{"id":3179,"date":"2012-07-17T16:32:57","date_gmt":"2012-07-17T16:32:57","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3179"},"modified":"2012-07-17T16:32:57","modified_gmt":"2012-07-17T16:32:57","slug":"boletim-do-bc-ja-aponta-pib-abaixo-de-2-este-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3179","title":{"rendered":"Boletim do BC j\u00e1 aponta PIB abaixo de 2% este ano"},"content":{"rendered":"\n<p>x<\/p>\n<p>O pessimismo se disseminou entre analistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s perspectivas de crescimento do Brasil este ano, que recuaram para menos de 2%. Segundo a pesquisa Focus, que o Banco Central (BC) faz com as principais institui\u00e7\u00f5es do mercado financeiro, divulgada ontem, a expectativa geral passou de 2,01% para 1,9%. Foi a d\u00e9cima semana seguida de redu\u00e7\u00e3o das estimativas. Este progn\u00f3stico, que v\u00ea desemprego em alta, renda em baixa e queda do consumo, tem perspectiva de queda confirmada pelas previs\u00f5es do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), embora num patamar menos dram\u00e1tico. Segundo o relat\u00f3rio &#8220;Proje\u00e7\u00f5es para a economia mundial&#8221; do Fundo, tamb\u00e9m anunciado ontem, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e servi\u00e7os produzidos) brasileiro vai crescer 2,5% este ano, ante uma previs\u00e3o anterior de 3,1%.<\/p>\n<p>&#8211; Na verdade, j\u00e1 estamos vivendo isso tudo, porque essa previs\u00e3o do mercado (Focus) para 2012 leva em conta uma acelera\u00e7\u00e3o no segundo semestre, ou seja, uma melhora daqui para frente &#8211; enfatizou o economista-chefe da Sulamerica Investimentos, Nilton Rosa. &#8211; O pessimismo s\u00f3 est\u00e1 sendo cristalizado nas previs\u00f5es, mas j\u00e1 era percebido, principalmente, pelos empres\u00e1rios: o futuro n\u00e3o ser\u00e1 t\u00e3o cor de rosa.<\/p>\n<p>Segundo o analista, o impacto negativo na confian\u00e7a dos empres\u00e1rios \u00e9 bem mais r\u00e1pido do que no sentimento da popula\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, por mais que o consumidor se mantenha otimista e alimente a atividade econ\u00f4mica, pelo menos por enquanto o endividamento das fam\u00edlias impede que o consumo continue no mesmo ritmo de antes:<\/p>\n<p>&#8211; O cr\u00e9dito significa comprometimento de renda futura e diminui o espa\u00e7o para gastar.<\/p>\n<p>Isso j\u00e1 come\u00e7a a se refletir nas expectativas para o ano que vem. Nas estimativas dos especialistas colhidas para o relat\u00f3rio do BC, a proje\u00e7\u00e3o de crescimento caiu de 4,2% para 4,1% em 2013. Aqui, o relat\u00f3rio do FMI diverge do boletim Focus. Para o Fundo, em 2013, haver\u00e1 uma recupera\u00e7\u00e3o da economia brasileira, e o PIB crescer\u00e1 4,6%, meio ponto percentual acima de sua proje\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o do FMI para o crescimento global em 2012 foi revista de 3,6% para 3,5% e, em 2013, de 4,1% para 3,9%. O vice-presidente executivo de Tesouraria do banco WestLB, Ures Folchini, lembra que os sinais de desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, em diferentes partes do mundo, intensificaram-se. Na sexta-feira, a China reportou um crescimento de 7,6% da economia no segundo trimestre, o menor n\u00famero desde 2009. Os EUA, que vinham criando cerca de 200 mil novos empregos por m\u00eas, no in\u00edcio do ano, em junho criaram apenas 80 mil. Um sinal de que a engrenagem econ\u00f4mica est\u00e1 funcionando num ritmo abaixo do esperado.<\/p>\n<p>&#8211; Antes, o foco de preocupa\u00e7\u00e3o era a crise do euro. Agora, h\u00e1 v\u00e1rios focos. Os EUA que n\u00e3o crescem como se espera, a China desacelerando de fato. Tudo isso, reflete no ritmo da economia brasileira, que deve crescer 2,5% contra os esperados 5% do in\u00edcio do ano pelo governo &#8211; avalia Folchini.<\/p>\n<p>Analistas divergem sobre taxa de juros<\/p>\n<p>Mesmo com uma piora no cen\u00e1rio para o crescimento da economia brasileira, os economistas ouvidos no Focus n\u00e3o alteraram a previs\u00e3o para o comportamento da taxa b\u00e1sica de juros (Selic). Eles apostam que o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) cortar\u00e1 os juros b\u00e1sicos at\u00e9 7,5% ao ano. Na semana passada, o colegiado cortou a taxa em 0,5 ponto percentual, para 8% ao ano. Os pr\u00f3ximos passos na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria devem ser indicados na ata da reuni\u00e3o do Copom que ser\u00e1 publicada na quinta-feira. Economistas j\u00e1 trabalham com a hip\u00f3tese de que o BC ser\u00e1 mais agressivo para favorecer o crescimento. Os mais audaciosos apostam que o Copom levar\u00e1 a Selic a 6% ao ano at\u00e9 o fim de 2012.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rio da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), por\u00e9m, indicou que a perspectiva de acelera\u00e7\u00e3o futura da infla\u00e7\u00e3o pode levar o Copom a adotar uma postura mais cautelosa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Selic:<\/p>\n<p>&#8220;Enquanto a piora nas estimativas sobre a atividade poderia sugerir uma extens\u00e3o do ciclo de queda dos juros (em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 precifica\u00e7\u00e3o atual dos mercados), a rigidez das estimativas sobre a infla\u00e7\u00e3o pode apontar para uma estrat\u00e9gia mais cautelosa&#8221;, avaliou a Febraban. &#8220;\u00c9 por conta disso que o mais prov\u00e1vel \u00e9 que o BC siga com o seu pragmatismo atual, preservando ao m\u00e1ximo o seu raio de manobra.&#8221;<\/p>\n<p>O corte na previs\u00e3o de crescimento do FMI foi um dos mais profundos entre as principais economias analisadas. A previs\u00e3o para a \u00cdndia sofreu a maior revis\u00e3o, de 6,8% para 6,1%. Na mesma magnitude que o Brasil, aparece o Reino Unido, cuja proje\u00e7\u00e3o de crescimento foi reduzida de 0,8% para 0,2%. Segundo a equipe do economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, ap\u00f3s um primeiro trimestre de expectativas animadores, a economia global voltou a apresentar sinais de fraqueza entre abril (quando o relat\u00f3rio anterior fora divulgado) e junho. Ele acrescentou que os riscos &#8220;permanecem muito elevados&#8221;. As principais causas foram a nova onda de tens\u00e3o financeira na zona do euro e sua periferia e a desacelera\u00e7\u00e3o das economias emergentes.<\/p>\n<p>Principal economia emergente, a China teve sua expans\u00e3o revisada para baixo tanto em 2012 &#8211; de 8,2% para 8% &#8211; como em 2013 &#8211; 8,8% para 8,5%. Entre os parceiros no chamado Bric (grupo das quatro grandes na\u00e7\u00f5es emergentes), a \u00cdndia viu subir a proje\u00e7\u00e3o para o seu PIB no ano que vem &#8211; de 7,2% para 7,5%. As proje\u00e7\u00f5es para a R\u00fassia ficaram inalteradas este ano &#8211; expans\u00e3o de 4% &#8211; e ca\u00edram ligeiramente, de 4% para 3,9%, em 2013.<\/p>\n<p>Entre os pa\u00edses ricos, o FMI manteve inalterada a previs\u00e3o de contra\u00e7\u00e3o de 0,3% na economia da zona do euro e reduziu de 0,9% para 0,7% a expans\u00e3o do pr\u00f3ximo ano. Al\u00e9m do Reino Unido, sofreu forte revis\u00e3o nos n\u00fameros a Espanha, que, em vez de um ano, ter\u00e1 dois de recess\u00e3o. Os EUA tiveram a previs\u00e3o de PIB diminu\u00edda de 2,1% para 2% em 2012 e de 2,4% para 2,1% em 2013. O Jap\u00e3o foi a surpresa positiva entre as economias avan\u00e7adas, com expans\u00e3o estimada em 2,4% este ano, alta de 0,4 ponto percentual sobre a marca do relat\u00f3rio anterior.<\/p>\n<p>A revis\u00e3o das proje\u00e7\u00f5es do FMI n\u00e3o surpreendeu o professor Luiz Carlos Prado, da UFRJ. Para ele, o pa\u00eds n\u00e3o tem como dar um novo salto de crescimento se n\u00e3o houver investimento p\u00fablico. Apenas o consumo n\u00e3o tem como segurar uma forte expans\u00e3o no PIB:<\/p>\n<p>&#8211; Al\u00e9m disso, a crise encontrou um pa\u00eds que vem postergando decis\u00f5es importantes, como reformas estruturais e investimento em educa\u00e7\u00e3o &#8211; afirmou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ades\u00e3o oficial da Venezuela ao Mercosul ser\u00e1 adiada<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A cerim\u00f4nia de ingresso da Venezuela no Mercosul, marcada para o dia 31, ter\u00e1 efeito simb\u00f3lico, e s\u00f3 em agosto os governos do bloco esperam que possa ter efeito legal, de acordo com as regras do protocolo de ades\u00e3o firmado pelo pa\u00eds em 2006. &#8220;Ser\u00e1 uma cerim\u00f4nia pol\u00edtica&#8221;, reconheceu, em conversa com o Valor, o assessor internacional da presid\u00eancia de Rep\u00fablica, Marco Aur\u00e9lio Garcia. Os paraguaios, que n\u00e3o foram ouvidos, contestam at\u00e9 o prazo de agosto, alegando que, sem o voto do Paraguai a incorpora\u00e7\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>No dia 31, ser\u00e1 reativado o grupo de trabalho criado para discutir as condi\u00e7\u00f5es de entrada da Venezuela no Mercosul, especialmente a ades\u00e3o dos venezuelanos \u00e0 Tarifa Externa Comum (TEC) do bloco, que garante imposto de importa\u00e7\u00e3o id\u00eantico nas transa\u00e7\u00f5es com terceiros pa\u00edses. A defini\u00e7\u00e3o sobre a TEC \u00e9 pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o para o ingresso no Mercosul, mas o grupo de trabalho dever\u00e1 ter um prazo, ainda n\u00e3o estipulado, para definir como a Venezuela adotar\u00e1 esse compromisso. Pelas regras do bloco, essa defini\u00e7\u00e3o deveria ocorrer antes da incorpora\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os s\u00f3cios do bloco t\u00eam um n\u00famero limitado de produtos com autoriza\u00e7\u00e3o a ter tarifas diferentes da TEC &#8211; s\u00e3o 200 no caso da Argentina e Brasil e mais para os pa\u00edses menores. Os venezuelanos dever\u00e3o reivindicar tamb\u00e9m sua lista &#8211; h\u00e1 indica\u00e7\u00f5es de que querem mais de 200 produtos.<\/p>\n<p>A Venezuela aprovou o protocolo de ades\u00e3o ao Mercosul em 2006, mas n\u00e3o informou at\u00e9 hoje como pretende cumprir os compromissos do bloco, a come\u00e7ar pela TEC. At\u00e9 sexta-feira, nem havia registrado nos \u00f3rg\u00e3os do Mercosul a ratifica\u00e7\u00e3o do protocolo de ades\u00e3o pelo Congresso. S\u00f3 na sexta-feira houve o registro, na Secretaria do Mercosul (e n\u00e3o no governo paraguaio, como estava previsto no protocolo). Com o registro, come\u00e7ou a ser contado o prazo de 30 dias antes que se possa oficializar a entrada do novo integrante do Mercosul como membro pleno. Especialistas e o governo paraguaio contestam esse prazo, porque o dep\u00f3sito n\u00e3o foi feito no Paraguai e o pa\u00eds n\u00e3o foi ouvido.<\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e1 tudo resolvido&#8221;, diz Garcia, que afirma ter recebido garantias do governo venezuelano de que n\u00e3o haver\u00e1 retrocesso nos compromissos assumidos e ser\u00e1 regularizada a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds para entrada no bloco.<\/p>\n<p>Durante as reuni\u00f5es do grupo de alto n\u00edvel criado para discutir a entrada da Venezuela, o governo venezuelano chegou a propor adiar a redu\u00e7\u00e3o de tarifas j\u00e1 prevista no acordo de livre com\u00e9rcio existente entre o pa\u00eds e o Mercosul &#8211; que prev\u00ea o fim de taxa\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio at\u00e9 2014, com uma pequena cesta de produtos &#8220;sens\u00edveis&#8221; a ser liberalizada s\u00f3 em 2019.<\/p>\n<p>A ideia n\u00e3o foi aceita, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se cumpriu a previs\u00e3o, inscrita no protocolo de ades\u00e3o, de livre com\u00e9rcio a partir de janeiro de 2012. A maior parte do com\u00e9rcio, por\u00e9m, j\u00e1 tem tarifa, atestam especialistas do setor privado.<\/p>\n<p>A maior expectativa do governo brasileiro e do setor privado \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o, na Venezuela, da tarifa externa comum, que implicaria taxa\u00e7\u00e3o de 35% para autom\u00f3veis, por exemplo, hoje submetidos a tarifas inferiores. &#8220;A maior parte do que a Venezuela consome ainda vem dos EUA. Nesse mercado vai haver mudan\u00e7a importante a nosso favor&#8221;, avalia Garcia, que conta com a tarifa externa do Mercosul para dar vantagem competitiva a produtos brasileiros, como autom\u00f3veis e m\u00e1quinas e equipamentos.<\/p>\n<p>Mesmo com a vantagem da TEC, por\u00e9m, h\u00e1 restri\u00e7\u00f5es a importa\u00e7\u00f5es na Venezuela, devido \u00e0 necessidade de divisas estrangeiras para garantir o equil\u00edbrio das contas externas venezuelanas, afetadas com a queda nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo. O governo brasileiro argumenta que a entrada dos venezuelanos no Mercosul dar\u00e1 mais instrumentos, inclusive jur\u00eddicos, para negociar o fim de barreiras injustificadas ao com\u00e9rcio &#8211; ainda que os problemas tenham aumentado, e n\u00e3o diminu\u00eddo, com o maior s\u00f3cio no bloco, a Argentina.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Pedidos de fal\u00eancia crescem mais que em 2009<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o da economia, o aumento da inadimpl\u00eancia e a maior seletividade na concess\u00e3o de cr\u00e9dito afetaram a gera\u00e7\u00e3o de caixa das empresas, cen\u00e1rio adverso que fez os pedidos de fal\u00eancia subirem com for\u00e7a no primeiro semestre. De janeiro a junho, segundo levantamento da Boa Vista Servi\u00e7os com abrang\u00eancia nacional, foram feitos 959 requerimentos, 16,5% a mais do que no mesmo per\u00edodo de 2011. Uma alta nessa compara\u00e7\u00e3o n\u00e3o aconteceu nem em 2009, quando o impacto da crise provocou avan\u00e7o de 3,3% nos pedidos de fal\u00eancia na primeira metade do ano. Desde ent\u00e3o, a tend\u00eancia observada era de recuo no primeiro semestre.<\/p>\n<p>Mais atingida pela piora do ambiente externo e pelo ritmo fraco da atividade dom\u00e9stica, a ind\u00fastria tamb\u00e9m se destaca como setor mais insolvente. Com salto de 21,3% nos pedidos de fal\u00eancia entre o primeiro semestre do ano passado e igual per\u00edodo deste ano, o ramo industrial concentrou 39% dos requerimentos feitos nos primeiros seis meses, fatia dois pontos percentuais acima da registrada na primeira metade de 2011. Essa parcela \u00e9 ainda mais robusta no segmento de m\u00e9dias e grandes empresas, no qual a ind\u00fastria representa 59% do total de fal\u00eancias requeridas no per\u00edodo.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria ainda \u00e9 expressiva nos pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial feitos na primeira metade do ano, com 33% dos casos, assim como nas recupera\u00e7\u00f5es decretadas, entre as quais responde por 34% do total. Segundo a Boa Vista, houve aumento de 87,9% nos pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial e de 63% nas recupera\u00e7\u00f5es judiciais decretadas no segmento industrial entre o primeiro semestre do ano passado e o mesmo per\u00edodo deste ano.<\/p>\n<p>O economista-chefe da empresa, Fl\u00e1vio Calife, observa que os pedidos de fal\u00eancia aumentaram mesmo com a maior dificuldade imposta pela Lei de Fal\u00eancias de 2005, que estabeleceu d\u00edvidas empresariais de 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos como piso para embasar tais requerimentos.<\/p>\n<p>Esse quadro, diz Calife, permite concluir que os efeitos do processo de alta da inadimpl\u00eancia e do endividamento das fam\u00edlias, assim como da perda de f\u00f4lego da economia, que v\u00eam desde meados de 2011, foram mais sentidos pelo caixa das empresas neste ano. &#8220;No ano passado, as empresas estavam mais endividadas. Agora, h\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia e os credores est\u00e3o usando os pedidos de fal\u00eancia para tentar reaver seus cr\u00e9ditos perdidos.&#8221;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 desequilibrando o desempenho financeiro das empresas, segundo ele, o cen\u00e1rio de crise global, que se arrasta por um per\u00edodo mais longo que o esperado e dificulta o pagamento e refinanciamento de d\u00edvidas, devido \u00e0 postura mais cautelosa dos bancos. A ind\u00fastria, por atravessar situa\u00e7\u00e3o mais delicada que a dos outros setores da economia, diz o economista, se ressente ainda mais do enfraquecimento das concess\u00f5es, cuja m\u00e9dia di\u00e1ria \u00e0 pessoa jur\u00eddica cresceu apenas 0,6% nos primeiros cinco meses do ano, de acordo com o Banco Central.<\/p>\n<p>De janeiro a maio, a produ\u00e7\u00e3o industrial encolheu 3,4% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Em igual compara\u00e7\u00e3o, o volume de vendas do varejo ampliado, que inclui ve\u00edculos e material de constru\u00e7\u00e3o, registrou avan\u00e7o de 5,8%. Para analistas, o tombo da ind\u00fastria deve se manter at\u00e9 o fim do ano e reflete n\u00e3o apenas quest\u00f5es conjunturais como a queda nas exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados e o apetite menor do consumidor por bens dur\u00e1veis, mas tamb\u00e9m a perda de competitividade estrutural do setor.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do quadro externo complicado &#8211; particularmente na Argentina, que \u00e9 o maior mercado para os produtos manufaturados brasileiros &#8211; e do ritmo fraco da economia dom\u00e9stica, o economista Douglas Uemura, da LCA Consultores, destaca os estoques excessivos como outro fator que diminuiu as margens da ind\u00fastria no primeiro semestre, apesar de dados de junho sinalizarem que o setor come\u00e7ou o segundo semestre mais ajustado, principalmente no segmento automobil\u00edstico, depois da redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Segundo a Anfavea, entidade que re\u00fane as montadoras instaladas no pa\u00eds, os estoques do setor voltaram \u00e0 normalidade no m\u00eas passado, caindo para 29 dias de venda, ante os 43 registrados em maio. A Sondagem Industrial da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) mostra que a rela\u00e7\u00e3o entre empresas que declaram ter estoques excessivos e insuficientes tamb\u00e9m melhorou entre janeiro e junho. Ainda assim, o analista da LCA avalia que a primeira metade do ano foi marcada por ac\u00famulo de mercadorias acima do planejado. &#8220;A ind\u00fastria n\u00e3o estava conseguindo desovar esses estoques e h\u00e1 um custo em mant\u00ea-los&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Para Fl\u00e1vio Calife, economista-chefe da Boa Vista, o processo de afrouxamento monet\u00e1rio, a redu\u00e7\u00e3o dos spreads banc\u00e1rios e as demais medidas de incentivo \u00e0 economia tomadas pelo governo devem dar algum suporte \u00e0 situa\u00e7\u00e3o financeira das empresas na segunda metade do ano, inclusive na ind\u00fastria, mas n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para frear o crescimento dos pedidos de fal\u00eancia. &#8220;Essas medidas t\u00eam todo um tempo de matura\u00e7\u00e3o e n\u00e3o mudam o cen\u00e1rio de alta para os pedidos de fal\u00eancia em 2012.&#8221;<\/p>\n<p>Uemura, da LCA, avalia que a reacelera\u00e7\u00e3o da atividade esperada para o segundo semestre deve melhorar a gera\u00e7\u00e3o de caixa das empresas no per\u00edodo. Na ind\u00fastria, o economista acredita que o c\u00e2mbio mais depreciado seguir\u00e1 ajudando a conter o aumento da participa\u00e7\u00e3o dos importados no consumo interno, mas sem provocar um salto nas exporta\u00e7\u00f5es diante da demanda global deprimida. Ele tamb\u00e9m pondera que o recuo lento da inadimpl\u00eancia da pessoa f\u00edsica ainda pode gerar cautela dos bancos em conceder empr\u00e9stimos, apesar da queda dos juros.<\/p>\n<hr \/>\n<p>C\u00e2mbio respeita intervalo &#8216;sugerido&#8217; por Fazenda e BC<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Ontem, em mais um preg\u00e3o morno, o d\u00f3lar comercial fechou est\u00e1vel a R$ 2,037, depois de cair a R$ 2,034 (-0,14%) e subir a R$ 2,044 (+0,34%). Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&amp;F), o d\u00f3lar para agosto caiu 0,12%, a R$ 2,0405.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio para c\u00e2mbio j\u00e1 foi explicitado pela Fazenda e pelo Banco Central (BC) e o &#8220;recado&#8221; dado \u00e9 que a taxa de c\u00e2mbio n\u00e3o &#8220;pode&#8221; ir abaixo de R$ 2,0 nem acima de R$ 2,10.<\/p>\n<p>E, por ora, o mercado n\u00e3o parece disposto a &#8220;testar&#8221; a disposi\u00e7\u00e3o das autoridades.<\/p>\n<p>De fato, desde que o diretor de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central (BC), Aldo Mendes, indicou que o BC poderia voltar a comprar d\u00f3lares e que a moeda abaixo de R$ 2,0 n\u00e3o seria interessante para ind\u00fastria, o mercado perdeu volatilidade.<\/p>\n<p>Tais declara\u00e7\u00f5es foram feitas no dia 3 de julho e o pre\u00e7o m\u00e9dio do d\u00f3lar comercial desde ent\u00e3o tem sido de R$ 2,031, com m\u00e1xima a R$ 2,04 e m\u00ednima a R$ 2,024.<\/p>\n<p>Antes da fala do diretor, o d\u00f3lar tinha ca\u00eddo para baixo de R$ 2,0 pela primeira vez desde o fim de maio, reflexo de uma melhora de sentimento externo aliada a uma grande oferta de swaps (que equivalem \u00e0 venda de d\u00f3lar futuro) feita pelo BC no fim de junho.<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o nas mesas \u00e9 de que o pre\u00e7o s\u00f3 escapa da atual banda com alguma grande movimenta\u00e7\u00e3o no quadro externo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se espera alguma mudan\u00e7a de pre\u00e7o no fim do m\u00eas, conforme o BC deve vir a mercado rolar contratos de swap que vencem no come\u00e7o de agosto.<\/p>\n<p>Ilustrando a baixa disposi\u00e7\u00e3o dos agentes em ampliar ou mudar de posi\u00e7\u00e3o, os estoques de derivativos cambiais na BM&amp;F oscilaram entre US$ 250 milh\u00f5es e US$ 300 milh\u00f5es na semana passada.<\/p>\n<p>Os bancos encerram a segunda semana do m\u00eas vendidos em US$ 23,558 bilh\u00f5es, os fundos locais estavam comprados em US$ 17,289 bilh\u00f5es e os estrangeiros tamb\u00e9m estavam comprados, mas em US$ 4,365 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>De forma simplificada, os vendidos ganham com a queda do d\u00f3lar e os comprados lucram com a alta no pre\u00e7o da moeda americana.<\/p>\n<p>No mercado de juros, a segunda-feira tamb\u00e9m foi de poucos neg\u00f3cios e movimenta\u00e7\u00e3o inconclusiva. O economista-chefe da SulAm\u00e9rica Investimentos, Newton Rosa, aponta que os investidores est\u00e3o no aguardo da ata do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), que sai na quinta-feira.<\/p>\n<p>O documento poder\u00e1 ratificar ou n\u00e3o o atual ensaio do mercado de colocar no pre\u00e7o uma redu\u00e7\u00e3o de juro tamb\u00e9m no encontro de outubro do Copom. Na configura\u00e7\u00e3o atual, as taxas j\u00e1 embutem uma redu\u00e7\u00e3o de meio ponto em agosto, que traria a Selic para 7,5% ao ano.<\/p>\n<p>O economista acredita que o BC pode dar alguma indica\u00e7\u00e3o de como ser\u00e1 a pol\u00edtica monet\u00e1ria depois de agosto.<\/p>\n<p>De acordo com Rosa, esse aceno pode ser extra\u00eddo da avalia\u00e7\u00e3o prospectiva que o BC far\u00e1 da atividade. Se o tom melhorar, fica a impress\u00e3o de que o ciclo est\u00e1 mais pr\u00f3ximo do fim, o que pode reduzir as apostas de juro em 7%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Empres\u00e1rios brasileiros menos otimistas<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o da economia levou o Brasil a cair seis posi\u00e7\u00f5es, do 2\u00ba para o 8\u00ba lugar, no ranking de otimismo elaborado pela consultoria Grant Thornton com base em dados do segundo trimestre. A queda reflete a menor propor\u00e7\u00e3o de empres\u00e1rios que se declararam otimistas sobre a perspectiva do n\u00edvel de atividade nos pr\u00f3ximos 12 meses. No segundo trimestre, 61% dos empres\u00e1rios acreditavam que a situa\u00e7\u00e3o iria melhorar, uma queda de 25 pontos percentuais menor em rela\u00e7\u00e3o aos 86% do trimestre anterior.<\/p>\n<p>&#8211; O empres\u00e1rio brasileiro est\u00e1 mais cauteloso com rela\u00e7\u00e3o aos investimentos, mas ainda est\u00e1 otimista &#8211; diz Madeleine Blankenstein, s\u00f3cia da Grant Thornton Brasil.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do otimismo no Brasil veio na contram\u00e3o da m\u00e9dia global das 40 economias analisadas pela Grant Thornton. O otimismo m\u00e9dio internacional passou de 19%, no primeiro trimestre de 2012, para 23% neste segundo trimestre.<\/p>\n<p>Segundo Madeleine, o menor otimismo no pa\u00eds est\u00e1 relacionado principalmente \u00e0 piora da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica em geral. Al\u00e9m disso, a falta de projetos de infraestrutura de longo prazo tamb\u00e9m influencia o indicador no Brasil, uma vez que prejudica a entrada de novos investimentos e reduz a perspectiva de crescimento futuro.<\/p>\n<p>Apesar da queda, os empres\u00e1rios brasileiros ainda est\u00e3o mais otimistas do que no ano passado. No segundo trimestre de 2011, apenas 40% dos respondentes se declararam otimistas, o pior resultado da s\u00e9rie hist\u00f3rica do estudo, que come\u00e7a em 2007.<\/p>\n<p>Os empres\u00e1rios mais otimistas foram os do Peru (96%), Chile e Filipinas (90%), Ge\u00f3rgia (83%), Canad\u00e1 (70%), \u00cdndia (67%) e \u00c1frica do Sul (63%). Para o estudo, a Grant Thornton ouviu 11,5 mil empres\u00e1rios em 40 pa\u00edses .<\/p>\n<hr \/>\n<p>Espanha: recess\u00e3o prolongada<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) destacou que a Espanha continuar\u00e1 em recess\u00e3o em 2013, com seu Produto Interno Bruto (PIB) retrocedendo 0,6%, de acordo com as novas previs\u00f5es do organismo para a economia global. A It\u00e1lia, outro pa\u00eds da Zona do Euro em graves dificuldades econ\u00f4micas, seguir\u00e1 o mesmo caminho, destacou relat\u00f3rio trimestral da organiza\u00e7\u00e3o divulgado ontem.<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o multilateral advertiu que as &#8220;turbul\u00eancias&#8221; t\u00eam se intensificado na Espanha, que solicitou ajuda da Uni\u00e3o Europeia (UE) para seus bancos e anunciou, na semana passada, novas medidas de ajuste para economizar at\u00e9 65 bilh\u00f5es de euros. Contudo, o Fundo estima que a recess\u00e3o este ano ser\u00e1<\/p>\n<p>menos severa: a contra\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) ser\u00e1 de 1,5%, em vez dos 1,8% previstos em abril. No caso da It\u00e1lia, n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o nas proje\u00e7\u00f5es de quedas de 1,9% e de 0,3% para 2012 e 2013, respectivamente.<\/p>\n<p>&#8220;A turbul\u00eancia nos mercados tem se acelerado na Espanha devido a novas preocupa\u00e7\u00f5es quanto a seu sistema financeiro e pelas poss\u00edveis implica\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias&#8221;, diz o relat\u00f3rio, em um alerta especial sobre os problemas no setor banc\u00e1rio do pa\u00eds. Em 8 de julho, a UE aprovou uma ajuda de at\u00e9 100 bilh\u00f5es de euros para os bancos espanh\u00f3is, asfixiados desde o estouro da bolha imobili\u00e1ria em 2008.<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o manteve a proje\u00e7\u00e3o de queda de 0,3% na Zona do Euro em 2012, mas cortou em 0,2 ponto percentual a estimativa de 2013, para 1,5%. &#8220;Os riscos para essa perspectiva global mais fraca continuam grandes&#8221;, afirma o FMI no relat\u00f3rio. De acordo com o Fundo, o risco mais imediato ainda \u00e9 o de que a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas atrasadas ou insuficientes aprofundem ainda mais a crise da Zona do Euro.<\/p>\n<p>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Embora a Espanha ainda n\u00e3o tenha solicitado ajuda financeira do FMI, o organismo, que obteve um papel de supervis\u00e3o do plano europeu, formulou no m\u00eas passado algumas recomenda\u00e7\u00f5es para o governo do pa\u00eds, como a eleva\u00e7\u00e3o imediata do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e a diminui\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos. As medidas anunciadas semana passada pelo primeiro-ministro Mariano Rajoy atendem a essas orienta\u00e7\u00f5es: alta do IVA de 18% a 21% e uma reforma da administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do FMI n\u00e3o atualizou as previs\u00f5es para a Gr\u00e9cia, outro pa\u00eds da Zona do Euro em grandes dificuldades, mas disse que a situa\u00e7\u00e3o de Atenas continua &#8220;confusa&#8221;. Quanto a Portugal, que tamb\u00e9m pediu ajuda do FMI, o relat\u00f3rio informou que o ajuste or\u00e7ament\u00e1rio foi desenvolvido &#8220;dentro do previsto&#8221;. Ontem, o organismo aprovou o desembolso de 1,48 bilh\u00e3o de euros para o pa\u00eds, como parte do resgate de 78 bilh\u00f5es de euros aprovado no ano passado. (RH)<\/p>\n<p>Bancos rebaixados<\/p>\n<p>Depois de rebaixar em dois n\u00edveis a nota da It\u00e1lia, na semana passada, a ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Moody&#8221;s cortou, ontem, a avalia\u00e7\u00e3o de 13 bancos do pa\u00eds, apresentando como justificativa justamente a maior fragilidade do perfil de cr\u00e9dito do governo italiano. &#8220;A redu\u00e7\u00e3o da nota da d\u00edvida de longo prazo da It\u00e1lia implica um aumento do risco de o governo n\u00e3o conseguir oferecer apoio financeiro a seus bancos em grandes dificuldades financeiras&#8221;, afirmou a ag\u00eancia, em um comunicado. Os bancos perderam uma ou duas posi\u00e7\u00f5es, com o Unicredit e Intesa Sanpaolo caindo do n\u00edvel A3 para o Baa2. Para a Moody&#8221;s, as institui\u00e7\u00f5es italianas t\u00eam uma alta exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 economia dom\u00e9stica e \u00e0 pr\u00f3pria d\u00edvida soberana do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nO Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3179\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-3179","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Ph","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3179","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3179"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3179\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3179"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3179"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3179"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}