{"id":3141,"date":"2012-07-09T18:01:53","date_gmt":"2012-07-09T18:01:53","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3141"},"modified":"2012-07-09T18:01:53","modified_gmt":"2012-07-09T18:01:53","slug":"bndes-usa-verba-do-tesouro-para-grandes-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3141","title":{"rendered":"BNDES usa verba do Tesouro para grandes empresas"},"content":{"rendered":"\n<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) est\u00e1 utilizando a maior parte dos recursos subsidiados que recebeu do Tesouro para financiar empresas poderosas como Petrobr\u00e1s e Vale. Dos R$ 240 bilh\u00f5es repassados ao banco, 64% foram aplicados em projetos de grandes empresas.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o consta de relat\u00f3rio produzido trimestralmente pelo BNDES e entregue ao Congresso. Na vers\u00e3o mais recente, que engloba os recursos recebidos entre janeiro de 2009 e mar\u00e7o deste ano, a lista de empresas beneficiadas pelos financiamentos inclui gigantes como Fibria (celulose), Oi (telecomunica\u00e7\u00f5es), Ford e Fiat (montadoras).<\/p>\n<p>O dinheiro repassado pelo governo ao BNDES \u00e9 subsidiado pelo contribuinte porque os juros cobrados pelo banco das empresas s\u00e3o menores que as taxas pagas pelo Tesouro para obter esses recursos no mercado. Levantamento feito pelo governo e enviado ao Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) estima o custo do subs\u00eddio em quase R$ 23 bilh\u00f5es apenas no ano passado.<\/p>\n<p>Para o professor do Insper, S\u00e9rgio Lazzarini, as grandes empresas tem acesso a outras fontes de financiamento e n\u00e3o v\u00e3o deixar de investir sem o apoio do BNDES. Ele avalia que esse \u00e9 um dos motivos pelo qual o banco estatal cresce, mas a taxa de investimento n\u00e3o reage. &#8220;\u00c9 a l\u00f3gica dos campe\u00f5es nacionais. A vis\u00e3o de que o Estado \u00e9 indutor do crescimento e o BNDES \u00e9 o instrumento&#8221;, diz Felipe Salto, economista da Tend\u00eancias.<\/p>\n<p>Pol\u00eamica. Desde que o Tesouro iniciou os repasses ao BNDES para amenizar os efeitos da crise global, o tema gera pol\u00eamica. O diretor do Instituto de Economia da Unicamp, Fernando Sarti, defende que o subs\u00eddio \u00e9 necess\u00e1rio para financiar o investimento, que \u00e9 uma atividade de risco. &#8220;N\u00e3o \u00e9 porque grandes empresas recebem recursos, que as pequenas ficam de fora&#8221;, diz. Com os repasses do Tesouro, o BNDES apoiou 666.561 projetos -62% desse total provenientes de pequenas e m\u00e9dias empresas.<\/p>\n<p>Para J\u00falio S\u00e9rgio de Almeida, consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), as pequenas e m\u00e9dias empresas se retraem na crise e cabe as grandes sustentar o investimento. &#8220;As grandes empresas investem e aumentam a demanda por produtos das pequenas e m\u00e9dias.&#8221;<\/p>\n<p>Em nota enviada ao Estado, o BNDES afirma que o comportamento dos desembolsos de recursos provenientes do Tesouro \u00e9 similar aos dados gerais do banco. Nos desembolsos totais, as grandes empresas tamb\u00e9m representam 64%. O BNDES sustenta ainda que a participa\u00e7\u00e3o das micro, pequenas e m\u00e9dias (36%) atingiu a maior propor\u00e7\u00e3o relativa da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o recebeu a maioria dos recursos do Tesouro (40,2%), seguida pela infraestrutura (37,2%). A concentra\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica \u00e9 grande, com 66,2% dos recursos para Sul e Sudeste.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo prepara cortes em incentivos para importa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo federal est\u00e1 mais rigoroso na inclus\u00e3o de novos produtos na lista dos ex-tarif\u00e1rios e revisando benef\u00edcios j\u00e1 concedidos. A ideia \u00e9 que pelo menos quatro setores, cujo desenvolvimento de produ\u00e7\u00e3o nacional foi considerado priorit\u00e1rio pelo Executivo, deixem de ser atendidos com a redu\u00e7\u00e3o para 2% do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o (II) na compra de produtos n\u00e3o fabricados no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por enquanto, a previs\u00e3o \u00e9 de que sejam retirados da lista os reatores para refinaria de petr\u00f3leo, turbinas para gera\u00e7\u00e3o de energia, locomotivas de alta pot\u00eancia e linhas de produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria automobil\u00edstica. No caso dos reatores para refinaria de petr\u00f3leo, o benef\u00edcio n\u00e3o ser\u00e1 renovado. Os outros, no entanto, dever\u00e3o ser exclu\u00eddos gradualmente, conforme o desenvolvimento de produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o estamos falando de protecionismo, de fechar nossa economia, de barrar as importa\u00e7\u00f5es. Estamos falando de dar uma condi\u00e7\u00e3o ison\u00f4mica, ou de n\u00e3o favorecer um produto importado, quando ele existe no Brasil&#8221;, afirmou ao Valor a secret\u00e1ria de Desenvolvimento de Produ\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Helo\u00edsa Menezes.<\/p>\n<p>O regime de ex-tarif\u00e1rio \u00e9 um mecanismo de est\u00edmulo aos investimentos produtivos no pa\u00eds por meio da redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o de bens de capital, inform\u00e1tica e telecomunica\u00e7\u00e3o que n\u00e3o s\u00e3o produzidos no Brasil. Nesse caso, a al\u00edquota de importa\u00e7\u00e3o \u00e9 de 2% e com prazo de validade de at\u00e9 dois anos.<\/p>\n<p>No primeiro semestre, a C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior (Camex) incluiu 1.248 m\u00e1quinas e equipamentos importados na lista dos ex-tarif\u00e1rios, o que deve alavancar investimentos de mais de US$ 15 bilh\u00f5es na ind\u00fastria, segundo previs\u00e3o feita pelas empresas. No mesmo per\u00edodo de 2011, foram atendidos 1.263 pedidos da ind\u00fastria, sendo que a estimativa de investimentos era de US$ 13,95 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>No ano passado, as importa\u00e7\u00f5es de m\u00e1quinas e equipamentos no regime de ex-tarif\u00e1rio somaram US$ 5,6 bilh\u00f5es, viabilizando investimentos da ordem de US$ 41 bilh\u00f5es. Em 2010, essas compras totalizaram US$ 4,1 bilh\u00f5es, alavancando aplica\u00e7\u00f5es de US$ 27,1 bilh\u00f5es da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria de Desenvolvimento de Produ\u00e7\u00e3o disse que neste ano foram feitas algumas mudan\u00e7as na forma de avaliar os pedidos da ind\u00fastria para importar, com redu\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria, m\u00e1quinas e equipamentos que n\u00e3o sejam fabricados no Brasil. Uma das altera\u00e7\u00f5es foi a inclus\u00e3o do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) na an\u00e1lise do pedido.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de empres\u00e1rios, a demora na an\u00e1lise dos ex-tarif\u00e1rios, assim como a opera\u00e7\u00e3o Mar\u00e9 Vermelha da Receita Federal e uso de licen\u00e7as n\u00e3o autom\u00e1ticas, teria como objetivo indireto travar a entrada de produtos estrangeiros no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria admitiu que o governo est\u00e1 preocupado com o comportamento das importa\u00e7\u00f5es, mas essa n\u00e3o \u00e9 a justificativa para o aumento no per\u00edodo de an\u00e1lise dos pedidos. No primeiro semestre, o saldo comercial teve uma redu\u00e7\u00e3o de 45,4%, reflexo de uma queda das exporta\u00e7\u00f5es e aumento das importa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>Com a inclus\u00e3o 569 itens na lista de ex-tarif\u00e1rios na semana passada, o ritmo de concess\u00f5es est\u00e1 semelhante ao do mesmo per\u00edodo de 2011. &#8220;Toda mudan\u00e7a requer um per\u00edodo de ajuste. Com a entrada do BNDES foi incorporada nova fonte de an\u00e1lise. Isso afetou, num primeiro momento, o processo e o tempo de avalia\u00e7\u00e3o. Mas agora j\u00e1 houve ajuste nos prazos. H\u00e1 dois meses est\u00e1vamos com estoque elevado&#8221;, afirmou. &#8220;Estamos sendo cuidadosos na avalia\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia ou n\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o no Brasil&#8221;, disse Helo\u00edsa.<\/p>\n<p>Ela destacou que n\u00e3o est\u00e1 sendo mais liberada a redu\u00e7\u00e3o de tributos para a compra de sistemas integrados. &#8220;Aqui tem mais rigor. N\u00e3o concedemos mais ex-tarif\u00e1rios para sistema integrado para permitir uma avalia\u00e7\u00e3o mais justa para o produtor nacional&#8221;, disse.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Petrobras p\u00f5e refinarias \u00e0 venda nos EUA e no Jap\u00e3o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A Petrobras ainda n\u00e3o definiu o crit\u00e9rio de venda dos blocos de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos. V\u00e1rias \u00e1reas da companhia est\u00e3o trabalhando no assunto. Est\u00e1 sendo preparada uma lista dos blocos explorat\u00f3rios em fase de desenvolvimento e j\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o naquele pa\u00eds. Tamb\u00e9m n\u00e3o foram definidas as empresas que ser\u00e3o convidadas a avaliar essas participa\u00e7\u00f5es. Na sede da companhia, no Rio, o assunto ainda \u00e9 tratado com sigilo.<\/p>\n<p>&#8220;A lista final est\u00e1 em discuss\u00e3o, mas n\u00e3o deve demorar a sair&#8221;, explicou uma fonte. A ideia at\u00e9 agora, segundo apurou o Valor, n\u00e3o \u00e9 sair dos Estados Unidos para simplesmente fazer caixa, mas encontrar parceiros que ajudem a financiar os projetos necess\u00e1rios para desenvolver a produ\u00e7\u00e3o naquele pa\u00eds e, ao mesmo tempo, financiar o plano estrat\u00e9gico da Petrobras, que prev\u00ea investimentos de US$ 236,5 bilh\u00f5es at\u00e9 2016.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, os atuais s\u00f3cios dos blocos nos EUA onde a estatal tem participa\u00e7\u00e3o n\u00e3o seriam os melhores, j\u00e1 que tenderiam a querer ser operadores. A preocupa\u00e7\u00e3o da estatal tamb\u00e9m ser\u00e1 a de procurar parceiros com quem j\u00e1 tenha estabelecido um bom relacionamento.<\/p>\n<p>A Petrobras prev\u00ea chegar a dezembro produzindo em torno de 21 mil barris por dia nos Estados Unidos. O maior projeto, e considerado a &#8220;menina dos olhos&#8221; da companhia no Golfo do M\u00e9xico, \u00e9 o de desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o nos campos Cascade e Chinook, em \u00e1guas profundas. A brasileira tem uma participa\u00e7\u00e3o de 80%, em parceria com a francesa Total. A estatal instalou ali a primeira FPSO desconect\u00e1vel em opera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. A BW Pioneer fica a uma dist\u00e2ncia de 250 km da costa da Louisiana e pode ser separada dos equipamentos submarinos para navegar e fugir dos furac\u00f5es que afetam muito a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Cascade e Chinook, a Petrobras tem participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria em 175 blocos de explora\u00e7\u00e3o naquele pa\u00eds, sendo que 164 desses blocos est\u00e3o em \u00e1guas profundas. A estatal \u00e9 operadora (s\u00f3cio que decide sobre o projeto e investimentos) em 126 dessas \u00e1reas. A companhia tem ainda projetos explorat\u00f3rios gigantes nos Estados Unidos, entre eles Saint Malo (operado pela Chevron), Lucius, Hadrian Sul (com Exxon e Anadarko). E est\u00e3o em fase de aprova\u00e7\u00e3o os projetos Stones (operado pela Shell) e Hadrian Norte (Exxon e Anadarko). Os campos de Tiber (BP) e Logan est\u00e3o em fase de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A \u00e1rea internacional tem previs\u00e3o de investimentos de US$ 10,7 bilh\u00f5es entre 2012 e 2016, dos quais US$ 4,7 bilh\u00f5es foram reservados para projetos em estudo. Para desonerar o caixa da companhia e evitar riscos a Petrobras est\u00e1 buscando associa\u00e7\u00f5es com empresas no exterior que permitam aumentar a capacidade de financiamento dos projetos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Desemprego nos EUA ainda n\u00e3o exige a\u00e7\u00e3o do Fed<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A fraqueza do mercado de trabalho americano ainda n\u00e3o \u00e9 suficiente para disparar uma terceira rodada de &#8220;quantitative easing&#8221; (QE, na sigla em ingl\u00eas, afrouxamento monet\u00e1rio baseado na compra de t\u00edtulos p\u00fablicos e privados), na avalia\u00e7\u00e3o de Ellen Zentner, economista s\u00eanior do Nomura Securities em Nova York.<\/p>\n<p>Em junho, 80 mil vagas foram criadas no pa\u00eds, n\u00famero praticamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a maio (77 mil, dado revisado de 69 mil) e abaixo do consenso do mercado (100 mil), mas em linha com a proje\u00e7\u00e3o do Nomura. Com isso, a taxa de desemprego ficou est\u00e1vel em 8,2%, com um aumento da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa em 156 mil pessoas (para 155,16 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>Interessante notar a forte desacelera\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o de vagas entre o primeiro e o segundo trimestres. No primeiro foram 226 mil e, no segundo, 75 mil. \u00c0 parte quest\u00f5es sazonais e clim\u00e1ticas que influenciaram positivamente o mercado de trabalho no primeiro trimestre, o n\u00famero de vagas criadas no segundo trimestre foi insuficiente para absorver os novos entrantes, em linha com a vis\u00e3o do Federal Reserve (Fed, banco central americano) &#8211; mais cautelosa a respeito do passo da recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Que os dados no mercado de trabalho nos EUA s\u00e3o ruins o suficiente para abalar ainda mais as perspectivas de crescimento do pa\u00eds, o mercado n\u00e3o duvida. A quest\u00e3o \u00e9 saber se os n\u00fameros publicados na sexta-feira pelo Bureau of Labor Statistics (BLS, respons\u00e1vel pelas estat\u00edsticas trabalhistas nos Estados Unidos) s\u00e3o preocupantes o bastante para precipitar uma terceira rodada de QE na pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Fed, no in\u00edcio de agosto.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s com certeza vimos deteriora\u00e7\u00e3o no mercado imobili\u00e1rio, os pr\u00f3prios donos de resid\u00eancias reagiram \u00e0 fraqueza da atividade e tivemos um fraco crescimento no emprego e na renda. E isso tem segurado uma recupera\u00e7\u00e3o mais robusta no consumo e \u00e9 poss\u00edvel ver isso nos n\u00fameros de confian\u00e7a do consumidor. Mas a pergunta para os mercados \u00e9: o que isso significa para o Fed?&#8221;, questiona Ellen.<\/p>\n<p>Para a economista, o cen\u00e1rio definitivamente &#8220;inclina&#8221; o Fed em dire\u00e7\u00e3o a mais afrouxamento, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 certeza se isso ser\u00e1 anunciado na pr\u00f3xima reuni\u00e3o. Em relat\u00f3rio a clientes, o Bank of America Merrill Lynch concorda que o Fed vai esperar mais confirma\u00e7\u00e3o de que a cria\u00e7\u00e3o de vagas est\u00e1 desacelerando &#8220;tornando uma decis\u00e3o [por QE] mais prov\u00e1vel em setembro&#8221;. Os economistas, autores do relat\u00f3rio, Michelle Meyer, Joshua Dennerlein e Ethan S. Harris, afirmam que a combina\u00e7\u00e3o de leve cria\u00e7\u00e3o de empregos e aumento da renda torna mais dif\u00edcil justificar mais QE.<\/p>\n<p>A economista do Nomura pondera que o banco central afirmou, em seu \u00faltimo comunicado, que agiria caso n\u00e3o enxergasse uma melhora sustent\u00e1vel no mercado de trabalho. &#8220;Certamente n\u00e3o temos visto essa melhora. N\u00f3s descemos um degrau na cria\u00e7\u00e3o de empregos nos \u00faltimos tr\u00eas meses, mas eu n\u00e3o tenho certeza se isso ser\u00e1 considerado uma deteriora\u00e7\u00e3o pelo Fed&#8221;, avalia Ellen.<\/p>\n<p>Ela n\u00e3o duvida, no entanto, que o Fed iniciar\u00e1 uma nova rodada de QE at\u00e9 o fim do ano, desta vez, por meio da compra de t\u00edtulos hipotec\u00e1rios. O BofA concorda e coloca tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que o Fed inicie o QE3: &#8220;enfraquecimento da economia real, riscos desinflacion\u00e1rios e deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es financeiras&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Os empres\u00e1rios est\u00e3o menos confiantes sobre as perspectivas econ\u00f4micas e n\u00e3o somente por causa da Europa, que se tornou um problema constante. A retra\u00e7\u00e3o da economia global levou a uma desacelera\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias americanas e a um sentimento geral de cautela nos neg\u00f3cios. Isso se refletiu na contrata\u00e7\u00e3o e no investimento e n\u00f3s acreditamos que a contrata\u00e7\u00e3o vai se manter an\u00eamica, pelo menos, n\u00f3s pr\u00f3ximos meses&#8221;, analisa.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fran\u00e7a e Alemanha unidas pr\u00f3-euro<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A amizade entre as duas maiores economias da Europa \u00e9 a chave para salvar o euro, defenderam ontem o presidente franc\u00eas Fran\u00e7ois Hollande e a chanceler alem\u00e3 Angela Merkel em Reims, na Fran\u00e7a. Os dois se encontraram 50 anos ap\u00f3s seus predecessores Charles de Gaulle e Konrad Adenauer assinarem um tratado de reconcilia\u00e7\u00e3o para enterrar a rivalidade que causou duas guerras mundias. Na v\u00e9spera do encontro dos ministros de Finan\u00e7as da zona do euro, o Eurogrupo, em Bruxelas, os dois l\u00edderes deixaram de lado, ao menos por um dia, as posi\u00e7\u00f5es divergentes no embate entre austeridade e crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>&#8211; A cada passo da constru\u00e7\u00e3o europeia, a amizade franco-alem\u00e3 foi a base &#8211; destacou Hollande. &#8211; Proponho que abramos uma nova porta para uma amizade ainda mais pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>Ontem, o ministro franc\u00eas das Finan\u00e7as, Pierre Moscovici, informou que uma nova reuni\u00e3o do Eurogrupo ocorrer\u00e1 em 20 de julho, para acelerar a aplica\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es do grupo.<\/p>\n<p>&#8211; A economia europeia e a uni\u00e3o monet\u00e1ria, como fundadas 20 anos atr\u00e1s, provaram ainda n\u00e3o serem fortes o suficiente. Nossa gera\u00e7\u00e3o tem de tirar as li\u00e7\u00f5es certas disso &#8211; afirmou Merkel, em Reims.<\/p>\n<p>Um dos temas que os l\u00edderes j\u00e1 ter\u00e3o de enfrentar hoje \u00e9 como direcionar os 100 bilh\u00f5es do socorro financeiro para bancos espanh\u00f3is sem pressionar o d\u00e9ficit p\u00fablico do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo fontes comunit\u00e1rias ouvidas pelo jornal espanhol &#8220;El Pa\u00eds&#8221; , os ministros devem propor que todo o setor banc\u00e1rio tenha um capital de refer\u00eancia (ou core capital, em ingl\u00eas) de 9% de seus ativos, com o objetivo de contrair o cr\u00e9dito. O Eurogrupo deve tamb\u00e9m refor\u00e7ar a supervis\u00e3o sobre os bancos. Segundo a ag\u00eancia de not\u00edcias Bloomberg News, o aux\u00edlio deve vir por meio de ag\u00eancia estatal espanhola.<\/p>\n<p>Nesta semana, no entanto, o governo alem\u00e3o destacou que n\u00e3o seria tomada uma decis\u00e3o definitiva sobre a ajuda ao setor banc\u00e1rio espanhol sem relat\u00f3rio dispon\u00edvel da troika, grupo formado por Fundo Monet\u00e1rio Internacional, Banco Central Europeu e UE.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Premi\u00ea chin\u00eas pede medidas fortes para conter desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O premi\u00ea chin\u00eas Wen Jiabao alertou ontem para a &#8220;imensa press\u00e3o descendente&#8221; sofrida pela economia da China, na mais clara express\u00e3o de preocupa\u00e7\u00e3o vista at\u00e9 o momento entre o alto escal\u00e3o dos l\u00edderes do pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o ao acentuado decl\u00ednio observado nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>Durante uma viagem de inspe\u00e7\u00e3o de fim de semana no centro-leste da China, o premi\u00ea atribuiu a desacelera\u00e7\u00e3o \u00e0 fraca demanda no exterior, em especial na Europa, que vive uma severa crise. Wen pediu ao governo que &#8220;redefina e ajuste suas pol\u00edticas de maneira mais agressiva&#8221;, usando ferramentas fiscais e monet\u00e1rias para compensar os efeitos da desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e transmitir confian\u00e7a \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre as recentes medidas do governo para combater a desacelera\u00e7\u00e3o est\u00e1 o corte na taxa de juros. Foram tr\u00eas no \u00faltimo m\u00eas, o \u00faltimo deles na sexta-feira. Analistas, por\u00e9m, dizem que o corte ter\u00e1 pouco impacto em estimular o crescimento da segunda maior economia do mundo.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o acreditamos que o custo de capta\u00e7\u00e3o seja alto para a expans\u00e3o dos investimentos, mas sim que o setor privado perdeu totalmente o interesse em investir&#8221;, escreveu em nota a clientes Dong Tao, economista-chefe do Credit Suisse para a China. Em sua opini\u00e3o, o pa\u00eds est\u00e1 em uma &#8220;armadilha de liquidez&#8221;, na qual inje\u00e7\u00e3o de recursos e redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para dar vigor \u00e0 economia.<\/p>\n<p>A economista-chefe do UBS para a China, Wang Tao, disse ao Estado que n\u00e3o concorda com o diagn\u00f3stico de &#8220;armadilha de liquidez&#8221;, mas coincidiu na avalia\u00e7\u00e3o de que a redu\u00e7\u00e3o dos juros n\u00e3o dever\u00e1 influenciar a atividade econ\u00f4mica de maneira significativa.<\/p>\n<p>&#8220;As empresas n\u00e3o querem realizar empr\u00e9stimos porque elas n\u00e3o acreditam que podem lucrar com a expans\u00e3o de seus neg\u00f3cios&#8221;, observou.<\/p>\n<p>A mesma avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por Andrew Sullivan, do banco de investimentos Piper Jaffray. &#8220;As empresas n\u00e3o v\u00e3o investir para exportar porque elas n\u00e3o t\u00eam para quem vender&#8221;, observou Sullivan. No mercado interno, a concorr\u00eancia \u00e9 grande e as margens de lucro, baixas, afirmou.<\/p>\n<p>Wang acredita que a redu\u00e7\u00e3o nos juros poder\u00e1 estimular o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio, mas ter\u00e1 pouco impacto sobre a produ\u00e7\u00e3o industrial. &#8220;Diante da fraca demanda e excesso de capacidade, as corpora\u00e7\u00f5es devem permanecer cautelosas&#8221;, escreveu a economista.<\/p>\n<p>Maior exportador do mundo, com uma fatia de 10% das vendas globais, a China sofre as consequ\u00eancias do tsunami que atinge a Europa, principal destino de suas vendas.<\/p>\n<p>Na quinta-feira, o vice-primeiro-ministro Wang Qishan disse que o pa\u00eds ter\u00e1 dificuldades para atingir a meta de expans\u00e3o de 10% do seu fluxo de com\u00e9rcio em 2012. No ano passado, a soma das exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es chinesas foi de US$ 3,64 trilh\u00f5es, alta de 22,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2010.<\/p>\n<p>Lu Zhengwei, economista do Societ\u00e9 Generale, lembrou que as exporta\u00e7\u00f5es l\u00edquidas tiveram impacto negativo de 0,8% no resultado do PIB do primeiro trimestre e continuar\u00e3o a puxar os n\u00fameros para baixo.<\/p>\n<p>Em sua avalia\u00e7\u00e3o, o corte dos juros anunciado vai ter impacto positivo na medida em que reduzir\u00e1 o custo de financiamento das empresas. Lu espera que a economia reaja no segundo semestre, quando dever\u00e3o estar em andamento projetos de infraestrutura que o governo passou a aprovar em ritmo acelerado a partir de maio.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Wang Tao, do UBS, o governo decidiu cortar os juros em raz\u00e3o de indicadores fracos sobre a economia em junho &#8211; os dados sair\u00e3o esta semana &#8211; e da baixa expans\u00e3o do cr\u00e9dito. Segundo ela, o volume de novos empr\u00e9stimos em junho foi de 820 bilh\u00f5es de yuans (US$ 129 bilh\u00f5es), inferior \u00e0 expectativa do mercado de at\u00e9 1 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Dong Tao, do Credit Suisse, aponta ainda para o fato de que o an\u00fancio do governo em maio de que iria acelerar projetos de infraestrutura n\u00e3o surtiu o efeito desejado. &#8220;Dados iniciais indicam que o est\u00edmulo falhou em reanimar a economia.&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Estado de S. 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