{"id":31075,"date":"2023-11-17T21:53:49","date_gmt":"2023-11-18T00:53:49","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=31075"},"modified":"2023-11-17T21:53:49","modified_gmt":"2023-11-18T00:53:49","slug":"pcb-rj-sobre-a-crise-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31075","title":{"rendered":"PCB-RJ: Sobre a crise clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31076\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31075\/snapinsta-app_402818381_164632486735793_8195725772226162140_n_1080\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Snapinsta.app_402818381_164632486735793_8195725772226162140_n_1080.jpg?fit=1080%2C1080&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1080,1080\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Snapinsta.app_402818381_164632486735793_8195725772226162140_n_1080\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Snapinsta.app_402818381_164632486735793_8195725772226162140_n_1080.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Snapinsta.app_402818381_164632486735793_8195725772226162140_n_1080.jpg?fit=747%2C747&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-31076\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Snapinsta.app_402818381_164632486735793_8195725772226162140_n_1080.jpg?resize=747%2C747&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"747\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Snapinsta.app_402818381_164632486735793_8195725772226162140_n_1080.jpg?resize=900%2C900&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Snapinsta.app_402818381_164632486735793_8195725772226162140_n_1080.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Snapinsta.app_402818381_164632486735793_8195725772226162140_n_1080.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Snapinsta.app_402818381_164632486735793_8195725772226162140_n_1080.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Snapinsta.app_402818381_164632486735793_8195725772226162140_n_1080.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Nota Pol\u00edtica do Comit\u00ea Regional do PCB-RJ<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro vem sofrendo com a segunda onda de calor que atinge nosso Estado nos \u00faltimos meses. Uma primeira onda de calor nos \u00faltimos dias do inverno demonstrou o total despreparo do Estado para enfrentar situa\u00e7\u00f5es extremas. Agora, durante a primavera temos novamente temperaturas recordes para a \u00e9poca do ano, transformando o Estado do Rio de Janeiro, assim como diversas outras regi\u00f5es do Brasil, em um palco de um drama que recai de forma mais aguda sobre a classe trabalhadora e os demais setores populares, evidenciando em nosso cotidiano os impactos de uma j\u00e1 presente mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Contudo, \u00e9 importante pontuar que esse aquecimento global, que segundo diversos especialistas e cientistas, tende a se agravar nos pr\u00f3ximos anos, n\u00e3o \u00e9 de responsabilidade compartilhada igualmente por todos e n\u00e3o atinge a todos da mesma forma. Os pa\u00edses centrais do capitalismo e os setores mais abastados, a classe dos capitalistas, s\u00e3o os verdadeiros respons\u00e1veis por tanto desequil\u00edbrio. Nos pa\u00edses ditos desenvolvidos, as elites desmataram suas florestas nativas quase na totalidade, e nessas regi\u00f5es a polui\u00e7\u00e3o produzida pela ind\u00fastria e pelo consumo predat\u00f3rio espalha sua cat\u00e1strofe para al\u00e9m de suas fronteiras, atingindo todo o mundo. E \u00e9 a burguesia internacional que imp\u00f5e a l\u00f3gica extrativista, produtivista e expansionista extremada, no nosso planeta que tem recursos finitos. Tamb\u00e9m nos impactos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 poss\u00edvel identificar um corte de classe que espelha n\u00e3o apenas as cidades partidas, como tamb\u00e9m os desafios cotidianos da classe trabalhadora no transporte, nas escolas, no lazer e, fundamentalmente, no trabalho.<\/p>\n<p>Nas regi\u00f5es mais degradadas da cidade, com intensa precariedade de servi\u00e7os, com menos \u00e1reas verdes, locais onde residem basicamente a classe trabalhadora, bairros populares da periferia e do sub\u00farbio, as favelas e comunidades, a sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica chega a ser 2 a 3 graus superior \u00e0 das regi\u00f5es planejadas, mais arborizadas da cidade, geralmente nos bairros da linha 1 do metr\u00f4, Zona Sul e Barra da Tijuca, as chamadas regi\u00f5es nobres da capital. Realidade diferente da periferia, zona oeste e baixada fluminense.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da cidade que espelha a divis\u00e3o de classes da sociedade, os trabalhadores ainda precisam se deslocar em \u00f4nibus sem ar condicionado, trens com hor\u00e1rios irregulares e lotados, assim como as barcas e o pr\u00f3prio metr\u00f4. Todo o transporte p\u00fablico do Rio de Janeiro colapsado por atender \u00fanica e exclusivamente os interesses privados dos empres\u00e1rios do setor de transporte e n\u00e3o as demandas de quem vive, trabalha e transita pelo meio urbano.<\/p>\n<p>Em conjunto com as fortes ondas de calor, v\u00eam as tempestades, que causam, de tempos em tempos, graves deslizamentos e inunda\u00e7\u00f5es. \u00c9 falacioso o argumento de que estes desastres s\u00e3o imprevis\u00edveis, uma vez que ocorrem com alguma recorr\u00eancia. O grande problema \u00e9 que tamb\u00e9m os bairros populares, perifierias e comunidades s\u00e3o relegados a \u00faltimo plano, abandonados. Pois n\u00e3o existe pol\u00edtica p\u00fablica para estes locais prevendo reurbaniza\u00e7\u00e3o, despolui\u00e7\u00e3o, saneamento, dragagem de rios e galerias etc. O poder p\u00fablico tem obriga\u00e7\u00e3o ainda de criar mecanismos efetivos de ouvidoria, preven\u00e7\u00e3o e treinamento de evacua\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de risco, al\u00e9m de assentar a popula\u00e7\u00e3o em \u00e1reas ociosas em territ\u00f3rio urbano, desapropriando vastos terrenos da cidade desocupados, abandonados e sem fim social h\u00e1 anos. Tudo isso, naturalmente, envolvendo a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o para que participe ativamente dos processos de decis\u00e3o e dos projetos de reurbaniza\u00e7\u00e3o, de modo a n\u00e3o efetuar remo\u00e7\u00f5es for\u00e7adas, \u00e0 revelia dos moradores.<\/p>\n<p>Sim, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica atinge a todos, por\u00e9m, enquanto a grande responsabilidade \u00e9 dos grandes propriet\u00e1rios e poderosos, os impactos mais graves recaem sobre a classe trabalhadora que ainda sofre com crise de abastecimento de \u00e1gua, luz e outros servi\u00e7os que dificultam ainda mais a vida nessa onda de calor.<\/p>\n<p>As escolas p\u00fablicas em boa parte ainda n\u00e3o s\u00e3o climatizadas, colocando alunos, professores e demais servidores administrativos em condi\u00e7\u00f5es extremas.<\/p>\n<p>As solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o passam por iniciativas particulares como plantar uma \u00e1rvore ou economizar \u00e1gua, mas por pol\u00edticas p\u00fablicas e invers\u00e3o de prioridades. Ecologia e capitalismo s\u00e3o incompat\u00edveis. Portanto, este modo de produ\u00e7\u00e3o vitimiza n\u00e3o somente o meio ambiente, mas tamb\u00e9m os seres humanos, que s\u00e3o parte indissoci\u00e1vel da natureza.<\/p>\n<p>O planeta Terra n\u00e3o suporta mais o capitalismo e seus impactos sobre a vida, somente uma sociedade organizada com pol\u00edticas planificadas poder\u00e1 conter a degrada\u00e7\u00e3o ambiental e criar condi\u00e7\u00f5es para um desenvolvimento sob novas bases, atendendo as demandas da popula\u00e7\u00e3o, em destaque da classe trabalhadora e preservando o meio ambiente.<\/p>\n<p>O socialismo \u00e9 uma urg\u00eancia de nosso tempo.<\/p>\n<p>Partido Comunista Brasileiro &#8211; Rio de Janeiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31075\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[26],"tags":[222],"class_list":["post-31075","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c25-notas-politicas-do-pcb","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-85d","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31075"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31075\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31077,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31075\/revisions\/31077"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}