{"id":30383,"date":"2023-05-11T20:48:32","date_gmt":"2023-05-11T23:48:32","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=30383"},"modified":"2023-05-11T20:48:32","modified_gmt":"2023-05-11T23:48:32","slug":"une-na-luta-pela-universidade-popular-e-pelo-socialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30383","title":{"rendered":"UNE na luta: pela Universidade Popular e pelo socialismo!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"30384\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30383\/image-2-7\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-2.png?fit=1500%2C1875&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1500,1875\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image (2)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-2.png?fit=240%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-2.png?fit=720%2C900&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-30384\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-2.png?resize=720%2C900&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-2.png?resize=720%2C900&amp;ssl=1 720w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-2.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-2.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-2.png?resize=1229%2C1536&amp;ssl=1 1229w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-2.png?w=1500&amp;ssl=1 1500w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Nota Pol\u00edtica da Uni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC) e do Movimento por uma Universidade Popular (MUP)<\/p>\n<p>Aproxima-se o 59\u00ba Congresso da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (CONUNE), o f\u00f3rum m\u00e1ximo de delibera\u00e7\u00e3o do movimento estudantil brasileiro e que elege a nova diretoria da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE). Esse espa\u00e7o, que n\u00e3o ocorre presencialmente desde 2019, representa um marco na reorganiza\u00e7\u00e3o do movimento estudantil nacionalmente, como o primeiro congresso p\u00f3s-pandemia. A conjuntura tamb\u00e9m se transformou, o que exige da entidade uma reorienta\u00e7\u00e3o t\u00e1tica, com vistas a garantir a mobiliza\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e vit\u00f3rias para a juventude trabalhadora. Diante desse cen\u00e1rio, a Uni\u00e3o da Juventude Comunista se prop\u00f5e, nesta nota, a apresentar as perspectivas que buscaremos levar para a UNE nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Um balan\u00e7o hist\u00f3rico da entidade \u00e9 necess\u00e1rio, visando n\u00e3o uma mera an\u00e1lise, mas, comparando as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre os diferentes per\u00edodos, compreender os erros do passado para que eles n\u00e3o se repitam. Devemos construir um movimento estudantil \u2013 e isso passa por todas as entidades estudantis \u2013 que seja capaz de enfrentar os desafios complexos do tempo presente.<\/p>\n<p>Se a gest\u00e3o eleita no \u00faltimo CONUNE presencial de 2019, e referendada no congresso extraordin\u00e1rio de 2021, tinha como tarefa, desde o in\u00edcio, ser oposi\u00e7\u00e3o ao governo rec\u00e9m-eleito, o mesmo n\u00e3o pode ser dito das gest\u00f5es anteriores. Desde a primeira elei\u00e7\u00e3o de Lula, em 2002, a entidade, dirigida pela Uni\u00e3o da Juventude Socialista (UJS) e correntes petistas, foi base de apoio do governo, uma vez que eram as mesmas for\u00e7as pol\u00edticas da base aliada no Congresso e no Poder Executivo. Este ponto assume destaque justamente pela semelhan\u00e7a com o per\u00edodo atual, uma vez que novamente temos Lula na presid\u00eancia \u2013 e Geraldo Alckmin como vice.<\/p>\n<p>Atuando, at\u00e9 2016, como apoiadora acr\u00edtica, a UNE conquistou espa\u00e7os nos gabinetes, seus quadros do movimento estudantil se tornaram parlamentares da base aliada, e pol\u00edticas p\u00fablicas foram formuladas com base nessa interlocu\u00e7\u00e3o. Na apar\u00eancia, algo positivo. Mas, nesse movimento, defendeu acriticamente todas pol\u00edticas educacionais que beneficiavam principalmente o capital privado, como o ProUni e o FIES.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, as organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que questionavam e apontavam os limites dessa pol\u00edtica eram acusadas de ser \u201ccontra o ingresso da juventude pobre nas universidades\u201d. Para a dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria da UNE, a \u201cexpans\u00e3o das vagas no ensino\u201d seria um ganho inquestion\u00e1vel. Os comunistas sempre defenderam a amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao ensino superior, no sentido de sua universaliza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e0 toa, a UJC historicamente defende o fim do vestibular. No entanto, as pol\u00edticas adotadas tamb\u00e9m permitiram a forma\u00e7\u00e3o dos oligop\u00f3lios privados da educa\u00e7\u00e3o, que dominam as matr\u00edculas no ensino superior e influenciam profundamente as pol\u00edticas educacionais no Brasil, independentemente de governo.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia democr\u00e1tico-popular do PT se consolidou e hegemonizou pol\u00edtica e ideologicamente as entidades \u2013 incluindo a UNE. A entidade, al\u00e9m de abaixar suas bandeiras, tamb\u00e9m atuava pela desmobiliza\u00e7\u00e3o. Por muitas vezes, a base do movimento estudantil se mobilizou contra as pol\u00edticas neoliberais implementadas pelos governos Lula e Dilma, como a redu\u00e7\u00e3o de verbas para as universidades federais; a privatiza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o dos HUs; a terceiriza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os-meio nas universidades; a insufici\u00eancia das pol\u00edticas de perman\u00eancia e dos valores das bolsas. Encontr\u00e1vamos, como advers\u00e1rios, as pr\u00f3prias entidades gerais, a partir da UJS e da juventude do PT, atuando diretamente para desmobilizar o movimento.<\/p>\n<p>A consequ\u00eancia dessa submiss\u00e3o do movimento de massas \u00e0 pol\u00edtica institucional foi colocar as entidades do movimento estudantil no caminho da irrelev\u00e2ncia entre os estudantes, tornando-se coadjuvante nas principais lutas da juventude e do ME nas \u00faltimas d\u00e9cadas, como em junho de 2013 e nas ocupa\u00e7\u00f5es das escolas e universidades em 2015 e 2016.<\/p>\n<p>O distanciamento das entidades hist\u00f3ricas do movimento estudantil do conjunto dos estudantes brasileiros j\u00e1 seria grave por n\u00e3o honrar a hist\u00f3ria de luta da entidade. Mas a consequ\u00eancia foi pior ainda. Com a imin\u00eancia do golpe que derrubou Dilma Rousseff da presid\u00eancia, a entidade n\u00e3o tinha base social para organizar uma resist\u00eancia. Tamb\u00e9m era insuficiente a capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o com a juventude para impedir a elei\u00e7\u00e3o de Bolsonaro em 2018. Foram anos de desarticula\u00e7\u00e3o dos diversos movimentos sociais, influenciados pela prioriza\u00e7\u00e3o da disputa eleitoral e da institucionalidade em detrimento da forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e organiza\u00e7\u00e3o popular das massas. Diante das crises, a articula\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia se tornou mais complexa, quando as entidades substitu\u00edram a t\u00e1tica das ruas pela dos acord\u00f5es em gabinetes. A pr\u00f3pria austeridade, implementada pelos governos social-liberais, levou ao abandono, por parte das bases, da defesa daquele projeto. Obviamente, n\u00e3o s\u00e3o essas as \u00fanicas raz\u00f5es do golpe e do bolsonarismo, mas n\u00e3o podemos deixar de lado os aspectos \u201cinternos\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, foi o pr\u00f3prio golpe que levou a entidade ao papel de oposi\u00e7\u00e3o e a uma sutil mudan\u00e7a de postura. A UNE n\u00e3o seria mais aquela correia de transmiss\u00e3o dos Minist\u00e9rios da Educa\u00e7\u00e3o dos governos petistas e retomou certa mobiliza\u00e7\u00e3o e inser\u00e7\u00e3o na base de estudantes. N\u00e3o foi \u00e0 toa que a entidade protagonizou grandes momentos de luta contra o bolsonarismo, como no caso dos primeiros tsunamis da educa\u00e7\u00e3o em 2019. Retomamos toda essa trajet\u00f3ria por perceber que, diante da elei\u00e7\u00e3o da chapa Lula-Alckmin, existe um risco em curso de a entidade retomar a postura apassivadora das lutas, anterior ao golpe de 2016, e n\u00e3o seguir no caminho da mobiliza\u00e7\u00e3o permanente pela organiza\u00e7\u00e3o estudantil em prol das demandas objetivas da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>S\u00e3o muitas lutas para serem feitas e conquistas para irmos atr\u00e1s. Sabemos que os \u00faltimos anos marcaram definitivamente a hist\u00f3ria do Brasil e do nosso movimento estudantil. O governo Bolsonaro-Mour\u00e3o, desde sua campanha, j\u00e1 indicava ser uma amea\u00e7a ao conjunto da classe trabalhadora, \u00e0 soberania nacional e aos movimentos populares. Quando eleito, aprofundou, com agilidade \u2013 apoiado pelo Congresso, Judici\u00e1rio e pela m\u00eddia burguesa \u2013 o programa pol\u00edtico ultraneoliberal em curso desde o governo de Michel Temer. A partir de seu Ministro da Economia, Paulo Guedes, atendeu \u00e0s demandas do capital dentro de seu governo. Dentro dos quatro anos de gest\u00e3o, a classe trabalhadora sofreu duros golpes, como a Contrarreforma da Previd\u00eancia, a privatiza\u00e7\u00e3o da Eletrobr\u00e1s e o sucateamento de diversas outras empresas p\u00fablicas, al\u00e9m de um gigantesco corte nos investimentos em servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Os cortes afetaram duramente a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, com universidades federais amea\u00e7adas de fechamento, redu\u00e7\u00e3o nas pol\u00edticas de perman\u00eancia estudantil e atrasos no pagamento de bolsas de pesquisa, prejudicando a ci\u00eancia brasileira. Ainda sobre a educa\u00e7\u00e3o, relembramos que, durante a pandemia, as universidades fecharam as portas e logo buscaram a implementa\u00e7\u00e3o do ensino remoto \u2013 sem uma oposi\u00e7\u00e3o consequente da diretoria majorit\u00e1ria da UNE. Quem se beneficiou, durante esse per\u00edodo, foi o setor privado da educa\u00e7\u00e3o, que p\u00f4de ampliar as modalidades \u00e0 dist\u00e2ncia e suas taxas de lucro, sem nenhum tipo de fiscaliza\u00e7\u00e3o por parte dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Hoje, inclusive, as universidades adquiriram o \u201cdireito\u201d de oferecer 40% de sua carga hor\u00e1ria de forma remota, prejudicando a qualidade do ensino.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da implementa\u00e7\u00e3o radical da cartilha neoliberal, o povo brasileiro sofreu com a criminosa atua\u00e7\u00e3o do Governo Federal durante a pandemia. Desde o in\u00edcio relativizando a gravidade do momento, pressionou pela manuten\u00e7\u00e3o das atividades presenciais, incentivou metodologias ineficazes de combate ao v\u00edrus e boicotou a vacina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira. A pol\u00edtica negacionista para a sa\u00fade somada ao desmonte neoliberal do SUS levou \u00e0 morte mais de 700 mil brasileiras e brasileiros. \u00c9 papel da maior entidade estudantil da Am\u00e9rica Latina lutar para que Bolsonaro e seus aliados sejam responsabilizados criminalmente e combater qualquer movimenta\u00e7\u00e3o que caminhe para a anistia aos respons\u00e1veis por tamanha trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Nesses anos de pandemia, o movimento estudantil, que j\u00e1 se encontrava fragmentado, com poucas experi\u00eancias recentes de mobiliza\u00e7\u00e3o, sofreu com a impossibilidade de se reunir nas universidades e centros acad\u00eamicos, restringindo sua atua\u00e7\u00e3o a limitados encontros virtuais. A organiza\u00e7\u00e3o do Congresso neste ano marca a retomada definitiva do movimento estudantil na presencialidade e deve ter como objetivo retomar a organicidade anterior \u00e0 pandemia.<\/p>\n<p>Durante esse per\u00edodo, embora a UNE tenha se posicionado de forma cr\u00edtica ao governo, toda a movimenta\u00e7\u00e3o ainda foi insuficiente para as necessidades hist\u00f3ricas colocadas para nossa gera\u00e7\u00e3o. Se, por um lado, a esquerda radical impulsionou os atos pelo Fora Bolsonaro em todo o Brasil, as for\u00e7as pol\u00edticas que comp\u00f5em a dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria da entidade atuaram no sentido oposto. Os argumentos utilizados eram diversificados. Falava-se sobre os riscos sanit\u00e1rios de aglomera\u00e7\u00f5es ou que seria perigoso \u201cprovocar\u201d o golpismo. No fundo, desejavam que se aguardassem as elei\u00e7\u00f5es de 2022 para, novamente, \u201cresolver\u201d os conflitos a partir da via institucional.<\/p>\n<p>Em oposi\u00e7\u00e3o a uma luta cont\u00ednua pela derrubada de Bolsonaro-Mour\u00e3o, a t\u00e1tica utilizada e apoiada pelas principais diretorias da entidade foi a da Frente Ampla, que reunia os partidos pol\u00edticos e lideran\u00e7as da esquerda social-liberal e ia at\u00e9 a extrema-direita do MBL de Mam\u00e3e Falei e Kim Kataguiri. A alian\u00e7a culminou em pequenos atos, em apenas um dia, onde estes sujeitos \u201cdeixavam as diferen\u00e7as de lado\u201d e subiam no mesmo palanque. Se as grandes manifesta\u00e7\u00f5es de rua contribu\u00edram, em certa medida, para a queda da popularidade do ex-presidente, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer o mesmo da t\u00e1tica defendida pela UNE, que esconde atualmente esse passado recente.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o foi poss\u00edvel retirar Bolsonaro antes do fim do seu mandato, chegamos ao segundo turno das elei\u00e7\u00f5es apoiando a candidatura Lula-Alckmin. Entend\u00edamos que as alian\u00e7as com setores da direita tradicional e neoliberal compreendiam um problema, uma vez que apoiaram grande parte dos retrocessos nos direitos da classe trabalhadora pelo menos desde 2016. Naquele momento, no entanto, dever\u00edamos garantir a derrota eleitoral do setor que representava a extrema-direita para proporcionar melhores condi\u00e7\u00f5es de luta pela derrubada dos retrocessos dos \u00faltimos anos e conquistas em prol de nossa classe.<\/p>\n<p>Hoje a principal tarefa da classe trabalhadora e de sua juventude \u00e9 derrubar todos os escombros dos \u00faltimos governos para ampliar conquistas em favor da classe trabalhadora. Revogar as contrarreformas, o teto de gastos e reverter as privatiza\u00e7\u00f5es representa o enfrentamento inclusive aos setores de dentro do governo que lutam pela manuten\u00e7\u00e3o das conquistas burguesas at\u00e9 2022. Para tanto, os caminhos tomados pelas entidades estudantis nos anos 2000 n\u00e3o podem ser retomados. Deve-se construir uma Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes com independ\u00eancia de classe, capaz de denunciar os retrocessos e pressionar o governo, atrav\u00e9s da mobiliza\u00e7\u00e3o popular, para atender \u00e0s diversas reivindica\u00e7\u00f5es populares.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de 2002, a extrema-direita encontra-se organizada, com lideran\u00e7as solidificadas e uma estrutura financeira apoiada pelo grande empresariado brasileiro. O governo j\u00e1 cede \u00e0 press\u00e3o burguesa. Se as entidades n\u00e3o assumirem o lado da classe trabalhadora brasileira, ser\u00e3o facilmente substitu\u00eddas pela organiza\u00e7\u00e3o fascista, que se aproveita das insatisfa\u00e7\u00f5es populares para a implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de forte repress\u00e3o e atendimento \u00e0s demandas burguesas.<\/p>\n<p>A UNE n\u00e3o deve se contentar em ser a linha auxiliar do governo na base do movimento estudantil, mas se propor a fortalecer a organiza\u00e7\u00e3o da juventude trabalhadora brasileira, na perspectiva do combate intransigente a toda movimenta\u00e7\u00e3o que favore\u00e7a a burguesia da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para cumprir esse papel hist\u00f3rico, precisamos de uma UNE que assuma uma posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao projeto de universidade que defende. Nesse sentido, a luta por uma Universidade Popular significa uma s\u00e9rie de demandas concretas que visam transformar o papel e o car\u00e1ter do ensino superior brasileiro. Essa luta busca garantir o acesso universal e a perman\u00eancia no ensino superior p\u00fablico, gratuito e estatal, e que ele esteja comprometido com o desenvolvimento tecnol\u00f3gico, cient\u00edfico e social do pa\u00eds. Tamb\u00e9m pautamos a urg\u00eancia de democratizar as inst\u00e2ncias de decis\u00e3o por meio de Conselhos Populares e fomentar a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento cr\u00edtico que esteja vinculado \u00e0s necessidades e potencialidades da classe trabalhadora e dos povos oprimidos do Brasil.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia de um projeto antag\u00f4nico \u00e0 universidade burguesa \u2013 a Universidade Popular &#8211; caminha ao lado de um projeto antag\u00f4nico \u00e0 sociedade burguesa. Juntos, nos direcionam a um futuro no qual a classe trabalhadora, a imensa maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira, deixe de ser esmagada diariamente pela burguesia e sua sede de lucro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30383\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,134,27,103],"tags":[222,247],"class_list":["post-30383","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s5-juventude","category-c139-mup","category-c27-ujc","category-c116-universidade-popular","tag-2b","tag-jd"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7U3","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30383","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30383"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30383\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30385,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30383\/revisions\/30385"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30383"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30383"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30383"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}