{"id":3160,"date":"2012-07-13T12:34:44","date_gmt":"2012-07-13T12:34:44","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3160"},"modified":"2012-07-13T12:34:44","modified_gmt":"2012-07-13T12:34:44","slug":"bc-ve-recuo-no-pib-e-dilma-minimiza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3160","title":{"rendered":"BC v\u00ea recuo no PIB e Dilma minimiza"},"content":{"rendered":"\n<p>A agrura da crise internacional fez com que a economia brasileira encolhesse 0,02% em maio, segundo o indicador do Banco Central (BC) que busca antecipar o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), chamado de \u00cdndice de Atividade Econ\u00f4mica (IBC-Br), divulgado ontem. A presidente Dilma Rousseff, no entanto, buscou minimizar o dado, afirmando que o PIB n\u00e3o deve ser usado para medir o sucesso de uma &#8220;grande na\u00e7\u00e3o&#8221;. O recado foi dado durante discurso voltado para o p\u00fablico jovem na 9\u00aa Confer\u00eancia Nacional dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente:<\/p>\n<p>&#8211; Uma grande na\u00e7\u00e3o deve ser medida por aquilo que faz para suas crian\u00e7as e adolescentes, n\u00e3o \u00e9 o Produto Interno Bruto, \u00e9 a capacidade do pa\u00eds, do governo e da sociedade de proteger o que \u00e9 o seu presente e o seu futuro, que s\u00e3o as suas crian\u00e7as e os seus adolescentes &#8211; disse a presidente, aplaudida pelo p\u00fablico.<\/p>\n<p>Dilma afirmou ainda que o Brasil ser\u00e1 um pa\u00eds desenvolvido quando for capaz de oferecer educa\u00e7\u00e3o de qualidade:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00f3s temos de ter um pa\u00eds com jovens, adultos e crian\u00e7as com grande n\u00edvel de escolaridade, porque vamos disputar, sim, o que \u00e9 a economia moderna, que \u00e9 a economia do conhecimento, aquela que agrega valor, a internet, as tecnologias de informa\u00e7\u00e3o. Este pa\u00eds vai ser um pa\u00eds desenvolvido quando todas as crian\u00e7as deste pa\u00eds e seus jovens tiverem acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de qualidade.<\/p>\n<p>Embora o IBC-Br tenha registrado uma ligeira queda, que representa a estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica no Brasil, o resultado foi bem recebido pelos analistas. Isso porque a expectativa era de um recuo mais forte. Desde o in\u00edcio do ano, o indicador do BC registrou avan\u00e7o apenas em abril. Mesmo com o dado melhor do que o esperado em maio, os economistas ainda n\u00e3o revisaram para cima suas previs\u00f5es de crescimento para este ano. Eles cobram do governo mais medidas para incentivar os empres\u00e1rios. Uma delas \u00e9 abrir os cofres p\u00fablicos para investir e fazer girar a economia, uma vez que, em uma avalia\u00e7\u00e3o geral, h\u00e1 mais espa\u00e7o para novos cortes dos juros.<\/p>\n<p>&#8220;Pequena queda foi um al\u00edvio&#8221;<\/p>\n<p>O pessimismo que se instalou desde o in\u00edcio do ano sobre as expectativas para 2012 aumentou anteontem, quando o IBGE divulgou que as vendas do com\u00e9rcio ca\u00edram 0,8% em abril. De acordo com o economista-chefe do banco ABC, Luiz Ot\u00e1vio Leal, a expectativa era de queda de 0,6% do IBC-Br em maio.<\/p>\n<p>&#8211; Pode parecer paradoxal, mas essa pequena queda da economia foi um al\u00edvio &#8211; afirmou Leal.<\/p>\n<p>Apesar do desempenho da economia um pouco melhor que o esperado, Leal manteve sua previs\u00e3o de crescimento de 0,5% no segundo trimestre e de 2% no ano. Os dados do BC, no entanto, ainda est\u00e3o distantes desses n\u00fameros: o crescimento foi de 1,27% no per\u00edodo de 12 meses findo em maio. O n\u00famero mostra uma desacelera\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o crescimento acumulado at\u00e9 abril foi de 1,55%.<\/p>\n<p>Resultados melhores da economia, entretanto, s\u00e3o esperados daqui para frente, principalmente por causa da ind\u00fastria, impulsionada pelo setor automotivo. Os \u00edndices de junho devem ser mais fortes, na vis\u00e3o dos analistas, mas n\u00e3o significar\u00e3o uma grande acelera\u00e7\u00e3o da economia, j\u00e1 que essa maior movimenta\u00e7\u00e3o das vendas de autom\u00f3veis \u00e9 uma desova de estoques que estavam encalhados, n\u00e3o um aumento da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Esse foi um dos reflexos das medidas tomadas pelo governo, mas, no geral, o efeito delas tem sido muito pequeno at\u00e9 agora &#8211; disse o economista-chefe da corretora PlanerProsper, Eduardo Velho, que aumenta o coro dos economistas que defendem um choque de investimentos p\u00fablicos para reanimar a economia. &#8211; \u00c9 o momento de o governo investir pesado em v\u00e1rias frentes. N\u00e3o \u00e9 sustent\u00e1vel apostar apenas em um setor para reativar a economia.<\/p>\n<p>Ele acredita que o crescimento abaixo do potencial referenda os cortes de juros promovidos pelo BC e ainda amplia o poder de a\u00e7\u00e3o da autarquia, que poder\u00e1 levar a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) at\u00e9 7% ao ano nas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom). Hoje, a Selic est\u00e1 em 8% ao ano.<\/p>\n<p>Ao comentar a frase da presidente Dilma, de que n\u00e3o se pode medir uma na\u00e7\u00e3o pelo PIB, o professor de Economia da UnB Roberto Piscitelli afirmou que, de fato, o indicador n\u00e3o \u00e9 tudo, mas \u00e9 o principal par\u00e2metro da economia. Para o economista, a maior frustra\u00e7\u00e3o com o \u00edndice divulgado ontem pelo Banco Central est\u00e1 no fato de que a recupera\u00e7\u00e3o esperada para o terceiro trimestre n\u00e3o est\u00e1 ocorrendo.<\/p>\n<p>&#8211; O \u00faltimo a reconhecer isso, pelo menos oficialmente, \u00e9 o governo.<\/p>\n<p>Piscitelli destaca os recentes dados de atividade industrial e vendas no varejo, com resultados negativos ou abaixo do esperado.<\/p>\n<p>&#8211; S\u00e3o resultados que mostram a falta de perspectiva de planejamento. H\u00e1 muito tempo defendo que o incentivo ao consumo \u00e9 incapaz de alavancar o crescimento. \u00c9 uma pol\u00edtica quase de toma-l\u00e1-da-c\u00e1, s\u00f3 que, no lugar dos pol\u00edticos, est\u00e3o alguns poucos setores que acabam se beneficiando. Chegou a hora de priorizar investimentos. N\u00e3o acho que o governo deva reduzir despesas, mas estimular o aumento do investimento em projetos relevantes.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Investimento vai mal no 1\u00ba semestre<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio externo adverso, a situa\u00e7\u00e3o delicada de boa parte da ind\u00fastria e a perspectiva de crescimento mais fraco da demanda afetaram o investimento na primeira metade do ano. De janeiro a junho, foram anunciados 804 projetos de investimento no Brasil, 5,4% a menos que os 840 registrados no mesmo per\u00edodo do ano passado, segundo levantamento do Bradesco. A queda s\u00f3 n\u00e3o foi mais forte por causa de um aumento expressivo no n\u00famero de an\u00fancios em junho (ver ao lado).<\/p>\n<p>A maior parte dos an\u00fancios do semestre &#8211; 57,3% &#8211; se concentra nos setores de servi\u00e7os e com\u00e9rcio, com a ind\u00fastria respondendo por 38,3% do total &#8211; os outros 4,4% s\u00e3o da agroind\u00fastria. Nesse quadro negativo, o volume de investimentos estrangeiros para atividades produtivas tamb\u00e9m perdeu f\u00f4lego, ficando em US$ 23,3 bilh\u00f5es no per\u00edodo de janeiro a maio, 13,7% a menos que nos primeiros cinco meses de 2011.<\/p>\n<p>O investimento foi abalado por um cen\u00e1rio bastante dif\u00edcil nos \u00faltimos meses, com um quadro externo muito delicado, ressalta o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, apontando especialmente a crise no setor industrial. Segundo ele, essa crise na ind\u00fastria \u00e9 &#8220;absolutamente global e generalizada&#8221;, marcada pela sobreoferta de produtos manufaturados. Isso diminui a perspectiva de crescimento do mundo e tamb\u00e9m do Brasil.<\/p>\n<p>Com a maior ociosidade na ind\u00fastria &#8211; que amarga recuo de 3,4% na produ\u00e7\u00e3o acumulada de janeiro a maio -, diminui o apetite e a necessidade de se investir na amplia\u00e7\u00e3o da capacidade produtiva. Em 2006, 51,6% dos projetos anunciados eram do setor industrial, percentual que recuou para 36,5% em 2011 e ficou nos mencionados 38,3% na primeira metade deste ano, segundo o levantamento do Bradesco.<\/p>\n<p>Segundo Barros, os empres\u00e1rios est\u00e3o numa fase de recalibrar expectativas, depois de terem &#8220;acalentado proje\u00e7\u00f5es feitas em um mundo &#8220;meio sem crise&#8221;, no qual o Brasil parecia quase imune&#8221; a qualquer turbul\u00eancia. Havia companhias acostumadas a ver o faturamento crescer a um ritmo pr\u00f3ximo de 20% ao ano, e agora veem um ritmo de expans\u00e3o abaixo de 10%, exemplifica ele. Dos investimentos anunciados no primeiro semestre, 59,5% se referem a projetos novos, 33% a amplia\u00e7\u00e3o e 7,5%, a moderniza\u00e7\u00e3o. Em 2011, a fatia dos projetos novos foi maior, atingindo quase 70%.<\/p>\n<p>Os investimentos estrangeiros diretos tampouco mostram um quadro dos mais favor\u00e1veis. O presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globaliza\u00e7\u00e3o (Sobeet), Lu\u00eds Afonso Lima, estima que o n\u00famero neste ano ficar\u00e1 em US$ 50 bilh\u00f5es, valor ainda expressivo, mas 25% inferior aos US$ 66,7 bilh\u00f5es do ano passado. Para ele, a piora do cen\u00e1rio externo, marcado por baixo crescimento e incerteza em rela\u00e7\u00e3o ao futuro da zona do euro, tem peso importante para a desacelera\u00e7\u00e3o dos investimentos estrangeiros diretos, mas tamb\u00e9m h\u00e1 um papel relevante relacionado \u00e0s perspectivas mais fracas para o crescimento do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo Lima, dimens\u00e3o e expans\u00e3o do mercado s\u00e3o dois fatores cruciais na atra\u00e7\u00e3o do dinheiro externo para atividades produtivas, e o Brasil hoje parece oferecer menor dinamismo econ\u00f4mico. Al\u00e9m disso, o pa\u00eds tamb\u00e9m perdeu apelo como plataforma de exporta\u00e7\u00e3o para a Am\u00e9rica Latina e para os EUA, diz Lima.<\/p>\n<p>De janeiro a maio, o fluxo para a ind\u00fastria ficou em US$ 10,3 bilh\u00f5es, 44% a mais que no mesmo per\u00edodo de 2011, mas mais da metade concentrado em apenas dois setores &#8211; US$ 3,306 bilh\u00f5es em metalurgia e US$ 1,994 bilh\u00e3o em produtos aliment\u00edcios.<\/p>\n<p>Para Lima, dado os problemas de competitividade da ind\u00fastria de manufaturados, os setores da economia brasileira mais atraentes para o investimento das empresas estrangeiras s\u00e3o os voltados ao mercado interno e os ligados a commodities &#8211; ainda que o resultado desses cinco primeiros meses mostre uma queda forte no fluxo de investimentos para servi\u00e7os, de mais de 50%, para US$ 7,5 bilh\u00f5es. Em 2011, por\u00e9m, o fluxo do setor foi engordado pela opera\u00e7\u00e3o de US$ 5 bilh\u00f5es no setor de telecomunica\u00e7\u00f5es, referente \u00e0 compra de uma participa\u00e7\u00e3o na Oi pela Portugal Telecom.<\/p>\n<p>Os analistas tamb\u00e9m destacam que alguns fatores espec\u00edficos derrubaram o investimento neste ano. O chefe do departamento econ\u00f4mico do BNDES, Marcelo Nascimento, lembra especialmente a quest\u00e3o dos caminh\u00f5es, classificados como bens de capital. Em 2011, houve uma antecipa\u00e7\u00e3o da compra e da fabrica\u00e7\u00e3o desses bens, porque em 2012 entrou em vigor a norma Euro 5, que exige motores menos poluentes. Isso derrubou com for\u00e7a a produ\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es neste ano, o que se reflete no tombo de quase 16% da categoria equipamentos de transporte dos bens de capital, registrado no acumulado de janeiro a maio. &#8220;Os equipamentos de transporte t\u00eam peso de 16% a 20% na forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo, dependendo de como isso \u00e9 calculado&#8221;, afirma ele.<\/p>\n<p>Barros tamb\u00e9m aponta o impacto negativo sobre o investimento da implanta\u00e7\u00e3o muito r\u00e1pida do Euro 5, enumerando outros fatores que contribu\u00edram para o Brasil ter um desempenho pior do que o de outros mercados emergentes neste ano. A crise no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) travou investimentos no setor; o excesso de oferta provocou problemas no setor de constru\u00e7\u00e3o residencial; a produ\u00e7\u00e3o e o refino ficaram estagnados na Petrobras; a crise argentina diminuiu as exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados; houve problemas com bancos pequenos e m\u00e9dios; o endividamento do setor sucroalcooleiro reduziu a produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar; e uma seca pesada atingiu o Sul e o Nordeste.<\/p>\n<p>O economista do Bradesco estima que, no segundo trimestre, o investimento deve cair 1,9% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011. Na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior, deve haver alta de 1%, feito o ajuste sazonal, projeta ele. Barros pondera, contudo, que essa eventual expans\u00e3o ocorrer\u00e1 ap\u00f3s tr\u00eas trimestres de quedas seguidas, per\u00edodo em que a forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo recuou 3%. Para o ano, ele espera um crescimento de 1% para o investimento.<\/p>\n<p>O economista-chefe da MB Associados, S\u00e9rgio Vale, \u00e9 mais pessimista, esperando contra\u00e7\u00e3o de 1,1% do investimento em 2012. Al\u00e9m do cen\u00e1rio externo adverso, Vale acha que, al\u00e9m da piora da crise europeia, um problema que atrapalha os projetos produtivos no Brasil \u00e9 a falta de reformas que reduzam o custo das empresas.<\/p>\n<p>Segundo ele, os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina que t\u00eam mostrado um melhor desempenho num cen\u00e1rio de crise externa s\u00e3o aqueles que t\u00eam mantido &#8220;um padr\u00e3o cont\u00ednuo de reformas&#8221;, como Chile, Col\u00f4mbia e Peru. &#8220;Para o investimento, o sinal que os tr\u00eas pa\u00edses d\u00e3o \u00e9 de que a continuidade das reformas far\u00e1 com que os custos das empresas caiam vez mais. No caso brasileiro, n\u00e3o h\u00e1 nada nesse sentido&#8221;, diz ele, criticando a &#8220;insist\u00eancia do governo em pacotes de curto prazo que n\u00e3o resolvem nada&#8221;, o que n\u00e3o estimula as companhias a investir.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Setor industrial paulista fecha 7 mil vagas em junho<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O resultado negativo para o emprego na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo em maio, divulgado na ter\u00e7a-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) &#8211; queda dessazonalizada de 3,2% frente a abril -, n\u00e3o foi revertido em junho, segundo a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp). Ap\u00f3s dois meses consecutivos com saldo positivo, o setor diminuiu em 7 mil o estoque de vagas em junho, de acordo com o \u00cdndice de N\u00edvel de Emprego calculado pela entidade.<\/p>\n<p>Em junho, na compara\u00e7\u00e3o com maio sem ajuste sazonal, a varia\u00e7\u00e3o foi negativa em 0,27%. Tanto em maio como em abril, sempre em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior sem ajuste, o emprego havia crescido (0,81% e 0,52%, respectivamente).<\/p>\n<p>&#8220;Existe a expectativa que o segundo semestre ser\u00e1 de recupera\u00e7\u00e3o para a atividade geral e industrial, mas ainda estamos buscando ind\u00edcios dessa recupera\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Paulo Francini, diretor do departamento de pesquisas e estudos econ\u00f4micos da Fiesp. A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 que o n\u00famero de vagas na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o paulista encerre o ano 2,3% menor que em 2011.<\/p>\n<p>No ano, o emprego na ind\u00fastria acumula alta de 1,2% frente ao primeiro semestre de 2011, com 31 mil vagas a mais. No entanto, o acumulado em 12 meses, ante os 12 meses anteriores, j\u00e1 registra queda de 0,84%.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o dessazonalizada, o emprego em junho caiu 0,39% ante maio e, na compara\u00e7\u00e3o com junho do ano passado, a queda foi de 3,19%, com 86 mil vagas a menos. Os resultados para junho foram os piores para o m\u00eas, com exce\u00e7\u00e3o de 2009 &#8211; ano de crise &#8211; desde o in\u00edcio da s\u00e9rie em 2006.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cheques sem fundos disparam<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Diante de um quadro de forte aperto or\u00e7ament\u00e1rio, muitos brasileiros n\u00e3o est\u00e3o conseguindo honrar seus compromissos em dia. Com isso, o \u00edndice que mede o calote nos cheques atingiu, em junho, o n\u00edvel mais alto em tr\u00eas anos. Sinal de que os est\u00edmulos dados ao consumo pelo governo est\u00e3o gerando mais d\u00edvidas do que vendas. Segundo levantamento divulgado ontem pela Serasa Experian, dos cheques emitidos no m\u00eas passado, 2,07% (20 por lote de mil) n\u00e3o tinham dinheiro suficiente em conta-corrente. Foi o pior resultado para o indicador desde junho de 2009, quando os documentos n\u00e3o compensados representaram 2,3% do total. Naquele per\u00edodo, o mundo ainda lutava para superar a mais grave crise econ\u00f4mica desde 1929.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de calote tamb\u00e9m \u00e9 recorde quando levado em conta apenas os dados de Bras\u00edlia. Na capital, de cada mil cheques emitidos em junho, 32 (3,2%) n\u00e3o tinham fundos. H\u00e1 11 anos, em 2001, as devolu\u00e7\u00f5es representavam 1,5% do total, ou 15 documentos devolvidos para cada mil que chegaram \u00e0s c\u00e2maras de compensa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e0 toa, o com\u00e9rcio est\u00e1 mais reticente em aceitar o cheque como instrumento de pagamento. O \u00edndice de calote tem deixado os empres\u00e1rios com preju\u00edzos enormes, sobretudo nos postos de gasolina.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da Serasa, a elevada devolu\u00e7\u00e3o de cheques \u00e9 consequ\u00eancia do disseminado endividamento das fam\u00edlias, que tamb\u00e9m passaram a ficar inadimplentes no credi\u00e1rio, no cheque especial e, principalmente, no cart\u00e3o de cr\u00e9dito, cujas taxas chegam a 600% ao ano para aqueles que recorrem aos limites do rotativo. &#8220;O aumento dos cheques sem fundos no primeiro semestre mostra que o consumidor se endividou, ampliou seu comprometimento de renda e perdeu o controle tamb\u00e9m nas compras parceladas com cheques pr\u00e9-datados&#8221;, explicou a empresa respons\u00e1vel pelo levantamento.<\/p>\n<p>Banqueiro pede mais<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros (Selic) n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para sustentar um crescimento mais forte da economia. Foi o que garantiu ontem o banqueiro Andr\u00e9 Esteves, maior acionista e presidente do Banco BTG Pactual. Para ele, o Brasil precisar\u00e1 fazer um ajuste fiscal e reduzir impostos para assegurar um ritmo de expans\u00e3o condizente com a sua posi\u00e7\u00e3o de mercado emergente. Segundo ele, juros baixos s\u00e3o um ingrediente importante para ajudar o pa\u00eds a crescer nos pr\u00f3ximos10 anos. Isoladamente, por\u00e9m, n\u00e3o s\u00e3o suficiente para tornar o pa\u00eds competitivo no mercado internacional. &#8220;\u00c9 imposs\u00edvel disputar com pa\u00edses que pagam metade dos impostos que voc\u00ea&#8221;, disse Esteves. &#8220;N\u00e3o adianta (o governo) dar incentivos, pois a ind\u00fastria consome energia, spread banc\u00e1rio. A gente precisa endere\u00e7ar o problema como um todo, n\u00e3o privilegiar um ou outro setor&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Desemprego na Gr\u00e9cia atinge novo recorde: 22,5%<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O desemprego da Gr\u00e9cia atingiu um novo recorde em abril: 22,5%, segundo dados divulgados ontem pelo governo. Isso representa um universo de 1,109 milh\u00e3o de pessoas desempregadas. Em mar\u00e7o, o \u00edndice fora de 22%, e em abril de 2011, de 16,2%. O pa\u00eds enfrenta o quinto ano consecutivo de recess\u00e3o e depende da ajuda financeira da Uni\u00e3o Europeia (UE) e do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), que impuseram duros cortes or\u00e7ament\u00e1rios.<\/p>\n<p>Espera-se que a temporada de ver\u00e3o, atualmente em curso no Hemisf\u00e9rio Norte, traga algum al\u00edvio ao desemprego na Gr\u00e9cia, com a chegada dos turistas. Mas, a longo prazo, a tend\u00eancia \u00e9 de alta. Entre os jovens, o \u00edndice j\u00e1 ultrapassou os 50%.<\/p>\n<p>&#8211; Procuramos em toda a parte: de escolas a bares e postos d gasolina, mas n\u00e3o h\u00e1 nada &#8211; disse \u00e0 ag\u00eancia de not\u00edcias Reuters a professora Martha Antoniou, cujo filho, de 20 anos, vem procurando emprego sem sucesso.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o governo tenta avan\u00e7ar com as reformas. O FMI se queixou ontem de que o pa\u00eds est\u00e1 atrasado com rela\u00e7\u00e3o a v\u00e1rias medidas exigidas pela troika, formada ainda por UE e Banco Central Europeu (BCE). O ministro de Finan\u00e7as, Yannis Stournaras, reuniu-se ontem com o gabinete para discutir como reduzir os gastos em 11,5 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos dois anos. Al\u00e9m disso, fontes do governo confirmaram que Atenas n\u00e3o conseguir\u00e1 obter 3,2 bilh\u00f5es este ano com a venda de ativos estatais.<\/p>\n<p>Ministro espanhol assegura que empr\u00e9stimo ser\u00e1 pago<\/p>\n<p>O governo deve usar os dados alarmantes do desemprego para tentar obter concess\u00f5es sobre as metas exigidas do pa\u00eds. Atenas vai receber uma visita da troika no pr\u00f3ximo dia 24.<\/p>\n<p>O desemprego grego se aproxima cada vez mais do patamar espanhol, hoje em 24%. Madri anunciou, na quarta-feira, novas medidas de austeridade, no total de 65 bilh\u00f5es. O peso destas vai recair fortemente sobre os funcion\u00e1rios p\u00fablicos, que n\u00e3o ter\u00e3o d\u00e9cimo terceiro este ano e perder\u00e3o v\u00e1rios pontos facultativos. Ontem, um grupo de policiais e bombeiros protestou contra os cortes em frente ao Parlamento.<\/p>\n<p>O ministro da Economia do pa\u00eds, Luis de Guindos, disse a um jornal alem\u00e3o que a Espanha assumir\u00e1 toda a responsabilidade pelos 100 bilh\u00f5es que a UE emprestar\u00e1 para o saneamento dos bancos. Ele assegurou que n\u00e3o h\u00e1 risco de perdas para os credores e que a necessidade dos bancos \u00e9 de, no m\u00e1ximo, 62 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Guindos disse ainda que a Espanha mudar\u00e1 seu modelo de crescimento, com foco em exporta\u00e7\u00f5es no lugar de constru\u00e7\u00e3o, e ser\u00e1 uma surpresa positiva nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Linha do BNDES para usineiros n\u00e3o decola<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Lan\u00e7ado no in\u00edcio de janeiro para ampliar a oferta de etanol no Brasil, o Prorenova, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), ainda n\u00e3o decolou. At\u00e9 30 de junho, nenhum centavo havia sido liberado para os usineiros. Dos R$ 4 bilh\u00f5es reservados para plantio e renova\u00e7\u00e3o dos canaviais, s\u00f3 R$ 1,4 bilh\u00e3o estava em carteira, afirma o chefe do Departamento de Biocombust\u00edveis do banco, Carlos Eduardo Cavalcanti.<\/p>\n<p>Desse total, R$ 250 milh\u00f5es haviam sido aprovados; R$ 200 milh\u00f5es estavam em an\u00e1lise; R$ 150 milh\u00f5es enquadrados; e R$ 800 milh\u00f5es em carta-consulta. Cavalcanti reconhece que os n\u00fameros est\u00e3o aqu\u00e9m das expectativas iniciais, mas destaca que a partir de maio as opera\u00e7\u00f5es subiram de forma significativa. &#8220;At\u00e9 ent\u00e3o a carteira tinha apenas R$ 500 milh\u00f5es em pedidos.&#8221;<\/p>\n<p>Em janeiro, quando o BNDES lan\u00e7ou o programa, esperava-se que o dinheiro fosse suficiente para ampliar em 1 milh\u00e3o de hectares a \u00e1rea plantada de cana-de-a\u00e7\u00facar e, consequentemente, elevar a produ\u00e7\u00e3o de etanol. Mas as dificuldades do setor travaram as negocia\u00e7\u00f5es entre os bancos e as empresas. O dinheiro do BNDES \u00e9 repassado pelos bancos comerciais, que cobram um pr\u00eamio a mais para conceder o financiamento.<\/p>\n<p>Segundo Cavalcanti, com o setor altamente endividado e a deteriora\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio internacional, as institui\u00e7\u00f5es financeiras ficaram mais cautelosas na an\u00e1lise de risco de cr\u00e9dito. As negocia\u00e7\u00f5es entre empresas e bancos em torno dos spreads ficaram travadas e demoraram mais para serem conclu\u00eddas, completa o executivo. A taxa de juros do Prorenova \u00e9 de 8,3% ao ano.<\/p>\n<p>O presidente interino da Uni\u00e3o da Ind\u00fastria da Cana-de-a\u00e7\u00facar (Unica), Ant\u00f4nio de P\u00e1dua Rodrigues, observa que uma somat\u00f3ria de fatores dificultou o acesso das empresas ao programa de financiamento. Um deles foi a indefini\u00e7\u00e3o em torno das regras para compra de terra por estrangeiro. Parte das empresas do setor tem capital internacional e n\u00e3o tem conseguido financiamento estatal, afirmou um executivo do setor banc\u00e1rio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o BNDES exige uma s\u00e9rie de requisitos ambientais que as empresas precisam cumprir para obter financiamento. Nesse caso, o banco flexibilizou alguns pontos para facilitar o empr\u00e9stimo, afirmou P\u00e1dua. Ele observa ainda que as empresas t\u00eam achado o custo da linha de cr\u00e9dito do banco bastante elevado. Diante da queda da taxa Selic, agora em 8% ao ano, alguns empres\u00e1rios est\u00e3o preferindo outras modalidades de cr\u00e9dito, cujas exig\u00eancias s\u00e3o menores.<\/p>\n<p>D\u00edvida. P\u00e1dua acrescenta ainda que cerca de 30% do setor n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de obter um financiamento banc\u00e1rio por causa dos n\u00edveis de endividamento. Estudo feito no primeiro trimestre pelo Ita\u00fa BBA mostra que o setor tem cerca de R$ 42 bilh\u00f5es em d\u00edvidas. Quase um ter\u00e7o das empresas tem dificuldade para fazer novos investimentos.<\/p>\n<p>Outras 17% est\u00e3o alavancadas e precisam de alguma opera\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica &#8211; ou seja, inje\u00e7\u00e3o de dinheiro &#8211; para continuar funcionando. Nessas empresas, a d\u00edvida por tonelada de cana mo\u00edda \u00e9 superior a R$ 100. Entre as cinco piores, esse n\u00famero chega a R$ 144,6. Na pr\u00e1tica, isso significaria dizer que, para cada R$ 100 de faturamento, a empresa tem R$ 144 de empr\u00e9stimos e financiamentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nO Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3160\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3160","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-OY","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3160"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3160\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}