{"id":3121,"date":"2012-07-03T19:33:08","date_gmt":"2012-07-03T19:33:08","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3121"},"modified":"2012-07-03T19:33:08","modified_gmt":"2012-07-03T19:33:08","slug":"desemprego-recorde-no-euro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3121","title":{"rendered":"Desemprego recorde no Euro"},"content":{"rendered":"\n<p>A taxa de desemprego na Zona do Euro atingiu novo recorde em maio, quando alcan\u00e7ou 11,1% da popula\u00e7\u00e3o ativa, contra 11% em abril, informou ontem a Eurostat. Segundo a ag\u00eancia de estat\u00edsticas, 17,56 milh\u00f5es de pessoas estavam desempregadas nos 17 pa\u00edses da moeda comum em maio, 88 mil a mais do que em abril. Foi o 13\u00ba m\u00eas seguido em que o desemprego da regi\u00e3o superou a marca de dois d\u00edgitos. No conjunto dos 27 pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia (UE), a taxa de desemprego em maio foi de 10,3%, tamb\u00e9m um recorde, contra 10,2% no m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o a maio de 2011, o total de desempregados em todo o bloco econ\u00f4mico aumentou em 1,82 milh\u00e3o.<\/p>\n<p>A Espanha apresentou a pior situa\u00e7\u00e3o, com desemprego de 24,6% em maio, \u00edndice que chega a 52,1% no caso dos jovens de at\u00e9 25 anos. Em seguida vem a Gr\u00e9cia, com 21,9% de desempregados. Um dos motivos para a piora do indicador espanhol est\u00e1 na retra\u00e7\u00e3o da atividade industrial, que teve em junho a maior queda em mais de tr\u00eas anos. A atividade industrial alem\u00e3 tamb\u00e9m apresentou a maior retra\u00e7\u00e3o em tr\u00eas anos, indicando que a locomotiva europeia tamb\u00e9m est\u00e1 em desacelera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Membros da diplomacia da UE em Bras\u00edlia avaliaram ontem que o encontro de c\u00fapula do bloco, na sexta-feira passada, j\u00e1 trouxe resultados positivos e revelou maior coes\u00e3o dos pa\u00edses membros. Para eles, o agravamento da crise serviu para convencer os governos nacionais a adotarem medidas de sacrif\u00edcio fiscal e reformas estruturais, como as das \u00e1reas trabalhista e previdenci\u00e1ria, que foram adiadas por mais de uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, representantes de seis pa\u00edses da Zona do Euro acreditam que as medidas anunciadas na reuni\u00e3o poder\u00e3o reduzir os juros extremamente altos que v\u00eam sendo cobrados na rolagem dos t\u00edtulos p\u00fablicos, devido \u00e0 &#8220;irracionalidade&#8221; do mercado financeiro. &#8220;O euro \u00e9 irrevers\u00edvel. Ele surgiu de vontade pol\u00edtica coletiva e da mesma forma sair\u00e1 de sua grav\u00edssima crise&#8221;, resumiu um diplomata.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses da UE j\u00e1 haviam aprovado a recapitaliza\u00e7\u00e3o direta dos bancos espanh\u00f3is em troca de duro controle sobre o setor financeiro. No encontro da semana passada, os l\u00edderes tamb\u00e9m concordaram em lan\u00e7ar um pacote de 120 bilh\u00f5es de euros com o objetivo de estimular o crescimento, com investimentos voltados para a infraestrutura, a inova\u00e7\u00e3o e o empreendedorismo. Eles tamb\u00e9m sinalizaram que os recursos dos fundos de resgate da Zona do Euro poder\u00e3o ser usados para comprar b\u00f4nus soberanos, o que j\u00e1 beneficiou Espanha e It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Suspense<\/p>\n<p>No entanto, o aparente consenso da c\u00fapula da UE foi abalado pela Finl\u00e2ndia, que promete barrar o uso do Mecanismo Europeu de Estabilidade na compra direta de d\u00edvidas soberanas de pa\u00edses em dificuldades. Ontem, o primeiro-ministro finland\u00eas, Jyrki Katainen, informou que &#8220;ser\u00e1 preciso unanimidade&#8221; para decidir sobre tais compras, o que n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel devido \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o da Holanda e de seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>Banqueiro renuncia<\/p>\n<p>Um esc\u00e2ndalo sobre a manipula\u00e7\u00e3o das taxas interbanc\u00e1rias Libor e Euribor \u2014 que definem o pre\u00e7o do dinheiro trocado entre as institui\u00e7\u00f5es financeiras e influenciam o custo dos empr\u00e9stimos em geral \u2014 levou o presidente do banco brit\u00e2nico Barclays, Marcus Agius, a renunciar ao cargo, ontem. Na quarta-feira passada, o Barclays anunciou que pagaria 290 milh\u00f5es de libras (US$ 450 milh\u00f5es) para encerrar as investiga\u00e7\u00f5es das autoridades brit\u00e2nicas e norte-americanas sobre o caso, prometendo, ainda, fazer uma auditoria rigorosa sobre o epis\u00f3dio. Outros bancos tamb\u00e9m est\u00e3o sendo investigados.<\/p>\n<hr \/>\n<p>EUA: ind\u00fastria recua<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O setor manufatureiro dos Estados Unidos registrou uma contra\u00e7\u00e3o inesperada em junho pela primeira vez em quase tr\u00eas anos, em meio ao recuo de novas encomendas, de acordo com relat\u00f3rio divulgado ontem pelo Instituto de Gest\u00e3o de Fornecimento (ISM, na sigla em ingl\u00eas). O \u00edndice de atividade industrial da entidade caiu para 49,7 pontos, ante 53,5 no m\u00eas anterior. O resultado ficou aqu\u00e9m das expectativas de 52 pontos, identificadas em pesquisa da Reuters, e bem abaixo da menor previs\u00e3o, de 50,5. Essa foi a primeira vez, desde julho de 2009, que o \u00edndice caiu abaixo da marca de 50 pontos, o que indica contra\u00e7\u00e3o da atividade.<\/p>\n<p>A queda nas encomendas indica que o n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 fraco nos pr\u00f3ximos meses. &#8220;Teremos um segundo semestre muito lento&#8221;, avaliou o economista s\u00eanior do RBC Capital Markets em Nova York, Jacob Oubina. Segundo ele, com a desacelera\u00e7\u00e3o do crescimento, h\u00e1 uma boa chance de o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) anunciar mais uma rodada de compra de t\u00edtulos para impulsionar a economia. A fraqueza do setor industrial foi confirmada pela pesquisa \u00cdndice de Gerentes de Compras (PMI), do instituto Markit. Em junho, esse \u00edndice registrou 52,5 pontos, ante 54 pontos em maio, no pior resultado em 18 meses.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Alemanha quer retomar negocia\u00e7\u00e3o com Mercosul<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo alem\u00e3o decidiu retomar agora, em plena crise na zona do euro, um movimento para pressionar a negocia\u00e7\u00e3o do acordo bilateral de livre com\u00e9rcio entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia. O ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha, Philipp R\u00f6sler, aproveitou ontem a presen\u00e7a da secret\u00e1ria da Produ\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio (Mdic), Heloisa Menezes, em Frankfurt, para pedir negocia\u00e7\u00f5es nesse sentido e ainda criticou as medidas protecionistas do Brasil. Heloisa disse que em setembro haver\u00e1 uma reuni\u00e3o da comiss\u00e3o mista que re\u00fane representantes dos dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>A defesa do livre com\u00e9rcio marcou o primeiro dia do 30\u00ba Encontro Econ\u00f4mico Brasil-Alemanha, que anualmente re\u00fane representantes da ind\u00fastria e dos governos dos dois pa\u00edses. &#8220;O protecionismo n\u00e3o fomenta a competitividade e nem a inova\u00e7\u00e3o&#8221;, disse R\u00f6sler em seu discurso de apresenta\u00e7\u00e3o do encontro, em Frankfurt. O tema voltou a surgir em outros discursos do pr\u00f3prio ministro e de dirigentes da ind\u00fastria alem\u00e3 ao longo de todo o dia, mas encontrou o lado brasileiro &#8211; tamb\u00e9m formado pela iniciativa privada e governo &#8211; receoso de retomar a discuss\u00e3o do livre com\u00e9rcio num momento em que os pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia encontram dificuldades para comercializar produtos dentro do bloco.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o dever\u00edamos perder mais tempo&#8221;, disse o presidente da BDI (sigla da federa\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias na Alemanha), Hans-Peter Keitel. O grupo usou a for\u00e7a de um segmento j\u00e1 representativo na atividade brasileira. Cerca de 1,2 mil empresas instaladas no Brasil s\u00e3o de origem alem\u00e3 e, com cerca de 250 mil trabalhadores, elas respondem por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds, segundo dados do governo alem\u00e3o.<\/p>\n<p>O ministro R\u00f6sler lembrou que o acordo bilateral entre a Uni\u00e3o Europeia e os pa\u00edses do Cone Sul vem sendo costurado desde 1999. Helo\u00edsa Menezes destacou, por outro lado, que o agora pequeno super\u00e1vit comercial com a Europa e o d\u00e9ficit com a pr\u00f3pria Alemanha s\u00e3o o &#8220;maior exemplo de que o Brasil n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds protecionista&#8221;.<\/p>\n<p>Refor\u00e7ado por governo e empres\u00e1rios, o lado alem\u00e3o tamb\u00e9m reclamou das dificuldades nos processos de licita\u00e7\u00e3o no Brasil para investimentos de peso, como o caso dos aeroportos. O inc\u00f4modo dos alem\u00e3es com a presen\u00e7a argentina, tanto na concorr\u00eancia dos aeroportos como em problemas nas rela\u00e7\u00f5es comerciais do Brasil, deu um tom acalorado no debate conduzido pela jornalista do jornal &#8220;Die Welt&#8221;, Hildegard Stausberg.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria jornalista ironizou a presen\u00e7a de uma operadora argentina (Corporaraci\u00f3n America) no cons\u00f3rcio que venceu o leil\u00e3o do aeroporto de Bras\u00edlia, entre outras interven\u00e7\u00f5es na mesma linha. &#8220;Admiro a sua f\u00e9&#8221;, disse Stausberg quando o presidente do Conselho de Empres\u00e1rios da Am\u00e9rica Latina (Ceal), Ingo Pl\u00f6ger afirmou que torcia para que o grupo vencedor fosse o melhor. O debate esquentou quando o lado brasileiro lembrou que muito do que j\u00e1 se havia avan\u00e7ado no acordo bilateral foi perdido por conta das restri\u00e7\u00f5es da Europa na \u00e1rea agr\u00edcola.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Proje\u00e7\u00e3o para o PIB deste ano cai mais, para 2,05%<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Os v\u00e1rios pacotes de medidas anunciados pelo governo para estimular a economia n\u00e3o conseguiram evitar que as previs\u00f5es para o pa\u00eds continuem despencando. De acordo com a pesquisa Focus, que o Banco Central (BC) faz semanalmente com economistas de bancos e corretoras do pa\u00eds, a proje\u00e7\u00e3o para a expans\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) caiu de 2,18% para 2,05%, na avalia\u00e7\u00e3o divulgada ontem. Essa foi a oitava semana seguida de redu\u00e7\u00e3o de expectativas &#8211; mais pessimistas, mas em linha com a previs\u00e3o oficial. Na semana passada, o BC revisou a estimativa de crescimento do pa\u00eds de 3,5% para 2,5%, n\u00famero abaixo do desempenho de 2011, quando o Brasil cresceu 2,7%.<\/p>\n<p>J\u00e1 a estimativa para o crescimento industrial j\u00e1 est\u00e1 pr\u00f3xima de zero. A aposta dos analistas do mercado financeiro \u00e9 de que a ind\u00fastria crescer\u00e1 s\u00f3 0,39% neste ano. Na semana passada, a previs\u00e3o era de 0,5%. H\u00e1 apenas um m\u00eas, os analistas esperavam que o setor se expandisse 1,15% em 2012.<\/p>\n<p>&#8211; As medidas mais recentes de est\u00edmulo, que passam pela acelera\u00e7\u00e3o dos investimentos do PAC (Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento) e prorroga\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os produtos de linha branca e m\u00f3veis, n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para reanimar as expectativas de crescimento econ\u00f4mico &#8211; prev\u00ea o economista-chefe da corretora Prosper, Eduardo Velho.<\/p>\n<p>O pessimismo, na avalia\u00e7\u00e3o do economista, tem a ver com a percep\u00e7\u00e3o do mercado de que o BC pode puxar o freio de m\u00e3o nos cortes futuros de juros. Esse sentimento, entretanto, ainda n\u00e3o se refletiu nos n\u00fameros. Na pesquisa divulgada ontem, os analistas mantiveram a previs\u00e3o de mais dois cortes de 0,5 ponto percentual nas pr\u00f3ximas duas reuni\u00f5es do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom). A proje\u00e7\u00e3o para a taxa b\u00e1sica (Selic) est\u00e1 em 7,5% ao ano.<\/p>\n<p>Para o ano que vem, proje\u00e7\u00f5es de 4,3%<\/p>\n<p>A grande diferen\u00e7a da aposta da semana est\u00e1 no que os economistas esperam para a pol\u00edtica monet\u00e1ria no ano que vem. Agora, a estimativa \u00e9 que o colegiado voltar\u00e1 a subir os juros em doses menores, comparado ao que se esperava na semana passada. Os analistas preveem altas de 0,25 ponto percentual a partir de abril do ano que vem. Antes, a aposta era que o Copom voltaria a subir os juros naquele m\u00eas, em parcelas de 0,5 ponto percentual.<\/p>\n<p>A Taxa Selic no menor patamar da Hist\u00f3ria traz uma perspectiva melhor para o ano que vem. A proje\u00e7\u00e3o para o crescimento do setor industrial, por exemplo, subiu levemente, de 4,2% para 4,3% em 2013. De acordo com os economistas, as expectativas para o ano que vem seriam ainda melhores, n\u00e3o fosse o desempenho da economia no primeiro semestre. Os n\u00fameros foram piores que o esperado e j\u00e1 contaminaram as previs\u00f5es at\u00e9 o fim do ano.<\/p>\n<p>&#8211; Vimos uma desacelera\u00e7\u00e3o geral na economia. O que d\u00e1 para a gente esperar \u00e9 que o Natal seja s\u00f3 um pouco melhor e que a economia entre girando bem em 2013 &#8211; afirmou o economista da corretora BBM Gabriel Hartung.<\/p>\n<p>Para o professor da Trevisan Alc\u00eddes Leite, a sa\u00edda para levantar o PIB) neste ano seria o governo anunciar um grande pacote de investimentos, j\u00e1 que os atuais n\u00e3o t\u00eam animado o empresariado. Segundo ele, a economia n\u00e3o tem respondido aos est\u00edmulos dados pelo governo, porque eles s\u00e3o pequenos comparado com o problema: o tamanho da crise internacional.<\/p>\n<p>&#8211; O que foi feito \u00e9 muito pouco para reverter essa situa\u00e7\u00e3o, mas o governo tem mais espa\u00e7o para tomar medidas e incentivar o crescimento, j\u00e1 que h\u00e1 uma car\u00eancia muito grande em \u00e1reas como saneamento b\u00e1sico, habita\u00e7\u00e3o e transportes &#8211; detalhou o economista.<\/p>\n<p>Para a infla\u00e7\u00e3o, fizeram um leve ajuste para baixo, e a proje\u00e7\u00e3o do IPCA caiu de 4,95% para 4,93% no fim deste ano.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Estrangeiros v\u00e3o entrar em refinarias<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Preocupado com o atraso no cronograma de obras das refinarias da Petrobras que fazem parte do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), o governo deu sinal verde para que a estatal acelere a negocia\u00e7\u00e3o de parcerias com empresas estrangeiras. Essa alternativa, que vinha sendo evitada para preservar a autonomia do pa\u00eds no processamento do petr\u00f3leo do pr\u00e9-sal, \u00e9 vista agora como uma sa\u00edda para manter os prazos de conclus\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o desses empreendimentos, ap\u00f3s a decis\u00e3o da Petrobras de reduzir o ritmo de investimentos em refino no seu Plano de Neg\u00f3cios 2012\/2016.<\/p>\n<p>Entre as empresas estrangeiras interessadas est\u00e1 a gigante chinesa Sinopec, que atualmente opera no pa\u00eds em cons\u00f3rcios para explora\u00e7\u00e3o de campos de petr\u00f3leo. Outras multinacionais da \u00e1rea de refino j\u00e1 manifestaram interesse em se associar com a Petrobras, mas as parcerias n\u00e3o prosperaram. A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 a venezuelana PDVSA, que participa da constru\u00e7\u00e3o da refinaria Abreu e Lima.<\/p>\n<p>A Petrobras n\u00e3o confirma as negocia\u00e7\u00f5es, mas, segundo fontes do governo, a op\u00e7\u00e3o pelo capital estrangeiro decorre da avalia\u00e7\u00e3o de que postergar prazos para refino significa aumentar perigosamente a depend\u00eancia do pa\u00eds de combust\u00edveis derivados de petr\u00f3leo importados. Para autoridades da \u00e1rea, sem as quatro refinarias do PAC &#8211; Comperj, Abreu e Lima, Premium I e Premium II &#8211; essa depend\u00eancia cresceria tanto que, em 2020, acabaria por colocar em risco a autonomia e o crescimento do pa\u00eds. As importa\u00e7\u00f5es de derivados de petr\u00f3leo dispararam nos \u00faltimos meses, devido ao aumento do consumo. Em abril, por exemplo, o pa\u00eds atingiu o volume de importa\u00e7\u00e3o de \u00f3leo diesel previsto para dezembro.<\/p>\n<p>De acordo com a pr\u00f3pria Petrobras, se n\u00e3o forem constru\u00eddas as quatro novas unidades de refino constantes do PAC, a estatal seria obrigada a importar, em 2020, 40% dos derivados de petr\u00f3leo consumidos no Brasil. No caso do diesel, sem as novas refinarias, seria preciso importar, tamb\u00e9m em 2020, cerca de 1 milh\u00e3o de barris por dia, frente \u00e0 importa\u00e7\u00e3o atual de cerca de 160 mil barris di\u00e1rios, segundo nota da estatal divulgada no dia 28 em seu blog.<\/p>\n<p>China diz ter baixo custo e tecnologia<\/p>\n<p>O consumo de derivados de petr\u00f3leo no Brasil tem crescido em um ritmo que surpreende a pr\u00f3pria estatal. Em mar\u00e7o, a estimativa da Petrobras era que, ao fim de 2012, as importa\u00e7\u00f5es de gasolina chegariam a 80 mil barris di\u00e1rios, o que significa um aumento de um ter\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado e recorde de importa\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel. Mas o pa\u00eds j\u00e1 atingiu esse n\u00edvel de compras do exterior at\u00e9 abril.<\/p>\n<p>Depois de anunciado o novo Plano de Neg\u00f3cios at\u00e9 2016, s\u00f3 Abreu e Lima tem prazo para entrar em opera\u00e7\u00e3o, em novembro de 2014. Ainda assim, essa data implica atraso de tr\u00eas anos, e o valor final da refinaria est\u00e1 oito vezes acima do inicialmente previsto. Pelo plano da Petrobras, as refinarias Premium, cuja constru\u00e7\u00e3o ainda nem come\u00e7ou, n\u00e3o ficar\u00e3o prontas antes de 2017. Para o Comperj, n\u00e3o h\u00e1 prazo para o in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o da primeira fase.<\/p>\n<p>Com a entrada de estrangeiros nos neg\u00f3cios, seria poss\u00edvel retomar o cronograma de conclus\u00e3o das obras previsto no PAC ou at\u00e9 antecip\u00e1-lo, segundo fontes, com eventual acelera\u00e7\u00e3o de desembolsos pelos s\u00f3cios.<\/p>\n<p>O governo entende que, mantida a participa\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 51% da Petrobras nas refinarias, seria preservado o car\u00e1ter nacional e a estrat\u00e9gia brasileira para o beneficiamento do petr\u00f3leo do pr\u00e9-sal. Este \u00e9 o caso da refinaria Abreu e Lima, que tem a PDVSA como s\u00f3cia.<\/p>\n<p>A parceria com estrangeiros reduziria as despesas da estatal em um setor que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o lucrativo quanto a explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo bruto. Isso tornaria os investimentos mais realistas, como defendeu na semana passada a presidente da estatal, Maria das Gra\u00e7as Foster.<\/p>\n<p>Charles Tang, presidente da C\u00e2mara Brasil-China (CCIBC), afirma que a China tem capacidade para produzir refinarias com tecnologia de ponta e a custos bastante competitivos. Isso, argumentou, credenciaria o pa\u00eds a participar dos empreendimentos.<\/p>\n<p>&#8211; Al\u00e9m disso, a China disp\u00f5e de verba para financiar essas refinarias. Seria natural que uma empresa como a Sinopec fosse convidada a conversar &#8211; afirmou Tang.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Balan\u00e7a comercial tem pior semestre em dez anos<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A balan\u00e7a comercial brasileira registrou o menor super\u00e1vit dos \u00faltimos dez anos para meses de junho e para primeiros semestres. O resultado acendeu a luz amarela no governo que j\u00e1 estuda novas medidas para ajudar os exportadores. O Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (MDIC) tamb\u00e9m pode reduzir a meta de exporta\u00e7\u00e3o do ano, que \u00e9 de US$ 264 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O super\u00e1vit em junho foi de apenas US$ 807 milh\u00f5es. De janeiro a junho, o saldo acumulado foi positivo em US$ 7,07 bilh\u00f5es, uma queda de 45,4% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011. As vendas externas somaram US$ 117,2 bilh\u00f5es, queda de 0,9% frente aos seis primeiros meses do ano passado. As importa\u00e7\u00f5es ficaram em US$ 110,1 bilh\u00f5es, alta de 4,6% e recorde para o per\u00edodo.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um ano dif\u00edcil para o com\u00e9rcio mundial. Havia uma expectativa de que houvesse uma recupera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o houve&#8221;, disse a secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior, Tatiana Prazeres. O governo atribuiu o resultado \u00e0 crise global, que provocou retra\u00e7\u00e3o da demanda e queda no pre\u00e7o internacional de algumas commodities. &#8220;Temos um refluxo da crise cada vez mais forte. Esse \u00e9 um problema que ter\u00e1 de ser enfrentado no segundo semestre&#8221;, disse o secret\u00e1rio executivo do MDIC, Alessandro Teixeira.<\/p>\n<p>Greve. A greve dos auditores fiscais da Receita Federal ajudou na piora dos n\u00fameros em junho. Muitos exportadores est\u00e3o com dificuldades para embarcar as mercadorias. Em outros casos, o produto \u00e9 exportado, mas o registro da opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 feito. Teixeira disse que os n\u00fameros de junho poderiam estar melhores se n\u00e3o fosse pela greve, mas o fato n\u00e3o altera a tend\u00eancia prevista para o com\u00e9rcio mundial.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s temos uma crise e a nossa expectativa era que melhorasse no segundo semestre, mas, se continuar dessa forma, n\u00e3o vai melhorar&#8221;, sentenciou. Ele acrescentou que o comportamento da balan\u00e7a em julho ser\u00e1 essencial para definir a manuten\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da meta de exporta\u00e7\u00e3o em 2012. &#8220;A situa\u00e7\u00e3o em junho nos acende a luz amarela. N\u00e3o d\u00e1 para dizer com certeza que vai mudar a meta. Precisamos ver o m\u00eas de julho.&#8221;<\/p>\n<p>Medidas. Teixeira disse que a principal queixa dos exportadores na atual conjuntura \u00e9 acesso a mercado, em fun\u00e7\u00e3o da baixa demanda global. Ele antecipou que o governo est\u00e1 trabalhando em medidas para ajudar as empresas, mas disse que n\u00e3o poderia antecip\u00e1-las porque est\u00e3o em fase &#8220;muito preliminar&#8221;.<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio, \u00e9 preciso &#8220;avan\u00e7ar&#8221; na pol\u00edtica industrial e continuar adotando instrumentos para defender a ind\u00fastria da concorr\u00eancia &#8220;esp\u00faria&#8221; dos importados. Ele lembrou que os pa\u00edses do Mercosul preparam a eleva\u00e7\u00e3o do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o para 200 produtos. Mas rejeitou que a medida seja protecionista. &#8220;N\u00e3o se pode confundir defesa com prote\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es tiveram queda em todas as categorias e para todos os mercados em junho.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Transpar\u00eancia: Estatais se recusam a divulgar sal\u00e1rios<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>As estatais consideradas estrat\u00e9gicas pelo governo e que competem nos mercados financeiro e de energia decidiram n\u00e3o publicar os sal\u00e1rios de seus diretores e funcion\u00e1rios na internet. Como a regulamenta\u00e7\u00e3o da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o obriga apenas as empresas p\u00fablicas que n\u00e3o atuam sob concorr\u00eancia a divulgarem as remunera\u00e7\u00f5es de servidores, Banco do Brasil, Caixa Econ\u00f4mica Federal, Petrobras e Eletrobras adotaram a brecha e optaram por n\u00e3o publicar os dados. Nada referente a sal\u00e1rios, aux\u00edlios, ajudas de custo e jetons ser\u00e1 divulgado na internet, ao contr\u00e1rio do que j\u00e1 faz o Executivo com os contracheques individuais de 569 mil pessoas no Portal da Transpar\u00eancia.<\/p>\n<p>Um universo de mais de R$ 34 bilh\u00f5es e, pelo menos, 260 mil funcion\u00e1rios n\u00e3o estar\u00e3o dentro das regras de transpar\u00eancia adotadas pela maior parte do funcionalismo. Economistas criticam o que chamam de &#8220;caixa-preta&#8221; do or\u00e7amento p\u00fablico, mas h\u00e1 tamb\u00e9m quem defenda a n\u00e3o publica\u00e7\u00e3o dos contracheques. As empresas com participa\u00e7\u00e3o de 100% das a\u00e7\u00f5es nas m\u00e3os da Uni\u00e3o \u2014 ou perto disso \u2014, como os Correios e a Infraero, prometem divulgar a rela\u00e7\u00e3o dos seus trabalhadores com os respectivos sal\u00e1rios at\u00e9 o fim deste m\u00eas.<\/p>\n<p>Inicialmente, a Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o, de novembro de 2011, determinava que as empresas p\u00fablicas teriam de garantir o acesso a informa\u00e7\u00f5es de interesse particular ou coletivo. Por\u00e9m, o decreto de regulamenta\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia, publicado em maio deste ano, trouxe a novidade de que a divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es dessas empresas, em regime de concorr\u00eancia, estar\u00e1 submetida \u00e0s normas da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), &#8220;a fim de assegurar sua competitividade, governan\u00e7a corporativa e, quando houver, os interesses de acionistas minorit\u00e1rios&#8221;. Al\u00e9m disso, as estatais ainda ganharam outro refor\u00e7o t\u00e9cnico. Portaria publicada pelo Minist\u00e9rio do Planejamento garantiu que as empresas p\u00fablicas que atuam em regime de concorr\u00eancia, de fato, n\u00e3o s\u00e3o obrigadas a disponibilizar as informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para o economista Gil Castello Branco, secret\u00e1rio-geral da ONG Contas Abertas, as estatais s\u00e3o um cap\u00edtulo \u00e0 parte na Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 uma batalha. Elas n\u00e3o est\u00e3o acostumadas com transpar\u00eancia. Sempre foram no Brasil essa enorme caixa-preta e est\u00e3o resistindo \u00e0 lei e saindo de fininho&#8221;, afirma. O economista diz que o fato de atuarem no mercado competitivo n\u00e3o pode ser usado como justificativa, pois as informa\u00e7\u00f5es, segundo ele, n\u00e3o t\u00eam nada a ver com car\u00e1ter competitivo. &#8220;O governo tem a maior parte do capital dessas empresas. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o banais. As estatais se escondem atr\u00e1s dessa bandeira da competitividade&#8221;, acredita.<\/p>\n<p>Recursos p\u00fablicos<\/p>\n<p>A opini\u00e3o \u00e9 compartilhada pelo economista Roberto Piscitelli, professor da Universidade de Bras\u00edlia. Segundo ele, os valores pagos pelas empresas a seus funcion\u00e1rios &#8220;passam pelos cofres p\u00fablicos&#8221;. &#8220;A maioria do capital n\u00e3o \u00e9 do Estado, do conjunto dos cidad\u00e3os? Ent\u00e3o por que BNDES e Petrobras, por exemplo, que se mant\u00eam \u00e0 custa de recursos p\u00fablicos, n\u00e3o podem divulgar? Se \u00e9 para valer, todo mundo tem que colocar sua cara a tapa&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 quem defenda a n\u00e3o publica\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios na internet. O ex-superintendente da \u00e1rea de rela\u00e7\u00f5es com empresas da CVM F\u00e1bio Fonseca garante que a divulga\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio de uma empresa de capital aberto n\u00e3o muda a decis\u00e3o de um investidor na hora de aplicar o seu dinheiro. &#8220;Isso n\u00e3o agrega nada ao mercado. A informa\u00e7\u00e3o de mercado de companhia aberta \u00e9 a que leva o investidor a investir, a vender ou a fazer nenhum dos dois. As empresas privadas tamb\u00e9m n\u00e3o fazem isso. O dado de que um engenheiro da Petrobras ganha R$ 25 mil trabalhando numa refinaria n\u00e3o agrega nada&#8221;, diz. Ele lembra que os gastos dos conselhos das estatais s\u00e3o publicados anualmente e que, com eles, \u00e9 poss\u00edvel saber quanto cada conselheiro ganha.<\/p>\n<p>Quantidade de empregados:<\/p>\n<p>Prometem divulgar:<\/p>\n<p>Correios \u2014 121 mil<\/p>\n<p>Infraero \u2014 14 mil<\/p>\n<p>N\u00e3o v\u00e3o divulgar:<\/p>\n<p>Banco do Brasil \u2014 119 mil<\/p>\n<p>Caixa Econ\u00f4mica Federal \u2014 88 mil<\/p>\n<p>Petrobras \u2014 59 mil<\/p>\n<p>Eletrobras \u2014 1,4 mil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nCorreio Braziliense\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3121\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3121","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Ol","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3121"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3121\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}