{"id":3069,"date":"2012-06-26T11:42:28","date_gmt":"2012-06-26T11:42:28","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3069"},"modified":"2012-06-26T11:42:28","modified_gmt":"2012-06-26T11:42:28","slug":"a-ditadura-midiatica-contra-a-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3069","title":{"rendered":"A DITADURA MIDI\u00c1TICA CONTRA A VENEZUELA"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos \u00faltimos anos, n\u00f3s venezuelanos temos observado como tem havido uma s\u00e9rie de converg\u00eancias entre os setores econ\u00f4micos, pol\u00edticos, clericais e midi\u00e1ticos para atentar contra o processo revolucion\u00e1rio bolivariano, usando os meios de comunica\u00e7\u00e3o como ponta de lan\u00e7a. Infelizmente, chegamos a um n\u00edvel de tens\u00e3o em que \u2013 seja verdade ou mentira -, s\u00f3 se aceita aquela informa\u00e7\u00e3o que seja contra o presidente Hugo Ch\u00e1vez Frias. Diante desta situa\u00e7\u00e3o, tentam apontar uma s\u00e9rie de fatos que foram inescrupulosamente orientados, apenas na busca de um interesse particular perverso, para gerar uma matriz de opini\u00e3o que permita justificar a sa\u00edda do Presidente por qualquer meio.<\/p>\n<p>Entre os fatos mais destacados em ordem cronol\u00f3gica, encontramo-nos com os seguintes:<\/p>\n<p>Em 06 de dezembro de 2002, quando a oposi\u00e7\u00e3o conseguiu sua \u201ccabe\u00e7a de praia\u201d na Plaza Francia de Altamira, um louco chamado Jo\u00e3o de Gouveia disparou rajadas contra cidad\u00e3os inocentes presentes na tomada da pra\u00e7a por parte da oposi\u00e7\u00e3o, onde lamentavelmente morreram Keila Guerra (filha \u00fanica de 17 anos), Josefina Inciarte (58 anos) e Jaime Guraud Rodr\u00edguez (76 anos). Sem fazer ju\u00edzos de valor sobre como o Sr. Gouveia consegue fazer mais de vinte disparos em um lugar onde existiam mais de cento e cinquenta funcion\u00e1rios armados (as pol\u00edcias de Chacao, Baruta e Metropolitana), assim como um importante n\u00famero de oficiais e suboficiais da For\u00e7a Armada Nacional, n\u00e3o havia passado mais do que duas horas e, enquanto os mortos ainda estavam no local do atentado e os feridos estavam recebendo os primeiros socorros, mostrava-se nas telas da televis\u00e3o venezuelana os v\u00eddeos dos acontecimentos e a RCTV apresentou uma foto onde supostamente aparecia o Sr. Gouveia com o Prefeito de Caracas, Freddy Bernal.<\/p>\n<p>Este fato dantesco, onde tr\u00eas venezuelanos perderam suas vidas sem motivos, \u00e9 utilizado de forma grosseira para responsabilizar o governo, sem importar as consequ\u00eancias nem a dor dos parentes pelos falecidos e feridos, dividindo a sociedade venezuelana. Por\u00e9m, com a m\u00e1xima de que \u201co fim justifica os meios\u201d, e o \u201cnesta guerra tudo vale\u201d comprovou-se mediante os registros migrat\u00f3rios que o Sr. Gouveia havia ingressado no Pa\u00eds dias antes do atentado. No hotel onde residia encontraram oitocentos euros em esp\u00e9cie e, em seu poder, uma pistola Glock calibre 9 mm. Como pode Gouveia, que \u2013 segundo informaram seus pais, camponeses pobres de Portugal \u2013 estava desempregado, pagar a passagem at\u00e9 nosso pa\u00eds &#8211; que custava mil euros -, comprar uma pistola autom\u00e1tica e at\u00e9 um taxi, contar ainda com 800 euros e manter-se durante v\u00e1rias semanas planejando o atentado?<\/p>\n<p>Em janeiro de 2003, o Sr. Carlos Fern\u00e1ndez, um dos tecnocratas da PDVSA informa atrav\u00e9s dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, nacionais e internacionais, o falecimento do Sr. Alirio Carrasquero, humilde trabalhador da ind\u00fastria petroleira e, com l\u00e1grimas nos olhos, responsabiliza o governo nacional, j\u00e1 que a principal empresa do Pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 sendo operada por gente preparada e a mesma s\u00f3 pode ser gerenciada pela \u201cmeritocracia petroleira\u201d, que sabotava a ind\u00fastria desde o m\u00eas de dezembro de 2002.<\/p>\n<p>Dias depois, em seu programa AL\u00d4 PRESIDENTE, o presidente Hugo Ch\u00e1vez Fr\u00edas apresenta o cidad\u00e3o que supostamente havia falecido que, com sua c\u00e9dula de identidade da Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela e exibindo orgulhoso seu crach\u00e1 da PDVSA, nos fez recordar da frase de Zorrilla: \u201cos mortos que matastes gozam de boa sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o havia transcorrido mais de dois meses do assassinato dos tr\u00eas venezuelanos na Plaza Francia de Altamira quando no mesmo lugar apresentou-se outro abomin\u00e1vel fato, no dia 16 de fevereiro de 2003. Desapareceram tr\u00eas soldados venezuelanos de nomes Darwin Arguello, \u00c1ngel Salas e F\u00e9lix Pinto, que eram partid\u00e1rios do Coronel F\u00e9lix Rodriguez, apelidado \u201cEl Cuervo\u201d. Junto com os jovens soldados estariam as senhoritas Zaida Pereira e Marina Salas Lozano. No dia seguinte ao ocorrido, apareceram perto da cidade de Guarenas, com evidentes marcas de tortura, os cad\u00e1veres dos soldados, junto com o de Zaida Pereira. As primeiras pistas e suspeitas do Poder Midi\u00e1tico Venezuelano e internacional (como BBC MUNDO) responsabilizariam o governo venezuelano e o presidente Hugo Ch\u00e1vez Fr\u00edas.<\/p>\n<p>Com base nas averigua\u00e7\u00f5es adiantadas pelos organismos competentes e as declara\u00e7\u00f5es da \u00fanica sobrevivente do m\u00faltiplo assassinato, a senhorita Marina Salas Lozano, conheceu-se que a causa dos fatos deveu-se a problemas internos dos distintos grupos que tinham tomado ilegalmente a Plaza Francia de Altamira e a suspeita de que os jovens soldados poderiam estar filtrando informa\u00e7\u00e3o dos sistemas de seguran\u00e7a do Estado Venezuelano. Estes foram retidos e levados a um esconderijo que se mantinha em um luxuoso hotel do setor (onde se hospedavam os principais l\u00edderes da oposi\u00e7\u00e3o), lugar onde os jovens foram interrogados e golpeados para logo serem transferidos \u2013 gravemente feridos \u2013 ao lugar onde foram justi\u00e7ados. A jovem Salas Lozano, que fingiu estar morta \u2013 estando muito ferida -, \u00e9 quem traz a informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para esclarecer o caso, envolvendo diretamente o Coronel F\u00e9lix Rodr\u00edguez e identificando como autores materiais o policial metropolitano Tairo Aristiguieta e um coronel chamado Piliery.<\/p>\n<p>No 31 de outubro de 2004, o jornalista Manuel Isidro Molina (ex-presidente do Colegio de Jornalistas) informa pela imprensa nacional que o Coronel Silvino Bustillos havia sido perseguido, detido, torturado e assassinado por funcion\u00e1rios da Dire\u00e7\u00e3o de Intelig\u00eancia Militar nos por\u00f5es deste organismo, seguindo instru\u00e7\u00f5es diretas do Presidente Hugo Ch\u00e1vez Fr\u00edas, por ser um dos primeiros oficiais a insubordinar-se contra seu mandato constitucional.<\/p>\n<p>Dias depois, em seguida a uma mat\u00e9ria jornal\u00edstica &#8211; segundo a qual os familiares imploravam ao Presidente da Rep\u00fablica que os informasse sobre o paradeiro do Coronel Bustillos e que, se ele havia sido assassinado, para que lhes entregassem o cad\u00e1ver a fim de dar-lhe uma sepultura crist\u00e3 -, este aparece na cidade de Valencia do estado Carabobo, na companhia de uma amiga \u00edntima, o que nos fez recordar o canto popular: \u201cn\u00e3o estava morto, estava numa farra&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>Em 26 de abril de 2006, o Monsenhor Baltazar Porras, atrav\u00e9s da imprensa nacional, denuncia o desaparecimento do Padre Jos\u00e9 Pi\u00f1ango, sub-secret\u00e1rio da Confer\u00eancia Episcopal. Imediatamente deu-se in\u00edcio \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da corrente de opini\u00e3o de que os respons\u00e1veis deste fato formavam parte do Poder Pol\u00edtico oficialista venezuelano, j\u00e1 que a alta hierarquia da igreja cat\u00f3lica venezuelana mant\u00e9m uma posi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica contra o Presidente Hugo Ch\u00e1vez Fr\u00edas.<\/p>\n<p>Dias depois aparece o cad\u00e1ver do Padre Pi\u00f1ango em um hotel da capital. Adiantam-se as investiga\u00e7\u00f5es e constata-se que o padre havia sido assassinado por um amigo \u00edntimo, de nome Antonio Gonz\u00e1lez (26 anos), com quem, logo depois de passar parte da noite em uma discoteca pr\u00f3xima, hospedou-se no Hotel Bruno da capital, lugar onde aconteceu o lament\u00e1vel fato.<\/p>\n<p>Em 31 de maio de 2007 foi assassinada a jovem Andreina G\u00f3mez Guevara, estudante de sociologia da Universidad Cat\u00f3lica Andr\u00e9s Bello. Quando a jovem se dirigia a este centro de estudos e enquanto se encontrava no posto de gasolina El Trebol, nas redondezas de Montalban, dois jovens que se deslocavam em uma moto de baixa cilindrada acionaram v\u00e1rias vezes suas armas de fogo em sua dire\u00e7\u00e3o. Imediatamente deu-se a informa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da maioria das esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio venezuelanas, indicando que o crime havia sido responsabilidade dos c\u00edrculos bolivarianos da regi\u00e3o de La Vega.<\/p>\n<p>Durante a fuga, os motociclistas foram detidos casualmente por uma unidade policial que presenciou o fato, e foram identificados como Enrique Vivas Molina (26 anos) e Yoheyday Ereu Carillo (18 anos), que colaboraram para esclarecer os fatos. Os supostos assassinos foram contratados pela Sra. Milagros De Armas, que \u00e9 uma das herdeiras de um dos mais importantes e prestigiosos emp\u00f3rios de comunica\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds (Bloco de Armas). A raz\u00e3o por t\u00e3o desprez\u00edvel epis\u00f3dio se devia ao fato de que o ex-marido da Sra. De Armas aparentemente mantinha uma rela\u00e7\u00e3o sentimental com a jovem assassinada.<\/p>\n<p>Em 15 de junho de 2008, desaparece o jornalista da Radio Caracas Televisi\u00f3n, Javier Garcia (37 anos). Como \u00e9 costume, os meios privados de comunica\u00e7\u00e3o venezuelanos conduzem a opini\u00e3o dos fatos at\u00e9 os eternos respons\u00e1veis: o Presidente Hugo Ch\u00e1vez Fr\u00edas e seu governo, j\u00e1 que havia cumprido um ano da suspens\u00e3o da concess\u00e3o da RCTV e constru\u00edam-se manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas contra esta medida. Dias depois os corpos policiais do Estado esclarecem o caso, quando se descobre que o suposto homicida do prestigiado jornalista havia sido seu amigo \u00edntimo, Roberto Mollera Zarraga (de 24 anos).<\/p>\n<p>A ditadura midi\u00e1tica em nosso pa\u00eds mant\u00e9m dentro de seus par\u00e2metros uma perversa manipula\u00e7\u00e3o, na qual as fontes informativas n\u00e3o s\u00e3o confirmadas quando as informa\u00e7\u00f5es atingem o governo, e estas s\u00e3o igualmente ocultadas se s\u00e3o a favor do governo. O ponto de inflex\u00e3o que permitiu esta impunidade foi precisamente o tratamento dos fatos do 11 de abril de 2002, quando o rep\u00f3rter Luis Alfonso Fern\u00e1ndez da VENEVISION, em um v\u00eddeo adulterado, mostrava supostos partid\u00e1rios do processo revolucion\u00e1rio, quando disparavam, da Ponte Llaguno, \u201ccontra uma imensa multid\u00e3o de partid\u00e1rios desarmados da oposi\u00e7\u00e3o\u201d, v\u00eddeo que serviu de base para o resto dos acontecimentos que justificaram o Golpe de Estado contra o governo constitucional da Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela e que obteve o \u201cPr\u00eamio Rei da Espanha, televis\u00e3o 2003\u201d.<\/p>\n<p>Dias depois e gra\u00e7as \u00e0 retomada do poder pelo presidente constitucional da Rep\u00fablica, comprovou-se a manipula\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica, j\u00e1 que a marcha opositora n\u00e3o somente n\u00e3o havia chegado ao local dos acontecimentos, mas n\u00e3o passaria deste ponto e, os supostos \u201cpistoleiros chavistas\u201d, o que faziam era defender-se de agentes fortemente armados da Pol\u00edcia Metropolitana. Estes, com luvas cir\u00fargicas para esconder poss\u00edveis evid\u00eancias (tra\u00e7os de p\u00f3lvora), dispararam contra um grupo de manifestantes partid\u00e1rios do governo que, desde Ponte Llaguno manifestavam seu apoio ao governo, nas proximidades do Pal\u00e1cio Miraflores. O jornalista Luis Alfonso Fern\u00e1ndez, em Audi\u00eancia P\u00fablica, afirmou que a voz do v\u00eddeo em quest\u00e3o n\u00e3o era a sua, e que do lugar onde se encontrava no dia dos eventos (\u00e2ngulo leste-oeste) n\u00e3o teria como obter contato visual com a Avenida Baralt (sentido sul-norte).<\/p>\n<p>Posteriormente, fez-se p\u00fablico outro v\u00eddeo, da jornalista Del Valle Canel\u00f3n (da GLOBOVISION), o qual foi ocultado de forma perversa pelo canal informativo da oposi\u00e7\u00e3o, em que aparecia de forma total a Av. Baralt (norte-sul) e observa-se como os manifestantes, em apoio ao Presidente Hugo Ch\u00e1vez Fr\u00edas, disparam contra tr\u00eas ve\u00edculos blindados da Pol\u00edcia Metropolitana, dos quais a pol\u00edcia, que respondia a ordens diretas do prefeito metropolitano Alfredo Pe\u00f1a, disparava assassinando v\u00e1rios venezuelanos partid\u00e1rios do governo.<\/p>\n<p>Para maior comprova\u00e7\u00e3o da manipula\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica dos acontecimentos de 11 de abril de 2002, o jornalista OTTO NEUSTALDT, correspondente da rede de not\u00edcias estadunidense CNN, em uma confer\u00eancia oferecida em um instituto universit\u00e1rio privado, situado no Estado Aragua, indicou que ele havia gravado o v\u00eddeo dos altos oficiais da For\u00e7a Armada da Venezuela \u2013 que estavam por tr\u00e1s do golpe de Estado -, em que afirmavam que franco-atiradores haviam assassinado manifestantes indefesos da oposi\u00e7\u00e3o, (\u201cj\u00e1 s\u00e3o mais de seis mortos&#8230;\u201d)&#8230; quando ainda n\u00e3o se havia produzido nenhuma das mortes que levaram aos assassinatos deste dia&#8230;<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que, durante os \u00faltimos anos, antes das grandes pot\u00eancias imperialistas declararem guerra a na\u00e7\u00f5es supostamente inimigas, geravam previamente alguma justifica\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica. Por exemplo, a invas\u00e3o em 2001 da Rep\u00fablica Isl\u00e2mica do Afeganist\u00e3o, produziu-se sob o argumento de que neste pa\u00eds ocultava-se o terrorista Osama Bin Laden (ex-CIA), acusado do atentado contra as Torres G\u00eameas do World Trade Center (11\/09\/2001). Hoje, onze anos depois desta invas\u00e3o, o que se tem comprovado \u00e9 que o Afeganist\u00e3o produz cem vezes mais \u00f3pio, desenvolve internamente uma guerra fratricida e n\u00e3o encontrar\u00e3o ali o pressuposto terrorista.<\/p>\n<p>No ano de 2002 o governo de George W. Bush , sem autoriza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas e sob a justificativa de que Saddam Hussein possu\u00eda armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa, invadia a Rep\u00fablica do Iraque. Dez anos depois do controverso fato, existe nesta rep\u00fablica uma incontrol\u00e1vel instabilidade, t\u00eam sido saqueados os mais importantes tesouros hist\u00f3ricos desta civiliza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o se encontraram as supostas armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa.<\/p>\n<p>No ano passado (2011), apresentaram-se uns v\u00eddeos em que, supostamente, na Rep\u00fablica norte-africana da L\u00edbia, por ordem direta de Muammar Al-Khadafi, se estava massacrando impunemente a popula\u00e7\u00e3o civil e desarmada. As principais pot\u00eancias mundiais bombardearam, durante v\u00e1rios meses, as principais cidades l\u00edbias, Khadafi foi derrotado, preso e assassinado. H\u00e1 um ano dos referidos acontecimentos, este pa\u00eds encontra-se submerso no caos, comprovou-se que os supostos v\u00eddeos que supostamente justificaram a interven\u00e7\u00e3o militar foram gravados e editados em cen\u00e1rios artificiais.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o deste artigo \u00e9 a de chamar aten\u00e7\u00e3o para a quest\u00e3o de que nosso Pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 isento do que ocorreu em pa\u00edses como o Afeganist\u00e3o, Iraque e L\u00edbia. A ditadura midi\u00e1tica segue ao p\u00e9 da letra o script: que seja verdade ou mentira pouco importa, o fundamental \u00e9 que existe uma oposi\u00e7\u00e3o ap\u00e1trida, que est\u00e1 convencida de que vivemos em uma ditadura (ainda que tenhamos o recorde mundial em consultas democr\u00e1ticas \u2013 mais do que uma por ano durante os \u00faltimos treze anos), de que n\u00e3o h\u00e1 liberdade de express\u00e3o (ainda que existam mais meios contr\u00e1rios ao governo do que a seu favor), de que o Poder Eleitoral n\u00e3o \u00e9 confi\u00e1vel (apesar do bloco opositor ter decidido, em seu conjunto, realizar suas elei\u00e7\u00f5es internas com a assessoria e apoio do Conselho Nacional Eleitoral \u2013 CNE).<\/p>\n<p>Estamos a poucos meses de uma nova confronta\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, em que a oposi\u00e7\u00e3o somente aceitar\u00e1 os resultados se lhes forem favor\u00e1veis. E frente ao qual os Estados Unidos da Am\u00e9rica do Norte manter\u00e3o suas amea\u00e7as de agress\u00e3o, enquanto \u00e9 afetado pela pior crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que: \u201cnossos inimigos sabem o que perderam, oxal\u00e1 n\u00f3s saibamos o que ganhamos\u201d.<\/p>\n<p>BLAS CUARTIN SANCHEZ<\/p>\n<p>blascuartin@gmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: aff7\n\n\n\n\n\n\n\n\nBlas Cuart\u00edn S\u00e1nchez\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3069\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-3069","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Nv","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3069","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3069"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3069\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3069"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3069"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3069"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}