{"id":3185,"date":"2012-07-20T01:04:40","date_gmt":"2012-07-20T01:04:40","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3185"},"modified":"2012-07-20T01:04:40","modified_gmt":"2012-07-20T01:04:40","slug":"fhc-plagiou-intelectuais-banidos-pela-ditadura-afirma-economista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3185","title":{"rendered":"\u201cFHC plagiou intelectuais banidos pela ditadura\u201d, afirma economista"},"content":{"rendered":"\n<p>Foram necess\u00e1rios 43 anos para que\u00a0<strong>Subdesenvolvimento e Revolu\u00e7\u00e3o<\/strong>, do mineiro\u00a0<strong>Ruy Mauro Marini<\/strong>, desse o ar da gra\u00e7a no Brasil. Publicada\u00a0pela primeira vez no M\u00e9xico em 1969, a obra cl\u00e1ssica do marxismo brasileiro ganhou edi\u00e7\u00f5es em diversos pa\u00edses, inclusive naqueles da Am\u00e9rica Latina a viver sob o jugo de ditaduras.<strong>Marini<\/strong> (1932-1998), presidente da Pol\u00edtica Oper\u00e1ria (<strong>Polop<\/strong>) e autor de\u00a0<strong>Dial\u00e9tica e Depend\u00eancia<\/strong>, passou 20 anos no ex\u00edlio a partir do golpe de 1964. Professor no M\u00e9xico e no Chile, onde dirigiu o Movimento de Izquierda Revolucion\u00e1ria (<strong>MIR<\/strong>), ele n\u00e3o era, \u00e9 \u00f3bvio, bem-vindo pela ditadura brasileira.<\/p>\n<p>Sua obra continuou, por\u00e9m, a ser censurada durante a chamada transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d. Nas palavras de\u00a0<strong>Nildo Ouriques<\/strong>, autor da apresenta\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>Subdesenvolvimento e Revolu\u00e7\u00e3o<\/strong> (Editora Insular, 2012), professor do Departamento de Economia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade\u00a0Federal de Santa Catarina e ex-presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos da\u00a0<strong>UFSC <\/strong>em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Carta Capital<\/strong>, 16-07-2012, a hegemonia liberal \u201cmonitorada\u201d por Washington queria uma transi\u00e7\u00e3o isenta de teorias radicais como aquelas de subdesenvolvimento e depend\u00eancia de Marini.<\/p>\n<p>Segundo\u00a0<strong>Ouriques<\/strong>, nessa empreitada para marginalizar radicais,\u00a0<strong>Fernando Henrique Cardoso <\/strong>e<strong>Jos\u00e9 Serra<\/strong> serviram \u00e0 hegemonia l iberal e, entre outros feitos, adulteraram um famoso texto de<strong>Marini<\/strong>. Na esteira,\u00a0<strong>FHC <\/strong>pegou carona para \u201cformular\u201d a teoria da depend\u00eancia que o tornou famoso.<\/p>\n<p><strong>Subdesenvolvimento e Revolu\u00e7\u00e3o<\/strong>, iniciativa do<strong> Iela-UFSC<\/strong>, inaugura a cole\u00e7\u00e3o de livros cr\u00edticos que ser\u00e3o publicados pela primeira vez no Brasil pela\u00a0<em>P\u00e1tria Grande: Biblioteca do Pensamento Cr\u00edtico Latino-Americano<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Eis a entrevista.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como explicar a popularidade intelectual de Ruy Mauro Marini mundo afora?<\/strong><\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do\u00a0<strong>Marini <\/strong>\u00e9 te\u00f3rica e pol\u00edtica. Ele tinha rigor te\u00f3rico, metodol\u00f3gico, e expressava a vis\u00e3o da ortodoxia marxista. Na experi\u00eancia brasileira, e aqui me refiro ao grande movimento de massas interrompido com a derrubada de<strong> Jo\u00e3o Goulart<\/strong> em 1964, ele polemizou a tese socialista chilena no sentido de afirmar os limites da transi\u00e7\u00e3o pac\u00edfica ao socialismo. Soube usar a pista deixada por\u00a0<strong>Andr\u00e9 Gunder Frank<\/strong> do desenvolvimento do subdesenvolvimento e fez a melhor cr\u00edtica aos postulados estruturalistas do s\u00a0<em>cepalinos<\/em>.\u00a0<strong>Fernando Henrique Cardoso<\/strong>,\u00a0<strong>Jos\u00e9 Serra<\/strong> e em parte\u00a0<strong>Maria da Concei\u00e7\u00e3o Tavares<\/strong> divulgavam o debate sobre a depend\u00eancia como se n\u00e3o fosse poss\u00edvel haver desenvolvimento no Brasil. Para\u00a0<strong>Marini<\/strong>, haveria desenvolvimento, mas seria o desenvolvimento do subdesenvolvimento. A tese de\u00a0<strong>Frank <\/strong>tinha consist\u00eancia, mas n\u00e3o estava sustentada plenamente na concep\u00e7\u00e3o marxista.\u00a0<strong>Marini<\/strong>, por meio da dial\u00e9tica da depend\u00eancia, deu acabamento para a tese que \u00e9 insuper\u00e1vel at\u00e9 hoje. Da\u00ed a repercuss\u00e3o do seu trabalho na It\u00e1lia, Fran\u00e7a, Alemanha, sobretudo nos demais pa\u00edses latino-americanos, inclusive aqueles submetidos a ditaduras, com exce\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n<p><strong>O senhor escreveu na introdu\u00e7\u00e3o do livro que a teoria da depend\u00eancia de Fernando Henrique Cardoso foi influenciada pela hegemonia liberal burguesa<\/strong>.<\/p>\n<p>Indiscutivelment e. Os fatos agora demonstram claramente que\u00a0<strong>FHC <\/strong>estava a favor de um projeto de Washington de conter movimentos intelectuais radicais no Brasil. Uma das metas de\u00a0<strong>Fernando Henrique<\/strong> e\u00a0<strong>Jos\u00e9 Serra <\/strong>era minar o terreno de radicais como\u00a0<strong>Marini<\/strong>. Em 1978,<strong>Fernando Henrique<\/strong> e\u00a0<strong>Serra<\/strong>, que havia ganhado uma bolsa nos Estados Unidos, passaram, na volta ao Brasil, pelo M\u00e9xico.\u00a0<strong>Marini <\/strong>dirigia a Revista Mexicana de Sociologia (<strong>RMS<\/strong>), da Universidade Nacional Aut\u00c3?noma do M\u00e9xico (<strong>Unam<\/strong>). Eles deixaram um texto de cr\u00edtica ao\u00a0<strong>Marini<\/strong>,\u00a0<em>As Desventuras da Dial\u00e9tica da Depend\u00eancia<\/em>, assinado por ambos.\u00a0<strong>Marini <\/strong>disse que publicaria o texto desde que na mesma edi\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>RMS <\/strong>de 1978 constasse uma resposta cr\u00edtica de sua autoria.\u00a0<strong>FHC <\/strong>e\u00a0<strong>Serra <\/strong>concordaram. E assim foi feito. Em 1979,\u00a0<strong>FHC <\/strong>e\u00a0<strong>Serra <\/strong>publicaram\u00a0<em>As Desventuras <\/em>nos\u00a0<strong>Cadernos do Cebrap<\/strong> (Centro Brasileiro de An\u00e1lise e Planejamento) n\u00famero 23. A dupla desrespeitou a pr\u00e1tica editorial que<strong>Marini <\/strong>lhes reservou no M\u00e9xico. Em suma, a resposta de\u00a0<strong>Marini <\/strong>n\u00e3o foi publicada aqui.<\/p>\n<p><strong>FHC e Serra teriam adulterado o texto por eles assinado ao se referir a um conceito econ\u00c3?mico de Marini.<\/strong><\/p>\n<p>Alteraram um conceito fundamental na teoria de\u00a0<strong>Marini<\/strong>: o da economia exportadora.\u00a0<strong>Marini <\/strong>previa a redu\u00e7\u00e3o do mercado interno e a apologia da economia exportadora no Brasil. Segundo ele, com a superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho n\u00e3o h\u00e1 sal\u00e1rio e mercado interno para garantir a reprodu\u00e7\u00e3o ampliada do capital de maneira permanente. A veloz tend\u00eancia da expans\u00e3o das empresas brasileiras for\u00e7a-as a sair do Pa\u00eds, e no exter ior elas encontram outras burguesias ultracompetitivas.\u00a0<strong>Fernando Henrique<\/strong> e\u00a0<strong>Serra <\/strong>mudaram o conceito de \u201ceconomia exportadora\u201d e substitu\u00edram por \u201ceconomia agroexportadora\u201d no texto publicado pelo\u00a0<strong>Cebrap<\/strong>.\u00a0<strong>Marini <\/strong>falava que o Brasil exportaria produtos industriais, inclusive avi\u00f5es, como de fato exportamos. Mas isso n\u00e3o muda nada. A tend\u00eancia da economia exportadora implica a dr\u00e1stica limita\u00e7\u00e3o do mercado interno.\u00a0<strong>FHC <\/strong>e\u00a0<strong>Serra <\/strong>queriam levantar a hip\u00f3tese de que\u00a0<strong>Marini <\/strong>n\u00e3o previa a possibilidade de o Brasil se industrializar. Em suma,\u00a0<strong>Marini <\/strong>seria, segundo\u00a0<strong>FHC <\/strong>e\u00a0<strong>Serra<\/strong>, o autor da tese de que no Brasil se estava criando uma economia agroexportadora. Essa adultera\u00e7\u00e3o do texto numa quest\u00e3o t\u00e3o central n\u00e3o ocorre por acaso.<\/p>\n<p><strong>Mas FHC, apesar disso, \u00e9 tido como o pai da teoria da depend\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 rigorosamente falso e ir\u00c3?nico. Ele e\u00a0<strong>Serra <\/strong>tinham a meta de bloquear essa tend\u00eancia mais radical, mais ortodoxa, mais rigorosa do ponto de vista anal\u00edtico de, entre outros,\u00a0<strong>Marini<\/strong>, e pegaram carona. Da\u00ed a ast\u00facia, no interior do debate mais importante na \u00e1rea de Ci\u00eancias Sociais na Am\u00e9rica Latina: o da teoria da depend\u00eancia. E nesse contexto se apresentaram como os pais da famosa teoria, especialmente\u00a0<strong>FHC<\/strong>, quando em parceria com\u00a0<strong>Enzo Falleto<\/strong> publica\u00a0<strong>Depend\u00eancia e Desenvolvimento na Am\u00e9rica Latina<\/strong>. \u00c0 \u00e9poca, a Comiss\u00e3o Econ\u00c3?mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (<strong>Cepal<\/strong>) j\u00e1 n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es para defender seus projetos te\u00f3rico e pol\u00edtico, e eles se apresentam como interlocutores nesse debate. Visavam por um lado recuperar as posi\u00e7\u00f5es\u00a0<em>cepalinas <\/em>e de outro evitar o radicalismo pol\u00edtico. E foram exitosos, turbinados pelas elites nacional e internacional favor\u00e1veis a um projeto de transi\u00e7\u00e3o lenta, gradual e segura. Um projeto dessa natureza precisa ter uma direita cl\u00e1ssica, fascista etc., e tamb\u00e9m uma vers\u00e3o liberal na qual se encaixa\u00a0<strong>Fernando Henrique Cardoso.<\/strong><\/p>\n<p><strong>E o que ele representava?<\/strong><\/p>\n<p>De fato, ele encabe\u00e7ou a oposi\u00e7\u00e3o liberal \u00e0 ditadura. Tornou-se suplente de senador de\u00a0<strong>Franco Montoro<\/strong> e logo em seguida com a elei\u00e7\u00e3o deste para o governo do estado se transformou no grande modelo de intelectual pol\u00edtico \u201cdentro da ordem\u201d, para usar uma feliz express\u00e3o de<strong>Florestan Fernandes.<\/strong> N\u00e3o \u00e9 um movimento f\u00fatil o de\u00a0<strong>FHC<\/strong>. Ele percebe a pol\u00edtica do Partido Democr\u00e1tico em Washington, no sentido de democratizar o Brasil, percebe o movimento da elite empresarial em S\u00e3o Paulo por meio do manifesto de 1977 contra o gigantismo estatal e percebe o movimento de massa pe lo crescimento do\u00a0<strong>MDB<\/strong>. E assim teve uma brilhante carreira pol\u00edtica. Idem o\u00a0<strong>Serra<\/strong>, para falar de pol\u00edticos mais not\u00f3rios. E conseguiram produzir numerosos intelectuais no mundo universit\u00e1rio, exceto a intelectualidade que estava mais presa a um novo sindicalismo e ao petismo.<\/p>\n<p><strong>O FHC parece n\u00e3o ter muita credibilidade no mundo acad\u00eamico<\/strong>.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o tem uma obra.\u00a0<strong>Fernando Henrique <\/strong>\u00e9 no m\u00e1ximo um polemista no interior de um debate acad\u00eamico (depend\u00eancia) no qual ele n\u00e3o era a figura principal. Mas cumpriu o papel decisivo no sentido de bloquear, coisa que fez com certa efic\u00e1cia, as correntes mais vitais desse debate. Teve \u00eaxito especialmente com a obra de\u00a0<strong>Marini<\/strong>, mas tamb\u00e9m com livros muito importantes de\u00a0<strong>Theotonio dos Santos, Imperialismo e Depend\u00eancia<\/strong>, ou\u00a0<strong>Socialismo ou Fascismo, o Novo Dilema Latino-Americano<\/strong>, este publicado at\u00e9 em chin\u00eas, mas jamais no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Marini concordaria com o senhor que o discurso sobre a nova classe m\u00e9dia \u00e9 uma forma de legitimar o subdesenvolvimento no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>Completamente. Esse debate esconde algo fundamental, a gigantesca concentra\u00e7\u00e3o de renda. Enquanto se fala na ascens\u00e3o da classe m\u00e9dia, a pobreza \u00e9 muito maior: 76% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa vive com at\u00e9 tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos, 1,5 mil reais. Ou seja, nem sequer alcan\u00e7am o sal\u00e1rio m\u00ednimo do Dieese. Com meu sal\u00e1rio de professor em greve (por aumento salarial), perten\u00e7o aos 24% mais ricos da sociedade, ao lado do Eike Batista.<\/p>\n<p><strong>Mas, de fato, Lula elevou o n\u00edvel de vida de milh\u00f5es de brasileiros.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lula <\/strong>fez pol\u00edtica social. O problema de\u00a0<strong>Fernando Henrique<\/strong> e<strong> Jos\u00e9 Serra <\/strong>\u00e9 que eles odeiam o povo.\u00a0<strong>FHC <\/strong>n\u00e3o tinha uma pol\u00edtica social para o Pa\u00eds. Mas pol\u00edtica social n\u00e3o traz emprego e renda. Num pa\u00eds subdesenvolvido, inclusive numa estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria, \u00e9 preciso ter programas emergenciais. A estrat\u00e9gia da erradica\u00e7\u00e3o da pobreza de\u00a0<strong>Dilma Rousseff<\/strong> n\u00e3o pode ser realizada exclusivamente com pol\u00edtica social. O petismo est\u00e1 mostrando seus limites porque ter\u00e1 de confrontar o poder, o prest\u00edgio social e a elite. Se n\u00e3o enfrentar tudo isso, ser\u00e1 devorado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3185\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-3185","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c64-ditadura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Pn","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3185","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3185"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3185\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}