{"id":3134,"date":"2012-07-06T17:37:20","date_gmt":"2012-07-06T17:37:20","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3134"},"modified":"2012-07-06T17:37:20","modified_gmt":"2012-07-06T17:37:20","slug":"ditadores-argentinos-condenados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3134","title":{"rendered":"Ditadores argentinos condenados"},"content":{"rendered":"\n<p>Os ex-ditadores argentinos Jorge Rafael Videla (1976-1981), \u00e0 esq., e Reynaldo Bignone (1982-1983), \u00e0 dir., foram condenados ontem, respectivamente, a 50 anos e 15 anos de pris\u00e3o pela execu\u00e7\u00e3o de um plano sistem\u00e1tico de apropria\u00e7\u00e3o de beb\u00eas durante o per\u00edodo em que estiveram \u00e0 frente do governo. As crian\u00e7as eram filhas de opositoras da ditadura &#8211; que deram \u00e0 luz enquanto estavam presas &#8211; e foram dadas a outras fam\u00edlias, geralmente de militares. Videla e Bignone j\u00e1 est\u00e3o cumprindo pris\u00e3o perp\u00e9tua devido a outros crimes de lesa-humanidade. Segundo a organiza\u00e7\u00e3o Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio, cerca de 500 crian\u00e7as nasceram em cativeiro ou foram sequestradas com os pais &#8211; destas, 106 j\u00e1 tiveram a verdadeira identidade restitu\u00edda.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Montadoras cortam produ\u00e7\u00e3o em junho e regularizam os estoques<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Com vendas recorde para o m\u00eas de junho, embaladas pela redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a ind\u00fastria automobil\u00edstica conseguiu reduzir os estoques de carros novos de 43 para 29 dias, per\u00edodo considerado &#8220;saud\u00e1vel&#8221; pelo setor. Foram vendidos no m\u00eas passado 353,2 mil ve\u00edculos, 22,9% mais que em maio e 16,1% que em junho de 2011. Desse total, 340,6 mil s\u00e3o autom\u00f3veis e comerciais leves, alvos do benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia di\u00e1ria de vendas de carros subiu de 12,4 mil em maio para 17 mil no m\u00eas passado e vem mantendo esse ritmo nos primeiros dias de julho. Na ter\u00e7a-feira foram licenciados 17,1 mil ve\u00edculos e na quarta-feira, 17,6 mil. Os estoques baixaram de 409 mil para 342 mil ve\u00edculos.<\/p>\n<p>O bom desempenho das vendas &#8211; que tamb\u00e9m contou com facilidades no financiamento &#8211; n\u00e3o se refletiu, ainda, na produ\u00e7\u00e3o. Houve recuo de 2,6% em rela\u00e7\u00e3o a maio e de 7,6% na compara\u00e7\u00e3o com um ano atr\u00e1s, com 273,6 mil unidades fabricadas.<\/p>\n<p>O setor aposta em revers\u00e3o do quadro nos pr\u00f3ximos meses. V\u00e1rias empresas que operavam com jornada reduzida retomaram as atividades. Fiat e Volkswagen, por exemplo, voltaram a fazer hora extra em fins de semana.<\/p>\n<p>&#8220;A tend\u00eancia \u00e9 de aumento de produ\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes e Ve\u00edculos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini. Segundo ele, v\u00e1rios fornecedores de autope\u00e7as afirmam que os cortes nas encomendas pararam.<\/p>\n<p>Belini credita a retomada das vendas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do IPI, anunciado em 21 de maio, e com previs\u00e3o de acabar em 31 de agosto. Ele diz que a Anfavea n\u00e3o est\u00e1 pleiteando prorroga\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio, pois acredita que a economia como um todo vai melhorar nesse segundo semestre. Dirigentes do setor, por\u00e9m, j\u00e1 declararam que, sem o subs\u00eddio, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel atingir a meta de crescimento.<\/p>\n<p>O corte do IPI, diz Belini, levou \u00e0 queda na estimativa de gera\u00e7\u00e3o di\u00e1ria do imposto, de R$ 38,9 milh\u00f5es para R$ 18,5 milh\u00f5es. Quando somados outros impostos (PIS, Cofins e ICMS), a estimativa passa de R$ 168 milh\u00f5es para R$ 171,3 milh\u00f5es. &#8220;A arrecada\u00e7\u00e3o foi mantida.&#8221;<\/p>\n<p>Inicialmente, a Anfavea trabalhava com alta de 4,5% a 5% em rela\u00e7\u00e3o aos 3,6 milh\u00f5es de ve\u00edculos vendidos em 2011, mas Belini n\u00e3o tem novas proje\u00e7\u00f5es. A Fenabrave &#8211; que re\u00fane os concession\u00e1rios &#8211; j\u00e1 trabalha com previs\u00e3o de queda de 0,4% no segmento de autom\u00f3veis e comerciais leves. Para caminh\u00f5es e \u00f4nibus, a redu\u00e7\u00e3o pode chegar a 30%.<\/p>\n<p>No semestre, as vendas somam 1,71 milh\u00e3o de ve\u00edculos, queda de 1,2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011. At\u00e9 maio, a queda acumulada era de 4,8%. Na produ\u00e7\u00e3o, o recuo \u00e9 de 9,4%, para 1,55 milh\u00e3o de unidades, quase o mesmo porcentual do m\u00eas anterior, de 9,5%.<\/p>\n<p>Empregos. Mesmo com a produ\u00e7\u00e3o em queda, a ind\u00fastria contratou 1,9 mil funcion\u00e1rios em junho. A maioria \u00e9 de pessoal terceirizado que passou a fazer parte da folha de pagamento da Fiat, em Betim (MG). Toyota e Hyundai tamb\u00e9m est\u00e3o contratando para iniciar opera\u00e7\u00f5es nas f\u00e1bricas de Sorocaba e Piracicaba.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, h\u00e1 demiss\u00f5es em f\u00e1bricas que passam por reestrutura\u00e7\u00e3o, como a da GM em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos. Nas \u00faltimas semanas, a empresa dispensou 356 pessoas e pode cortar mais, com a poss\u00edvel desativa\u00e7\u00e3o da uma linha de montagem. O presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos, Antonio de Barros, fala em at\u00e9 1,5 mil cortes.<\/p>\n<p>No setor de caminh\u00f5es, tamb\u00e9m h\u00e1 cortes. A Volvo dispensou 208 funcion\u00e1rios em Curitiba e a produ\u00e7\u00e3o foi reduzida de 107 para 83 caminh\u00f5es ao dia. A Mercedes-Benz tem 1,5 mil funcion\u00e1rios em lay-off (dispensa tempor\u00e1ria) at\u00e9 o fim de outubro.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Pedidos de fal\u00eancia crescem 11% no semestre<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O n\u00famero de pedidos de fal\u00eancia no Pa\u00eds cresceu 11% no primeiro semestre, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Foram 975 pedidos, enquanto em 2011 o total ficou em 877, de acordo com o Indicador de Fal\u00eancias e Recupera\u00e7\u00f5es, divulgado ontem pela Serasa Experian. Na compara\u00e7\u00e3o com maio, o n\u00famero diminuiu, passando de 203 para 158 &#8211; queda de 22%.<\/p>\n<p>Do total de pedidos de fal\u00eancia realizados entre janeiro e junho, a maioria (529) foi feito por micro e pequena empresas. Entre as m\u00e9dias empresas, foram registrados 286 pedidos e, entre as grandes, 160. O n\u00famero de fal\u00eancias decretadas aumentou, passando de 314 no primeiro semestre de 2011para 341 no mesmo per\u00edodo deste ano.<\/p>\n<p>O n\u00famero de pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial tamb\u00e9m cresceu na mesma base de compara\u00e7\u00e3o. Nos seis primeiros meses de 2012, foram 395 requerimentos, enquanto no mesmo per\u00edodo de 2011 foram 239 pedidos. As micro e pequenas empresas tamb\u00e9m lideram a lista de pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial, com 202 requerimentos. Foram feitos 129 pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial por m\u00e9dias empresas e 64 pedidos pelas grandes.<\/p>\n<p>De acordo com o Serasa Experian, o cen\u00e1rio de crescimento nas fal\u00eancias \u00e9 resultado de &#8220;maior percep\u00e7\u00e3o do risco na economia e o minguante cr\u00e9dito externo; a baixa atividade econ\u00f4mica; cr\u00e9dito dom\u00e9stico mais seletivo; alta inadimpl\u00eancia das empresas e dos consumidores; e desvaloriza\u00e7\u00e3o do real como reflexo da crise&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cautelosos com economia, investidores fogem do risco<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O vigor dos ativos considerados seguros, como os t\u00edtulos da d\u00edvida dos EUA e o d\u00f3lar, indica que os investidores receberam as interven\u00e7\u00f5es do Banco do Povo da China (PBoC), Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em ingl\u00eas) com cautela, especialmente na v\u00e9spera do importante relat\u00f3rio mensal do mercado de trabalho dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O BCE confirmou as expectativas do mercado e reduziu sua taxa de juro de refer\u00eancia de 1% para 0,75% e zerou sua taxa de dep\u00f3sito. O BoE, por sua vez, anunciou a amplia\u00e7\u00e3o do programa de compra de t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica (Gilts) em mais 50 bilh\u00f5es de libras. A \u00fanica surpresa foi o PBoC, que reduziu a taxa de dep\u00f3sito de um ano em 0,25 ponto percentual, para 3% e a taxa de empr\u00e9stimo em yuan em 0,31 ponto, para 6%.<\/p>\n<p>O entusiasmo inicial pelas a\u00e7\u00f5es dos tr\u00eas BCs globais se esgotou rapidamente. Os coment\u00e1rios do presidente do BCE, Mario Draghi, derrubaram o euro nos mercados de moedas. Os investidores, que esperavam mais medidas de liquidez, n\u00e3o gostaram de ouvir que o programa de compra de b\u00f4nus e outras medidas extraordin\u00e1rias s\u00e3o tempor\u00e1rios.<\/p>\n<p>No encerramento da sess\u00e3o em Nova York, o euro era cotado a US$ 1,239, vindo de US$ 1,252 no fim da tarde de ontem. No mercado de b\u00f4nus, os juros projetados pelos b\u00f4nus americanos (T-notes) de 10 anos chegaram ao fim do dia a 1,597%, de 1,633% na ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>O \u00edndice Dow Jones caiu 0,36% e fechou com 12.897 pontos. O S&amp;P-500 recuou 0,47%, para 1.367 pontos, enquanto o Nasdaq Composite ficou est\u00e1vel com 2.976 pontos.<\/p>\n<p>Em Frankfurt, o \u00edndice de a\u00e7\u00f5es DAX recuou 0,45%, para 6.535 pontos. O CAC-40, de Paris, caiu 1,17%, para 3.229 pontos. Na contram\u00e3o, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,14%, para 5.693 pontos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Juros ca\u00edram de 12% a 17% desde mar\u00e7o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As taxas m\u00e9dias de juros de algumas das principais linhas de cr\u00e9dito para pessoas f\u00edsicas e empresas ca\u00edram de forma consistente desde mar\u00e7o, mas a intensidade dos cortes varia bastante entre os bancos at\u00e9 agora. Do lado dos clientes, isso significa que h\u00e1 espa\u00e7o para pesquisas e para barganhas. Do ponto de vista dos investidores, que o impacto nos resultados das institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o ser\u00e1 linear.<\/p>\n<p>O Valor fez um levantamento detalhado sobre os juros cobrados por Banco do Brasil, Ita\u00fa, Caixa, Bradesco, Santander e HSBC em nove linhas de cr\u00e9dito desde janeiro (os resultados podem ser vistos no site do Valor). Os dados s\u00e3o do Banco Central e representam a taxa m\u00e9dia efetiva cobrada dos tomadores, incluindo encargos.<\/p>\n<p>Eles diferem do dado consolidado divulgado pelo BC at\u00e9 maio porque a autoridade monet\u00e1ria leva em conta o volume de cr\u00e9dito tomado em cada banco. Se apenas um banco reduz a taxa e todos os clientes migram para essa institui\u00e7\u00e3o naquele m\u00eas, o dado do BC apontar\u00e1 a taxa contratada nesse banco espec\u00edfico, e n\u00e3o quanto os demais cobraram.<\/p>\n<p>Conforme os dados levantados, a Caixa foi a mais agressiva nos cortes e as redu\u00e7\u00f5es mais dr\u00e1sticas ocorreram no cheque especial e no capital de giro pr\u00e9. A taxa anual do cheque especial do banco estatal diminuiu de 151% para 65% ao ano entre mar\u00e7o e junho, com o custo caindo em 57%. No capital de giro, o juro foi derrubado de 25% para 14% ao ano na mesma compara\u00e7\u00e3o, uma redu\u00e7\u00e3o de 44%.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Banco do Brasil liderou a baixa na taxa para o financiamento de ve\u00edculos, que diminuiu 33%, de 22,5% para 15% ao ano. O BB tamb\u00e9m foi o que mais cortou a taxa do desconto de duplicatas, em 17%, e do capital de giro com taxas flutuantes, concedido a grandes empresas, cujo custo baixou 22%.<\/p>\n<p>Entre os privados, o Ita\u00fa Unibanco fez os movimentos mais agressivos. A taxa do banco para cr\u00e9dito pessoal caiu 20%, passando de 62% para 50% ao ano. Na linha de ve\u00edculos, o custo anual diminuiu 20%, saindo de 24,5% para 19,5% ao ano. No Bradesco, as redu\u00e7\u00f5es ficaram em torno de 10% nas linhas de cr\u00e9dito pessoal, ve\u00edculos e capital de giro. A maior queda, no entanto, foi no cr\u00e9dito para aquisi\u00e7\u00e3o de bens para pessoa f\u00edsica, com o custo diminuindo 17%, de 42% para 34,5% ao ano.<\/p>\n<p>O maior corte feito pelo Santander ocorreu no financiamento a ve\u00edculos, em que a taxa anual caiu 13%, saindo de 22,9% para 19,9%. No cr\u00e9dito pessoal e no capital de giro, a baixa ficou em 8% e 10%, respectivamente. Segundo o diretor de produtos do banco de origem espanhola, Nilo Carvalho, a queda menor que a dos rivais no cr\u00e9dito pessoal e em ve\u00edculos se explica. &#8220;Nossos juros ca\u00edram menos em algumas linhas porque j\u00e1 t\u00ednhamos taxa mais barata que os concorrentes [do setor privado]&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao cheque especial, em que o Santander cobra a maior taxa, de 222% ao ano, o executivo destaca a pr\u00e1tica do banco, herdada do Banco Real, de oferecer dez dias sem juros nessa modalidade. &#8220;Essa \u00e9 uma linha emergencial. E quando o cliente usa direito, paga a menor taxa do mercado, que \u00e9 zero.&#8221;<\/p>\n<p>O HSBC reduziu as taxas muito levemente, e em cerca de metade dos casos as margens ficaram praticamente est\u00e1veis quando se considera a queda da Selic.<\/p>\n<p>Ao se tentar capturar o impacto dos juros menores nos resultados dos bancos, os dados indicam que o efeito ser\u00e1 maior na Caixa, que tem a Uni\u00e3o como \u00fanica acionista. Mas apesar de reconhecer que os juros menores afetam negativamente o resultado, o banco estatal confia que o crescimento do volume das opera\u00e7\u00f5es, o aumento da base de clientes e cortes de custos v\u00e3o permitir que seu lucro aumente em 2012, na compara\u00e7\u00e3o com o resultado do ano passado. &#8220;N\u00e3o repetir\u00e1 a alta de quase 30% vista entre 2010 e 2011, mas o lucro deste ano deve mostrar crescimento&#8221;, diz o superintendente nacional de contabilidade e tributos da Caixa, Marcos Brasiliano Rosa.<\/p>\n<p>Segundo ele, o volume de cr\u00e9dito comercial contratado por m\u00eas no banco estatal subiu de R$ 11 bilh\u00f5es no primeiro trimestre para R$ 15 bilh\u00f5es entre abril e junho, uma alta de 36%. &#8220;Estamos colhendo os frutos da ousadia&#8221;, afirmou Rosa, que disse que a expans\u00e3o supera a proje\u00e7\u00e3o inicial quando os cortes de taxas come\u00e7aram.<\/p>\n<p>No caso de BB, Ita\u00fa e Bradesco, o efeito dos juros menores tamb\u00e9m deve existir, mas deve ser menor, seja pela intensidade das baixas ou pelo tamanho maior do estoque antigo de cr\u00e9dito comercial, contratado com taxas maiores, que levar\u00e1 mais tempo para ser renovado. No Santander, o impacto deve ser ainda menor, j\u00e1 que as redu\u00e7\u00f5es foram menos agressivas.<\/p>\n<p>A despeito da queda de mais de 20% no pre\u00e7o de suas a\u00e7\u00f5es desde mar\u00e7o, o BB disse, em resposta por e-mail, que &#8220;os investidores entenderam como essas iniciativas se reverter\u00e3o na gera\u00e7\u00e3o de resultados sustent\u00e1veis no longo prazo&#8221;. Segundo o banco, a queda nas taxas foi uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica, tendo em vista a queda da Selic e o aumento da competi\u00e7\u00e3o, &#8220;principalmente ap\u00f3s o in\u00edcio da livre op\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria para servidores p\u00fablicos&#8221;. Questionado sobre o motivo de as taxas n\u00e3o terem ca\u00eddo na mesma intensidade que na Caixa, o BB afirmou apenas que &#8220;det\u00e9m taxas fortemente competitivas, posicionando-se, em muitas linhas, como a menor do mercado&#8221;.<\/p>\n<p>Procurados, o Ita\u00fa enviou nota dizendo que tem processo cont\u00ednuo de revis\u00e3o de taxas de juros de empr\u00e9stimos, com ajustes constantes para adequ\u00e1-las \u00e0 realidade do mercado brasileiro, e que vai continuar promovendo ajustes, &#8220;especialmente quando houver cortes na taxa b\u00e1sica de juros da economia&#8221;. Tamb\u00e9m em nota, o Bradesco disse que &#8220;as redu\u00e7\u00f5es de taxas realizadas pelo Bradesco s\u00e3o recentes e, portanto, ainda n\u00e3o refletem efeito no estoque de cr\u00e9dito&#8221;. O banco lembrou ainda que aqueles que optarem pelo produto &#8220;Conta F\u00e1cil&#8221; contam com taxas de cheque especial de 3,95% ao m\u00eas. O HSBC n\u00e3o quis se pronunciar.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cai volume de exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e min\u00e9rio de ferro \u00e0 China no 2\u00ba trimestre<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A venda de min\u00e9rio de ferro para os chineses caiu 2,1% em volume no segundo trimestre, na compara\u00e7\u00e3o com mesmo per\u00edodo do ano passado. Em valor, caiu 26,9%. No primeiro trimestre a exporta\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio j\u00e1 havia ca\u00eddo 11,9% em valores, mas ainda havia eleva\u00e7\u00e3o de volume de 4,9%.<\/p>\n<p>O volume de exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo brasileiro \u00e0 China teve queda de 27,2% no segundo trimestre. A redu\u00e7\u00e3o em valores foi menor, de 19,4%. A venda de petr\u00f3leo aos chineses j\u00e1 havia ca\u00eddo no primeiro trimestre, com redu\u00e7\u00e3o de 31,9% no volume e de 17,4% em valores.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Augusto de Castro, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), diz que o cen\u00e1rio come\u00e7a a mostrar que os efeitos da desacelera\u00e7\u00e3o podem afetar n\u00e3o s\u00f3 os pre\u00e7os de itens importantes da pauta como tamb\u00e9m as quantidades. &#8220;Ainda \u00e9 cedo para falar em queda de volume, mas o quadro do segundo trimestre sugere cautela. Em junho v\u00e1rios produtos exportados tiveram queda de quantidade, mas \u00e9 preciso verificar a evolu\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3ximos meses.&#8221; Castro lembra que no in\u00edcio do ano as estimativas gerais do economistas levavam mais em considera\u00e7\u00e3o o efeito dos pre\u00e7o nas exporta\u00e7\u00f5es. A poss\u00edvel redu\u00e7\u00e3o das quantidades exportadas, por\u00e9m, vem sendo analisada pela AEB, que pode revisar o saldo da balan\u00e7a comercial previsto para este ano.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os, lembra Castro, continuam sendo uma vari\u00e1vel importante no segundo semestre. Ele lembra que no acumulado de janeiro a junho o volume de exporta\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo, por exemplo, caiu 5%, mas o pre\u00e7o subiu 10%, na compara\u00e7\u00e3o com os mesmos meses do ano anterior. Em junho, isoladamente, por\u00e9m, o pre\u00e7o do petr\u00f3leo j\u00e1 teve queda de 5,03%.<\/p>\n<p>Para Fabio Silveira, s\u00f3cio da RC Consultores, acredita que a perda de volume na exporta\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser mais importante do que se imaginava antes. A desacelera\u00e7\u00e3o da China pode surpreender neste ano, com um crescimento do pa\u00eds asi\u00e1tico muito menor do que se esperava antes. &#8220;Hoje muita gente fala num crescimento da China de 5% a 6%, enquanto antes, no in\u00edcio do ano, as estimativas eram de 8% a 10%.&#8221; O esfriamento da economia chinesa deve contribuir fortemente para a queda do valor exportado pelo Brasil.<\/p>\n<p>Silveira acredita que o saldo da balan\u00e7a comercial total brasileira deve cair dos US$ 29,8 bilh\u00f5es de 2011 para US$ 17 bilh\u00f5es neste ano. A receita de venda ao exterior com o min\u00e9rio de ferro, acredita, deve cair dos US$ 41,8 bilh\u00f5es do ano passado para US$ 33,5 bilh\u00f5es neste ano. Nessa estimativa, diz Silveira, a redu\u00e7\u00e3o do volume de exporta\u00e7\u00e3o tem contribui\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 da queda no pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Para Silveira, com a crise, os chineses podem preferir o fornecimento australiano de min\u00e9rio de ferro, que paga frete menor para chegar \u00e0 China e ganha mais competitividade num momento de pre\u00e7os menores. Em rela\u00e7\u00e3o ao petr\u00f3leo, diz, h\u00e1 v\u00e1rios fornecedores no mercado internacional e, dependendo da negocia\u00e7\u00e3o comercial, pode haver substitui\u00e7\u00e3o ao \u00f3leo fornecido pelo Brasil.<\/p>\n<p>O min\u00e9rio de ferro, o petr\u00f3leo e a soja s\u00e3o os principais produtos da pauta brasileira de exporta\u00e7\u00e3o \u00e0 China. Juntos, eles representam 85,7% do valor total exportado ao pa\u00eds asi\u00e1tico. Dos tr\u00eas produtos mais importantes vendidos para a China, o \u00fanico que manteve crescimento no segundo trimestre foi a soja.<\/p>\n<p>O volume de soja exportado aos chineses teve eleva\u00e7\u00e3o de 21% no segundo trimestre, em termos de volume, e de 30,8% em valores. O desempenho da soja amenizou os efeitos da queda do petr\u00f3leo e do min\u00e9rio de ferro no mesmo per\u00edodo. Castro lembra, por\u00e9m, que houve grande antecipa\u00e7\u00e3o da exporta\u00e7\u00e3o de soja durante o primeiro semestre e, sazonalmente, os embarques do gr\u00e3o perdem for\u00e7a a partir de julho.<\/p>\n<p>Welber Barral, s\u00f3cio da Barral M Jorge Associados, acredita que ainda \u00e9 cedo para estimar o efeito da desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica nas quantidades exportadas pelo Brasil. Para ele, a queda n\u00e3o s\u00f3 no pre\u00e7o como tamb\u00e9m no volume, se acontecer, deve reduzir o saldo comercial brasileiro a um ter\u00e7o do que foi no ano passado.<\/p>\n<p>A China \u00e9 o maior parceiro comercial do Brasil. Cerca de 17,5% do total vendido pelo Brasil ao exterior vai para a China. Os Estados Unidos ficam em segundo lugar, com 12% e a Argentina vem em terceiro, com fatia de 7,7%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Uso de capacidade industrial cai para 80,7%<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O n\u00edvel de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada da ind\u00fastria brasileira caiu para 80,7% em maio, menor n\u00edvel desde setembro de 2009 (80,6%), de acordo com a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada ontem, em Bras\u00edlia, pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). Em maio do ano passado, a ind\u00fastria havia usado 82,5% da capacidade instalada. Em abril deste ano, o \u00edndice chegou a 81%.<\/p>\n<p>Entre janeiro e maio de 2012. ano, o indicador apontou recuo de 1,4 ponto percentual. No per\u00edodo, o n\u00edvel de emprego teve queda de 0,6 ponto, saindo de 113,1 pontos para 112,5 pontos.<\/p>\n<p>&#8220;O primeiro semestre foi perdido para a ind\u00fastria&#8221;, disse Fl\u00e1vio Castelo Branco, gerente-executivo de pol\u00edticas econ\u00f4micas da CNI, ap\u00f3s apresentar os resultados do setor, em Bras\u00edlia. &#8220;Apesar de termos dados dispon\u00edveis s\u00f3 at\u00e9 maio, j\u00e1 podemos falar que foi um semestre negativo, de frustra\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Com base nesse desempenho, CNI dever\u00e1 revisar para baixo, na pr\u00f3xima semana, suas previs\u00f5es para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e para a produ\u00e7\u00e3o industrial. Atualmente, a entidade projeta, para 2012, alta de 3% para o PIB e de 2% para o setor. Segundo Castelo Branco, as novas estimativas devem ficar bem abaixo das atuais.<\/p>\n<p>Por outro lado, a pesquisa mostra que o total de horas trabalhadas aumentou 0,2 ponto no acumulado de 2012 at\u00e9 maio, de 106,4 para 106,6, e o faturamento real cresceu 2,8 pontos no per\u00edodo, passando de 112,1 pontos para 124,9 pontos. Os n\u00fameros s\u00e3o dessazonalizados.<\/p>\n<p>Castelo Branco explicou que o crescimento do faturamento, apesar do semestre ruim, se deve \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o dos estoques. Segundo ele, as vendas aumentaram, mas n\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o, devido ao alto volume de produtos acumulados pela ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Para ele, uma retomada da produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira ocorreria a partir da redu\u00e7\u00e3o mais intensa dos estoques, o que contribuiria para diminuir a ociosidade das f\u00e1bricas. Um crescimento no investimento p\u00fablico para acelerar a economia tamb\u00e9m seria necess\u00e1rio. &#8220;Os investimentos sempre acabam refletindo na cadeia produtiva da ind\u00fastria&#8221;, disse o gerente-executivo da entidade.<\/p>\n<p>A CNI avaliou ainda que as medidas relativas a cr\u00e9dito e expans\u00e3o do consumo j\u00e1 anunciadas ter\u00e3o impacto limitado. &#8220;A demanda dom\u00e9stica d\u00e1 sinais de arrefecimento e o comprometimento da renda e a inadimpl\u00eancia diminuem o alcance das mudan\u00e7as&#8221;, afirmou o economista.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a no patamar do c\u00e2mbio, apesar de positiva, tamb\u00e9m tem pouco efeito pr\u00e1tico no curto prazo, na avalia\u00e7\u00e3o da entidade. &#8220;A mudan\u00e7a no c\u00e2mbio n\u00e3o compensa todos os outros custos que temos&#8221;, avalia Castelo Branco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3134\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3134","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Oy","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3134","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3134"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3134\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}