{"id":30390,"date":"2023-05-14T21:01:29","date_gmt":"2023-05-15T00:01:29","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=30390"},"modified":"2023-05-14T21:07:18","modified_gmt":"2023-05-15T00:07:18","slug":"desvios-politico-ideologicos-que-o-mci-deve-superar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30390","title":{"rendered":"Desvios pol\u00edtico-ideol\u00f3gicos que o MCI deve superar"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"30387\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30386\/marx\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/marx.png?fit=1200%2C700&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1200,700\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"marx\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/marx.png?fit=747%2C436&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-30387\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lavrapalavra.com\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/image-2023-05-14T205218.390.png?resize=747%2C436&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"436\" \/><!--more--><\/p>\n<div><\/div>\n<p><em>\u201cQuais s\u00e3o os grandes desvios pol\u00edtico-ideol\u00f3gicos que o Movimento Comunista Internacional precisa enfrentar e superar?\u201d\u00a0<\/em><em>(Respondendo a um camarada!)<\/em><\/p>\n<p><strong>Ivan Pinheiro<\/strong><\/p>\n<p>Foi positiva a recente publica\u00e7\u00e3o, no portal oficial do PCB, do artigo \u201cA que heran\u00e7as o Movimento Comunista Internacional deve renunciar?\u201d (1), de autoria do camarada e amigo Carlos Arthur (Bon\u00e9), com quem compartilhei a milit\u00e2ncia sindical e sigo compartilhando a trajet\u00f3ria ainda em curso da Reconstru\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria do partido, em meio a converg\u00eancias e diverg\u00eancias naturais e saud\u00e1veis entre os militantes que exp\u00f5em suas opini\u00f5es. A divulga\u00e7\u00e3o oficial desse citado texto autoral contribui para a abertura de um urgente e necess\u00e1rio debate, para o qual pretendo contribuir nestas e em outras modestas linhas, ainda mais porque, como sabemos, o PCB est\u00e1 em vias de ultimar a convoca\u00e7\u00e3o de uma Confer\u00eancia Pol\u00edtica Nacional em que algumas das quest\u00f5es aqui abordadas dever\u00e3o ter um lugar de destaque.<\/p>\n<p>O autor se prop\u00f4s em seu artigo a listar e desenvolver cinco pontos que, a seu ju\u00edzo, \u201cconstituem os grandes desvios pol\u00edtico-ideol\u00f3gicos que o MCI precisa enfrentar e superar\u201d, indicando-os nesta ordem e nestes termos, segundo seus crit\u00e9rios: \u201cetapismo estrat\u00e9gico\u201d, \u201cnacional-chauvinismo\u201d, \u201cdoutrinarismo e inflexibilidade t\u00e1tica\u201d, \u201cLGBTfobia e transfobia\u201d e \u201cmoralismo quanto \u00e0s drogas\u201d.<\/p>\n<p>Come\u00e7o minhas considera\u00e7\u00f5es concordando que os tr\u00eas primeiros pontos listados realmente merecem constar de qualquer agenda que se dedique ao estudo e \u00e0 supera\u00e7\u00e3o dos desvios presentes no MCI (Movimento Comunista Internacional), at\u00e9 porque muitos deles s\u00e3o renitentes, alguns desde o surgimento dos partidos comunistas! Mas concordar com a listagem destas tr\u00eas quest\u00f5es n\u00e3o significa concordar com todas as conclus\u00f5es a que chega o autor.<\/p>\n<p><strong>Etapismo estrat\u00e9gico:<\/strong><\/p>\n<p>No caso da cr\u00edtica ao etapismo &#8211; a meu ver o mais grave desvio reformista que grassa no MCI \u2013 foi correta a lembran\u00e7a do camarada de que o PCB (a meu ver a partir de 2005, em seu XIII Congresso) consolidou a defini\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica do car\u00e1ter socialista da revolu\u00e7\u00e3o brasileira, rompendo com o hist\u00f3rico equ\u00edvoco de que ela teria que ser obrigatoriamente precedida por uma revolu\u00e7\u00e3o nacional-democr\u00e1tica, em alian\u00e7a com setores burgueses supostamente anti-imperialistas. Mas os argumentos de que o camarada se vale em sua cr\u00edtica s\u00e3o problem\u00e1ticos e alguns at\u00e9 inver\u00eddicos. Por exemplo: depois de constatar corretamente que \u201cno MCI h\u00e1 uma disseminada compreens\u00e3o etapista do processo revolucion\u00e1rio &#8230;, da parte de partidos que de \u201ccomunista\u201d hoje s\u00f3 mant\u00eam o nome, mas que sucumbiram \u00e0 socialdemocratiza\u00e7\u00e3o\u201d, ele declara textualmente que esses partidos \u201cn\u00e3o participam do EIPCO (Encontro Internacional dos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios) nem t\u00eam nenhuma rela\u00e7\u00e3o com os PCs que o integram\u201d.<\/p>\n<p>Antes fosse, camarada! Estar\u00edamos pr\u00f3ximos a uma nova Internacional Comunista!<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil admitir que seja por falta de informa\u00e7\u00e3o que um dirigente do porte do autor combine duas conclus\u00f5es absolutamente contradit\u00f3rias. Em resumo, ele diz que no MCI h\u00e1 etapismo, mas no EIPCO n\u00e3o! Ser\u00e1 que ele n\u00e3o sabe que o EIPCO \u00e9 exatamente o encontro anual do MCI (Movimento Comunista Internacional), como \u00e9 conhecido o campo pol\u00edtico dos PCs que o comp\u00f5em e ao qual ele se dirige j\u00e1 no t\u00edtulo do seu texto? Como ficamos sem saber a que partidos ele critica, \u00e9 fact\u00edvel a hip\u00f3tese de que o camarada pretendesse \u201cpassar pano\u201d em partidos que conhecemos e sabemos que participam do MCI (movimento) e do EIPCO (encontro) e que, tomando emprestadas palavras do camarada, \u201cde \u201ccomunista\u201d hoje s\u00f3 mant\u00eam o nome\u201d! Com todo respeito, uma hip\u00f3tese \u00e9 que esse malabarismo verbal sirva para esconder as diverg\u00eancias cada vez mais antag\u00f4nicas no seio do EIPCO, talvez para justificar a oportunista \u201cdiplomacia comunista\u201d, um desvio que n\u00e3o tem nada a ver com as melhores heran\u00e7as do MCI, pois trata igualmente todos os partidos \u201cirm\u00e3os\u201d aparentemente de forma \u201cecum\u00eanica\u201d, mas na pr\u00e1tica escamoteia as diferen\u00e7as e abre espa\u00e7o a algumas iniciativas individuais de dirigentes, algumas vezes contradit\u00f3rias com resolu\u00e7\u00f5es congressuais ou de inst\u00e2ncias coletivas de dire\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria.<\/p>\n<p>Nesta hip\u00f3tese, a inusitada e redundante adjetiva\u00e7\u00e3o do etapismo como \u201cestrat\u00e9gico\u201d, usada pelo autor para classific\u00e1-lo como um desvio do MCI, provavelmente seja mais um artif\u00edcio para criar conceitos diferentes de etapismos, de forma a sugerir que haja tamb\u00e9m um \u201cetapismo t\u00e1tico\u201d, que seria justific\u00e1vel, como uma esp\u00e9cie de media\u00e7\u00e3o \u201cpassageira\u201d, de natureza conjuntural. Esse jogo de palavras acaba objetivamente contribuindo para a concilia\u00e7\u00e3o com partidos \u201cirm\u00e3os\u201d marcados por d\u00e9cadas do que diziam ser uma etapa t\u00e1tica (a revolu\u00e7\u00e3o nacional-democr\u00e1tica), mas que se transformou em estrat\u00e9gia, no discurso e na pr\u00e1tica. Ser\u00e1 que \u00e9 apenas uma media\u00e7\u00e3o conjuntural, um \u201cetapismo t\u00e1tico\u201d, o reformismo cr\u00f4nico de dezenas de partidos que participam do EIPCO (portanto do MCI!), como o PCdoB, cujas principais diverg\u00eancias com o PCB me parecem inconcili\u00e1veis? Com todo respeito \u00e0s suas gloriosas trajet\u00f3rias e a seus militantes, o que dizer de certos partidos, nossos vizinhos latino-americanos do Cone Sul, tamb\u00e9m h\u00e1 d\u00e9cadas aliados a for\u00e7as social-liberais e burguesas que prometem uma gest\u00e3o reformista do capitalismo mas, quando governam, entregam a concilia\u00e7\u00e3o e o amaciamento da luta de classes, a servi\u00e7o do capital? A ades\u00e3o de Partidos Comunistas a candidatos e governos burgueses que se prop\u00f5em a gerir o capitalismo nos seus pa\u00edses \u00e9 um dos principais fatores de divis\u00e3o no seio do MCI.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, \u00e9 um outro equ\u00edvoco tratar o EIPCO como uma esp\u00e9cie de Internacional Comunista, em que houvesse algum grau de identidade te\u00f3rica e ideol\u00f3gica quando, em verdade, trata-se de um encontro anual de praticamente todos os partidos comunistas do MCI, de quase todos os pa\u00edses (alguns deles com at\u00e9 3 partidos diferentes!), em que as diverg\u00eancias s\u00e3o cada vez mais profundas e cristalizadas, dificultando at\u00e9 mesmo a reda\u00e7\u00e3o consensual da declara\u00e7\u00e3o final do evento. Isso n\u00e3o significa, de minha parte, subestimar o papel atual do EIPCO que, al\u00e9m de importante espa\u00e7o de debates e aproxima\u00e7\u00f5es, favorece a manuten\u00e7\u00e3o do portal Solidnet, em que se divulgam pronunciamentos e iniciativas dos PCs. O EIPCO \u00e9 o poss\u00edvel para os dias de hoje, em que ainda n\u00e3o est\u00e3o dadas as condi\u00e7\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o de uma verdadeira Internacional Comunista, que se organize em fun\u00e7\u00e3o da converg\u00eancia de princ\u00edpios e estrat\u00e9gias comuns, do internacionalismo prolet\u00e1rio e da unidade de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Nacional-chauvinismo:<\/strong><\/p>\n<p>Tenho acordo com a cr\u00edtica do camarada quando classifica como \u201cnacional-chauvinismo\u201d o desvio de alguns PCs que se p\u00f5em a reboque de burguesias nacionais que fazem do patriotismo um instrumento para defender e expandir seus interesses de classe e, ao mesmo tempo, mitigar as contradi\u00e7\u00f5es entre o capital e o trabalho, com o discurso da uni\u00e3o nacional contra inimigos externos, para prevenir e\/ou promover conflitos militares em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses e se proteger internamente de insurg\u00eancias e lutas revolucion\u00e1rias. Parecem-me corretos tamb\u00e9m seus argumentos de que o etapismo nacional-libertador (ou via nacional ao socialismo) tem \u00edntima liga\u00e7\u00e3o com os desvios de direita da chamada etapa nacional-democr\u00e1tica, tratados no item anterior. Diz o camarada:<\/p>\n<p>\u201cO nacional-chauvinismo n\u00e3o apenas entende a necessidade de uma \u201cetapa nacional-democr\u00e1tica\u201d anterior \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o socialista, mas, al\u00e9m disso, privilegia o elemento nacional do etapismo. Na pr\u00e1tica, n\u00e3o apenas prop\u00f5e uma alian\u00e7a com a dita burguesia nacional como, al\u00e9m disso (se n\u00e3o explicitamente como resolu\u00e7\u00e3o, ao menos como consequ\u00eancia pr\u00e1tica), coloca a classe trabalhadora \u201cnesta etapa\u201d como coadjuvante perante as a\u00e7\u00f5es da fra\u00e7\u00e3o burguesa com que prop\u00f5e alian\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Temos este exemplo em casa! Sobretudo a partir da chamada \u201cDeclara\u00e7\u00e3o de Mar\u00e7o de 1958\u201d, o PCB fundiu em uma mesma estrat\u00e9gia etapista essas duas faces ilus\u00f3rias da moeda reformista, na expectativa de (quem sabe um dia!) evoluir para a etapa socialista. Refiro-me \u00e0s ilus\u00f5es de que a burguesia brasileira tinha contradi\u00e7\u00f5es com o imperialismo e aquelas que consideravam a democracia um valor universal, inclusive para a transi\u00e7\u00e3o ao socialismo.<\/p>\n<p>Depreendo das conclus\u00f5es do camarada Carlos Arthur sobre este tema que convergimos na atualidade mundial da estrat\u00e9gia socialista da revolu\u00e7\u00e3o, em fun\u00e7\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es cada vez mais inconcili\u00e1veis entre o capital e o trabalho. Ele considera como desvios presentes no MCI os etapismos nacional-democr\u00e1tico e nacional-libertador, apontando inclusive a \u00edntima liga\u00e7\u00e3o entre eles. Estamos tamb\u00e9m de acordo que \u00e9 importante saber utilizar as contradi\u00e7\u00f5es interburguesas (eu acrescentaria as de natureza interimperialista) em prol do avan\u00e7o das lutas dos trabalhadores e do socialismo, mas desde que com a mais absoluta independ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos inimigos de classe.<\/p>\n<p><strong>Doutrinarismo e inflexibilidade t\u00e1tica:<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 sobre o item doutrinarismo e inflexibilidade t\u00e1tica, a superficialidade com que o assunto \u00e9 tratado pelo autor inibe uma an\u00e1lise mais fundamentada. Ele fala em tese e n\u00e3o nos oferece um \u00fanico exemplo concreto como subs\u00eddio. A minha impress\u00e3o \u00e9 que, seja por diplomacia ou para se proteger de cr\u00edticas, ele n\u00e3o tenha citado qualquer partido no qual identifique esses desvios esquerdistas. Mas n\u00e3o vou escapar da pol\u00eamica por conta disso!<\/p>\n<p>Tenho raz\u00f5es para estar convencido de que o sujeito oculto alvo da cr\u00edtica \u00e9 exatamente a principal refer\u00eancia dos partidos que se articulam em torno da Revista Comunista Internacional e da Iniciativa Comunista Europeia, em rela\u00e7\u00e3o aos quais o recente XVI Congresso do PCB decidiu privilegiar aproxima\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e considerou como o bloco revolucion\u00e1rio do MCI (2). Apesar de perceber uma certa incoer\u00eancia do autor com as suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es no tema anterior, em que creio termos convergido sobre a atualidade da luta pelo socialismo, penso que o alvo inominado da sua cr\u00edtica \u00e9 o Partido Comunista da Gr\u00e9cia (KKE) que, entre os PCs dos pa\u00edses capitalistas, considero o mais bem organizado quantitativa e qualitativamente, o mais preparado teoricamente, mais enraizado no proletariado e na juventude (talvez o \u00fanico que seja a principal for\u00e7a pol\u00edtica tanto no movimento sindical como no estudantil em seu pa\u00eds) e o mais influente em sua pr\u00f3pria sociedade e talvez no pr\u00f3prio MCI.<\/p>\n<p>Analisemos com aten\u00e7\u00e3o a argumenta\u00e7\u00e3o do camarada para \u201cprovar\u201d o doutrinarismo esquerdista \u201cdesses PCs\u201d:<\/p>\n<p>\u201cEsses PCs t\u00eam por pr\u00e1tica denunciar as mazelas do capitalismo e as a\u00e7\u00f5es autorit\u00e1rias dos governantes, mas <strong>sempre apenas<\/strong> apontando que a supera\u00e7\u00e3o desta situa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 no socialismo, com discursos que acabam sempre centrados na afirmativa \u201c<strong>a \u00fanica sa\u00edda para a classe oper\u00e1ria, e a tarefa de nosso tempo, \u00e9 a luta decidida pelo socialismo-comunismo<\/strong>\u201d, praticamente sem nenhuma media\u00e7\u00e3o t\u00e1tica&#8230; meu apontamento \u00e9 que a tend\u00eancia que constato em tais PCs \u00e9 o descolamento entre a luta imediata, a pol\u00edtica geral e o objetivo estrat\u00e9gico\u201d. (grifos meus)<\/p>\n<p>Bem informado, o autor deve saber que a frase que cita criticamente entre aspas (\u201ca \u00fanica sa\u00edda para a classe oper\u00e1ria, e a tarefa de nosso tempo, \u00e9 a luta decidida pelo socialismo-comunismo\u201d), tem clara e comprovadamente o DNA do KKE e que seu conte\u00fado (ainda bem!) vem sendo incorporado e exposto por diversos \u201cdesses PCs\u201d, entre os quais o da Turquia (TKP), do M\u00e9xico (PCM) e dos Trabalhadores de Espanha (PCTE), que v\u00eam se fortalecendo em seus respectivos pa\u00edses, ainda que em est\u00e1gios diferentes de constru\u00e7\u00e3o ou reconstru\u00e7\u00e3o e de peso pol\u00edtico (de que as media\u00e7\u00f5es dependem!), mas todos tendo superado o etapismo e outras formas de reformismo, como o excesso de media\u00e7\u00e3o t\u00e1tica, que reduz a estrat\u00e9gia socialista a uma palavra de ordem solta e burocr\u00e1tica, para um futuro incerto, colocada ao final de pronunciamentos pol\u00edticos sempre apenas conjunturais.<\/p>\n<p>A citada frase, que define a \u00fanica sa\u00edda para a classe oper\u00e1ria (haver\u00e1 outra?) n\u00e3o \u00e9 uma mera palavra de ordem voluntarista, agitativa e intempestiva, como sugere a cr\u00edtica. Nela hifenizam-se corretamente as palavras socialismo-comunismo para deixar claro de que socialismo se trata, marcando diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a express\u00f5es como \u201csocialismo e liberdade\u201d, \u201csocialismo de mercado\u201d, \u201csocialismo do s\u00e9culo 21\u201d ou \u201ceco socialismo\u201d. Al\u00e9m do mais, a frase criticada pelo camarada define a luta que prop\u00f5e como tarefa de nosso tempo, pelo entendimento de que o agravamento da crise sist\u00eamica do capitalismo e das contradi\u00e7\u00f5es interimperialistas significa mais explora\u00e7\u00e3o do proletariado, mais repress\u00e3o a rebeldias, lutas e movimentos sindicais e populares, mais guerras, mais desemprego, fome e mis\u00e9ria, anunciando as possibilidades e a prov\u00e1vel proximidade da Era das Revolu\u00e7\u00f5es, para a qual cabe aos partidos comunistas se prepararem, desde j\u00e1, para estarem \u00e0 altura de suas tarefas como vanguarda.<\/p>\n<p>O camarada Carlos Arthur tamb\u00e9m sabe que o KKE n\u00e3o chegou a estas conclus\u00f5es de uma hora para outra, mas ap\u00f3s muitos anos de estudos e debates internos, cr\u00edticos e autocr\u00edticos, sobre os problemas da constru\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias socialistas, da trajet\u00f3ria da Internacional Comunista, do MCI e do seu pr\u00f3prio partido. Estou certo de que ele concorda que n\u00e3o haja outra sa\u00edda para a classe oper\u00e1ria al\u00e9m do socialismo-comunismo com h\u00edfen, o que me leva a supor que fa\u00e7a essa cr\u00edtica por considerar que esta luta n\u00e3o \u00e9 priorit\u00e1ria na atualidade.<\/p>\n<p>J\u00e1 a palavra apenas, que enfatiza o sempre na frase cr\u00edtica do autor, serve para valorizar a cr\u00edtica da suposta aus\u00eancia total de media\u00e7\u00e3o t\u00e1tica na a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do KKE, segundo o autor um \u201cdesvio esquerdista\u201d que o leva ao \u201cdescolamento entre a luta imediata, a pol\u00edtica geral e o objetivo estrat\u00e9gico\u201d, sugerindo que as iniciativas e discursos desse partido n\u00e3o sejam para agitar, mobilizar e organizar lutas imediatas no contexto pol\u00edtico geral, mas sempre e apenas para propagandear o socialismo e o comunismo, sem \u201cnenhuma media\u00e7\u00e3o t\u00e1tica\u201d e \u201cdescolado das lutas imediatas\u201d!<\/p>\n<p>Sem conseguir explicar como um PC \u201cdoutrinarista\u201d \u00e9 incontestavelmente a vanguarda das lutas anticapitalistas e anti-imperialistas em seu pa\u00eds, conscientizando e mobilizando amplas massas, na maioria das vezes por iniciativa pr\u00f3pria e solit\u00e1ria, por conta da degenera\u00e7\u00e3o completa da chamada \u201cesquerda\u201d grega, o autor decreta sua senten\u00e7a contra \u201cesses partidos\u201d com as seguintes palavras:<\/p>\n<p>\u201cOs partidos que caem nesse vi\u00e9s t\u00eam a caracter\u00edstica de n\u00e3o apontarem luta pol\u00edtica concreta imediata e geral que acumule for\u00e7as e contribua para o crescimento do n\u00edvel de consci\u00eancia das massas\u201d.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio dessas insinua\u00e7\u00f5es, o KKE pratica importantes media\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas, n\u00e3o apenas na esfera propriamente sindical (vide a PAME &#8211; Frente Militantes de Todos os Trabalhadores) mas tamb\u00e9m em termos das alian\u00e7as entre o proletariado e as demais classes empobrecidas da sociedade burguesa, como por exemplo os pequenos agricultores gregos. Sugiro aos camaradas que est\u00e3o acompanhando esta pol\u00eamica a leitura de importante documento oficial do KKE (\u201cA Alian\u00e7a Popular: o programa e a estrat\u00e9gia dos comunistas gregos\u201d) (3), para constatar que esse partido n\u00e3o incorre em desvios etapistas de falta de media\u00e7\u00e3o t\u00e1tica e muito menos os de excesso, pois n\u00e3o aderiu ao socialdemocrata Partido da Esquerda Europeia, no Parlamento Europeu (de que participa a maioria dos PCs do continente), e jamais se aliou ao Syrisa (nem quando este governou a Gr\u00e9cia), aquele partido \u201cde esquerda\u201d que j\u00e1 foi o mais querido de todos os reformistas e social-liberais, exatamente por lhes parecer que havia enfim surgido um concorrente para desbancar o \u201cstalinista\u201d KKE!<\/p>\n<p><strong>Uma proposta t\u00e1tica para PCs europeus:<\/strong><\/p>\n<p>Antes de comentar os dois \u00faltimos temas considerados pelo camarada como os cinco principais desvios atuais do MCI, n\u00e3o posso deixar de abordar a sugest\u00e3o dele a t\u00edtulo de \u201cuma proposta t\u00e1tica para PCs europeus\u201d para que levantem o que ele chama de \u201cuma bandeira t\u00e1tica pol\u00edtica imediata: o fim da monarquia e a imediata proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica\u201d. Em primeiro lugar, parece-me \u00f3bvio que todos os PCs sempre travaram e ainda travam a justa luta contra a monarquia, ainda mais nos pa\u00edses em que este anacronismo persiste. Mas n\u00e3o creio que nos dias atuais seja prioridade para eles.<\/p>\n<p>Soa-me datada a cita\u00e7\u00e3o de Lenin sobre o tema que o camarada transcreve. N\u00e3o h\u00e1 como comparar o quanto foram poderosas, absolutistas e tiranas as monarquias no passado com aquelas que sobrevivem em alguns poucos pa\u00edses, em geral transformadas em meras tradi\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas e at\u00e9 mesmo folcl\u00f3ricas, praticamente sem muita import\u00e2ncia nos poderes executivos e legislativos, seja na pol\u00edtica interna ou externa. Nos poucos pa\u00edses em que sobrevivem monarquias &#8211; ainda que mantenham alguma influ\u00eancia, sobretudo na Gr\u00e3-Bretanha e na Espanha, onde servem aos setores hegem\u00f4nicos de suas classes dominantes como fator e s\u00edmbolo de unidades nacionais questionadas por separatismos &#8211; h\u00e1 muito tempo a domina\u00e7\u00e3o burguesa j\u00e1 \u00e9 exercida, na pr\u00e1tica, na forma \u201crep\u00fablica democr\u00e1tica-liberal\u201d de fato.<\/p>\n<p>Defender a luta pela rep\u00fablica no lugar da monarquia como prioridade \u00e9 incorrer no mesmo desvio etapista nacional-democr\u00e1tico j\u00e1 aqui analisado e criticado pelo camarada. \u00c9 como se a condi\u00e7\u00e3o sine qua non da revolu\u00e7\u00e3o socialista fosse a pr\u00e9via proclama\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica, que ali\u00e1s j\u00e1 vigora formalmente h\u00e1 muito tempo na maioria dos pa\u00edses capitalistas, nos quais nunca fez jus ao conceito de \u201ccoisa p\u00fablica\u201d que a palavra sugere, pois se trata do aparelho de domina\u00e7\u00e3o do estado burgu\u00eas. Tenho d\u00favidas inclusive se o fim dessas monarquias e at\u00e9 mesmo as eventuais vit\u00f3rias de algumas lutas nacionalistas dos povos que comp\u00f5em esses \u201creinos unidos\u201d sejam t\u00e3o decisivos para criar melhores condi\u00e7\u00f5es objetivas e subjetivas para as lutas t\u00e1ticas e estrat\u00e9gicas do proletariado.<\/p>\n<p>Os comunistas do mundo todo, e sobretudo os europeus, t\u00eam uma bandeira comum imediata e priorit\u00e1ria muito mais importante, n\u00e3o apenas t\u00e1tica, mas com enormes implica\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas, e que j\u00e1 vem sendo desfraldada com vigor pelos partidos mais consequentes, tendo na vanguarda exatamente o TKP, o PCTE e o KKE. Refiro-me \u00e0 luta pelo fim da OTAN! Mas mesmo nesta importante luta, que aos desatentos parece consensual entre os PCs europeus, as diverg\u00eancias estrat\u00e9gicas e de princ\u00edpios entre os campos reformista e revolucion\u00e1rio do MCI tamb\u00e9m s\u00e3o not\u00f3rias. As posi\u00e7\u00f5es de \u201cdissolu\u00e7\u00e3o da OTAN\u201d, levantadas em meras palavras de ordem e n\u00e3o em a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas pelos reformistas, nada fazem al\u00e9m de adiar para um futuro incerto e long\u00ednquo o fim desse bloco imperialista. Afinal, em que condi\u00e7\u00f5es isso aconteceria? Uma reuni\u00e3o de c\u00fapula dos l\u00edderes dos pa\u00edses do p\u00f3lo imperialista liderado pelos Estados Unidos decidiria abrir m\u00e3o de seu principal instrumento de domina\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Por outro lado, as posi\u00e7\u00f5es de \u201csa\u00edda imediata de cada pa\u00eds da OTAN\u201d, que vigoram no campo revolucion\u00e1rio do MCI e se expressam em manifesta\u00e7\u00f5es de protesto e a\u00e7\u00f5es de obstru\u00e7\u00e3o da remessa de armas dos seus pa\u00edses para a guerra imperialista na Ucr\u00e2nia, representam n\u00e3o s\u00f3 uma possibilidade concreta de vit\u00f3ria contra este bloco imperialista, mas uma determina\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de luta da classe trabalhadora de cada pa\u00eds em prol da pol\u00edtica internacional do proletariado \u2013 e mesmo assim, sem colocar a sa\u00edda da OTAN como pr\u00e9-requisito \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o socialista. A OTAN ser\u00e1 mais fraca em geral quanto mais pa\u00edses-membros dela se afastarem, antes ou depois de suas revolu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>LGBTfobia e transfobia; moralismo quanto \u00e0s drogas:<\/strong><\/p>\n<p>Sem qualquer subestima\u00e7\u00e3o da atualidade desses dois importantes temas, n\u00e3o concordo que tenham peso pol\u00edtico para constar de um ranking com apenas cinco principais problemas no seio do MCI. Nunca tive a oportunidade de conhecer qualquer posi\u00e7\u00e3o do citado Partido Comunista Brit\u00e2nico e s\u00f3 soube de sua opini\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de banheiros femininos por trans ao ler as cr\u00edticas que, a respeito disso, faz em seu texto o camarada Carlos Arthur, com as quais tendo a concordar, apesar de ter pouco ac\u00famulo sobre este debate.<\/p>\n<p>No entanto, talvez pela minha ignor\u00e2ncia a respeito, me pareceu exagero o que ele chama de \u201catrasada concep\u00e7\u00e3o LGBTf\u00f3bica e transf\u00f3bica no interior dos Partidos Comunistas do mundo\u201d e, assim sendo, soou-me estranha sua proposta de que o PCB priorize tornar-se a vanguarda da luta contra estes desvios que considera haver no Movimento Comunista Internacional. Provavelmente haver\u00e1 diferen\u00e7as no trato desta quest\u00e3o entre os PCs, imagino que a principal delas sobre a sua import\u00e2ncia na luta de classes e que alguns deles possam subestim\u00e1-la e, desta forma, soarem como conservadores para os que a valorizam. Mas n\u00e3o imagino que, entre comunistas, se trate de uma fobia, que subentende avers\u00e3o, rejei\u00e7\u00e3o, esc\u00e1rnio, preconceito e at\u00e9 mesmo persegui\u00e7\u00e3o ao seu objeto.<\/p>\n<p>J\u00e1 quanto ao que o autor se refere arbitrariamente como \u201cmoralismo quanto \u00e0s drogas\u201d, apesar de me parecer equivocado tratar o assunto como um dos principais \u201cdesvios no MCI\u201d, concordo com sua den\u00fancia de que \u201co discurso da \u201cguerra \u00e0s drogas\u201d n\u00e3o passa de um biombo \u201cjustificador\u201d de uma verdadeira guerra aos pobres\u201d e com a defesa da bandeira da legaliza\u00e7\u00e3o escalonada de drogas para uso recreativo. Para mim, isso n\u00e3o significa que devamos estimular o uso de drogas pela juventude nem deixar de denunciar tamb\u00e9m que a dissemina\u00e7\u00e3o de drogas alucin\u00f3genas \u00e9 outro aspecto da \u201cguerra aos pobres\u201d.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p>Segundo meus crit\u00e9rios, numa lista priorit\u00e1ria de problemas no seio do MCI n\u00e3o faltariam outros que considero mais relevantes, o mais urgente deles o debate sobre o que \u00e9 o imperialismo nos dias de hoje, em fun\u00e7\u00e3o dos desenvolvimentos do chamado \u201csocialismo de mercado\u201d na China e da eclos\u00e3o da guerra na Ucr\u00e2nia, que obviamente n\u00e3o \u00e9 apenas um conflito entre esta e a R\u00fassia, mas a express\u00e3o do acirramento de contradi\u00e7\u00f5es cujos protagonistas principais s\u00e3o os Estados Unidos e a China, que disputam palmo a palmo a hegemonia mundial, colocando na ordem do dia os riscos de guerras de extens\u00f5es continentais, intercontinentais e mesmo mundiais.<\/p>\n<p>No caso do PCB, o seu recente XVI Congresso acertou em cheio ao apontar a necessidade de pautar e aprofundar o estudo e o debate sobre a atualidade da China, reconhecendo honestamente a \u201caus\u00eancia de posi\u00e7\u00e3o fechada (do partido) sobre o car\u00e1ter socialista ou n\u00e3o\u201d desse pa\u00eds (4). O<br \/>\naspecto mais relevante e urgente deste debate sobre a China \u00e9 que, sem a sua conclus\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 como debater com seriedade e concluir com acerto o que \u00e9 o imperialismo, o fator mais decisivo para um partido revolucion\u00e1rio ter relev\u00e2ncia e peso pol\u00edtico para atuar no seu pa\u00eds e no Movimento Comunista Internacional, evitando posicionamentos p\u00fablicos coletivos e individuais err\u00e1ticos e contradit\u00f3rios. E sem defini\u00e7\u00e3o coletiva sobre o imperialismo e a China nos dias de hoje, \u00e9 imposs\u00edvel ter posi\u00e7\u00e3o coletiva sobre a atual guerra na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Em partidos comunistas, a falta destes debates conspira contra o centralismo democr\u00e1tico e s\u00f3 interessa \u00e0queles que lutam para evitar que eles aconte\u00e7am, diante dos riscos que percebem de que suas posi\u00e7\u00f5es possam ser derrotadas e da eventual perda do poder de manobra que lhes permitem adotar decis\u00f5es individuais ou de \u201cn\u00facleos duros\u201d, \u00e0 falta de posi\u00e7\u00e3o coletiva sobre quest\u00f5es fundamentais.<\/p>\n<p>Outros temas que eu sugeriria incluir nesta agenda os revisitei recentemente na releitura do importante texto de Anita Leoc\u00e1dia Prestes (\u201cA que heran\u00e7a os comunistas devem renunciar?\u201d) (5), escrito em 1980, cujo t\u00edtulo o camarada parafraseia criativamente (\u201cA que heran\u00e7as o MCI deve renunciar?\u201d), mas n\u00e3o leva em conta o principal erro destacado pela autora, ou seja, a falta de um estudo profundo, honesto e autocr\u00edtico, sem patriotismo partid\u00e1rio nem propaganda, da trajet\u00f3ria do MCI, das experi\u00eancias de constru\u00e7\u00e3o do socialismo e sobretudo do pr\u00f3prio partido, debate interrompido desde 2009, quando o XIV Congresso do PCB aprovou o texto de refer\u00eancia \u201cSocialismo: Balan\u00e7o e Perspectivas\u201d (6), com o objetivo de estimular, aprofundar e atualizar essa discuss\u00e3o entre a milit\u00e2ncia do partido.<\/p>\n<p>Na expectativa de ter contribu\u00eddo para animar o debate, deixo aqui meu cumprimento respeitoso ao camarada e amigo Carlos Arthur.<\/p>\n<p>Guapimirim (RJ), 24 de abril de 2023<\/p>\n<p>Ivan Pinheiro<\/p>\n<hr \/>\n<p>[1] Link para o texto do camarada Carlos Arthur: https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30248<br \/>\n[2] Ponto 130 &#8211; Resolu\u00e7\u00f5es do XVI Congresso: \u201cO PCB respeita a diversidade de opini\u00f5es existente no atual Movimento Comunista Internacional e busca estabelecer um di\u00e1logo com todos os partidos comunistas do mundo, para trocar avalia\u00e7\u00f5es acerca dos processos pol\u00edticos em curso e coordenar a\u00e7\u00f5es comuns contra a ofensiva burguesa. No entanto, o PCB deve privilegiar aproxima\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas com os partidos do bloco revolucion\u00e1rio, que se articulam em espa\u00e7os como a Iniciativa Comunista Europeia e a Revista Comunista Internacional, preservada a nossa autonomia pol\u00edtica.\u201d<br \/>\n[3] https:\/\/lavrapalavra.com\/2019\/08\/13\/a-alianca-popular-o-programa-e-a-estrategia-dos-comunistas-gregos\/<br \/>\n[4] Ponto 134 \u2013 Resolu\u00e7\u00f5es do XVI Congresso: \u201cA China assume uma import\u00e2ncia regional cada vez maior na \u00c1sia, com protagonismo mundial geopol\u00edtico e econ\u00f4mico. Nos \u00faltimos 40 anos, a redu\u00e7\u00e3o da pobreza na China impactou em mais de 70% na redu\u00e7\u00e3o da pobreza mundial. O pa\u00eds \u00e9 dirigido por um partido comunista que se compreende fiel ao marxismo-leninismo, dirigindo um processo de longa dura\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de transi\u00e7\u00e3o socialista. Cabe ao PCB buscar maior estudo e aprofundamento sobre essas experi\u00eancias, assim como intensificar interc\u00e2mbio cultural e pol\u00edtico com o Partido Comunista Chin\u00eas, como forma de melhor compreend\u00ea-lo. A despeito da aus\u00eancia de posi\u00e7\u00e3o fechada sobre o car\u00e1ter socialista ou n\u00e3o desses pa\u00edses, nosso Partido deve defender a China dos ataques do imperialismo e da propagando orientalista, racista e anticomunista produzida pelos monop\u00f3lios de m\u00eddia ocidentais.&#8221;<br \/>\n[5] &#8211; PRESTES, Anita Leocadia, &#8220;A que heran\u00e7a os comunistas devem renunciar?&#8221;, Oitenta, Porto Alegre, L&amp;PM, volume 4, primavera 1980, p. 197-223 &#8211; Envio o texto completo, em seguida, por esta mesma via.<br \/>\n[6] &#8211; https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26603.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30390\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"\u201cQuais s\u00e3o os grandes desvios pol\u00edtico-ideol\u00f3gicos que o Movimento Comunista Internacional precisa enfrentar e superar? 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