{"id":31244,"date":"2024-01-12T14:12:11","date_gmt":"2024-01-12T17:12:11","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=31244"},"modified":"2024-01-12T14:12:11","modified_gmt":"2024-01-12T17:12:11","slug":"edison-carneiro-1912-1972","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31244","title":{"rendered":"\u00c9dison Carneiro (1912-1972)"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31245\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31244\/sem-titulo-2\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Sem-titulo.png?fit=349%2C266&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"349,266\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Sem t\u00edtulo\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Sem-titulo.png?fit=349%2C266&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-31245\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Sem-titulo.png?resize=349%2C266&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"349\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Sem-titulo.png?w=349&amp;ssl=1 349w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Sem-titulo.png?resize=300%2C229&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 349px) 100vw, 349px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Por Gon\u00e7alo Alves<\/p>\n<p>Jornal O MOMENTO &#8211; PCB da Bahia<\/p>\n<p>\u00c9dison Carneiro nasceu em Salvador (BA), no dia 12 de agosto de 1912 e faleceu no Rio de Janeiro, em 2 de dezembro de 1972. Ao longo de pouco mais de seis d\u00e9cadas de exist\u00eancia, exerceu m\u00faltiplos pap\u00e9is: advogado; escritor e jornalista; historiador; antrop\u00f3logo e etn\u00f3logo; music\u00f3logo e pesquisador do samba e militante do Partido Comunista Brasileiro.<\/p>\n<p>Sua participa\u00e7\u00e3o na vida cultural baiana se iniciou em 1930, quando, junto a outros jovens intelectuais inconformistas residentes na capital do estado, como Jorge Amado, Gilberto Dias Gomes, Aydano do Couto Ferraz e Cl\u00f3vis Amorim (a chamada \u201cAcademia dos Rebeldes\u201d), participou da edi\u00e7\u00e3o das revistas culturais Meridiano (1929) e O Momento (1931-1932). Formado em Direito pela ent\u00e3o Universidade da Bahia, pouco atuou na advocacia, redirecionando brevemente suas atividades para o jornalismo, que desempenhou at\u00e9 sua ida para o Rio de Janeiro, em 1938.<\/p>\n<p>Em sua atua\u00e7\u00e3o como rep\u00f3rter do jornal O Estado da Bahia, cobriu aquilo que ficou conhecido na \u00e9poca como o \u201cLevante Comunista do Posto Ind\u00edgena de Ilh\u00e9us\u201d, ocorrido nos primeiros meses de 1936. O acontecimento consistiu em uma mobiliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena naquela localidade, ao sul do estado da Bahia, em defesa de suas terras contra as invas\u00f5es de latifundi\u00e1rios e grileiros, os quais ambicionavam incorporar estes territ\u00f3rios \u00e0s fazendas cacaueiras da regi\u00e3o, que vinham experimentando um grande incremento na produ\u00e7\u00e3o, visando os mercados interno e externo. A organiza\u00e7\u00e3o daquela luta de resist\u00eancia contou efetivamente com a participa\u00e7\u00e3o de militantes do PCB, fato que levou os propriet\u00e1rios de terras locais e setores da imprensa reacion\u00e1ria a retrat\u00e1-la como o resultado puro e simples da \u201cinfiltra\u00e7\u00e3o comunista\u201d na regi\u00e3o, ativando sentimentos de p\u00e2nico e anticomunismo em um pa\u00eds ainda sob o cutelo institucional da Lei de Seguran\u00e7a Nacional, vigente desde mar\u00e7o do ano anterior, e em uma atmosfera opressiva ulterior \u00e0 insurrei\u00e7\u00e3o nacional libertadora de novembro de 1935.<\/p>\n<p>\u00c9dison Carneiro entrou em rota de colis\u00e3o com os propriet\u00e1rios das fazendas de cacau e autoridades locais ao publicar que o principal motivo das a\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas era a defesa de suas terras contra a ofensiva dos cacauicultores e por isso foi for\u00e7ado a sair da regi\u00e3o. \u00c9dison Carneiro, em seu retorno a Salvador, continuou incomodando as for\u00e7as conservadoras e autoridades, quando denunciou e criticou as opera\u00e7\u00f5es de repress\u00e3o policial contra os locais de culto das religi\u00f5es de matriz africana da capital e cidades do rec\u00f4ncavo baiano, iniciando ali a constru\u00e7\u00e3o de sua reputa\u00e7\u00e3o como um dos mais autorizados estudiosos deste fen\u00f4meno religioso.<\/p>\n<p>A Bahia era ent\u00e3o governada pelo militar cearense Juracy Magalh\u00e3es, que ap\u00f3s desembarcar no estado como interventor Federal depois da chamada Revolu\u00e7\u00e3o de 1930, foi eleito governador nas elei\u00e7\u00f5es de 1933. O mesmo Juracy Magalh\u00e3es que ordenara o encarceramento do ent\u00e3o jovem estudante de engenharia Carlos Marighella, estendeu seu bra\u00e7o repressivo na dire\u00e7\u00e3o de \u00c9dison Carneiro, obrigando-o \u00e0 semiclandestinidade vivida sob o acolhimento das lideran\u00e7as do culto-afro-brasileiro dos sub\u00farbios de Salvador. Foi nesta condi\u00e7\u00e3o que participou da organiza\u00e7\u00e3o do II Congresso Afro-Brasileiro, realizado na capital baiana em 1937.<\/p>\n<p>\u00c9dison Carneiro X Gilberto Freyre<\/p>\n<p>O I Congresso Afro-Brasileiro acontecera em Recife (PE), no ano de 1934 e teve no escritor pernambucano Gilberto Freyre o seu principal expoente. Realizado um ano ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o deCasa Grande &amp; Senzala, o enclave recifense fora marcado pela influ\u00eancia preponderante das elabora\u00e7\u00f5es freyreanas, que inspirariam, nos anos vindouros, as teses sobre a \u201cdemocracia racial\u201d e o \u201cluso-tropicalismo\u201d. Para o II Congresso, \u00c9dison Carneiro incumbiu-se da tarefa de contrapor \u00e0s formula\u00e7\u00f5es culturalistas, de difuso vi\u00e9s apolog\u00e9tico, das concep\u00e7\u00f5es de Freyre uma abordagem distinta da problem\u00e1tica do negro no Brasil: ele situou a quest\u00e3o do negro no n\u00facleo da problem\u00e1tica s\u00f3cio racial brasileira. Evitou, por motivos \u00f3bvios, a utiliza\u00e7\u00e3o ostensiva de um vocabul\u00e1rio de tradi\u00e7\u00e3o marxista, mas buscou estabelecer os nexos estruturais entre a discrimina\u00e7\u00e3o e desvaloriza\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o cultural do povo negro \u00e0 cultura brasileira \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o de \u201cra\u00e7a\u201d e classe a que vinha sendo submetido ao longo de toda a hist\u00f3ria do pa\u00eds. Por\u00e9m, n\u00e3o se limitou a isto. Rompendo liminarmente com as posturas professorais e elitistas dos estudiosos da cultura afro-brasileira at\u00e9 ent\u00e3o, o comunista \u00c9dison Carneiro aproveitou a ocorr\u00eancia do enclave para, de forma militante, criar a Uni\u00e3o de Seitas Afro-Brasileiras, a primeira entidade fundada no Brasil com a finalidade de proteger e apoiar as religi\u00f5es de matriz africana.<\/p>\n<p>Com o golpe do Estado Novo, em novembro de 1937, intensificou-se a repress\u00e3o aos comunistas n\u00e3o apenas na Bahia, mas em todo o territ\u00f3rio brasileiro. Mesmo com a sa\u00edda de Juracy Magalh\u00e3es, seu desafeto, do governo baiano, deterioraram-se as condi\u00e7\u00f5es para a perman\u00eancia de Edison Carneiro em sua terra natal. Ele seguiu para a ent\u00e3o capital da rep\u00fablica, em 1938, onde era menos conhecido, e permaneceu em terras cariocas at\u00e9 o final de seus dias.<\/p>\n<p>Estudos pioneiros, milit\u00e2ncia cultural e antecipa\u00e7\u00e3o do nacional-popular<\/p>\n<p>Nas d\u00e9cadas em que viveu no Rio de Janeiro, Carneiro teve a oportunidade de aprofundar e adensar suas investiga\u00e7\u00f5es sobre aspectos fundamentais da cultura brasileira e continuar sua milit\u00e2ncia pol\u00edtica e cultural. Estas atividades se respaldavam em sua vincula\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e profissional a \u00f3rg\u00e3os oficiais de gest\u00e3o da pol\u00edtica cultural, em seu pertencimento \u00e0 comunidade religiosa afro-brasileira, nas conex\u00f5es que estabeleceu com o mundo do samba e em sua atua\u00e7\u00e3o como militante do setor cultural do PCB. Os elementos que estiveram no foco de suas aten\u00e7\u00f5es podem ser discriminados da seguinte maneira:<\/p>\n<p>a) A continua\u00e7\u00e3o do estudo das religi\u00f5es afro-brasileiras iniciado na Bahia.<br \/>\nb) As pesquisas acerca de manifesta\u00e7\u00f5es da cultura popular em diversos estados e regi\u00f5es do pa\u00eds, nomeadamente o samba, a capoeira e outras tradi\u00e7\u00f5es culturais.<br \/>\nc) A resist\u00eancia negra e outras lutas travadas pelos setores populares na hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n<p>Em cada um destes campos de estudo, \u00c9dison Carneiro atuou como intelectual criador, cr\u00edtico e dial\u00e9tico, posicionando-se de forma alternativa e militante \u00e0s concep\u00e7\u00f5es elitistas, conservadoras e equivocadas com as quais se deparou. Ao desenvolver seus estudos sobre as religi\u00f5es de matriz africanas, necessitou superar limita\u00e7\u00f5es e pr\u00e9-conceitos. As limita\u00e7\u00f5es diziam respeito \u00e0 forte influ\u00eancia exercida pela obra de Nina Rodrigues, m\u00e9dico maranhense radicado na Bahia na virada do s\u00e9culo XX, que fora o iniciador daqueles estudos no Brasil. Sem poder desafiar abertamente as formula\u00e7\u00f5es de Rodrigues, conformadas por elabora\u00e7\u00f5es racistas e deterministas e apoiadas na psicologia social de Gustave Le Bon e na Psicologia Criminal de Cesare Lombroso, Carneiro fez tabula rasa das caracteriza\u00e7\u00f5es reducionistas da cultura e das religi\u00f5es africanas e afro-brasileiras contidas na obra de Nina Rodrigues, ressaltando o car\u00e1ter complexo, elaborado e sofisticado daquelas tradi\u00e7\u00f5es religiosas.<\/p>\n<p>Precisou contornar tamb\u00e9m os enraizados preconceitos, amplamente disseminados entre os estudiosos da tem\u00e1tica na \u00e9poca, em rela\u00e7\u00e3o aos m\u00e9todos e categorias da dial\u00e9tica materialista. Para tanto, al\u00e9m de evitar o uso ostensivo do conceitual marxista, como j\u00e1 citado, procurou apoiar seus estudos no maior volume poss\u00edvel de evid\u00eancias emp\u00edricas em di\u00e1logo frequente com as investiga\u00e7\u00f5es mais consagradas. Seus escritos sobre a cultura popular em suas mais variadas express\u00f5es fizeram de Carneiro uma refer\u00eancia incontorn\u00e1vel dos estudos acerca do folclore brasileiro. Contempor\u00e2neo de outros investigadores renomados como C\u00e2mara Cascudo e M\u00e1rio de Andrade, distinguiu-se do primeiro pela abrang\u00eancia nacional de suas pesquisas e do segundo pela diversidade das manifesta\u00e7\u00f5es culturais abordadas, para al\u00e9m do \u00e2mbito musical.<\/p>\n<p>A acuidade do seu olhar sobre as matrizes populares da cultura brasileira fez da obra de Carneiro um elemento precursor da perspectiva nacional-popular desta cultura, que conheceria na virada dos anos 1960 sua realiza\u00e7\u00e3o art\u00edstica mais efetiva. Os trabalhos de \u00c9dison Carneiro com foco nas lutas de resist\u00eancia negra e popular na hist\u00f3ria do Brasil se destacam pelo pioneirismo e engajamento. Foi, talvez, o primeiro autor a resgatar positivamente a experi\u00eancia do Quilombo de Palmares, destacando seu car\u00e1ter antiescravista, anticolonialista e emancipador, reconhecendo-o como a primeira forma de luta solidamente organizada deste tipo no Brasil e nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Suas investiga\u00e7\u00f5es acerca dos processos de resist\u00eancia popular na forma\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira encontram continuidade nos livros sobre a Revolu\u00e7\u00e3o Praieira e sobre Castro Alves. Nestas obras, sem incorrer em extrapola\u00e7\u00f5es e anacronismos, Carneiro recupera as causas hist\u00f3ricas da n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o, no Brasil, de uma revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tico burguesa. O elitismo das classes dominantes, as vacila\u00e7\u00f5es das lideran\u00e7as, o simples desconhecimento objetivo das condi\u00e7\u00f5es que pretendiam transformar e dos setores sociais que se propunham a conduzir aparecem como fatores elucidativos dos fracassos registrados. Do reconhecimento daqueles insucessos, Carneiro, sem afirm\u00e1-lo expressamente, sugere a atualidade, em plena segunda metade do s\u00e9culo XX, da realiza\u00e7\u00e3o no Brasil de uma revolu\u00e7\u00e3o nacional e democr\u00e1tica, anti-imperialista e antilatifundi\u00e1ria em concord\u00e2ncia com o programa defendido pelo PCB naquele momento.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n<p>\u00c9dison Carneiro foi, ao lado de outros comunistas negros como Minervino de Oliveira, Solano Trindade, Claudino Jos\u00e9 da Silva, Cl\u00f3vis Moura e Carlos Marighella, personagem de uma longa luta contra o racismo, a explora\u00e7\u00e3o capitalista e a domina\u00e7\u00e3o imperialista em nosso pa\u00eds. Tendo vivido a experi\u00eancia da opress\u00e3o racial e da luta de classes, pensaram, formularam e combateram pela emancipa\u00e7\u00e3o do povo negro, da classe oper\u00e1ria e do povo brasileiro de formas articuladas e din\u00e2micas. Confrontando os preconceitos, resgatando a trajet\u00f3ria das lutas populares, convocando o povo negro para a organiza\u00e7\u00e3o e a mobiliza\u00e7\u00e3o, constru\u00edram um patrim\u00f4nio hist\u00f3rico inestim\u00e1vel: a abordagem comunista do enfrentamento da quest\u00e3o racial no Brasil. Nesta constru\u00e7\u00e3o o nome de \u00c9dison Carneiro aparece ocupando uma posi\u00e7\u00e3o de destaque.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p>Religi\u00f5es negras: notas de etnografia religiosa. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1936. 188 p.<\/p>\n<p>Castro Alves: ensaio de compreens\u00e3o. Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Olympio, 1937.<\/p>\n<p>Negros bantus: notas de ethnografia religiosa e de folklore. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1937. 187 p.<\/p>\n<p>O Negro no Brasil: trabalhos apresentados ao 2\u00ba Congresso Afro-Brasileiro (Bahia). Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1940.<\/p>\n<p>O quilombo dos Palmares, 1630-1695. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1947. 246 p.<\/p>\n<p>O negro em Minas Gerais. Rio de Janeiro: Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, 1956. 18 p.<\/p>\n<p>A conquista da Amaz\u00f4nia. [Rio de Janeiro]: Minist\u00e9rio da Via\u00e7\u00e3o e Obras P\u00fablicas. Servi\u00e7o de Documenta\u00e7\u00e3o, 1956. 114 p.<\/p>\n<p>A Cidade do Salvador (1549): uma reconstitui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica; A conquista da Amaz\u00f4nia . 2. ed. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1980. 284 p.<\/p>\n<p>Decimalia: Os cultos de origem africana no Brasil. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1959. 20 p.<\/p>\n<p>A sabedoria popular. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1957. 230 p.<\/p>\n<p>A insurrei\u00e7\u00e3o praieira, 1848-49. Rio de Janeiro: Conquista, 1960. 253 p.<\/p>\n<p>CAMPANHA DE DEFESA DO FOLCLORE BRASILEIRO. Samba de umbigada. [Rio de Janeiro]: Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, 1961. 81 p.<\/p>\n<p>Ladinos e Crioulos: Estudos Sobre o Negro no Brasil. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1964. 240 p.<\/p>\n<p>Din\u00e2mica do folclore. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1965. 186 p.<\/p>\n<p>80 anos de aboli\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Cadernos Brasileiros, 1968. 127 p.<\/p>\n<p>Les Cultes d\u2019origine african au Br\u00e9sil. Rio de Janeiro: MEC, 1959.<\/p>\n<p>Folguedos tradicionais. Rio de Janeiro: Conquista, 1974. 212 p.<\/p>\n<p>Capoeira. Rio de Janeiro: Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, 1975. 23 p.<\/p>\n<p>Ursa maior. Salvador: Universidade Federal da Bahia, Centro de Estudos Afro-Orientais, 1980. 96 p.<\/p>\n<p>Coautoria:<\/p>\n<p>CARNEIRO, \u00c9dison; OLIVEIRA, Waldir Freitas; LIMA, Vivaldo da C. (Org.). Cartas de Edison Carneiro a Artur Ramos: de 4 de janeiro de 1936 a 6 de dezembro de 1938. S\u00e3o Paulo: Corrupio, 1987<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31244\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[46,4,382,20],"tags":[223],"class_list":["post-31244","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c56-memoria","category-s6-movimentos","category-negro","category-c1-popular","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-87W","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31244"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31244\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31246,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31244\/revisions\/31246"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}