{"id":30086,"date":"2023-03-03T16:07:05","date_gmt":"2023-03-03T19:07:05","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=30086"},"modified":"2023-03-03T16:07:05","modified_gmt":"2023-03-03T19:07:05","slug":"mulheres-em-luta-contra-o-fascismo-e-as-contrarreformas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30086","title":{"rendered":"Mulheres em luta contra o fascismo e as contrarreformas"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"30087\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30086\/img-20230303-wa0000\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/IMG-20230303-WA0000.jpg?fit=1080%2C1080&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1080,1080\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG-20230303-WA0000\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/IMG-20230303-WA0000.jpg?fit=747%2C747&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-30087\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/IMG-20230303-WA0000.jpg?resize=747%2C747&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"747\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/IMG-20230303-WA0000.jpg?resize=900%2C900&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/IMG-20230303-WA0000.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/IMG-20230303-WA0000.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/IMG-20230303-WA0000.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/IMG-20230303-WA0000.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o Nacional do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro<\/strong><\/p>\n<p>Estamos chegando ao 8 de mar\u00e7o, o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. O marco, que surgiu a partir da proposta feita por Clara Zetkin no II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, em 1910, consolidou-se como um dia hist\u00f3rico em todo o mundo ap\u00f3s a greve de mulheres russas em 1917 reivindicando \u201cP\u00e3o e Fim da guerra\u201d, a qual abriu a primeira fase da grandiosa Revolu\u00e7\u00e3o Russa. A fa\u00edsca revolucion\u00e1ria, que tomou o ch\u00e3o frio do solo russo e embalou por v\u00e1rios anos a classe trabalhadora e povos colonizados do planeta, n\u00e3o s\u00f3 continua atual e viva, mas tamb\u00e9m extremamente necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>A reorganiza\u00e7\u00e3o do fascismo em n\u00edvel internacional e o conjunto de desastres, guerras e destrui\u00e7\u00f5es que temos presenciado, a exemplo da pandemia da COVID -19, da guerra na Ucr\u00e2nia e do desastre e vazamento de material t\u00f3xico em uma malha ferrovi\u00e1ria nos EUA, s\u00e3o produtos diretos da l\u00f3gica predat\u00f3ria da acumula\u00e7\u00e3o do capital, em sua fase imperialista. No Brasil, no dia 08 de janeiro, presenciamos mais um ataque \u00e0 democracia, que evidenciou, entre outras quest\u00f5es, a for\u00e7a que os setores fascistas ganharam no pa\u00eds e no mundo nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>A manobra bolsonarista de destrui\u00e7\u00e3o do Congresso, do STF e do Pal\u00e1cio do Planalto levantou v\u00e1rios alertas e an\u00e1lises, no n\u00edvel nacional e internacional, em rela\u00e7\u00e3o ao conjunto de acontecimentos que transcorreram nos \u00faltimos meses, \u00e0 intencionalidade dos atos e \u00e0 correla\u00e7\u00e3o das for\u00e7as em jogo. Para muitos, essas disputas apresentam-se entre reacion\u00e1rios e progressitas ou bolsonaristas e petistas. Cabe a n\u00f3s questionarmos se essa dicotomia entre esses supostos campos realmente responde \u00e0s nossas necessidades enquanto mulheres da classe trabalhadora e se nos permite estabelecer media\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas que possibilitem ganhos reais e efetivos para a nossa classe.<\/p>\n<p>Muito antes da depreda\u00e7\u00e3o dos pr\u00e9dios em Bras\u00edlia, assistimos h\u00e1 alguns anos um dos despejos mais violentos, o Massacre do Pinheirinho (2012), realizado a mando de Geraldo Alckmin, atual vice-presidente de Lula; a destrui\u00e7\u00e3o e o saque de in\u00fameras aldeias ind\u00edgenas, a mando dos donos do agroneg\u00f3cio e da minera\u00e7\u00e3o; mortes e assolamentos em Brumadinho e Mariana, devido \u00e0 pol\u00edtica privatista e aus\u00eancia de fiscaliza\u00e7\u00e3o na manuten\u00e7\u00e3o de barragens, para \u00fanica e exclusivamente garantir o lucro dos acionistas; a p\u00e9ssima condu\u00e7\u00e3o do governo Bolsonaro ante a pandemia que levou \u00e0 morte de 700 mil pessoas, a aniquila\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias negras e pobres, todos os dias, nas periferias brasileiras, v\u00edtimas do genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra, disfar\u00e7ada de guerra \u00e0s drogas.<\/p>\n<p>Essa soma de destrui\u00e7\u00f5es e genoc\u00eddios, apesar de se aprofundarem ainda mais durante o governo de Bolsonaro, n\u00e3o iniciaram em seu mandato. \u00c9 por isso que a dicotomia entre autoritarismo e democracia n\u00e3o \u00e9 suficiente para explicar esse momento e tampouco nos auxiliar nas propostas de lutas. Precisamos nos perguntar qual democracia n\u00f3s precisamos e defendemos, pois a democracia burguesa, com seu aparato militar, sempre destruiu a vida da classe trabalhadora, especialmente das mulheres, da popula\u00e7\u00e3o negra, perif\u00e9rica, ind\u00edgena e LGBTQIA+.<\/p>\n<p>Obviamente, n\u00e3o queremos com isso dizer que devemos negligenciar a tentativa golpista dos fascistas bolsonaristas, que definitivamente precisam responder pela destrui\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio nacional e pela tentativa de golpe. Contudo, para estruturar o arcabou\u00e7o das nossas t\u00e1ticas de lutas e tra\u00e7ar nossas alian\u00e7as, n\u00e3o podemos deixar de levar em considera\u00e7\u00e3o que nossa classe vem sendo destru\u00edda e dizimada, mesmo dentro do dito espa\u00e7o democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Precisamos lutar pela democracia, mas n\u00e3o por uma democracia abstrata. Devemos construir uma democracia da classe trabalhadora e de todos os povos que vivem nesse territ\u00f3rio chamado Brasil. N\u00e3o podemos cansar de falar que o governo fascista e miliciano de Bolsonaro N\u00c3O representa a figura de um \u201cher\u00f3i\u201d, que supostamente teria chegado ao poder por suas habilidades cibern\u00e9ticas, seu reacionarismo e pelas a\u00e7\u00f5es de seus grupelhos milicianos. A sua ascens\u00e3o representa um conjunto de transforma\u00e7\u00f5es na ordem pol\u00edtica e econ\u00f4mica, que fazem parte da din\u00e2mica autodestrutiva do capital.<\/p>\n<p>O capital, em seus processos de crise, n\u00e3o tem reduzido, mas sim ampliado suas expropria\u00e7\u00f5es e explora\u00e7\u00e3o em diversas partes do planeta e em todos os \u00e2mbitos de nossas vidas. Por vezes, as burguesias abrem m\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o direta dos Estados Nacionais para manter sua din\u00e2mica predat\u00f3ria de expans\u00e3o e suas taxas de lucros. Entre suas medidas contrac\u00edclicas, \u00e9 conceb\u00edvel fomentar e utilizar de setores reacion\u00e1rios e violentos para garantir a retirada mais veloz de direitos da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>A nosso ver, alguns elementos convergem na produ\u00e7\u00e3o do neofascismo bolsonarista: 1. A express\u00e3o das crises capitalistas e da incapacidade da burguesia se manter no comando atrav\u00e9s de seus pr\u00f3prios representantes pol\u00edticos; 2. A derrota da classe trabalhadora que, enquanto classe, ainda n\u00e3o conseguiu tomar efetivamente a dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do pa\u00eds e caminhar para um projeto de fim da explora\u00e7\u00e3o do trabalho; 3. A fragmenta\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, acentuada pela \u00faltima reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva do capital, acompanhada da amplia\u00e7\u00e3o da desregulamenta\u00e7\u00e3o dos direitos trabalhistas e flexibiliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho; 4. O desemprego estrutural, a ideologia do empreendedorismo individual e a dificuldade de resposta do sindicalismo, preso nas estruturas burocratizadas do sindicalismo getulista e do \u201cnovo\u201d sindicalismo; 5. A coopta\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais e sindicais para dentro da estrutura do Estado nos governos petistas, que desmobilizou os principais mecanismos de luta forjados antes da ditadura e no processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o do Brasil; 6. A alian\u00e7a com as c\u00fapulas militares, que em geral sempre tiveram uma posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica importante na Am\u00e9rica Latina e Caribe, com ocupa\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o do Estado, onde se comportam como sanguessugas dos recursos p\u00fablicos. 7. O avan\u00e7o do fascismo em n\u00edvel internacional.<\/p>\n<p>Outro fator, n\u00e3o menos importante, \u00e9 o avan\u00e7o do capital financeiro atrav\u00e9s das privatiza\u00e7\u00f5es de bens p\u00fablicos, como educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, setores energ\u00e9ticos e telecomunica\u00e7\u00f5es, do imenso endividamento das fam\u00edlias trabalhadoras e da manuten\u00e7\u00e3o do pagamento da d\u00edvida p\u00fablica. Estes mesmos setores foram os principais articuladores do golpe que dep\u00f4s a presidente Dilma e impediram o Impeachment de Bolsonaro, mesmo nos momentos mais cr\u00edticos da pandemia, por receio de desestabilizar seus lucros e gerar uma crise nas c\u00fapulas burguesas.<\/p>\n<p>Ou seja, Bolsonaro, apesar da for\u00e7a que conseguiu entre alguns setores, s\u00f3 \u00e9 um mero e p\u00edfio produto de uma forma\u00e7\u00e3o social escravocrata, autocr\u00e1tica, que produziu uma classe dominante subalterna e dependente internacionalmente, que reproduz o capital de forma extremamente coercitiva e truculenta dentro do Brasil. Foi o conjunto de fatores expostos anteriormente que possibilitaram a chegada \u00e0 presid\u00eancia deste fascistoide.<\/p>\n<p>Assim, a nossa luta contra o fascismo perpassa pela a garantia da N\u00c3O ANISTIA aos setores militares, a Bolsonaro, sua c\u00fapula miliciana e aos financiadores do genoc\u00eddio gerado na pandemia, do genoc\u00eddio dos povos Yanomamis e da tentativa golpista. A mem\u00f3ria deve estar viva e pulsante, para que nunca mais aconte\u00e7a! Mas, acima de tudo, nossas lutas precisam gerar for\u00e7a e organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora para lutar segundo seus pr\u00f3prios interesses, a fim de modificar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, renda e acesso aos bens p\u00fablicos no pa\u00eds e fortalecer as lutas antifascistas. N\u00e3o ser\u00e1 a concilia\u00e7\u00e3o com os setores empresariais e financeiros e a confian\u00e7a na institucionalidade burguesa que possibilitar\u00e1 a derrota dessa face horrenda do capital, que \u00e9 o fascismo.<\/p>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o do governo Lula, que se coloca como um governo de transi\u00e7\u00e3o, a fim de retomar o processo desenvolvimentista que vinha em curso nos governos petistas anteriores, tem \u00e0 frente dos principais minist\u00e9rios ligados \u00e0 economia, tucanos e os setores privatistas do pa\u00eds. Haddad j\u00e1 anunciou a amplia\u00e7\u00e3o das parcerias p\u00fablico-privadas, que t\u00eam destru\u00eddo direitos trabalhistas e acabado com os servi\u00e7os p\u00fablicos; falou de uma reforma tribut\u00e1ria, mas sem deixar expl\u00edcito se ir\u00e1 se comprometer a tributar grandes fortunas, dividendos e lucros; limitou a recomposi\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e0 R$18,00, que entrer\u00e1 em vigor apenas em maio; n\u00e3o falou nada sobre a revoga\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista e da previd\u00eancia. Essas s\u00e3o quest\u00f5es cruciais para ampliar o investimento p\u00fablico em empresas estatais, ampliar o n\u00famero de empregos com garantias trabalhistas e combater a desregulamenta\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p>Foi uma conquista ter mais minist\u00e9rios compostos por mulheres, pessoas negras e ind\u00edgenas. Por\u00e9m, se esses minist\u00e9rios n\u00e3o possibilitarem transforma\u00e7\u00f5es que modifiquem as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e renda nesse pa\u00eds, podem se conformar somente como uma pauta de respeito \u201c\u00e0 diversidade\u201d e direitos humanos, sem de fato fortalecer a organiza\u00e7\u00e3o e combatividade das trabalhadoras negras, LBTs, ind\u00edgenas, PcDs.<\/p>\n<p>As pautas feministas n\u00e3o podem coadunar com as defesas abstratas e liberais feitas por Simone Tebet. A luta contra a viol\u00eancia \u00e0s mulheres, pela legaliza\u00e7\u00e3o do aborto, por garantia de trabalho digno e sal\u00e1rios iguais, precisam estar conectadas com a exig\u00eancia do fim da explora\u00e7\u00e3o do trabalho. Devemos lutar para que todas as portarias que fizeram o direito ao aborto legal retroceder, institu\u00eddas no governo Bolsonaro, sejam revogadas. N\u00edsia Trindade, ministra da sa\u00fade, apesar de sua firme posi\u00e7\u00e3o de defesa dos direitos reprodutivos, revogou apenas uma parte das portarias bolsonaristas. Por outro lado, para manter alian\u00e7a com os setores evang\u00e1licos, Lula assinalou para N\u00edsia reduzir o debate sobre a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto, o que ao nosso ver \u00e9 inadmiss\u00edvel. S\u00e3o mulheres negras e pobres que morrem e s\u00e3o mutiladas em abortos clandestinos nesse pa\u00eds. O refor\u00e7o de setores evang\u00e9licos, como tem sido feito atrav\u00e9s do financiamento dos atuais manic\u00f4mios, chamados ideologicamente de comunidades terap\u00eauticas, s\u00f3 tem fortalecido o ultra reacionarismo no Brasil e na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Internacionalmente, o nosso 8 de mar\u00e7o deve fortalecer a solidariedade entre as mulheres trabalhadoras de todo o mundo e o p\u00f3lo comunista, com proje\u00e7\u00f5es e ideias revolucion\u00e1rias. O reformismo e os governos s\u00f3cio-liberais dificultam a organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora e facilitam as ofensivas liberais e fascistas.<\/p>\n<p>Prestamos toda a solidariedade \u00e0s e aos trabalhadores\/as peruanos, perseguidos\/as e assassinados\/as nos embates contra o governo golpista Dina Boluarte. Acreditamos que \u00e9 fundamental a constru\u00e7\u00e3o de iniciativas de poder popular e que elas evidenciam que a crise institucional no Peru \u00e9 parte da crise capitalista, que se expressa de formas distintas nas diferentes partes do mundo.<\/p>\n<p>Nos solidarizamos com as mulheres e organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores\/as franceses, que desde janeiro t\u00eam organizado mobiliza\u00e7\u00f5es massivas contra a Reforma da Previd\u00eancia de Macron, que atingir\u00e1 principalmente as mulheres, negras, imigrantes, LBTs. Nova greve geral est\u00e1 sendo convocada para o dia 07 de mar\u00e7o, com poss\u00edvel continuidade das paralisa\u00e7\u00f5es e bloqueios durante o 8 de mar\u00e7o, marcando o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora.<\/p>\n<p>Refor\u00e7amos toda a nossa solidariedade a Lorena Pe\u00f1a, atual presidenta da Federa\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica Internacional de Mulheres (FDIM), que tem sido perseguida pelo autorit\u00e1rio e fascista presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que se autodenomina como ditador. As persegui\u00e7\u00f5es de militantes atrav\u00e9s de manobras de lawfare, como as empregadas contra Lorena, t\u00eam sido utilizadas para impedir as lutas e a combatividade dos movimentos de esquerda em diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p>O chamado para uma grande greve de mulheres internacionalmente e de toda a nossa classe continua extremamente atual. Neste ano, defendemos que o chamado do 8 de mar\u00e7o no Brasil deve girar em torno da N\u00c3O ANISTIA, contra o fascismo, pela a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto e contra as reformas da previd\u00eancia, trabalhista e do Ensino M\u00e9dio, com o mote: \u201cNos queremos vivas e com direitos! Nenhuma morte em aborto clandestino! Sem anistia e sem fascismo, pelo poder popular!\u201d<\/p>\n<p>Sauda\u00e7\u00f5es camaradas.<\/p>\n<p>Feminismo classista, futuro socialista!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30086\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[22,180,4,26,20],"tags":[222],"class_list":["post-30086","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c3-coletivo-ana-montenegro","category-feminista","category-s6-movimentos","category-c25-notas-politicas-do-pcb","category-c1-popular","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7Pg","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30086","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30086"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30086\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30086"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30086"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30086"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}