{"id":31405,"date":"2024-02-23T22:39:21","date_gmt":"2024-02-24T01:39:21","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=31405"},"modified":"2024-03-07T20:59:24","modified_gmt":"2024-03-07T23:59:24","slug":"os-objetivos-dos-comunistas-do-pcb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31405","title":{"rendered":"Os objetivos dos comunistas do PCB"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31406\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31405\/photo_2024-02-23_22-21-25\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/photo_2024-02-23_22-21-25.jpg?fit=803%2C522&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"803,522\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"photo_2024-02-23_22-21-25\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/photo_2024-02-23_22-21-25.jpg?fit=300%2C195&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/photo_2024-02-23_22-21-25.jpg?fit=747%2C486&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-31406\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/photo_2024-02-23_22-21-25.jpg?resize=747%2C486&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"486\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/photo_2024-02-23_22-21-25.jpg?w=803&amp;ssl=1 803w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/photo_2024-02-23_22-21-25.jpg?resize=300%2C195&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/photo_2024-02-23_22-21-25.jpg?resize=768%2C499&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Imagem: Adapta\u00e7\u00e3o da bandeira da Revolta dos Alfaiates\/Conjura\u00e7\u00e3o Baiana<\/p>\n<p>Lucas Silva \u2013 Jornalista no Poder Popular e membro do Comit\u00ea Central do PCB<\/p>\n<p>Em mem\u00f3ria do grande revolucion\u00e1rio de 1935 e militante comunista Giocondo Gerbasi Alves Dias.<\/p>\n<p>O Partido Comunista Brasileiro est\u00e1 caminhando para completar 102 anos de exist\u00eancia, sendo mais de sessenta anos de involunt\u00e1ria e brutal clandestinidade, um quadro que foi alterado somente nos \u00faltimos trinta e poucos anos.<\/p>\n<p>A longa ilegalidade que nosso partido sofreu demonstra o duro e limitado caminho da democracia (burguesa) brasileira. Uma democracia que convive tranquilamente com uma s\u00e9rie de genoc\u00eddios como o feminic\u00eddio, o genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra, LGBT, povos ind\u00edgenas\/origin\u00e1rios e quilombolas. Uma democracia que \u00e9 extremamente violenta com ativistas pol\u00edticos e sociais e com jornalistas. Uma democracia t\u00e3o fr\u00e1gil, que mesmo ganhando rios e mais rios de dinheiro (\u201cnunca antes na hist\u00f3ria desse pa\u00eds\u2026\u201d), as classes dominantes brasileiras em conluio com as for\u00e7as imperialistas (principalmente a articula\u00e7\u00e3o OTAN\/Wall Street\/Vale do Sil\u00edcio\/Tel Aviv), n\u00e3o conseguem ficar mais de duas d\u00e9cadas sem aplicar algum tipo de golpe.<\/p>\n<p>E com toda a carga pol\u00edtica e ideol\u00f3gica acarretada pelo fim da URSS e de v\u00e1rias experi\u00eancias socialistas, somada a ascens\u00e3o pol\u00edtica-econ\u00f4mica da Rep\u00fablica Popular da China ao status de pot\u00eancia e a intensa propaganda negativa do Bolsonarismo, as pessoas se perguntam quais os objetivos dos comunistas?<\/p>\n<p>Os objetivos dos comunistas do PCB s\u00e3o claros, n\u00edtidos e inequ\u00edvocos: lutar para estabelecer no Brasil, atrav\u00e9s do poder popular no rumo do socialismo, a sociedade sem classes, ou seja, sem opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do ser humano. Como marxistas, sabemos que n\u00e3o h\u00e1 \u201cmodelos\u201d desta sociedade ou receita de bolo: apesar de respeitarmos e reivindicarmos os legados positivos das revolu\u00e7\u00f5es sovi\u00e9ticas, chinesa, cubana, coreana, vietnamita, entre outras, s\u00e3o as nossas particularidades nacionais, os nossos tra\u00e7os culturais, a nossa hist\u00f3ria (do Quilombo dos Palmares, da revolta dos alfaiates, da cabanagem, da Alian\u00e7a Nacional Libertadora, do movimento da legalidade de 1961 e etc.) \u00e9 que determinar\u00e3o o novo Brasil que queremos construir.<\/p>\n<p>Todavia, quando se coloca a quest\u00e3o dos objetivos dos comunistas do PCB, as pessoas nos questionam: que garantias possuem as propostas dos comunistas? Cansadas do jogo pol\u00edtico burgu\u00eas (a famosa \u201cpoliticagem\u201d) \u2013 onde os princ\u00edpios, na maior parte dos casos, s\u00f3 existem como ret\u00f3rica \u2013 amplas parcelas da classe trabalhadora e das camadas m\u00e9dias exigem algo mais que belos projetos para o futuro.<\/p>\n<p>Ora, a resposta que temos a dar, aqui, \u00e9 um exame da hist\u00f3ria efetiva do PCB. Basta observar a trajet\u00f3ria centen\u00e1ria do partido, para termos uma no\u00e7\u00e3o das garantias requeridas. Na esmagadora maioria dos movimentos s\u00f3cio-pol\u00edticos decisivos do \u00faltimo s\u00e9culo brasileiro, o PCB esteve defendendo os interesses gerais do proletariado. Nunca patrocinamos nenhum regime de for\u00e7a. Sempre estivemos na luta pelos direitos sociais dos trabalhadores. E sempre que as institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas foram golpeadas, n\u00f3s fomos os primeiros a ser sacrificados \u2013 n\u00e3o por acaso.<\/p>\n<p>Ademais, antecipamos e reivindicamos v\u00e1rias bandeiras de interesse popular. Foi assim quando defendemos nos anos 20 e 30, as perspectivas de industrializa\u00e7\u00e3o com soberania nacional e voltada para o bem estar do povo trabalhador, e a consolida\u00e7\u00e3o de um movimento sindical com independ\u00eancia perante o estado e os patr\u00f5es. Foi assim quando lan\u00e7amos o oper\u00e1rio Minervino de Oliveira \u00e0 candidatura presidencial de 1930, a primeira candidatura negra da nossa hist\u00f3ria. Foi assim quando nos mobilizamos pela cria\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s com a defesa do monop\u00f3lio estatal do petr\u00f3leo.<br \/>\nFoi assim quando a primeira lei de liberdade religiosa foi aprovada na Constitui\u00e7\u00e3o de 1946 por iniciativa dos comunistas. Foi assim quando lideramos o CGT nas lutas que conquistaram o 13\u00b0 sal\u00e1rio em 1963. Foi assim quando participamos ativamente das lutas que criaram o SUS, entre v\u00e1rias batalhas e conquistas.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que, ao longo dos mais de cem anos de interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, cometemos erros. N\u00e3o foram poucos. Mas, mesmo em nossos equ\u00edvocos, jamais deixamos de representar os setores mais conscientes e din\u00e2micos da sociedade brasileira. O nosso princ\u00edpio de solidariedade internacionalista nunca colidiu com o nosso perfil genuinamente brasileiro. Esse \u00e9 um dos tra\u00e7os distintivos do PCB: o seu radical compromisso com que \u00e9 brasileiro, revolucion\u00e1rio e popular.<\/p>\n<p>Na etapa atual da crise org\u00e2nica do capitalismo brasileiro, prosseguindo com as diretrizes gerais tra\u00e7adas por nosso XVI Congresso, defendemos uma pol\u00edtica de frente \u00fanica prolet\u00e1ria em torno de um programa classista, que seja fruto de um ou mais Encontros Nacionais da Classe Trabalhadora, cujos eixos s\u00e3o a amplia\u00e7\u00e3o das liberdades democr\u00e1ticas e a defesa dos direitos sociais, governe quem governe. Para isso a reorganiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora \u00e9 tarefa central.<\/p>\n<p>A partir da nossa perspectiva de classe, n\u00e3o desejamos privil\u00e9gios na din\u00e2mica do processo revolucion\u00e1rio brasileiro, nem acreditamos ser portadores de verdades acabadas ou donas da vontade popular. Tampouco acreditamos em atalhos ou em caminhos f\u00e1ceis (como alguns pensam ser as redes sociais ou a institucionalidade burguesa\/elei\u00e7\u00f5es), que substituam o fundamental trabalho de base cotidiano junto as massas trabalhadoras.<\/p>\n<p>Estamos convencidos de que a \u00fanica alternativa vi\u00e1vel para o pa\u00eds \u00e9 a Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira, cujo fim \u00e9 a transi\u00e7\u00e3o socialista e cuja base \u00e9 o poder popular. A forma como o Bloco Revolucion\u00e1rio do Proletariado (conjunto de partidos, sindicatos e movimentos populares) realizar\u00e1 essa revolu\u00e7\u00e3o depender\u00e1 do comportamento efetivo dos atores pol\u00edticos no teatro de opera\u00e7\u00f5es das lutas de classes. Para alcan\u00e7ar este objetivo desde j\u00e1 defendemos as mais amplas liberdades democr\u00e1ticas e reformas estruturais, articulando e dialogando com todas as for\u00e7as comprometidas com o fim da explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o das massas populares. Tamb\u00e9m n\u00e3o temos, por outro lado, ilus\u00f5es de qualquer esp\u00e9cie: a tarefa que nos propomos n\u00e3o ser\u00e1 realizada amanh\u00e3 e n\u00e3o est\u00e1 livre de acidentes. Inclusive, nossas pr\u00f3ximas confer\u00eancias e congressos debater\u00e3o exaustivamente todos esses problemas. Nosso compromisso \u00e9 com a constru\u00e7\u00e3o do Poder Popular at\u00e9 nossas mol\u00e9culas, lutando pelo povo e com o povo trabalhador do Monte Cabura\u00ed ao Chu\u00ed, da Ponta do Seixas a nascente do Rio Mo\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31405\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[33,10,104],"tags":[224],"class_list":["post-31405","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c34-marxismo","category-s19-opiniao","category-c117-outras-opinioes","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8ax","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31405","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31405"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31405\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31443,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31405\/revisions\/31443"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31405"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31405"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31405"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}