{"id":3154,"date":"2012-07-11T16:59:43","date_gmt":"2012-07-11T16:59:43","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3154"},"modified":"2012-07-11T16:59:43","modified_gmt":"2012-07-11T16:59:43","slug":"bolivia-o-cenario-do-golpe-de-estado-e-a-vitoria-camponesa-e-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3154","title":{"rendered":"Bol\u00edvia: O cen\u00e1rio do golpe de Estado e a vit\u00f3ria camponesa e popular"},"content":{"rendered":"\n<p><a href=\"http:\/\/www.rebelion.org\/\" target=\"_blank\">Rebeli\u00f3n<\/a><\/p>\n<p>Um motim policial, ativado por reivindica\u00e7\u00f5es salariais, deu in\u00edcio a um cen\u00e1rio de golpe de Estado que, sem d\u00favida, foi desmontado e derrotado pela articula\u00e7\u00e3o exitosa de uma condu\u00e7\u00e3o presidencial que n\u00e3o caiu na armadilha da provoca\u00e7\u00e3o e a vigorosa e crescente mobiliza\u00e7\u00e3o social, principalmente dos camponeses, para defender a revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma ampla mobiliza\u00e7\u00e3o social em defesa da democracia e do processo de mudan\u00e7a, somada \u00e0 inteligente posi\u00e7\u00e3o governamental de n\u00e3o cair na armadilha da provoca\u00e7\u00e3o, foram os componentes chave da estrat\u00e9gia pol\u00edtico-militar com a qual se desmontou um cen\u00e1rio de golpe de Estado contra o presidente Evo Morales.<\/p>\n<p>Era s\u00f3 quest\u00e3o de horas o tr\u00e2nsito do cen\u00e1rio de golpe de Estado \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o da ordem constitucional propriamente dita. Ou seja, o cen\u00e1rio de golpe de Estado, entendido como a configura\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o de atores, desenvolvimento de m\u00e9todos conspirativos e violentos, metas comuns, a apari\u00e7\u00e3o de uma lideran\u00e7a e apoio social, n\u00e3o alcan\u00e7ou um n\u00edvel de maturidade suficiente para sua materializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Somente uma obtusa posi\u00e7\u00e3o contra o governo ou uma cumplicidade com o que se estava gestando, al\u00e9m de uma ignor\u00e2ncia sobre os temas militares, poderiam conduzir a nega\u00e7\u00e3o de que se estava construindo um cen\u00e1rio para um golpe de Estado \u201csuave\u201d, o segundo que Morales enfrenta desde que assumiu a condu\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O desenvolvimento do \u201cgolpe suave\u201d, uma nova modalidade de desestabiliza\u00e7\u00e3o fabricada nos laborat\u00f3rios da Central de Intelig\u00eancia Americana (CIA) que j\u00e1 foi experimentada no leste da Europa e na Venezuela, se foi incubando nos setores radicalizados da ultra direita boliviana que v\u00eaem com temor o massivo apoio social com o qual conta Moralesh\u00e1 mais de seis anos do exerc\u00edcio de seu mandato (quatro como presidente do Estado &#8220;mono civilizat\u00f3rio&#8221; e dois como presidente do Estado plurinacional).<\/p>\n<p>Esta recria\u00e7\u00e3o do golpe como m\u00e9todo para interromper processos de ampla participa\u00e7\u00e3o popular, concebidos por intelectuais como o polit\u00f3logo estadunidense Gene Sharp, passa por v\u00e1rias fases, desenvolvidas inclusive simultaneamente, que v\u00e3o desde o abrandamento, deslegitima\u00e7\u00e3o, movimenta\u00e7\u00f5es nas ruas, at\u00e9 a fratura institucional. A estrat\u00e9gia golpista foi executada com \u00eaxito na derrubada do presidente georgiano Eduard Chevarnadze, em novembro de 2003, e a ascens\u00e3o ao poder de Viktor Yuschenko na Ucr\u00e2nia, em dezembro de 2004.<\/p>\n<p>Desde que a Am\u00e9rica Latina e o Caribe se converteram em cen\u00e1rio de disputa entre a emancipa\u00e7\u00e3o e a domina\u00e7\u00e3o, a estrat\u00e9gia do \u201cgolpe suave\u201d se registrou atrav\u00e9s de cinco modalidades. Triunfou em Honduras (2009) e no Paraguai (2012), mas fracassou na Venezuela (2002), Bol\u00edvia (2008 e 2012) e no Equador (2010).<\/p>\n<p>Mudan\u00e7a de estrat\u00e9gias para o derrocamento<\/p>\n<p>Se concebemos que a estrat\u00e9gia n\u00e3o \u00e9 algo imut\u00e1vel no tempo, o golpe \u201csuave\u201d, como aposta fundamental da direita boliviana, experimentou por sua vez uma mudan\u00e7a de matizes nestes seis anos. Passou da estrat\u00e9gia da derrocada de Evo Morales atrav\u00e9s de m\u00e9todos violentos (2006-2009) \u00e0 estrat\u00e9gia de desgaste prolongado para a derrota do primeiro presidente ind\u00edgena da Am\u00e9rica Latina e Caribe (janeiro de 2010 em diante).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a diferen\u00e7a entre uma e outra estrat\u00e9gia \u00e9 o cen\u00e1rio de sua realiza\u00e7\u00e3o. A primeira se ativou com a participa\u00e7\u00e3o de grupos paramilitares nos departamentos da chamada \u201cMeia Lua\u201d e a segunda se est\u00e1 desenvolvendo principalmente no ocidente. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, a aposta \u00e9 quebrar onde mais forte for o processo de mudan\u00e7a e a lideran\u00e7a de Morales.<\/p>\n<p>Com ambas estrat\u00e9gias de \u201cgolpe suave\u201d se apegaram e seguramente seguir\u00e3o buscando o objetivo fundamental de provocar a ren\u00fancia do presidente Evo Morales e alcan\u00e7ar a\u201crevers\u00e3o\u201d da revolu\u00e7\u00e3o mais profunda que vive este pequeno pa\u00eds localizado no cora\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica do Sul e obviamente a convocat\u00f3ria de elei\u00e7\u00f5es antecipadas.<\/p>\n<p>O \u201cgolpe suave\u201d em sua segunda modalidade<\/p>\n<p>Quando Evo Morales foi eleito com 64% dos votos em dezembro de 2009 \u2013as primeiras elei\u00e7\u00f5es sob a nova Constitui\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica do Estado-, era previs\u00edvel que a direita ia\u00a0 mudar de m\u00e9todos t\u00e1ticos e de cen\u00e1rios na materializa\u00e7\u00e3o de sua estrat\u00e9gia contrarrevolucion\u00e1ria e subversiva.<\/p>\n<p>Os m\u00e9todos t\u00e1ticos baseados na apropria\u00e7\u00e3o do discurso de mudan\u00e7a buscaram, desde janeiro de 2010, montar-se sobre conflitos sociais protagonizados por organiza\u00e7\u00f5es e movimentos sociais com expectativas sobre dimensionadas e em um momento de retorno aos particularismos. O eixo central da conspira\u00e7\u00e3o foi e ser\u00e1 o surgimento e crescimento do conflito social e a gera\u00e7\u00e3o de uma \u201csensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica\u201d de ingovernabilidade, de tal maneira que meta o pa\u00eds em um beco sem outra sa\u00edda que a de por sobre a mesa o questionamento da continuidade do processo de mudan\u00e7a. A conflitividade social \u00e9 apresentada como um div\u00f3rcio entre o governo e os setores sociais ind\u00edgenas, de trabalhadores rurais e populares, quando a rigor o que se est\u00e1 vivendo \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de correspond\u00eancia n\u00e3o harmoniosa que em nenhum caso implica uma ruptura.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 que cada conflito social seja o resultado de uma capacidade organizativa da direita, pois isso seria dar-lhe mais for\u00e7a do que realmente tem, mas tamb\u00e9m seria ing\u00eanuo ignorar que n\u00e3o h\u00e1 mobiliza\u00e7\u00e3o social na que a oposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o queira montar \u2013 com recursos, infiltrados ou outras formas &#8211; para levar \u00e1gua ao seu moinho.<\/p>\n<p>Nesse contexto \u00e9 que, ap\u00f3s fracassar a inten\u00e7\u00e3o da direita de envolver as for\u00e7as armadas em seus planos desestabilizadores (2006-2009), a pol\u00edcia se converteu para a embaixada dos Estados Unidos em outro de seus atores principais para a constru\u00e7\u00e3o permanente da subvers\u00e3o. O esfor\u00e7o n\u00e3o \u00e9 muito, j\u00e1 que esta for\u00e7a do aparato estatal \u2013ainda n\u00e3o transformada radicalmente apesar do P\u00e1tria ou Morte com o que fecham seus principais atos-, tem h\u00e1 anos uma rela\u00e7\u00e3o carnal com a liga\u00e7\u00e3o estadunidense e seus servi\u00e7os secretos de intelig\u00eancia, como a CIA e o FBI.<\/p>\n<p>Em fevereiro passado, o alto comando policial de ent\u00e3o descobriu uma opera\u00e7\u00e3o clandestina da embaixada dos Estados Unidos para o traslado de armas, muni\u00e7\u00f5es e equipamentos de telecomunica\u00e7\u00f5es do departamento de Beni para o departamento de Santa Cruz. Dois oficiais bolivianos \u2013 dos quais um \u00e9 o chefe de seguran\u00e7a da embaixada estadunidense -, foram detidos em plena execu\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A embaixada n\u00e3o ia ficar com os bra\u00e7os cruzados e aproveitou uma oportunidade para cortar a cabe\u00e7a do general Jorge Santiesteban, que al\u00e9m disso foi um ator chave para desmontar em abril de 2009 os planos desestabilizadores e de magnic\u00eddio de um grupo paramilitar integrado por estrangeiros \u00e0 iniciativa da ultra direita. Uma den\u00fancia sobre o ingresso irregular de 54 jovens na Academia Nacional da Pol\u00edcia, cuja origem todavia n\u00e3o est\u00e1 clara, foi o instrumento funcional do desenvolvimento crescente da conspira\u00e7\u00e3o desde a pol\u00edcia. A nomea\u00e7\u00e3o do coronel Maldonado como substituto n\u00e3o freou o plano, sen\u00e3o que incorporou outro fator de mal estar nas filas policiais: n\u00e3o adveio da academia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, apoiados em uma reivindica\u00e7\u00e3o, bastante compreens\u00edvel pelas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e salariais dos policiais de base, se ativou um amotinamento que se iniciou e que passou aceleradamente da mobiliza\u00e7\u00e3o por demandas justas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um cen\u00e1rio de golpe de Estado, entendido este conceito como o impulso de medidas ativas, pr\u00f3prias e distantes, para gerar uma crise pol\u00edtica, aparente ou real, na perspectiva de sua articula\u00e7\u00e3o para interromper a ordem constitucional.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio de golpe se caracterizou por: tomada violenta da sede da pol\u00edcia (para reeditar simbolicamente os feitos de fevereiro de 2003), o uso de capuzes e a exibi\u00e7\u00e3o de armas, a queima de documenta\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o de ex-policiais e o alto grau de alguns, a designa\u00e7\u00e3o n\u00e3o institucional da ex-esposa de um policial como procuradora da pol\u00edcia, o ingresso de armas de grosso calibre nas unidades de La Paz, Cochabamba e Tarija, as arengas pol\u00edticas contra o presidente Evo Morales, a busca de outros aliados contr\u00e1rios ao governo e os atentados com dinamite contra a Assembleia Legislativa Plurinacional, o Pal\u00e1cio de Governo e a R\u00e1dio P\u00e1tria Nova.<\/p>\n<p>As aspira\u00e7\u00f5es golpistas se nutriam da esperan\u00e7a de que, com o tempo, convergiriam outros tr\u00eas elementos: que a marcha ind\u00edgena chegasse antes do prazo previsto, que o governo tirasse os militares dos quart\u00e9is e que outros sindicatos radicalizados se somassem ao protesto. O objetivo, gerar uma \u201csensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica de ingovernabilidade\u201d e provocar a morte de alguns civis, policiais e militares para convulsionar o pa\u00eds e dar a largada final.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio de golpe se desativou, pelo contr\u00e1rio, pelas seguintes raz\u00f5es: a maioria dos ind\u00edgenas da marcha aprovou a linha de atrasar sua concentra\u00e7\u00e3o na sede do governo por 24 horas, e o presidente Evo Morales ordenou \u00e0s for\u00e7as armadas n\u00e3o sair por nenhum motivo; os militares da reserva n\u00e3o conseguiram agitar os militares ativos, os professores e trabalhadores da sa\u00fade n\u00e3o acataram a convocat\u00f3ria de seus dirigentes e a aus\u00eancia de lideran\u00e7a foi not\u00e1vel.<\/p>\n<p>Mas se h\u00e1 algo que contribuiu para desativar o cen\u00e1rio de golpe de Estado foi a combina\u00e7\u00e3o de dois fatores: primeiro, a resist\u00eancia do governo de n\u00e3o cair na provoca\u00e7\u00e3o e a crescente mobiliza\u00e7\u00e3o social em v\u00e1rios departamentos do pa\u00eds e particularmente na cidade sede do governo. Os trabalhadores rurais e urbanos abandonaram seus interesses particulares e protagonizaram uma poderosa mobiliza\u00e7\u00e3o social em ascenso. Como as vit\u00f3rias conquistadas desde 2006, a derrota dos af\u00e3s golpistas s\u00f3 foi poss\u00edvel pela combina\u00e7\u00e3o do poder do Estado e do poder do povo nas ruas.<\/p>\n<p>O uso dos meios de comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Esta nova modalidade golpista teria poucas possibilidades de \u00eaxito sem o suporte, direto ou n\u00e3o, dos meios de comunica\u00e7\u00e3o privados que se encarregam de reproduzir e amplificar em detalhes os gritos da oposi\u00e7\u00e3o e de calar as medidas e os reclames do oficialismo.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias da Ucr\u00e2nia, Ge\u00f3rgia, Venezuela, Equador e da Bol\u00edvia, que experimentaram a for\u00e7a do \u201cgolpe suave\u201d, confirma o uso que os condutores da desestabiliza\u00e7\u00e3o fazem de climas constru\u00eddos por certos crit\u00e9rios informativos, por muito inocentes que pare\u00e7am uma parte deles. Tamb\u00e9m, coincid\u00eancia ou n\u00e3o, esta sorte de coordena\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica se produz a partir do momento em que Morales assumiu a condu\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, seja para dar conta de uma posi\u00e7\u00e3o frente \u00e0 nacionaliza\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo e a Assembleia Constituinte, para por em evid\u00eancia o Observat\u00f3rio dos Meios da Funda\u00e7\u00e3o UNIR, ou em torno das consultas pelos estatutos aut\u00f4nomos, a elei\u00e7\u00e3o do Prefeito de Chuquisaca e o referendo revogat\u00f3rio de mandato. Todos no per\u00edodo 2006-2009.<\/p>\n<p>A partir de janeiro de 2010, a ofensiva midi\u00e1tica se ampliou e tem mudado de orienta\u00e7\u00e3o. Passou de legitimar a viol\u00eancia paramilitar para construir ao menos as seguintes matrizes de opini\u00e3o: Evo, inimigo dos ind\u00edgenas; Evo, desenvolvimentista e inimigo da M\u00e3e Terra; Evo, permissivo com o narcotr\u00e1fico; Evo, autorit\u00e1rio (violador dos direitos humanos e da livre express\u00e3o) e Evo aliado de pa\u00edses que alentam o terrorismo.<\/p>\n<p>Chama a aten\u00e7\u00e3o que importantes meios de comunica\u00e7\u00e3o tenham contribu\u00eddo \u2013premeditadamente ou n\u00e3o- com o cen\u00e1rio de golpe de Estado ao dar \u00eanfase \u00e0s prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es dos policiais (que nunca foram negadas pelo governo) antes de alertar sobre os m\u00e9todos e as formas violentas em que se dava o motim policial.<\/p>\n<p>Uma revis\u00e3o dos editoriais, dos t\u00edtulos e das fontes consultadas permite apreciar, sem muito esfor\u00e7o, elementos comuns em v\u00e1rios meios de comunica\u00e7\u00e3o privados sobre sua posi\u00e7\u00e3o frente ao governo, e que foi utilizado pela oposi\u00e7\u00e3o em todos os seus \u00e2mbitos.<\/p>\n<p>As etapas do \u201cgolpe suave\u201d<\/p>\n<p>De acordo com o polit\u00f3logo estadunidense Gene Sharp, a estrat\u00e9gia do \u201cgolpe suave\u201d pode ser desenvolvido por etapas hierarquizadas ou simultaneamente. No caso boliviano, mais ou menos se deu da seguinte maneira.<\/p>\n<p>1\u00aa etapa: abrandamento (empregando a guerra de IV gera\u00e7\u00e3o):<\/p>\n<p>\u2022 Desenvolvimento de matrizes de opini\u00e3o centradas em d\u00e9ficits reais ou potenciais.<\/p>\n<p>\u2022 Montagem nos conflitos e promo\u00e7\u00e3o do descontentamento.<\/p>\n<p>\u2022 Promo\u00e7\u00e3o de fatores de mal estar, entre os que se destacam: desabastecimento, criminalidade, manipula\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar, greve patronal e outros.<\/p>\n<p>\u2022 Den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o de intrigas sect\u00e1rias e fratura da unidade.<\/p>\n<p>2\u00aa etapa: deslegitima\u00e7\u00e3o :<\/p>\n<p>\u2022 Manipula\u00e7\u00e3o do anticomunismo.<\/p>\n<p>\u2022 Impulsionamento de campanhas publicit\u00e1rias em defesa da liberdade de imprensa, direitos humanos e liberdades p\u00fablicas.<\/p>\n<p>\u2022 Acusa\u00e7\u00f5es de totalitarismo e pensamento \u00fanico.<\/p>\n<p>\u2022 Fratura \u00e9tico-pol\u00edtica.<\/p>\n<p>3\u00aa etapa: aquecimento das ruas:<\/p>\n<p>\u2022 Montagem nos conflitos e fomento da mobiliza\u00e7\u00e3o nas ruas.<\/p>\n<p>\u2022 Elabora\u00e7\u00e3o de uma plataforma de luta que globalize as demandas pol\u00edticas e sociais.<\/p>\n<p>\u2022 Gera\u00e7\u00e3o de todo tipo de protestos, expondo falhas e erros governamentais.<\/p>\n<p>\u2022 Organiza\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00f5es, fechamento e tomada de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas que radicalizam a confronta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>4\u00aa etapa: combina\u00e7\u00e3o de diversas formas de luta:<\/p>\n<p>\u2022 Organiza\u00e7\u00e3o de marchas e tomada de institui\u00e7\u00f5es emblem\u00e1ticas, com o objeto de coopt\u00e1-las e convert\u00ea-las em plataforma publicit\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u2022 Desenvolvimento de opera\u00e7\u00f5es de guerra psicol\u00f3gica e a\u00e7\u00f5es armadas para justificar medidas repressivas e criar um clima de ingovernabilidade.<\/p>\n<p>\u2022 Impulsionamento de campanha de rumores entre for\u00e7as militares e tratar de desmoralizar os organismos de seguran\u00e7a<\/p>\n<p>5\u00aa etapa: fratura institucional:<\/p>\n<p>Sobre a base das a\u00e7\u00f5es de rua, tomada de institui\u00e7\u00f5es e pronunciamentos militares,\u00a0 obrigando a ren\u00fancia do presidente.<\/p>\n<p>Em caso de fracasso, se mant\u00e9m a press\u00e3o de rua e se migra para a resist\u00eancia armada.<\/p>\n<p>Prepara\u00e7\u00e3o do terreno para uma interven\u00e7\u00e3o militar do imp\u00e9rio ou o desenvolvimento de uma guerra civil prolongada. Promo\u00e7\u00e3o do isolamento internacional e o cerco econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.rebelion.org\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.rebelion.org\/<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: PCB \u2013 PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: VG\n\n\n\n\n\n\n\n\nHugo Moldiz Mercado\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3154\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-3154","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c55-bolivia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-OS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3154","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3154"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3154\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}