{"id":3171,"date":"2012-07-17T02:45:31","date_gmt":"2012-07-17T02:45:31","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3171"},"modified":"2012-07-17T02:45:31","modified_gmt":"2012-07-17T02:45:31","slug":"comisiones-obreras-campeoes-da-hipocrisia-e-da-corrupcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3171","title":{"rendered":"Comisiones Obreras: Campe\u00f5es da hipocrisia e da corrup\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando o governo argentino tomou a decis\u00e3o, leg\u00edtima e soberana, de nacionalizar a empresa petrol\u00edfera YPF, qual foi a reac\u00e7\u00e3o dos sindicatos espanh\u00f3is CC.OO. e UGT? Nem mais nem menos do que mostrar \u201co seu desacordo e rejei\u00e7\u00e3o face \u00e0s decis\u00f5es do governo argentino em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 YPF\u00bb. Como poder\u00e3o sindicatos que perdem a independ\u00eancia de classe e aceitam ser porta-vozes do grande capital continuar \u00aba defender os direitos dos trabalhadores\u00bb?<\/p>\n<p>\u00c9 do conhecimento de todos que a multinacional REPSOL-YPF explorava at\u00e9 agora e especulava (sacando milh\u00f5es de lucros) com os recursos petrol\u00edferos do povo argentino. Era a ponta de lan\u00e7a da expans\u00e3o econ\u00f3mica, imperialista e pol\u00edtica de Espanha e do capital europeu nos mercados da Am\u00e9rica Latina, e numa das ex-col\u00f3nias espanholas.<\/p>\n<p>Depois da decis\u00e3o do governo argentino de nacionalizar a empresa petrol\u00edfera YPF \u00e9 surpreendente (para quem n\u00e3o conhece a depend\u00eancia, cada dia maior, do FMI e das multinacionais que t\u00eam os sindicatos filiados na Confedera\u00e7\u00e3o Sindical Internacional (CSI)) a reac\u00e7\u00e3o dos sindicatos espanh\u00f3is CC.OO. e UGT que \u00abmostram o seu desacordo e rejei\u00e7\u00e3o com as decis\u00f5es do governo argentino em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 YPF\u00bb. Sindicatos que ainda para muitos (demasiados) explorados espanh\u00f3is, continuam \u00aba defender os direitos dos trabalhadores\u00bb.<\/p>\n<p>O comunicado das CC.OO. expressa textualmente que\u00a0<strong>\u00abas CC.OO. reiteram a sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 decis\u00e3o do Governo argentino, que qualifica de grave erro, e avaliar\u00e1 os esfor\u00e7os do Executivo espanhol e da direc\u00e7\u00e3o da empresa para defender os interesses sociais, pol\u00edticos, econ\u00f3micos e jur\u00eddicos que est\u00e3o em jogo\u00bb<\/strong>. \u00c0 direc\u00e7\u00e3o das CC.OO. nem a preocupa que o Executivo seja o PP, os fascistas ex-franquistas e muito pro-capitalistas espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>\u00c9 inaceit\u00e1vel para qualquer defensor da justi\u00e7a e da equidade que, para confundir a consci\u00eancia de classe dos explorados espanh\u00f3is, um sindicato como as CC.OO., que h\u00e1 muitos anos era um sindicato combativo, apoie publicamente os interesses de uma multinacional petrol\u00edfera e critique a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos recursos naturais de um povo, neste caso o argentino. \u00c9 \u00f3bvio que muitos sindicatos europeus ganham dinheiro e prebendas com a sua participa\u00e7\u00e3o nas institui\u00e7\u00f5es do sistema burgu\u00eas, com a explora\u00e7\u00e3o das fontes de recursos naturais do planeta.<\/p>\n<p>O principal argumento da direc\u00e7\u00e3o das CC.OO. \u00e9 o dano que esta decis\u00e3o causar\u00e1 aos accionistas e pequenos accionistas da Repsol. Apesar de tudo isso, adaptou-se rapidamente \u00e0 expropria\u00e7\u00e3o da YPF pela Argentina. Sem incluir esta filial, o grupo obteve (enquanto n\u00f3s os trabalhadores todos os dias sofremos novos cortes) um lucro l\u00edquido at\u00e9 Mar\u00e7o de 643 milh\u00f5es de euros, uma subida de 12,4%. Se lhe acrescentarmos a YPF o resultado foi de 792 milh\u00f5es, uma subida de 3,5% em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro trimestre do ano passado. Tudo isto, explorando os seus trabalhadores e continuando a etapa colonial europeia na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>As direc\u00e7\u00f5es da CC.OO. e da UGT andam de m\u00e3os dadas com as multinacionais e os capitalistas, tal como tamb\u00e9m anda a sua Confedera\u00e7\u00e3o Internacional (CSI), que at\u00e9 aplaudiu as decis\u00f5es do G-8 na sua \u00faltima reuni\u00e3o do m\u00eas de Maio. Trata-se de um exemplo caracter\u00edstico dos interesses que defendem estes dois sindicatos que recebem (pouco em compara\u00e7\u00e3o com o que obt\u00eam como contrapresta\u00e7\u00e3o das multinacionais que controlam o FMI, o BM e o G-8) todos os anos grandes somas de dinheiro do governo espanhol e uma quantidade muito superior da Uni\u00e3o Europeia (UE). O montante que estas organiza\u00e7\u00f5es receberam do Or\u00e7amento de Estado de Espanha ultrapassou em 2010 os 10 milh\u00f5es de euros. Uma parte destinou-se a investimentos sindicais na Am\u00e9rica Central e Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Hoje j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 lugar para auto-enganos, as c\u00fapulas dos sindicatos amarelos n\u00e3o v\u00e3o mudar de rumo, nem v\u00e3o liderar a luta de classes. N\u00e3o lhes interessa nem est\u00e1 nos seus objectivos. Na realidade, nos seus documentos e proclama\u00e7\u00f5es h\u00e1 muitos anos que falam de \u00abagentes sociais\u00bb em vez de \u00abclasses sociais\u00bb. At\u00e9 a sua linguagem deixaram \u00abdomesticar\u00bb.<\/p>\n<p>Am\u00e9rica Central, Caribe e Am\u00e9rica Latina devem saber que as antigas CC.OO. (as que durante dec\u00e9nios combateram a ditadura fascista de Franco, as que pagaram a sua heroica luta com dezenas de assassinados, com centenas de torturados e com milhares de encarcerados, despedidos e exilados; as que foram filiadas na FSM, que sempre as apoiou contra o ditador), n\u00e3o existem. Afundaram-se no meio da corrup\u00e7\u00e3o, dos esc\u00e2ndalos financeiros e na aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0s multinacionais.<\/p>\n<p>Perante esta realidade apenas a Federa\u00e7\u00e3o Sindical Mundial (FSM) mant\u00e9m uma aut\u00eantica e clara posi\u00e7\u00e3o de classe, e por isso temos de nos felicitar. Demonstrou, desde a sua funda\u00e7\u00e3o em Paris em 3 de Outubro de 1945, ser a \u00fanica Organiza\u00e7\u00e3o Sindical Internacional independente e combativa.<\/p>\n<p>Sobre a nacionaliza\u00e7\u00e3o da YPF a FSM divulgou imediatamente um comunicado que come\u00e7ava por dizer: A Federa\u00e7\u00e3o Sindical Mundial em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s rela\u00e7\u00f5es tensas entre a Argentina e Espanha defende que \u00e9 inaceit\u00e1vel que os monop\u00f3lios e as transnacionais saquem as fontes de recursos naturais de cada pa\u00eds\u00bb. E acrescentava: \u00abA FSM expressa a sua solidariedade com a luta das organiza\u00e7\u00f5es sindicais de classe da Argentina que exigem o fim da explora\u00e7\u00e3o capitalista, cessar o roubo da riqueza natural do pa\u00eds por parte da Repsol-YPF e outras transnacionais\u00bb.<\/p>\n<p>N\u00f3s, sindicatos de classe do Estado espanhol estamos de acordo com estas afirma\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m com a conclus\u00e3o que encerrava o texto da FSM: \u00abPara a classe trabalhadora e os povos de todos os continentes a solu\u00e7\u00e3o fundamental e definitiva n\u00e3o ser\u00e1 dada por rivalidades inter-capitalistas, mas atrav\u00e9s da socializa\u00e7\u00e3o dos monop\u00f3lios e dos cart\u00e9is empresariais.<\/p>\n<p>Sauda\u00e7\u00f5es de classe e internacionalistas.<\/p>\n<p><em>* Fundador das CC.OO., actualmente Secret\u00e1rio-Geral da Central Sindical Unit\u00e1ria (CSU) de Pensionistas e Reformados de Espanha e membro do Conselho Presidencial da Federa\u00e7\u00e3o Sindical Mundial (FSM)<\/em><\/p>\n<p>Este texto foi publicado em:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/centralsindicalunitaria.wordpress.com\/2012\/05\/31\/ccoo-numero-1-en-hipocresia-y-corrupcion\/\" target=\"_blank\">http:\/\/centralsindicalunitaria.wordpress.com<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Paulo Gasc\u00e3o<\/p>\n<blockquote data-secret=\"Nb4n136Qk8\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2546\">Ditadores e torturadores n\u00e3o podem ser nomes de ruas<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2546\/embed#?secret=Nb4n136Qk8\" data-secret=\"Nb4n136Qk8\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Ditadores e torturadores n\u00e3o podem ser nomes de ruas&#8221; &#8212; PCB - Partido Comunista Brasileiro\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: ODiario.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nQuim Boix*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3171\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-3171","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-P9","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3171","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3171"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3171\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3171"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3171"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3171"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}