u00e3o Sindical Mundial tamb\u00e9m. Esse instrumento pol\u00edtico e jur\u00eddico tem tido um papel importante na articula\u00e7\u00e3o com a comunidade universit\u00e1ria, em defesa de uma universidade popular, democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>O Momento: A batalha na frente cultural tem permitido avan\u00e7os importantes na regi\u00e3o de Franca (SP)?<\/p>\n<p>Tito Bellini: Essa atua\u00e7\u00e3o nossa se d\u00e1 desde 2005, mas sobretudo com mais \u00eanfase a partir de 2009. A partir de nossa associa\u00e7\u00e3o conseguimos ter uma sede e a mantemos em funcionamento at\u00e9 hoje. Costumo dizer que funcionamos como uma incubadora de projetos e grupos sem espa\u00e7o pr\u00f3prio. \u00c9 uma articula\u00e7\u00e3o rica e dif\u00edcil, pois h\u00e1 v\u00e1rias especificidades da atua\u00e7\u00e3o cultural e uma certa resist\u00eancia \u00e0 quest\u00e3o pol\u00edtica. Temos buscado superar isso cotidianamente, com relativo sucesso, pois n\u00e3o escondemos jamais nosso vi\u00e9s socialista e marxista, seja no nosso estatuto, seja na est\u00e9tica da nossa sede. Tamb\u00e9m funcionamos como um espa\u00e7o f\u00edsico onde diferentes organiza\u00e7\u00f5es de esquerda conseguem se reunir e promover atividades.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma atua\u00e7\u00e3o que leva a forma\u00e7\u00e3o de militantes tamb\u00e9m em quest\u00f5es burocr\u00e1tica-legais, muitas vezes uma defici\u00eancia nossa na atua\u00e7\u00e3o cotidiana. Evidente que a cultura por si s\u00f3, isolada, n\u00e3o garante mudan\u00e7as e transforma\u00e7\u00f5es duradouras. Precisa estar articulada com outras esferas da vida, e \u00e9 o que buscamos apontar e demonstrar ao longo dos anos. Creio que temos obtido um relativo sucesso nessa perspectiva.<\/p>\n<p>O Momento: Como examina a luta dos comunistas para o ano de 2023?<\/p>\n<p>Tito Bellini: Nossa luta \u00e9 permanente, uma continuidade dos desafios de 2022. Temos um vasto campo aberto. A procura de pessoas interessadas em estarem organizados conosco foi gigante no p\u00f3s-eleitoral. No Estado de SP, caminhamos para triplicar nosso tamanho, o que, creio eu, esteja ocorrendo em todo o Brasil. A grande frente de concilia\u00e7\u00e3o de classes para eleger Lula, caso impe\u00e7a de fato mudan\u00e7as estruturais, poder\u00e1 levar outros setores de esquerda a virem se organizar conosco.<\/p>\n<p>Mais do que um aspecto reativo, onde esperamos interessados a se organizarem, deveremos ser atuantes no cotidiano buscando aprofundar essa atua\u00e7\u00e3o, com forma\u00e7\u00e3o e sem medo de crescer, superando dificuldades e problemas que porventura surjam. S\u00f3 com uma forte organiza\u00e7\u00e3o nacional, de quadros, mas numericamente expressiva, conseguiremos retomar o lugar que os comunistas nunca deveriam ter perdido na luta de classes brasileira.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a tarefa \u00e9 abrangente, pois n\u00e3o \u00e9 um papel apenas de dirigir setores aproximados, mas organizar os desorganizados, articular com os organizados, aprender com os movimentos que estamos inseridos, revitalizar e capilarizar nosso enraizamento social. Ser vanguarda \u00e9 isso: a rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica entre ser dire\u00e7\u00e3o e aprender com as bases, corrigir erros e evidenciar a necessidade da revolu\u00e7\u00e3o socialista como \u00fanica poss\u00edvel para que tenhamos um pa\u00eds substancialmente democr\u00e1tico e justo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29958\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[222],"class_list":["post-29958","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7Nc","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29958","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29958"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29958\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29958"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29958"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29958"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}