{"id":31683,"date":"2024-05-14T19:46:31","date_gmt":"2024-05-14T22:46:31","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=31683"},"modified":"2024-05-14T19:46:31","modified_gmt":"2024-05-14T22:46:31","slug":"paraguai-casabianca-e-a-imprensa-clandestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31683","title":{"rendered":"Paraguai: Casabianca e a imprensa clandestina"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31685\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31683\/unnamed-1-5\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/unnamed-1-2.png?fit=940%2C788&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"940,788\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"unnamed (1)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/unnamed-1-2.png?fit=747%2C626&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-31685\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/unnamed-1-2.png?resize=747%2C626&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"626\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/unnamed-1-2.png?resize=900%2C754&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/unnamed-1-2.png?resize=300%2C251&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/unnamed-1-2.png?resize=768%2C644&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/unnamed-1-2.png?w=940&amp;ssl=1 940w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Ficha policial de Lu\u00eds Casabianca, extra\u00edda do Arquivo do Terror<\/p>\n<p>Mem\u00f3ria do Futuro | Por Noelia Cuenca<\/p>\n<p>Jornal ADELANTE! &#8211; Partido Comunista Paraguaio<\/p>\n<p>Em homenagem ao querido Lu\u00eds Casabianca, na comemora\u00e7\u00e3o dos seus 97 anos de nascimento, partilhamos a primeira hist\u00f3ria das suas \u201cCr\u00f4nicas do povo insurgente\u201d, como j\u00e1 fazemos h\u00e1 anos, com o intuito de transmitir a voz de um de seus protagonistas, um fragmento \u00e9pico da hist\u00f3ria de coragem do nosso povo, do qual o nosso jornal Adelante! se constituiu como porta-voz h\u00e1 83 anos, em v\u00e1rios per\u00edodos e at\u00e9 sua morte, sob a dire\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Casabianca.<\/p>\n<p>Em 03 de maio se completaram 97 anos do nascimento de Lu\u00eds Casabianca, que veio ao mundo em 03\/05\/1927, em Assun\u00e7\u00e3o. Combatente antifascista desde a adolesc\u00eancia, foi preso pela tirania de Mor\u00ednigo, torturado nas masmorras das pris\u00f5es de Stroessner. Repetidamente exilado, viveu no Uruguai, Argentina, Chile, Su\u00e9cia, junto com sua companheira de vida e de milit\u00e2ncia comunista, a poetisa Carmen Soler, que morreu em 1985, no ex\u00edlio em Buenos Aires.<\/p>\n<p>Advogado de profiss\u00e3o, Lu\u00eds exerceu m\u00faltiplas e diversas profiss\u00f5es no quadro da luta: foi jornalista, revisor e livreiro na hist\u00f3rica editora chilena Quimant\u00fa, oper\u00e1rio da constru\u00e7\u00e3o civil, professor na Universidade de Estocolmo. Transversal a todas estas ocupa\u00e7\u00f5es, ininterruptamente, foi um militante revolucion\u00e1rio: na juventude, proveniente da ala marxista do Febrerismo, denominado Bloco Libertador e, desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1950, no Partido Comunista Paraguaio.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s duas d\u00e9cadas de ex\u00edlio que inclu\u00edram diversas entradas clandestinas no pa\u00eds, Casabianca retornou definitivamente ao Paraguai em 1989. Pouco depois ele se uniu em segundo matrim\u00f4nio com sua companheira Cristina Machain, dirigente sindical. Foi membro da Comiss\u00e3o de Verdade e Justi\u00e7a do Paraguai e do Movimento Nacional de V\u00edtimas da Ditadura e da Mesa Redonda Nacional pelos Direitos Humanos. Em 29 de outubro de 2015, Lu\u00eds morreu em Assun\u00e7\u00e3o enquanto lutava ativamente como Presidente do Partido Comunista Paraguaio e diretor de seu jornal, Adelante!<\/p>\n<p>Aqueles de n\u00f3s que tivemos a alegria de militar com ele fomos testemunhas daquela combina\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica de ternura, convic\u00e7\u00e3o e coragem que o levou, por exemplo, \u00e0 decis\u00e3o de se tornar comunista em tempos de fascismo; ou que t\u00e3o facilmente esculpiu uma cara de espanto ao ouvir as opini\u00f5es dos militantes mais jovens com incompreens\u00edvel admira\u00e7\u00e3o por 80 anos de uma vida t\u00e3o intensa e combativa, sempre aberta ao novo ou com um poema em m\u00e3os para recitar versos rebeldes de algum povo irm\u00e3o e muitas vezes de Carmen Soler.<\/p>\n<p>Essa mesma combina\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica que lhe acendia uma raiva germinal, como na noite em que apareceu na porta da minha casa com um ma\u00e7o de pap\u00e9is soltos amarrados com um fio grosso, irritado porque um conhecido pol\u00edtico havia dito que o povo paraguaio era passivo e pac\u00edfico. Com sua inconfund\u00edvel voz grossa e seu tom humilde, diss:<\/p>\n<p>&#8211; Trago isso para voc\u00eas para ver se podemos fazer algo contra essa mentira aberrante. Eram as p\u00e1ginas que meio ano depois seriam lan\u00e7adas com o t\u00edtulo de \u201cClandestino e debaixo d&#8217;\u00e1gua. Cr\u00f4nicas do povo insurgente\u201d, uma s\u00e9rie de contos povoados por homens e mulheres que integraram, a partir de diferentes posi\u00e7\u00f5es, as lutas populares ocorridas entre 1940 e 1989, juntamente com as reflex\u00f5es pol\u00edticas de Lu\u00eds. A que compartilhamos abaixo \u00e9 a primeira dessas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>DIMAS ACOSTA<\/p>\n<p>Naquela noite cheguei \u00e0 gr\u00e1fica clandestina do nosso Partido para preparar o pr\u00f3ximo n\u00famero do nosso jornal \u201cAdelante!\u201d, porta-voz dos comunistas paraguaios. O local ficava nos fundos do p\u00e1tio murado de uma modesta casa, com piso de terra e paredes adobe, pintada com cal, localizada no sub\u00farbio de Assun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Num por\u00e3o ao lado da latrina estavam a m\u00e1quina e o homem, escondidos debaixo do vaso sanit\u00e1rio. De um lado estavam a merda e a urina, do outro lado se mergulhava nas profundezas da luta clandestina e reprimida pela ditadura do General Stroessner. Foi como trabalhar numa catacumba. Levantei o vaso sanit\u00e1rio e de um lado vislumbrei uma escada. Preparei-me para descer.<\/p>\n<p>Todo aquele pequeno espa\u00e7o era de constru\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria e artesanal. A escada vertical dificultava tanto a descida como a subida, mas \u00e9 claro que, dadas as circunst\u00e2ncias, n\u00e3o pod\u00edamos nos fazer de extravagantes e pedir conforto quando a miss\u00e3o era continuar as tarefas qualquer que fosse o sacrif\u00edcio.<\/p>\n<p>O camarada Dimas Acosta, aguerrido dirigente comunista, estava naquele po\u00e7o trabalhando com pouca luz, organizando concentradamente a tipografia das caixas, perto de uma minerva (pequena m\u00e1quina de impress\u00e3o movida a pedal ou mecanicamente, destinada a trabalhos gr\u00e1ficos ligeiros) j\u00e1 instalada n\u00e3o sei como. Ele era de natureza af\u00e1vel. Ele me cumprimentou com um sorriso que espalhava otimismo e confian\u00e7a, um brilho em meio \u00e0s trevas ditatoriais.<\/p>\n<p>O ano era 1964. Em 1954 houve o golpe de Estado que entronizou no poder o tiranossauro General Alfredo Stroessner. J\u00e1 haviam passado 10 anos de luta e repress\u00e3o cruel. N\u00e3o imagin\u00e1vamos ent\u00e3o que este conflito duraria mais 25 anos. O pequeno camarada Dimas completaria 47 anos. Eu tinha cerca de 37 anos. Ele era respons\u00e1vel pela gr\u00e1fica. Eu pelo &#8220;Adelante!&#8221;, jornal do Comit\u00ea Central do Partido Comunista Paraguaio, perseguido at\u00e9 a morte pelo tirano Stroessner, campe\u00e3o do anticomunismo na defini\u00e7\u00e3o e programa\u00e7\u00e3o dos ianques.<\/p>\n<p>A instala\u00e7\u00e3o foi constru\u00edda na casa de um pastor protestante evang\u00e9lico, um colaborador convicto dos comunistas na luta pela felicidade aqui na Terra e n\u00e3o na vida ap\u00f3s a morte prometida biblicamente. Quem desconfiaria que ele e sua esposa fossem deposit\u00e1rios e guardi\u00f5es de uma ferramenta importante no esfor\u00e7o para demolir a ditadura?<\/p>\n<p>O camarada Ireneo Aveiro tinha desenhado e constru\u00eddo o esconderijo onde funcionava a nossa impressora. Ireneo era loiro, alto e bem-humorado. Na vida civil, antes de sua milit\u00e2ncia, havia trabalhado como oper\u00e1rio da constru\u00e7\u00e3o. Seu conhecimento foi fundamental para projetar o engenhoso dispositivo constru\u00eddo para nossa impressora clandestina. A instala\u00e7\u00e3o ficava \u00e0s margens do Mburicao, riacho cristalino da \u00e9poca, ao qual o professor Jos\u00e9 Assun\u00e7\u00e3o Flores dedicou uma de suas melhores guar\u00e2nias.<\/p>\n<p>Quando cheguei, Dimas \u2013 uma figura min\u00fascula mas de extraordin\u00e1ria estatura moral \u2013 estava com \u00e1gua at\u00e9 os joelhos, devido a um vazamento. Fiquei emocionado e impressionado com a dedica\u00e7\u00e3o com que ele se prestou \u00e0 tarefa. S\u00f3 a convic\u00e7\u00e3o absoluta da import\u00e2ncia da miss\u00e3o que desempenhou, somada ao seu compromisso revolucion\u00e1rio, poderia dar-lhe a coragem e o entusiasmo para superar as condi\u00e7\u00f5es desumanas em que desenvolveu o seu trabalho.<\/p>\n<p>Sa\u00edmos para o p\u00e1tio. Havia ar puro e fresco em uma noite com um c\u00e9u azul cheio de estrelas e uma lua brilhante. Parecia que era dia. Trocamos informa\u00e7\u00f5es e opini\u00f5es. Primeiro, sempre havia o sens\u00edvel interesse pelos companheiros e parentes pr\u00f3ximos, todos na luta e enfrentando o risco de uma causa proibida.<\/p>\n<p>O terrorismo stroessnerista continuava a abater sobre n\u00f3s, desencadeando-se impiedosamente contra o nosso povo que recuava depois de ter sido temporariamente derrotado na sua tentativa de guerrilha para derrubar a ditadura. Tivemos que reagrupar nossas for\u00e7as esgotadas. Superar a desmoraliza\u00e7\u00e3o e o derrotismo. Reiniciar a luta com um punhado de camaradas, amigos e aliados ligados ao povo derrotado, mas rebelde.<\/p>\n<p>O camarada Dimas fez parte do grupo de dirigentes do Partido que retornou clandestinamente ao nosso pa\u00eds vindo do ex\u00edlio na Argentina, atravessando o rio Paraguai em canoas manejadas pelos camaradas barqueiros, abrigados nas sombras da noite ou nas madrugadas.<\/p>\n<p>Dimas informou-me que ocorreu um incidente grave, que mais tarde teve consequ\u00eancias dolorosas e desastrosas. Acontece que uma companheira da Dire\u00e7\u00e3o do Partido descobriu por acaso o esconderijo da nossa imprensa quando acidentalmente esbarrou em Dimas, que sa\u00eda do s\u00f3t\u00e3o quando entrou no banheiro. Infelizmente, esta companheira n\u00e3o estava suficientemente formada para enfrentar as press\u00f5es f\u00edsicas e torturas infligidas pela pol\u00edcia, como era a norma entre os militantes. Em circunst\u00e2ncias confusas e nunca bem esclarecidas, a ent\u00e3o companheira, uma bela e devotada jovem morena paraguaia, caiu prisioneira e foi brutalmente torturada at\u00e9 que quebrou e revelou onde ficava a gr\u00e1fica e onde viviam clandestinamente os principais camaradas da dire\u00e7\u00e3o do Partido.<\/p>\n<p>Ela conduziu os torturadores que a atormentaram e interrogaram at\u00e9 o local da gr\u00e1fica do Partido, que ela descobriu por acaso. Durante a opera\u00e7\u00e3o, Dimas e seus caseiros foram presos e submetidos a golpes, pancadas e pontap\u00e9s. Assim, a pol\u00edcia apreendeu a imprensa. Em voz alta, aos gritos, Dimas denunciou o roubo, sendo espancado brutalmente sem conseguir silenciar a voz alta at\u00e9 cair inconsciente. J\u00e1 na Pol\u00edcia Investigativa, quase o assassinaram sufocando-o repetidas vezes numa piscina (banheira) de \u00e1gua suja com urina e excrementos.<\/p>\n<p>Diga onde est\u00e1 e quem \u00e9 o Secret\u00e1rio Geral hoje! Onde est\u00e3o escondidos os membros do Comit\u00ea Central? A resposta foi o sil\u00eancio mais impenetr\u00e1vel, o grito de resist\u00eancia, o protesto da dor aguda. Depois o desmaio e a reanima\u00e7\u00e3o para continuar com o interrogat\u00f3rio e a tortura, at\u00e9 que o sil\u00eancio de Dimas acabou por esgotar os seus torturadores. Cada vez que acordava, gritava vivas ao Partido Comunista e amaldi\u00e7oava a ditadura e os torturadores que martirizavam os presos por &#8220;ordem superior\u201d.<\/p>\n<p>Espancado e ensanguentado, no ch\u00e3o, Dimas xingava sem parar a ditadura e a pol\u00edcia, e encorajava os seus camaradas condenados a esse inferno de tormento a resistir. Dimas Acosta \u00e9 um dos her\u00f3is an\u00f4nimos do nosso Partido e do nosso povo, que contribu\u00edram com o seu trabalho altru\u00edsta para a dif\u00edcil tarefa da propaganda do Partido ao imprimir o jornal \u201cAdelante!\u201d clandestino, e tamb\u00e9m os panfletos e brochuras comunistas que clamavam pela derrubada da ditadura para democratizar o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Com seu sil\u00eancio sobre os camaradas e os endere\u00e7os que conhecia, ele salvou muitos militantes de quem sabia informa\u00e7\u00f5es com detalhes. Quando a ditadura de Stroessner caiu e comemoramos os 50 anos de milit\u00e2ncia comunista de Dimas, um camarada presente contou a seguinte hist\u00f3ria: \u201cFui prisioneiro nas investiga\u00e7\u00f5es. Eu estava acompanhado por dois policiais, preocupado com o medo de n\u00e3o resistir \u00e0s torturas e tormentos a que, eu tinha certeza, me submeteriam assim que eu terminasse de entrar, quando num dep\u00f3sito de carv\u00e3o improvisado sob uma escada, vi algo se movendo. Dissimuladamente agucei o olhar e com espanto vi restos humanos, um peda\u00e7o de merda que sorria para mim, levantando o polegar, como que para me encorajar. Foi Dimas Acosta me dando coragem! Eu o conhecia por causa do dente de ouro que ele tinha e que revelava quando sorria. Naquele momento eu sabia que poderia suportar qualquer tipo de tortura&#8221;.<\/p>\n<p>Em sua juventude, Dimas foi Secret\u00e1rio de Imprensa e Propaganda do Conselho Oper\u00e1rio do Paraguai (COP), Central \u00danica Sindical em tempos do regime tir\u00e2nico do General Higinio Mor\u00ednigo. Dimas, oriundo de uma rica fam\u00edlia de comerciantes, pela sua sensibilidade e consci\u00eancia das injusti\u00e7as sociais, escolheu o caminho duro e cheio de sacrif\u00edcios da milit\u00e2ncia comunista. Como militante e dirigente do nosso Partido, veio para a luta e viu cair as ditaduras do General Higinio Mor\u00ednigo (1940-1948) e do General Alfredo Stroessner (1954-1989). Morreu na pobreza, rodeado do apre\u00e7o, do respeito e da solidariedade de familiares, amigos e camaradas.<\/p>\n<p>Comecei estas hist\u00f3rias sobre a clandestinidade com o caso verdadeiramente emblem\u00e1tico do camarada Dimas Acosta, porque reflete um tra\u00e7o essencial do esp\u00edrito e da moralidade dos comunistas paraguaios, educados e dispostos a dar a vida pelos nossos ideais democr\u00e1ticos e socialistas.<\/p>\n<p>Luis Casabianca. Clandestino y bajo agua. Cr\u00f3nicas del pueblo insurrecto (2012). P\u00e1g. 20<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<br \/>\nFonte: <a href=\"https:\/\/adelantenoticias.com\/2024\/05\/03\/casabianca-y-la-imprentaclandestina\/\">https:\/\/adelantenoticias.com\/2024\/05\/03\/casabianca-y-la-imprentaclandestina\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31683\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[37,242,9,146,35],"tags":[228],"class_list":["post-31683","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c42-comunistas","category-eipco","category-s10-internacional","category-internacionalismo","category-c40-paraguai","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8f1","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31683","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31683"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31683\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31686,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31683\/revisions\/31686"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31683"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31683"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31683"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}