{"id":31152,"date":"2023-12-13T12:23:17","date_gmt":"2023-12-13T15:23:17","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=31152"},"modified":"2023-12-13T12:23:17","modified_gmt":"2023-12-13T15:23:17","slug":"uma-nakba-tambem-na-cisjordania-ocupada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31152","title":{"rendered":"Uma Nakba tamb\u00e9m na Cisjord\u00e2nia ocupada"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31153\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31152\/unnamed-23\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/unnamed.jpg?fit=533%2C739&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"533,739\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"unnamed\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/unnamed.jpg?fit=533%2C739&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-31153\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/unnamed.jpg?resize=533%2C739&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"533\" height=\"739\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/unnamed.jpg?w=533&amp;ssl=1 533w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/unnamed.jpg?resize=216%2C300&amp;ssl=1 216w\" sizes=\"auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Mariam Barghouti [*]<\/p>\n<p>As for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o israelenses e os colonos est\u00e3o aterrorizando a popula\u00e7\u00e3o palestina da Cisjord\u00e2nia a fim de expulsar e roubar as suas terras.<\/p>\n<p>Durante o \u00faltimo m\u00eas e meio, os objetivos genocidas de Israel em Gaza tornaram-se cada vez mais evidentes. O ex\u00e9rcito israelense n\u00e3o s\u00f3 est\u00e1 massacrando civis, como tamb\u00e9m est\u00e1 bombardeando o enclave com o objetivo de destruir todas as infraestruturas civis necess\u00e1rias \u00e0 vida.<\/p>\n<p>Hospitais, escolas, esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1gua, todas as fontes de eletricidade \u2013 incluindo pain\u00e9is solares \u2013, armaz\u00e9ns e explora\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas foram visados. Isto tornou a Faixa de Gaza inabit\u00e1vel, obrigando os palestinos a sofrerem uma nova Nakba.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 em Gaza que Israel espera livrar-se da popula\u00e7\u00e3o palestina. O desejo de Israel de fazer uma limpeza \u00e9tnica estende-se \u00e0 Cisjord\u00e2nia ocupada, onde um plano semelhante est\u00e1 sendo implementado, embora de forma mais sub-rept\u00edcia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Planos de anexa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Separar o genoc\u00eddio cont\u00ednuo em Gaza do contexto palestino mais vasto \u00e9 negar que o alvo dos crimes israelenses n\u00e3o se limita ao movimento Hamas ou \u00e0 Faixa de Gaza, mas \u00e0 exist\u00eancia do povo palestino na Palestina hist\u00f3rica como um todo.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de um medo imagin\u00e1rio dos palestinos, mas de uma realidade que at\u00e9 os fundadores do Estado israelense admitiram de modo constante e aberto.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 outra maneira sen\u00e3o transferir os \u00e1rabes daqui para os pa\u00edses vizinhos, e transferi-los todos, exceto talvez [os \u00e1rabes de] Bel\u00e9m, Nazar\u00e9 e a velha Jerusal\u00e9m&#8221;, escreveu Joseph Weitz, o diretor do Fundo Nacional Judeu (FNJ), no seu di\u00e1rio em 1940.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o deve ser deixada de p\u00e9 uma \u00fanica aldeia, nem uma \u00fanica tribo [bedu\u00edna]. S\u00f3 depois desta transfer\u00eancia \u00e9 que o pa\u00eds poder\u00e1 absorver milh\u00f5es dos nossos irm\u00e3os e o problema judeu deixar\u00e1 de existir. N\u00e3o h\u00e1 outra solu\u00e7\u00e3o&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p>Em 1948 as mil\u00edcias judaicas que levaram a cabo uma campanha de limpeza \u00e9tnica maci\u00e7a dos palestinos para criar Israel n\u00e3o assumiram o controle da Cisjord\u00e2nia e de Gaza, n\u00e3o porque n\u00e3o quisessem, mas porque n\u00e3o tinham capacidade para o fazer.<\/p>\n<p>A press\u00e3o internacional e os limites das suas pr\u00f3prias capacidades militares impediram-no de o fazer.<\/p>\n<p>Estes territ\u00f3rios serviram tamb\u00e9m convenientemente de destino para os palestinos expulsos da costa mediterr\u00e2nica, de cidades como Yaffa, Safad, Lydd e das aldeias circundantes, de que as mil\u00edcias se tinham apoderado.<\/p>\n<p>A guerra de 1967 deu a Israel a oportunidade de concretizar o seu objetivo de dominar toda a Palestina hist\u00f3rica. Ocupou Jerusal\u00e9m Oriental, a Cisjord\u00e2nia e Gaza, bem como a pen\u00ednsula eg\u00edpcia do Sinai e os montes Gol\u00e3 s\u00edrios, que continuam ocupados at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, foram elaborados v\u00e1rios planos para anexar parte ou a totalidade da Cisjord\u00e2nia e de Gaza, empurrando simultaneamente a popula\u00e7\u00e3o palestina para bantust\u00f5es separados ou para a vizinha Jord\u00e2nia e o Egito.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de mais de 150 colonatos israelenses [totalmente ilegais \u00e0 luz do direito internacional] e de 120 postos avan\u00e7ados em toda a Cisjord\u00e2nia ocupada \u00e9 uma pol\u00edtica que decorre destes planos.<\/p>\n<p>O mesmo aconteceu em Gaza at\u00e9 2005, altura em que Israel desmantelou os seus colonatos e imp\u00f4s um cerco ao territ\u00f3rio dois anos mais tarde.<\/p>\n<p>Sob o pretexto de &#8220;proteger&#8221; os 700 mil colonos, Israel tem invadido cada vez mais terras palestinas, expulsando cada vez mais palestinos das suas comunidades e negando-lhes o acesso \u00e0s suas terras, pastagens e olivais.<\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o tem prejudicado os meios de subsist\u00eancia e a autossufici\u00eancia dos palestinos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m encorajou e incentivou os colonos a assediar, torturar e matar palestinos nas suas pr\u00f3prias terras. Estas medidas, combinadas com pol\u00edticas destinadas a estrangular a economia palestina e a empurrar a maioria dos palestinos para um estado de precariedade constante, t\u00eam como objetivo final for\u00e7ar a popula\u00e7\u00e3o palestina a partir &#8220;voluntariamente&#8221;.<\/p>\n<p>Preparar a Nakba<\/p>\n<p>No \u00faltimo ano, o governo israelense liderado por Benjamin Netanyahu intensificou estas pol\u00edticas. Quando o Hamas lan\u00e7ou a sua ofensiva, em 7 de outubro, a situa\u00e7\u00e3o na Cisjord\u00e2nia ocupada j\u00e1 era intoler\u00e1vel h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<p>O ano de 2023 estava destinado a ser o mais mort\u00edfero para os palestinos na Cisjord\u00e2nia ocupada desde que as Na\u00e7\u00f5es Unidas come\u00e7aram a contar as mortes em 2006.<\/p>\n<p>At\u00e9 7 de outubro, as for\u00e7as israelenses e os colonos haviam matado cerca de 248 palestinos, na sua maioria civis, incluindo pelo menos 45 crian\u00e7as.<\/p>\n<p>O ex\u00e9rcito israelense, em coordena\u00e7\u00e3o com as for\u00e7as de seguran\u00e7a da Autoridade palestina (AP), levou a cabo ataques violentos e assassinatos em massa em toda a Cisjord\u00e2nia, em especial nos distritos de Nablus, Jenin e Tulkarem, no norte do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O n\u00famero de ataques de colonos a comunidades palestinas tamb\u00e9m explodiu, aumentando em escala e viol\u00eancia. Em fevereiro, os colonos levaram a cabo um progrom na cidade palestina de Huwara.<\/p>\n<p>Em junho, o governo israelense e o seu ministro das Finan\u00e7as, o [fascista] Bezalel Smotrich, anunciaram novas medidas para facilitar e acelerar a anexa\u00e7\u00e3o de terras palestinas. Em julho, as expans\u00f5es aprovadas dos colonatos israelenses atingiram n\u00edveis recordes.<\/p>\n<p>A economia palestina, j\u00e1 \u00e0 beira da cat\u00e1strofe, sofreu ainda mais com a destrui\u00e7\u00e3o de infraestruturas e com a restri\u00e7\u00e3o da liberdade de movimentos por parte das for\u00e7as israelenses e dos colonos.<\/p>\n<p>As demoli\u00e7\u00f5es de casas e de estruturas de subsist\u00eancia palestinas multiplicaram-se. At\u00e9 1\u00ba de outubro, mais de 750 edif\u00edcios haviam sido destru\u00eddos, desalojando mais de 1.100 palestinos.<\/p>\n<p>Todos estes processos, destinados a expulsar os palestinos e a anexar suas terras, j\u00e1 estavam em curso antes de 7 de outubro. Israel aproveitou ent\u00e3o a ofensiva do Hamas de 7 de outubro para os acelerar.<\/p>\n<p>E enquanto at\u00e9 ent\u00e3o se ouviam em p\u00fablico gritos de &#8220;morte aos \u00e1rabes&#8221;, sobretudo em reuni\u00f5es de colonos, depois de 7 de outubro a maioria dos israelenses sentiu-se \u00e0 vontade para exprimir abertamente este sentimento entre si e com o resto do mundo.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 50 dias, Israel matou 249 palestinos na Cisjord\u00e2nia, incluindo pelo menos 60 crian\u00e7as. Os ataques israelenses a aldeias, cidades e campos de refugiados palestinos na Cisjord\u00e2nia ocupada intensificaram-se em termos de escala, gravidade e utiliza\u00e7\u00e3o de armamento letal, incluindo espingardas autom\u00e1ticas, tanques e drones suicidas &#8220;Maoz&#8221;.<\/p>\n<p>O n\u00famero de palestinos detidos e colocados sob deten\u00e7\u00e3o administrativa \u2013 a vers\u00e3o oficial de Israel do rapto \u2013 atingiu um n\u00edvel recorde. Desde 7 de outubro, pelo menos 3.260 palestinos foram detidos na Cisjord\u00e2nia ocupada, muitos deles crian\u00e7as. \u00c9 prov\u00e1vel que os 150 palestinos libertados at\u00e9 agora ao abrigo do acordo de troca de ref\u00e9ns voltem a ser detidos.<\/p>\n<p>Multiplicaram-se os relatos e v\u00eddeos de abusos e torturas durante a deten\u00e7\u00e3o. Os palestinos s\u00e3o tamb\u00e9m regularmente perseguidos e espancados, mesmo nas suas pr\u00f3prias casas ou na rua.<\/p>\n<p>Incentivados e armados pelas autoridades israelenses, os colonos israelenses tornaram-se ainda mais violentos. Intensificaram as expuls\u00f5es for\u00e7adas das comunidades bedu\u00ednas palestinas no sul, perto do vale do Jord\u00e3o, e no centro, perto de Ramallah, deslocando mais de 1000 pessoas desde 7 de outubro.<\/p>\n<p>Estas pr\u00e1ticas tiveram tamb\u00e9m um impacto devastador na economia palestina.<\/p>\n<p>O ex\u00e9rcito israelense bloqueou os principais postos de controle militar em toda a Cisjord\u00e2nia ocupada, paralisando praticamente os transportes. Os trabalhadores diaristas t\u00eam tido dificuldade em ganhar a vida, enquanto as reservas de alimentos est\u00e3o diminuindo e as importa\u00e7\u00f5es retidas durante mais tempo nos portos israelenses.<\/p>\n<p>O setor da sa\u00fade tamb\u00e9m est\u00e1 em crise, incapaz de lidar com o n\u00famero cada vez maior de feridos e doentes. Para piorar a situa\u00e7\u00e3o, o ex\u00e9rcito israelense come\u00e7ou tamb\u00e9m a cercar e a atacar hospitais na Cisjord\u00e2nia.<\/p>\n<p>Todas estas t\u00e1ticas servem para espalhar o medo e o desespero entre os palestinos, preparando-os, em \u00faltima an\u00e1lise, para a anexa\u00e7\u00e3o e a expuls\u00e3o.<\/p>\n<p>Eliminar a resist\u00eancia<\/p>\n<p>Atualmente, estamos assistindo \u00e0 continua\u00e7\u00e3o da Nakba em Gaza e na Cisjord\u00e2nia. O objetivo de Israel \u00e9 expulsar os palestinos e tentar assimilar os sobreviventes, tal como tentou fazer com os palestinos de 1948.<\/p>\n<p>Atualmente, estes sobreviventes t\u00eam cidadania israelense, mas s\u00e3o tratados como cidad\u00e3os de segunda classe e frequentemente expostos a pr\u00e1ticas discriminat\u00f3rias e violentas por parte dos cidad\u00e3os judeus-israelenses e das autoridades.<\/p>\n<p>Perante esta cat\u00e1strofe iminente, os palestinos da Cisjord\u00e2nia s\u00e3o deixados \u00e0 sua sorte.<\/p>\n<p>A Autoridade palestina (AP) \u00e9 o \u00fanico ator palestino com acesso a armas, mas n\u00e3o fez nada para proteger os palestinos da viol\u00eancia israelense.<\/p>\n<p>As for\u00e7as de seguran\u00e7a da AP, com 10.500 efetivos, s\u00e3o treinadas pelos Estados Unidos e pela Jord\u00e2nia para manter a ordem, n\u00e3o para enfrentar outra for\u00e7a armada.<\/p>\n<p>Pior ainda, estas for\u00e7as e unidades de intelig\u00eancia t\u00eam ajudado diretamente Israel a atacar e a desmantelar todas as bolsas de resist\u00eancia armada na Cisjord\u00e2nia nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Contrariamente ao que afirma a propaganda israelense, os jovens que decidiram pegar em armas \u2013 concentrados principalmente em Nablus e Jenin \u2013 n\u00e3o s\u00e3o membros do Hamas; alguns s\u00e3o membros da Fatah ou desertores das for\u00e7as da Autoridade Palestina, mas muitos n\u00e3o t\u00eam qualquer filia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Desde 7 de outubro, o ex\u00e9rcito israelense tem trabalhado para erradicar estes grupos de resist\u00eancia, de modo a que a popula\u00e7\u00e3o civil da Cisjord\u00e2nia fique totalmente impotente face \u00e0 viol\u00eancia, \u00e0 expropria\u00e7\u00e3o e \u00e0 expuls\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas enquanto Israel intensifica a viol\u00eancia, a resist\u00eancia palestina est\u00e1 a emergir. Os palestinos n\u00e3o deixar\u00e3o de lutar contra a ocupa\u00e7\u00e3o e o apartheid simplesmente porque n\u00e3o t\u00eam meios para o fazer.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m quer viver no limite da sobreviv\u00eancia, empurrado e mantido \u00e0 beira do abismo por um regime estrangeiro.<\/p>\n<p>O m\u00ednimo que o mundo pode fazer \u00e9 cessar de andar de cabe\u00e7a baixa perante a propaganda israelense e defender o direito dos palestinos a resistir contra seu colonizador e opressor na sua busca pela liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Chegou o momento de reunir a coragem para falar e p\u00f4r fim \u00e0 vontade genocida de Israel. \u00c9 aqui que os livros de hist\u00f3ria nos oferecem a oportunidade de reconhecer que os estados de apartheid violentos baseados em massacres n\u00e3o s\u00e3o leg\u00edtimos nem sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>30 \/Novembro\/2023<\/p>\n<p>[*] Escritora palestino-americana que vive em Ramallah. Os seus coment\u00e1rios pol\u00edticos j\u00e1 foram publicados no International Business Times, no New York Times, no TRT-World e em outras publica\u00e7\u00f5es. \u00c9 tamb\u00e9m a correspondente na Palestina do s\u00edtio web de not\u00edcias e an\u00e1lises Mondoweiss.<\/p>\n<p>O original encontra-se em www.chroniquepalestine.com\/une-nakba-se-deroule-aussi-en-cisjordanie-occupee\/<br \/>\nEste artigo encontra-se em resistir.info<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31152\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9,78],"tags":[233],"class_list":["post-31152","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional","category-c91-solidariedade-a-palestina","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-86s","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31152","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31152"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31152\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31154,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31152\/revisions\/31154"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31152"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31152"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}