{"id":30840,"date":"2023-09-15T22:42:47","date_gmt":"2023-09-16T01:42:47","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=30840"},"modified":"2023-09-15T22:42:47","modified_gmt":"2023-09-16T01:42:47","slug":"mobilidade-urbana-uma-questao-de-saude-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30840","title":{"rendered":"Mobilidade urbana: uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"30841\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30840\/unnamed-17\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/unnamed-1.jpg?fit=650%2C650&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"650,650\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"unnamed\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/unnamed-1.jpg?fit=650%2C650&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-30841\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/unnamed-1.jpg?resize=650%2C650&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"650\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/unnamed-1.jpg?w=650&amp;ssl=1 650w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/unnamed-1.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/unnamed-1.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>A VOZ DO POVO &#8211; Alagoas<\/p>\n<p>Por Fernando Farias*<\/p>\n<p>Qualquer brasileiro que n\u00e3o tenha nascido em ber\u00e7o de ouro sabe bem: transporte p\u00fablico por aqui faz mal \u00e0 sa\u00fade. Essa \u00e9 uma daquelas quest\u00f5es que s\u00e3o experi\u00eancias coletivas e que s\u00e3o tomadas como universais, mas que, na verdade, apesar de coletivas, s\u00e3o apenas uma experi\u00eancia particular, e n\u00e3o universal. Te adoro, Pasqualini, por ter me ajudado a entender isso. Bora que nesse texto vai dar para entender melhor, pois vou comentar um pouco sobre a dial\u00e9tica, o transporte p\u00fablico e a sa\u00fade no Brasil.<\/p>\n<p>Primeiro ponto,<\/p>\n<p><strong>A dial\u00e9tica<\/strong><br \/>\nBasta ir cedinho para o terminal de \u00f4nibus ou para um ponto, do Biu ao Vergel\u2026 Que logo encontraremos eles: trabalhadores exaustos antes mesmo de chegar no trabalho, j\u00e1 cientes do tempo que v\u00e3o passar no \u00f4nibus. Muitas vezes, durante todo o trajeto estamos em p\u00e9, em posi\u00e7\u00f5es extremamente desconfort\u00e1veis e at\u00e9 arriscadas, sofrendo ass\u00e9dios e outros tipos de viol\u00eancia. E, apesar de pouco explorado, te digo que o tema das conversas que ocorrem ali, entre v\u00e1rios desconhecidos, s\u00e3o o terreno mais rico para qualquer agitador militante. Nessas filas, bem como na dos bancos, das lot\u00e9ricas etc, facilmente se iniciam assuntos da ordem do dia: o novo aumento pre\u00e7o do transporte, o pre\u00e7o da comida que extrapola o or\u00e7amento, a inseguran\u00e7a nas ruas e at\u00e9 em casa, a precariedade da educa\u00e7\u00e3o, o caos da sa\u00fade\u2026 E \u00e9 ali que devemos nos concentrar. \u00c9 dali que surgem os di\u00e1logos e as pontes entre o povo e o Partido, que tamb\u00e9m deve ser do povo.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que gra\u00e7as \u00e0 ideologia dominante, mesmo com fa\u00edscas de revolta, o povo comumente termina a reclama\u00e7\u00e3o ainda mais exausto e com um cl\u00e1ssico: sempre foi assim, entra governo, sai governo e nada muda. E \u00e9 nessa hora que faz toda diferen\u00e7a saber aproveitar uma oportunidade para trabalho de base. As pessoas notam o absurdo, mas lhe falta o incentivo para perceber mais do que isso: que isto n\u00e3o precisa ser assim.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 ideologia dominante e a facilidade de racioc\u00ednio neste caminho, elas tomam esta situa\u00e7\u00e3o particular como uma universal. Traduzindo, o trabalhador precarizado vivencia individualmente e subjetivamente o transporte p\u00fablico de maneira traum\u00e1tica e adoecedora. Ali, o trabalhador encontra com outras pessoas na mesma situa\u00e7\u00e3o, que, apesar de vivenciarem esta individualmente e subjetivamente a seu pr\u00f3prio modo, notadamente sofrem de um processo similar. Ou seja, \u00e9 uma experi\u00eancia coletiva de trauma e adoecimento, uma experi\u00eancia particular. No sistema capitalista, essa experi\u00eancia particular para os trabalhadores precarizados \u00e9 de fato quase que universal. Dificilmente se v\u00ea trabalhadores precarizados que n\u00e3o tenham que se sujeitar ao transporte p\u00fablico e serem afetados por ele. Por\u00e9m, na experi\u00eancia humana, isto n\u00e3o \u00e9 universal, havendo muitas outras possibilidades, mesmo que sejamos ensinados a crer que n\u00e3o h\u00e1 caminhos al\u00e9m de se contentar com o capitalismo e suas mazelas.<\/p>\n<p>Se o sistema de produ\u00e7\u00e3o e a l\u00f3gica de organiza\u00e7\u00e3o das cidades fosse outra, poder\u00edamos vivenciar o uso de transporte p\u00fablico de outras maneiras\u200a\u2014\u200ade prefer\u00eancia menos traum\u00e1ticas e adoecedoras. E outras formas de organiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o poss\u00edveis, mesmo que a maioria dos trabalhadores ainda n\u00e3o tenham esse horizonte como possibilidade. Mudar isso \u00e9 nossa maior tarefa. Mas para isso h\u00e1 muito a ser feito!<\/p>\n<p>Primeiro, vamos conversar um pouco sobre a mobilidade urbana e nossa\u200a\u2014\u200afalta\u2013 de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>A sa\u00fade f\u00edsica<\/strong><br \/>\nNa sa\u00fade f\u00edsica, \u00e9 preciso falar primeiro do \u00f3bvio: depender de transporte p\u00fablico, especialmente na periferia brasileira, \u00e9 ter dores pelo corpo. Nas pernas, nas costas, nos bra\u00e7os, no pesco\u00e7o. Tudo d\u00f3i. Isso s\u00f3 para uma viagem. Para quem depende mesmo, para quem pega \u00f4nibus desde novo at\u00e9 o fim de sua vida, isso se intensifica, porque esses danos e dores se acumulam. N\u00e3o h\u00e1 tempo para cuidado. N\u00e3o h\u00e1 tempo de recupera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 tempo para si.<\/p>\n<p>Bebendo da primeira parte, apesar da dor causada pelo transporte p\u00fablico, at\u00e9 reclamamos mas por haver pouca perspectiva de mudan\u00e7a, as conversas sempre s\u00e3o desabafos soltos. A frustra\u00e7\u00e3o desse tipo de conversa muitas vezes inibe sua pr\u00f3pria exist\u00eancia. Afinal, aos poucos sentimos: pra que reclamar se n\u00e3o vai mudar nada?<\/p>\n<p>Tudo que falei foi sobre pessoas previamente h\u00edgidas, pessoas saud\u00e1veis. \u00c9 ainda mais grave para pessoas que est\u00e3o doentes e se for\u00e7am a ir trabalhar ou estudar mesmo assim. N\u00e3o podemos parar, precisamos aguentar tudo. Para os trabalhadores precarizados e seus filhos, trabalhar doente n\u00e3o \u00e9 sobre apenas aguentar a rotina de trabalho mesmo lidando com seus sintomas: \u00e9 sobre desconforto desde bem antes de chegar ao local de trabalho.<\/p>\n<p>Saindo daqueles com doen\u00e7as agudas, tamb\u00e9m temos trabalhadores com situa\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas. Varizes, obesidade, situa\u00e7\u00f5es da sa\u00fade mental-social, problemas da coluna, idosos, pessoas com defici\u00eancia\u2026 A todos estes, o transporte \u00e9 mais do que um desconforto. \u00c9 ele pr\u00f3prio um sofrimento intenso. E o que nos resta \u00e9 falar sobre uns com os outros at\u00e9 a exaust\u00e3o nos calar. Pouco tempo depois, a revolta vem novamente e o ciclo sem rumo se repete.<\/p>\n<p>Falar que d\u00f3i n\u00e3o diminui nossa dor f\u00edsica. Na verdade, seria at\u00e9 melhor que a dor fosse s\u00f3 f\u00edsica. A pior dor falarei com voc\u00ea na pr\u00f3xima parte.<\/p>\n<p><strong>A sa\u00fade mental<\/strong><br \/>\nAqui \u00e9 onde d\u00f3i mais intimamente. Depois de muito dano f\u00edsico, depois de muitas horas em p\u00e9 no \u00f4nibus, depois de muita dor nas costas e nas pernas, depois de muita frustra\u00e7\u00e3o, depois de sentir que n\u00e3o adianta nada reclamar, a gente percebe: estamos fadados a sofrer no deslocamento para ter comida na mesa.<\/p>\n<p>Quando nosso corpo d\u00f3i, tomamos um analg\u00e9sico, um relaxante muscular ou at\u00e9 uma cervejinha. Mas e a dor mental?<\/p>\n<p>Quando o sofrimento extrapola o plano f\u00edsico, fica ainda mais dif\u00edcil de manejar. Especialmente para n\u00f3s marxistas, pois n\u00e3o podemos cair naquela velha sina mandat\u00f3ria de \u201cfa\u00e7a terapia\u201d; porque primeiro que terapia infelizmente n\u00e3o \u00e9 algo acess\u00edvel; segundo que nem mesmo o melhor psic\u00f3logo do mundo pode resolver sozinho os impactos estruturais do capitalismo sobre o sujeito. E isso n\u00e3o \u00e9 um desincentivo \u00e0 terapia! Se voc\u00ea puder, fa\u00e7a. Nas Faculdades que atendem de gra\u00e7a, nas Unidades SUS ou no plano de sa\u00fade se tiver.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, n\u00e3o se iluda: da mesma forma que rem\u00e9dios n\u00e3o resolvem o dano f\u00edsico constante sofrido no transporte p\u00fablico, terapia e rem\u00e9dios psiqui\u00e1tricos n\u00e3o resolvem o dano mental constante. Aliviam. Mas n\u00e3o resolvem.<\/p>\n<p>Para quem \u00e9 de minorias sociais, esse dano mental \u00e9 ainda mais importante. O transporte p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 um lugar seguro em muitas cidades do Brasil. Viajamos com medo de assalto, de ass\u00e9dio, de racismo, de LGBTfobia, de viol\u00eancias diversas. Conforme essas experi\u00eancias violentas se repetem, conosco e com nossos pares, s\u00f3 pensar em pegar um \u00f4nibus pode ser o suficiente para gerar uma crise de ansiedade, para dizer o m\u00ednimo. O dano mental constante se torna um medo constante.<\/p>\n<p>No transporte p\u00fablico, estamos no mesmo lugar de dezenas de pessoas que n\u00e3o conhecemos e que n\u00e3o escolhemos para viajar conosco. Como saber se no meio destas n\u00e3o h\u00e1 um assediador, um racista, um LGBTf\u00f3bico, um assaltante\u2026 N\u00e3o h\u00e1. Nossa sa\u00fade mental \u00e9 constantemente violentada assim, antes mesmo de embarcarmos naquele transporte.<\/p>\n<p>Um outro t\u00f3pico breve mas importante: a cidade n\u00e3o foi pensada para seus moradores. Para quem mora na periferia, depender de transporte p\u00fablico significa muitas vezes ter que passar horas num caminho que duraria minutos de carro. Temos que sair muito mais cedo, percorrer muito mais quil\u00f4metros, atrasar e sermos julgados, ou chegar muito mais cedo que todos e fingir que tudo bem. Aprendemos desde crian\u00e7a a naturalizarmos nosso desconforto em nome do conforto daqueles que n\u00e3o dependem de \u00f4nibus.<\/p>\n<p><strong>A revolu\u00e7\u00e3o e os transportes<\/strong><br \/>\nVai parecer aquela velha cartada marxista de que \u201ctudo \u00e9 culpa do capitalismo\u201d, mas de verdade\u2026 \u00c9 culpa dele sim. Culpa da burguesia que mercantiliza nossa vida, que h\u00e1 s\u00e9culos constr\u00f3i nossas cidades a partir das demandas do capital e sem se importar com nosso sofrimento. Que, ali\u00e1s, v\u00ea nosso sofrimento e faz piada, ignora nossa demanda e segue seu rumo em nome do lucro.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um daqueles temas \u00f3timos de trabalho de base porque \u00e9 um inc\u00f4modo latente da classe trabalhadora. E \u00e9 pouco aproveitado! Os liberais amam a lei da oferta e da demanda (e a descontextualizam para todo tipo de malabarismos), mas cad\u00ea que explicam como a maior demanda de melhoria no transporte p\u00fablico (a periferia) recebe o m\u00ednimo da oferta de transporte e sem a menor qualidade?<\/p>\n<p>Em v\u00e1rias experi\u00eancias socialistas, o acesso \u00e0 cidade e a descentraliza\u00e7\u00e3o da vida social foram prioridade. Com\u00e9rcio, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, servi\u00e7os, lazer, informa\u00e7\u00e3o\u2026 Tudo isso deve ser acess\u00edvel para todo o povo. Nisso, Cuba, China e URSS s\u00e3o os melhores exemplos que j\u00e1 li, mas n\u00e3o acho proveitoso te prender ainda mais neste texto. Aqui nossa conversa j\u00e1 est\u00e1 bem longa e voc\u00ea, que no come\u00e7o do texto j\u00e1 caracterizei como algu\u00e9m naturalmente exausto, deve estar ainda mais cansado e necessitando de um tempo para digerir o que leu.<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima vez que tiver oportunidade de conversar sobre isso com algu\u00e9m com quem voc\u00ea se sinta confort\u00e1vel em politizar mais a conversa, aproveite. \u00c9 expl\u00edcito que n\u00e3o se pode confiar no sistema capitalista para termos acesso \u00e0 mobilidade urbana de qualidade. Todo trabalhador sabe disso, poucos t\u00eam consci\u00eancia disso. E menos ainda t\u00eam conhecimento de que outras formas de organiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o poss\u00edveis.<\/p>\n<p>A luta pela mobilidade urbana deve caminhar lado a lado com a luta pelo socialismo e pela revolu\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 a partir da tomada do poder que teremos condi\u00e7\u00f5es justas para pautar nossa demanda: um modo saud\u00e1vel de acessar a cidade, n\u00e3o s\u00f3 para trabalho, mas tamb\u00e9m para estudo e para lazer. At\u00e9 l\u00e1, a luta \u00e9 todo dia, nas ruas, na cidade e no campo, em cada trem, \u00f4nibus, barco ou metr\u00f4. Pelo poder popular e pelo horizonte em que um dia utilizaremos o transporte p\u00fablico sem que este seja uma das maiores fontes de dor da nossa classe.<\/p>\n<p>*Militante da UJC-AL e criador do canal Sa\u00fade Camarada (https:\/\/www.youtube.com\/@saudecamarada)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30840\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[66,10,197,257],"tags":[223],"class_list":["post-30840","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c79-nacional","category-s19-opiniao","category-saude","category-transporte","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-81q","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30840"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30840\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30842,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30840\/revisions\/30842"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}