{"id":3150,"date":"2012-07-10T13:46:24","date_gmt":"2012-07-10T13:46:24","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3150"},"modified":"2012-07-10T13:46:24","modified_gmt":"2012-07-10T13:46:24","slug":"para-ministro-do-trabalho-desoneracao-ja-ajudou-desempenho-da-industria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3150","title":{"rendered":"Para ministro do Trabalho, desonera\u00e7\u00e3o j\u00e1 ajudou desempenho da ind\u00fastria"},"content":{"rendered":"\n<p>O ministro do Trabalho, Brizola Neto, acredita que a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos para alguns segmentos da ind\u00fastria ajudou a equilibrar a produ\u00e7\u00e3o do setor, que j\u00e1 acumula queda de 3,4% no acumulado at\u00e9 maio, na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo de 2011. &#8220;Os setores que foram desonerados apresentaram forte rea\u00e7\u00e3o. Essa medida amenizou a queda da ind\u00fastria. Medidas como a desonera\u00e7\u00e3o s\u00e3o importantes, principalmente nos setores de bens de capital&#8221;, disse o ministro.<\/p>\n<p>Brizola Neto almo\u00e7ou ontem com o deputado federal e candidato \u00e0 Prefeitura de S\u00e3o Paulo, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), militantes do partido e sindicalistas. O ministro, tamb\u00e9m filiado ao PDT, declarou seu apoio \u00e0 candidatura de Paulinho da For\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;A rea\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria ainda est\u00e1 no in\u00edcio. O setor automotivo n\u00e3o reagiu porque estava liberando os estoques&#8221;, disse. Brizola Neto confirmou que o governo est\u00e1 estudando outros setores que podem ser contemplados pela desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos. Hoje, ela \u00e9 substitu\u00edda pela al\u00edquota de 1% a 2% sobre o faturamento bruto em 15 setores. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo est\u00e1 aberto para negociar a ades\u00e3o de novos setores.<\/p>\n<p>&#8220;O benef\u00edcio tem que ir al\u00e9m da desonera\u00e7\u00e3o em si, tem que ter objetivos. A desonera\u00e7\u00e3o tem que atingir setores importantes para a economia e incentivar o processo de industrializa\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Brizola Neto. O ministro disse que, apesar de ser uma medida voltada para o curto prazo e em atenuar os efeitos da crise, pensar em industrializa\u00e7\u00e3o a partir da desonera\u00e7\u00e3o \u00e9 uma maneira de &#8220;buscar o desenvolvimento sustent\u00e1vel da economia&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Estados podem usar linha do BNDES para comprar m\u00e1quinas<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A nova linha de cr\u00e9dito de R$ 20 bilh\u00f5es do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), que ser\u00e1 repassada pelo Tesouro \u00e0 institui\u00e7\u00e3o de fomento para financiar projetos de investimentos dos Estados, poder\u00e1 tamb\u00e9m ser usada para compras de m\u00e1quinas e equipamentos nacionais por interm\u00e9dio do Finame, financiar projetos que j\u00e1 deram entrada no banco e at\u00e9 em aporte de capitaliza\u00e7\u00e3o das ag\u00eancias de desenvolvimento estaduais.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 de Guilherme Lacerda, diretor da \u00e1rea de infraestrutura social, meio ambiente, agropecu\u00e1ria e inclus\u00e3o social do banco, encarregado de gerir os recursos do Proinvest, nome oficial do programa. Ele destacou que a linha n\u00e3o poder\u00e1 ser usada para despesas de custeio.<\/p>\n<p>O diretor espera liberar os recursos do novo programa ao longo de 2013. O fato de o Proinvest n\u00e3o contemplar apenas projetos de investimentos n\u00e3o impedir\u00e1 que seja eficaz na meta de ampliar o investimento p\u00fablico, avalia Lacerda. Ele acredita que a contribui\u00e7\u00e3o dessa linha de cr\u00e9dito \u00e0 forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo &#8211; conta que mede o investimento -, atrav\u00e9s do est\u00edmulo \u00e0 compra de m\u00e1quinas e equipamentos pelos Estados, poder\u00e1 ser eficiente.<\/p>\n<p>O banco tem pressa na implementa\u00e7\u00e3o do programa. A nova linha dever\u00e1 ser incorporada \u00e0s pol\u00edticas operacionais da institui\u00e7\u00e3o este m\u00eas, cumprindo autoriza\u00e7\u00e3o da resolu\u00e7\u00e3o 4.109, do Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN). Depois de aprovada pela diretoria, ser\u00e1 baixada uma circular aos Estados.<\/p>\n<p>A partir de agosto, o BNDES deve come\u00e7ar a receber os projetos de investimento e as propostas de compras de m\u00e1quinas e equipamentos junto \u00e0 Finame. O prazo entre a entrada dos projetos e a contrata\u00e7\u00e3o pelo BNDES vence em 31 de janeiro de 2013, segundo o CMN. Os Estados t\u00eam at\u00e9 janeiro de 2015 para uso desses recursos.<\/p>\n<p>&#8220;Com este prazo apertado, acredito que o grosso dos desembolsos dos R$ 20 bilh\u00f5es aconte\u00e7a no segundo semestre do ano que vem. As opera\u00e7\u00f5es de compras v\u00e3o agilizar as libera\u00e7\u00f5es&#8221;, disse Lacerda. Ele reconhece que h\u00e1 defasagem entre as contrata\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimos no banco e a libera\u00e7\u00e3o de recursos aos Estados, mas atribui o fato, em grande parte, \u00e0 morosidade dos projetos, que levam tempo para sair do papel.<\/p>\n<p>&#8220;O banco s\u00f3 libera os recursos quando o projeto est\u00e1 pronto para ser tocado&#8221;, informou o diretor do BNDES. Lacerda aponta exig\u00eancias que prejudicam o cronograma dos projetos do setor p\u00fablico, como a obriga\u00e7\u00e3o de licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00fameros do banco mostram que \u00e9 grande a dist\u00e2ncia entre a contrata\u00e7\u00e3o do financiamento e a libera\u00e7\u00e3o. No acumulado de 2011 at\u00e9 junho de 2012, as contrata\u00e7\u00f5es de projetos dos Estados junto ao BNDES somaram R$ 5,7 bilh\u00f5es, dos quais apenas R$ 968 milh\u00f5es foram liberados (esses n\u00fameros n\u00e3o incluem empresas estaduais). S\u00e3o Paulo, por exemplo s\u00f3 conseguiu a contrata\u00e7\u00e3o do projeto da linha 4 do Metr\u00f4, de R$ 1,4 bilh\u00e3o, no m\u00eas passado. &#8220;A medida que o projeto andar, os recursos ser\u00e3o liberados&#8221;, disse Lacerda.<\/p>\n<p>Esta semana dever\u00e1 acontecer uma reuni\u00e3o do BNDES com representantes dos governos estaduais para apresentar a nova linha e tirar d\u00favidas sobre a utiliza\u00e7\u00e3o. Os Estados ter\u00e3o 22 anos para quitar o financiamento e v\u00e3o pagar ao ano pelo recurso TJLP mais 1,1%, se tiverem aval do Tesouro, ou seja, 6,6% ao ano (TJLP de 5,5%). Sem o aval, o custo sobe para TJLP mais 2,2%, ou seja, 7,7%.<\/p>\n<p>Do total dos R$ 20 bilh\u00f5es rateados entre os 27 Estados pela resolu\u00e7\u00e3o do CMN, Bahia, Maranh\u00e3o, Minas Gerais, Cear\u00e1, Pernambuco e S\u00e3o Paulo receberam dota\u00e7\u00f5es superiores a R$ 1bilh\u00e3o. O destaque foi S\u00e3o Paulo, que levou R$ 1, 98 bilh\u00e3o, o maior quinh\u00e3o do Proinvest. As demais unidades da Federa\u00e7\u00e3o poder\u00e3o contar com empr\u00e9stimos entre R$ 500 milh\u00f5es e R$ 600 milh\u00f5es. A menor fatia, de R$ 311 milh\u00f5es, ficou com o Distrito Federal.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ind\u00fastria come\u00e7a semestre sem pedidos fortes<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A virada do primeiro para o segundo semestre n\u00e3o trouxe encomendas firmes que permitam a maioria dos setores industriais planejar um aumento de produ\u00e7\u00e3o sobre o ano passado. A certeza de vendas maiores est\u00e1 restrita aos setores beneficiados com a redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industriais (IPI), como linha branca, m\u00f3veis e autom\u00f3veis. Segmentos j\u00e1 beneficiados com a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, cujo efeito para o consumidor \u00e9 menos vis\u00edvel, e fabricantes de insumos e bens intermedi\u00e1rios esperam vendas melhores que as dos primeiros seis meses, mas poucos planejam aumento em rela\u00e7\u00e3o ao segundo semestre do ano passado. Para muitos, &#8220;empatar com 2011&#8221; passa a ser a meta deste ano.<\/p>\n<p>O setor de papel ondulado, que \u00e9 um bom term\u00f4metro para as encomendas da ind\u00fastria, n\u00e3o aposta em resultados mais expressivos na segunda metade do ano. De janeiro a maio, o setor acumula crescimento da produ\u00e7\u00e3o de 1,6% frente ao mesmo per\u00edodo de 2011. A expectativa para 2012 \u00e9 de avan\u00e7o entre 2% e 2,5%. A acelera\u00e7\u00e3o, avalia Ricardo Trombini, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria do Papel Ondulado (ABPO), \u00e9 sazonal. Ainda que a atividade econ\u00f4mica retome o f\u00f4lego e cres\u00e7a entre 3,5% e 4% no segundo semestre, como \u00e9 dito pelo governo, Trombini n\u00e3o aposta num crescimento robusto para o setor.<\/p>\n<p>&#8220;Para o setor de papel ondulado, n\u00e3o adianta se a ind\u00fastria automobil\u00edstica e a constru\u00e7\u00e3o civil puxarem o crescimento, compensando as perdas da ind\u00fastria manufatureira. S\u00f3 sentiremos os efeitos se setores como o t\u00eaxtil, de eletrodom\u00e9sticos e cal\u00e7ados tiverem crescimento vigoroso e tenham participa\u00e7\u00e3o no varejo, n\u00e3o sendo substitu\u00eddos pelos importados&#8221;, explica Trombini.<\/p>\n<p>O presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de A\u00e7o (Inda), Carlos Loureiro, conta, a partir da percep\u00e7\u00e3o das empresas associadas, que a primeira semana de julho &#8220;come\u00e7ou muito devagar&#8221; para o setor de a\u00e7o plano. &#8220;A recupera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria esperada para o segundo semestre ainda n\u00e3o apareceu. \u00c9 muito cedo para carimbar o m\u00eas, mas o come\u00e7o n\u00e3o foi auspicioso&#8221;, disse. Ap\u00f3s salto de 18% das vendas entre abril e maio &#8211; fruto de antecipa\u00e7\u00e3o de compras com expectativas de aumento de pre\u00e7os que n\u00e3o se concretizou -, a previs\u00e3o do Inda de queda de 15% em junho est\u00e1 se confirmando. &#8220;Talvez essa queda seja at\u00e9 maior&#8221;, cogita Loureiro.<\/p>\n<p>O presidente do Inda trabalha com crescimento zero nas vendas de a\u00e7o plano no primeiro semestre, per\u00edodo em que o segmento foi prejudicado por demanda mais fraca da ind\u00fastria e estoques elevados. A redu\u00e7\u00e3o do IPI para autom\u00f3veis tamb\u00e9m n\u00e3o gerou expectativas de aumento adicional do consumo na segunda metade do ano. &#8220;T\u00ednhamos imaginado crescer 6% em 2012, mas estou achando que esse n\u00famero \u00e9 muito forte&#8221;.<\/p>\n<p>O setor qu\u00edmico, que produz mat\u00e9rias-primas para diversas cadeias, n\u00e3o sentiu recupera\u00e7\u00e3o das encomendas em julho, como era previsto pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria Qu\u00edmica (Abiquim). A diretora de economia da entidade, F\u00e1tima Ferreira, deve fechar os resultados de junho no final deste m\u00eas, mas conclui, a partir de conversas com empresas, que n\u00e3o houve mudan\u00e7a de cen\u00e1rio no in\u00edcio do terceiro trimestre, per\u00edodo que geralmente \u00e9 o mais aquecido do ano para o setor. Em maio, \u00faltimo dado dispon\u00edvel, a produ\u00e7\u00e3o de qu\u00edmicos caiu 1,2% frente a abril, enquanto as vendas internas encolheram 0,1% no per\u00edodo.<\/p>\n<p>O governo estuda criar um regime especial de tributa\u00e7\u00e3o para a ind\u00fastria qu\u00edmica no \u00e2mbito do Brasil Maior. A ideia \u00e9 reduzir impostos para empresas que usarem insumos nacionais na produ\u00e7\u00e3o. O setor, segundo F\u00e1tima, tem &#8220;excelentes expectativas&#8221; em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 medida, mas o governo n\u00e3o pode demorar muito para agir. &#8220;A continuar do jeito que estamos, se conseguirmos igualar a produ\u00e7\u00e3o do ano passado, j\u00e1 est\u00e1 de bom tamanho&#8221;. A produ\u00e7\u00e3o de qu\u00edmicos aumentou 5,8% de janeiro a maio devido \u00e0 base fraca de compara\u00e7\u00e3o de 2011, quando um apag\u00e3o no come\u00e7o do ano paralisou f\u00e1bricas.<\/p>\n<p>Mesmo prevendo um segundo semestre mais aquecido que o primeiro, o assessor econ\u00f4mico da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Amazonas (Fieam), Gilmar Freitas, n\u00e3o arrisca proje\u00e7\u00f5es de crescimento sobre 2011. O primeiro semestre, conta Freitas, foi marcado por concorr\u00eancia ainda acirrada de produtos importados, que continuaram com pre\u00e7os atrativos devido \u00e0 produ\u00e7\u00e3o mundial excedente, e \u00e0 restri\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito, o que afetou o setor de motocicletas.<\/p>\n<p>Diante de queda de 6% na produ\u00e7\u00e3o entre janeiro e maio, segundo estimativas preliminares da Fieam, o polo demitiu oito mil trabalhadores no per\u00edodo. O economista n\u00e3o tem dados sobre encomendas para julho, mas acredita que o desempenho da produ\u00e7\u00e3o deve &#8220;apresentar melhora significativa&#8221; em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, por\u00e9m sem superar julho de 2011.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq) os incentivos ao investimento n\u00e3o ir\u00e3o surtir efeito neste ano, como espera o governo, devido ao ambiente pouco favor\u00e1vel, diz Mario Bernardini, assessor econ\u00f4mico da presid\u00eancia da entidade, que ainda n\u00e3o tem dados sobre junho e julho.<\/p>\n<p>A MAN Latin America, fabricante alem\u00e3 de \u00f4nibus e caminh\u00f5es, encerrou 2011 produzindo de 300 a 350 ve\u00edculos por dia e, nos seis primeiros meses de 2012, viu a m\u00e9dia cair para 230 a 250 unidades. O resultado \u00e9 atribu\u00eddo pelo presidente da companhia, Roberto Cortes, ao arrefecimento dom\u00e9stico e, principalmente, \u00e0s mudan\u00e7as nas regras de emiss\u00f5es de gases poluentes, que elevaram as vendas de caminh\u00f5es no fim do ano passado. At\u00e9 junho, a produ\u00e7\u00e3o da MAN caiu de 30% a 40% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa produ\u00e7\u00e3o no segundo trimestre foi muito baixa, assim como a de todo o setor de ve\u00edculos&#8221;, diz Cortes. Ele conta que, entre abril e junho, a companhia realocou empregados de setores ociosos para ajudarem na manuten\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica, antecipou parte das f\u00e9rias e cancelou dias de trabalho. As medidas foram adotadas concomitantemente, justifica Corte, para a MAN se preparar para uma demanda que crescer\u00e1 no segundo semestre, j\u00e1 a partir de julho.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bancos ainda sentem reflexos de expans\u00e3o no setor imobili\u00e1rio<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O momento &#8220;morno&#8221; do mercado imobili\u00e1rio n\u00e3o impressiona os principais bancos do Pa\u00eds, que continuam apostando em perspectivas positivas para o setor. Entre os argumentos que sustentam a an\u00e1lise est\u00e1 o baixo n\u00edvel do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o ao Produto Interno Bruto (PIB). Aqui, esse indicador est\u00e1 em 5,4% (R$ 229 bilh\u00f5es). No Chile, pa\u00eds preferido para a compara\u00e7\u00e3o por se tratar de um emergente como o Brasil, o n\u00edvel chega perto de 20% do PIB.<\/p>\n<p>&#8220;O que est\u00e1 acontecendo \u00e9 um freio de arruma\u00e7\u00e3o. H\u00e1 um esfor\u00e7o das construtoras para entregar o que venderam nos \u00faltimos anos&#8221;, sintetiza o diretor de Neg\u00f3cios Imobili\u00e1rios do Santander, Jos\u00e9 Roberto Machado.<\/p>\n<p>&#8220;Se em 2020 a rela\u00e7\u00e3o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio\/PIB chegar a algo entre16% e 18% do PIB, como imaginamos, estamos falando de um montante adicional de cerca de R$ 500 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, completa o diretor de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio do Banco do Brasil, Gueitiro Matsuo Genso.<\/p>\n<p>As estimativas sustentam-se fundamentalmente em duas raz\u00f5es. A primeira \u00e9 o d\u00e9ficit habitacional brasileiro, que, segundo diferentes estat\u00edsticas, varia entre 5 milh\u00f5es e 7 milh\u00f5es de moradias. A segunda est\u00e1 relacionada \u00e0 situa\u00e7\u00e3o macroecon\u00f4mica favor\u00e1vel \u00e0 compra de im\u00f3veis. Para os pr\u00f3ximos anos, os bancos projetam infla\u00e7\u00e3o sob controle, desemprego baixo e renda em expans\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda um terceiro fator em potencial: queda dos juros cobrados dos clientes. Sobre esse tema, por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 consenso entre os executivos, porque alguns deles avaliam que \u00e9 dif\u00edcil derrubar ainda mais as taxas, que hoje variam entre 9% e 12% ao ano mais Taxa Referencial (TR).<\/p>\n<p>Sem surpresa. A recente desacelera\u00e7\u00e3o no ritmo de vendas, principalmente de im\u00f3veis novos, j\u00e1 era esperada pelos bancos. Na avalia\u00e7\u00e3o dos executivos, o mercado reflete hoje o que aconteceu entre 2007 e 2008, quando a euforia que dominava a economia global levou v\u00e1rias construtoras a abrir o capital na Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo (Bovespa). Com o dinheiro, compraram terrenos e investiram pesadamente em lan\u00e7amentos.<\/p>\n<p>&#8220;Essa \u00e9 a primeira colheita grande que se seguiu ao ciclo de aberturas de capital. Os problemas aparecem, as empresas aprendem e se preparam para um novo ciclo&#8221;, disse Machado.<\/p>\n<p>Os bancos, curiosamente, s\u00e3o o elo da cadeia do segmento imobili\u00e1rio que ainda n\u00e3o sentiu a desacelera\u00e7\u00e3o na carne. &#8220;N\u00f3s estamos no fim da cadeia. Sentimos hoje algo que come\u00e7ou dois ou tr\u00eas anos atr\u00e1s&#8221;, explicou o diretor de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio do Bradesco, Cl\u00e1udio Borges.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o, portanto, que toda divulga\u00e7\u00e3o de balan\u00e7o de banco apresenta como destaque positivo o segmento imobili\u00e1rio. No Bradesco, por exemplo, os quase R$ 20 bilh\u00f5es da carteira, hoje, s\u00e3o mais do que o dobro do estoque h\u00e1 cinco anos.<\/p>\n<p>Embora estejam otimistas com o futuro, todos os executivos consultados para esta reportagem frisam que os crit\u00e9rios para a concess\u00e3o de empr\u00e9stimos imobili\u00e1rio s\u00e3o &#8211; e continuar\u00e3o &#8211; apertados. O comprometimento da renda l\u00edquida da fam\u00edlia com a presta\u00e7\u00e3o, por exemplo, n\u00e3o pode superar os 35%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fed indica que deve adotar novos est\u00edmulos<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>As declara\u00e7\u00f5es das autoridades do Federal Reserve feitas entre anteontem e ontem, \u00e0 luz dos n\u00fameros mais recentes do relat\u00f3rio de emprego de junho, divulgado na \u00faltima sexta-feira, sinalizaram que o banco central dos Estados Unidos est\u00e1 mais pr\u00f3ximo de adotar novo est\u00edmulo para impulsionar o crescimento da economia americana.<\/p>\n<p>Apenas algumas semanas ap\u00f3s ter estendido at\u00e9 o fim deste ano a chamada Opera\u00e7\u00e3o Twist, pela qual o Fed reinveste os recursos dos t\u00edtulos que vencem no curto prazo em b\u00f4nus de mais longo prazo, as expectativas de que o Fed teria de fazer mais para responder \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o no ambiente econ\u00f4mico vinham crescendo.<\/p>\n<p>Muitos economistas acreditam que o pr\u00f3ximo passo ser\u00e1 o Fed novamente ampliar seu balan\u00e7o patrimonial &#8211; atualmente em US$ 9,1 trilh\u00f5es &#8211; para voltar a comprar Treasuries. O relat\u00f3rio de emprego de junho, que apontou a cria\u00e7\u00e3o de 80 mil vagas no m\u00eas e manteve a taxa de desemprego est\u00e1vel em 8,2%, foi o catalisador para a mudan\u00e7a no cen\u00e1rio da pol\u00edtica monet\u00e1ria americana.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos realmente \u00e0 beira disso (de adotar uma nova rodada de est\u00edmulo monet\u00e1rio). Se os indicadores econ\u00f4micos continuarem a vir abaixo das expectativas e se nossa vis\u00e3o for de que n\u00e3o esperamos fazer avan\u00e7os no nosso mandato, ent\u00e3o eu acho que precisamos de uma pol\u00edtica mais acomodat\u00edcia&#8221;, disse ontem o presidente do Federal Reserve Bank de S\u00e3o Francisco, John Williams.<\/p>\n<p>Williams tem direito a voto nas decis\u00f5es do Comit\u00ea Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em ingl\u00eas) neste ano. Ele ressaltou que o Fed n\u00e3o est\u00e1 cumprindo nenhum dos dois mandatos de infla\u00e7\u00e3o e emprego que deve buscar e afirmou que o banco central dos EUA provavelmente far\u00e1 &#8220;apenas um progresso muito limitado nessas metas ao longo do pr\u00f3ximo ano&#8221;.<\/p>\n<p>Por causa disso, destacou Williams, &#8220;\u00e9 essencial que n\u00f3s (o Fed) forne\u00e7amos acomoda\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria suficiente para manter nossa economia avan\u00e7ando na dire\u00e7\u00e3o dos nossos mandatos para emprego e estabilidade de pre\u00e7os&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo ele, se o Fed precisar ampliar seu est\u00edmulo, instrumento mais eficaz seriam compras adicionais de ativos de mais longo prazo, incluindo b\u00f4nus das ag\u00eancias hipotec\u00e1rias dos EUA.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o manifestada hoje por Williams mostra uma evolu\u00e7\u00e3o porque o presidente do Fed S\u00e3o Francisco n\u00e3o apoiava a ideia de mais est\u00edmulo em coment\u00e1rios feitos durante a primavera (no hemisf\u00e9rio norte). Suas preocupa\u00e7\u00f5es foram refor\u00e7adas pelas declara\u00e7\u00f5es de outro integrante do Fed, Charles Evans, que preside o Federal Reserve Bank de Chicago e n\u00e3o tem direito a voto nas decis\u00f5es do Fomc este ano. Em Bangcoc, Evans declarou que os EUA n\u00e3o est\u00e3o fazendo &#8220;um progresso claro e constante na dire\u00e7\u00e3o de um crescimento mais forte&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Eu apoio usar o balan\u00e7o do Fed para fornecer acomoda\u00e7\u00e3o adicional (para a pol\u00edtica)&#8221;, afirmou, manifestando seu apoio tamb\u00e9m \u00e0 decis\u00e3o tomada em junho pelo Fed de estender a Opera\u00e7\u00e3o Twist at\u00e9 o fim deste ano. &#8220;Eu teria preferido um passo ainda mais forte, como a compra de mais ativos lastreados em hipotecas, mas precisamos de mais est\u00edmulo de uma forma ou de outra.<\/p>\n<p>O presidente do Federal Reserve Bank de Boston, Eric Rosengren, que tamb\u00e9m falou em Bangcoc, disse que o que o Fed vai fazer com sua pol\u00edtica depender\u00e1 dos indicadores. Em seu discurso, ele manifestou preocupa\u00e7\u00e3o, assim como Williams e Evans, com os riscos ao cen\u00e1rio americano a partir dos problemas relacionados aos gastos do governo dos EUA e com a crise financeira ainda n\u00e3o resolvida na Europa.<\/p>\n<p>&#8220;Se houver um choque financeiro s\u00e9rio vindo da Europa, \u00e9 bem prov\u00e1vel que houvesse um grande impacto nas a\u00e7\u00f5es do setor financeiro e no mercado acion\u00e1rio em geral nos EUA&#8221;, alertou Rosengren. &#8220;Essas quedas nos pre\u00e7os das a\u00e7\u00f5es poderiam impactar os consumidores e as empresas nos dois lados do Atl\u00e2ntico&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o das outras tr\u00eas autoridades do Fed que se manifestaram nas \u00faltimas 24 horas, o presidente do Federal Reserve Bank de Richmond, Jeffrey Lacker, manifestou uma postura contr\u00e1ria e sugeriu, em entrevista \u00e0 r\u00e1dio Bloomberg, que a atual taxa de desemprego da economia americana pode estar perto da sua taxa natural. Para Lacker, que tem direito a voto nas decis\u00f5es do Fomc neste ano, por causa disso o Fed poder\u00e1 ter de come\u00e7ar a apertar sua pol\u00edtica no fim de 2013.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Investidor &#8216;paga&#8217; para emprestar \u00e0 Alemanha<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A moeda do euro tem de fato dois lados. Ontem, o governo da Espanha \u00e9 obrigado a pagar uma taxa de juro recorde para se financiar e esteve mais uma vez \u00e0 beira de declarar a incapacidade de se financiar apenas no mercado. J\u00e1 a Alemanha vive um fen\u00f4meno totalmente oposto: eram os investidores que estavam pagando ontem para financiar o Estado alem\u00e3o, em troca de um lugar seguro para seu dinheiro.<\/p>\n<p>A disparidade n\u00e3o \u00e9 entre a maior economia da regi\u00e3o e a mais insignificante delas. Mas si entre a n\u00famero 1 e a n\u00famero 4.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses, a economia alem\u00e3 se transformou em um destino seguro para capital de toda a Europa, em busca de estabilidade e risco zero em meio \u00e0 crise 200 bilh\u00f5es sa\u00edram dos bancos espanh\u00f3is e um volume importante tamb\u00e9m deixou Gr\u00e9cia e Portugal.<\/p>\n<p>Ontem, quando o Tesouro alem\u00e3o colocou em leil\u00e3o pap\u00e9is de sua d\u00edvida, a procura foi t\u00e3o intensa que a taxa de juros que paga como pr\u00eamio ao investidor por apostar na capacidade do pa\u00eds de o compensar atingiu uma taxa negativa. Ela bateu um \u00edndice de -0,3%, um recorde. Segundo o Bundesbank, o BC alem\u00e3o, a procura pelos 5,5 bilh\u00f5es em pap\u00e9is colocados no mercado bateu todas as previs\u00f5es.<\/p>\n<p>A crise, segundo analistas em Frankfurt consultados pelo Estado, garantiu \u00e0 Alemanha dois anos de um financiamento quase sem custos ao Estado, algo in\u00e9dito nos \u00faltimos 70 anos. S\u00f3 em 2011, a estimativa \u00e9 de que Berlim economizou 20 bilh\u00f5es em juros que poderia ter de pagar para financiar suas dividas.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno de ontem foi al\u00e9m e revelou que investidores, diante das incertezas na Europa, est\u00e3o dispostos a pagar para deixar seu dinheiro em um local seguro. Os alem\u00e3es comemoraram. Afinal, essa \u00e9 a segunda vez que isso acontece este ano.<\/p>\n<p>Lado oposto. Em um dia em que ficou evidente todas as contradi\u00e7\u00f5es na Europa, a Espanha viu a taxa de risco bater um novo recorde, mesmo diante de todas as promessas de reformas e do resgate que receber\u00e1 da UE para seus bancos. Ontem, t\u00edtulos do Tesouro espanhol com maturidade de dez anos atingiram uma taxa de juros de 7%, considerada como insustent\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3150\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3150","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-OO","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3150","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3150"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3150\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3150"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3150"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}