{"id":31778,"date":"2024-06-16T13:10:59","date_gmt":"2024-06-16T16:10:59","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=31778"},"modified":"2024-06-16T13:10:59","modified_gmt":"2024-06-16T16:10:59","slug":"nos-no-meio-do-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31778","title":{"rendered":"N\u00f3s no meio do ambiente"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31779\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31778\/tania-malrechauffe-tq7lbaef9bq-unsplash\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/tania-malrechauffe-tq7lbaef9bq-unsplash-scaled.jpg?fit=2560%2C1707&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,1707\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"tania-malrechauffe-tq7lbaef9bq-unsplash\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/tania-malrechauffe-tq7lbaef9bq-unsplash-scaled.jpg?fit=747%2C498&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-31779\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/tania-malrechauffe-tq7lbaef9bq-unsplash.jpg?resize=747%2C498&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"498\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/tania-malrechauffe-tq7lbaef9bq-unsplash-scaled.jpg?resize=900%2C600&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/tania-malrechauffe-tq7lbaef9bq-unsplash-scaled.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/tania-malrechauffe-tq7lbaef9bq-unsplash-scaled.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/tania-malrechauffe-tq7lbaef9bq-unsplash-scaled.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/tania-malrechauffe-tq7lbaef9bq-unsplash-scaled.jpg?resize=2048%2C1365&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/tania-malrechauffe-tq7lbaef9bq-unsplash-scaled.jpg?w=2241&amp;ssl=1 2241w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Foto: Tania Malr\u00e9chauff\u00e9 (Unsplash)<\/p>\n<p>Parece evidente que podemos garantir a vida com o grau de desenvolvimento atual das for\u00e7as produtivas, mas n\u00e3o mantendo as atuais rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o e as formas de propriedade a elas associadas. O que vai nos matar n\u00e3o \u00e9 a crise ambiental, \u00e9 o capitalismo.<\/p>\n<p>Por Mauro Luis Iasi<\/p>\n<p>BLOG DA BOITEMPO<\/p>\n<p>\u201cParece que \u00e9 a altura de arrog\u00e2ncia antiquada afirmar<br \/>\nque o universo realizou bilh\u00f5es de anos a fim<br \/>\nde formar uma morada confort\u00e1vel para n\u00f3s\u201d.<br \/>\nStephen Jay Gold<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois de tr\u00eas longos anos de pesquisas exaustivas na Biblioteca de Londres, Marx considera que tem o suficiente para esbo\u00e7ar seu caminho visando decifrar as bases de nossa sociedade. Em 1859 publica suas Contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 cr\u00edtica da economia pol\u00edtica e em seu pref\u00e1cio apresenta o desenho geral dos objetivos da obra, que s\u00f3 ganhar\u00e1 a densidade esperada pelo autor anos depois com a publica\u00e7\u00e3o de O capital.<\/p>\n<p>Nesta apresenta\u00e7\u00e3o Marx se pergunta como uma sociedade muda e alinhava o seguinte racioc\u00ednio:<\/p>\n<p>Em certa etapa de seu desenvolvimento, as for\u00e7as produtivas materiais da sociedade se chocam com as rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o existentes, ou, o que n\u00e3o \u00e9 mais que sua express\u00e3o jur\u00eddica, com as rela\u00e7\u00f5es de propriedade no seio das quais elas se haviam desenvolvido at\u00e9 ent\u00e3o. De formas evolutivas das for\u00e7as produtivas que eram essas rela\u00e7\u00f5es se convertem em entraves. Abre-se, ent\u00e3o, uma \u00e9poca de revolu\u00e7\u00e3o social (MARX, [1959] 2007, p. 45).<\/p>\n<p>Mas o que seriam estas misteriosas \u201cfor\u00e7as produtivas materiais\u201d que, ao se chocarem com as rela\u00e7\u00f5es sociais, tornam poss\u00edvel que uma sociedade mude? Para nosso autor, elas seriam constitu\u00eddas pelos fatores que uma vez combinados s\u00e3o a base que permite a produ\u00e7\u00e3o social da vida: a natureza, a for\u00e7a de trabalho e o conjunto dos saberes e formas pr\u00e1ticas desenvolvidas, atrav\u00e9s das quais essa for\u00e7a de trabalho age sobre a natureza.<\/p>\n<p>Para que possamos entender essa afirma\u00e7\u00e3o, precisamos voltar a uma premissa de nosso querido autor. Trata-se da produ\u00e7\u00e3o da vida e n\u00e3o da mera exist\u00eancia, uma vez que por nossa simples exist\u00eancia somos parte da natureza, nada mais que um amontoado vivo baseado no carbono e outras subst\u00e2ncias. Nesta condi\u00e7\u00e3o garantimos nossa exist\u00eancia nos apropriando de elementos naturais de forma a garantir a vida e a reprodu\u00e7\u00e3o. Nossos antepassados d\u00e3o um passo al\u00e9m das barreiras naturais, tornando-se a \u00fanica esp\u00e9cie que altera elementos da natureza atrav\u00e9s do trabalho para garantir o necess\u00e1rio \u00e0 sua vida, produzindo instrumentos como complementos \u00e0 nossa prec\u00e1ria anatomia natural.<\/p>\n<p>S\u00f3 assim podemos falar em tr\u00eas fatores (natureza, for\u00e7a de trabalho e saberes\\tecnologias). O ser humano age sobre a natureza transformando-a e, assim, desenvolve formas de trabalho e instrumentos. N\u00e3o \u00e9 apenas a natureza que se transforma; a pr\u00f3pria for\u00e7a de trabalho resulta alterada deste processo. Um ser humano que apenas arranca ra\u00edzes da terra \u00e9 um coletor, um que planta a mandioca n\u00e3o apenas alterou o ciclo natural, mas tornou-se um agricultor.<\/p>\n<p>Antes de entrar propriamente em nosso tema, devemos considerar algo importante. Quando falamos, como Luk\u00e1cs, em superar barreiras naturais, devemos considerar que superamos barreiras sem nunca deixar de ser parte da natureza, como se sobre nosso ser natural se constitu\u00edsse um ser social e hist\u00f3rico, e o que resulta \u00e9 uma s\u00edntese e n\u00e3o uma substitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, os seres humanos produzem sua vida agindo sobre a natureza com os meios que desenvolveram at\u00e9 ent\u00e3o. A combina\u00e7\u00e3o destes fatores e seu grau de desenvolvimento, segundo Marx, determinar\u00e1 a forma das rela\u00e7\u00f5es sociais. E a\u00ed se encontra nossa suposi\u00e7\u00e3o: o ser humano age sobre a natureza transformando-a e transformando a si mesmo ao desenvolver os meios pelos quais produz sua vida dentro de certas formas das rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o. Como as for\u00e7as produtivas est\u00e3o inevitavelmente se desenvolvendo, em certo momento, entram em contradi\u00e7\u00e3o com as rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Marx est\u00e1 pensando no surgimento hist\u00f3rico da sociedade capitalista (uma forma particular de rela\u00e7\u00e3o social de produ\u00e7\u00e3o e forma de propriedade) e observa claramente que as for\u00e7as produtivas desenvolvidas no feudalismo j\u00e1 v\u00e3o muito al\u00e9m das rela\u00e7\u00f5es feudais. No entanto, como sabemos, a preocupa\u00e7\u00e3o dele n\u00e3o \u00e9 meramente hist\u00f3rica, mas est\u00e1 de olho na forma como a sociedade que naquele momento estava surgindo; ao se desenvolver, produziria a mesma contradi\u00e7\u00e3o, tornando assim poss\u00edvel uma nova sociedade. No mesmo texto sentenciar\u00e1 de forma um tanto melanc\u00f3lica que nenhuma sociedade nova surge antes que se desenvolva no seio da sociedade antiga as condi\u00e7\u00f5es materiais para tanto, nem surgir\u00e3o novas rela\u00e7\u00f5es sociais antes que a velha sociedade desenvolva suas for\u00e7as produtivas ao m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>A\u00ed come\u00e7am nossos problemas. Como medir e constatar este m\u00e1ximo? N\u00e3o adianta procurar na compara\u00e7\u00e3o quantitativa do tipo \u201ct\u00ednhamos tantas ind\u00fastrias antes e agora temos mais\u201d, \u201co PIB multiplicou\u201d, \u201ca \u00e1rea plantada cresceu\u201d, \u201co com\u00e9rcio bateu seus recordes\u201d e outras coisas que encantam economistas tecnocratas, como satirizava nossa querida Maria da Concei\u00e7\u00e3o Tavares. Temos que olhar para a express\u00e3o deste desenvolvimento em contradi\u00e7\u00e3o com as rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o existentes.<\/p>\n<p>Para tanto, devemos voltar a algo aparentemente \u00f3bvio. Os seres humanos se relacionam para produzir a vida, mas quando a contradi\u00e7\u00e3o entre as for\u00e7as produtivas e estas rela\u00e7\u00f5es se apresentam, a reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 prioritariamente das rela\u00e7\u00f5es e n\u00e3o da vida. Todo o esfor\u00e7o da humanidade garante que se reproduzam as condi\u00e7\u00f5es para que a acumula\u00e7\u00e3o de capitais continue funcionando. No entanto, isto se d\u00e1 cada vez mais destruindo as for\u00e7as produtivas ao contr\u00e1rio de as desenvolver, amea\u00e7ando a pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>Neste caminho, devemos olhar para as for\u00e7as produtivas e ver como se apresentam depois de cada ciclo econ\u00f4mico governado pela acumula\u00e7\u00e3o capitalista. Comecemos pela natureza. O capital se apropria da produ\u00e7\u00e3o de valores de uso e os transforma em produ\u00e7\u00e3o de mercadorias e de mais valia. Sob esta forma, como argumentou criativamente M\u00e9sz\u00e1ros (2002), o valor de uso fica subordinado ao valor de troca e ao valor. Um produto, para satisfazer necessidades humanas, deve durar mais; uma mercadoria, para satisfazer as necessidades da acumula\u00e7\u00e3o, deve durar menos. A velocidade com que o capital extrai os elementos da natureza torna-se maior que o tempo que a natureza leva para repor tais materiais, supondo que sejam renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>Nosso planeta \u00e9 um circuito fechado, os elementos que o conformam e que datam da forma\u00e7\u00e3o do sistema solar e dele pr\u00f3prio, a terra, as rochas, a \u00e1gua, a atmosfera, apresentam-se em uma certa quantidade h\u00e1 cerca de quatro bilh\u00f5es de anos. Marx, nem ningu\u00e9m no s\u00e9culo XIX, podia supor que esta contradi\u00e7\u00e3o se apresentaria como esgotamento de recursos ou, menos ainda, inviabilidade da reprodu\u00e7\u00e3o da vida por mudan\u00e7a significativa no equil\u00edbrio da natureza que suporta a vida humana. Mas \u00e9 exatamente isso que o m\u00e1ximo desenvolvimento das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o de tipo capitalista est\u00e1 produzindo.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 for\u00e7a de trabalho, a contradi\u00e7\u00e3o se expressa de forma brutal. O cerne do problema est\u00e1 no fato de que a acumula\u00e7\u00e3o de capital se apropria da for\u00e7a de trabalho tornada mercadoria, mercadoria essencial ao processo de valoriza\u00e7\u00e3o, de maneira paradoxal. Apesar de ser a fonte do mais valor (capital vari\u00e1vel), o capital tende sempre a investir mais em capital constante a fim de aumentar a produtividade do trabalho, alterando a composi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica do capital. Para que esta mercadoria essencial esteja dispon\u00edvel, o capital, atrav\u00e9s de suas personifica\u00e7\u00f5es, expropria constantemente os produtores diretos formando uma massa colossal de despossu\u00eddos, da qual se apropriar\u00e1, cada vez mais, de uma parte menor, aumentando constantemente a superpopula\u00e7\u00e3o relativa.<\/p>\n<p>Esta enorme massa de expropriados \u00e9 ben\u00e9fica ao processo de valoriza\u00e7\u00e3o, mas em certo ponto torna-se um enorme problema e passa a ser destru\u00edda de forma sistem\u00e1tica, atrav\u00e9s das crises, das guerras, das doen\u00e7as ou da mis\u00e9ria, contida pela crescente popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria, eliminada nas periferias pela pol\u00edcia ou pela fome, vagando em navios e embarca\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias sem ter onde chegar e n\u00e3o podendo voltar de onde saiu.<\/p>\n<p>O fator mais dif\u00edcil de ser visualizado, mas talvez o mais claro, \u00e9 a tecnologia, entendida como o conjunto de saberes, pr\u00e1ticas, instrumentos e tudo que age como media\u00e7\u00e3o do trabalho. Na apar\u00eancia nunca a tecnologia se desenvolveu tanto e t\u00e3o r\u00e1pido. No entanto, aqui tamb\u00e9m temos que voltar ao \u00f3bvio. A tecnologia \u00e9 uma media\u00e7\u00e3o entre o ser humano e a natureza para garantir a vida, mas sob as determina\u00e7\u00f5es das rela\u00e7\u00f5es capitalistas ela serve ao processo de valoriza\u00e7\u00e3o, aumentando a produtividade do trabalho (alterando a composi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica do capital), diminuindo o tempo de vida \u00fatil das mercadorias (dilapidando a natureza), diminuindo os ciclos de produ\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o do valor (meios de transporte, comunica\u00e7\u00f5es, novas formas de energia e de materiais, etc.). O milho, alimento ancestral de nossas terras, tinha como qualidade ser a base para novas planta\u00e7\u00f5es e reprodu\u00e7\u00e3o de alimentos. Sob a tecnologia capturada pelo capital, sua principal qualidade \u00e9 n\u00e3o servir como semente, alimentando o monop\u00f3lio e servindo de mat\u00e9ria-prima para a imita\u00e7\u00e3o de comida.<\/p>\n<p>Quando olhamos as for\u00e7as produtivas em seu atual est\u00e1gio de desenvolvimento e a situa\u00e7\u00e3o da humanidade, salta aos olhos a contradi\u00e7\u00e3o. Somos oito bilh\u00f5es de pessoas no mundo, vivendo em um planeta que tem uma enorme quantidade de recursos que, se bem cuidados, podem garantir os elementos que uma vez transformados podem satisfazer muitas vezes as necessidades de todos por muito tempo, at\u00e9 o sol consumir todo o hidrog\u00eanio, crescer e nos engolir daqui a uns cinco bilh\u00f5es de anos. Ent\u00e3o, por que quase 10% da popula\u00e7\u00e3o do planeta passa fome, metade da popula\u00e7\u00e3o mundial vive na mis\u00e9ria, milhares de pessoas em todo mundo morrem de doen\u00e7as cur\u00e1veis? N\u00e3o temos a tecnologia e o conhecimento necess\u00e1rios?<\/p>\n<p>Parece evidente que podemos garantir a vida com o grau de desenvolvimento atual das for\u00e7as produtivas, mas n\u00e3o mantendo as atuais rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o e as formas de propriedade a elas associadas. O que vai nos matar n\u00e3o \u00e9 a crise ambiental, \u00e9 o capitalismo.<\/p>\n<p>Mas, se isso \u00e9 verdade, cad\u00ea a \u00e9poca de revolu\u00e7\u00e3o social que deveria se abrir? Bom, a\u00ed nosso problema ganha uma nova dimens\u00e3o. H\u00e1 uma diferen\u00e7a essencial entre as condi\u00e7\u00f5es que tornam poss\u00edveis os c\u00e2mbios hist\u00f3ricos e as condi\u00e7\u00f5es para efetiv\u00e1-los. As rela\u00e7\u00f5es sociais que j\u00e1 travam as for\u00e7as produtivas e amea\u00e7am a vida s\u00e3o a express\u00e3o de uma intencionalidade hist\u00f3rica, de uma classe dominante que quer e precisa manter estas rela\u00e7\u00f5es, tornando-se um entrave universal, assim como a mudan\u00e7a revolucion\u00e1ria s\u00f3 pode se expressar no terreno hist\u00f3rico atrav\u00e9s de um sujeito social que se apresente como portador de uma emancipa\u00e7\u00e3o universal.<\/p>\n<p>E onde est\u00e1 este sujeito? Bom, a\u00ed voc\u00ea tem que assistir o Caf\u00e9 Bolchevique especial e dar uma olhada no que a Virg\u00ednia Fontes tem a dizer.<\/p>\n<p>Confira o Caf\u00e9 Bolchevique especial com Virg\u00ednia Fontes, na TV Boitempo: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/bo95NC9RjTU\">https:\/\/youtu.be\/bo95NC9RjTU<\/a><\/p>\n<p>Fonte:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2024\/06\/13\/nos-no-meio-do-ambiente\/\">https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2024\/06\/13\/nos-no-meio-do-ambiente\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31778\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[66,10],"tags":[223],"class_list":["post-31778","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c79-nacional","category-s19-opiniao","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8gy","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31778","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31778"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31778\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31780,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31778\/revisions\/31780"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31778"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31778"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31778"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}