{"id":31495,"date":"2024-03-23T16:02:25","date_gmt":"2024-03-23T19:02:25","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=31495"},"modified":"2024-03-23T16:02:25","modified_gmt":"2024-03-23T19:02:25","slug":"racismo-contra-a-democracia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31495","title":{"rendered":"Racismo contra a democracia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/pw\/AP1GczODvg0GHH0olULapuxkjdCdOsaCNzOaK2BDSIZ5_TYNJf85E9BJZAsQNVPkBYOPsTJKgr5HvymsgyZ7sGg74IS0akLTY-kSM9iwAbW-tF6Azeu6A-UbYLTgDHJK6f567gpY453shhpcYr8Meo9V-uGY=w589-h589-s-no\" \/><!--more-->Por Jeferson Garcia, membro da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional do Coletivo Negro Minervino de Oliveira e militante do PCB- Maring\u00e1<\/p>\n<p>um panfletismo reacion\u00e1rio-feudal atravessa toda a obra de Gobineau:<br \/>\ntrata-se de um reacion\u00e1rio militante e sua teoria das ra\u00e7as \u00e9 uma teoria da luta contra a democracia<\/p>\n<p>Assim, a teoria das ra\u00e7as \u2013 em sua forma primeira e primordial \u2013 fora liquidada cientificamente j\u00e1 na \u00e9poca da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. Por\u00e9m, como as for\u00e7as de classe que existiam por detr\u00e1s dela n\u00e3o desapareceram com a revolu\u00e7\u00e3o e a luta contra a democracia seguia seu curso e adotava formas constantemente novas, era natural que a teoria das ra\u00e7as ressurgisse sob novas formas. As mudan\u00e7as sucessivas da teoria das ra\u00e7as s\u00e3o determinadas pelas lutas de classes [\u2026]<\/p>\n<p>Gyorgy Luk\u00e1cs \u2013 A destrui\u00e7\u00e3o da Raz\u00e3o<\/p>\n<p>As express\u00f5es racistas em territ\u00f3rio nacional cresceram nos \u00faltimos anos com o desenvolvimento do autoritarismo e conservadorismo brasileiro, que carrega tra\u00e7os e simpatias com o pensamento fascista, sendo inclusive chamado diversas vezes de \u201cneofascismo\u201d, mais pela caracter\u00edstica ideol\u00f3gica e menos pelas condi\u00e7\u00f5es materiais que sustentam um Estado fascista. Todavia, h\u00e1 um elo de liga\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gico das posi\u00e7\u00f5es racistas de hoje e do racismo fascista de ontem, que \u00e9 o seu objetivo fundamental, produto das necessidades do imperialismo: combater a democracia e fazer a defesa dos privil\u00e9gios de classe.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1, neste texto, qualquer ilus\u00e3o com o projeto da democracia. Pelo contr\u00e1rio, o horizonte aqui \u00e9 a emancipa\u00e7\u00e3o humana, o fim da propriedade privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o da vida como formas imprescind\u00edveis para o fim do racismo, enquanto forma de domina\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o, com vistas a maior explora\u00e7\u00e3o do trabalho. Por\u00e9m, \u00e9 imprescind\u00edvel compreender os caminhos e os interesses em disputa na luta de classes, para impor barreiras ao avan\u00e7o do capitalismo e do autoritarismo. E nesses per\u00edodos distantes, um mesmo fio tece o ataque \u00e0 democracia.<\/p>\n<p>Dois per\u00edodos hist\u00f3ricos \u2013 que possuem aspectos de ruptura, mas tamb\u00e9m de continuidade \u2013 carregam um elemento que ajuda a entender por que o racismo nasce contra a democracia. No final do s\u00e9culo XVIII, com a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, a ideia de igualdade \u00e9 propagandeada, chegando aos interesses dos povos colonizados e at\u00e9 em algumas revolu\u00e7\u00f5es, como o caso da haitiana (1791-1804). A democracia abriu uma brecha para a ideia de que todos os homens s\u00e3o iguais e, se assim o s\u00e3o, os negros haitianos tinham direito \u00e0 sua autodetermina\u00e7\u00e3o, como as demais col\u00f4nias tamb\u00e9m deveriam possuir. A democracia, neste sentido e em alguns contextos espec\u00edficos, criava entraves ao imperialismo-colonialista. Por isso, a forma\u00e7\u00e3o de um pensamento racista foi (e ainda \u00e9, enquanto houver capitalismo) imprescind\u00edvel para \u201cdeixar claro\u201d que a igualdade era somente entre os homens \u2013 e nem todos s\u00e3o homens, alguns s\u00e3o negros. E, para esse pensamento, negros n\u00e3o s\u00e3o seres humanos. Hoje, esses privil\u00e9gios continuam sendo constantemente defendidos, como a posse da terra \u2013 em m\u00e3os brancas e de fam\u00edlias herdeiras da tradi\u00e7\u00e3o colonialista \u2013, as vagas em universidades, nos espa\u00e7os pol\u00edticos e trabalhos mais bem remunerados. Toda essa defesa se estruturou historicamente com autores como Gobineau e hoje reverberam nas falas de homens p\u00fablicos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro.<\/p>\n<p>A teoria das ra\u00e7as \u2013 de Gobineau, Chamberlain, Rosenberg, Gumplowicz, dentre outros \u2013, surge, segundo Luk\u00e1cs \u2013 em seu famoso A destrui\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o \u2013 dessa necessidade espec\u00edfica das lutas de classes e se desenvolve conforme essas lutas se acirram. Esta teoria racialista \u2013 fruto da \u00e1rvore da decad\u00eancia ideol\u00f3gica da burguesia \u2013 al\u00e9m de justificar as rela\u00e7\u00f5es sociais colonialistas, \u00e9 tamb\u00e9m uma defesa dos privil\u00e9gios de classe feudais contra a igualdade de todos os homens posta pela democracia burguesa, que vai ser adaptada \u00e0s necessidades da ordem do capital.<\/p>\n<p>Como diz Luk\u00e1cs, o ponto de partida e tend\u00eancia fundamental de Gobineau \u00e9 a luta contra a democracia, contra a ideia \u2018anticientifica\u2019 e \u2018antinatural\u2019 da igualdade dos homens. Desse modo, o racismo nasce contra a democracia, contra a ideia de progresso universal da humanidade, contra o humanismo enquanto categoria gen\u00e9rica e, desse modo, contra a ideia de raz\u00e3o, a possibilidade do conhecimento objetivo da realidade, por meio de processos intelectivos e n\u00e3o simplesmente pela intui\u00e7\u00e3o \u2013 como apregoavam diversos pensadores irracionalistas que deram fundamento ao fascismo e que usaram deste princ\u00edpio para o combate \u00e0 democracia. O roubo, o saque e o dom\u00ednio imperialista exigiam uma justifica\u00e7\u00e3o que fugisse da realidade e se assentasse sobre as bases de um processo civilizat\u00f3rio.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, ainda hoje, uma das formas de se combater os direitos sociais conquistados historicamente pela classe trabalhadora e as pol\u00edticas sociais direcionadas a popula\u00e7\u00e3o negra, \u00e9 por meio de defesas racistas e preconceituosas dos privil\u00e9gios de classe, numa tentativa de desqualificar essas lutas a partir de preceitos e valores pr\u00f3prios do pensamento liberal, racista e irracionalista, como a liberdade, a meritocracia, a desigualdade natural e a miss\u00e3o dos eleitos, aqueles que possuem uma diferencia\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 fenot\u00edpica, mas tamb\u00e9m intuitiva. Um exemplo de desqualifica\u00e7\u00e3o \u00e9 o que foi realizado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 luta quilombola, apresentando-a como uma a\u00e7\u00e3o de pregui\u00e7osos, que n\u00e3o merecem as terras que possuem e que s\u00e3o constantemente roubadas. Assim, a ideologia calcada no senso comum, nas tradi\u00e7\u00f5es e cultura popular, nos meios de comunica\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da direita, atua desumanizando essas pessoas (como fez o ex-presidente) e defendendo assim os interesses dos grandes propriet\u00e1rios de terra e grupos ligados ao latif\u00fandio, tradicional ou moderno (agroneg\u00f3cio).<\/p>\n<p>Todavia, o racismo n\u00e3o se expressa somente nessa forma de viol\u00eancia simb\u00f3lica, destruindo a imagem, s\u00edmbolos e valores de comunidades negras e ind\u00edgenas. Ela defende os privil\u00e9gios de classe quando, al\u00e9m disso, nega pol\u00edticas que visam o combate ao racismo e as contradi\u00e7\u00f5es mais gerais. Inclusive, algumas vezes, utiliza de uma pessoa negra para a quebra e redu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de enfrentamento ao racismo brasileiro, como fez com a Funda\u00e7\u00e3o Palmares.<\/p>\n<p>Assim, o conservadorismo atual vem paulatinamente combatendo pol\u00edticas sociais, como bolsa fam\u00edlia, pol\u00edtica de cotas, a luta por demarca\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas e quilombolas. Todos os elementos que a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as na democracia burguesa permite pequenos avan\u00e7os, o que ilude grande parte do movimento negro com a esperan\u00e7a gota a gota no reformismo. \u00c9 assim que o pr\u00f3prio pensamento conservador combate \u00e0 democracia burguesa, que tamb\u00e9m \u00e9 seu sustent\u00e1culo. Em per\u00edodos de crise do capital, de queda tendencial da taxa de lucro, a pr\u00f3pria democracia \u00e9 atacada e o elemento racial aparece como um dos meios para seu combate, como foi feito nas vers\u00f5es mais duras da hist\u00f3ria, como no combate \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o haitiana, ao movimento negro brasileiro e estadunidense, ao combate ao abolicionismo, ou com a maior explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho de negros e imigrantes, com o aumento da jornada de trabalho ou com a redu\u00e7\u00e3o do valor dessa for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>Os tempos em que se estabeleceram o fascismo e aquilo que chamamos no Brasil de \u201cneofascismo\u201d s\u00e3o distintos, v\u00e1rios elementos n\u00e3o s\u00e3o reproduzidos e inclusive o \u201cneo\u201d \u00e9 mais uma sobreviv\u00eancia dos elementos ideol\u00f3gicos do primeiro sem a sua estrutura pol\u00edtica e econ\u00f4mica. Tanto o racismo quanto o fascismo\/nazismo (e suas express\u00f5es ideol\u00f3gicas autorit\u00e1rias) s\u00e3o resultados das lutas de classes que se apresentam ideologicamente a partir do biologicismo e da \u201cci\u00eancia\u201d na filosofia, sociologia e pol\u00edtica. O ponto arquimediano, base te\u00f3rico ideol\u00f3gica dessas concep\u00e7\u00f5es te\u00f3rico-pol\u00edticas, \u00e9 o irracionalismo filos\u00f3fico, que fundamentou a teoria das ra\u00e7as, a partir da nega\u00e7\u00e3o da objetividade, da defesa da intui\u00e7\u00e3o de sujeitos que compreendem o mundo por meio que quest\u00f5es interiores, o combate a ci\u00eancia e a raz\u00e3o, o combate a democracia burguesa, a, tentativa de volta ao passado como nega\u00e7\u00e3o do progresso humano e a defesa do autoritarismo. Os sujeitos que s\u00e3o superiores, segundo o irracionalismo de ontem e hoje, se sentem superiores, sabem quem s\u00e3o. Essa compreens\u00e3o aparece, inclusive, na rela\u00e7\u00e3o entre brasileiros e trabalhadores imigrantes (haitianos, angolanos, etc.). H\u00e1, nesses princ\u00edpios, uma defesa moral muito pr\u00f3xima das respostas intuitivas do s\u00e9culo XIX, que n\u00e3o aparece hoje claramente como um elemento racial, mas cultural \u2013 um racismo sem ra\u00e7as \u2013 um elemento importado diretamente de Paris pelo racismo brasileiro, que \u00e9 subordinado ao pensamento de fora. Todos esses s\u00e3o elementos de continuidade que tiveram nascedouro no pensamento irracionalista, analisado por Gyorgy Luk\u00e1cs, mas que ainda est\u00e3o postos na ordem do dia, pois as for\u00e7as de classe que existiam por detr\u00e1s dela n\u00e3o desapareceram.<\/p>\n<p>A cr\u00edtica da ideologia racista pressup\u00f5e expor suas falsifica\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas, a distor\u00e7\u00f5es das quest\u00f5es fundamentais da hist\u00f3ria e o concomitante aniquilamento de toda conquista da humanidade. Muda-se o conte\u00fado, a forma, o m\u00e9todo, o tom, de acordo com o advers\u00e1rio, como diz Luk\u00e1cs. Mas h\u00e1 uma linha de continuidade entre a base da teoria das ra\u00e7as, o reacionarismo do s\u00e9culo XIX e as express\u00f5es conservadoras e reacion\u00e1rias do atual conservadorismo brasileiro. O pensamento irracionalista, em sua g\u00eanese, tem como elementos centrais a deprecia\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o, a glorifica\u00e7\u00e3o da intui\u00e7\u00e3o, a recusa do progresso s\u00f3cio-hist\u00f3rico e a cria\u00e7\u00e3o de mitos. Hoje, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que ele mudou de rosto mas n\u00e3o de natureza.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que no Brasil passamos momentos de tens\u00e3o em 2022, devido ao clamor por um golpe militar, do qual hoje temos mais informa\u00e7\u00f5es e provas, ligadas ao ex-presidente e \u00e0s for\u00e7as militantes \u2013 tendo como resultado o fat\u00eddico 08 de janeiro de 2023. A defesa da democracia, por n\u00f3s, deve ser sempre realizada em rela\u00e7\u00e3o ao combate \u00e0s express\u00f5es reacion\u00e1rias. Todavia, n\u00e3o devemos depositar nossas for\u00e7as em apenas defend\u00ea-la.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente entender que o racismo \u00e9 um elemento de luta contra a democracia e para combat\u00ea-lo de maneira eficaz, \u00e9 necess\u00e1rio um movimento negro popular, que lute para al\u00e9m dos espa\u00e7os institucionais e para al\u00e9m da democracia burguesa. O racismo, como dizia Eduardo Galeano, produz amn\u00e9sia. E ela faz com que esque\u00e7amos que \u00e9 a democracia que durante todo o s\u00e9culo XX permitiu as cenas mais b\u00e1rbaras do racismo em nome da liberdade. Por isso, o projeto antirracista precisa, portanto, ir para al\u00e9m da democracia, da subordina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ao Estado, com um projeto de emancipa\u00e7\u00e3o humana que chamamos de socialismo, pensado no conjunto de um movimento negro popular que se organize a partir da necessidade hist\u00f3rica da Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>Luk\u00e1cs, G. A Destrui\u00e7\u00e3o da Raz\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Instituto Luk\u00e1cs, 2020b.<\/p>\n<p>LUK\u00c1CS, Gy\u00f6rgy. Essenciais s\u00e3o os livros n\u00e3o escritos: \u00faltimas entrevistas. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2020.<\/p>\n<p>GALEANO, Eduardo. As veias abertas da Am\u00e9rica latina. Porto Alegre: L&amp;PM. 2016.<\/p>\n<p>MOURA, Cl\u00f3vis. A sociologia posta em quest\u00e3o. Editora Ci\u00eancias Humanas -S\u00e3o Paulo, 1978.<\/p>\n<p>WILLIAMS, Eric. Capitalismo e escravid\u00e3o. 1.ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras. 2012.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31495\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[124],"tags":[222],"class_list":["post-31495","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c137-coletivo-minervino-de-oliveira","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8bZ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31495","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31495"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31495\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31496,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31495\/revisions\/31496"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31495"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31495"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31495"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}