{"id":30984,"date":"2023-10-20T20:59:45","date_gmt":"2023-10-20T23:59:45","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=30984"},"modified":"2023-10-20T20:59:45","modified_gmt":"2023-10-20T23:59:45","slug":"razao-e-desrazao-de-uma-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30984","title":{"rendered":"Raz\u00e3o e desraz\u00e3o de uma guerra"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"30985\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30984\/palestina-2\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/palestina-2.png?fit=1200%2C700&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1200,700\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"palestina-2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/palestina-2.png?fit=747%2C436&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-30985\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/palestina-2.png?resize=747%2C436&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"436\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/palestina-2.png?resize=900%2C525&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/palestina-2.png?resize=300%2C175&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/palestina-2.png?resize=768%2C448&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/palestina-2.png?resize=752%2C440&amp;ssl=1 752w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/palestina-2.png?w=1200&amp;ssl=1 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Por Mauro Luis Iasi<\/p>\n<p>\u201cAlgo deber\u00eda<br \/>\nHechizar porta-aviones<br \/>\nAlguien debiera<br \/>\nApretar un bot\u00f3n<br \/>\nQue reciclara metralha en razones<br \/>\nY poder\u00edo en conmiserac\u00edon.\u201d<br \/>\nSilvio Rodr\u00edguez<\/p>\n<p>BLOG DA BOITEMPO<\/p>\n<p>Quem vos fala \u00e9 um comunista, portanto, algu\u00e9m que luta por uma humanidade sem classes e sem Estados. Uma humanidade emancipada certamente n\u00e3o ser\u00e1 homog\u00eanea, seguir\u00e1 sendo composta por uma rica complexidade de povos, culturas, l\u00ednguas e tradi\u00e7\u00f5es diversas. Podemos supor que nem sempre a rela\u00e7\u00e3o entre pessoas e povos ser\u00e1 harmoniosa, muitas vezes a conviv\u00eancia poder\u00e1 ser tensa e conflituosa. No entanto, retirados antagonismos fundamentais, espera-se que pessoas emancipadas n\u00e3o se matem em guerras fratricidas.<\/p>\n<p>A rigor, quem faz guerras n\u00e3o s\u00e3o os povos, mas os Estados. O brutal conflito nas terras que nunca foram santas n\u00e3o \u00e9, como nos quer fazer crer a m\u00eddia corporativa, uma guerra de Israel contra o Hamas, nem mesmo uma guerra entre \u00e1rabes e judeus. Os analistas disputam uma origem para um conflito que se arrasta no tempo, escolhendo ao sabor de seus interesses um in\u00edcio para a guerra, seja nos tempos b\u00edblicos, seja na forma\u00e7\u00e3o do Estado de Israel por resolu\u00e7\u00e3o da ONU em 1947\/1948, seja no mais recente ato de viol\u00eancia, excetuando, l\u00f3gico, aquele cotidiano exerc\u00edcio de barb\u00e1rie ao qual est\u00e1 submetido o povo palestino.<\/p>\n<p>Escolho um outro momento para tentar compreender o conflito: o acordo de Oslo, em 1995, entre a OLP e o governo de Israel. Vejamos o porqu\u00ea desta escolha.<\/p>\n<p>A remiss\u00e3o hist\u00f3rica desta pequena faixa de terra espremida entre dois mundos, a \u00c1frica e a \u00c1sia, ajuda pouco. Por l\u00e1 passaram e viveram in\u00fameros povos, desde os eg\u00edpcios (s\u00e9culo XV a.C.), ass\u00edrios (722 a.C.), babil\u00f4nicos (fins do s\u00e9culo VII a.C.), persas aquem\u00eanidas (539 a.C.), greco\/maced\u00f4nios (331 a.C. a 220 a.C.) e sel\u00eaucidas (220 a 142 a.C.), passando por uma retomada pelos locais asmoneus at\u00e9 a invas\u00e3o romana (63 a.C). Aqueles que hoje se reconhecem como \u00e1rabes e judeus eram tribos de pastores ou agricultores dispersas entre n\u00f4mades e sedent\u00e1rios, quase sempre oprimidos por uma ou outra destas invas\u00f5es.<\/p>\n<p>Devemos nos deslocar para um contexto espec\u00edfico da hist\u00f3ria contempor\u00e2nea, mas precisamente o mundo que emerge de duas guerras mundiais no qual as pot\u00eancias imperialistas partilham o planeta em \u00e1reas de influ\u00eancia. \u00c9 neste contexto que a popula\u00e7\u00e3o judaica, espalhada pelo mundo, reivindica a forma\u00e7\u00e3o do Estado de Israel. Este movimento pol\u00edtico se origina ainda no final do s\u00e9culo XIX com a publica\u00e7\u00e3o de Theodor Herzi defendendo um Estado para os judeus e organizando um congresso mundial sionista em 1897.<\/p>\n<p>Houve ondas de imigra\u00e7\u00e3o de judeus para a Palestina, o que se intensificou pelos conflitos mundiais e a persegui\u00e7\u00e3o que este povo sofria na Europa. Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, a Palestina estava ocupada pela autoridade colonial brit\u00e2nica e abrigava mu\u00e7ulmanos, judeus e cat\u00f3licos em um mesmo territ\u00f3rio. Em 1947, a ONU aprovou uma resolu\u00e7\u00e3o que criava o Estado de Israel, reduzindo as fronteiras do Estado da Palestina, ou seja, a mesma resolu\u00e7\u00e3o deveria definir os dois Estados. A proposta foi viabilizada em raz\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o inglesa e contra a resist\u00eancia da maioria \u00e1rabe na regi\u00e3o. A forma\u00e7\u00e3o de Israel e sua independ\u00eancia s\u00f3 ocorreu pela luta armada dos israelenses contra os ingleses, principalmente atrav\u00e9s do terrorismo (atentados a bomba contra quart\u00e9is e instala\u00e7\u00f5es brit\u00e2nicas).<\/p>\n<p>Um pequeno par\u00eanteses, o terrorismo \u00e9 uma forma de luta que se apresenta em uma situa\u00e7\u00e3o de grande disparidade de for\u00e7as entre as for\u00e7as de liberta\u00e7\u00e3o e os ex\u00e9rcitos opressores, como no caso de uma se\u00e7\u00e3o colonial e em outros contextos, como na resist\u00eancia francesa, iugoslava ou grega contra os nazistas, ou dos argelinos contra a domina\u00e7\u00e3o colonial francesa, entre outros.<\/p>\n<p>A luta contra a domina\u00e7\u00e3o inglesa culminou com a independ\u00eancia do Estado de Israel em 14 de maio de 1948. Em seguida, os pa\u00edses \u00e1rabes vizinhos atacaram o rec\u00e9m nascido Estado de Israel e provocaram uma guerra que se alastrou por um ano, definindo fronteiras e j\u00e1 incluindo \u00e1reas ocupadas por Israel naquilo que se tornaria a Cisjord\u00e2nia. Para que fique claro, n\u00e3o existe uma fronteira definida para o que seria ou n\u00e3o Israel. O mapa, como toda fronteira contempor\u00e2nea, foi tra\u00e7ado \u00e0 for\u00e7a e sangue atrav\u00e9s de guerra e conquista.<\/p>\n<p>Seguiram-se v\u00e1rios conflitos, entre eles a Guerra dos Seis Dias (1967), no qual Israel conquistou a faixa de Gaza, antes ocupada pelo Egito, a estrat\u00e9gica pen\u00ednsula do Sinai e as Colinas de Gol\u00e3. Durante todo este tortuoso conflito, a ONU acompanhava bovinamente sem nenhuma posi\u00e7\u00e3o mais decisiva para intermediar a situa\u00e7\u00e3o na busca de uma solu\u00e7\u00e3o, muito em fun\u00e7\u00e3o dos interesses geopol\u00edticos das grandes pot\u00eancias.<\/p>\n<p>Diante da consolida\u00e7\u00e3o do Estado de Israel, o povo palestino resolve em 1967 se levantar em uma luta armada em defesa de seu territ\u00f3rio e funda a Organiza\u00e7\u00e3o para Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP), liderada por Yasser Arafat. Desde a funda\u00e7\u00e3o de Israel, o governo era controlado pelo Partido Trabalhista. O sionismo n\u00e3o \u00e9 um movimento homog\u00eaneo e, inicialmente, houve pol\u00edticos sionistas-socialistas, como o primeiro governante de Israel, David Ben-Gurion, do Mapai. O in\u00edcio foi marcado por uma intensa imigra\u00e7\u00e3o dos judeus de todo o mundo para construir na Palestina seu Estado, levando mais de dois milh\u00f5es at\u00e9 1958. Na \u00e9poca da resolu\u00e7\u00e3o da ONU, os palestinos eram 67% da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o e os judeus viviam em cerca de 3% do territ\u00f3rio. Com a reparti\u00e7\u00e3o proposta, o Estado judeu ficaria com 56% das terras, incluindo faixas costeiras e terras mais f\u00e9rteis.<\/p>\n<p>Em 1977, encerra-se a longa hegemonia dos trabalhistas com a elei\u00e7\u00e3o de Menachem Begin, do Likud, partido de direita que formou sua base nos colonos judeus que ocupavam territ\u00f3rios antes ocupados por palestinos e que defendiam uma pol\u00edtica mais agressiva. Em 1981, as for\u00e7as israelenses interv\u00eam no sul do L\u00edbano e destroem as bases da OLP. No vazio deixado, se estrutura, com o apoio do Ir\u00e3, uma mil\u00edcia fundamentalista isl\u00e2mica: o Hezbollah.<\/p>\n<p>Em 1992, elege-se o primeiro-ministro Yitzhak Rabin, iniciando um movimento de negocia\u00e7\u00e3o com os pa\u00edses \u00e1rabes para se chegar a uma paz duradoura. Assim, chegamos ao ano de 1993 e aos acordos de Oslo. Shimon Peres, por Israel, e Mahmoud Abbas, pela OLP, assinam um acordo que previa a retirada das for\u00e7as israelenses da faixa de Gaza e da Cisjord\u00e2nia, que passariam a ser governadas pela autoridade palestina; a forma\u00e7\u00e3o de um governo interino na Palestina por cinco anos; e a negocia\u00e7\u00e3o sobre o retorno dos refugiados palestinos espalhados pela regi\u00e3o, sobre a cidade de Jerusal\u00e9m os assentamentos israelenses no terit\u00f3rio palestino e o estabelecimento de tr\u00eas \u00e1reas: uma sobre controle total da Palestina, uma com popula\u00e7\u00e3o palestina, mas ainda com presen\u00e7a militar israelense e outra sob controle total de Israel.<\/p>\n<p>Yitzhak Rabin e Yasser Arafat s\u00e3o laureados com o pr\u00eamio Nobel da Paz. Apesar de o acordo ser claramente limitado, uma vez que o Estado de Israel estava consolidado e o Estado Palestino encolhido e sem forma institu\u00edda, al\u00e9m de uma vaga autoridade palestina sobre Gaza e Cisjord\u00e2nia, poderia abrir caminho para o estabelecimento de um Estado Palestino e, pelo menos, uma suspens\u00e3o das hostilidades. No entanto, n\u00e3o foi o que aconteceu.<\/p>\n<p>Dissemos que as guerras n\u00e3o s\u00e3o feitas pelos povos, mas por Estados. \u00c9 verdade, no entanto, que em momentos de extrema instabilidade aquela aparente pretens\u00e3o de sacralidade do Estado como espa\u00e7o de gest\u00e3o da norma jur\u00eddica e de inquestion\u00e1vel poder soberano est\u00e1 submetida \u00e0s lutas pol\u00edticas. A extrema-direita de Israel assassinou Yitzhak Rabin em 1995, abrindo espa\u00e7o para a intensifica\u00e7\u00e3o dos assentamentos judaicos nas terras da Palestina e o fortalecimento do Likud, que acabou por eleger Benjamin Netanyahu, ele mesmo, em 1996.<\/p>\n<p>A ascens\u00e3o do Likud se explica, tamb\u00e9m, por problemas no lado palestino. Descontentes com o acordo de paz, militantes do Hamas (Movimento de Resist\u00eancia Isl\u00e2mica, fundado em 1987) rompem com a OLP e passam a intensificar os ataques suicidas em Israel.<\/p>\n<p>Pensamos que a luta armada, assim como suas formas extremas, como o uso do terrorismo, s\u00e3o recurso por vezes necess\u00e1rios na luta dos povos. No entanto, a experi\u00eancia de nossa classe demonstra que o recurso armado \u00e9 um momento espec\u00edfico da luta pol\u00edtica e a ela deve se subordinar. Todo esfor\u00e7o armado visa conquistar um certo equil\u00edbrio ou impasse militar que force a sa\u00edda pol\u00edtica, como foi na pr\u00f3pria guerra do Vietn\u00e3, como afirma seu principal estrategista, o general Vo Nguyen Giap. Mesmo em contextos revolucion\u00e1rios nos quais a for\u00e7a das massas rebeladas se junta \u00e0s vanguardas e chega a derrotar as for\u00e7as contrarrevolucion\u00e1rias, como na R\u00fassia de 1917 ou em Cuba em 1959, segue-se o esfor\u00e7o pol\u00edtico de consolida\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia do novo Estado. O longo percurso de uma luta, no entanto, pode criar um impasse que, ao contr\u00e1rio de levar \u00e0 sa\u00edda pol\u00edtica, pode acabar por inviabiliz\u00e1-la.<\/p>\n<p>O retorno de Netanyahu ao poder em 2009 e, novamente agora, em uma alian\u00e7a com a extrema-direita ultraconservadora israelense, como Bezalel Smotrich, que lidera o Partido Sionista Religioso, e Itamar Ben-Gvir, l\u00edder do Partido Poder Judaico, deu sequ\u00eancia e intensificou a ocupa\u00e7\u00e3o dos colonos judeus na Palestina e uma verdadeira pol\u00edtica da apartheide contra a popula\u00e7\u00e3o palestina, principalmente os mais de dois milh\u00f5es confinados na faixa de Gaza. N\u00e3o apenas a popula\u00e7\u00e3o palestina vive sob estrita vigil\u00e2ncia do ex\u00e9rcito, como tornou-se uma reserva de for\u00e7a de trabalho barata a ser explorada por Israel.<\/p>\n<p>A fala do fascista ministro da defesa de Israel, o general Yoav Gallant , dizendo que iria cercar a faixa de Gaza impedindo a entrada de alimentos, energia el\u00e9trica e combust\u00edveis, porque se tratava de uma guerra contra animais, \u00e9 express\u00e3o da barb\u00e1rie da extrema-direita israelense que os rebaixa ao patamar de seus antigos carrascos.<\/p>\n<p>Neste sentido, a extrema-direita de Israel acaba por alimentar o Hamas e inviabilizar uma sa\u00edda real para o conflito, que s\u00f3 pode se iniciar pela aceita\u00e7\u00e3o imediata do direito dos palestinos ao seu Estado com fronteiras definidas e capacidade de lograr uma soberania pol\u00edtica e econ\u00f4mica para garantir a vida e a dignidade de seu povo. Por isso, nos somamos \u00e0 solidariedade \u00e0s v\u00edtimas israelenses e palestinas e \u00e0 posi\u00e7\u00e3o do Partido Comunista de Israel contra o governo fascista de Netanyahu quando afirma que \u201c\u00e9 imposs\u00edvel \u2018gerir\u2019 o conflito ou resolv\u00ea-lo militarmente. S\u00f3 h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o: lutar para acabar com a ocupa\u00e7\u00e3o e reconhecer os direitos leg\u00edtimos do povo palestino e as suas justas reivindica\u00e7\u00f5es. Acabar com a ocupa\u00e7\u00e3o e insistir numa paz justa \u00e9 do interesse claro de ambos os povos\u201d.<\/p>\n<p>Ocorre que o que \u00e9 o interesse de ambos os povos pode n\u00e3o ser interesse de seus governantes. Em Torre de Babel, livro do escritor australiano Morris West, o personagem Jakov Baratz, um ministro israelense, preocupado com a crise econ\u00f4mica que assolava seu pa\u00eds, com a crise comercial, a fal\u00eancia dos bancos, o crescimento do desemprego, a frustra\u00e7\u00e3o e a inseguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o com as institui\u00e7\u00f5es, afirma de forma dram\u00e1tica que \u201cpara o bem do pa\u00eds, precisamos de uma pequena guerra, e j\u00e1\u201d. Diante disso, o chefe do Estado-Maior lhe responde: \u201cAt\u00e9 quando teremos necessidade de guerras? Uma democracia deve sustentar-se a si pr\u00f3pria; portanto, qual o problema? Autodefesa, claro! Mas com o ex\u00e9rcito como arma de propaganda e homens mortos para manter o contingente de vivos\u2026 de maneira nenhuma! Se \u00e9 esse nosso futuro como na\u00e7\u00e3o, \u00e9 prefer\u00edvel desistir j\u00e1. Voltemos a dispensar-nos e acabemos com isso!\u201d.<\/p>\n<p>Mas Jakov Baratz, o personagem fict\u00edcio de Morris West, n\u00e3o comanda as for\u00e7as armadas de Israel, mas sim Yoav Gallant e suas m\u00e3os cheias de sangue palestino.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30984\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9,78],"tags":[221],"class_list":["post-30984","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional","category-c91-solidariedade-a-palestina","tag-2a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-83K","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30984"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30984\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30986,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30984\/revisions\/30986"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}