{"id":31570,"date":"2024-04-14T21:37:57","date_gmt":"2024-04-15T00:37:57","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=31570"},"modified":"2024-04-14T21:37:57","modified_gmt":"2024-04-15T00:37:57","slug":"otan-75-anos-de-guerra-contra-a-humanidade-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31570","title":{"rendered":"OTAN: 75 anos de guerra contra a humanidade (I)"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31571\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31570\/unnamed3\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/unnamed3.jpg?fit=705%2C470&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"705,470\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"unnamed(3)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/unnamed3.jpg?fit=705%2C470&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-31571\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/unnamed3.jpg?resize=705%2C470&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"705\" height=\"470\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/unnamed3.jpg?w=705&amp;ssl=1 705w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/unnamed3.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 705px) 100vw, 705px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Harry Truman (no centro), presidente dos EUA, observa o secret\u00e1rio de Estado Dean Acheson, enquanto este assina o Tratado do Atl\u00e2ntico Norte, a 4 de Abril de 1949<br \/>\nCr\u00e9ditos da imagem\/ OTAN<\/p>\n<hr \/>\n<p>Jos\u00e9 Goul\u00e3o &#8211; AbrilAbril<\/p>\n<p>Passaram os anos, exatamente tr\u00eas quartos de s\u00e9culo, e a OTAN da atualidade mant\u00e9m-se uma fiel respeitadora dos mitos fundadores, atualizados por uma din\u00e2mica propagand\u00edstica que sempre esteve na base da sua atua\u00e7\u00e3o , mas adquiriu hoje uma amadurecida sofistica\u00e7\u00e3o de mensagem e meios, al\u00e9m de uma capacidade de controle totalit\u00e1rio quase absoluto da opini\u00e3o p\u00fablica ocidental. O que lhe permite praticar abertamente, e sempre a coberto da proclama\u00e7\u00e3o das melhores inten\u00e7\u00f5es, a pol\u00edtica belicista, expansionista e colonial-imperial que determinou a sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Asseguraram os fundadores da OTAN, entre os quais, com papel determinante, os estrategistas da integra\u00e7\u00e3o europeia \u2013 sempre sob a tutela dos Estados Unidos da Am\u00e9rica \u2013 que a alian\u00e7a nascia como organiza\u00e7\u00e3o \u00abdefensiva\u00bb para se precaver contra as amea\u00e7as de grande envergadura, existentes naquele p\u00f3s-guerra, visando a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, os seus valores humanistas e matriz religiosa. Essa tarefa deveria assentar-se numa converg\u00eancia de pr\u00e1ticas pol\u00edticas, princ\u00edpios de liberdade, harmonia dos sistemas econ\u00f4micos, integra\u00e7\u00e3o dos aparelhos militares, tudo isso para cultivar e assegurar a paz no mundo. N\u00e3o \u00e9 um equ\u00edvoco: a OTAN de ent\u00e3o, e de sempre, que durante sete d\u00e9cadas e meia se dedicou a uma estrat\u00e9gia de terror e provoca\u00e7\u00e3o durante a Guerra Fria, que atualmente se desmultiplica em guerras sem fim, que tem nos seus ativos as vidas de milh\u00f5es de cidad\u00e3os inocentes e a cumplicidade em numerosos crimes de guerra, faz tudo isto em nome da paz. Fiel a um dos seus princ\u00edpios de sempre: a paz nasce da guerra.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos objetivos \u00abdefensivos\u00bb e de seguran\u00e7a, em nome dos quais se permite tutelar militarmente 32 pa\u00edses, quase o triplo dos 12 da funda\u00e7\u00e3o, e de ter alargado a sua \u00e1rea de interven\u00e7\u00e3o para todos os oceanos em vez do norte do Atl\u00e2ntico, a OTAN proclama-se em permanente cruzada pela democracia, atribuindo-se at\u00e9 o direito de invadir pa\u00edses para implantar um regime pol\u00edtico que obede\u00e7a \u00e0s suas exig\u00eancias e onde as elei\u00e7\u00f5es deem sempre os resultados por ela pretendidos.<\/p>\n<p>O intrigante esquecimento da democracia<\/p>\n<p>Se lermos os discursos dos 12 ministros dos Neg\u00f3cios Estrangeiros que assinaram em Washington, em 4 de abril de 1949, o chamado Pacto do Atl\u00e2ntico que deu origem \u00e0 OTAN, apuramos, por\u00e9m, que em nenhum deles est\u00e1 presente a palavra \u00abdemocracia\u00bb. Presume-se que n\u00e3o fosse assim t\u00e3o necess\u00e1rio, em termos propagand\u00edsticos, declarar expressamente esse princ\u00edpio, ao contr\u00e1rio do que acontece hoje \u2013 em que parece indispens\u00e1vel afirmar uma democracia \u00fanica contra outros sistemas pol\u00edticos plurais em pa\u00edses que t\u00eam o azar, ou a ousadia, de n\u00e3o se situar no mesmo plano geoestrat\u00e9gico da Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m poderia atribuir-se a omiss\u00e3o da palavra \u00abdemocracia\u00bb nos discursos fundadores ao fato de entre os signat\u00e1rios do pacto estar um representante de um pa\u00eds fascista, Portugal, acolhido sem reservas como um esteio da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, a n\u00e3o ser a de ter sido obrigado a trocar as \u00abajudas\u00bb do Plano Marshall pela prote\u00e7\u00e3o e solidariedade pol\u00edtica e diplom\u00e1tica do regime dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O mesmo teria acontecido com a Espanha franquista \u2013 e Salazar meteu uma cunha nesse sentido \u2013 se o Reino Unido n\u00e3o se tivesse oposto liminarmente, n\u00e3o como pa\u00eds em si mesmo, mas porque o Partido Trabalhista, no governo, determinou que uma entrada de Madri na alian\u00e7a estava dependente da legaliza\u00e7\u00e3o por Franco do Partido Socialista Oper\u00e1rio Espanhol.<\/p>\n<p>Na verdade, o conceito anti-nazifascista da OTAN tem sido bastante el\u00e1stico desde a funda\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje. Primeiro, admitindo um regime fascista na sua funda\u00e7\u00e3o; logo a seguir, tr\u00eas anos depois da cria\u00e7\u00e3o, integrando como membros de pleno direito os fascismos grego e turco; posteriormente, durante a Guerra Fria, criando e apoiando sangrentas ditaduras militares na \u00abdefesa dos valores ocidentais\u00bb contra a onipresente \u00abamea\u00e7a sovi\u00e9tica\u00bb, hoje reciclada em \u00abamea\u00e7a russa\u00bb; expandindo-se de maneira fulminante a seguir \u00e0 queda do muro de Berlim, apesar de ter prometido \u00e0 R\u00fassia n\u00e3o avan\u00e7ar um cent\u00edmetro que fosse para Leste; atualmente, por defender os seus interesses recorrendo \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de selvagens grupos terroristas ditos \u00abisl\u00e2micos\u00bb e por se envolver at\u00e9 ao tutano na sobreviv\u00eancia do regime nazista de Kiev, que criou, e na guerra contra o seu povo que este alimenta desde 2014.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma coer\u00eancia hist\u00f3rica, ao longo dos seus 75 anos de vida, na cumplicidade e na toler\u00e2ncia da OTAN em rela\u00e7\u00e3o a comportamentos nazifascistas. Ao ponto de hoje confundir deliberadamente o seu conceito de democracia com o sistema nazista ucraniano, que remete para o colaboracionismo sangrento com as hordas e o aparelho de exterm\u00ednio de Hitler. Sem esquecer a integra\u00e7\u00e3o plena na organiza\u00e7\u00e3o, como ali\u00e1s acontece na Uni\u00e3o Europeia, de regimes como os dos Estados b\u00e1lticos, Pol\u00f4nia, Hungria, Rep\u00fablica Tcheca e Cro\u00e1cia, altamente influenciados ou mesmo controlados por correntes nacionalistas, fascistas e revisionistas da hist\u00f3ria no sentido de falsear as refer\u00eancias que mant\u00eam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Alemanha hitleriana.<\/p>\n<p>Se penetrarmos ainda um pouco mais fundo na hist\u00f3ria da OTAN, verificaremos, j\u00e1 sem grande surpresa, que os seus fundadores n\u00e3o hesitaram em recorrer a condecorados oficiais nazistas, acabados de sair das hostes de Hitler, para criarem as funda\u00e7\u00f5es das estruturas militares e de propaganda da organiza\u00e7\u00e3o, como veremos mais adiante.<br \/>\nA OTAN como ber\u00e7o da Uni\u00e3o Europeia<\/p>\n<p>A OTAN nasceu gr\u00e1vida da integra\u00e7\u00e3o europeia que, 50 anos depois, culminou na Uni\u00e3o Europeia como institui\u00e7\u00e3o aut\u00e1rquica, globalista, federalista e inimiga das soberanias nacionais, funcionando exclusivamente a servi\u00e7o da oligarquia econ\u00f4mica e financeira transnacional atrav\u00e9s do neoliberalismo, o sistema de capitalismo extremista e selvagem. Os Estados Unidos exerceram, desde o in\u00edcio, a tutela inquestion\u00e1vel sobre este processo, pelo que n\u00e3o existe qualquer altera\u00e7\u00e3o substancial na atual submiss\u00e3o rastejante de Bruxelas \u00e0 vontade de Washington, mesmo quando representada por um indiv\u00edduo desqualificado e com as capacidades mentais limitadas como \u00e9 o presidente Joseph Biden. A depend\u00eancia dos pa\u00edses da OTAN e da Uni\u00e3o Europeia em rela\u00e7\u00e3o aos interesses e \u00e0s pol\u00edticas imperiais de Washington, transformando-os em sat\u00e9lites, aut\u00eanticos protetorados, esteve na ess\u00eancia da OTAN na origem, tal como est\u00e1 hoje.<\/p>\n<p>A cerim\u00f4nia de cria\u00e7\u00e3o da OTAN ocorreu em Washington, cumprem-se agora 75 anos, e o Pacto do Atl\u00e2ntico foi assinado pelos ministros dos Neg\u00f3cios Estrangeiros dos 12 Estados fundadores. Outras na\u00e7\u00f5es, como a Irlanda e a Su\u00e9cia, tamb\u00e9m foram convidadas, mas rejeitaram. A Su\u00e9cia, no entanto, demorou 74 anos a \u00abpensar\u00bb e acabou por ceder: pelo caminho da longa neutralidade sueca ficou um primeiro-ministro, Olof Palme, de fato assassinado por defender, sem admitir interfer\u00eancias externas, o estatuto de soberania do pa\u00eds. Tal como o primeiro-ministro italiano democrata-crist\u00e3o Aldo Moro foi liquidado por desobedecer \u00e0s ordens da OTAN, de proibir a presen\u00e7a de comunistas na \u00e1rea do poder governativo.<\/p>\n<p>Os discursos pronunciados no ato fundador foram bastante redundantes, com a preocupa\u00e7\u00e3o comum de alimentarem a f\u00e1bula da superioridade civilizacional do Ocidente, um conceito xen\u00f3fobo e colonial que marca os tr\u00eas quartos de s\u00e9culo de exist\u00eancia da OTAN; e agitarem com tonalidades terroristas o espectro da amea\u00e7a sovi\u00e9tica, qualificada como \u00abuma epidemia\u00bb na verve do ministro fascista portugu\u00eas Caeiro da Matta, ecoando a propaganda salazarista.<\/p>\n<p>Mais interessante que os discursos \u00e9 conhecer um pouco melhor os ministros presentes em Washington e os seus dotes especiais para as performances hip\u00f3critas.<\/p>\n<p>Pelos Estados Unidos esteve o secret\u00e1rio de Estado da administra\u00e7\u00e3o militarista de Harry Truman, Dean Acheson. Declarou na ocasi\u00e3o que \u00aba realidade n\u00e3o reside na busca comum de objetivos materiais ou de um poder sobre outro. Reside na afirma\u00e7\u00e3o dos valores morais e espirituais que rege o tipo de vida que propomos levar e defender por todos os meios poss\u00edveis, caso essa necessidade nos seja imposta\u00bb.<\/p>\n<p>Acheson foi o dirigente que estilha\u00e7ou a tradicional pol\u00edtica estadunidense de n\u00e3o envolver o pa\u00eds em alian\u00e7as duradouras, al\u00e9m de ser considerado o principal respons\u00e1vel pela decis\u00e3o presidencial de lan\u00e7ar os Estados Unidos na guerra da Coreia.<\/p>\n<p>A vida pol\u00edtica do ent\u00e3o secret\u00e1rio de Estado norte-americano foi marcada por alguns conceitos reveladores da convic\u00e7\u00e3o e da seriedade das suas palavras proferidas na cerim\u00f4nia de Washington. Segundo uma das suas declara\u00e7\u00f5es, \u00abas limita\u00e7\u00f5es impostas pelas pr\u00e1ticas pol\u00edticas democr\u00e1ticas tornam dif\u00edcil a tarefa de conduzir os nossos assuntos externos de acordo com o interesse nacional\u00bb. Isto \u00e9, a democracia \u00e9 contra o \u00abinteresse nacional\u00bb; eliminar essas \u00ablimita\u00e7\u00f5es\u00bb \u00e9, com toda a naturalidade, a solu\u00e7\u00e3o adotada pelas sucessivas administra\u00e7\u00f5es estadunidenses \u2013 e tamb\u00e9m pela OTAN, seu bra\u00e7o armado.<\/p>\n<p>Acheson estava ciente, j\u00e1 nessa altura, de que chegara o momento da passagem de testemunho do dom\u00ednio internacional ao declarar que \u00aba Gr\u00e3-Bretanha perdeu o imp\u00e9rio e ainda n\u00e3o encontrou o seu papel\u00bb. Interessante, muito atual e franca \u00e9 a sua opini\u00e3o, segundo a qual \u00abo problema da economia de mercado livre \u00e9 que requer muitas pol\u00edcias para poder funcionar\u00bb. Sejamos justos, quem fala verdade n\u00e3o merece castigo.<\/p>\n<p>Se a Gr\u00e3-Bretanha andava \u00e0 procura \u00abdo seu papel\u00bb, parecia t\u00ea-lo encontrado na pessoa de Ernest Bevin, ent\u00e3o ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros e depois primeiro-ministro de um governo trabalhista, que foi um dos maiores impulsionadores da cria\u00e7\u00e3o da OTAN e subscrevera em 1948 o Tratado de Bruxelas, considerado o embri\u00e3o da alian\u00e7a.<\/p>\n<p>Bevin, que se ufanava de ser um \u00abex-sindicalista\u00bb, era conhecido como um anticomunista feroz, capaz de enxergar a \u00abamea\u00e7a sovi\u00e9tica\u00bb em cada acontecimento internacional \u2013 e at\u00e9 interno. Na cerim\u00f4nia de funda\u00e7\u00e3o da OTAN declarou que \u00abos nossos povos n\u00e3o glorificam a guerra, mas n\u00e3o fugir\u00e3o dela se houver amea\u00e7a de agress\u00e3o\u00bb. Da agress\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, naturalmente, apesar de ser um pa\u00eds exangue, que perdera 26 milh\u00f5es de vidas para impedir o triunfo do nazismo em toda a Europa, com as regi\u00f5es ocidentais totalmente destro\u00e7adas e ainda sem possuir a bomba at\u00f4mica.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio, os planos de agress\u00e3o existentes eram ocidentais e decorriam da ideia de Winston Churchill, exposta a pol\u00edticos estadunidenses em 1951, segundo a qual, quando voltasse a chefiar o governo de Londres, iria lan\u00e7ar bombas at\u00f4micas sobre 20 a 30 cidades sovi\u00e9ticas, para ent\u00e3o estabelecer definitivamente a paz. Churchill voltou a chefiar o governo de Londres em 1955, mas n\u00e3o cumpriu a amea\u00e7a, porque Moscou j\u00e1 possu\u00eda a arma de exterm\u00ednio e n\u00e3o hesitaria em responder. Fazer-se de justiceiro e valent\u00e3o tornara-se perigoso, ou mesmo fatal.<\/p>\n<p>Ernest Bevin tinha tamb\u00e9m um conceito bastante peculiar de guerra e paz, refletindo o esp\u00edrito do longo imp\u00e9rio, de que ele se orgulhava porque, por exemplo, \u00aba marinha brit\u00e2nica conseguira policiar o mundo durante 300 anos de uma maneira bastante barata\u00bb; explicava ent\u00e3o que \u00aba guerra n\u00e3o \u00e9 um piquenique, mas ser\u00e1 melhor que milh\u00f5es de vidas se percam?\u00bb Fazer a guerra para evitar mortes \u00e9 uma ideia genial.<\/p>\n<p>Este grande impulsionador da cria\u00e7\u00e3o da OTAN e da uni\u00e3o da Europa Ocidental (ainda faltavam 70 anos para o Brexit) era particularmente arguto e tinha princ\u00edpios pessoais e de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que continuam a revelar-se de grande atualidade para as classes governantes. Considerava que \u00abum jornal tem tr\u00eas tarefas: uma \u00e9 divertir, outra \u00e9 entreter e o resto \u00e9 enganar\u00bb; por outro lado, havia ilus\u00f5es que Bevin n\u00e3o tinha: \u00abo pre\u00e7o da liberdade \u00e9 a eterna vigil\u00e2ncia\u00bb.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31570\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9,65,10],"tags":[233],"class_list":["post-31570","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional","category-c78-internacional","category-s19-opiniao","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8dc","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31570","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31570"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31570\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31572,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31570\/revisions\/31572"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31570"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31570"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31570"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}