{"id":3158,"date":"2012-07-12T11:14:16","date_gmt":"2012-07-12T11:14:16","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3158"},"modified":"2012-07-12T11:14:16","modified_gmt":"2012-07-12T11:14:16","slug":"94-bilhoes-de-euros-para-bancos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3158","title":{"rendered":"94 bilh\u00f5es de euros para bancos"},"content":{"rendered":"\n<p>A maioria dos bancos europeus cumpriu at\u00e9 o final de junho os novos requisitos de capital fixados em dezembro passado para refor\u00e7ar o sistema financeiro da regi\u00e3o, informou ontem a Autoridade Banc\u00e1ria Europeia (EBA, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>De acordo com uma o relat\u00f3rio parcial da entidade, 27 bancos foram recapitalizados com um total de 94,4 bilh\u00f5es de euros, sendo que a meta era de 76 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Quatro institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o chegaram a atender inteiramente a exig\u00eancia de refor\u00e7ar parte do patrim\u00f4nio com capital pr\u00f3prio, mas iniciaram medidas de &#8220;reestrutura\u00e7\u00e3o importantes&#8221;, disse o a entidade, citando os bancos Dexia.Volksbank AG, WestLB AG e Bankia.<\/p>\n<p>O caso do Bankia, quarta maior institui\u00e7\u00e3o espanhola, que foi parcialmente estatizado para ter seus preju\u00edzos cobertos, ser\u00e1 tratado separadamente a partir de agora, como j\u00e1 ocorre com os bancos gregos. O relat\u00f3rio final da autoridade banc\u00e1ria, previsto para setembro, dever\u00e1 trazer mais detalhes. &#8220;Para os estabelecimentos que n\u00e3o puderam chegar ao n\u00edvel requerido mediante investimentos privados, foram implementadas medidas para garantir que eles fiquem em linha com as recomenda\u00e7\u00f5es da EBA&#8221;, afirma a an\u00e1lise. Dos 27 bancos que alcan\u00e7aram o capital requerido, sete tiveram respaldo de governos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>GM fecha mais uma linha e esvazia f\u00e1bvrica de S\u00e3o Jos\u00e9<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O fim da produ\u00e7\u00e3o da minivan Zafira, hoje, afeta diretamente os trabalhadores da f\u00e1brica da GM em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP), j\u00e1 que o modelo substituto ser\u00e1 produzido em outra f\u00e1brica, em S\u00e3o Caetano do Sul (SP). Mas, indica, ao mesmo tempo, um novo ciclo para a montadora americana num dos mercados mais importantes do mundo. Os problemas em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos se agravaram assim que a companhia conseguiu restabelecer a situa\u00e7\u00e3o financeira mundial. Enquanto durou a crise na matriz, nos Estados Unidos, a f\u00e1brica serviu para atender a um mercado onde a empresa despejava produtos j\u00e1 ultrapassados.<\/p>\n<p>H\u00e1 um claro esvaziamento da atividade industrial que a GM mant\u00e9m no Vale do Para\u00edba h\u00e1 53 anos e a abertura de dois programas de demiss\u00f5es volunt\u00e1rias, desde o in\u00edcio de junho, provocou uma onda de protestos sob o comando do Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos.<\/p>\n<p>Por conta da crise na matriz, nos Estados Unidos, a GM do Brasil atrasou a renova\u00e7\u00e3o da linha de produtos. O faz agora, com uma s\u00e9rie de novos modelos na programa\u00e7\u00e3o de lan\u00e7amentos.<\/p>\n<p>Mas nenhum dos futuros carros da companhia ser\u00e1 feito em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos. J\u00e1 as outras duas grande f\u00e1bricas da empresa no Brasil, em S\u00e3o Caetano do Sul e Gravata\u00ed (RS) s\u00e3o contempladas com vultosos investimentos. Em S\u00e3o Caetano, onde j\u00e1 \u00e9 produzido o Cobalt, que substituiu o Corsa sed\u00e3, chegou agora o Spin, que, de uma s\u00f3 vez aposenta a Zafira e a minivan Meriva, tamb\u00e9m fabricada em S\u00e3o Jos\u00e9. Em Gravata\u00ed (RS) est\u00e1 em curso uma grande reforma de amplia\u00e7\u00e3o industrial e dali sair\u00e3o os carros de uma nova fam\u00edlia de compactos.<\/p>\n<p>Segundo o diretor de assuntos institucionais da GM, Luiz Moan, dos R$ 5,5 bilh\u00f5es investidos pela companhia no Brasil nos cinco \u00faltimos anos, apenas R$ 800 milh\u00f5es foram aplicados em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, para a produ\u00e7\u00e3o da nova picape S-10, que foi lan\u00e7ada no in\u00edcio do ano. Acertado em 2008, o investimento na nova S-10 foi a \u00faltima vez em que a GM e o sindicato local se entenderam.<\/p>\n<p>O plano de diminuir a atividade no Vale do Para\u00edba e refor\u00e7ar as demais \u00e9 resultado de impasse nas negocia\u00e7\u00f5es de sal\u00e1rios e jornada. As montadoras, em geral, t\u00eam conseguido negociar com os sindicatos de trabalhadores o sistema de bancos de horas, por meio do qual os oper\u00e1rios trabalham mais quando a demanda de mercado exige, mas reduzem o ritmo e &#8220;guardam&#8221; as horas n\u00e3o trabalhadas quando as vendas diminuem. Mas a entidade que representa a base de S\u00e3o Jos\u00e9 se recusa a aceitar tal sistema.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a empresa est\u00e1 na fase final de constru\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica de motores em Joinville (SC). Segundo Moan, a escolha pela cidade catarinense ocorreu justamente por conta da falta de acordo com os representantes dos trabalhadores de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos. Caso contr\u00e1rio, diz o executivo, a linha que j\u00e1 produz motores em S\u00e3o Jos\u00e9 teria recebido os recursos para ser ampliada.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o no Vale do Para\u00edba definha \u00e0 medida que seus produtos come\u00e7aram a ser extintos. A Zafira \u00e9 apenas a primeira. Em seguida, sair\u00e3o do mercado Meriva e Classic, um derivado do Corsa. Assim que a f\u00e1brica de motores em Joinville, que sofreu diversos atrasos por conta, sobretudo, de licen\u00e7a ambiental, come\u00e7ar a funcionar, as linhas da terceira maior montadora de carros do Brasil tamb\u00e9m deixar\u00e3o de depender da opera\u00e7\u00e3o j\u00e1 esvaziada. A montadora tamb\u00e9m prepara-se para definir investimento numa linha de transmiss\u00f5es, que, em parte, s\u00e3o hoje importadas da Europa. E Santa Catarina \u00e9 o Estado mais cotado para receber a nova leva de recursos.<\/p>\n<p>&#8220;A unidade de S\u00e3o Jos\u00e9 n\u00e3o vai ser fechada porque trata-se de um complexo industrial, com mais de 7 mil empregados, onde, al\u00e9m de carros s\u00e3o produzidos ve\u00edculos CKD (desmontados), motores e transmiss\u00f5es&#8221;, destaca Moan, que pretende retomar as discuss\u00f5es com os dirigentes sindicais.<\/p>\n<p>Filiado \u00e0 Conlutas, central sindical ligada ao PSTU, o Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos mant\u00e9m os mesmos dirigentes no poder desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 80. Trata-se de um grupo dissidente da Central \u00danica dos Trabalhadores. Na \u00faltima renova\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o, em mar\u00e7o, o mesmo grupo foi reeleito, mas perdeu na base da f\u00e1brica da GM.<\/p>\n<p>Por enquanto, a montadora tem resolvido seus problemas no Vale do Para\u00edba de forma pontual. A retra\u00e7\u00e3o no mercado fez o estoque das \u00faltimas Zafiras subir, o que a levou a recorrer ao programa de demiss\u00f5es volunt\u00e1rias, que recebeu 356. Ao mesmo tempo, o sucesso de vendas da nova S-10 ajudou na transfer\u00eancia de parte dos oper\u00e1rios ociosos para a cria\u00e7\u00e3o do terceiro turno da S-10. Como as montadoras, a GM est\u00e1 ainda amarrada ao recente acordo com o governo federal, que reduziu IPI em troca da promessa de n\u00e3o haver demiss\u00f5es no setor.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#8220;Empreiteira&#8221; dos militares cresce com obras do PAC<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) foi um divisor de \u00e1guas para o Departamento de Engenharia e Constru\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito. At\u00e9 2006, a &#8220;empreiteira&#8221; militar ficava limitada a projetos de menor porte. Nos \u00faltimos seis anos, por\u00e9m, a realidade mudou radicalmente. Hoje, o Ex\u00e9rcito tem cerca de 15 mil homens em opera\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de infraestrutura.<\/p>\n<p>Os poucos projetos que administrava se multiplicaram e hoje somam 34 empreendimentos. E n\u00e3o se trata de pequenas opera\u00e7\u00f5es. Dessas 34 obras, 25 recebem o carimbo do PAC. A relev\u00e2ncia das obras tamb\u00e9m se reflete no investimento total administrado pelos militares. Entre 2005 e 2012, o Ex\u00e9rcito esteve \u00e0 frente de um total de R$ 3 bilh\u00f5es em obras, dos quais R$ 2,4 bilh\u00f5es fazem parte do or\u00e7amento do PAC.<\/p>\n<p>Segundo o general Joaquim Maia Brand\u00e3o, chefe do Departamento de Engenharia e Constru\u00e7\u00e3o (DEC) do Ex\u00e9rcito, n\u00e3o h\u00e1 planos para que a estrutura do DEC seja ampliada, embora uma lista de obras de obras em compasso de espera costume frequentar a gaveta do general.<\/p>\n<p>Os aeroportos da Infraero s\u00e3o apenas uma das frentes tocadas pelos militares. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tem, atualmente, 19 contratos firmados com o Ex\u00e9rcito para tocar obras de recupera\u00e7\u00e3o e duplica\u00e7\u00e3o de rodovias federais. No setor portu\u00e1rio, a for\u00e7a militar est\u00e1 presente nos portos de S\u00e3o Francisco do Sul e Itaja\u00ed, em Santa Catarina. Com o Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o, um batalh\u00e3o trabalha na conclus\u00e3o de um dos trechos de aproxima\u00e7\u00e3o da transposi\u00e7\u00e3o do S\u00e3o Francisco, em Pernambuco. No mesmo Estado, realiza as obras de revitaliza\u00e7\u00e3o das margens do S\u00e3o Francisco, no munic\u00edpio de em Barra, um conv\u00eanio firmado com a Codevasf.<\/p>\n<p>Quatro obras importantes dever\u00e3o ser conclu\u00eddas at\u00e9 o fim deste ano, segundo o general Brand\u00e3o. A terraplenagem do aeroporto de Guarulhos, a participa\u00e7\u00e3o no eixo leste da transposi\u00e7\u00e3o e dois lotes da rodovia BR-101, em Pernambuco e Rio Grande do Norte, v\u00e3o terminar e liberar tr\u00eas batalh\u00f5es para remanejamento. Isso significa 3 mil militares em tr\u00e2nsito para novas frentes de trabalho, como uma futura interven\u00e7\u00e3o na BR-235, no Piau\u00ed, j\u00e1 encomendada pelo Dnit.<\/p>\n<p>A capacidade de execu\u00e7\u00e3o de obras ganhou mais musculatura no m\u00eas passado, quando o governo anunciou a destina\u00e7\u00e3o de R$ 1,5 bilh\u00e3o para a compra de equipamentos para as For\u00e7as Armadas. Os batalh\u00f5es de engenharia e constru\u00e7\u00e3o passar\u00e3o a contar com o apoio de boa parte dos 4.170 caminh\u00f5es adquiridos pela Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Para executar as suas obras, o Ex\u00e9rcito inclui no or\u00e7amento de cada projeto o custo de ferramentas e m\u00e1quinas que, eventualmente, ter\u00e3o de ser compradas. N\u00e3o h\u00e1 custo com m\u00e3o de obra, j\u00e1 que o sal\u00e1rio dos militares \u00e9 integralmente pago com recursos da Defesa. No mercado, estima-se que as obras dos militares tendem a custar at\u00e9 20% menos que aquelas tocadas 100% pela iniciativa privada. Esse n\u00famero n\u00e3o \u00e9 confirmado pelo general Brand\u00e3o. &#8220;O que temos \u00e9 uma miss\u00e3o para cumprir, que \u00e9 a prepara\u00e7\u00e3o de nossas tropas para a guerra. Se n\u00e3o temos guerra, temos a obriga\u00e7\u00e3o de manter nosso contingente em atividades que, se necess\u00e1rio, ir\u00e3o desempenhar em uma situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Apesar das cr\u00edticas que a empreiteira militar costuma receber do setor privado, por conta de sua &#8220;interven\u00e7\u00e3o&#8221; no mercado, o fato \u00e9 que os militares est\u00e3o \u00e0 frente de obras de infraestrutura desde 1880, quando os militares foram convocados a entrar na constru\u00e7\u00e3o de estradas de ferro e linhas telegr\u00e1ficas. S\u00f3 mudaram as obras. &#8220;Deu problema? Chama a cavalaria. E a cavalaria \u00e9 o Ex\u00e9rcito&#8221;, diz o general Brand\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Suspens\u00e3o do Paraguai foi sinal pela democracia, diz Patriota<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A suspens\u00e3o do Paraguai no Mercosul, devido \u00e0 falta de condi\u00e7\u00f5es para defesa no impeachment do presidente Fernando Lugo foi &#8220;um sinal claro&#8221; de que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o para aventuras antidemocr\u00e1ticas&#8221; na Am\u00e9rica do Sul, defendeu o ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Antonio Patriota, em sess\u00e3o da Comiss\u00e3o de Defesa Nacional e Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Senado. Patriota foi criticado por senadores que amea\u00e7am processar o governo por crime de responsabilidade pelo que consideram desrespeito a tratados do Brasil e \u00e0 soberania do Paraguai. Senadores de partidos aliados apontaram press\u00f5es econ\u00f4micas na queda de Lugo.<\/p>\n<p>Patriota minimizou o relat\u00f3rio do secret\u00e1rio-geral da Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos (OEA), Jos\u00e9 Miguel Inzulza, apresentado nesta semana em Washington, que desaconselhou san\u00e7\u00f5es ao Paraguai e defendeu a legalidade e legitimidade do impeachment de Lugo. O relat\u00f3rio foi criticado por diplomatas sul-americanos e sua discuss\u00e3o adiada. &#8220;Ainda estamos numa posi\u00e7\u00e3o deliberativa&#8221;, disse Patriota. O ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Peru, Rafael Roncagliolo, que preside a Unasul, deve transmitir a posi\u00e7\u00e3o do bloco por san\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ao Paraguai, espera o governo brasileiro.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o estamos falando de um julgamento apressado de um pa\u00eds individual, de um governo, de um indiv\u00edduo, de um chanceler ou de um assessor diplom\u00e1tico&#8221;, comentou Patriota, ao relatar os esfor\u00e7os dos governos da Uni\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica do Sul (Unasul), \u00e0s v\u00e9speras do impeachment, para convencer os senadores paraguaios a dar mais tempo \u00e0 defesa de Lugo e preservar o rito democr\u00e1tico. &#8220;Todos os pa\u00edses da Unasul se reuniram para um pronunciamento&#8221;, insistiu o ministro, lembrando que os pa\u00edses sul-americanos, o M\u00e9xico, a Rep\u00fablica Dominicana e o Panam\u00e1 retiraram seus embaixadores de Assun\u00e7\u00e3o, por ver irregularidades no processo contra Lugo.<\/p>\n<p>Senadores como Francisco Dornelles (PP-RJ), veem a suspens\u00e3o do Paraguai no Mercosul como afronta \u00e0 autonomia pol\u00edtica do pa\u00eds, cujo Judici\u00e1rio aprovou o impeachment de Lugo, com base em uma Constitui\u00e7\u00e3o que permite ao Legislativo destituir presidentes por &#8220;mau governo&#8221;. O Brasil &#8220;rasgou&#8221; a Constitui\u00e7\u00e3o do Paraguai, acusou Dornelles. Patriota argumentou que se negou a Lugo o direito tamb\u00e9m constitucional de defesa adequada.<\/p>\n<p>Senadores criticaram a diferen\u00e7a entre o tratamento dado pelo governo brasileiro ao Paraguai e o conferido a governos de esquerda na Venezuela, Bol\u00edvia e Equador, onde h\u00e1 acusa\u00e7\u00f5es de cerceamento da liberdade de imprensa e de manifesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. As maiores cr\u00edticas se concentraram na Venezuela, pelo fato de o Brasil e s\u00f3cios no Mercosul terem aprovado a incorpora\u00e7\u00e3o oficial dos venezuelanos no bloco sem a aprova\u00e7\u00e3o do Senado paraguaio, aproveitando a suspens\u00e3o do pa\u00eds mo bloco.<\/p>\n<p>&#8220;Nenhuma democracia \u00e9 perfeita&#8221;, argumentou Patriota. N\u00e3o houve, contra a Venezuela, o grau de rejei\u00e7\u00e3o mostrado por todos os pa\u00edses da regi\u00e3o, independentemente de orienta\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, disse. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) acusou o assessor presidencial Marco Aur\u00e9lio Garcia de ser o respons\u00e1vel pelas decis\u00f5es sobre Paraguai e Venezuela.<\/p>\n<p>Nunes Ferreira e o senador \u00c1lvaro Dias (PMDB-PR) anunciaram ter entrado com representa\u00e7\u00e3o na Procuradoria Geral da Rep\u00fablica por crime de responsabilidade pelos respons\u00e1veis pelas decis\u00f5es sobre Paraguai e Venezuela, sob argumento de que foram rompidos tratados internacionais do Brasil, como o Tratado de Assun\u00e7\u00e3o, que exigiria unanimidade dos s\u00f3cios para ingresso de novo membro no Mercosul.<\/p>\n<p>Entre os senadores que manifestaram apoio a Patriota, Roberto Requi\u00e3o (PMDB-PR) acusou os senadores paraguaios de apressar a sa\u00edda de Lugo para impedir que ele influenciasse na pr\u00f3pria sucess\u00e3o e para atender a interesses econ\u00f4micos, da ind\u00fastria de alum\u00ednio e de sementes trasng\u00eanicas, contrariados por decis\u00f5es do ent\u00e3o presidente paraguaio, contra subs\u00eddios no pre\u00e7o de energia e monop\u00f3lio na comercializa\u00e7\u00e3o de sementes.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Calote do brasileiro cresceu 19% este ano<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A inadimpl\u00eancia do consumidor foi 19,1% maior no primeiro semestre deste ano do que fora nos primeiros seis meses de 2011, concluiu um estudo da consultoria Serasa Experian, divulgado ontem. Considerando apenas junho, houve um aumento de 15,4% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado, mas os calotes diminu\u00edram 0,5% em rela\u00e7\u00e3o a maio.<\/p>\n<p>O estudo mostra que os consumidores enfrentam cada vez mais dificuldades para pagar d\u00edvidas aos bancos. A inadimpl\u00eancia nesse segmento aumentou 22,1% no semestre e foi respons\u00e1vel por mais da metade da expans\u00e3o do calote no per\u00edodo &#8211; contribuiu com 10,9 pontos percentuais nos 19,1% registrados.<\/p>\n<p>Emiss\u00f5es de cheques sem fundo diminu\u00edram<\/p>\n<p>As d\u00edvidas n\u00e3o banc\u00e1rias (contra\u00eddas por meio de lojas, cart\u00f5es de cr\u00e9dito, financeiras e servi\u00e7os como energia el\u00e9trica, \u00e1gua e telefonia) aumentaram em n\u00edvel semelhante (21,6%), mas contribu\u00edram menos para a evolu\u00e7\u00e3o do calote porque representam uma parcela menor do cr\u00e9dito oferecido no mercado. O \u00fanico tipo de inadimpl\u00eancia que recuou foi a causada por cheques sem fundos, 5,9% menor no semestre.<\/p>\n<p>Em nota, os economistas da consultoria explicaram que os calotes aumentaram porque a renda do consumidor est\u00e1 comprometida, principalmente com d\u00edvidas caras (cheque especial e rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito) e de alto valor (ve\u00edculos e im\u00f3veis). Eles observaram que, em m\u00e9dia, cada inadimplente d\u00e1 quatro calotes, e que 60% deles t\u00eam d\u00edvidas que superam toda a sua renda.<\/p>\n<p>&#8211; Houve descontrole, e o resultado \u00e9 esse. O consumidor vem se endividando desde 2010, e com prazos longos. Algumas categorias foram prejudicadas com a redu\u00e7\u00e3o de horas extras provocada pela crise, como os empregados da ind\u00fastria automobil\u00edstica &#8211; analisou Carlos Henrique de Almeida, economista da Serasa Experian.<\/p>\n<p>Ele prev\u00ea que a inadimpl\u00eancia fechar\u00e1 o ano com um patamar alto, mas abaixo do registrado atualmente. Os motivos seriam a menor atividade econ\u00f4mica no segundo semestre, o n\u00famero baixo de datas comemorativas nos pr\u00f3ximos meses e o aumento de renegocia\u00e7\u00f5es de d\u00edvidas. Almeida espera que a inadimpl\u00eancia, pelo indicador do Banco Central, ficar\u00e1 em 7% ao fim de 2012, abaixo dos 8% de hoje.<\/p>\n<p>Est\u00edmulos podem ter aumentado endividamento<\/p>\n<p>Wemerson Fran\u00e7a, economista da consultoria LCA, concorda que houve descontrole dos consumidores, mas afirma que os bancos tamb\u00e9m foram coniventes com a situa\u00e7\u00e3o, pois elevaram suas carteiras de cr\u00e9dito sem o devido cuidado, sobretudo no financiamento de ve\u00edculos.<\/p>\n<p>&#8211; A inadimpl\u00eancia est\u00e1 mais alta do que prev\u00edamos e n\u00e3o mostrou desacelera\u00e7\u00e3o nem com a pol\u00edtica de redu\u00e7\u00e3o de juros e de spreads banc\u00e1rios empreendida pelo governo. E os incentivos \u00e0 economia por meio do consumo pelo governo funcionaram como l<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para estimular o crescimento, BC reduz Selic pela oitava vez<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Diante de sinais cada vez mais evidentes de que a economia ainda n\u00e3o d\u00e1 sinais de recupera\u00e7\u00e3o, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) decidiu por unanimidade reduzir a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) em mais 0,50 ponto percentual, para 8% ao ano \u2014 o menor n\u00edvel da hist\u00f3ria. Desde agosto do ano passado, foram oito cortes, 4 pontos percentuais de redu\u00e7\u00e3o e, pelas proje\u00e7\u00f5es do mercado, no pr\u00f3ximo m\u00eas deve vir mais um ajuste, semelhante ao de ontem. A nova queda se junta a outras medidas adotadas pelo governo com o intuito de dar f\u00f4lego \u00e0 atividade, mas que, at\u00e9 agora, n\u00e3o surtiram o efeito desejado.<\/p>\n<p>A fraqueza da economia dom\u00e9stica e internacional, e a infla\u00e7\u00e3o em converg\u00eancia para a meta, segundo comunicado divulgado pelo Banco Central, justificaram a redu\u00e7\u00e3o. Com base nos dados conhecidos at\u00e9 o momento, especialistas alertam que a ind\u00fastria n\u00e3o vai retomar o ritmo pelo menos antes do \u00faltimo trimestre. O com\u00e9rcio, at\u00e9 agora a mola de sustenta\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB, soma da produ\u00e7\u00e3o de riquezas do pa\u00eds), tamb\u00e9m derrapou e, em maio, as vendas recuaram 0,8%, apesar das facilidades criadas para o consumo.<\/p>\n<p>&#8220;Ap\u00f3s decepcionar, com um crescimento p\u00edfio no primeiro trimestre, indicadores coincidentes de atividade apontam para um avan\u00e7o do PIB apenas marginalmente melhor no segundo&#8221;, avaliou Luciano Rostagno, economista-chefe do Banco WestLB. &#8220;Enquanto o consumo dom\u00e9stico se mant\u00e9m relativamente robusto, a ind\u00fastria brasileira continua acumulando sinais de enfraquecimento, tornando evidente a falta de investimentos e de reformas estruturais no Pa\u00eds&#8221;, criticou. O clima de frustra\u00e7\u00e3o pode se consolidar hoje com a divulga\u00e7\u00e3o do indicador de atividade econ\u00f4mica do BC. O estudo pode indicar que o segundo trimestre tamb\u00e9m foi perdido.<\/p>\n<p>Ousadia<\/p>\n<p>Essa expectativa j\u00e1 se desenhava ontem, no mercado futuro de juros. Os contratos fecharam em queda, e aumentaram as apostas de que a autoridade monet\u00e1ria pode levar a Selic para abaixo de 7,5%. J\u00e1 h\u00e1, inclusive, quem acredite que, na reuni\u00e3o de outubro, o Banco Central continuar\u00e1 os cortes, mas em ritmo mais moderado, possivelmente de 0,25 ponto percentual. &#8220;A crise internacional \u00e9 persistente, a atividade n\u00e3o deslancha e h\u00e1 comportamento favor\u00e1vel da infla\u00e7\u00e3o. Tudo isso ajuda a reduzir as estimativas para os juros&#8221;, avaliou Roberto Padovani, economista-chefe da corretora Votorantim.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Perfeito, da corretora Gradual Investimento acredita que a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica pede ousadia. &#8220;O tempo n\u00e3o \u00e9 de pudores monetaristas. Levando em conta os \u00faltimos dados dispon\u00edveis, o BC ter\u00e1 jogar a Selic para al\u00e9m do que o mercado acredita como razo\u00e1vel, caso contr\u00e1rio s\u00f3 estar\u00e1 perdendo tempo&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Pela demora dos efeitos da Selic sobre a economia, que pode variar de 6 a 9 meses, analistas come\u00e7am, no entanto, a questionar quando o Banco Central vai se preocupar com 2013. Juan Jensen, s\u00f3cio-diretor da Tend\u00eancias Consultoria estima que a infla\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo ano deve ficar em 6%, bem acima dos 4,5% definidos como meta central e pr\u00f3ximo do limite de toler\u00e2ncia, os 6,5%. &#8220;O cen\u00e1rio externo est\u00e1 deflacionsita, mas nada garante que ficar\u00e1 assim em 2013&#8221;, alertou. Segundo ele, no ano que vem haver\u00e1 reajustes de tarifas de \u00f4nibus, que n\u00e3o ocorreram em 2012 devido \u00e0s elei\u00e7\u00f5es. Ele afirma ainda que o mercado de trabalho deve continuar apertado e a atividade econ\u00f4mica ser\u00e1 mais robusta. &#8220;Press\u00f5es v\u00e3o aparecer por todos os lados&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) celebrou o corte na Selic. Em nota, afirmou que a pol\u00edtica macroecon\u00f4mica &#8220;continua na dire\u00e7\u00e3o correta&#8221;. &#8220;A diminui\u00e7\u00e3o dos juros favorece a manuten\u00e7\u00e3o de um patamar de taxa de c\u00e2mbio mais favor\u00e1vel aos produtos brasileiros&#8221; avaliou a institui\u00e7\u00e3o. A Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT) exigiu maior repasse da queda aos clientes banc\u00e1rios e pediu mais ousadia ao BC. A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de S\u00e3o Paulo (Fiesp) adotou postura semelhante. &#8220;A queda de juros \u00e9 ben\u00e9fica para o Brasil, portanto, essa cautela excessiva adotada pelo BC n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria&#8221;, disse Paulo Skaf, presidente da entidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nCorreio Braziliense\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3158\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3158","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-OW","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3158","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3158"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3158\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}