{"id":30684,"date":"2023-08-01T18:32:13","date_gmt":"2023-08-01T21:32:13","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=30684"},"modified":"2023-08-11T19:04:20","modified_gmt":"2023-08-11T22:04:20","slug":"viva-os-96-anos-da-uniao-da-juventude-comunista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30684","title":{"rendered":"Viva os 96 anos da Uni\u00e3o da Juventude Comunista!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"30685\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30684\/image-1-33\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1.png?fit=779%2C282&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"779,282\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image (1)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1.png?fit=747%2C270&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-30685\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1.png?resize=747%2C270&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1.png?w=779&amp;ssl=1 779w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1.png?resize=300%2C109&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1.png?resize=768%2C278&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da Juventude Comunista do PCB foi aprovada em janeiro de 1924, em reuni\u00e3o do Comit\u00ea Central. As dificuldades iniciais para concretizar a resolu\u00e7\u00e3o come\u00e7aram a ser superadas com a designa\u00e7\u00e3o de Le\u00f4ncio Basbaum para cumprir a tarefa nacional, pois j\u00e1 desenvolvia trabalhos com jovens comunistas em Recife e Salvador. Em 1926, de maneira bastante embrion\u00e1ria, a Juventude Comunista come\u00e7ou a recrutar jovens oper\u00e1rios e organizar os primeiros Diret\u00f3rios Acad\u00eamicos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nascido no Recife em 06 de novembro de 1907, filho de imigrantes judeus propriet\u00e1rios de uma pequena joalheria na capital pernambucana, Le\u00f4ncio Basbaum, logo ap\u00f3s completar o gin\u00e1sio em mar\u00e7o de 1924, embarcou para o Rio de Janeiro, ent\u00e3o Distrito Federal, ingressando na Faculdade de Medicina, pela qual se formaria em 1929. J\u00e1 nos seus primeiros tempos de Rio de Janeiro, em 1925, Basbaum entrou em contato com Astrojildo Pereira, Jo\u00e3o da Costa Pimenta e outros militantes do Partido<br \/>\nComunista Brasileiro, tornando-se membro do Partido e formando a primeira c\u00e9lula da Faculdade de Medicina. Foi tamb\u00e9m eleito para a primeira diretoria da Uni\u00e3o dos Trabalhadores Gr\u00e1ficos, da qual fez parte por trabalhar como revisor na Gazeta de Not\u00edcias, a fim de sustentar os estudos. Em 1927, durante as f\u00e9rias, organizou em Recife um comit\u00ea regional de jovens comunistas. Voltando ao Rio, foi encarregado de criar a Juventude Comunista e tornou-se membro da comiss\u00e3o central<br \/>\nexecutiva (CCE) do PCB como representante da organiza\u00e7\u00e3o a ser criada.<\/p>\n<p>Da funda\u00e7\u00e3o \u00e0s lutas contra o fascismo e o Estado Novo<\/p>\n<p>Le\u00f4ncio Basbaum passou a escrever no Jornal A Na\u00e7\u00e3o uma s\u00e9rie de artigos sobre a juventude oper\u00e1ria e a necessidade de se constituir uma organiza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da juventude. O dia 1\u00ba de agosto de 1927 foi escolhido para o Ato de Funda\u00e7\u00e3o da Juventude Comunista, pois congregava na mesma data o Dia Internacional da Juventude e o Dia Internacional de Luta Contra a Guerra, bandeira defendida pelas juventudes comunistas em todo o mundo. O local escolhido para o evento foi a combativa Uni\u00e3o dos Trabalhadores Gr\u00e1ficos (UGT), no Rio de Janeiro. Le\u00f4ncio Basbaum foi eleito Secret\u00e1rio Geral, cargo que ocupou at\u00e9 o ano de 1929, quando completou 21 anos e, seguindo as decis\u00f5es estatut\u00e1rias de ent\u00e3o, deveria ingressar no PCB. Foi criado o jornal O Jovem Prolet\u00e1rio. Quanto \u00e0s rela\u00e7\u00f5es internacionais, a JC teve inscri\u00e7\u00e3o aceita na Internacional da Juventude Comunista, de onde recebeu o convite para participar do seu V Congresso.<\/p>\n<p>O PCB e a sua Juventude Comunista participaram ativamente do amplo movimento de resist\u00eancia ao fascismo, ao integralismo e \u00e0 crescente postura autocr\u00e1tica do governo Vargas. Os jovens comunistas organizaram a Confer\u00eancia Nacional de Estudantes Antifascista, participaram de confrontos com os integralistas (o mais famoso foi a chamada Batalha da S\u00e9, em S\u00e3o Paulo, com diversos feridos e quatro mortos) e fundaram em 1935 o jornal Juventude, que, sucedendo o Jovem Prolet\u00e1rio, buscava incentivar a cria\u00e7\u00e3o dos \u201cmais amplos e variados organismos de massas, culturais, recreativos e esportivos e etc nas cidades e no campo\u201d.<\/p>\n<p>Seguiu-se um per\u00edodo de violenta persegui\u00e7\u00e3o aos comunistas e \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias e populares, na esteira da forte repress\u00e3o ao Levante Comunista de Novembro de 1935. Mesmo sob intensa clandestinidade, a Juventude Comunista e o PCB cumpriram papel fundamental na luta pela entrada do pa\u00eds na II Guerra ao lado dos aliados contra o Eixo e as pot\u00eancias fascistas, bem como na luta pelas liberdades democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Os Jovens Comunistas criam a UNE<\/p>\n<p>Mesmo em condi\u00e7\u00f5es profundamente adversas, os jovens comunistas buscaram intensificar sua atua\u00e7\u00e3o no movimento estudantil, jogando papel fundamental na cria\u00e7\u00e3o da UNE, a Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes, em dezembro de 1938. Um dos principais ativistas foi o jovem militante comunista Irun Sant&#8217;Anna, que muito contribuiu para as mobiliza\u00e7\u00f5es, agita\u00e7\u00f5es e a organiza\u00e7\u00e3o das lutas estudantis no Rio de Janeiro, capital da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Com a retomada da organiza\u00e7\u00e3o nacional do PCB ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia da Mantiqueira (1943), o fim do Estado Novo e a derrota do nazifascismo em 1945, tendo a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica como grande protagonista da vit\u00f3ria dos pa\u00edses aliados, os comunistas retornam \u00e0 legalidade e conquistam expressiva vota\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es para a Assembleia Constituinte, instalada em 1946. O PCB coloca novamente na ordem do dia a necessidade de reorganizar a Juventude Comunista, agora como UJC, Uni\u00e3o da Juventude Comunista. A nova onda repressiva desencadeada pelo governo Dutra no per\u00edodo da Guerra Fria imp\u00f5e mais uma vez a ilegalidade do PCB, e a UJC deixa de atuar por mais algum tempo.<\/p>\n<p>Somente em novembro de 1950, o jornal Voz Oper\u00e1ria publicaria as resolu\u00e7\u00f5es do Comit\u00ea Central do PCB sobre a reorganiza\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o da Juventude Comunista: \u201cO Partido tem o dever de indicar aos milh\u00f5es de jovens brasileiros o caminho de sua organiza\u00e7\u00e3o e de sua unidade na luta pela paz, pela liberta\u00e7\u00e3o nacional, pela democracia popular e pelo socialismo\u201d. O documento afirmava: &#8220;A Uni\u00e3o da Juventude Comunista precisa ser uma ampla organiza\u00e7\u00e3o que abarque todos os jovens, mo\u00e7os e mo\u00e7as (\u2026) que queiram lutar decididamente e aceitem a orienta\u00e7\u00e3o do PCB\u201d. Neste per\u00edodo destacou-se a figura de seu presidente, o Jo\u00e3o sem Medo, como era conhecido o jovem Jo\u00e3o Saldanha, que tamb\u00e9m teve decisiva participa\u00e7\u00e3o nas lutas pela terra no Paran\u00e1, na conhecida Revolta de Porecatu, para onde foi enviado pelo CC do PCB para auxiliar na dire\u00e7\u00e3o dos combates organizados pelos lavradores contra o latif\u00fandio e as for\u00e7as policiais.<br \/>\nA UJC atuou nas campanhas contra a participa\u00e7\u00e3o brasileira na guerra da Cor\u00e9ia e pelo \u201cPetr\u00f3leo \u00e9 Nosso\u201d. Em 1956, integrou a chapa que tirou a UNE das m\u00e3os das for\u00e7as de direita. Os jovens comunistas fizeram tamb\u00e9m sua interven\u00e7\u00e3o na UBES e tiveram atua\u00e7\u00e3o fundamental na constru\u00e7\u00e3o dos Centros Populares de Cultura. No plano internacional, a UJC associou-se \u00e0 Uni\u00e3o Internacional dos Estudantes e \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Mundial da Juventude Democr\u00e1tica, da qual foi tamb\u00e9m fundadora.<\/p>\n<p>O Brasil do final dos anos 1950 e in\u00edcio dos anos 1960 vivenciou um momento de grande efervesc\u00eancia pol\u00edtica e cultural. O aprofundamento das rela\u00e7\u00f5es capitalistas, ampliando as situa\u00e7\u00f5es de conflitos e contradi\u00e7\u00f5es sociais, foi acompanhado da forma\u00e7\u00e3o de novos aparelhos privados de hegemonia e do acirramento da luta de classes no pa\u00eds. De um lado, era poss\u00edvel perceber a desenvolta participa\u00e7\u00e3o dos sindicatos oper\u00e1rios e de trabalhadores rurais, das Ligas Camponesas, do ISEB (Instituto Superior de Estudos Brasileiros), da UNE e dos Centros Populares de Cultura, organiza\u00e7\u00f5es comprometidas com propostas alternativas ao sistema dominante. De outro lado, os setores conservadores da Igreja Cat\u00f3lica, latifundi\u00e1rios, banqueiros, grandes empres\u00e1rios da ind\u00fastria e do com\u00e9rcio, articulados em torno de institui\u00e7\u00f5es como o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), o IBAD (Instituto Brasileiro de A\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica) e a ESG (Escola Superior de Guerra), queriam aprofundar a domina\u00e7\u00e3o burguesa e avan\u00e7ar as rela\u00e7\u00f5es capitalistas, em associa\u00e7\u00e3o com o capital internacional.<\/p>\n<p>Comit\u00ea Cultural do PCB, golpe de 1964 e resist\u00eancia \u00e0 ditadura<\/p>\n<p>O Comit\u00ea Cultural do PCB, formado basicamente por jovens comunistas, atuou no interior do CPC da UNE, cuja luta por uma cultura nacional-popular casava-se sem problemas com a proposta comunista de revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tico-burguesa. Do CPC fizeram parte nomes que despontariam como figuras de grande express\u00e3o na cultura brasileira: Oduvaldo Vianna Filho, Ferreira Gullar, Gianfrancesco Guarnieri, Paulo Pontes, Carlos Diegues, Carlos N\u00e9lson Coutinho, Leon Hirszman, Jos\u00e9 Carlos Capinam, dentre os quais o primeiro deles, Vianinha, destacava-se como \u201ca grande cabe\u00e7a\u201d ou \u201ca alma\u201d dos movimentos liderados pelo CPC.<\/p>\n<p>O golpe de abril de 1964, constru\u00eddo pelas fra\u00e7\u00f5es hegem\u00f4nicas burguesas, n\u00e3o encontrou nem as organiza\u00e7\u00f5es populares, nem o Partido Comunista Brasileiro (cuja linha pol\u00edtica definida na Declara\u00e7\u00e3o de Mar\u00e7o de 1958 contribuiu para desarmar o Partido no enfrentamento ao golpe burgu\u00eas) em condi\u00e7\u00f5es de estruturar a resist\u00eancia imediata, impondo ao conjunto das for\u00e7as democr\u00e1ticas e de esquerda mais um duro per\u00edodo de repress\u00e3o e clandestinidade. Ainda em 1964 multiplicaram-se as interven\u00e7\u00f5es em sindicatos e universidades, tendo sido fechadas a UNE e as Uni\u00f5es Estaduais dos Estudantes. Institu\u00edram-se os inqu\u00e9ritos policial-militares (IPMs) &#8211; o de n\u00famero 709 fazia ampla investiga\u00e7\u00e3o sobre a vida do PCB &#8211; e foi criado o Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es (SNI). Em 1965 aprofundava-se a subordina\u00e7\u00e3o ao capital estadunidense: FMI e BID concediam cr\u00e9ditos ao Brasil, eram assinados acordos com a Alian\u00e7a para o Progresso, firmava-se o acordo MEC-USAID, que passava a orientar a reforma universit\u00e1ria brasileira.<\/p>\n<p>O movimento estudantil assumiu papel de vital import\u00e2ncia no combate \u00e0 ditadura civil-militar, buscando a princ\u00edpio combater a ditadura por meio de amplos movimentos de massas como aqueles promovidos ao longo do ano de 1968, ap\u00f3s a morte do secundarista Edson Lu\u00eds, em a\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia no Restaurante Calabou\u00e7o, no Centro do Rio, frequentado majoritariamente por estudantes. O AI-5 foi decretado pelos militares para tentar impedir qualquer tipo de manifesta\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria ao regime. Diversos grupos pol\u00edticos de esquerda e setores da juventude optaram pela luta armada como forma de combate, linha n\u00e3o adotada nem pelo PCB nem pela UJC. Mesmo assim, a ditadura, ap\u00f3s desmantelar os grupos armados, promove o massacre dos comunistas por meio da Opera\u00e7\u00e3o Radar, quando 1\/3 do Comit\u00ea Central do PCB foi assassinado, bem como diversos militantes do Partido e muitos jovens da UJC, inclusive seu secret\u00e1rio geral, Jos\u00e9 Montenegro de Lima \u201cdesaparecido\u201d em 1975.<\/p>\n<p>Lutas democr\u00e1ticas e Reconstru\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria<\/p>\n<p>A UJC ressurgiu em 1985, junto com a legalidade do PCB, por\u00e9m, em virtude da postura de concilia\u00e7\u00e3o de classes adotada pela c\u00fapula dirigente do Partido, o discurso dilu\u00eddo e com fraca capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o afastou, paulatinamente, a juventude mais aguerrida das fileiras da UJC. Agravou-se a luta interna nos anos 80 e in\u00edcio dos 90. A crise do Socialismo e a queda da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica serviram para justificar a defesa do fim do PCB por parte do grupo liquidacionista, que viria a fundar o PPS em 1992. O movimento nacional em defesa do PCB, que contava em suas fileiras com diversos militantes da juventude, realizou, no ano seguinte, o verdadeiro X Congresso do PCB, que aprovou a reativa\u00e7\u00e3o da UJC. As teses para o X congresso do PCB afirmavam \u201cTer especial aten\u00e7\u00e3o com a forma\u00e7\u00e3o dos jovens comunistas, com a ativa renova\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria da UJC, como instrumento de atua\u00e7\u00e3o dos comunistas na juventude, (\u2026) Este \u00e9 o grande investimento do Partido em longo prazo, pois os jovens s\u00e3o os verdadeiros continuadores da hist\u00f3ria, tradi\u00e7\u00f5es e lutas do Partido Comunista Brasileiro\u201d. As teses procuravam formular uma s\u00e9rie de bandeiras gerais para unificar a atua\u00e7\u00e3o da juventude.<\/p>\n<p>Em 1994, no m\u00eas de agosto, ocorreu no Rio de Janeiro, no Sindicato dos M\u00e9dicos, o Congresso de reorganiza\u00e7\u00e3o da UJC, que elegeu como sua presidente a estudante e militante da UJC em S\u00e3o Paulo, Sofia P\u00e1dua Manzano. Nos anos seguintes a UJC voltou a participar da UNE e procura desenvolver outras frentes de atua\u00e7\u00e3o. Nos anos seguintes, os jovens comunistas atuaram no movimento estudantil atuavam atrav\u00e9s Movimento \u201cA Hora \u00e9 Essa, Ousar Lutar \u2013 Ousar Vencer\u201d, que priorizou, em \u00e2mbito nacional, a atua\u00e7\u00e3o dentro da UBES e UNE. A UJC desenvolveu trabalho cultural em diversos estados, buscando organizar as lutas da juventude e dos jovens trabalhadores. No \u00e2mbito internacional, foram reativadas as rela\u00e7\u00f5es internacionais, com participa\u00e7\u00e3o nos Festivais Mundiais da Juventude e nos f\u00f3runs da FMJD (Federa\u00e7\u00e3o Mundial da Juventude Democr\u00e1tica).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o do XIII Congresso do PCB em 2005 foi aprovada a reativa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o da Juventude Comunista e o processo de reorganiza\u00e7\u00e3o da UJC se efetivou com o IV Congresso Nacional, ocorrido na cidade de Belo Horizonte &#8211; Minas Gerais em 2006. O camarada T\u00falio Lopes foi ent\u00e3o eleito Secret\u00e1rio Geral da UJC, que tinha tamb\u00e9m em sua coordena\u00e7\u00e3o nacional os\/as camaradas Heitor C\u00e9sar, Renata Regina, Paulo Vin\u00edcius Maskote, Rodrigo Lima, dentre outros. Na sequ\u00eancia, foram realizados o V Congresso (2010), o VI Congresso (2012), o VII Congresso (2015) e o VIII Congresso (2018), quando esteve \u00e0 frente da coordena\u00e7\u00e3o nacional o camarada Lu\u00eds Fernandes, substitu\u00eddo por Gabriel Lazzari em mar\u00e7o de 2019. O IX Congresso Nacional, realizado em S\u00e3o Paulo em 2022, elegeu Maria Carol secret\u00e1ria pol\u00edtica da UJC, sendo a segunda mulher a comandar a juventude comunista do PCB.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, \u00e9 cada vez mais crescente a participa\u00e7\u00e3o da delega\u00e7\u00e3o da UJC e do Movimento pela Universidade Popular (MUP) nos Congressos da UNE, a exemplo da destacada atua\u00e7\u00e3o no congresso deste ano, que contou com a presen\u00e7a de mais de 700 militantes e simpatizantes do Movimento por uma Universidade Popular (MUP), de todas as regi\u00f5es do Brasil, a maior delega\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria recente da UJC. Os jovens comunistas seguem firmes no prop\u00f3sito de impulsionar a luta dos estudantes em todas as universidades e escolas do Brasil, bem como nas batalhas da classe trabalhadora e dos movimentos populares para enfrentar os ataques do capital, que seguem c\u00e9leres mesmo ap\u00f3s a derrota de Bolsonaro e com o governo de Lula\/Alckmin.<br \/>\nA UJC, atrav\u00e9s de sua rica trajet\u00f3ria ao longo de 96 anos, demonstra, lado a lado com o Partido Comunista Brasileiro, a Unidade Classista, o Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, o Coletivo Negro Minervino de Oliveira e o Coletivo LGBT Comunista, a possibilidade concreta de se organizar de maneira revolucion\u00e1ria a juventude brasileira. A UJC esteve presente nos momentos cruciais da nossa hist\u00f3ria, em v\u00e1rios momentos extrapolando as lutas juvenis e assumindo de cora\u00e7\u00e3o as mais relevantes lutas do povo brasileiro, em defesa dos plenos direitos da juventude e da classe trabalhadora, pelo fim do capitalismo e a constru\u00e7\u00e3o do poder popular, no rumo do Socialismo\/Comunismo.<\/p>\n<p>A UJC \u00e9 a Juventude Comunista do PCB.<\/p>\n<p>Viva a Uni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC) e seus 96 anos!<\/p>\n<p>Pelo Poder Popular! Pelo Socialismo!<\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Fontes:\u00a0<a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23707\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23707&amp;source=gmail&amp;ust=1691011488641000&amp;usg=AOvVaw2xcGydw6VPap643MouCdXr\">https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/<wbr \/>23707<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26856\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26856&amp;source=gmail&amp;ust=1691011488641000&amp;usg=AOvVaw2zRfz3ZS_TUK5Q7vtoLel4\">https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/<wbr \/>26856<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Agenda 2022 da Funda\u00e7\u00e3o Dinarco Reis: Partido Comunista Brasileiro &#8211; 100 anos<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30684\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[108,6,26,27],"tags":[222,247],"class_list":["post-30684","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c121-estudantil","category-s5-juventude","category-c25-notas-politicas-do-pcb","category-c27-ujc","tag-2b","tag-jd"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7YU","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30684","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30684"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30684\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30686,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30684\/revisions\/30686"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30684"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30684"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30684"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}