{"id":3005,"date":"2012-06-13T17:28:38","date_gmt":"2012-06-13T17:28:38","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3005"},"modified":"2012-06-13T17:28:38","modified_gmt":"2012-06-13T17:28:38","slug":"base-aliada-negocia-flexibilizacao-do-codigo-florestal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3005","title":{"rendered":"Base aliada negocia flexibiliza\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal"},"content":{"rendered":"\n<p>A base aliada ignorou a orienta\u00e7\u00e3o da presidente Dilma Rousseff e segue negociando uma flexibiliza\u00e7\u00e3o no texto da Medida Provis\u00f3ria do novo C\u00f3digo Florestal para beneficiar produtores rurais de m\u00e9dio porte. A presidente desautorizou o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, a falar sobre o tema, mas parlamentares do PT e do PMDB afirmam que haver\u00e1 mudan\u00e7a na chamada &#8220;escadinha&#8221; para a recomposi\u00e7\u00e3o de \u00e1reas devastadas nas margens de rios. Ontem, a comiss\u00e3o mista que analisa a Medida Provis\u00f3ria marcou para o dia 4 de julho a apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio do senador Luiz Henrique (PMDB-SC).<\/p>\n<p>A recomposi\u00e7\u00e3o das \u00e1reas devastadas nas margens do rio foi a principal altera\u00e7\u00e3o promovida pela presidente em rela\u00e7\u00e3o ao texto do Congresso. Ela criou uma regra para beneficiar produtores com \u00e1reas at\u00e9 4 m\u00f3dulos rurais reduzindo a \u00e1rea a ser reflorestada.<\/p>\n<p>A bancada ruralista quer agora estender esse tratamento especial aos produtores de m\u00e9dio porte. Pelo texto do governo, quem tem de 4 a 10 m\u00f3dulos rurais precisa recompor 20 metros de vegeta\u00e7\u00e3o nas margens de rios de at\u00e9 10 metros de largura e de 30 a 100 metros nos que possuem largura superior a 10 metros.<\/p>\n<p>Entre os ruralistas h\u00e1 o desejo de criar novas faixas com recomposi\u00e7\u00e3o menor para estes produtores ou reduzir para at\u00e9 15 metros em rios menores, como j\u00e1 est\u00e1 previsto para produtores de 2 a 4 m\u00f3dulos rurais.<\/p>\n<p>Negocia\u00e7\u00e3o. Um dos petistas da comiss\u00e3o afirma que conversas ser\u00e3o iniciadas para facilitar a aprova\u00e7\u00e3o da proposta pela C\u00e2mara. Ele acredita que a presidente j\u00e1 saiu vencedora no debate e que uma concess\u00e3o &#8220;respeitando princ\u00edpios&#8221; n\u00e3o afetaria o discurso de Dilma.<\/p>\n<p>Para um deputado peemedebista, a mudan\u00e7a na recomposi\u00e7\u00e3o nas margens de rio isolaria os radicais e seria suficiente para dar a vit\u00f3ria ao governo.<\/p>\n<p>O relator tem evitado se posicionar sobre o m\u00e9rito, mas confirmou que o tema est\u00e1 em debate. &#8220;Os m\u00e9dios produtores j\u00e1 foram tratados de forma diferenciada, mas vamos ver as emendas e verificar se h\u00e1 possibilidade (de mudan\u00e7a)&#8221;, disse Luiz Henrique.<\/p>\n<p>Para evitar que a discuss\u00e3o se amplie retomando o embate entre ruralistas e ambientalistas, a comiss\u00e3o decidiu ouvir em audi\u00eancia p\u00fablica apenas representantes do governo, entre eles cinco ministros.<\/p>\n<p>Os deputados Valdir Colatto (PMDB-SC) e Alberto Lupion (DEM-PR) protestaram, mas requerimentos pedindo outras audi\u00eancias nem sequer foram votados. O presidente da comiss\u00e3o, deputado Bohn Gass (PT-RS), poder\u00e1 chamar agora uma reuni\u00e3o apenas para a audi\u00eancia j\u00e1 marcada e fazer com que o relat\u00f3rio de Luiz Henrique seja apresentado sem novos debates.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Falta de consenso marca in\u00edcio da Rio+20<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>A Rio20 come\u00e7a hoje com a abertura da \u00faltima rodada formal de negocia\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, em que, at\u00e9 sexta-feira, representantes dos 193 pa\u00edses membros da ONU tentar\u00e3o chegar a consensos em torno do documento que ser\u00e1 assinado pelos chefes de Estado nos tr\u00eas \u00faltimos dias do evento. A presidente Dilma Rousseff abrir\u00e1 oficialmente, \u00e0s 11h, o Pavilh\u00e3o do Brasil na Rio20. Entre impasses que se estendem h\u00e1 meses, a expectativa do governo brasileiro \u00e9 que o simbolismo da confer\u00eancia e a presen\u00e7a no Rio, vinte anos ap\u00f3s a Eco-92, contribuam para o surgimento de converg\u00eancias.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, elas s\u00e3o poucas. &#8220;Concord\u00e2ncias gerais existem, o problema \u00e9 quando se entra no como fazer&#8221;, resumiu ontem um diplomata ao Correio. Existe consenso, por exemplo, sobre a necessidade de se criar metas gerais para os pa\u00edses. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODSs), inspirados nos Objetivos do Mil\u00eanio, devem versar sobre temas como energia, erradica\u00e7\u00e3o da fome e \u00e1gua. O que falta decidir \u00e9 quantos objetivos devem existir e sobre quais assuntos. Pa\u00edses como a Inglaterra, por exemplo, cuja matriz energ\u00e9tica depende de combust\u00edveis f\u00f3sseis, teimam em aceitar que haja uma meta de ado\u00e7\u00e3o de fontes de energia limpa.<\/p>\n<p>A exemplo dos ODSs, tamb\u00e9m \u00e9 de comum acordo que seja incrementado o aparato das Na\u00e7\u00f5es Unidas em torno da sustentabilidade, hoje restrito ao fraco Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Sem or\u00e7amento pr\u00f3prio, dependente de doa\u00e7\u00f5es, o Pnuma pode ser substitu\u00eddo por uma ag\u00eancia ambiental, nos moldes da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC), ou ficar mais robusto, com recursos de maior volume. O Brasil trabalha pela segunda op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O esfor\u00e7o dos ministros Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, e Ant\u00f4nio Patriota, das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, que dividem a organiza\u00e7\u00e3o do evento, \u00e9 afastar o fantasma do fracasso. &#8220;Os pa\u00edses concordam que o patamar atual de padr\u00f5es de consumo e a forma de lidar com os recursos do planeta n\u00e3o podem se perpetuar. Esse ponto de partida j\u00e1 \u00e9 uma grande conquista&#8221;, pondera um integrante da delega\u00e7\u00e3o brasileira. Patriota ressaltou ontem, no Riocentro, outra virtude da Rio20. &#8220;Estamos vendo (pa\u00edses da) periferia propor solu\u00e7\u00f5es para (pa\u00edses do) centro. A periferia, de certa forma, virou centro.&#8221;<\/p>\n<p>Izabella Teixeira afirmou que \u00e9 imposs\u00edvel a Rio20 retroagir em rela\u00e7\u00e3o ao legado da Eco-92, cr\u00edtica da C\u00fapula dos Povos, evento paralelo da sociedade civil que rompeu com a confer\u00eancia e come\u00e7a na sexta-feira. &#8220;N\u00e3o vamos permitir rever o legado de 92&#8221;, garantiu a ministra, que disse n\u00e3o haver incoer\u00eancia nas a\u00e7\u00f5es do governo em reduzir o Imposto sobre o Produto Industrializado (IPI) para carros e outros bens. &#8220;A confer\u00eancia discute medidas de m\u00e9dio e longo prazo.&#8221; Segundo Izabella, embora a crise internacional possa atrapalhar uma solu\u00e7\u00e3o de curto prazo, os pa\u00edses est\u00e3o considerando esse fator.<\/p>\n<p>Desorganiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Ontem, a confus\u00e3o ainda era grande no Riocentro, principal centro de conven\u00e7\u00f5es do Rio e sede do evento. A entrega do credenciamento de volunt\u00e1rios e da imprensa, a cargo da ONU, apresentou atrasos de at\u00e9 tr\u00eas horas. Funcion\u00e1rios das Na\u00e7\u00f5es Unidas n\u00e3o sabiam dar informa\u00e7\u00f5es e se irritavam com pessoas que n\u00e3o falavam ingl\u00eas. &#8220;Desisti de ser volunt\u00e1ria, vou voltar para casa&#8221;, lamentou a estudante Kelly Almeida. Tamb\u00e9m houve desencontro entre funcion\u00e1rios do Itamaraty e da ONU. O Riocentro, desde a semana passada, \u00e9 considerado territ\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas, com a seguran\u00e7a controlada pela pol\u00edcia da institui\u00e7\u00e3o. Alguns diplomatas acabaram barrados. O Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores avaliou a confus\u00e3o como normal nos primeiros dias da confer\u00eancia.<\/p>\n<p>Nada de Obama<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria de Estado norte-americana, Hillary Clinton, liderar\u00e1 a delega\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos na C\u00fapula de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Rio20, entre 20 e 22 de junho, no Rio de Janeiro. Hillary ser\u00e1 acompanhada pela chefe da ag\u00eancia americana para o Meio Ambiente, Lisa Jackson, e pelo enviado especial para a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, Todd Stern.<\/p>\n<p>Em defesa dos oceanos<\/p>\n<p>Ressaltada pela ministra Izabella Teixeira como uma das poss\u00edveis novidades da Rio20, a preocupa\u00e7\u00e3o com os oceanos foi o destaque da fala de Jean-Michel Cousteau no TEDxRio20, evento paralelo de palestras de personalidades. N\u00e3o podia ser diferente, j\u00e1 que o ativista ambiental \u00e9 filho do ocean\u00f3grafo Jacques Cousteau. Jean-Michel lembrou que o mundo tem um sistema de \u00e1gua \u00fanico e que o descarte de materiais poluentes em uma parte afeta todo o globo.<\/p>\n<p>&#8220;Quatro mil crian\u00e7as morrem por dia no mundo devido a falta d&#8221;\u00e1gua ou \u00e1gua polu\u00edda. N\u00e3o podemos depender dos pol\u00edticos para mudar isso&#8221;, cobrou. &#8220;O aquecimento do oceano \u00e9 um fen\u00f4meno mundial, causador de tormentas e furac\u00f5es. Temos que nos preocupar com isso.&#8221;<\/p>\n<p>Ainda sobre o tema, o pesquisador Tony Haymet, respons\u00e1vel pela maior rede de esta\u00e7\u00f5es de monitoramento de gases do efeito estufa do mundo, o mesmo investimento feito para explorar o espa\u00e7o deveria ser feito para conhecer o fundo do mar. Ele citou o financiamento dado pelo cineasta James Cameron, que permitiu o envio de uma sonda ao Mariana Trench, o lugar mais fundo do mundo. Localizado entre duas placas tect\u00f4nicas e maior, em profundidade do que o Monte Everest, o Mariana est\u00e1 a duas horas de dist\u00e2ncia de descida da superf\u00edcie terrestre. &#8220;Os oceanos precisam ser conhecidos. N\u00e3o podemos abusar tanto deles como estamos fazendo. Eles s\u00e3o nossos amigos&#8221;, defendeu.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil evita cr\u00edticas \u00e0 China na OMC<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Fric\u00e7\u00f5es com a China s\u00e3o inevit\u00e1veis \u00e0 medida que o com\u00e9rcio bilateral aumenta, avaliou o Brasil, durante exame da pol\u00edtica comercial chinesa, ontem, na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC). O pa\u00eds adotou tom moderado com seu principal parceiro comercial, com o qual fez 40% de seu super\u00e1vit no ano passado. J\u00e1 os EUA e a Uni\u00e3o Europeia (UE), com d\u00e9ficit com os chineses, atacaram forte.<\/p>\n<p>A China foi o destino de 17,3% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras e origem de 14,5% das importa\u00e7\u00f5es do pa\u00eds em 2011. O saldo comercial para o Brasil foi de US$ 12 bilh\u00f5es, em boa parte pela alta de pre\u00e7os de tr\u00eas produtos &#8211; min\u00e9rio de ferro, soja e petr\u00f3leo -, que, juntos, representam quase 80% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para o mercado chin\u00eas. Em contrapartida, as importa\u00e7\u00f5es procedentes da China s\u00e3o quase inteiramente de produtos industriais -maquin\u00e1rios e qu\u00edmicos representam 55%.<\/p>\n<p>Para o embaixador brasileiro na OMC, Roberto Azevedo, o com\u00e9rcio bilateral est\u00e1 caracterizado por um certo grau de preocupa\u00e7\u00e3o, &#8220;especialmente entre os setores industriais, confrontados com o desafio de ter de responder \u00e0 penetra\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e crescente das exporta\u00e7\u00f5es chinesas, como t\u00eaxteis&#8221;.<\/p>\n<p>Azevedo acrescentou que, embora haja problemas, os dois governos t\u00eam disposi\u00e7\u00e3o de encontrar solu\u00e7\u00f5es e est\u00e3o refor\u00e7ando mecanismos para coopera\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo, tanto bilateral como multilateralmente, nos Brics e em foros como a OMC. &#8220;Os dois pa\u00edses est\u00e3o trabalhando ainda mais juntos para continuar a estimular o com\u00e9rcio bilateral, e, ao mesmo tempo, adotando medidas para diversific\u00e1-lo mais&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>O diplomata disse que o Brasil nota &#8220;com satisfa\u00e7\u00e3o&#8221; os esfor\u00e7os da China para ajustar a taxa de c\u00e2mbio, levando o yuan a uma cota\u00e7\u00e3o &#8220;mais pr\u00f3xima de um n\u00edvel de equil\u00edbrio&#8221; e espera que isso seja alcan\u00e7ado plenamente.<\/p>\n<p>A China recebeu 1.720 quest\u00f5es de 30 pa\u00edses, refletindo a preocupa\u00e7\u00e3o com a pol\u00edtica comercial chinesa. As perguntas do Brasil abordam diplomaticamente a inquieta\u00e7\u00e3o sobre transpar\u00eancia, barreiras etc. J\u00e1 os EUA reclamaram diretamente de crescente interven\u00e7\u00e3o estatal e interfer\u00eancia na economia chinesa, e de persistentes problemas na China em setores como servi\u00e7os, agricultura e propriedade intelectual.<\/p>\n<p>Para Washington, os chineses est\u00e3o dando marcha a r\u00e9 em seus esfor\u00e7os de liberaliza\u00e7\u00e3o do mercado. Os EUA apontaram subs\u00eddios em alta para v\u00e1rios produtos agr\u00edcolas, incluindo o que parece ser o maior volume de ajuda para produtores de algod\u00e3o.<\/p>\n<p>Como era previs\u00edvel, a UE se juntou \u00e0s criticas, estimando que a interven\u00e7\u00e3o estatal d\u00e1 vantagem para as empresas locais. Para os europeus, a principal preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com a falta de transpar\u00eancia chinesa nas pol\u00edticas comercial e de investimentos. A China aplica tarifa m\u00e9dia de 9,5% nas importa\u00e7\u00f5es, mas a OMC considera o regime comercial chin\u00eas &#8220;complexo&#8221;.<\/p>\n<p>Longe de ficar na defensiva, Yu Jianhua, vice-ministro de Com\u00e9rcio da China, afirmou que, apesar do ambiente &#8220;econ\u00f4mico e comercial complicado&#8221;, o pa\u00eds continua abrindo sua economia, expandindo a demanda dom\u00e9stica e as importa\u00e7\u00f5es est\u00e3o em alta constante. Segundo ele, o super\u00e1vit comercial continua em decl\u00ednio, tendo ca\u00eddo de US$ 298 bilh\u00f5es, em 2008, para US$ 155 bilh\u00f5es no ano passado.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ind\u00fastria de SP reduz n\u00edvel de emprego e segura a alta da folha de pagamentos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Estado com ind\u00fastria diversificada e m\u00e3o de obra cara, S\u00e3o Paulo est\u00e1 ajustando com mais for\u00e7a o emprego nas f\u00e1bricas por meio de demiss\u00f5es, mas sem mexer na remunera\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios. Entre janeiro e abril, per\u00edodo em que a ocupa\u00e7\u00e3o industrial no pa\u00eds encolheu 0,9% sobre o mesmo per\u00edodo de 2011, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Sal\u00e1rio (Pimes) do IBGE, o pessoal ocupado na ind\u00fastria paulista recuou 3,2%, principal impacto negativo no resultado geral.<\/p>\n<p>Nos 12 meses encerrados em abril, enquanto a folha de pagamento real da ind\u00fastria avan\u00e7ou 3,8%, em S\u00e3o Paulo a alta foi de apenas 0,69%, menor varia\u00e7\u00e3o entre os Estados analisados. Em abril, a redu\u00e7\u00e3o do emprego na ind\u00fastria tamb\u00e9m foi puxada por S\u00e3o Paulo, com queda de 3,6% frente a igual m\u00eas de 2011. Na m\u00e9dia, o tombo foi menor, de 1,4%.<\/p>\n<p>Para economistas, o quadro mais negativo para o emprego nas f\u00e1bricas do Estado reflete tanto a presen\u00e7a de mais setores no parque industrial paulista como custos maiores que o segmento local enfrenta para produzir, com destaque para a m\u00e3o de obra. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o sal\u00e1rio de admiss\u00e3o na ind\u00fastria paulista, de R$ 1.311 em abril, \u00e9 o segundo maior do pa\u00eds, atr\u00e1s apenas do Rio.<\/p>\n<p>&#8220;Como a ind\u00fastria atravessa uma crise geral, e n\u00e3o de setores espec\u00edficos, o Estado com ind\u00fastria mais estruturada reflete mais esse quadro&#8221;, diz J\u00falio Gomes de Almeida, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Segundo dados da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), o n\u00famero de funcion\u00e1rios caiu em 12 dos 22 setores pesquisados na ind\u00fastria paulista no primeiro quadrimestre do ano, sobre igual per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>De janeiro a abril, a produ\u00e7\u00e3o paulista ficou 5,1% menor do que no mesmo per\u00edodo do ano passado, de acordo com o IBGE, retra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m maior que os 2,8% da m\u00e9dia geral. Para Fabio Silveira, s\u00f3cio-diretor da RC Consultores, o custo operacional maior explica os resultados piores em S\u00e3o Paulo, mais do que a diversifica\u00e7\u00e3o do parque industrial. &#8220;Em S\u00e3o Paulo, o aluguel, os servi\u00e7os e principalmente os sal\u00e1rios s\u00e3o mais caros. As ind\u00fastrias paulistas est\u00e3o padecendo na frente.&#8221;<\/p>\n<p>Com press\u00e3o de custos e produ\u00e7\u00e3o parada, diz Silveira, o ajuste inicial a ser feito pela ind\u00fastria \u00e9 no emprego, e n\u00e3o nos sal\u00e1rios, j\u00e1 que alguns segmentos sofrem com falta de m\u00e3o de obra qualificada. Os n\u00fameros paulistas, de acordo com ele, &#8220;s\u00e3o uma antessala&#8221; do que deve acontecer com o dado nacional daqui em diante, quando as expectativas de melhora na produ\u00e7\u00e3o podem ser novamente frustradas por retomada da economia mais lenta que o antecipado.<\/p>\n<p>Hiroyuki Sato, diretor-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq), acredita que a queda de 0,5% na ocupa\u00e7\u00e3o do setor entre janeiro e abril, segundo dados da entidade, poderia ser maior sem o receio dos empres\u00e1rios em perder funcion\u00e1rios treinados.<\/p>\n<p>&#8220;No ano passado, as empresas tiveram muito trabalho e foram obrigadas a aumentar sal\u00e1rios para obter m\u00e3o de obra qualificada. N\u00e3o \u00e9 com uma tend\u00eancia de queda que essas empresas come\u00e7am a demitir&#8221;, diz ele, para quem o recuo no n\u00edvel de emprego caracteriza um ajuste, e n\u00e3o cortes em massa. Segundo Sato, cerca de 60% das associadas est\u00e3o em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O clima que vigora no setor de m\u00e1quinas, no entanto, \u00e9 de pessimismo. O n\u00edvel de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada das ind\u00fastrias do segmento recuou para 78% em mar\u00e7o, diz Sato, muito abaixo dos 82% registrados no mesmo m\u00eas do ano passado. As encomendas tamb\u00e9m ficaram mais fracas.<\/p>\n<p>&#8220;Em 2010, v\u00ednhamos com uma carteira de pedidos equivalente a 22 semanas de trabalho. No ano passado, tivemos uma m\u00e9dia de 18, e no primeiro trimestre esse n\u00famero recuou para 16&#8221;, conta. Diante desse cen\u00e1rio, Sato n\u00e3o descarta novos ajustes na m\u00e3o de obra nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>Mesmo a ind\u00fastria de alimentos e bebidas, que aumentou o pessoal ocupado em 4,1% nos primeiros quatro meses do ano, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011 &#8211; melhor resultado setorial da Pimes &#8211; tamb\u00e9m j\u00e1 come\u00e7a a ver evolu\u00e7\u00e3o menos favor\u00e1vel para a demanda no setor e, consequentemente, para o emprego. Segundo estat\u00edsticas dessazonalizadas da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Alimenta\u00e7\u00e3o (Abia), o consumo de alimentos processados caiu 1,5% na passagem de mar\u00e7o para abril, ap\u00f3s recuo de 1% no m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>Am\u00edlcar Almeida, gerente do departamento econ\u00f4mico da entidade, diz que o emprego ainda vem dando sinais positivos, com crescimento de 0,5% entre mar\u00e7o e abril, feito o ajuste sazonal, mas pondera que os dois meses seguidos de demanda menor, ap\u00f3s um primeiro trimestre forte, acendem uma luz amarela para o setor, ao lado das quebras de safra. &#8220;O consumidor tem um n\u00edvel de endividamento razo\u00e1vel e isso j\u00e1 est\u00e1 afetando a demanda.&#8221;<\/p>\n<p>Para o Iedi, por enquanto, a Pimes mostra que ainda prevalece a avalia\u00e7\u00e3o de que haver\u00e1 uma recupera\u00e7\u00e3o da atividade industrial mais adiante. Em abril, enquanto o emprego recuou 0,3% sobre mar\u00e7o, feito o ajuste sazonal, o n\u00famero de horas pagas caiu 0,8%, varia\u00e7\u00e3o que sinaliza prefer\u00eancia por ajuste por meio de f\u00e9rias coletivas ou corte de horas extras. &#8220;Esse dado \u00e9 grave, porque indica que o empres\u00e1rio n\u00e3o demitiu agora porque vai ver se a situa\u00e7\u00e3o melhora. Como n\u00e3o deve melhorar, vai demitir mais \u00e0 frente&#8221;, diz Almeida.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Petrobr\u00e1s oculta vazamento no Golfo do M\u00e9xico<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A Petrobr\u00e1s se envolveu em um incidente no Golfo do M\u00e9xico no domingo, mas ocultou o fato de seus acionistas e da imprensa. Segundo dados da Guarda Costeira dos Estados Unidos, houve um vazamento de 1,7 mil litros de tolueno (um solvente) e 3,7 mil litros de inibidor asf\u00e1ltico, subst\u00e2ncia que a Petrobr\u00e1s n\u00e3o diz do que se trata.<\/p>\n<p>O incidente ocorreu por volta de 12h30 de domingo, a 2,7 mil metros de profundidade, no Campo de Chinook e levou a Petrobr\u00e1s a abrir sindic\u00e2ncia para apurar as causas do ocorrido. Segundo a empresa, &#8220;foi detectado pequeno vazamento de fluido hidr\u00e1ulico, durante o comissionamento do sistema submarino&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo David Zee, professor de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a regi\u00e3o sofre com o ac\u00famulo de outros vazamentos e, ainda que em pequena dimens\u00e3o, o incidente da Petrobr\u00e1s deveria ter sido notificado publicamente e a empresa precisaria ter adotado medidas para compensar a fauna marinha.<\/p>\n<p>De acordo com o professor, o tal inibidor asf\u00e1ltico indica algo com &#8220;propriedades qu\u00edmicas bem agressivas&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>FMI defende socorro direto a bancos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A diretora-gerente do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), Christine Lagarde, alertou que a recapitaliza\u00e7\u00e3o direta de bancos da zona do euro com fundos de socorro regionais \u00e9 vital para brecar a crise de d\u00edvida da regi\u00e3o. A posi\u00e7\u00e3o contrasta com a defendida pela Alemanha, de usar \u20ac 100 bilh\u00f5es em fundos de emerg\u00eancia do euro para apoiar a Espanha na sustenta\u00e7\u00e3o do setor banc\u00e1rio.<\/p>\n<p>A press\u00e3o do FMI pode ajudar a convencer Berlim e permitir um mecanismo de socorro direto para os bancos. L\u00edderes mundiais do G-20 reunidos no M\u00e9xico na pr\u00f3xima semana devem pressionar as principais autoridades da Uni\u00e3o Europeia por um plano de a\u00e7\u00e3o concreto para resolver os problemas financeiros.<\/p>\n<p>No s\u00e1bado, a UE se comprometeu a repassar para Madri os recursos para ajudar o pa\u00eds a financiar os bancos prejudicados por empr\u00e9stimos imobili\u00e1rios de m\u00e1 qualidade. Os problemas no setor banc\u00e1rio da Espanha t\u00eam elevado os custos para rolagem de d\u00edvida do pa\u00eds, aumentando o risco de que a crise possa se espalhar para as maiores economias da regi\u00e3o e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, amea\u00e7ando abocanhar a economia global.<\/p>\n<p>A defesa do FMI por uso direto dos recursos para recapitalizar os bancos \u00e9 vital &#8220;para evitar o c\u00edrculo vicioso que n\u00f3s estamos observando entre soberanos e bancos, bancos e soberanos e assim por diante&#8221;, afirmou Lagarde.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s defendemos que a liga\u00e7\u00e3o seja direta entre os recursos e os bancos&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Economistas alertam que repassar os recursos por meio do governo aumentaria os n\u00edveis de endividamento do pa\u00eds e alimentaria as incertezas sobre as condi\u00e7\u00f5es de Madri honrar suas d\u00edvidas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasileiro est\u00e1 cauteloso para comprar casa e carro<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O brasileiro continua com um p\u00e9 atr\u00e1s na hora de comprar itens de maior valor, como carro ou im\u00f3vel, apesar de todo esfor\u00e7o recente do governo para ampliar o consumo, cortando juros e alongando prazos dos financiamentos oferecidos pelos bancos oficiais para esses itens.<\/p>\n<p>De abril para maio, aumentou em nove pontos, de 31% para 40%, a fatia de consumidores muito menos dispostos a comprar bens de maior valor em rela\u00e7\u00e3o a seis meses atr\u00e1s. Tamb\u00e9m diminuiu, de 39% em abril para 33% em maio, a parcela de brasileiros mais dispostos a comprar esses bens, mostra a pesquisa do \u00cdndice Nacional de Confian\u00e7a (INC), apurado pela Ipsos Public Affairs para a Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP). Os resultados se referem \u00e0 m\u00e9dia m\u00f3vel trimestral.<\/p>\n<p>Com o aperto nos crit\u00e9rios de concess\u00e3o de cr\u00e9dito e o aumento da inadimpl\u00eancia, a inten\u00e7\u00e3o de compras de itens de maior valor diminuiu. J\u00e1 em maio do ano passado, as parcelas de consumidores muito mais \u00e0 vontade e muito menos \u00e0 vontade para comprar bens de maior valor eram id\u00eanticas e estavam em 34%, aponta a pesquisa.<\/p>\n<p>Apesar da maior cautela para assumir d\u00edvidas de maior valor, a confian\u00e7a do consumidor em geral melhorou de abril para maio e aumentou dois pontos. Em abril estava em 164 pontos e, no m\u00eas passado, foi para 166. O resultado do INC de maio \u00faltimo tamb\u00e9m supera o registrado em maio de 2011 (143 pontos) e maio de 2010 (146 pontos).<\/p>\n<p>O \u00edndice varia entre zero e 200 pontos. Acima de 100 indica otimismo e abaixo dessa marca, pessimismo. O INC \u00e9 apurado a partir mil entrevistas domiciliares feitas mensalmente em nove regi\u00f5es metropolitanas e 70 cidades do interior do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Emprego. O explica a eleva\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a do consumidor, mesmo num cen\u00e1rio no qual as proje\u00e7\u00f5es de crescimento da economia para este ano foram revistas para baixo, \u00e9 o bom momento de emprego. No m\u00eas passado, 45% dos consumidores se diziam confiantes ou um pouco mais confiantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a no emprego, a mesma marca registrada em abril deste ano. O resultado do m\u00eas passado tamb\u00e9m se equipara ao de maio de 2010 (44%), ano de forte crescimento econ\u00f4mico, e supera o de maio de 2011 (39%).<\/p>\n<p>&#8220;O aumento da confian\u00e7a do consumidor do consumidor est\u00e1 baseado no emprego&#8221;, afirma o economista da ACSP, Em\u00edlio Alfieri. Ele observa que o emprego \u00e9 a \u00faltima vari\u00e1vel que muda de dire\u00e7\u00e3o tanto na fase de alta do ciclo econ\u00f4mico, como no per\u00edodo de baixa. Outro indicador que indica a for\u00e7a do emprego no momento atual \u00e9 que, nos \u00faltimos dois meses, 71% dos entrevistados informaram que n\u00e3o conhecem ningu\u00e9m que perdeu o emprego.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Estado de S. 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