{"id":31413,"date":"2024-02-27T13:46:17","date_gmt":"2024-02-27T16:46:17","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=31413"},"modified":"2024-02-27T13:46:17","modified_gmt":"2024-02-27T16:46:17","slug":"vida-digna-as-mulheres-de-todo-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31413","title":{"rendered":"Vida digna \u00e0s mulheres de todo mundo!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31414\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31413\/8m-2-600x600\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/8M-2-600x600-1.png?fit=600%2C600&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"600,600\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"8M-2-600&amp;#215;600\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/8M-2-600x600-1.png?fit=600%2C600&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-31414\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/8M-2-600x600-1.png?resize=600%2C600&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/8M-2-600x600-1.png?w=600&amp;ssl=1 600w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/8M-2-600x600-1.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/8M-2-600x600-1.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Abaixo o capitalismo que nos mata! Pelo poder popular!<\/p>\n<p>O Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras \u00e9 uma importante data, que mobiliza mulheres a ocuparem as ruas em todo o planeta. Para n\u00f3s, comunistas, \u00e9 fundamental ressaltar que, apesar das diversas vers\u00f5es sobre a origem do 08 de mar\u00e7o, a data surgiu em 1910 a partir da proposta feita por Clara Zetkin no II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas e que se consolidou como um dia hist\u00f3rico em todo o mundo ap\u00f3s a greve das mulheres russas em 1917, para reivindicar p\u00e3o e o fim da guerra, abrindo os caminhos da Revolu\u00e7\u00e3o Socialista.<\/p>\n<p>Manter viva nossa mem\u00f3ria \u00e9 extremamente importante, n\u00e3o s\u00f3 para recuperarmos o verdadeiro protagonismo das mulheres comunistas nas lutas da classe trabalhadora, que tiveram suas contribui\u00e7\u00f5es historicamente apagadas, mas, sobretudo, para relembrar nossas conquistas em uma conjuntura t\u00e3o adversa, com o objetivo de construirmos alternativas para o s\u00e9culo XXI. Reivindicamos e damos seguimento ao legado das mulheres que vieram antes de n\u00f3s: Dandara dos Palmares, Anast\u00e1cia, Laudelina Campos Melo, Ana Montenegro, Carolina Maria de Jesus, Elza Soares, Joana Martins e tantas outras, para que nos inspirem e fortale\u00e7am, na constru\u00e7\u00e3o coletiva das estrat\u00e9gias de supera\u00e7\u00e3o desta ordem exploradora, opressora e destrutiva.<\/p>\n<p>N\u00f3s, mulheres trabalhadoras de todo o mundo, temos sofrido e morrido nas guerras imperialistas, em abortos clandestinos, em raz\u00e3o da fome, nas filas em busca por cuidados com a sa\u00fade, no genoc\u00eddio do povo negro e no exterm\u00ednio dos povos origin\u00e1rios, com as diversas formas de viol\u00eancia e nos trabalhos mais precarizados. Ainda enfrentamos as consequ\u00eancias da divis\u00e3o sexual do trabalho, a imposi\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico e a viol\u00eancia contra a mulher. Milh\u00f5es de trabalhadoras migram na esperan\u00e7a de uma vida melhor e acabam desamparadas, longe de suas ra\u00edzes e culturas, muitas vezes sem documentos legais e em sub empregos precarizados e mal remunerados. Esse contexto vem alimentando longas cadeias de reprodu\u00e7\u00e3o social em n\u00edvel internacional, refor\u00e7ando e promovendo outras desigualdades entre as pr\u00f3prias mulheres trabalhadoras.<\/p>\n<p>Aprendemos com a nossa tradi\u00e7\u00e3o a ficar atentas \u00e0 natureza do Estado burgu\u00eas, que muitas vezes \u00e9 considerado pelos feminismos (especialmente o feminismo liberal) como o \u00fanico interlocutor leg\u00edtimo e poss\u00edvel das pautas feministas: se ao longo da segunda parte do s\u00e9culo XX e do in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, ele p\u00f4de ter absorvido algumas das importantes reivindica\u00e7\u00f5es feministas, essa permeabilidade foi ao mesmo tempo o que lhe permitiu ressignificar as nossas pautas, evacuando muitas vezes sua dimens\u00e3o radical e transformadora para adaptar o feminismo \u00e0 ordem vigente, a famosa ordem do mercado e ordem do poss\u00edvel. Por isso, a liberta\u00e7\u00e3o das mulheres muitas vezes \u00e9 reduzida a seu acesso ao mercado.<\/p>\n<p>Essa ressignifica\u00e7\u00e3o das nossas pautas tem tido consequ\u00eancias dram\u00e1ticas ao redor do mundo. Cabe lembrar que as guerras imperialistas, desde a guerra do Iraque, v\u00eam sendo atravessadas por uma ret\u00f3rica estatal recorrendo a argumentos feministas (de um feminismo liberal burgu\u00eas) para legitimar sua atua\u00e7\u00e3o como uma salva\u00e7\u00e3o das mulheres, ret\u00f3rica que reativou o imagin\u00e1rio colonial no s\u00e9culo XXI. Do mesmo modo, em v\u00e1rios pa\u00edses do capitalismo central, o argumento da igualdade de g\u00eanero, suportado por certo feminismo de Estado, vem sendo usado para refor\u00e7ar a xenofobia contra migrantes do Oriente M\u00e9dio, desqualificar milh\u00f5es de trabalhadoras mu\u00e7ulmanas, justificar a viol\u00eancia de Estado e as legisla\u00e7\u00f5es que os relega \u00e0 subcidadania.<\/p>\n<p>Diante do cen\u00e1rio internacional, reiteramos a necessidade de fortalecer os la\u00e7os de solidariedade internacional entre as trabalhadoras do mundo, sempre numa perspectiva revolucion\u00e1ria. Manifestamos nossa total solidariedade e apoio a luta e resist\u00eancia do povo palestino contra a usurpa\u00e7\u00e3o do seu territ\u00f3rio e o genoc\u00eddio promovido pelo Estado terrorista de Israel, que, por meio de governo sionista, com apoio do EUA, imp\u00f5e o apartheid social e submete a popula\u00e7\u00e3o palestina \u00e0s mais desumanas condi\u00e7\u00f5es de vida. Manifestamos tamb\u00e9m nosso apoio e solidariedade \u00e0s trabalhadoras(es) argentinos que est\u00e3o organizando greves e ocupando as ruas para barrar as medidas do neofascista Javier Milei, que desde sua posse vem impondo medidas arbitr\u00e1rias profundamente conservadoras e neoliberais, que prejudicam dramaticamente toda a classe trabalhadora, principalmente as mulheres. O partido do presidente argentino, nos \u00faltimos dias, apresentou proposta para revoga\u00e7\u00e3o da lei do aborto legal, uma afronta \u00e0 luta hist\u00f3rica das nossas Hermanas Argentinas que conquistaram esse direito em 2021.<\/p>\n<p>No Brasil, chegamos ao segundo ano do governo Lula e, se derrotamos nas urnas o governo protofascista e ultraneoliberal de Jair Bolsonaro em 2022 \u2013 que foi sem d\u00favidas um resultado importante, sabemos que a elei\u00e7\u00e3o do atual governo, n\u00e3o deu e n\u00e3o dar\u00e1 conta de garantir de fato uma vit\u00f3ria para a classe trabalhadora. Isso porque o avan\u00e7o do fascismo est\u00e1 diretamente relacionado \u00e0 crise do capital, uma crise que s\u00f3 se aprofunda. Portanto, o resultado eleitoral n\u00e3o \u00e9 o suficiente para barrar o avan\u00e7o do fascismo, que expressa as contradi\u00e7\u00f5es atuais do capital e n\u00e3o o seu desvio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o limite se d\u00e1 pela continuidade de um governo de concilia\u00e7\u00e3o, que usa a composi\u00e7\u00e3o de seus minist\u00e9rios como moeda de troca com a direita, o esvaziamento das manifesta\u00e7\u00f5es nas ruas e desmobiliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sindical e populares, enfraquecendo as lutas da classe trabalhadora, enquanto a pol\u00edtica econ\u00f4mica de Haddad segue privilegiando os interesses do capital e reduzindo os investimentos na sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, atacando os direitos da classe trabalhadora. No primeiro ano do governo medidas como o arcabou\u00e7o fiscal e o novo ensino m\u00e9dio foram aprovadas com facilidade.<\/p>\n<p>Nos estados e munic\u00edpios seguem governos e a\u00e7\u00f5es de direita, al\u00e9m dos ditos progressistas, mas que avan\u00e7am nos processos de privatiza\u00e7\u00e3o de empresas p\u00fablicas estrat\u00e9gicas, com pol\u00edticas de seguran\u00e7a p\u00fablica violentas, que atingem principalmente a popula\u00e7\u00e3o negra e pobre. Neste ano teremos elei\u00e7\u00f5es municipais e se mostra evidente como a direita conservadora e o neofascismo seguem se fortalecendo e constituindo amea\u00e7a \u00e0s trabalhadoras.<\/p>\n<p>Observamos tamb\u00e9m ao fim do primeiro ano do governo do PT, que mesmo composto por uma maior quantidade de mulheres nos gabinetes e minist\u00e9rios, e com a implementa\u00e7\u00e3o de algumas pol\u00edticas pontuais para as mulheres, as grandes quest\u00f5es que agravam as condi\u00e7\u00f5es de vida e ampliam a opress\u00e3o sobre as mulheres trabalhadoras no Brasil n\u00e3o foram tocadas. A representatividade constitui apenas uma parte da luta pela emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres, sabemos que as mudan\u00e7as, para se tornarem efetivas, t\u00eam que abra\u00e7ar o conjunto das rela\u00e7\u00f5es sociais e desafiar a ordem social vigente.<\/p>\n<p>E apesar da pequena redu\u00e7\u00e3o do desemprego no Brasil, por ser estrutural, continua a afetar de modo desproporcional as mulheres trabalhadoras, especialmente as que s\u00e3o as \u00fanicas respons\u00e1veis pelo sustento de suas fam\u00edlias. Al\u00e9m do desemprego e baixos sal\u00e1rios, n\u00e3o podemos desconsiderar a jornada cont\u00ednua de trabalho das mulheres, que al\u00e9m da esfera da produ\u00e7\u00e3o, est\u00e3o ainda nas atividades de cuidado, na esfera da reprodu\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o negra corresponde a mais de 50% da popula\u00e7\u00e3o no Brasil, \u00e9 particularmente atingida pela explora\u00e7\u00e3o capitalista ocupando, os cargos os mais prec\u00e1rios e com baixa remunera\u00e7\u00e3o, sendo maioria na informalidade. O racismo que atravessa a organiza\u00e7\u00e3o capitalista do pa\u00eds e ainda \u00e9 permeada pela l\u00f3gica escravocrata, torna tamb\u00e9m maiores os impactos do machismo sobre as mulheres negras que s\u00e3o as mais prejudicadas pela viol\u00eancia e por todas as contrarreformas e retrocessos que temos enfrentado nos direitos da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos direitos reprodutivos, as mulheres seguem morrendo em raz\u00e3o dos abortos clandestinos, sendo as mulheres negras as que mais morrem em decorrencia do aborto clandestino. Nossos direitos sexuais e reprodutivos j\u00e1 conquistados seguem sendo alvo dos fundamentalistas reacion\u00e1rios, que tentam de todas as formas inviabilizar o acesso e retroceder nossas conquistas. Pudemos observar recentemente a suspens\u00e3o pelo Prefeito de S\u00e3o Paulo Ricardo Nunes (MDB) do servi\u00e7o de abortamento legal no Hospital Vila Nova Cachoeirinha, refer\u00eancia nesse atendimento. Tamb\u00e9m vimos a recente manifesta\u00e7\u00e3o do juiz Otavio Tioiti Tokuda (TJSP), que rejeitou uma liminar contra o Hospital S\u00e3o Camilo, que se recusa a realizar procedimento de coloca\u00e7\u00e3o de DIU e justifica com motivos religiosos. O juiz, na mesma linha absurda, argumenta que o uso de m\u00e9todos anticoncepcionais, \u201cpor mera busca de prazer sexual\u201d, afronta a moralidade crist\u00e3.<\/p>\n<p>Em v\u00e1rios estados e munic\u00edpios est\u00e3o sendo apresentadas e aprovadas uma s\u00e9rie de leis que retrocedem e imp\u00f5em mais viol\u00eancias \u00e0s mulheres e todas pessoas que gestam, como a lei recentemente sancionada pelo governador de Goi\u00e1s Ronaldo Caiado (uni\u00e3o), que institui semana para campanha contra o aborto, obriga a gestante a ouvir os batimentos card\u00edacos do feto e estimula que ONGs e setor privado recomendem e atuem pela \u201cmanuten\u00e7\u00e3o da vida do nascituro\u201d. Em Macei\u00f3, por meio e decreto do prefeito Jo\u00e3o Henrique (PL), as pessoas gestantes est\u00e3o obrigadas a assistirem v\u00eddeos que, em tese, demonstram est\u00e1gios gestacionais do feto e as supostas sequelas f\u00edsicas e emocionais de um aborto, evidentemente sem nenhuma base cient\u00edfica. Em Santa Maria (RS) e Belo Horizonte tamb\u00e9m foram aprovados projetos que preveem campanhas se conscientiza\u00e7\u00e3o contra o aborto. A quest\u00e3o da descriminaliza\u00e7\u00e3o e legaliza\u00e7\u00e3o do aborto segue debaixo do tapete e sem previs\u00e3o de ser enfrentada pelo governo federal.<\/p>\n<p>A queda dr\u00e1stica da taxa de fecundidade no pa\u00eds e em v\u00e1rias partes do globo, por sua vez, vem gerando v\u00e1rios debates e recolocou no centro da pr\u00e1tica feminista n\u00e3o somente a luta pelo direito de n\u00e3o ter filhos, mas tamb\u00e9m o direito de t\u00ea-los, em condi\u00e7\u00f5es dignas e desejadas. N\u00f3s sabemos que a cr\u00edtica \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o da vida \u2013 na esfera do cuidado \u2013 como assunto meramente privado, individual e de responsabilidade historicamente feminina, constituiu um das maiores contribui\u00e7\u00f5es das comunistas que inauguraram o 8 de mar\u00e7o, e continua sendo o nosso horizonte para qualificar e desafiar a organiza\u00e7\u00e3o social capitalista e suas injusti\u00e7as. Essa reprodu\u00e7\u00e3o n\u00e3o diz respeito somente \u00e0 responsabilidade por filhos, mas tamb\u00e9m ao cuidado de familiares, parentes, vizinhos, ao tempo gasto para tentar fechar as contas, \u00e0s horas passadas nas filas do supermercado, aos esfor\u00e7os psicol\u00f3gicos para garantir estabilidade emocional do seu entorno para que o dia seguinte aconte\u00e7a da melhor forma poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Os \u00edndices de feminic\u00eddios e da viol\u00eancia e assassinato contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTQUIAP+ continuam alarmantes, e pouco se tem avan\u00e7ado na dire\u00e7\u00e3o de sua redu\u00e7\u00e3o e de sua preven\u00e7\u00e3o. Recentemente fomos marcadas por dois casos de extrema viol\u00eancia, o lesboc\u00eddio de Ana Caroline Campelo, e o feminic\u00eddio de Julieta Hernandez, assassinadas com requintes de crueldade. Cotidianamente somos noticiados sobre os casos de viol\u00eancia contra mulheres, que nos s\u00e3o apresentados como uma fatalidade individual insuper\u00e1vel. Se a visibiliza\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica aumentou, as an\u00e1lises comumente propostas refor\u00e7am muitas vezes a individualiza\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o e\/ou o isolamento da viol\u00eancia de g\u00eanero das outras esferas da vida, como se essas viol\u00eancias n\u00e3o tivessem nenhuma rela\u00e7\u00e3o com o restante da estrutura social. Ao mesmo tempo, o feminismo carcer\u00e1rio, a favor de mais e mais encarceramento como solu\u00e7\u00e3o para conter a viol\u00eancia de g\u00eanero, \u00e9 apresentado como o \u00fanico caminho poss\u00edvel e desej\u00e1vel, deixando de lado as contradi\u00e7\u00f5es que ele carrega, postas pela viol\u00eancia de Estado e seu car\u00e1ter classista e racista.<\/p>\n<p>Destacamos, ainda, a luta cotidiana da mulheres do campo, das \u00e1guas, da floresta, que v\u00eam resistindo bravamente ao dom\u00ednio do capital e a destrui\u00e7\u00e3o acelerada do meio ambiente, as constantes expropria\u00e7\u00f5es de terras e o esgotamento dos recursos naturais, a situa\u00e7\u00e3o do ianom\u00e2mis e de todos os povos origin\u00e1rios pouco se alterou nesse um ano de governo, o marco temporal aprovado representou retrocesso nos direitos dos povos ind\u00edgenas, os conflitos pelo direito \u00e0 terra seguem se acirrando, ao mesmo tempo que mulheres ind\u00edgenas se encontram particularmente atingidas pela pol\u00edticas do microcr\u00e9dito como promessa de uma vida melhor que, a maioria do tempo, resulta num endividamento permanente e na fal\u00eancia das pequenas produtoras aut\u00f4nomas.<\/p>\n<p>Neste 8 de mar\u00e7o, reafirmamos que o feminismo n\u00e3o pode se limitar ao horizonte do estado burgu\u00eas, seguimos apontando a necessidade da supera\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria da l\u00f3gica capitalista que explora, oprime e violenta toda nossa classe. N\u00e3o aceitaremos pautas m\u00ednimas enquanto nossa classe, especialmente n\u00f3s mulheres, somos brutalmente violentadas de todas as formas poss\u00edveis. Apontar para o socialismo n\u00e3o \u00e9 uma bandeira de agita\u00e7\u00e3o, mas, sim a \u00fanica possibilidade de supera\u00e7\u00e3o da barb\u00e1rie capitalista! <strong>Convocamos todas as mulheres, toda a classe trabalhadora a ocupar as ruas neste 8 de Mar\u00e7o e a somarem nas demais atividades ao longo do m\u00eas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Viva o Dia Internacional de Lutas das Mulheres!<\/strong><\/p>\n<p><strong>TODAS \u00c0S RUAS NO 8 DE MAR\u00c7O!<\/strong><\/p>\n<p><strong>N\u00e3o \u00e0 jornada cont\u00ednua de trabalho das mulheres: creches e escolas em tempo integral para nossas\/os filhas\/os; lavanderias e restaurante p\u00fablicos!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Contra todas as formas de viol\u00eancia \u00e0s mulheres, e pela amplia\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de acolhimento e suporte \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pela revoga\u00e7\u00e3o de todas as privatiza\u00e7\u00f5es e contrarreformas, pelo fim do Teto dos Gastos e contra o arcabou\u00e7o fiscal!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por moradia digna, ocupar \u00e9 um direito!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Abaixo a fome, a pobreza e a carestia!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em defesa do SUS 100% p\u00fablico e estatal!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aborto legal, seguro e garantido pelo SUS para n\u00e3o morrer!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em defesa dos povos origin\u00e1rios, pela demarca\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em defesa da diversidade e contra a LGBTfobia!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pelo fim do genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sem anistia! Pris\u00e3o para Bolsonaro e todos os envolvidos na tentativa de golpe!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pelo fim da OTAN e de todas as guerras imperialistas!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Toda Solidariedade ao povo Palestino! Contra o sionismo de Israel!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pela constru\u00e7\u00e3o do poder popular! Rumo ao socialismo!<\/strong><\/p>\n<p><strong>24 de fevereiro de 2024<\/strong><\/p>\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o Nacional do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro \u2013 Filado \u00e0 FDIM<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/anamontenegro.org\/cfcam\/2024\/02\/25\/solidariedade-e-vida-digna-as-mulheres-de-todo-o-mundo-abaixo-o-capitalismo-que-nos-mata-pelo-poder-popular\/\">https:\/\/anamontenegro.org\/cfcam\/2024\/02\/25\/solidariedade-e-vida-digna-as-mulheres-de-todo-o-mundo-abaixo-o-capitalismo-que-nos-mata-pelo-poder-popular\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C3yR2KKvVR9\/?igsh=MXVhd3lqcTZmd3lnNg==\">https:\/\/www.instagram.com\/p\/C3yR2KKvVR9\/?igsh=MXVhd3lqcTZmd3lnNg==<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31413\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[22,180,4,26],"tags":[221,246],"class_list":["post-31413","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c3-coletivo-ana-montenegro","category-feminista","category-s6-movimentos","category-c25-notas-politicas-do-pcb","tag-2a","tag-np"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8aF","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31413","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31413"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31413\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31416,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31413\/revisions\/31416"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31413"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31413"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31413"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}