{"id":3078,"date":"2012-06-26T19:07:05","date_gmt":"2012-06-26T19:07:05","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3078"},"modified":"2012-06-26T19:07:05","modified_gmt":"2012-06-26T19:07:05","slug":"brasil-estuda-cortar-projetos-no-paraguai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3078","title":{"rendered":"Brasil estuda cortar projetos no Paraguai"},"content":{"rendered":"\n<p>Tr\u00eas dias depois do impeachment de Fernando Lugo, o Paraguai acordou ontem com dois governos. Logo cedo, enquanto o presidente Federico Franco fazia juramento e empossava os novos ministros em solenidade no Pal\u00e1cio de L\u00f3pez, o ex-mandat\u00e1rio reunia a imprensa para apresentar o Gabinete de restaura\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, com apoio de antigos colaboradores, numa tentativa de manter um governo paralelo. A iniciativa de Lugo acirrou a disputa pol\u00edtica na capital, que tem protestos previstos para amanh\u00e3 a favor e contra o governo de Franco nas ruas de Assun\u00e7\u00e3o, onde o clima tem sido de normalidade. Diante da situa\u00e7\u00e3o, o novo chanceler, Jos\u00e9 F\u00e9lix Estigarribia, classificou a a\u00e7\u00e3o do ex-mandat\u00e1rio como piada. Lugo, por sua vez, abandonou o tom diplom\u00e1tico de sexta-feira, quando acatou a decis\u00e3o do Congresso.<\/p>\n<p>&#8211; Vamos potencializar as manifesta\u00e7\u00f5es pac\u00edficas e divulgar para os demais pa\u00edses tudo o que aconteceu aqui. Fomos submetidos a um julgamento pol\u00edtico e n\u00e3o vamos dar esse gosto aos promotores da morte, que provocaram a morte de camponeses e policiais &#8211; disse Lugo, intitulando-se presidente do pa\u00eds, antes de lan\u00e7ar uma p\u00e1gina na internet para coordenar protestos, chamada paraguayresiste.com. &#8211; Quero resistir at\u00e9 reconquistarmos o poder, porque aqui houve um golpe parlamentar. Eu pe\u00e7o \u00e0s pessoas do interior, aos jovens e a todos os cidad\u00e3os que resistam at\u00e9 voltarmos ao cargo.<\/p>\n<p>Ontem, um grupo de sem-terra marchou pelo centro de Assun\u00e7\u00e3o at\u00e9 a sede da TV P\u00fablica, onde manifestantes est\u00e3o acampados desde o fim de semana. Um microfone foi instalado na rua para quem quisesse se manifestar sobre a crise, e a maioria dos discursos foi contr\u00e1ria ao novo governo. Alguns eleitores aproveitaram a oportunidade para expressar dons art\u00edsticos, tocando viol\u00e3o ou declamando poesias.<\/p>\n<p>A resposta de Franco \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um governo paralelo foi imediata. Para Estigarribia, Lugo deveria acatar a &#8220;decis\u00e3o soberana&#8221; do Congresso.<\/p>\n<p>&#8211; Lugo \u00e9 um ex-presidente e n\u00e3o tem fun\u00e7\u00e3o administrativa. Isto \u00e9 piada. Se ele falar como presidente, vai sofrer san\u00e7\u00f5es da lei paraguaia.<\/p>\n<p>Ex-mandat\u00e1rio sofre derrota dupla na Justi\u00e7a<\/p>\n<p>Aparentemente sem respaldo de movimentos organizados, mas contando com forte apoio internacional, principalmente entre pa\u00edses do Mercosul, Lugo amargou duas derrotas ontem. A Corte Suprema de Justi\u00e7a do Paraguai rejeitou a a\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade apresentada por ele na sexta-feira. A sala constitucional da Corte rejeitou in l\u00edmine (sem analisar) a a\u00e7\u00e3o apresentada pelo ex-presidente para denunciar a suposta viola\u00e7\u00e3o do direito de defesa no julgamento pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o Tribunal Superior de Justi\u00e7a Eleitoral emitiu um comunicado em que reconhece a legitimidade da Presid\u00eancia de Franco. Lugo, deposto sob acusa\u00e7\u00e3o de mau desempenho das fun\u00e7\u00f5es, reclamava do pouco tempo para montar sua defesa diante do Senado e da suposta imparcialidade dos senadores.<\/p>\n<p>Segundo os ju\u00edzes que emitiram a senten\u00e7a, a a\u00e7\u00e3o de Lugo foi arquivada porque o processo de impeachment \u00e9 um julgamento pol\u00edtico, e n\u00e3o &#8220;um processo normal&#8221;. Sendo assim, entenderam que a responsabilidade cabe ao Congresso, que j\u00e1 havia declarado Lugo culpado quando a Justi\u00e7a julgou o recurso do ex-presidente.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Tribunal Eleitoral afirmou que Franco, como vice-presidente eleito de Lugo, est\u00e1 constitucionalmente exercendo seu cargo e por isso deve terminar o mandato em 2013. O tribunal rejeitou a hip\u00f3tese de antecipar as elei\u00e7\u00f5es. Ontem, o presidente uruguaio, Jos\u00e9 Mujica, engrossou o coro a favor de elei\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pidas, para que haja um presidente &#8220;eleito pelo povo paraguaio&#8221;.<\/p>\n<p>Iniciativas para evitar o isolamento pol\u00edtico do Paraguai tamb\u00e9m est\u00e3o na pauta do novo governo. Enquanto Brasil, Argentina e Uruguai convocaram seus embaixadores, a Venezuela cortou o abastecimento de petr\u00f3leo ao pa\u00eds, e o Equador declarou que n\u00e3o reconhecia o governo Franco. Em entrevista ap\u00f3s a posse dos novos ministros, Estigarribia pediu mais tempo e disse que n\u00e3o vai aceitar a suspens\u00e3o do bloco, como se prev\u00ea at\u00e9 a nova elei\u00e7\u00e3o, em abril de 2013.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 curioso que pa\u00edses que questionam a brevidade dos prazos no julgamento pol\u00edtico (de Lugo), agora nos acionam sem nos dar tempo de defesa &#8211; disse, garantindo que manter\u00e1 esfor\u00e7os junto para manter o Paraguai no bloco.<\/p>\n<p>Os primeiros ind\u00edcios de afastamento do pa\u00eds do Mercosul foram vistos ontem, quando o premier chin\u00eas, Wen Jiabao, participou de uma videoconfer\u00eancia com os presidentes do Brasil, Uruguai e Argentina. O Paraguai ficou de fora, mas n\u00e3o mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com a China. Na imprensa local, h\u00e1 sinais de contrariedade diante da interfer\u00eancia da Uni\u00e3o de Na\u00e7\u00f5es Sul-Americanas (Unasul). No editorial &#8220;Mais cat\u00f3lico que o Papa&#8221;, o &#8220;ABC Color&#8221; afirma que alguns chanceleres vieram ao pa\u00eds com o pretexto de acompanhar o processo pol\u00edtico, mas pretendiam evitar a destitui\u00e7\u00e3o de Lugo.<\/p>\n<p>Para o ex-ministro do Interior Carlos Filizola a press\u00e3o externa precisa ser mantida para denunciar o que classifica como golpe.<\/p>\n<p>&#8211; Os pa\u00edses amigos com quem sempre convivemos sabem que fomos v\u00edtimas de um ato antidemocr\u00e1tico e n\u00e3o respeitar\u00e3o esse governo que est\u00e1 a\u00ed.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Gra\u00e7a faz diagn\u00f3stico severo da Petrobras<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Ao detalhar ontem o plano de investimentos de US$ 236,5 bilh\u00f5es da Petrobras, a presidente da companhia, Gra\u00e7a Foster, apontou que a estatal vinha divulgando metas que sistematicamente descumpria, convivia com falta de planejamento, controles insuficientes e inefici\u00eancia operacional. As antigas proje\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o, consideradas irrealistas pelo mercado e, agora, assumidas pela nova administra\u00e7\u00e3o, indicou a presidente, contavam com a sorte para serem atingidas.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel considerar milagres na hora que tem demanda forte mundialmente e tamb\u00e9m dentro do Brasil&#8221;, disse a presidente da Petrobras ao apresentar todas as metas de produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumpridas desde 2003.<\/p>\n<p>Gra\u00e7a Foster, que assumiu a diretoria de G\u00e1s e Energia em setembro de 2007, usou seu estilo franco ao responder perguntas de jornalistas e analistas ao apontar o que considerou como inefici\u00eancias da empresa. Um analista curioso para saber se as novas metas de produ\u00e7\u00e3o &#8211; que reduzem em at\u00e9 1 milh\u00e3o de barris a produ\u00e7\u00e3o em determinado m\u00eas de 2017 &#8211; traziam conforto, recebeu a seguinte resposta da presidente: &#8220;Aqui, ningu\u00e9m trabalha com conforto de absolutamente nada. Conforto \u00e9 uma palavra proibida entre n\u00f3s. N\u00f3s trabalhamos sobre total desconforto. Aqui \u00e9 desconforto 365 dias por ano para atender a demanda de todos os senhores e senhoras&#8221;.<\/p>\n<p>O discurso ouvido ontem indicou que a companhia costumava adquirir antecipadamente equipamentos de projetos ainda n\u00e3o aprovados em todas as fases. Foi o que Gra\u00e7a deu a entender quando se referiu a diversos projetos da empresa, incluindo refinarias. Procurado, o ex-presidente da Petrobras Jos\u00e9 Sergio Gabrielli, secret\u00e1rio de Planejamento da Bahia, disse ao Valor que n\u00e3o ouviu a apresenta\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7a porque estava em uma celebra\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia do Estado e, por isso, n\u00e3o iria comentar.<\/p>\n<p>A nova presidente da Petrobras tamb\u00e9m fez quest\u00e3o de ressaltar que os atrasos que a companhia enfrenta n\u00e3o s\u00e3o causados apenas pela pol\u00edtica de conte\u00fado local. Mostrou um quadro detalhando as datas de entrega de 14 sondas de perfura\u00e7\u00e3o constru\u00eddas no exterior com conte\u00fado local zero e que foram entregues com atrasos variando entre 83 dias at\u00e9 864 dias &#8211; caso da Schain Amaz\u00f4nia, equipamento constru\u00eddo na China.<\/p>\n<p>No quesito atrasos, a refinaria do Nordeste, que est\u00e1 sendo constru\u00edda em Pernambuco, vai ficar pronta s\u00f3 em novembro de 2014, com tr\u00eas anos de atraso e pre\u00e7o US$ 3,7 bilh\u00f5es acima do planejado (US$ 13,362 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Em certo momento da apresenta\u00e7\u00e3o de ontem, Gra\u00e7a Foster disse que os atrasos n\u00e3o s\u00e3o uma regra geral nos projetos da Petrobras. &#8220;Existem fatos, dados e n\u00fameros que mostram que a grande maioria de nossos projetos, projetos importantes, t\u00eam sido conclu\u00eddos a contento. Existem pontos fora da curva&#8221;, afirmou a executiva, citando em seguida a refinaria de Pernambuco, da qual a venezuelana PDVSA tem 40% mas est\u00e1 com dificuldades para oferecer garantias ao BNDES.<\/p>\n<p>&#8220;Certamente que a hist\u00f3ria da refinaria Abreu e Lima, em que n\u00f3s estamos com 55% de realiza\u00e7\u00e3o f\u00edsica, \u00e9 uma hist\u00f3ria a ser aprendida, a ser escrita e lida pela companhia, de tal forma que ela n\u00e3o seja repetida&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 a refinaria que vai processar 165 mil barris de \u00f3leo pesado no Complexo Petroqu\u00edmico do Rio de Janeiro (Comperj) saiu do or\u00e7amento imediato e n\u00e3o faz parte do plano de investimentos de US$ 208,7 bilh\u00f5es de projetos com todas as fases aprovadas.<\/p>\n<p>Ao mencionar o Comperj, adiado algumas vezes, a \u00faltima para setembro de 2014, Gra\u00e7a foi dura ao dizer que nenhum diretor da companhia est\u00e1 autorizado a falar sobre novos prazos desse e outros projetos. Segundo a executiva, a nova gest\u00e3o est\u00e1 fazendo um detalhamento at\u00e9 para saber quanto custam e o que j\u00e1 foi feito. &#8220;O f\u00edsico e o financeiro andam juntos&#8221;, ressaltou.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s refinarias do Maranh\u00e3o e do Cear\u00e1, o diretor de Abastecimento, Jos\u00e9 Carlos Cosenza, disse que est\u00e3o no plano estrat\u00e9gico de US$ 236,5 bilh\u00f5es e recebendo recursos compat\u00edveis com a atual fase [do projeto]. &#8220;Mas \u00e9 evidente que t\u00eam que ter prazo, custo e rentabilidade&#8221;.<\/p>\n<p>A autonomia dos novos diretores \u00e9 mais restrita agora, como fez quest\u00e3o de ressaltar. &#8220;O diretor n\u00e3o tem autoriza\u00e7\u00e3o de, por si, decidir fazer investimentos acima daquilo que est\u00e1 previsto para resolver o problema de desempenho do projeto. Evidentemente estou falando dos grandes projetos da companhia, respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o, respons\u00e1veis pelo escoamento do petr\u00f3leo e g\u00e1s produzidos&#8221;, afirmou Gra\u00e7a.<\/p>\n<p>A Petrobras vai investir US$ 43,7 bilh\u00f5es no desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na \u00e1rea da camada pr\u00e9-sal entre 2012-2016. O valor responde por 49% dos investimentos previstos na \u00e1rea de desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o da petroleira no per\u00edodo, de US$ 89,9 bilh\u00f5es. No total, a \u00e1rea vai receber 131,6 bilh\u00f5es no Brasil at\u00e9 2016, o equivalente a 60% do investimento da companhia. A \u00e1rea internacional ficar\u00e1 menor. Com investimentos de US$ 10,7 bilh\u00f5es, tem v\u00e1rias ativos que poder\u00e3o ser vendidos. E os investimentos que surgirem ter\u00e3o que ser mais rent\u00e1veis do que qualquer projeto no Brasil para serem levados adiante.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m descumprida, a meta de desinvestimento de ativos da Petrobras, agora de US$ 14,8 bilh\u00f5es, ser\u00e1 executada esse ano, como garantiu o diretor financeiro, Almir Barbassa. Ele citou como exemplo o desbloqueio de R$ 4,5 bilh\u00f5es em recursos usados como garantias para a Petros. &#8221; \u00c9 t\u00e3o importante quanto aumentar o pre\u00e7o da gasolina&#8221;, afirmou Gra\u00e7a Foster. &#8220;\u00c9 como se fosse um projeto de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo ou g\u00e1s natural&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil, Argentina e Uruguai iniciam negocia\u00e7\u00f5es com a China<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, e Brasil, Argentina e Uruguai, os tr\u00eas pa\u00edses que est\u00e3o como membros plenos do Mercosul, anunciaram de modo oficial o interesse em firmar uma declara\u00e7\u00e3o conjunta estabelecendo uma &#8220;alian\u00e7a estrat\u00e9gica global&#8221; entre o pa\u00eds asi\u00e1tico e o bloco econ\u00f4mico. Wen fez o an\u00fancio em uma teleconfer\u00eancia organizada pela presidente argentina Cristina Kirchner na Casa Rosada, com a participa\u00e7\u00e3o da brasileira Dilma Rousseff e do uruguaio Jos\u00e9 Mujica.<\/p>\n<p>Este foi o primeiro evento relativo ao Mercosul sem a participa\u00e7\u00e3o do Paraguai. O quarto membro do bloco foi suspenso neste domingo em raz\u00e3o da destitui\u00e7\u00e3o do presidente Fernando Lugo pelo Congresso daquele pa\u00eds. A suspens\u00e3o paraguaia viabilizou uma postura comum do bloco, j\u00e1 que o pa\u00eds era o \u00fanico do Mercosul que n\u00e3o reconhece o governo de Pequim como o representante da China. O Paraguai ainda concede este &#8220;status&#8221; ao governo de Taiwan.<\/p>\n<p>&#8220;A China e o Mercosul possuem interesses comuns e amplas perspectivas&#8221;, disse Wen, que est\u00e1 encerrando uma visita a Buenos Aires para celebrar os quarenta anos de rela\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses. &#8220;Estamos dispostos a coordenar posi\u00e7\u00f5es comuns nos temas internacionais e a desenvolver ainda mais o nosso interc\u00e2mbio. A China quer uma frente comum&#8221;, afirmou o dirigente chin\u00eas, que deixou claro o objetivo de abrir caminho para um tratado de livre com\u00e9rcio. &#8220;Temos que desenvolver os estudos de viabilidade para isso&#8221;, disse o premier.<\/p>\n<p>Ao se pronunciar, Dilma evitou tratar dessa possibilidade, centrando sua fala na possibilidade de uma a\u00e7\u00e3o conjunta com a China na discuss\u00e3o de iniciativas para fazer frente \u00e0 crise econ\u00f4mica global. Durante a c\u00fapula Rio+20, encerrada na semana passada, Brasil e China j\u00e1 haviam anunciado um acordo para fortalecimento m\u00fatuo de reservas em moeda estrangeira. &#8220;\u00c9 preciso evitar que a crise contamine nossos mercados e provoque consequ\u00eancias que n\u00e3o desejamos. Sabemos que esta \u00e9 uma crise de mercado e que os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Europeia est\u00e3o com seus potenciais comprometidos. \u00c9 estrat\u00e9gico construir um relacionamento produtivo com a China&#8221;, disse a presidente.<\/p>\n<p>O Brasil receber\u00e1 na c\u00fapula do Mercosul em Mendoza, nesta quinta-feira, a presid\u00eancia pro-tempore do bloco para os pr\u00f3ximos seis meses, inicialmente prevista para ser entregue ao Paraguai. A presidente brasileira confirmou que a possibilidade de uma alian\u00e7a estrat\u00e9gica global com a China &#8220;ser\u00e1 avaliada&#8221; no encontro.<\/p>\n<p>Tanto Mujica quanto Cristina Kirchner mencionaram a possibilidade da alian\u00e7a com os chineses derivar em amplia\u00e7\u00e3o do interc\u00e2mbio comercial. &#8220;A China \u00e9 o grande comprador e o grande vendedor de nossa \u00e9poca. E temos que vender mais com maior valor agregado&#8221;, afirmou o presidente uruguaio. &#8220;A vincula\u00e7\u00e3o com a China \u00e9 uma oportunidade hist\u00f3rica para o Mercosul, para agregar valor para nossa mat\u00e9ria prima, gerando trabalho para a nossa gente&#8221;, concluiu a presidente argentina.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Confian\u00e7a do consumidor recua em junho<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O \u00cdndice de Confian\u00e7a do Consumidor (ICC), da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), recuou 2,8% entre maio e junho de 2012, de 127,1 para 123,5 pontos. Pelo segundo m\u00eas consecutivo, houve piora das avalia\u00e7\u00f5es sobre o momento atual e diminui\u00e7\u00e3o do otimismo dos consumidores em rela\u00e7\u00e3o aos meses seguintes. Entre maio e junho, o \u00cdndice da Situa\u00e7\u00e3o Atual (ISA) caiu 4,4%, ao passar de 145,5 para 139,1 pontos, revertendo tamb\u00e9m a tend\u00eancia da m\u00e9dia m\u00f3vel trimestral. O \u00cdndice de Expectativas recuou 1,8%, de 117,0 para 114,9 pontos. Apesar da piora, este \u00faltimo \u00edndice mant\u00e9m-se em alta quando expresso em m\u00e9dias trimestrais.<\/p>\n<p>A satisfa\u00e7\u00e3o dos consumidores com a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica diminuiu pelo segundo m\u00eas consecutivo. Ao passar de 116,7 para 110 pontos, o indicador do quesito recuou 5,7%, ao menor n\u00edvel desde fevereiro (107,4 pontos). Entre maio e junho, a propor\u00e7\u00e3o de consumidores que avaliam a situa\u00e7\u00e3o como boa diminuiu de 31,5% para 27,7%, e a dos que a julgam ruim aumentou de 14,8% para 17,7%.<\/p>\n<p>Entre os indicadores integrantes do ICC, o que mede a expectativa do consumidor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica nos seis meses seguintes foi o que mais contribuiu para a queda da confian\u00e7a em junho. O indicador recuou 5,9%, ao passar de 124,4 para 117,1 pontos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Relat\u00f3rio do BC deve assumir proje\u00e7\u00e3o menor para PIB<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Banco Central (BC) dever\u00e1 usar toda a habilidade dispon\u00edvel para evitar que o governo assista ao seu pior pesadelo nesta semana, quando a institui\u00e7\u00e3o divulgar o Relat\u00f3rio Trimestral de Infla\u00e7\u00e3o. A ideia de que o fundo do po\u00e7o para a atividade ficou para tr\u00e1s, em 2011 &#8211; quando a economia avan\u00e7ou 2,7% &#8211; pode ser formalmente revista.<\/p>\n<p>O Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o &#8211; importante instrumento de comunica\u00e7\u00e3o da autoridade monet\u00e1ria &#8211; refere-se ao segundo trimestre e, para ser fiel ao momento, dever\u00e1 atualizar a proje\u00e7\u00e3o para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. A indica\u00e7\u00e3o do BC, cravada em 3,5% em dezembro, a\u00ed permaneceu no relat\u00f3rio de mar\u00e7o. Mas \u00e9 hora de mudar, dado o cen\u00e1rio expl\u00edcito de fraqueza da atividade.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a expectativa dos analistas, que reconhecem, contudo, a possibilidade de o BC temperar com algum senso pol\u00edtico a sua postura t\u00e9cnica e assim evitar arrastar sua previs\u00e3o de crescimento ao intervalo med\u00edocre projetado pelo mercado &#8211; de 1,5% a 2%. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao considerar &#8220;piada&#8221; uma revis\u00e3o de proje\u00e7\u00e3o para o PIB feita pelo Credit Suisse, indicou que o governo n\u00e3o quer lidar com uma perspectiva sombria, trabalha com cen\u00e1rio melhor e continuar\u00e1 batalhando por resultado bem mais animador.<\/p>\n<p>Se um novo balizamento para a expans\u00e3o da economia neste ano \u00e9 visto como uma pedra no sapato do BC, o mesmo n\u00e3o ocorre com a infla\u00e7\u00e3o. Nessa seara os ventos sopram a favor, at\u00e9 porque a atividade \u00e9 frustrante. O Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve trazer indica\u00e7\u00f5es muito diferentes das apresentadas na ata do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), arriscam alguns analistas, que veem a situa\u00e7\u00e3o prop\u00edcia para o Banco Central capitalizar o decl\u00ednio das expectativas com os pre\u00e7os.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio de mercado, explicou o Copom no in\u00edcio de junho, a proje\u00e7\u00e3o para a infla\u00e7\u00e3o de 2012 diminuiu e se encontra em torno do valor central da meta para a infla\u00e7\u00e3o. Para 2013, a proje\u00e7\u00e3o se manteve est\u00e1vel no cen\u00e1rio de refer\u00eancia e recuou no de mercado, mas ainda se posiciona, nos dois casos, acima do valor central da meta.<\/p>\n<p>Ontem, a pesquisa Focus confirmou nova melhora nas expectativas. A infla\u00e7\u00e3o esperada para este ano caiu pela sexta semana seguida e rompeu o suporte de 5%, para 4,95%. Para 2013, a varia\u00e7\u00e3o esperada para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou pela segunda semana, para 5,5%. A infla\u00e7\u00e3o apontada para os pr\u00f3ximos 12 meses tamb\u00e9m cedeu, confirmando o discurso do BC na ata divulgada no in\u00edcio de junho, em que as expectativas que conspiram a favor da institui\u00e7\u00e3o ganharam particular destaque.<\/p>\n<p>&#8220;A invers\u00e3o na tend\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o contribuir\u00e1 para melhorar as expectativas dos agentes econ\u00f4micos, em especial as dos formadores de pre\u00e7os, sobre a din\u00e2mica da infla\u00e7\u00e3o neste e nos pr\u00f3ximos trimestres. Adicionalmente, o comit\u00ea entende que essa melhora no sentimento tende a ser potencializada pela modera\u00e7\u00e3o observada nos \u00faltimos trimestres na din\u00e2mica dos pre\u00e7os ao produtor&#8221;, afirmou o Copom.<\/p>\n<p>Outro dado que prepara terreno positivo para o Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o de junho \u00e9 o IGP-M que sai na manh\u00e3 de quinta-feira. Esse \u00edndice pode cair praticamente \u00e0 metade em um m\u00eas, confirmando forte desacelera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os no atacado &#8211; agr\u00edcola e industrial.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bancos espanh\u00f3is devem mais \u00e0 Alemanha<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>BRAS\u00cdLIA. Mesmo com a nova ajuda de 100 bilh\u00f5es solicitada pelo governo espanhol para capitalizar as institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, a Espanha ainda vai precisar de novos aportes para garantir solidez ao sistema banc\u00e1rio, o que \u00e9 motivo de especial preocupa\u00e7\u00e3o para a Alemanha, principal credor dos bancos da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Levantamento feito a pedido do GLOBO pela consultoria Austin Rating mostra que pouco mais de um ter\u00e7o da d\u00edvida dos bancos espanh\u00f3is est\u00e1 nas m\u00e3os de bancos p\u00fablicos e privados alem\u00e3es. Quando tomados os chamados Piigs (sigla em ingl\u00eas para Portugal, It\u00e1lia, Irlanda, Gr\u00e9cia e Espanha, considerados os pa\u00edses mais problem\u00e1ticos), a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante.<\/p>\n<p>&#8211; Est\u00e1 certo que novos aportes ser\u00e3o necess\u00e1rios. Os bancos espanh\u00f3is continuam sendo acompanhados com lupa pelo mercado financeiro e ainda inspiram cuidados &#8211; disse o economista da Austin Felipe Queiroz.<\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o justifica austeridade alem\u00e3<\/p>\n<p>O quadro de fragilidade \u00e9 uma das explica\u00e7\u00f5es para a relut\u00e2ncia alem\u00e3 em fazer novos aportes sem contrapartidas de austeridade muito fortes por parte dos pa\u00edses problem\u00e1ticos.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o da d\u00edvida dos pa\u00edses europeus com bancos estrangeiros deve ser levada em conta na reuni\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia (UE) em Bruxelas esta semana. Dos US$ 157,9 bilh\u00f5es que o sistema banc\u00e1rio espanhol deve a bancos, US$ 134 bilh\u00f5es s\u00e3o para institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas europeias. Deste total, US$ 53,1 bilh\u00f5es s\u00e3o para a Alemanha. Outros US$ 23,4 bilh\u00f5es s\u00e3o devidos a institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas francesas. J\u00e1 os PIIGS t\u00eam US$ 121,1 bilh\u00f5es dos US$ 363,4 bilh\u00f5es de suas d\u00edvidas como d\u00e9bitos junto aos bancos alem\u00e3es. Os franceses det\u00eam US$ 67,4 bilh\u00f5es desta d\u00edvida.<\/p>\n<p>Crise da d\u00edvida europeia ter\u00e1 reflexos no Brasil<\/p>\n<p>O endividamento do setor banc\u00e1rio europeu tamb\u00e9m tem implica\u00e7\u00f5es sobre o Brasil. Para Queiroz, dependendo da intensidade da crise e do tempo que os pa\u00edses levarem para reverter a situa\u00e7\u00e3o, os bancos podem ter de se desfazer de posi\u00e7\u00f5es em outros mercados onde tenham bons resultados, como o brasileiro, por exemplo.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento da Austin, a d\u00edvida dos bancos alem\u00e3es est\u00e1 em US$ 394,9 bilh\u00f5es, enquanto a dos franceses est\u00e1 em US$ 471,5 bilh\u00f5es. A maior parte de ambas tem como principais credores os bancos europeus: US$ 338 bilh\u00f5es e US$ 278,4 bilh\u00f5es, respectivamente. Mas esse endividamento n\u00e3o chega a preocupar, porque os dois pa\u00edses s\u00e3o as principais economias no bloco e t\u00eam uma situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica mais est\u00e1vel.<\/p>\n<p>&#8211; Por mais que Fran\u00e7a e a pr\u00f3pria Alemanha tenham uma d\u00edvida bem maior do que a espanhola, estes dois pa\u00edses t\u00eam um sistema financeiro mais s\u00f3lido.<\/p>\n<p>O Reino Unido \u00e9, de longe, o pa\u00eds da Europa cujo sistema banc\u00e1rio est\u00e1 mais endividado com bancos estrangeiros. S\u00e3o US$ 727,9 bilh\u00f5es, dos quais US$ 508,5 bilh\u00f5es est\u00e3o nas m\u00e3os de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas europeias. Entre os europeus, a Alemanha \u00e9 maior credor do pa\u00eds, com US$ 173,8 bilh\u00f5es. E fora da Europa, s\u00e3o os bancos americanos que mais det\u00eam cr\u00e9ditos com os brit\u00e2nicos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BIS sugere a emergentes freio na concess\u00e3o de cr\u00e9dito<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O diretor-geral do Banco Internacional de Compensa\u00e7\u00f5es (BIS), Jaime Caruana, sugeriu ontem que os pa\u00edses emergentes com r\u00e1pido crescimento do cr\u00e9dito acelerem a capitaliza\u00e7\u00e3o dos bancos e moderem o ritmo dos financiamentos para evitar futuras crises.<\/p>\n<p>Em seu informe anual, o banco dos bancos centrais mostrou que o Brasil est\u00e1 na zona de risco: expans\u00e3o do cr\u00e9dito num ritmo muito mais r\u00e1pido que o PIB nos \u00faltimos tr\u00eas anos, &#8220;efervesc\u00eancia&#8221; que duplicou os pre\u00e7os de im\u00f3veis nas grandes cidades e endividamento na dire\u00e7\u00e3o de n\u00edveis recordes.<\/p>\n<p>Em entrevista a dois jornais brasileiros, Caruana esquivou-se de falar de pa\u00edses espec\u00edficos. Mas afirmou: &#8220;As li\u00e7\u00f5es que aprendemos todos na crise, e em crises anteriores, \u00e9 que o r\u00e1pido crescimento do cr\u00e9dito tem que ser vigiado com muito cuidado, para n\u00e3o se acumular riscos excessivos mais adiante, quando se materializam num maior custo em termos de menor crescimento&#8221;.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o sobre o sistema financeiro da Am\u00e9rica Latina &#8220;e de outros \u00e9 de que demonstraram estar melhor preparados do que os pa\u00edses avan\u00e7ados&#8221;. Quanto aos desafios, Caruana estima que est\u00e3o relacionados com os desequil\u00edbrios que podem surgir nessas economias, em parte por seus pr\u00f3prios \u00eaxitos. Um deles \u00e9 o r\u00e1pido crescimento do cr\u00e9dito. O segundo \u00e9 como administrar a volatilidade dos fluxos de capitais que entram nessas economias.<\/p>\n<p>Ele notou que as condi\u00e7\u00f5es financeiras nos pa\u00edses desenvolvidos influem as condi\u00e7\u00f5es financeiras no resto do mundo, e nos emergentes se transmitem, por exemplo, por meio das taxas de c\u00e2mbio. &#8220;Quando os pa\u00edses desenvolvidos t\u00eam baixa taxa de juros e existe pol\u00edtica de n\u00e3o permitir a valoriza\u00e7\u00e3o da moeda, isso leva a que as pol\u00edticas monet\u00e1rias dos emergentes tamb\u00e9m sigam uma pol\u00edtica relativamente relaxada, e a\u00ed se trata que tipo de medida por em marcha.&#8221;<\/p>\n<p>Para o diretor-geral do BIS, \u00e9 conveniente os emergentes fazerem duas coisas para evitar cont\u00e1gios: moderar o crescimento do cr\u00e9dito, &#8220;coisa que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil&#8221;; e aumentar a resist\u00eancia do sistema financeiro.<\/p>\n<p>Indagado se na situa\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds com excesso de cr\u00e9dito seria necess\u00e1rio acelerar a implementa\u00e7\u00e3o do colch\u00e3o de capital contrac\u00edclico, disse: &#8220;De forma geral, a resposta \u00e9 sim. Conv\u00e9m acelerar, na medida em que o crescimento de cr\u00e9dito seja elevado. Mas tamb\u00e9m h\u00e1 que ver a situa\u00e7\u00e3o de cada pa\u00eds, n\u00e3o se pode fazer generaliza\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>A capitaliza\u00e7\u00e3o pode vir tamb\u00e9m de forma que &#8220;simplesmente consiga aumentar capital mais rapidamente&#8221;. Ele chama a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia de quantidade, mas tamb\u00e9m qualidade do capital dos bancos. Em alguns pa\u00edses desenvolvidos em crise, &#8220;a qualidade do capital dos bancos era fraca&#8221;.<\/p>\n<p>Ele defende igualmente medidas macroprudenciais como &#8220;algum limite entre a equa\u00e7\u00e3o cr\u00e9dito\/valor dos im\u00f3veis, que podem mitigar essa situa\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>No caso do colch\u00e3o contrac\u00edclico, para frear riscos com cr\u00e9ditos excessivos no mercado, o Brasil come\u00e7ar\u00e1 a implement\u00e1-lo em 2014. Como o Valor revelou, levando em conta pesquisas do BIS, conclui-se que a situa\u00e7\u00e3o brasileira atual exigiria dos bancos capital adicional m\u00e1ximo de 2,5% ponderado pelo risco, por causa do &#8220;credit gap&#8221; registrado no pa\u00eds, ou seja, a diferen\u00e7a entre a propor\u00e7\u00e3o cr\u00e9dito\/PIB e sua tend\u00eancia de longo prazo.<\/p>\n<p>&#8220;As muitas reformas feitas em Basileia 3 apontam pela cria\u00e7\u00e3o de maior colch\u00e3o de capital que, por uma parte, pode ajudar marginalmente a conter o r\u00e1pido crescimento do cr\u00e9dito, mas sobretudo ajudar\u00e1 quando surgir um per\u00edodo de baixa do crescimento, e o cr\u00e9dito pode desacelerar bruscamente, como vimos. E nesse caso ter acumulado resist\u00eancia antes [com os colch\u00f5es] ajudar\u00e1 a conter o impacto na economia&#8221;, afirmou Caruana.<\/p>\n<p>Os emergentes s\u00e3o na pr\u00e1tica aconselhados a evitar os erros que afetam hoje duramente os desenvolvidos. &#8220;Os bancos se endividaram acima do que seus sistemas de riscos permitiam controlar. Foram excessivamente otimistas. Em geral, padr\u00f5es de crescimento que foram aceitos estavam baseados em excessiva expans\u00e3o do cr\u00e9dito&#8221;, afirmou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Calote avan\u00e7a na nova classe m\u00e9dia<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O alto n\u00edvel de endividamento das fam\u00edlias est\u00e1 derrubando o otimismo entre os consumidores e minando o j\u00e1 fraco crescimento da economia. Foi o que constatou a Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), ao promover pesquisa com mais de 2 mil domic\u00edlios em todo o pa\u00eds. \u00c9 entre os integrantes da nova classe m\u00e9dia, com renda mensal de at\u00e9 R$ 4,8 mil, que se registra o maior pessimismo. N\u00e3o sem raz\u00e3o: muitos j\u00e1 devem mais da metade do que ganham e enfrentam o maior n\u00edvel de endividamento em sete anos.<\/p>\n<p>Pelas contas da FGV, o \u00cdndice de Confian\u00e7a do Consumidor (ICC) tombou 2,8% em junho ante o m\u00eas anterior. Foi a segunda queda consecutiva, refletindo a dificuldade maior das fam\u00edlias em manter as contas em dia. Entre os entrevistados com rendimentos mensais de at\u00e9 R$ 2,1 mil, 23,4% devem mais de 51% do sal\u00e1rio e 19,1% j\u00e1 recorreram ao calote por total falta de recursos. No grupo com renda entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil, 24,1% est\u00e3o com mais da metade da renda comprometida com endividamento e 8,8% se tornaram inadimplentes. Entre os que ganham mais de R$ 9,6 mil por m\u00eas, apenas 12,5% devem mais de 51% dos sal\u00e1rios e 3,6% se dizem incapacitados para quitar as presta\u00e7\u00f5es assumidas.<\/p>\n<p>Apesar desse quadro assustador, o governo n\u00e3o para de dar incentivos ao consumo e ao endividamento. A alega\u00e7\u00e3o \u00e9 de que as d\u00edvidas das fam\u00edlias s\u00e3o de curto prazo e h\u00e1 a possibilidade de se renegociar os d\u00e9bitos a juros menores. A coordenadora de sondagens de expectativa do consumidor da FGV, Viviane Seda, n\u00e3o endossa essa vis\u00e3o otimista. Infelizmente, n\u00e3o se pode dizer que essas d\u00edvidas se resolver\u00e3o na curto prazo, disse. A tend\u00eancia, portanto, \u00e9 de a inadimpl\u00eancia continuar apontando para cima, inibindo a retomada do crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, v\u00e1rios economistas apontam para alta de, no m\u00e1ximo, 2% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Os indicadores de confian\u00e7a da FGV s\u00e3o preocupantes, pois mostram que as medidas recentes do governo para estimular o consumo (como corte do Imposto sobre Produtos Industrializados, IPI, de ve\u00edculos) devem n\u00e3o surtir o efeito desejado de acelerar o PIB, afirmou o professor de economia da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) Jos\u00e9 Lu\u00eds Oreiro.<\/p>\n<p>O professor de economia do Insper Otto Nogami foi al\u00e9m: Pacotes de est\u00edmulos \u00e0 economia baseados no consumo das fam\u00edlias est\u00e3o esgotados. A seu ver, o cen\u00e1rio internacional conturbado e sem perspectivas de melhora deve aumentar a inseguran\u00e7a do consumidor. A tend\u00eancia \u00e9 que o pessimismo e a inadimpl\u00eancia continuem crescentes nos pr\u00f3ximos meses, apostou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Chipre \u00e9 o quinto pa\u00eds do euro a pedir socorro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Chipre pediu socorro financeiro a Bruxelas. O dinheiro se destina tanto para o setor banc\u00e1rio comprometido pela exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Gr\u00e9cia quanto para cobrir o d\u00e9ficit p\u00fablico. O pedido torna Chipre o quinto pa\u00eds da zona do euro a pedir ajuda aos fundos de resgate do bloco.<\/p>\n<p>O min\u00fasculo pa\u00eds tem apenas quatro dias para captar pelo menos \u20ac 1,8 bilh\u00e3o &#8211; o equivalente a cerca de 10% de seu Produto Interno Bruto (PIB) &#8211; para satisfazer as autoridades reguladoras europeias no que se refere \u00e0 sa\u00fade financeira do Banco Popular do Chipre, segundo maior do pa\u00eds. O banco teve os resultados comprometidos por d\u00edvidas gregas.<\/p>\n<p>O ministro da Fazenda do Chipre, Vassos Shiarly, disse que o pa\u00eds tamb\u00e9m tentar\u00e1 obter o volume de dinheiro suficiente para ajudar a cobrir seu d\u00e9ficit p\u00fablico. O valor integral ser\u00e1 decidido dentro de algumas semanas. &#8220;O montante equivaler\u00e1 ao necess\u00e1rio para cobrir as exig\u00eancias de recapitaliza\u00e7\u00e3o e de ordem fiscal&#8221;, disse \u00e0 &#8220;Reuters&#8221;. &#8220;Elas ser\u00e3o fixadas ap\u00f3s cuidadosa an\u00e1lise.&#8221;<\/p>\n<p>O an\u00fancio permite concluir que o Chipre seguir\u00e1 Gr\u00e9cia, Irlanda, Portugal e Espanha ao lan\u00e7ar-se nos bra\u00e7os dos recursos emergenciais de socorro destinados aos 17 pa\u00edses que adotaram o euro.<\/p>\n<p>Com o r\u00e1pido esvaziamento de seus cofres e disparando rumo a um prazo final inamov\u00edvel, a ilha sofreu ontem um novo corte na classifica\u00e7\u00e3o de seu cr\u00e9dito soberano imposto pela Fitch. A nova nota \u00e9 BB+, e corresponde \u00e0 faixa de alto risco. Chipre j\u00e1 foi impedido de captar novos recursos nos mercados de capitais, com os rendimentos sobre seus b\u00f4nus atuais no segmento avan\u00e7ado da casa dos dois d\u00edgitos. As autoridades cipriotas disseram que o pedido de socorro n\u00e3o especificou a quantia requerida pelo pa\u00eds a seus parceiros da Uni\u00e3o Europeia (UE).<\/p>\n<p>A ilha, de apenas 1 milh\u00e3o de habitantes, tem um setor financeiro desproporcionalmente grande, altamente exposto \u00e0 Gr\u00e9cia, sua vizinha mais de dez vezes maior com a qual compartilha a l\u00edngua, a cultura e estreitos la\u00e7os pol\u00edticos. Um comunicado do governo afirmava: &#8220;A finalidade da assist\u00eancia solicitada \u00e9 a conten\u00e7\u00e3o dos riscos \u00e0 economia cipriota, notadamente os gerados pelos efeitos negativos do vazamento sobre seu setor financeiro, devidos \u00e0 sua grande exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 economia grega&#8221;.<\/p>\n<p>Com um pacote de resgate encarado como quase inevit\u00e1vel, Chipre vem fazendo acrobacias h\u00e1 semanas na tentativa de definir suas op\u00e7\u00f5es entre uma opera\u00e7\u00e3o de socorro concedida pelos fundos de resgate europeus &#8211; o Fundo Europeu de Estabiliza\u00e7\u00e3o Financeira (EFSF, pelas iniciais em ingl\u00eas), tempor\u00e1rio, e o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, pelas iniciais em ingl\u00eas), permanente &#8211; ou um empr\u00e9stimo bilateral cedido pela R\u00fassia ou pela China.<\/p>\n<p>O presidente de Chipre, Demetris Christofias, \u00fanico dirigente comunista da UE, vem relutando em aceitar as condi\u00e7\u00f5es fiscais e regulat\u00f3rias vinculadas a um salvamento europeu. No fim de semana, viagens de autoridades do governo cipriota \u00e0 China sugeriram que Chipre ainda acalentava esperan\u00e7as de receber um empr\u00e9stimo bilateral de um terceiro pa\u00eds.<\/p>\n<p>O ministro do Com\u00e9rcio, Ind\u00fastria e Turismo, Neoklis Sylikiotis, foi despachado para a China, onde as negocia\u00e7\u00f5es se centraram na concess\u00e3o de um empr\u00e9stimo ou num investimento chin\u00eas no problem\u00e1tico Banco Popular de Chipre. &#8220;Tivemos alguns contatos&#8230; Pedimos resposta para os pr\u00f3ximos dias&#8221;, disse Sylikiotis para a emissora estatal horas antes de o governo informar que solicitaria socorro financeiro \u00e0 UE.<\/p>\n<p>Moscou j\u00e1 concedeu a Chipre \u20ac 2,5 bilh\u00f5es em empr\u00e9stimo bilateral no ano passado, e tem interesse em manter o pa\u00eds como um centro financeiro &#8220;offshore&#8221;, com baixas al\u00edquotas de impostos para os empres\u00e1rios russos, que utilizam a ilha como base para reinvestir na R\u00fassia. No entanto, solicitar altas quantias junto a Moscou ou Pequim \u00e9 uma medida pol\u00eamica em Chipre, onde a filia\u00e7\u00e3o \u00e0 UE \u00e9 motivo de orgulho nacional. A iniciativa poderia ser constrangedora tamb\u00e9m para Bruxelas, uma vez que Chipre assumir\u00e1 a presid\u00eancia rotativa do bloco em julho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3078\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3078","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-NE","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3078","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3078"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3078\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}