{"id":3091,"date":"2012-06-28T18:38:07","date_gmt":"2012-06-28T18:38:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3091"},"modified":"2012-06-28T18:38:07","modified_gmt":"2012-06-28T18:38:07","slug":"demanda-fraca-reduz-ajuda-do-juro-menor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3091","title":{"rendered":"Demanda fraca reduz ajuda do juro menor"},"content":{"rendered":"\n<p>O recuo da taxa de juros de longo prazo (TJLP) de 6% para 5,5% n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para acelerar o ritmo de consultas de empr\u00e9stimos da iniciativa privada junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) este ano. Para economistas, o atual fraco ritmo de investimentos dos empres\u00e1rios n\u00e3o reflete aus\u00eancia de cr\u00e9dito barato, e sim incerteza quanto a demanda em horizontes de m\u00e9dio e longo prazo.<\/p>\n<p>&#8220;Com o recuo da TJLP, os juros reais [descontada a infla\u00e7\u00e3o] de empr\u00e9stimos do banco realmente ficaram muito baixos, at\u00e9 pr\u00f3ximos a zero em alguns casos&#8221;, observou o economista e diretor do International Growth Center, Claudio Frischtak. Embora tenha classificado o recuo como positivo, Frischtak fez algumas ressalvas sobre o efeito do corte nas opera\u00e7\u00f5es do BNDES.<\/p>\n<p>A cartas-consulta de cr\u00e9dito mostraram bom resultado nos primeiros meses do ano, crescendo 37% sobre 2011. Por\u00e9m, na an\u00e1lise de Frischtak, mesmo um sinal positivo n\u00e3o apaga o quadro atual de investimentos. Atualmente, a forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo (FBCF) \u00e9 de apenas 18,7% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo da meta desejada do governo, de 20%.<\/p>\n<p>Historicamente, as empresas pegam empr\u00e9stimos junto ao banco mais para realizar novos projetos, do que para capital de giro. Ou seja: o perfil de empr\u00e9stimos do BNDES \u00e9 de impulsionador da fatia da FBCF. Nesse contexto, facilitar empr\u00e9stimos no \u00e2mbito do banco \u00e9 uma boa estrat\u00e9gia para injetar novos recursos no ambiente macroecon\u00f4mico, segundo ele. &#8220;Mas n\u00e3o \u00e9 somente isso que vai elevar investimentos&#8221;, acrescentou o economista. &#8220;N\u00e3o \u00e9 falta de cr\u00e9dito barato que impede investimento. Empresas s\u00f3 realizam investimentos quando t\u00eam certeza de que haver\u00e1 demanda. E n\u00e3o h\u00e1 essa certeza&#8221;, alertou Frischtak.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o efeito da redu\u00e7\u00e3o da TJLP no apetite dos empres\u00e1rios por recursos do BNDES poderia ser maior em um ambiente de crescimento econ\u00f4mico, na an\u00e1lise do economista-chefe da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Com\u00e9rcio (CNC) e ex-diretor do Banco Central (BC), Carlos Thadeu de Freitas. &#8220;O efeito [da redu\u00e7\u00e3o da TJLP] na tomada de empr\u00e9stimos no BNDES ser\u00e1 muito pequeno&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Pedro Paulo Silveira, economista da TOV Corretora, tamb\u00e9m avalia que o impacto do aumento nas compras governamentais sobre o investimento neste ano ser\u00e1 pequeno. &#8220;Para que essa medida surtisse um efeito relevante sobre a economia o aumento teria de ser pelo menos cinco vezes maior&#8221;, afirma Silveira.<\/p>\n<p>&#8220;Claro que a medida \u00e9 positiva, \u00e9 uma tentativa bem-intencionada, mas n\u00e3o \u00e9 isso que vai reativar os investimentos no pa\u00eds&#8221;, afirma o economista. Para ele, a trava dos investimentos est\u00e1 na confian\u00e7a do empres\u00e1rio, que continua baixa, diante das incertezas decorrentes da crise na Europa.<\/p>\n<p>Mesmo com trajet\u00f3ria crescente nas consultas de empr\u00e9stimo do setor industrial junto ao BNDES at\u00e9 abril, a perspectiva de investimento da ind\u00fastria nos pr\u00f3ximos meses n\u00e3o \u00e9 muito animadora, na avalia\u00e7\u00e3o do economista da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV) e respons\u00e1vel pela sondagem de investimentos da ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o, Alo\u00edsio Campelo.<\/p>\n<p>Para ele, a queda da TJLP pode fazer alguma diferen\u00e7a, principalmente em empr\u00e9stimos j\u00e1 tomados por empresas junto ao banco. Mas, em sua avalia\u00e7\u00e3o das mais recentes sondagens, o \u00edmpeto de investimentos para novos projetos da ind\u00fastria \u00e9, atualmente, fraco.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da TJLP, aliada \u00e0s demais medidas de est\u00edmulo do governo para reanimar a economia, d\u00e3o maior conforto ao cen\u00e1rio de retomada da atividade no segundo semestre, mas o teto para o crescimento do PIB em 2012 continua sendo 2%, na avalia\u00e7\u00e3o de David Beker, chefe de economia e estrat\u00e9gia do Bank of America Merrill Lynch para o Brasil.<\/p>\n<p>Para Beker, o corte de meio ponto na taxa de juros dos empr\u00e9stimos do BNDES demonstrou preocupa\u00e7\u00e3o leg\u00edtima do governo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fraqueza da economia e do investimento. A medida, no entanto, ressaltou o economista, n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para o baixo crescimento brasileiro, assim como os demais incentivos que est\u00e3o sendo concedidos pelo governo. O BofA prev\u00ea alta de 2% para o PIB neste ano, mas, segundo Beker, o avan\u00e7o pode ser menor.<\/p>\n<p>Diante do ambiente externo conturbado, a grande d\u00favida do analista em rela\u00e7\u00e3o ao segundo semestre persiste no investimento em capital fixo, principal surpresa negativa nos resultados do PIB do primeiro trimestre. Segundo Beker, a incerteza em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o da atividade, somada \u00e0s perspectivas de baixo crescimento global, ainda devem inibir investimentos, a despeito do corte da TJLP. Entre janeiro e abril, mencionou o economista do BofA, a m\u00e9dia de desembolsos do BNDES cresceu apenas 1% frente igual per\u00edodo do ano passado, n\u00edvel muito inferior \u00e0 meta de 8% da institui\u00e7\u00e3o para o ano.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BC injeta mais de R$ 10 bi em bancos<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Escassez de dinheiro em institui\u00e7\u00f5es para fechar as contas obriga autoridade monet\u00e1ria a agir<\/p>\n<p>O Banco Central foi obrigado a socorrer o sistema financeiro nos \u00faltimos dois dias, movimento que causou apreens\u00e3o em muitos agentes do mercado. Na ter\u00e7a-feira e ontem, injetou mais de R$ 10 bilh\u00f5es no caixa dos bancos, que se depararam com uma seca de recursos que h\u00e1 tempos n\u00e3o se via. Sem o refor\u00e7o do BC, as institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o fechariam as contas, o que exigiria uma a\u00e7\u00e3o mais en\u00e9rgica da autoridade monet\u00e1ria. Segundo fontes do governo, a escassez de recursos vai durar at\u00e9 amanh\u00e3, mas n\u00e3o h\u00e1 motivos para preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Foi uma falta eventual de dinheiro. A partir de segunda-feira, tudo voltar\u00e1 ao normal&#8221;, assegurou um t\u00e9cnico da equipe econ\u00f4mica. Ele ressaltou que, no in\u00edcio da pr\u00f3xima semana, o Tesouro Nacional far\u00e1 um regaste de cerca de R$ 130 bilh\u00f5es em t\u00edtulos p\u00fablicos que est\u00e3o em poder do mercado. Ou seja, entregar\u00e1 os recursos em troca dos pap\u00e9is. &#8220;Ser\u00e1 uma quantia suficiente para corrigir qualquer distor\u00e7\u00e3o, como ocorreu em 30 de dezembro de 2011, \u00faltima vez que o BC havia colocado dinheiro no sistema financeiro&#8221;, completou<\/p>\n<p>Os t\u00e9cnicos do governo alegaram ainda que parte da escassez de recursos no caixa dos bancos decorre da menor entrada de d\u00f3lares no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Excessos<\/p>\n<p>Antes do agravamento da crise europeia, havia uma enxurrada de capital estrangeiro no Brasil, o que obrigava o BC a comprar os excessos, para evitar o derretimento da moeda norte-americana. Com isso, injetava reais na economia. Mas, para n\u00e3o deixar esse dinheiro circulando livremente, o que pressionaria a infla\u00e7\u00e3o, agia tamb\u00e9m na outra ponta, vendendo t\u00edtulos p\u00fablicos. Conseguiu, com essas opera\u00e7\u00f5es, &#8220;esterilizar&#8221; R$ 460 bilh\u00f5es que estava circulando. &#8220;Agora, o BC est\u00e1 devolvendo uma parte do que tirou do mercado&#8221;, explicou um assessor do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n<p>Nesse novo cen\u00e1rio, o governo acredita que, todo fim de trimestre, o sistema financeiro poder\u00e1 conviver com falta de dinheiro, o que ser\u00e1 resolvido imediatamente pelo BC. &#8220;Ser\u00e1 uma \u00a0escassez pontual, n\u00e3o um sinal de que bancos podem estar com problemas para se financiarem no mercado&#8221;, assegurou o assessor da Fazenda. O economistra-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, endossou essa vis\u00e3o. &#8220;Tudo est\u00e1 funcionando normalmente. As interven\u00e7\u00f5es do BC s\u00e3o normais, tanto para retirar quanto para injetar dinheiro no mercado&#8221;, disse.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Consumo interno de m\u00e1quinas sobe 16% em maio<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O consumo aparente de m\u00e1quinas e equipamentos cresceu em maio 16,1% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, atingindo R$ 10,9 bilh\u00f5es, de acordo com levantamento divulgado ontem pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq). Mario Bernardini, assessor econ\u00f4mico da presid\u00eancia da Abimaq, ressalta que, como esse aumento da demanda dom\u00e9stica foi abastecido principalmente pelas importa\u00e7\u00f5es, sem ser acompanhado pelas vendas internas de bens de capital, \u00e9 cedo para afirmar que os dados s\u00e3o ind\u00edcios de que o investimento est\u00e1 reagindo \u00e0s medidas do governo. O consumo aparente \u00e9 a soma da produ\u00e7\u00e3o local e das importa\u00e7\u00f5es, excluindo as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em maio, o faturamento da ind\u00fastria de m\u00e1quinas e equipamentos caiu 1% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, enquanto a receita com vendas de bens produzidos internamente recuou bem mais, 9,3%, segundo a pesquisa da Abimaq.<\/p>\n<p>J\u00e1 o volume de importa\u00e7\u00f5es de bens de capital foi de US$ 3,6 bilh\u00f5es, alta de 14,9% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, de acordo com o boletim da Funda\u00e7\u00e3o Centro de Estudos de Com\u00e9rcio Exterior (Funcex).<\/p>\n<p>Para Bernardini, \u00e9 mais prov\u00e1vel que, com a recente desvaloriza\u00e7\u00e3o do real em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar e o conturbado cen\u00e1rio externo, as empresas tenham antecipado compras que estavam agendadas para os pr\u00f3ximos meses, como forma de se proteger. Por isso, diz, a tend\u00eancia ficar\u00e1 mais clara apenas em junho.<\/p>\n<p>Eduardo Velho, economista-chefe da Prosper Corretora, acredita que a avalia\u00e7\u00e3o de que o d\u00f3lar n\u00e3o deve voltar no curto prazo ao patamar de R$ 1,90 contribuiu, de fato, para aumentar o volume de compras externas de m\u00e1quinas no m\u00eas passado. No entanto, diz, a rea\u00e7\u00e3o do consumo dom\u00e9stico de bens de capital em maio \u00e9 tamb\u00e9m um sinal pontual de avan\u00e7o. &#8220;Ap\u00f3s tr\u00eas trimestres consecutivos de queda do investimento em capital f\u00edsico, era natural que em algum momento houvesse uma pequena melhora&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>Para o economista, \u00e9 por esse motivo que o investimento deve ter evolu\u00e7\u00e3o positiva no segundo trimestre deste ano, em compara\u00e7\u00e3o com os primeiros tr\u00eas meses de 2012, mas o progn\u00f3stico continua pouco animador. Para Velho, os efeitos das medidas de est\u00edmulos j\u00e1 anunciadas pelo governo s\u00f3 devem ficar claros em 2013, quando houver rea\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m da economia global. Para este ano, diz, mesmo com forte retomada no segundo semestre, o crescimento n\u00e3o deve superar 2,5%, como quer o governo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para Itamaraty, \u00e9 prematuro falar em acordo comercial com China<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A alian\u00e7a estrat\u00e9gica entre a China e os tr\u00eas s\u00f3cios plenos do Mercosul &#8211; Brasil, Argentina e Uruguai &#8211; n\u00e3o deve evoluir t\u00e3o rapidamente para algum acordo de natureza comercial. Essa \u00e9 a opini\u00e3o do chefe da Divis\u00e3o de Negocia\u00e7\u00f5es Extrarregionais do Mercosul II do Itamaraty, Francisco Pe\u00e7anha Cannabrava. Para ele, &#8220;\u00e9 muito prematuro&#8221; pensar no in\u00edcio de negocia\u00e7\u00f5es para um acordo de livre com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>A alian\u00e7a estrat\u00e9gica foi anunciada na segunda-feira pelo primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, em uma teleconfer\u00eancia organizada pela presidente argentina, Cristina Kirchner, na Casa Rosada, com a participa\u00e7\u00e3o de Dilma Rousseff e do presidente uruguaio, Jos\u00e9 Mujica. Em seu pronunciamento, Wen deixou claro seu objetivo de, com a alian\u00e7a, abrir caminho para um acordo de livre com\u00e9rcio. Ao se manifestar, na ocasi\u00e3o, Dilma evitou tratar dessa possibilidade e o Itamaraty tamb\u00e9m n\u00e3o se manifestou sobre o assunto.<\/p>\n<p>&#8220;A China \u00e9 um parceiro muito importante para o Mercosul, mas a proposta de di\u00e1logo do governo chin\u00eas aconteceu literalmente h\u00e1 poucas semanas e h\u00e1 v\u00e1rios elementos a serem analisados&#8221;, disse Cannabrava, durante evento na C\u00e2mara Americana de Com\u00e9rcio (Amcham), ontem em S\u00e3o Paulo. Ele lembra que h\u00e1 uma grande preocupa\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias brasileiras em rela\u00e7\u00e3o a algum acordo desse tipo com a China, em raz\u00e3o da forte importa\u00e7\u00e3o nacional de manufaturados com origem no pa\u00eds asi\u00e1tico. Para ele, a intensifica\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es com a China pode come\u00e7ar com compromissos sem car\u00e1ter comercial, como de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, por exemplo.<\/p>\n<p>Para Cannabrava, a suspens\u00e3o do Paraguai do Mercosul em raz\u00e3o do &#8220;impeachment&#8221; do ex-presidente Fernando Lugo n\u00e3o deve ser motivo para paralisar os trabalhos do bloco em rela\u00e7\u00e3o a acordos j\u00e1 em discuss\u00e3o. Um exemplo \u00e9 o acordo Mercosul-Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Cannabrava diz, por\u00e9m, que a troca de ofertas entre os dois blocos, necess\u00e1ria para um avan\u00e7o das negocia\u00e7\u00f5es, ainda n\u00e3o tem data definida. Ele n\u00e3o comentou sobre a possibilidade de ser discutida a integra\u00e7\u00e3o da Venezuela ao Mercosul enquanto a participa\u00e7\u00e3o do Paraguai no bloco est\u00e1 suspensa.<\/p>\n<p>Por enquanto, diz Cannabrava, o Brasil analisa a possibilidade de iniciar a negocia\u00e7\u00e3o de acordo de livre com\u00e9rcio com o Canad\u00e1. Segundo ele, os dois pa\u00edses conclu\u00edram recentemente um &#8220;di\u00e1logo explorat\u00f3rio&#8221;. &#8220;A princ\u00edpio vemos isso com simpatia, mas a decis\u00e3o ser\u00e1 tomada ap\u00f3s an\u00e1lise de custos e benef\u00edcios&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Para iniciar um eventual processo de negocia\u00e7\u00e3o, diz Cannabrava, o Canad\u00e1 precisaria concordar em negociar abertura maior de mercado nas \u00e1reas agr\u00edcolas, que contam com forte prote\u00e7\u00e3o. Segundo ele, em 2011 cerca de 40% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras ao Canad\u00e1 foram de manufaturados. A venda de produtos agr\u00edcolas brasileiros, por\u00e9m, \u00e9 pequena. O Canad\u00e1, diz, \u00e9 o sexto maior importador agr\u00edcola do mundo, mas a participa\u00e7\u00e3o do Brasil nas importa\u00e7\u00f5es canadenses de produtos agr\u00edcolas \u00e9 de apenas 2,9%.<\/p>\n<p>A negocia\u00e7\u00e3o de acordos comerciais bilaterais, lembra Cannabrava, passa necessariamente pelo Mercosul, mas ele acredita que o assunto ainda deve amadurecer antes de ser levado \u00e0 discuss\u00e3o com os demais s\u00f3cios do bloco.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Inadimpl\u00eancia das empresas sobe 17,5% no ano<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Indicador de Inadimpl\u00eancia das Empresas, divulgado ontem pela Serasa Experian, registrou alta de 9,4% em maio em compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o a maio de 2011, o aumento foi de 13,2%. De janeiro a maio, o aumento acumulado j\u00e1 chega a 17,5% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>Os economistas da empresa especializada em cr\u00e9dito atribuem a evolu\u00e7\u00e3o da inadimpl\u00eancia em maio \u00e0 sazonalidade do m\u00eas, mas desta vez a alta teria sido &#8220;potencializada&#8221; por uma s\u00e9rie de entraves econ\u00f4micos, como atividade econ\u00f4mica fraca, o baixo n\u00edvel de cr\u00e9dito externo, a forte inadimpl\u00eancia dos consumidores e a queda nas exporta\u00e7\u00f5es provocada pela crise global.<\/p>\n<p>O indicador \u00e9 nacional e considera as varia\u00e7\u00f5es no n\u00famero de cheques sem fundos, t\u00edtulos protestados e d\u00edvidas vencidas com institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias e n\u00e3o banc\u00e1rias. Para a Serasa Experian, a forte expans\u00e3o mensal dos protestos de t\u00edtulos (19,4%) antecipa um prov\u00e1vel aumento do n\u00famero de requerimentos de fal\u00eancias.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a abril, a inadimpl\u00eancia das empresas subiu 0,5% nas d\u00edvidas n\u00e3o banc\u00e1rias, 2,5% nas d\u00edvidas com bancos e 20,2% nos cheques.<\/p>\n<p>Nos cinco primeiros meses de 2012, as d\u00edvidas n\u00e3o banc\u00e1rias (cart\u00f5es de cr\u00e9dito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de servi\u00e7os como telefonia e fornecimento de energia el\u00e9trica e \u00e1gua) tiveram um valor m\u00e9dio de R$ 775,74, o que representou um crescimento de 4% em compara\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>O valor m\u00e9dio das d\u00edvidas com bancos subiu 4,3% e chegou a R$ 5.269,13 em m\u00e9dia. Em rela\u00e7\u00e3o aos t\u00edtulos protestados, o valor m\u00e9dio ficou em R$ 1.914,33 (alta de 11,1%). J\u00e1 os cheques sem fundos ficaram com o valor m\u00e9dio de R$ 2.191,88, o que significou aumento de 6,5% na compara\u00e7\u00e3o o acumulado de janeiro a maio de 2011.<\/p>\n<p>Estabilidade. O economista da consultoria Austin Rating, Felipe Queiroz, pondera que, pelos dados do Banco Central (BC) divulgados nesta semana, a inadimpl\u00eancia das empresas est\u00e1 est\u00e1vel, em 4,1%, desde fevereiro, para atrasos acima de 90 dias. Para prazos inferiores, est\u00e1 em 2,3%, tamb\u00e9m mostrando estabilidade. &#8220;S\u00e3o metodologias diferentes&#8221;, comenta Queiroz, comparando os resultados aos apresentados pela Serasa Experian.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do economista, n\u00e3o h\u00e1, no momento, um cen\u00e1rio de descontrole nos pagamentos das pessoas jur\u00eddicas. Os \u00edndice mais elevados de calote no setor, segundo dados do BC, foram verificados no fim de 2000 e in\u00edcio de 2011, quando chegaram a 5,6% e 5,8%. &#8220;Hoje, o maior problema das empresas n\u00e3o \u00e9 a inadimpl\u00eancia, mas a demanda interna retra\u00edda&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Fam\u00edlias<\/p>\n<p>O perfil do endividamento das fam\u00edlias melhorou em junho, segundo estudo da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC). A Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor divulgada ontem apontou que o porcentual de fam\u00edlias brasileiras com d\u00edvidas passou de 55,9%, em maio, para 57,3%, em junho, mas 12,4% se disseram muito endividados em junho, contra 13,9% em maio &#8211; indicando melhora no perfil, de acordo com a economista Marianne Hanson. O n\u00edvel de &#8220;muito endividados&#8221; deste m\u00eas \u00e9 inferior aos 16,6% de junho do ano passado.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Compras do governo favorecem \u00e1rea militar<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A formaliza\u00e7\u00e3o das compras e investimentos do governo nos programas de produ\u00e7\u00e3o e desenvolvimento dos blindados Guarani, da Iveco, e dos lan\u00e7adores m\u00faltiplos de foguetes e m\u00edsseis Astros 2020, da Avibr\u00e1s, supera o efeito imediato, da aplica\u00e7\u00e3o de dinheiro a curto prazo &#8211; a rigor, a inclus\u00e3o dos projetos no PAC consolida a administra\u00e7\u00e3o federal como protagonista dos neg\u00f3cios no setor da Defesa. O valor do pacote, que envolve tamb\u00e9m 5.070 caminh\u00f5es de diversos tipos, chega a R$ 1,527 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Sami Hassuani, presidente da Avibr\u00e1s, &#8220;o governo assumiu compromissos com a produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma vit\u00f3ria extraordin\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n<p>Os dois projetos estrat\u00e9gicos, do blindado Guarani e do lan\u00e7ador Astros, v\u00e3o receber R$ 588,4 milh\u00f5es. Os 40 ve\u00edculos da Iveco ter\u00e3o R$ 342,4 milh\u00f5es. O produto da Avibr\u00e1s, cobrindo 30 unidades da configura\u00e7\u00e3o 2020, vai levar R$ 246 milh\u00f5es. Em 2011, a empresa recebeu um contrato no valor de R$ 160 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os restantes R$ 939,6 milh\u00f5es v\u00e3o custear a encomenda de 5.070 carretas e transportadores mais leves para o deslocamento de tropas e usos gerais. As For\u00e7as j\u00e1 estavam autorizadas a comprar no mercado nacional 900 unidades \u00e0s quais se somar\u00e3o, agora, outras 4.170.<\/p>\n<p>Produtos<\/p>\n<p>A Avibr\u00e1s \u00e9 a principal beneficiada pela MP dos equipamentos. O grupo de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos vive sob regime de recupera\u00e7\u00e3o extrajudicial. Ap\u00f3s receber um aporte do Minist\u00e9rio da Defesa em 2011, iniciou efetivamente o programa Astros 2020, quinta e mais avan\u00e7ada configura\u00e7\u00e3o do Astros, para fogo de satura\u00e7\u00e3o de \u00e1rea com alcance entre 9,5 e 90 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>No novo conceito, a arma passa a incorporar um m\u00edssil de cruzeiro com alta precis\u00e3o e alcance de 300 quil\u00f4metros, o AV-TM, e muni\u00e7\u00f5es com maior poder de fogo. O principal avan\u00e7o, todavia, \u00e9 na \u00e1rea eletr\u00f4nica, toda digital. Em julho de 2011, durante exerc\u00edcio de instru\u00e7\u00e3o no campo de Formosa (GO), a 80 quil\u00f4metros de Bras\u00edlia, foram empregados pela primeira vez os blindados de comando e controle que far\u00e3o parte do conjunto.<\/p>\n<p>O investimento total no projeto \u00e9 de R$ 1,2 bilh\u00e3o &#8211; valor distribu\u00eddo ao longo de seis anos. O material que a For\u00e7a est\u00e1 comprando \u00e9 composto por 49 viaturas. Al\u00e9m de incorporar o m\u00edssil AV-TM, 0 2020 emprega o modelo FOG, antiblindagem.<\/p>\n<p>O Guarani mede 6,9 metros de comprimento, 2,7 metros de largura. Tem uma torre m\u00f3vel, de acionamento el\u00e9trico, para receber v\u00e1rios tipos de armas, e atingir\u00e1 a velocidade de 90 km por hora em estrada. Tamb\u00e9m ser\u00e1 equipado com navegador GPS, sistema \u00f3tico de vis\u00e3o noturna.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fuga de moedas emergentes atinge empresas mundiais<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As moedas dos mercados emergentes est\u00e3o passando por sua maior venda em massa em uma d\u00e9cada. Essa turbul\u00eancia come\u00e7a agora a repercutir no mundo corporativo. O Standard Chartered Bank se tornou a mais recente empresa multinacional a advertir sobre o impacto da significativa queda registrada este ano pelas moedas dos mercados emergentes. O banco disse ontem que o crescimento do lucro e do lucro antes dos impostos cair\u00e1 para menos de 10% no per\u00edodo de seis meses encerrados em junho, devido \u00e0 desacelera\u00e7\u00e3o da economia na \u00c1sia e \u00e0 queda das moedas asi\u00e1ticas, notadamente a r\u00fapia indiana, no c\u00e2mbio com o d\u00f3lar americano.<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o do Standard Chartered ocorre depois de a fabricante de produtos de consumo Procter &amp; Gamble e a fabricante de cigarros Philip Morris International terem advertido sobre o impacto das oscila\u00e7\u00f5es cambiais dos mercados emergentes. A turbul\u00eancia sofrida pelas divisas dos mercados emergentes causar\u00e1 outras. A r\u00fapia e o rublo russo ca\u00edram em cerca de 11% no segundo trimestre de 2012, per\u00edodo em que o decl\u00ednio do real brasileiro alcan\u00e7ou 12%.<\/p>\n<p>Outras moedas intensivamente negociadas se sa\u00edram um pouco melhor. A coroa tcheca recuou 10% no trimestre, o rand sul-africano, 9%, o zloty polon\u00eas, 8,6% e o peso mexicano, 5,5%.<\/p>\n<p>De modo geral, segundo dados reunidos pela &#8220;Blooomberg&#8221;, o segundo trimestre de 2012, ao que parece, ser\u00e1 o pior j\u00e1 registrado para as moedas dos mercados emergentes desde a crise financeira asi\u00e1tica de 1998.<\/p>\n<p>O fato de tr\u00eas das quatro economias dos Brics (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia e China) estarem encabe\u00e7ando essa tend\u00eancia \u00e9 especialmente alarmante, porque esses grandes pa\u00edses dominam os mercados emergentes e se constitu\u00edram, coletivamente, no maior est\u00edmulo ao crescimento mundial durante a crise econ\u00f4mica p\u00f3s-2008.<\/p>\n<p>Mesmo a China, o maior dos Brics, desacelerou os esfor\u00e7os destinados a impulsionar o yuan e permitiu que a moeda recuasse nos \u00faltimos tr\u00eas meses, embora apenas 1%. Esses decl\u00ednios dr\u00e1sticos s\u00e3o puxados principalmente pela fuga dos investidores para a seguran\u00e7a representada pelo d\u00f3lar americano, em vista da crise do euro. Os exportadores de commodities, principalmente a R\u00fassia, tamb\u00e9m foram afetados pela queda dos pre\u00e7os dos metais e dos produtos energ\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 o crescente temor de que o recente per\u00edodo de uma d\u00e9cada de crescimento econ\u00f4mico superacelerado dos mercados emergentes possa ter ficado para tr\u00e1s. Os investidores parecem ter conclu\u00eddo que a China e outros Brics n\u00e3o conseguir\u00e3o representar um recome\u00e7o para a economia mundial como fizeram ap\u00f3s o colapso, em 2008, do Lehman Brothers.<\/p>\n<p>&#8220;Acho que as pessoas mudaram de ideia sobre toda a experi\u00eancia com os Brics&#8221;, disse David Bloom, diretor de estrat\u00e9gia cambial do HSBC.<\/p>\n<p>A venda maci\u00e7a de contratos de c\u00e2mbio referentes a Brasil, R\u00fassia e \u00cdndia foi maior do que os vinculados \u00e0s moedas dos mercados emergentes que tradicionalmente sofrem as maiores oscila\u00e7\u00f5es, como M\u00e9xico, \u00c1frica do Sul e Pol\u00f4nia. Isso se deve em parte ao fato de as moedas de economias maiores terem maior liquidez, e serem, portanto, mais f\u00e1ceis de alienar numa venda em massa, e em parte \u00e0s esperan\u00e7as maiores dos investidores de que os Brics, com seus grandes mercados internos, suportar\u00e3o a crise melhor do que seus concorrentes de menor porte. &#8220;Os pa\u00edses em que as pessoas estavam mais entusiasmadas [com as perspectivas] foram os que mais sofreram&#8221;, diz Bloom.<\/p>\n<p>Com tantas d\u00favidas pairando sobre os mercados, \u00e9 imposs\u00edvel saber quanto tempo essa mudan\u00e7a de sentimento dever\u00e1 durar. Embora se mantenha o consenso de que os mercados emergentes no longo prazo v\u00e3o crescer de forma mais acelerada do que os pa\u00edses desenvolvidos, os pr\u00f3ximos meses &#8211; ou anos &#8211; poder\u00e3o ser dif\u00edceis. Como diz S\u00e9bastien Barb\u00e9, diretor de c\u00e2mbio do Cr\u00e9dit Agricole: &#8220;As pessoas olham para os mercados emergentes e dizem que vem a\u00ed um novo padr\u00e3o. Assim, os mercados est\u00e3o tentando precificar o novo padr\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Para a China isso pode significar um crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) de 7%, em vez de 10%. Para pa\u00edses menores voltados para a exporta\u00e7\u00e3o como a Tail\u00e2ndia, poder\u00e1 significar maior volatilidade da economia, al\u00e9m de um crescimento mais lento. Para quase todas as economias, esse fator traz a incerteza, que, num ambiente avesso ao risco, preocupa os investidores.<\/p>\n<p>Algumas autoridades da \u00e1rea econ\u00f4mica dos pa\u00edses emergentes, que estavam at\u00e9 recentemente satisfeitos, na maioria, em ver suas moedas se livrar de parte das r\u00e1pidas altas registradas na recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-2009, tentam agora deter o descenso. O Brasil, por exemplo, reduziu este m\u00eas o imposto incidente sobre os empr\u00e9stimos externos. A \u00cdndia cortou no m\u00eas passado o lucro que as empresas externas podem deter em moeda estrangeira, a fim de estimul\u00e1-las a transferir recursos para seus pa\u00edses de origem, e elevou este m\u00eas os tetos dos investimentos estrangeiros em b\u00f4nus governamentais. Brasil, R\u00fassia e \u00cdndia intervieram nos mercados para dar sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0s suas moedas.<\/p>\n<p>Com a queda das divisas, alguns investidores est\u00e3o batendo em retirada, notadamente na R\u00fassia, onde a fuga de capitais tem sido um desafio constante, ao alcan\u00e7ar, por exemplo, um valor l\u00edquido de US$ 46,5 bilh\u00f5es nos cinco primeiros meses do ano, comparativamente aos US$ 80 bilh\u00f5es correspondentes a todo o ano de 2011.<\/p>\n<p>Com a desacelera\u00e7\u00e3o das economias e a queda das moedas os tomadores de recursos externos nos mercados emergentes enfrentar\u00e3o um grande gargalo. Empresas da China, Hong Kong, R\u00fassia e M\u00e9xico, grandes tomadoras no ano passado, se retra\u00edram em 2012. Mas as empresas brasileiras multiplicaram seu endividamento externo, ao tomar US$ 19,9 bilh\u00f5es no primeiro semestre de 2012, em rela\u00e7\u00e3o aos US$ 23,6 bilh\u00f5es absorvidos no ano passado como um todo, segundo a gestora de investimentos Dealogic. Quando alguns desses grupos publicarem seus dados financeiros de 2012, a advert\u00eancia do Standard Chartered sobre a pequena magnitude dos lucros ser\u00e1 rapidamente esquecida.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil \u00e9 o 2\u00ba maior emissor privado externo nos EUA<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Brasil tornou-se o segundo maior emissor estrangeiro de b\u00f4nus empresariais nos Estados Unidos, com as firmas brasileiras aproveitando o apetite dos investidores por ativos de alto rendimento. As coloca\u00e7\u00f5es das maiores empresas brasileiras, como Petrobras, Banco do Brasil e Vale, ampliaram a participa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds no mercado americano para cerca de 11% das emiss\u00f5es internacionais totais de t\u00edtulos de d\u00edvidas denominados em d\u00f3lar no acumulado desde janeiro, segundo dados da Dealogic.<\/p>\n<p>&#8220;Alguns desses b\u00f4nus empresariais brasileiros s\u00e3o muito atrativos, particularmente em um cen\u00e1rio de baixas taxas de juros&#8221;, afirmou Sabur Moini, gestor de carteiras de alto rendimento da Payden Rygel, que det\u00e9m b\u00f4nus de empresas do Brasil. &#8220;Eles oferecem retornos que um gestor de b\u00f4nus normalmente n\u00e3o conseguiria com companhias dos EUA de classifica\u00e7\u00f5es similares.&#8221;<\/p>\n<p>As empresas brasileiras sentem-se atra\u00eddas pelo mercado nos EUA por sua grande concentra\u00e7\u00e3o de fundos de investimentos de longo prazo e pelas taxas de capta\u00e7\u00e3o, as menores na hist\u00f3ria, em patamares particularmente favor\u00e1veis quando comparados aos altos juros dom\u00e9sticos no Brasil.<\/p>\n<p>Embora os juros estejam em decl\u00ednio no Brasil, a taxa b\u00e1sica est\u00e1 em 8,5%, n\u00edvel que limita o desenvolvimento de um mercado para grandes b\u00f4nus mantidos em carteira por per\u00edodos de cinco a sete anos ou mais.<\/p>\n<p>A maior parte dos US$ 21,3 bilh\u00f5es de t\u00edtulos empresariais brasileiros vendidos no ano veio de empresas com classifica\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de &#8220;grau de investimento&#8221;, com rendimento m\u00e9dio superior a 5%. Em compara\u00e7\u00e3o, os juros m\u00e9dios pagos pelas empresas dos EUA com ratings similares s\u00e3o de 3,2%, de acordo com o Barclays.<\/p>\n<p>&#8220;Faz muito sentido vir aos mercados dos EUA em busca de financiamento para algumas dessas grandes companhias brasileiras que focam o d\u00f3lar&#8221;, disse Rodrigo Gonz\u00e1lez, diretor de mercados de capitais de renda fixa na Am\u00e9rica Latina do Standard Chartered.<\/p>\n<p>&#8220;Aqui elas t\u00eam a oportunidade de travar taxas em seus menores patamares hist\u00f3ricos. E, ao mesmo tempo, diversificam seu conjunto de investidores.&#8221;<\/p>\n<p>As empresas com sede no Reino Unido continuam como as maiores emissoras estrangeiras de d\u00edvidas em d\u00f3lar, mas a participa\u00e7\u00e3o das brasileiras quase dobrou desde 2010, segundo a Dealogic.<\/p>\n<p>A depend\u00eancia das companhias estrangeiras em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de d\u00f3lar dos EUA intensificou-se neste ano, \u00e0 medida que a crise das d\u00edvidas soberanas europeias piorou.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje, o tamanho das companhias no Brasil e sua diversidade as levam a estar promovendo emiss\u00f5es m\u00ednimas de US$ 500 milh\u00f5es&#8221;, afirmou Jo\u00e3o De Biase, diretor global de mercados de capitais de renda fixa no banco de investimento brasileiro Ita\u00fa BBA.<\/p>\n<p>Segundo De Biasi, embora a liquidez seja forte no mercado dom\u00e9stico brasileiro, os EUA ainda s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o melhor para emiss\u00f5es grandes e de longo prazo, como o b\u00f4nus de US$ 7 bilh\u00f5es lan\u00e7ado pela Petrobras neste ano. Foi a maior coloca\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos de d\u00edvida de uma empresa brasileira na hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3091\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3091","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-NR","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3091","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3091"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3091\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3091"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3091"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3091"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}