{"id":2997,"date":"2012-06-12T17:06:57","date_gmt":"2012-06-12T17:06:57","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2997"},"modified":"2012-06-12T17:06:57","modified_gmt":"2012-06-12T17:06:57","slug":"mercado-espera-menos-pib-e-inflacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2997","title":{"rendered":"Mercado espera menos PIB e infla\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>O fraco desempenho da economia brasileira nos primeiros meses de 2012 e a piora no quadro externo promoveram intensas redu\u00e7\u00f5es nas estimativas dos economistas para a produ\u00e7\u00e3o industrial e para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil nas \u00faltimas semanas. O Boletim Focus, do Banco Central, mostra que a mediana das proje\u00e7\u00f5es para o crescimento da produ\u00e7\u00e3o industrial baixou de 1,94% h\u00e1 um m\u00eas para 1% nesta semana. Da mesma forma, a expectativa de expans\u00e3o do PIB recuou de 3,20% para 2,53% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>O boletim tamb\u00e9m mostra que os analistas j\u00e1 acreditam que a atividade fraca est\u00e1 ajudando a trazer a infla\u00e7\u00e3o mais para perto da meta. Nas proje\u00e7\u00f5es, o mercado j\u00e1 espera que o Indice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 5,03%.<\/p>\n<p>A dificuldade em se reativar a economia brasileira e o agravamento da crise na Europa, dizem os economistas, ainda poder\u00e3o ter reflexos expressivos no emprego industrial nos pr\u00f3ximos meses, influenciando o desempenho de outros setores, como o de servi\u00e7os. At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, a explica\u00e7\u00e3o para a manuten\u00e7\u00e3o do emprego na ind\u00fastria, apesar das sucessivas quedas na produ\u00e7\u00e3o, era o entendimento de que a m\u00e1 fase seria passageira. &#8220;Ap\u00f3s um semestre inteiro fraco, as incertezas aumentam e o mercado de trabalho come\u00e7ou a responder a isso&#8221;, diz Mauro Schneider, economista-chefe da BanifInvest.<\/p>\n<p>Os dados mais recentes da pesquisa de emprego industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) mostram que, no primeiro trimestre, houve redu\u00e7\u00e3o de 0,3% nos postos de trabalho em rela\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos tr\u00eas meses de 2011, configurando o segundo resultado trimestral negativo consecutivo. A produ\u00e7\u00e3o industrial, por\u00e9m, j\u00e1 vinha apresentando queda nesta base de compara\u00e7\u00e3o desde o segundo trimestre do ano passado, tendo recuado 1,1% nos 12 meses encerrados em mar\u00e7o. Neste per\u00edodo, a ocupa\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria cresceu 0,2%, e os rendimentos subiram 3,9% acima da infla\u00e7\u00e3o. Hoje, o IBGE divulga os n\u00fameros referentes a abril.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 prov\u00e1vel que o emprego industrial encolha no segundo trimestre e n\u00e3o esperamos crescimento neste ano. Para 2012, a expectativa \u00e9 de estabilidade na ocupa\u00e7\u00e3o, com a produ\u00e7\u00e3o industrial aumentando apenas 0,4%&#8221;, afirma Alexandre Andrade, economista da Votorantim Corretora. Ele ressalta que o fraco desempenho da ind\u00fastria foi o principal fator que levou a institui\u00e7\u00e3o a revisar de 2,9% para 2,2% sua estimativa para a expans\u00e3o do PIB neste ano. &#8220;Alguns setores industriais importantes, como o automotivo, est\u00e3o com estoques muito altos. Esper\u00e1vamos uma recupera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria no segundo trimestre, o que aparentemente n\u00e3o acontecer\u00e1.&#8221;<\/p>\n<p>Os estoques acima do previsto e a folga no uso da capacidade instalada, acrescenta Andrade, tamb\u00e9m contribuem para um panorama menos favor\u00e1vel ao emprego industrial. H\u00e1 mais de um ano, o N\u00edvel de Utiliza\u00e7\u00e3o da Capacidade Instalada (Nuci), medido pela Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), gira em torno de 84%. &#8220;O desempenho da ind\u00fastria nos pr\u00f3ximos meses vai depender da efetividade das medidas de est\u00edmulo promovidas pelo governo e do cen\u00e1rio internacional. Se n\u00e3o houver uma resposta positiva, a confian\u00e7a do setor n\u00e3o melhorar\u00e1 e, consequentemente, n\u00e3o haver\u00e1 investimentos e contrata\u00e7\u00f5es&#8221;, resume o economista da Votorantim Corretora.<\/p>\n<p>F\u00e1bio Rom\u00e3o, da LCA Consultores, espera uma rea\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria no segundo semestre diante das medidas de est\u00edmulo ao setor. &#8220;Mas \u00e9 poss\u00edvel que tenhamos mais um trimestre de retra\u00e7\u00e3o no emprego industrial antes que a situa\u00e7\u00e3o comece a melhorar&#8221;, afirma. Com os estoques elevados, ele acredita que levar\u00e1 um tempo at\u00e9 a que a ind\u00fastria reorganize a produ\u00e7\u00e3o e volte a contratar.<\/p>\n<p>Por ora, comenta Schneider, o impacto das demiss\u00f5es na ind\u00fastria est\u00e1 sendo amortecido pelo com\u00e9rcio e pelos servi\u00e7os, que se mant\u00eam robustos. &#8220;Mas, como os setores da economia se comunicam, em algum momento o enfraquecimento da ind\u00fastria vai bater nos outros setores&#8221;, afirma. Tal reflexo, esclarece o economista, poder\u00e1 se dar tanto pela menor absor\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra quanto pelo arrefecimento dos neg\u00f3cios. &#8220;Uma empresa que presta servi\u00e7os de transporte, por exemplo, ter\u00e1 menos trabalho se n\u00e3o houver produ\u00e7\u00e3o para transportar&#8221;, exemplifica.<\/p>\n<p>Essa liga\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria com os demais setores da economia, entretanto, tem se tornado mais t\u00eanue nos \u00faltimos meses devido ao ganho de renda da popula\u00e7\u00e3o, avalia Rom\u00e3o. &#8220;Os servi\u00e7os est\u00e3o sendo preservados pelos aumentos salariais, pela infla\u00e7\u00e3o menor e pela escassez de profissionais em alguns segmentos&#8221;, afirma. Al\u00e9m disso, a participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria no PIB vem caindo, tendo passado de 30% em 2004 para 27% em 2011. No mesmo per\u00edodo, a fatia do setor de servi\u00e7os, que no PIB inclui o com\u00e9rcio, aumentou de 60% para 67%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Na\u00e7\u00f5es ricas devem assumir responsabilidades, diz China<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A China espera que a Rio+20 produza um documento &#8220;orientador&#8221; que reflita a &#8220;vontade pol\u00edtica&#8221; de todos os pa\u00edses de caminhar rumo ao desenvolvimento sustent\u00e1vel, ao mesmo tempo que mantenha o princ\u00edpio que atribui responsabilidades diferenciadas a pa\u00edses desenvolvidos e em desenvolvimento.<\/p>\n<p>&#8220;Os pa\u00edses desenvolvidos come\u00e7aram seu desenvolvimento muito antes, consumiram mais recursos naturais e provocaram mais danos ao meio ambiente. Agora, eles devem assumir sua responsabilidade hist\u00f3rica&#8221;, declarou o Zhao Bentang, vice-diretor-geral do Departamento de Am\u00e9rica Latina e Caribe do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da China.<\/p>\n<p>Ele refutou o argumento de que a China de hoje \u00e9 muito diferente da de 20 anos atr\u00e1s, quando o princ\u00edpio foi consagrado na Eco-92. Apesar da expans\u00e3o econ\u00f4mica, Zhao diz que a China ainda \u00e9 um pa\u00eds em desenvolvimento, com 40 milh\u00f5es de pessoas abaixo da linha da pobreza, com menos de US$ 1 ao dia, e 100 milh\u00f5es em pobreza relativa.<\/p>\n<p>Zhao tamb\u00e9m afirmou que os \u00edndices de polui\u00e7\u00e3o e de consumo per capita s\u00e3o muito inferiores aos de pa\u00edses ricos. Com 1,3 bilh\u00e3o de pessoas, o pa\u00eds tem emiss\u00f5es per capita que equivalem a cerca de um quarto das registradas nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Para ele, a principal &#8220;discrep\u00e2ncia&#8221; nas negocia\u00e7\u00f5es do documento final gira em torno do preceito de responsabilidades comuns, mas diferenciadas. &#8220;A China insiste em que n\u00e3o se deve modificar esse princ\u00edpio.&#8221;<\/p>\n<p>A delega\u00e7\u00e3o chinesa ser\u00e1 chefiada pelo primeiro-ministro Wen Jiabao, que far\u00e1 sua primeira viagem ao Brasil. O embaixador brasileiro na China, Clodoaldo Hugueney, disse que o dirigente chin\u00eas conversou h\u00e1 duas semanas com a presidente Dilma Rousseff e houve grande &#8220;coincid\u00eancia&#8221; de posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Greve avan\u00e7a e problemas da expans\u00e3o universit\u00e1ria preocupam autoridades<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A greve dos professores universit\u00e1rios federais do pa\u00eds entra hoje no 27\u00ba dia com uma m\u00e9dia de 90% das atividades de gradua\u00e7\u00e3o, p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e pesquisa paralisadas em 49 universidades e tr\u00eas institutos de tecnologia, de acordo com informa\u00e7\u00f5es do Sindicato Nacional dos Docentes das Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior (Andes).<\/p>\n<p>O movimento preocupa o governo, que &#8220;teme ver manchada&#8221; a expans\u00e3o do setor que ocorre desde 2005, com a cria\u00e7\u00e3o de 14 novas institui\u00e7\u00f5es e a amplia\u00e7\u00e3o de muitos campi existentes. Al\u00e9m da aprova\u00e7\u00e3o da reestrutura\u00e7\u00e3o do plano de carreira da categoria, uma das principais reivindica\u00e7\u00f5es dos grevistas \u00e9 melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho nas novas unidades e naquelas que passaram por reformas.<\/p>\n<p>A \u00faltima greve da categoria, em 2005, coincide com os primeiros an\u00fancios das novas universidades e obras de expans\u00e3o. Agora, sete anos depois, os professores reclamam melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho. &#8220;Nesse tempo todo estava se gestando uma situa\u00e7\u00e3o delicada na categoria. As condi\u00e7\u00f5es de trabalho n\u00e3o acompanharam a expans\u00e3o: faltam bibliotecas, pr\u00e9dios, laborat\u00f3rio, professores em n\u00famero adequado para a nova estrutura. O ambiente de aprendizado est\u00e1 comprometido&#8221;, afirma Marina Barbosa, presidente do Andes.<\/p>\n<p>Ela pondera que o processo de expans\u00e3o n\u00e3o contabilizou o que o movimento grevista chama hoje de passivo profissional estrutural. &#8220;Nossa avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que quando a expans\u00e3o vem, traz muita novidade, novos cursos. A\u00ed contrata-se o n\u00famero de funcion\u00e1rios e professores para preencher a nova demanda, mas deixa um buraco nos programas existentes, que tamb\u00e9m receberam novos estudantes.&#8221;<\/p>\n<p>Aluno de hist\u00f3ria no campus de Guarulhos da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), Di\u00f3genes Sousa n\u00e3o vai \u00e0 aula desde o dia 4. Nas \u00faltimas semanas, os alunos aproveitaram a paralisa\u00e7\u00e3o dos professores para protestar contra problemas de infraestrutura na unidade, que tamb\u00e9m passou por um processo de amplia\u00e7\u00e3o. &#8220;Constru\u00edram algumas salas e ampliaram laborat\u00f3rios. Temos muitos livros encaixotados, porque n\u00e3o tem espa\u00e7o na biblioteca&#8221;, relata Sousa.<\/p>\n<p>Em texto publicado ontem em seu site, o soci\u00f3logo Simon Schwartzman, pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, associa a greve com &#8220;a pol\u00edtica de expans\u00e3o acelerada&#8221;. &#8220;Ela n\u00e3o obedeceu a nenhum plano ou avalia\u00e7\u00e3o cuidadosa sobre prioridades, abrindo institui\u00e7\u00f5es aonde n\u00e3o havia demanda, admitindo alunos antes de existirem os edif\u00edcios e instala\u00e7\u00f5es adequadas, for\u00e7ando as universidades a criar cursos noturnos e contratar mais professores, mesmo quando n\u00e3o haviam candidatos qualificados, e sobretudo sem preparar as universidades para lidar com alunos que chegavam do ensino m\u00e9dio cada vez menos preparados&#8221;, avalia o pesquisador.<\/p>\n<p>O ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Aloizio Mercadante, tem dito que cabe ao Minist\u00e9rio do Planejamento conduzir as negocia\u00e7\u00f5es e considera a greve dos docentes \u00e9 precipitada. O ministro defende os investimentos feitos nos \u00faltimos anos &#8211; cria\u00e7\u00e3o de 220 mil novas vagas, 14 universidades e 132 novos campi e R$ 8,4 bilh\u00f5es em investimentos desde 2005.<\/p>\n<p>Na tarde de hoje, o secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho do Minist\u00e9rio do Planejamento, S\u00e9rgio Mendon\u00e7a, recebe dirigentes dos tr\u00eas sindicatos envolvidos na greve &#8211; Andes, Proifes e Sinasefe. O governo s\u00f3 se posicionar\u00e1 ap\u00f3s a reuni\u00e3o. A expectativa dos sindicalistas \u00e9 que o governo apresente uma proposta de reestrutura\u00e7\u00e3o para a carreira docente, dando in\u00edcio \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es com os docentes federais.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s queremos negociar, mas para que isso ocorra, o governo federal tem que apresentar propostas concretas sobre as quais possamos discutir e buscar uma solu\u00e7\u00e3o positiva ao impasse estabelecido o mais rapidamente poss\u00edvel&#8221;, disse Marina, dirigente do Andes.<\/p>\n<p>Segundo ela, o acordo emergencial firmado com o governo em 2011 n\u00e3o foi cumprido e n\u00e3o aconteceram os avan\u00e7os previstos para a conclus\u00e3o dos trabalhos referente a reestrutura\u00e7\u00e3o do plano de carreira no prazo estabelecido (31 de mar\u00e7o). &#8220;Na \u00faltima reuni\u00e3o antes da greve, em 15 de maio, o governo nos apresentou verbalmente alguns pontos, que eram a repeti\u00e7\u00e3o da proposta apresentada em dezembro de 2010. Ou seja, as negocia\u00e7\u00f5es n\u00e3o avan\u00e7am&#8221;, diz a sindicalista. A reestrutura\u00e7\u00e3o prev\u00ea o estabelecimento de carreira \u00fanica para todos os professores com 13 n\u00edveis salariais, com promo\u00e7\u00f5es a cada dois anos.<\/p>\n<p>Ontem,o movimento foi engrossado com a convoca\u00e7\u00e3o da greve dos t\u00e9cnicos administrativos da educa\u00e7\u00e3o superior federal, que cruzaram os bra\u00e7os por mais de cem dias no ano passado por melhores sal\u00e1rios.]<\/p>\n<hr \/>\n<p>Crise e cr\u00e9dito curto elevam pedidos de fal\u00eancia<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A estagna\u00e7\u00e3o da atividade dom\u00e9stica e as condi\u00e7\u00f5es mais adversas para o refinanciamento das d\u00edvidas est\u00e3o prejudicando tamb\u00e9m a posi\u00e7\u00e3o financeira das empresas, com credores menos dispostos a negociar prazos. O resultado, segundo levantamento da Serasa Experian, foi um forte aumento dos pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial e tamb\u00e9m dos requerimentos de fal\u00eancias em maio.<\/p>\n<p>No \u00faltimo m\u00eas, 82 recupera\u00e7\u00f5es judiciais foram requeridas, n\u00famero que somado aos dados dos quatro primeiros meses do ano resulta em um total de 338 pedidos, aumento de 70% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo de janeiro a maio de 2011. Em menor magnitude, os pedidos de fal\u00eancia aumentaram 10% na mesma base de compara\u00e7\u00e3o. Em maio, foram 203 requisi\u00e7\u00f5es de fal\u00eancias, maior volume desse tipo de demanda desde novembro de 2009, quando as empresas sentiam os reflexos da crise externa.<\/p>\n<p>Para Carlos Henrique de Almeida, assessor econ\u00f4mico da Serasa, a pesquisa evidencia o aumento da avers\u00e3o ao risco por parte dos credores, que preferem utilizar medidas mais dr\u00e1sticas, como os pedidos de fal\u00eancia, como instrumento de cobran\u00e7a e assim garantir o recebimento das d\u00edvidas, ainda que as empresas devedoras se encontrem em situa\u00e7\u00e3o de solv\u00eancia.<\/p>\n<p>A nova Lei de Fal\u00eancias, de 2005, procurou coibir essa utiliza\u00e7\u00e3o ao estabelecer que apenas d\u00edvidas superiores a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos poderiam embasar pedidos de fal\u00eancia. &#8220;Mas as empresas est\u00e3o mais tomadas em cr\u00e9dito, porque aumentaram seu endividamento em 2010 e hoje t\u00eam d\u00edvidas muito superiores a esse patamar. Por isso, ficou mais f\u00e1cil utilizar esse instrumento para cobran\u00e7as&#8221;, explicou Almeida.<\/p>\n<p>J\u00falio Mandel, do escrit\u00f3rio Mandel Advocacia, afirma que recentemente recebeu volume expressivo de consultas sobre poss\u00edveis pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial, &#8220;quase um por dia&#8221;, informa. Nos \u00faltimos seis meses, diz, o volume de demandas foi semelhante ao observado no fim de 2008, quando eclodiu a crise financeira nos Estados Unidos. Para ele, as empresas est\u00e3o usando esse instrumento justamente como forma de se proteger dos pedidos de fal\u00eancia e assim ganhar tempo para reorganizar as finan\u00e7as.<\/p>\n<p>Para o advogado, as empresas est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es mais apertadas desde 2009, mas vinham conseguindo refinanciar as d\u00edvidas. Agora, enfrentam dificuldades n\u00e3o apenas para obter novos empr\u00e9stimos, mas tamb\u00e9m para refinanciar d\u00edvidas antigas.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio menos favor\u00e1vel para a atividade econ\u00f4mica tamb\u00e9m \u00e9 determinante para esse comportamento, na avalia\u00e7\u00e3o do professor de finan\u00e7as corporativas da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Alberto Matias. O crescimento no primeiro trimestre do ano, quando o Produto Interno Bruto (PIB) avan\u00e7ou 0,2% em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo trimestre de 2011, foi inferior ao antecipado e a atividade dom\u00e9stica est\u00e1 praticamente estagnada desde meados de 2011.<\/p>\n<p>Esse quadro, avalia, prejudica a gera\u00e7\u00e3o de caixa das companhias e eleva o volume de estoques, situa\u00e7\u00e3o que, num ambiente de maiores restri\u00e7\u00f5es por parte dos bancos para concess\u00e3o de cr\u00e9dito, resultou em aumento dos pedidos de fal\u00eancia e recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>Para Wermeson Fran\u00e7a, economista da LCA Consultores, esses fatores foram ainda acentuados pelo fechamento da janela de oportunidades no exterior com a piora da crise internacional. O m\u00eas de maio foi o mais fraco para as capta\u00e7\u00f5es externas desde novembro de 2008, auge da crise financeira internacional. Recentemente, o governo estendeu para empr\u00e9stimos externos com prazo de at\u00e9 cinco anos a cobran\u00e7a de al\u00edquota de 6% do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) e encareceu ainda mais essa modalidade. A amplia\u00e7\u00e3o come\u00e7ou em mar\u00e7o do ano passado, quando foi elevado para 6% o IOF sobre os empr\u00e9stimos externos de at\u00e9 360 dias. Antes disso, opera\u00e7\u00f5es at\u00e9 90 dias pagavam 5,38%, com a taxa caindo a 0,38% em prazos superiores.<\/p>\n<p>Com mais dificuldade para acessar o mercado externo, tradicionalmente mais barato, companhias nacionais de grande porte podem ter passado a procurar com maior intensidade linhas de financiamento dom\u00e9sticas, tomando em parte canais que antes eram mais procurados por empresas de pequeno e m\u00e9dio porte, avalia Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>O economista nota ainda que a linha mais cara e emergencial de cr\u00e9dito para as empresas, a conta garantida, que funciona como um &#8220;cheque especial&#8221;, teve entre dezembro de 2011 e abril deste ano um aumento de 3,1% na m\u00e9dia de concess\u00f5es di\u00e1rias, de acordo com os dados deflacionados e dessazonalizados pela LCA. Nessa linha, a taxa de juros, de acordo com o Banco Central, foi de 103,5% ao ano em abril.<\/p>\n<p>O cr\u00e9dito \u00e0 pessoa jur\u00eddica, no mesmo per\u00edodo, teve retra\u00e7\u00e3o de 0,3%, ainda de acordo com os c\u00e1lculos da consultoria. &#8220;O ponto \u00e9 que temos combina\u00e7\u00e3o de ambiente econ\u00f4mico ruim, um cen\u00e1rio externo conturbado e risco elevado de inadimpl\u00eancia&#8221;, resume o economista.<\/p>\n<p>Almeida, da Serasa, pondera que &#8220;n\u00e3o \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de quebradeira&#8221;, j\u00e1 que a queda dos juros e a perspectiva de retomada da atividade dom\u00e9stica nos pr\u00f3ximos meses devem favorecer empresas em dificuldades. J\u00falio Mandel, no entanto, afirma que mesmo que a economia mostre retomada no segundo semestre, o efeito no caixa das companhias demora a ser sentido. &#8220;At\u00e9 l\u00e1, muitas empresas v\u00e3o precisar recorrer \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial para poder sobreviver&#8221;, afirmou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Seca prossegue e previs\u00e3o de perdas passa de R$ 26 bi<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A perspectiva de uma seca prolongada, possivelmente at\u00e9 fevereiro de 2013, refor\u00e7a o cen\u00e1rio desanimador para a economia da regi\u00e3o Nordeste. Apesar de n\u00e3o existirem proje\u00e7\u00f5es exatas sobre o valor financeiro dos preju\u00edzos, a tend\u00eancia \u00e9 que a fatia da agricultura e da pecu\u00e1ria no PIB dos Estados mais atingidos seja seriamente afetada neste ano. As perdas registradas nos tr\u00eas primeiros meses de 2012 seguem se acumulando no trimestre seguinte, mesmo com a implementa\u00e7\u00e3o de algumas das medidas de aux\u00edlio anunciadas pelos governos.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Norte, que tem 139 munic\u00edpios em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de um rombo de cerca de R$ 5,5 bilh\u00f5es no PIB do Estado em 2012. O c\u00e1lculo foi revelado pelo secret\u00e1rio estadual de Agricultura, Betinho Rosado. &#8220;A produ\u00e7\u00e3o in natura, que foi seriamente prejudicada, representa 6% do nosso PIB, que \u00e9 de R$ 25 bilh\u00f5es. Se for considerado o beneficiamento desses produtos, como no caso do queijo, do iogurte e do \u00e1lcool, a fatia passa para 35%.&#8221;<\/p>\n<p>A quebra na produ\u00e7\u00e3o de leite e, consequentemente, de seus derivados, \u00e9 um dos principais golpes da seca na economia nordestina. Maior produtor da regi\u00e3o, com 1,2 bilh\u00e3o de litros em 2011, a Bahia deve registrar uma queda de 50% neste ano, mesmo percentual esperado para Pernambuco, que antes da estiagem vinha produzindo 2 milh\u00f5es de litros por dia.<\/p>\n<p>Sem ra\u00e7\u00e3o e \u00e1gua para as vacas, em Sergipe a queda foi de 40%, segundo informa\u00e7\u00f5es do secret\u00e1rio estadual de Agricultura, Jos\u00e9 Sobral. No Estado, somente com a cadeia do leite, dos gr\u00e3os e da cana-de-a\u00e7\u00facar, ele estima preju\u00edzo de R$ 200 milh\u00f5es at\u00e9 agora. Em Pernambuco, at\u00e9 maio, o preju\u00edzo acumulado devido \u00e0 seca estava bem pr\u00f3ximo de R$ 1 bilh\u00e3o, sendo R$ 856 milh\u00f5es na pecu\u00e1ria (carne e leite) e outros R$ 140 milh\u00f5es na agricultura.<\/p>\n<p>De acordo com a secretaria nacional de Defesa Civil, ligada ao Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o Nacional, 996 munic\u00edpios estavam em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia no in\u00edcio de junho &#8211; em meados de abril, eram 458. Sobral lembra, no entanto, que a emerg\u00eancia humana n\u00e3o \u00e9 a mesma que a econ\u00f4mica. &#8220;Muitas cidades t\u00eam \u00e1gua para o povo beber, por isso n\u00e3o s\u00e3o consideradas como emerg\u00eancia. Mas em termos econ\u00f4micos, o n\u00famero de regi\u00f5es afetadas \u00e9 bem maior&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Considerado um dos Estados menos afetados, o Maranh\u00e3o engrossou a lista de munic\u00edpios em dificuldades, apesar de o pleito ainda n\u00e3o ter sido reconhecido pelo Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o. Na quarta-feira passada, o governo estadual anunciou que 58 cidades est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o delicada, sobretudo no centro-norte do Estado, onde foi seriamente comprometida a produ\u00e7\u00e3o de arroz e de milho, al\u00e9m do leite. De acordo com o secret\u00e1rio estadual de Agricultura, Cl\u00e1udio Azevedo, os preju\u00edzos ainda est\u00e3o sendo calculados.<\/p>\n<p>A Bahia tem o maior n\u00famero de munic\u00edpios sofrendo com a seca. De acordo com os levantamentos oficiais mais recentes, s\u00e3o 217 cidades atingidas, mas o governo estadual fala em 256. O tamanho do Estado, entretanto, ajuda a amenizar os efeitos econ\u00f4micos da estiagem. As perdas de produ\u00e7\u00e3o verificadas no semi\u00e1rido devem ser compensadas pelo crescimento das lavouras no oeste baiano, regi\u00e3o que n\u00e3o tem sofrido tanto com a seca.<\/p>\n<p>&#8220;Acreditamos que a safra de soja, por exemplo, fique igual a do ano passado, devido ao crescimento no oeste. Mas na produtividade perderemos algo em torno de 15%&#8221;, explica o secret\u00e1rio estadual de Agricultura, Eduardo Salles. Para o algod\u00e3o, outra cultura importante no Estado, ele estima queda de 10% a 15%. Na Bahia os preju\u00edzos tamb\u00e9m n\u00e3o foram mensurados. A agropecu\u00e1ria responde por 24% do PIB local.<\/p>\n<p>Segundo Estado mais afetado, com 196 munic\u00edpios em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia, a Para\u00edba segue contabilizando as perdas superiores a 70% na safra agr\u00edcola, que representa 6% do PIB estadual. O secret\u00e1rio de Agricultura, Marenilson Batista, n\u00e3o v\u00ea grandes expectativas de melhora no cen\u00e1rio, a n\u00e3o ser que chova. &#8220;Nossa esperan\u00e7a ainda \u00e9 o litoral, onde tem chovido. Pelo menos garante o abacaxi, a cana e se mant\u00e9m uma parte do gado.&#8221; O Estado \u00e9 o maior produtor de abacaxi do pa\u00eds.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ministra defende consumo e critica &#8216;Miopia Ambiental&#8217;<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, criticou ontem as discuss\u00f5es sobre indicadores socioambientais que n\u00e3o levam em conta quest\u00f5es de governan\u00e7a e gest\u00e3o, ao defender as medidas do governo para estimular o consumo, como a redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros. &#8220;Tem limite para a miopia ambiental&#8221;, disse Izabella a uma plateia formada principalmente por ambientalistas.<\/p>\n<p>Segundo ela, as medidas de est\u00edmulo ao consumo n\u00e3o s\u00e3o incompat\u00edveis com o debate da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (Rio+20), que come\u00e7a amanh\u00e3, no Rio, e reunir\u00e1 mais de cem chefes de Estado.<\/p>\n<p>&#8220;Temos de debater como gente grande. Est\u00e1 na hora de debatermos as unidades de conserva\u00e7\u00e3o, a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o com conhecimento t\u00e9cnico e cient\u00edfico. Vamos acabar com o achismo ambiental&#8221;, disse a ministra durante o semin\u00e1rio Brasil Sustent\u00e1vel &#8211; O Caminho para Todos. Izabella repetiu a express\u00e3o que usa com frequ\u00eancia para designar as teses radicais de defesa do meio ambiente que n\u00e3o consideram aspectos de governo, administrativos, econ\u00f4micos e pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Sobre as medidas para estimular que a popula\u00e7\u00e3o consuma, a ministra afirmou, em entrevista, que &#8220;medidas de curto prazo n\u00e3o podem ser confundidas com a discuss\u00e3o de m\u00e9dio e longo prazo da Rio+20, em que ser\u00e1 feito um debate para os pr\u00f3ximos 20 anos sobre o futuro do planeta sem falar em crise, em guerra&#8221;.<\/p>\n<p>Izabella justificou: &#8220;A quest\u00e3o do IPI \u00e9 para solu\u00e7\u00e3o de crise de curt\u00edssimo prazo, temos empregos, a ind\u00fastria que est\u00e1 em jogo&#8221;. Para a ministra, essas medidas emergenciais n\u00e3o impedir\u00e3o um esfor\u00e7o dos pa\u00edses para &#8220;pactuar um novo padr\u00e3o de consumo, j\u00e1 que \u00e9 insustent\u00e1vel repetir os modelos atuais&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar de elogiar a disposi\u00e7\u00e3o da ministra em &#8220;abrir di\u00e1logo com a sociedade&#8221;, Adriana Ramos, secret\u00e1ria executiva adjunta da ONG Instituto Socioambiental, criticou a redu\u00e7\u00e3o do IPI dos ve\u00edculos. &#8220;\u00c9 uma medida de curto prazo, sim, mas que se repete com uma frequ\u00eancia assustadora&#8221;, disse. &#8220;A ind\u00fastria automobil\u00edstica nunca reduz custos. Em vez disso, pressiona o governo para obter a redu\u00e7\u00e3o de impostos. Ao ceder, o governo demonstra um descompasso com as metas ambientais.&#8221;<\/p>\n<p>H\u00e1 dois meses, a presidente Dilma Rousseff tamb\u00e9m foi enf\u00e1tica ao advertir ambientalistas de que o governo n\u00e3o mudaria seu projeto de aumento da oferta de energia e de desenvolvimento, ao defender a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia. &#8220;Pessoas contr\u00e1rias (\u00e0s hidrel\u00e9tricas) vivem num estado de fantasia&#8221;, disse ela em maio, durante reuni\u00e3o com os integrantes do F\u00f3rum do Clima,<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o do governo vai na contram\u00e3o do que o Brasil precisa fazer para atingir as metas de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa &#8211; \u00e9 justamente o crescimento do consumo de gasolina que dever\u00e1 fazer o governo rever esses n\u00fameros.<\/p>\n<p>Outras discuss\u00f5es. Izabella defendeu que ap\u00f3s a Rio+20 o Pa\u00eds se volte para seus pr\u00f3prios problemas e discuta, por exemplo, o uso dos recursos de fundos de meio ambiente e o papel das institui\u00e7\u00f5es. Ela criticou o fato de o Servi\u00e7o Florestal Brasileiro estar voltado s\u00f3 para florestas da Amaz\u00f4nia. &#8220;\u00c9 um equ\u00edvoco.&#8221;<\/p>\n<p>A ministra atenuou a aus\u00eancia na Rio+20 de importantes chefes de Estado, como o presidente americano Barack Obama, a chanceler alem\u00e3 Angela Merkel e o primi\u00ea brit\u00e2nico David Cameron. &#8220;A presen\u00e7a dos l\u00edderes \u00e9 importante, mas veja que os Estados Unidos (que foram representados na Rio 92 pelo ent\u00e3o presidente George Bush) at\u00e9 hoje n\u00e3o ratificaram a convers\u00e3o da biodiversidade. Os pa\u00edses mandar\u00e3o pessoas de alto n\u00edvel, com poder de decis\u00e3o. Entendemos o momento que os pa\u00edses est\u00e3o vivendo, a crise.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mobiliza\u00e7\u00e3o por reajustes desafia Dilma<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O governo est\u00e1 preocupado com o aumento das press\u00f5es para que conceder reajuste aos servidores federais, incluindo os militares. Esse foi o principal assunto da conversa na manh\u00e3 de ontem da presidente Dilma Rousseff com as ministras Miriam Belchior (Planejamento) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), o secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Fazenda, Nelson Barbosa, e o secret\u00e1rio-geral da Presid\u00eancia, Gilberto Carvalho, no Pal\u00e1cio do Planalto. Na mesa, foram colocadas as dificuldades para o governo fechar o Or\u00e7amento de 2013, se tiver de conceder aumentos para todas as categorias que j\u00e1 come\u00e7am a fazer campanha e greves. A proposta or\u00e7ament\u00e1ria tem que ser enviada ao Congresso at\u00e9 31 de agosto.<\/p>\n<p>O pessoal do Judici\u00e1rio deve ser o primeiro da fila, e Miriam Belchior j\u00e1 sinalizou que o governo deve liberar algum percentual em 2013. S\u00f3 o que eles pedem \u2014 reajuste linear de 56% \u2014 representar\u00e1 gasto adicional de R$ 7,4 bilh\u00f5es por ano. O problema \u00e9 que todos os servidores do Executivo est\u00e3o com o pires na m\u00e3o, mesmo os 937 mil \u2014 entre ativos e inativos \u2014 que est\u00e3o sendo contemplados neste ano com aumento de at\u00e9 31%, previsto na Medida Provis\u00f3ria 568.<\/p>\n<p>Magistratura<\/p>\n<p>Entre 2008 e 2010, o governo Lula distribuiu generosos reajustes para todos os servidores do Executivo, que chegaram a mais de 100%. A maior parte foi concedida em julho de 2008 e de 2009. Por\u00e9m, boa parte j\u00e1 vai completar dois anos sem aumento. N\u00e3o querem chegar em 2013 sem nada. A equipe econ\u00f4mica j\u00e1 ter\u00e1 que arcar com a eleva\u00e7\u00e3o de 20,3% dos vencimentos da magistratura retroativo a janeiro deste ano, j\u00e1 aprovado pela Comiss\u00e3o do Trabalho da C\u00e2mara dos Deputados. Com isso, o teto do funcionalismo, o vencimento de ministro do Supremo Tribunal Federal, passar\u00e1 de R$ 26.723,13 para R$ 32.147,90. Isso significar\u00e1 reajustes para v\u00e1rios outros servidores do Executivo e do Judici\u00e1rio, que recebem acima do teto e sofrem o corte no sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>O governo nem cogita conceder um aumento linear para todos como querem os dirigentes sindicais, pois s\u00f3 aumentaria a distor\u00e7\u00e3o que existe hoje dentro do Executivo entre as diversas carreiras. No Or\u00e7amento de 2012, foram contempladas somente os 937 mil servidores. A MP 568 substituiu o projeto de lei 2.203\/2011 enviado ao Congresso no ano passado com o texto or\u00e7ament\u00e1rio de 2012, que beneficia 15 categorias, entre elas as que integram o Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE) e a Carreira da Previd\u00eancia, Sa\u00fade e Trabalho (PST).<\/p>\n<p>As lideran\u00e7as da base governista no Congresso j\u00e1 est\u00e3o se mobilizando para retirar do texto da MP a redu\u00e7\u00e3o de 50% nos sal\u00e1rios dos m\u00e9dicos e veterin\u00e1rios e de 70% nos rendimentos dos profissionais do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). A expectativa dos l\u00edderes aliados \u00e9 de serem recebidos por Dilma esta semana. O mais prov\u00e1vel \u00e9 que isso ocorra nesta sexta-feira, mas o Pal\u00e1cio do Planalto n\u00e3o confirmou o encontro.<\/p>\n<p>Mais rapidez<\/p>\n<p>A gest\u00e3o das obras do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) foi o outro tema da reuni\u00e3o ontem da presidente Dilma com Miriam Belchior e as outras autoridades. A presidente cobrou mais efici\u00eancia e rapidez. Um levantamento do Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas Aplicadas (Ipea) divulgado ontem revela que dos R$ 13,6 bilh\u00f5es em investimentos autorizados nas estradas neste ano, apenas R$ 2,5 bilh\u00f5es foram pagos at\u00e9 maio. A presidente viaja hoje para Belo Horizonte para visitar v\u00e1rias obras, entre elas, as de uma ferrovia da Vale e do anel vi\u00e1rio da capital mineira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2997\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2997","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Ml","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2997"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2997\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}