{"id":30102,"date":"2023-03-08T17:09:45","date_gmt":"2023-03-08T20:09:45","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=30102"},"modified":"2023-03-08T17:09:45","modified_gmt":"2023-03-08T20:09:45","slug":"a-luta-internacional-da-mulher-trabalhadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30102","title":{"rendered":"A luta internacional da mulher trabalhadora"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"30096\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30095\/image-2-5\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/image-2.png?fit=525%2C350&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"525,350\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image (2)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/image-2.png?fit=525%2C350&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-30096\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lavrapalavra.com\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/image-2023-03-08T164011.351.png?resize=525%2C350&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"350\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Federa\u00e7\u00e3o Sindical Mundial &#8211; M\u00e9xico<\/strong><\/p>\n<p>Mulheres sindicalistas, trabalhadoras e organizadas por seus direitos, saudamos, neste 8 de mar\u00e7o de 2023, nossas irm\u00e3s de classe em todo o mundo: a trabalhador ou a desempregada, aut\u00f4noma, na cidade ou no campo, jovem m\u00e3e, estudante, aposentada, refugiada ou imigrante, trabalhadora da vida di\u00e1ria.<\/p>\n<p>No Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, levantamos mais uma vez as bandeiras do dia 8 de mar\u00e7o, proposta da ilustre comunista alem\u00e3 Clara Zetkin consagrada na Confer\u00eancia Internacional das Mulheres Socialistas de 1910, como dia de protesto e reivindica\u00e7\u00e3o das mulheres trabalhadoras pela melhoria de suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida, cuja luta entrou em ebuli\u00e7\u00e3o desde o final do s\u00e9culo XIX no contexto da explora\u00e7\u00e3o capitalista e da iminente guerra entre pot\u00eancias imperialistas por mercados e territ\u00f3rios coloniais.<\/p>\n<p>Os protestos, greves e mobiliza\u00e7\u00f5es das trabalhadoras t\u00eaxteis de Nova York em 1909 e das tecel\u00e3s russas em 1917 marcaram, dentre muitos outros, o in\u00edcio do movimento oper\u00e1rio feminino para enfrentar os patr\u00f5es, exploradores que impunham jornadas excessivas, sal\u00e1rios miser\u00e1veis e condi\u00e7\u00f5es subumanas de trabalho, e o Estado, que reprimiu de forma sangrenta suas mobiliza\u00e7\u00f5es para exigir sal\u00e1rio igual ao de seus pares.<\/p>\n<p>Hoje reivindicamos o car\u00e1ter classista e militante do 8 de mar\u00e7o, posto que a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o a que o capitalismo nos sujeita n\u00e3o s\u00e3o coisas do passado, mas o presente que vivemos na carne das pr\u00f3prias mulheres da classe trabalhadora. A continua\u00e7\u00e3o da barb\u00e1rie capitalista, que se sustenta no desemprego, no trabalho mal remunerado e na escravid\u00e3o dom\u00e9stica, retira nossos direitos trabalhistas duramente conquistados e a possibilidade de um futuro digno para n\u00f3s e nossas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>No M\u00e9xico, historicamente, o desemprego feminino tem sido crescente e cada vez maior a propor\u00e7\u00e3o de mulheres empregadas em trabalhos informais e prec\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quelas com emprego formal; \u00e9 ampla a diferen\u00e7a salarial.<\/p>\n<p>A crise capitalista mundial vem se aprofundando, catalisada pela pandemia, e estoura a recess\u00e3o, frente a qual h\u00e1 um esfor\u00e7o concentrado da classe dominante, da burguesia e seus governos, para evitar perdas transferindo o custo da crise para a classe trabalhadora e as camadas populares. Eles nos imp\u00f5em a flexibiliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es laborais, a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, com consequente deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida das nossas fam\u00edlias, enquanto assistimos como os monop\u00f3lios e grandes corpora\u00e7\u00f5es aumentam seus lucros estratosfericamente.<\/p>\n<p>As mulheres da classe trabalhadora e popular s\u00e3o hoje a maioria da popula\u00e7\u00e3o pobre e analfabeta no M\u00e9xico, sem acesso a educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e1gua pot\u00e1vel e outras necessidades b\u00e1sicas. Milh\u00f5es carecem de cuidados durante a gravidez, morrem de causas evit\u00e1veis ou partos sem cuidados de sa\u00fade, muitas mais s\u00e3o for\u00e7adas a migrar e emigrar, estamos expostas a terr\u00edveis viol\u00eancia de todos os tipos, abuso, tr\u00e1fico de pessoas e explora\u00e7\u00e3o sexual, incluindo feminic\u00eddio e o desaparecimento. N\u00f3s e nossas fam\u00edlias sofremos a redu\u00e7\u00e3o, elimina\u00e7\u00e3o e privatiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos, como a falta de creches de qualidade para o cuidado de crian\u00e7as e estadias para os idosos, aumentando o peso do trabalho dom\u00e9stico sobre nossos ombros.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses imperialistas e os monop\u00f3lios competem ferozmente pelo mercado global e continuam sangrando os povos com o ressurgimento ou in\u00edcio de novas interven\u00e7\u00f5es que levaram o planeta \u00e0 beira de uma guerra mundial e deslocaram milh\u00f5es de pessoas de suas casas; e s\u00e3o mulheres e meninas das classes populares, migrantes e refugiadas que, como sempre, pagam o pre\u00e7o final em todos os conflitos.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que hoje tamb\u00e9m estendemos nosso abra\u00e7o e esfor\u00e7o solid\u00e1rio \u00e0s mulheres trabalhadoras da S\u00edria e da Turquia, que al\u00e9m de enfrentar a explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o da sociedade capitalista em sua vida cotidiana, com os terremotos recentes, sofrem como n\u00f3s em 1985 e 2017, as consequ\u00eancias da voracidade criminosa das empresas de constru\u00e7\u00e3o e imobili\u00e1rias, da falta de habita\u00e7\u00e3o e do trabalho prec\u00e1rio, das defici\u00eancias dos servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade e assist\u00eancia, em suas vidas j\u00e1 dizimadas pela guerra.<\/p>\n<p>Mas hoje vemos surgir a rebeli\u00e3o, a luta e a organiza\u00e7\u00e3o das mulheres trabalhadoras contra esta situa\u00e7\u00e3o de desigualdade e opress\u00e3o que sofremos na sociedade capitalista. Por isso os mesmos patr\u00f5es e governos que nos exploram e violam nossos direitos, promovem e divulgam discursos que buscam mascarar a raiz da situa\u00e7\u00e3o, apontando como causa de todos os nossos problemas a outra metade da ra\u00e7a humana. As teorias que proclamam a nossa luta como uma &#8220;luta g\u00eaneros&#8221;, e que devemos identificar o homem trabalhador como inimigo, servem para domesticar e conter nossa luta, ao desvi\u00e1-la de suas demandas mais urgentes.<\/p>\n<p>N\u00e3o queremos direitos iguais apenas no papel, que s\u00f3 servem para ter mais mulheres governantes e empres\u00e1rias, enquanto a maioria de n\u00f3s continua a ser explorada e oprimida, mas a plena satisfa\u00e7\u00e3o das nossas necessidades contempor\u00e2neas e das nossas fam\u00edlias. \u00c9 urgente nos unirmos como mulheres trabalhadoras para lutar por tudo o que merecemos, pois com nosso trabalho di\u00e1rio produzimos, junto com os demais trabalhadores, toda a riqueza social.<\/p>\n<p>Unidas e organizadas devemos lutar contra todas as pol\u00edticas que servem aos monop\u00f3lios, \u00e0s corpora\u00e7\u00f5es empresariais e patronais em geral, para aumentar constantemente seus lucros, e que s\u00e3o a verdadeira causa de cada reforma contra os direitos trabalhistas, cada ataque contra a Previd\u00eancia Social, de cada redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios e benef\u00edcios, da diminui\u00e7\u00e3o da infraestrutura dos servi\u00e7os p\u00fablicos, da expropria\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios e da guerra. Neste sistema est\u00e1 a origem da desigualdade e da opress\u00e3o, que joga sobre nossas costas o tremendo custo da crise, impondo-nos longas horas de trabalho, amea\u00e7ando-nos com o desemprego e a instabilidade laboral, a falta de seguran\u00e7a social, a carestia e a fome, a barb\u00e1rie da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Hoje, mais do que nunca, o dia 8 de mar\u00e7o n\u00e3o \u00e9 apenas o Dia da Mulher, \u00e9 um dia de luta da mulher trabalhadora:<\/p>\n<p>por respeito aos direitos trabalhistas duramente conquistados;<br \/>\npor trabalho permanente e est\u00e1vel, em tempo integral e com benef\u00edcios;<br \/>\npor aumentos reais de sal\u00e1rios e pens\u00f5es;<br \/>\npela prote\u00e7\u00e3o efetiva da maternidade e lacta\u00e7\u00e3o;<br \/>\npor creches p\u00fablicas de qualidade, gratuitas e universais para todas as crian\u00e7as;<br \/>\npela aposentadoria universal;<br \/>\npelo controle de pre\u00e7os em todos os bens e servi\u00e7os b\u00e1sicos;<br \/>\npor moradia digna;<br \/>\npelos direitos dos\/as trabalhadores\/as migrantes;<br \/>\npela seguridade social e cobertura universal de sa\u00fade para todos os\/as trabalhadores\/as e suas fam\u00edlias, incluindo independentes ou aut\u00f4nomos;<br \/>\npor servi\u00e7os p\u00fablicos eficientes e dignos em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e transporte.<\/p>\n<p>Camaradas e companheiras, convocamos a nos encontrarmos e nos organizarmos em cada espa\u00e7o, para defender os direitos trabalhistas, promover a forma\u00e7\u00e3o de sindicatos de classe e a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na vida e nos organismos de dire\u00e7\u00e3o sindical, fortalecer a coordena\u00e7\u00e3o e alian\u00e7a social com o movimento oper\u00e1rio e popular.<\/p>\n<p>Vamos lutar juntas contra a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, contra a desigualdade que nos oprime, contra a viol\u00eancia do sistema, por nossa verdadeira emancipa\u00e7\u00e3o. Vamos lutar juntas por um presente e futuro melhor para n\u00f3s e nossos filhos!<\/p>\n<p>Vivas, livres e seguras nos queremos! Unidas somos mais fortes!<\/p>\n<p>Por nossos direitos e emancipa\u00e7\u00e3o, vamos lutar juntas contra a explora\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>COORDENA\u00c7\u00c3O 8 DE MAR\u00c7O DA FSM &#8211; COMISS\u00c3O DE MULHERES<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30102\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"\"Saudamos, neste 8 de mar\u00e7o de 2023, nossas irm\u00e3s de classe em todo o mundo: a trabalhadora ou a desempregada, aut\u00f4noma, na cidade ou no campo, jovem m\u00e3e, estudante, aposentada, refugiada ou imigrante, trabalhadora da vida di\u00e1ria.\"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[219],"class_list":["post-30102","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7Pw","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30102","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30102"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30102\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30102"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30102"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30102"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}