{"id":31440,"date":"2024-03-07T20:58:18","date_gmt":"2024-03-07T23:58:18","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=31440"},"modified":"2024-03-07T20:58:18","modified_gmt":"2024-03-07T23:58:18","slug":"8m-dia-internacional-de-luta-das-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31440","title":{"rendered":"8M: Dia Internacional de Luta das Mulheres"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31441\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31440\/sem-titulo-3\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sem-titulo.jpg?fit=1600%2C1600&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1600,1600\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Sem t\u00edtulo\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sem-titulo.jpg?fit=747%2C747&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-31441\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sem-titulo.jpg?resize=747%2C747&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"747\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sem-titulo.jpg?resize=900%2C900&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sem-titulo.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sem-titulo.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sem-titulo.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sem-titulo.jpg?resize=1536%2C1536&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sem-titulo.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>NOTA POL\u00cdTICA DO PCB E COLETIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO<\/strong><\/p>\n<p>O Dia Internacional de Luta das Mulheres foi fruto das lutas das comunistas. \u00c9 uma heran\u00e7a da organiza\u00e7\u00e3o internacional das mulheres socialistas, protagonizada por centenas de lutadoras. O dia 8 de mar\u00e7o foi escolhido para homenagear a chama revolucion\u00e1ria das oper\u00e1rias russas, que em 1917 tomaram as ruas de Petrogrado e marcaram a hist\u00f3ria das trabalhadoras e trabalhadores de todo o mundo. Nos \u00faltimos anos, com o aprofundamento da crise do capital, ocorreu uma intensifica\u00e7\u00e3o de uma economia liberal conservadora, e a consequ\u00eancia direta desse processo \u00e9 o ressurgimento de governos fascistas e ultraconservadores. Realidade que se materializa tamb\u00e9m no Estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Em nosso pa\u00eds, o capitalismo se apropria da heran\u00e7a escravista como ferramenta para sustentar a explora\u00e7\u00e3o, assumindo ao mesmo tempo a fun\u00e7\u00e3o de estabilizar os conflitos entre as classes, como tamb\u00e9m de garantir que parte dela seja controlada atrav\u00e9s dos mais diversos artif\u00edcios \u2013 desde a manuten\u00e7\u00e3o da ideologia at\u00e9 o controle atrav\u00e9s da coer\u00e7\u00e3o policial. A intensidade da explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e o controle variam de acordo com elementos diversos, dentre eles o machismo e o racismo. Concretamente, as mulheres e com maior intensidade as mulheres negras sofrem de maneira mais aprofundada as mazelas de toda a estrutura da opress\u00e3o do capitalismo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da explora\u00e7\u00e3o de classe, as trabalhadoras sofrem de modo mais intenso a explora\u00e7\u00e3o no ambiente privado atrav\u00e9s do trabalho dom\u00e9stico e de manuten\u00e7\u00e3o do lar. Cabe apontar que dentro do capitalismo o trabalho dom\u00e9stico \u00e9 fundamental para a produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho. Por um lado, a mulher tem menos tempo livre e seu lugar no mercado de trabalho rebaixado; por outro, o homem tem mais tempo para ser explorado, e o patr\u00e3o se isenta de arcar com os custos integrais da reprodu\u00e7\u00e3o dessa for\u00e7a de trabalho. E quando falamos do trabalho dom\u00e9stico remunerado, executado sobretudo por mulheres negras, vemos a desvaloriza\u00e7\u00e3o dessas trabalhadoras, que em grande medida t\u00eam seus direitos trabalhistas ignorados, colocando em xeque mais uma vez o n\u00e3o reconhecimento desse trabalho como fundamental, seja ele n\u00e3o pago ou (mal) pago.<\/p>\n<p>Sabemos que as rela\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o hist\u00f3ricas e atingem de maneira desigual as mulheres &#8211; e em pior forma, as mulheres negras &#8211; atrav\u00e9s das m\u00faltiplas jornadas de trabalho, e tamb\u00e9m se aprofundam nas diversas situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia (dom\u00e9stica e do estado) sofridas diariamente por essa parcela das trabalhadoras e dos trabalhadores. Ao se considerar que, historicamente, a divis\u00e3o social do trabalho est\u00e1 vinculada \u00e0 divis\u00e3o de tarefas e responsabilidade entre homens e mulheres, tal divis\u00e3o acaba por se basear na discrimina\u00e7\u00e3o dos sexos e na absoluta viol\u00eancia estrutural contra as mulheres.<\/p>\n<p>No Estado do Rio de Janeiro, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade das mulheres negras, vemos que a pr\u00f3pria escolha de serem m\u00e3es por vezes torna-se violenta, j\u00e1 que muitas delas s\u00e3o interrompidas pela viol\u00eancia de Estado contra suas crian\u00e7as e jovens negros, as submetendo a um processo de luto extremamente perverso e doloroso, onde dificilmente se encontra paz ou justi\u00e7a e respeito \u00e0 mem\u00f3ria dos seus. Sem falar no aprisionamento em massa dos jovens negros e o impacto que isso causa na vida dessas mulheres m\u00e3es. Al\u00e9m disso, vemos que o direito a uma maternidade digna \u00e9 profundamente violado desde a gesta\u00e7\u00e3o e o parto, quando essa parcela das trabalhadoras s\u00e3o mais submetidas \u00e0 viol\u00eancia obst\u00e9trica, devido ao mito racista que paira sobre elas de que teriam maior resist\u00eancia \u00e0 dor.<\/p>\n<p>Em sentido semelhante, pessoas trans sofrem continuamente os efeitos dessas viol\u00eancias estruturais perpetuadas pelo capitalismo. Al\u00e9m de terem suas identidades constantemente negadas, ao longo de sua vida veem dificultado seu acesso ao mais b\u00e1sico que a estrutura da sociedade burguesa oferece: acolhimento no ambiente familiar, educa\u00e7\u00e3o e acesso ao mercado de trabalho formal. Como resultado desse processo, um dossi\u00ea produzido em 2024 pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) traz o Brasil como l\u00edder em assassinatos motivados por transfobia, dentre os pa\u00edses que fazem algum levantamento do tipo. Ao mesmo tempo, o Brasil se destaca como um dos maiores consumidores de pornografia com pessoas trans, refor\u00e7ando a tamanha subjuga\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o que corpos trans sofrem.<\/p>\n<p>Todo esse cen\u00e1rio n\u00e3o nos \u00e9 desconhecido, uma vez que essas viol\u00eancias s\u00e3o extens\u00f5es de todo um processo de domina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, ao qual est\u00e1 submetida a nossa classe, contribuindo para a manuten\u00e7\u00e3o da opress\u00e3o de classe. \u00c9 evidente que o que ocorre no Estado do Rio de Janeiro se repete em propor\u00e7\u00e3o no pa\u00eds inteiro. No pr\u00f3ximo per\u00edodo, \u00e9 fundamental mantermos e ampliarmos as lutas em curso no pa\u00eds e evidenciarmos a intr\u00ednseca rela\u00e7\u00e3o entre as viol\u00eancias tidas como pessoais com a viol\u00eancia estrutural do capital.<\/p>\n<p>Nessa conjuntura, \u00e9 importante que os comunistas tenham em perspectiva as lutas das trabalhadoras do Rio de Janeiro, pautando um projeto que inclua n\u00e3o s\u00f3 o avan\u00e7o da melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida das trabalhadoras em todos os \u00e2mbitos, mas que tamb\u00e9m crie condi\u00e7\u00f5es concretas para organizar as mulheres.<\/p>\n<p>Nossa atua\u00e7\u00e3o nas diversas movimenta\u00e7\u00f5es de constru\u00e7\u00e3o dos atos de 8 de mar\u00e7o deve ter em perspectiva as seguintes pautas:<\/p>\n<p>&#8211; Cria\u00e7\u00e3o de estrutura para acolhimento e cuidado das crian\u00e7as, restaurantes e lavanderias coletivas (socializa\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico).<br \/>\n&#8211; Defesa e amplia\u00e7\u00e3o dos direitos das trabalhadoras.<br \/>\n&#8211; Amplia\u00e7\u00e3o e massifica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas para combate \u00e0 viol\u00eancia contra mulheres.<br \/>\n&#8211; Planejamento urbano que atenda de fato \u00e0s necessidades das trabalhadoras.<br \/>\n&#8211; Transporte p\u00fablico de qualidade j\u00e1!<\/p>\n<p>Organizar as trabalhadoras! Pelo poder popular!<\/p>\n<p><strong>PCB e Coletivos do Estado do Rio de Janeiro.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31440\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[180,207,4,26],"tags":[223],"class_list":["post-31440","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-feminista","category-lutas-nos-estados","category-s6-movimentos","category-c25-notas-politicas-do-pcb","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8b6","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31440"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31440\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31442,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31440\/revisions\/31442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}