{"id":30140,"date":"2023-03-16T22:05:29","date_gmt":"2023-03-17T01:05:29","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=30140"},"modified":"2023-03-23T16:19:24","modified_gmt":"2023-03-23T19:19:24","slug":"entrevista-do-momento-maria-carol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30140","title":{"rendered":"Entrevista do Momento: Maria Carol"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"30142\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30140\/image-5-2\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/image-5.png?fit=640%2C445&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"640,445\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image (5)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/image-5.png?fit=640%2C445&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-30142\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/image-5.png?resize=640%2C445&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"445\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/image-5.png?w=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/image-5.png?resize=300%2C209&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Jornal O MOMENTO &#8211; PCB da Bahia<\/strong><\/p>\n<p>Por Milton Pinheiro &#8211; Membro do Comit\u00ea Central do PCB e do conselho editorial do jornal O Momento<\/p>\n<p>Maria Carol \u00e9 secret\u00e1ria pol\u00edtica da UJC, dirigente do PCB, professora de geografia e ex-diretora de rela\u00e7\u00f5es internacionais da UNE.<\/p>\n<p>O Momento &#8211; Voc\u00ea \u00e9 uma militante do movimento estudantil que est\u00e1 exercendo um papel dirigente importante, como avalia essa luta nesse momento?<\/p>\n<p>Maria Carol &#8211; O movimento estudantil brasileiro cumpriu e cumpre um papel destacado nas mobiliza\u00e7\u00f5es, puxaram os grandes atos de 2018 e 2019 e tiveram uma importante participa\u00e7\u00e3o na retomada \u00e0s ruas durante a pandemia quando exigimos vacina para toda a popula\u00e7\u00e3o. E agora retomam com f\u00f4lego a luta contra a reforma do ensino m\u00e9dio, pela manuten\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o da Lei de Cotas, pela recomposi\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de ensino, contra as interven\u00e7\u00f5es e pelo reajuste das bolsas na gradua\u00e7\u00e3o e na p\u00f3s. Embora o conjunto de reivindica\u00e7\u00f5es feitas no momento sejam de extrema import\u00e2ncia, preocupa-nos que as entidades nacionais &#8211; UNE, UBES e ANPG &#8211; n\u00e3o reflitam sobre a realiza\u00e7\u00e3o de uma reforma profunda na educa\u00e7\u00e3o brasileira, que passe por atender as bandeiras de luta que foram levantadas nas \u00faltimas d\u00e9cadas, mas para dar conta de colocar as classes populares e os movimentos sociais na centralidade do debate de qual modelo de institui\u00e7\u00f5es e curr\u00edculos que necessitamos.<\/p>\n<p>Uma iniciativa como essa seria um passo importante para sair de uma postura defensiva e avan\u00e7ar na constru\u00e7\u00e3o de uma ofensiva dos estudantes, que possuem toda a capacidade de formular qual projeto de escola e universidade deve vigorar em nosso pa\u00eds. Agora, em que o calend\u00e1rio de atividades foi restabelecido em formato presencial, a expectativa \u00e9 que eles possam ser aproveitados ao m\u00e1ximo para aprofundar a discuss\u00e3o e fazer com a rede do movimento estudantil possa crescer, superar contradi\u00e7\u00f5es e avan\u00e7ar ainda mais nas suas mobiliza\u00e7\u00f5es de forma respons\u00e1vel e independente. A luta dos estudantes n\u00e3o pode estar restrita ao campo da educa\u00e7\u00e3o, afinal antes de estudantes somos os filhos e filhas da classe trabalhadora e por isso que todas as nossas lutas devem estar conectadas. \u00c9 tarefa de cada um dos segmentos da luta, seja estudantil ou n\u00e3o, estar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das necessidades gerais do conjunto de trabalhadores.<\/p>\n<p>O Momento: Para al\u00e9m da sua milit\u00e2ncia na universidade, quais seriam os temas centrais da conjuntura que podem movimentar a classe trabalhadora na atual luta de classes?<\/p>\n<p>Maria Carol &#8211; Atualmente, a classe trabalhadora, em especial a juventude trabalhadora, sofre n\u00e3o s\u00f3 com os efeitos da crise econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m com o intenso processo de retirada de direitos que tivemos no \u00faltimo per\u00edodo com os governos de extrema direita, iniciados com Temer e agravados com Bolsonaro, Mour\u00e3o e seus aliados. Embora a vit\u00f3ria de Lula tenha representado uma derrota eleitoral para os setores mais extremistas da direita, sabemos que a composi\u00e7\u00e3o do parlamento est\u00e1 recheada dessas figuras que se movimentam para impor novos ataques \u00e0s classes populares. Existe um excesso de expectativa com o novo governo do PT, que tamb\u00e9m \u00e9 formado por figuras da direita e declarados liberais que apoiam medidas que v\u00e3o no sentido oposto da melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida e luta, o que aumenta a responsabilidade daqueles que se mobilizam para derrotar os efeitos do bolsonarismo, mas n\u00e3o querem retomar para uma conjuntura imediatamente anterior ao golpe, pois tamb\u00e9m n\u00e3o era um mundo de maravilhas como insistem algumas figuras pol\u00edticas da esquerda.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode mencionar essa tal melhoria da condi\u00e7\u00e3o de vida dos trabalhadores sem pautar a imediata revoga\u00e7\u00e3o da emenda constitucional 95, que congelou os investimentos em sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, e das reformas trabalhista e da previd\u00eancia. \u00c9 preciso tamb\u00e9m reverter toda a agenda de privatiza\u00e7\u00e3o imposta pelo governo anterior, bem como restabelecer e ampliar pol\u00edticas de acesso \u00e0 moradia, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. Vivenciamos um estado de \u201cterra arrasada\u201d e de falta de perspectiva entre a juventude que sofre com os elevados \u00edndices de desemprego, e condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de trabalho. O Brasil n\u00e3o ser\u00e1 reconstru\u00eddo de maneira espont\u00e2nea, e nosso objetivo final \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds que ainda n\u00e3o vivemos, para isso n\u00e3o pode faltar mobiliza\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>O Momento: Como dirigente da UNE (Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes), que papel voc\u00ea apontaria para essa entidade diante do governo do presidente Lula?<\/p>\n<p>Maria Carol &#8211; A Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes \u00e9 a maior entidade estudantil da Am\u00e9rica Latina, com um legado important\u00edssimo e apresenta um enorme potencial de organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o dos setores juvenis em nosso pa\u00eds, mas para dar conta das tarefas mais centrais dessa conjuntura \u00e9 preciso assegurar toda sua autonomia e independ\u00eancia. Ao longo do ciclo progressista que tivemos no Brasil, a UNE se perdeu ao assumir uma postura de submiss\u00e3o aos governos de Lula e Dilma quando confundiu seu papel de entidade representativa dos estudantes e atuou como uma esp\u00e9cie de comit\u00ea do governo federal e desmobilizou as lutas da educa\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o de acordos e negocia\u00e7\u00f5es da alta c\u00fapula.<\/p>\n<p>Essa postura \u00e9 um grave erro que n\u00e3o pode se repetir no momento atual, embora \u00e9 preciso reconhecer que esta postura n\u00e3o foi adotada somente pelo setor da educa\u00e7\u00e3o, mas uma tend\u00eancia que diferentes organiza\u00e7\u00f5es sindicais e parte dos movimentos sociais assumiram e resultou no apassivamento da classe trabalhadora que se viu desarmada e incapaz de responder \u00e0 altura de importantes ataques sofridos, e at\u00e9 mesmo resistir ao golpe em 2016. Reconhecer os erros do passado \u00e9 o primeiro passo para construir uma UNE que esteja preparada para reorganizar o conjunto do movimento estudantil brasileiro, e seja capaz de liderar as lutas em defesa das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de ensino, da recomposi\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria, da aplica\u00e7\u00e3o de medidas efetivas de acesso e perman\u00eancia, contra a persegui\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o, avan\u00e7os dos grandes monop\u00f3lios privados de ensino e principalmente capaz de conduzir mudan\u00e7as profundas nas universidades.<\/p>\n<p>A UNE deve estar preparada para apresentar um projeto claro de educa\u00e7\u00e3o e universidade, que sobretudo, dialogue com as principais necessidades da classe trabalhadora hoje. Acredito que uma medida central para isso seja a retomada dos seus f\u00f3runs e sua reaproxima\u00e7\u00e3o com a base dos estudantes, principalmente nesse contexto p\u00f3s pandemia, e seja firme na valoriza\u00e7\u00e3o dos acertos do atual governo de Lula, assim como esteja disposta a realizar todas as cobran\u00e7as e cr\u00edticas necess\u00e1rias. Uma entidade nacional n\u00e3o \u00e9 capaz de superar essas contradi\u00e7\u00f5es de forma isolada, por isso \u00e9 fundamental que este debate seja realizado com os centros e diret\u00f3rios acad\u00eamicos, diret\u00f3rios centrais, executivas e federa\u00e7\u00f5es de curso, uni\u00f5es estaduais e municipais, ou seja, um debate para toda a rede do movimento estudantil brasileiro.<\/p>\n<p>O Momento: Voc\u00ea \u00e9 dirigente comunista e secret\u00e1ria pol\u00edtica da UJC (Uni\u00e3o da Juventude Comunista). Qual \u00e9 a centralidade dessa organiza\u00e7\u00e3o na luta juvenil e pol\u00edtica?<\/p>\n<p>Maria Carol &#8211; \u00c9 com muita alegria que hoje afirmamos a exist\u00eancia de uma UJC consolidada, nacionalizada e determinada a superar seus limites e avan\u00e7ar ainda mais. Nos \u00faltimos anos, a Juventude Comunista viveu um momento de crescimento acelerado que demonstra que os jovens brasileiros t\u00eam buscado sa\u00eddas revolucion\u00e1rias e apostado na organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e coletiva como meio de transforma\u00e7\u00e3o de suas realidades e da condi\u00e7\u00e3o da nossa classe. Junto desse crescimento a UJC tamb\u00e9m passou por um per\u00edodo importante de amadurecimento, que ficou evidente durante de todas as etapas de nosso 9\u00ba Congresso Nacional, em novembro de 2022, onde n\u00e3o s\u00f3 a dire\u00e7\u00e3o foi renovada como importantes debates foram travados acerca de uma atua\u00e7\u00e3o mais profissionalizada para dar conta de formular e agir com base nos principais desafios que est\u00e3o colocados para os jovens no Brasil. Compreendendo a fase em que nossa organiza\u00e7\u00e3o se encontra, n\u00e3o se pode menosprezar a capacidade de organizar a juventude em territ\u00f3rio nacional para ir al\u00e9m de uma luta para recompor e ampliar direitos e melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho.<\/p>\n<p>Hoje a UJC contribui para o avan\u00e7o de uma perspectiva revolucion\u00e1ria das lutas juvenis, em acordo com as lutas de toda a classe trabalhadora, apontando que sa\u00edda passa por romper com a l\u00f3gica viciada de concilia\u00e7\u00e3o de classes e acord\u00f5es, mas sim da urg\u00eancia de conectar os desafios do momento atual com o nosso horizonte estrat\u00e9gico de constru\u00e7\u00e3o do Poder Popular e do Socialismo. Os jovens comunistas t\u00eam se dedicado em colocar suas melhores contribui\u00e7\u00f5es a servi\u00e7o das lutas das classes populares, seja nos movimentos de bairro, cultura e estudantis, mirando na supera\u00e7\u00e3o das perspectivas liberais, individualistas e reacion\u00e1rias de organiza\u00e7\u00e3o. A Uni\u00e3o da Juventude Comunista, no auge dos seus quase 95 anos, \u00e9 uma alternativa para todos que compreendem que s\u00f3 seremos verdadeiramente livres de qualquer opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o se derrotarmos a l\u00f3gica capitalista e suas crueldades.<\/p>\n<p>O Momento: Na atual quadra hist\u00f3rica, a partir do perfil da classe trabalhadora, como analisa o processo que coloca em cena as quest\u00f5es de g\u00eanero, raciais e de orienta\u00e7\u00f5es sexuais?<\/p>\n<p>Maria Carol &#8211; Qualquer an\u00e1lise da classe trabalhadora que ignore sua diversidade est\u00e1 destinada ao erro. As opress\u00f5es baseadas nas quest\u00f5es de g\u00eanero, ra\u00e7a e orienta\u00e7\u00e3o sexual intensificam a explora\u00e7\u00e3o capitalista contra os trabalhadores e buscam legitimar um conjunto de viol\u00eancias diante da sociedade. Dito isto, \u00e9 preciso reconhecer que existem diferentes perspectivas de encarar a luta contra opress\u00f5es e que ela pode ser cooptada pela l\u00f3gica liberal e\/ou reformista, o que se coloca como um obst\u00e1culo a ser vencido por aqueles que defendem uma transforma\u00e7\u00e3o radical da nossa sociedade. O sistema capitalista \u00e9 capaz de transformar as lutas da classe trabalhadora em mercadoria, fonte de lucro ao mentirosamente se apresentar com uma face flex\u00edvel e acolhedora, quando na realidade segue ceifando a vida de milhares de n\u00f3s. Um exemplo crucial para esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma como a no\u00e7\u00e3o de representatividade foi completamente esvaziada, marcas, empresas e at\u00e9 mesmo espa\u00e7os pol\u00edticos da extrema direita se valem de um \u201cselo humanizado\u201d, por terem alguns poucos negros, mulheres e LGBTQIA+ em suas fileiras, mas seguem colaborando uma agenda de retirada de direitos &#8211; como as contrarreformas trabalhista e da previd\u00eancia, o teto dos gastos e privatiza\u00e7\u00f5es &#8211; que impactam prioritariamente essas parcelas da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Pautar as lutas da classe trabalhadora exige uma compreens\u00e3o de quem s\u00e3o os trabalhadores hoje e quais s\u00e3o suas necessidades, mas sobretudo conectar as ditas lutas espec\u00edficas com o nosso horizonte estrat\u00e9gico, s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel conquistar uma verdadeira liberta\u00e7\u00e3o da nossa gente se os movimentos reconhecerem que o capitalismo e suas opress\u00f5es n\u00e3o podem ser consertados. E a sa\u00edda para ambos est\u00e1 na mesma caminhada para construir um mundo sem exploradores e explorados, onde todos possam ter sua exist\u00eancia respeitada e de forma digna. Por isso, para os comunistas, \u00e9 urgente a constru\u00e7\u00e3o do Poder Popular.<\/p>\n<p>O Momento: Qual \u00e9 o perfil da juventude brasileira e por quais bandeiras ela luta?<\/p>\n<p>Maria Carol &#8211; No Brasil de hoje, a juventude sofre com a falta de perspectiva, muitos est\u00e3o desempregados, ou fun\u00e7\u00f5es extremamente precarizadas, como \u00e9 o caso dos entregadores de aplicativo, com dificuldades para se manter na universidade, e outros que sequer conseguiram realizar o sonho de acessar o ensino superior. Estamos tratando de uma parcela da popula\u00e7\u00e3o que sofre demasiadamente com as quest\u00f5es de sa\u00fade mental, geradas ou agravadas pelo contexto de crise econ\u00f4mica. A viol\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 uma pauta central, j\u00e1 que vivemos um sistem\u00e1tico genoc\u00eddio de jovens pretos e pobres nas periferias, e do assassinato de jovens ind\u00edgenas e quilombolas que est\u00e3o na resist\u00eancia contra a explora\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio e da minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os jovens da classe trabalhadora tamb\u00e9m desempenham um papel fundamental no sustento de seus lares e fam\u00edlias, reduzir as demandas da juventude trabalhadora somente as pautas de educa\u00e7\u00e3o e lazer \u00e9 um erro de quem n\u00e3o conhece a realidade da nossa classe. Muitas das campanhas de juventude trazem a bandeira da vida, no sentido mais genu\u00edno que isso possa representar. Os jovens n\u00e3o s\u00f3 lideram movimentos e lutas centrais, mas tamb\u00e9m pautam a defesa de emprego, com direitos garantidos, de um SUS 100% p\u00fablico e gratuito, de uma escola e universidade popular, pelo fim do vestibular, por um transporte eficiente e verdadeiramente p\u00fablico, de lazer, pela garantia de espa\u00e7os de acesso e produ\u00e7\u00e3o de cultura, pelo fim das opera\u00e7\u00f5es policiais e da normaliza\u00e7\u00e3o dos assassinatos.<\/p>\n<p>O Momento: Existe a possibilidade de uma articula\u00e7\u00e3o de esquerda que construa uma Frente \u00danica, pensando na integra\u00e7\u00e3o da juventude e do conjunto dos trabalhadores no sentido de enfrentar o neofascismo, mas que tamb\u00e9m apresente um programa para movimentar o conjunto da classe trabalhadora nas lutas que ora se apresentam?<\/p>\n<p>Maria Carol &#8211; Pensando na unidade entre juventude e trabalhadores, n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel como extremamente necess\u00e1ria, inclusive para quebrar a falsa fragmenta\u00e7\u00e3o entre esses setores, afinal pertencemos \u00e0 mesma classe e travamos as mesmas batalhas. Para executar bem a tarefa de impor uma derrota efetiva ao neofascismo, os conservadores e os golpistas \u00e9 preciso ter clareza que teremos momentos diferentes em nossas lutas e que eventualmente nossos aliados tamb\u00e9m mudar\u00e3o. Hoje, \u00e9 urgente apresentar um programa que estabele\u00e7a marcos m\u00ednimos para uma vida digna, que passe pela gera\u00e7\u00e3o de emprego, enfrentamento \u00e0 fome, amplia\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, assegurar moradia e transporte. Assim como avan\u00e7ar na defesa da organiza\u00e7\u00e3o popular nos locais de moradia, estudo e trabalho, seja no campo ou na cidade, impondo um freio ao crescimento de organiza\u00e7\u00f5es de extrema-direita, neofascistas e golpistas, disputando a classe trabalhadora e sua consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Nessas trincheiras, encontraremos companheiros que defendem diferentes projetos para nosso pa\u00eds, inclu\u00eddos os setores que apostam nas vias reformistas e na concilia\u00e7\u00e3o de classe. Por isso, sem diminuir nenhuma dessas lutas, apontamos que os revolucion\u00e1rios defendem ir ainda mais longe, e a\u00ed que nos diferenciamos e fica evidentemente o que nos separa: para n\u00f3s n\u00e3o basta lidar com o problema \u00e9 preciso destruir aquilo que o criou. Nossa maior aliada tem que ser a classe trabalhadora, com toda sua diversidade e seus diferentes movimentos, e nosso maior compromisso tem que ser com a revolu\u00e7\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30140\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,66,10,27],"tags":[224,247],"class_list":["post-30140","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s5-juventude","category-c79-nacional","category-s19-opiniao","category-c27-ujc","tag-3b","tag-jd"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7Q8","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30140","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30140"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30140\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}