{"id":31342,"date":"2024-02-09T11:17:23","date_gmt":"2024-02-09T14:17:23","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=31342"},"modified":"2024-02-09T11:17:23","modified_gmt":"2024-02-09T14:17:23","slug":"cnmo-a-frente-antirracista-do-pcb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31342","title":{"rendered":"CNMO: A Frente Antirracista do PCB"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31343\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31342\/signal-2023-11-18-113013_002-jpeg\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/signal-2023-11-18-113013_002.jpeg.jpg?fit=2048%2C2048&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2048,2048\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"signal-2023-11-18-113013_002.jpeg\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/signal-2023-11-18-113013_002.jpeg.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/signal-2023-11-18-113013_002.jpeg.jpg?fit=747%2C747&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-31343\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/signal-2023-11-18-113013_002.jpeg.jpg?resize=747%2C747&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"747\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/signal-2023-11-18-113013_002.jpeg.jpg?resize=900%2C900&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/signal-2023-11-18-113013_002.jpeg.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/signal-2023-11-18-113013_002.jpeg.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/signal-2023-11-18-113013_002.jpeg.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/signal-2023-11-18-113013_002.jpeg.jpg?resize=1536%2C1536&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/signal-2023-11-18-113013_002.jpeg.jpg?w=2048&amp;ssl=1 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Por Adelmo Felipe, Militante do PCB e do CNMO em Pernambuco<\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O Coletivo Negro Minervino de Oliveira \u00e9 muitas vezes mal compreendido. Alguns o tratam como uma esp\u00e9cie de entidade do movimento negro parcamente associada a um Partido, onde a disciplina pode ser mais frouxa e o marxismo \u00e9 uma das possibilidades, enquanto outros o tratam como mera correia de transmiss\u00e3o das ideias do PCB, passadas de maneira vertical e sem levar em conta a milit\u00e2ncia do Coletivo. Ambas as formas de tratar o CNMO s\u00e3o incorretas e reducionistas.<\/p>\n<p>Esse escrito resume as reflex\u00f5es que tenho tido a respeito do Minervino. Enquanto jovem militante, quero melhorar cada vez mais atrav\u00e9s das cr\u00edticas, sugest\u00f5es e acr\u00e9scimos dos meus camaradas.<\/p>\n<p>Os comunistas e suas frentes de atua\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 novidade que os comunistas criaram v\u00e1rias frentes de atua\u00e7\u00e3o para lidar com as necessidades concretas do dia a dia da luta. Seja na legalidade, seja na clandestinidade, os revolucion\u00e1rios precisam inovar para burlar os entraves que a burguesia coloca cotidianamente. Em nossa hist\u00f3ria, temos o Bloco Oper\u00e1rio-Campon\u00eas, entidade criada para representar os interesses do Partido Comunista sem no entanto levar o seu nome, inclusive servindo de plataforma eleitoral para nossos camaradas, como foi o caso de Minervino de Oliveira.<\/p>\n<p>No que tange \u00e0 legalidade, vemos que mesmo os Partidos Comunistas no poder se preocupam em tratar das particularidades da luta de classes, vide a cria\u00e7\u00e3o do Komsomol, juventude do Partido Comunista da URSS, criada para iniciar os jovens sovi\u00e9ticos na vida partid\u00e1ria, militante e comunista, sem falar das organiza\u00e7\u00f5es de mulheres.<\/p>\n<p>Apesar desse hist\u00f3rico quase onipresente de organiza\u00e7\u00f5es de massa que complementam o Partido Comunista, muitos podem questionar a validade de um \u201cColetivo Negro\u201d liderado e hegemonizado por marxistas. Ora, se n\u00e3o somos identit\u00e1rios, por que um coletivo particularmente negro?<\/p>\n<p>Contextualiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A grande derrota que os comunistas sofreram no final dos anos 90 afetou duramente a capacidade de atua\u00e7\u00e3o e at\u00e9 a autoestima dos revolucion\u00e1rios, for\u00e7ando-os a reagir de alguma forma frente \u00e0 queda das experi\u00eancias socialistas. Muitos as renegaram, tratando-as como meras tentativas fracassadas de criar um novo mundo usando Marx e L\u00eanin como refer\u00eancia principal. Alguns achavam que St\u00e1lin era o culpado, outros entendiam que a falta de St\u00e1lin era o grande problema. Outros, poucos, achavam que o problema vinha de L\u00eanin, enquanto alguns at\u00e9 mesmo culpavam Marx e Engels.<\/p>\n<p>Independentemente da an\u00e1lise, todos aqueles que se diziam e se dizem revolucion\u00e1rios foram afetados, pois todo um projeto de mudan\u00e7a social radical passou a ser considerado ineficaz e ut\u00f3pico. Sem d\u00favidas isso tamb\u00e9m caiu sobre os Partidos, n\u00e3o apenas aos Partidos Comunistas, mas a pr\u00f3pria Forma-Partido. Tendo em vista esse cen\u00e1rio em que os partidos pol\u00edticos sofrem desconfian\u00e7a pr\u00e9via, tratados apenas como m\u00e1quinas eleitorais, o que \u00e9 verdade para a maioria deles, houve a necessidade de \u201cinovar\u201d.<\/p>\n<p>Perspectiva classista<\/p>\n<p>Quais as consequ\u00eancias da deslegitima\u00e7\u00e3o do marxismo para a esquerda n\u00e3o marxista? Com o fim do chamado campo socialista, muitas das perspectivas cl\u00e1ssicas da esquerda influenciada pelos marxistas se perderam ou foram tratadas como ultrapassadas. Uma delas, al\u00e9m da perspectiva revolucion\u00e1ria e de transforma\u00e7\u00e3o radical, foi a no\u00e7\u00e3o de totalidade. Os chamados \u201cNovos Movimentos Sociais\u201d cada vez mais se envolviam em perspectivas particularistas que, mesmo leg\u00edtimas, costumavam se distanciar do todo. At\u00e9 o horizonte anticapitalista, mesmo de maneira gen\u00e9rica, se esvaiu, vide as v\u00e1rias entidades e pessoas que \u201crepresentam a luta\u201d sendo bem aceitas por grandes marcas de supermercados, bancos e cosm\u00e9ticos. Nesses casos, o assim chamado \u201cidentitarismo\u201d \u00e9 o mote principal. Para eles, mais importante que a luta contra o Capital, que mant\u00e9m a explora\u00e7\u00e3o dos negros, mulheres e LGBTs, \u00e9 a conquista de espa\u00e7os institucionais ou comerciais para poucos representantes dessas camadas oprimidas.<\/p>\n<p>O Coletivo Negro Minervino de Oliveira vai na contram\u00e3o dessa tend\u00eancia, pois, al\u00e9m de estar intrinsecamente ligado a um Partido Comunista, tamb\u00e9m coloca a quest\u00e3o de classe e a luta anticapitalista como parte fundamental da luta antirracista. N\u00e3o apenas isso, muitos aspectos internos nos diferenciam de muitas das outras organiza\u00e7\u00f5es. Por exemplo, pessoas brancas podem compor o Coletivo, assim como pessoas racializadas que n\u00e3o se identificam enquanto negros e negras, como ind\u00edgenas e ciganos. Por qu\u00ea? Porque entendemos que a luta antirracista necessita escapar das bolhas. Especialmente as pessoas brancas devem se envolver na luta. N\u00e3o queremos segregar a luta. Se antirracistas e comunistas brancos querem e podem colaborar diretamente, que venham.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao PCB, o CNMO n\u00e3o \u00e9 o local onde exclusivamente est\u00e3o aqueles e aquelas que v\u00e3o debater sobre a quest\u00e3o racial, muito menos \u00e9 o local onde todos os negros e negras do Partido devem atuar. O Coletivo n\u00e3o foi feito para que os militantes racializados tenham a obriga\u00e7\u00e3o de compor. Isso seria uma limita\u00e7\u00e3o, pois daria-nos a responsabilidade \u00fanica de pensar e formular sobre o racismo no Brasil utilizando a linha do Partido. Nem todos os militantes negros do PCB devem fazer parte do Minervino, assim como nem todos os seus membros s\u00e3o ou ser\u00e3o membros do PCB. Do contr\u00e1rio, ter\u00edamos um Coletivo inchado de militantes sobrecarregados ou ociosos obrigados a militar em duas inst\u00e2ncias. Estar no PCB e no CNMO ao mesmo tempo deve ser uma escolha individual e coletiva que leve em considera\u00e7\u00e3o as necessidades e possibilidades dos militantes.<\/p>\n<p>Por fim, nosso papel n\u00e3o \u00e9 negligenciar os debates mais recentes sobre a quest\u00e3o racial, o feminismo negro, a religiosidade de matriz africana ou o epistemic\u00eddio provocado pela coloniza\u00e7\u00e3o. Esses \u201cnovos\u201d debates servem para desenvolver e aperfei\u00e7oar nossas teses, superar erros antigos que persistem e nos envolvermos cada vez mais no dia a dia da classe trabalhadora, que \u00e9, em sua maioria, racializada. Nosso papel \u00e9 fazer a disputa. Se boa parte do Movimento Negro capitulou diante do capital e aos acordos de gabinete, que sejamos a contrat\u00eandencia.<\/p>\n<p>Rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica entre o PCB e o Minervino<\/p>\n<p>O Coletivo Negro Minervino de Oliveira \u00e9 um instrumento do Partido Comunista Brasileiro. O CNMO possui autonomia para inovar e flexibilizar de acordo com as demandas da luta de classes, mas suas a\u00e7\u00f5es e formula\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem contradizer a linha mestra do Partido, que \u00e9 tirada nos Congressos Nacionais. Refor\u00e7ar esses fatos n\u00e3o significa dizer que 100% das delibera\u00e7\u00f5es vindas das inst\u00e2ncias superiores sempre ser\u00e3o corretas e que devemos aceitar e colocar em pr\u00e1tica de maneira cega. Nosso Coletivo possui autonomia, ou seja, pode organizar autonomamente seu recrutamento, forma\u00e7\u00e3o, AgitProp, n\u00facleos e at\u00e9 suas dire\u00e7\u00f5es, com o aval das respectivas inst\u00e2ncias partid\u00e1rias. A milit\u00e2ncia do Coletivo tem a capacidade e o dever de formular de maneira criativa a respeito da realidade nacional, regional ou local. Se n\u00e3o fosse assim, o Minervino seria apenas um aparelho que visa esconder o nome do PCB. N\u00e3o teria identidade pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>O nosso Coletivo tamb\u00e9m pode e deve ser uma ferramenta para melhorar o Partido atrav\u00e9s da inser\u00e7\u00e3o cada vez maior nas periferias, nos movimentos populares e nas comunidades religiosas de matriz africana. \u00c9 uma via de m\u00e3o dupla. O Partido fornece a linha mestra e esta \u00e9 colocada em pr\u00e1tica de maneira criativa na realidade concreta. Se ela for insuficiente, que seja melhorada. Se ela se mostrou inadequada, que seja levada aos Congressos para ser revista e talvez modificada.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n<p>Muitos tentaram e ainda tentam criar uma esp\u00e9cie de oposi\u00e7\u00e3o ou pelo menos diferencia\u00e7\u00e3o entre o Partido e o Coletivo, alegando que s\u00e3o bem diferentes especialmente no que tange a origem social dos militantes. O Partido seria dirigido por brancos acad\u00eamicos, enquanto o CNMO estaria repleto de negros e negras precarizados. Mesmo que na apar\u00eancia, e gra\u00e7as a uma certa manipula\u00e7\u00e3o, este tipo de fen\u00f4meno se mostre, n\u00e3o podemos cair na armadilha simplista e identit\u00e1ria. Ra\u00e7a e Classe fazem parte de uma totalidade. Defendemos que os trabalhadores enquanto classe se organizem e lutem por suas reivindica\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. Isso n\u00e3o nos impede de pensar nas particularidades desses trabalhadores. N\u00f3s, negros e negras, somos LGBTs, PCDs, neurodiversos, temos particularidades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o, trabalho, s\u00e1lario, religi\u00e3o, moradia e muito mais. Lidar com essas diferen\u00e7as, com o objetivo de organizar a classe, \u00e9 o nosso maior desafio.<\/p>\n<p>O Coletivo Negro Minervino de Oliveira \u00e9 parte org\u00e2nica e insepar\u00e1vel do Partido Comunista Brasileiro!<\/p>\n<p>Viva o Coletivo Negro Minervino de Oliveira!<\/p>\n<p>Viva o Partido Comunista Brasileiro!<\/p>\n<p>Pretos e Vermelhos pelo Socialismo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31342\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[124,4,382,20],"tags":[224],"class_list":["post-31342","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c137-coletivo-minervino-de-oliveira","category-s6-movimentos","category-negro","category-c1-popular","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-89w","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31342"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31342\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31344,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31342\/revisions\/31344"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}