{"id":31860,"date":"2024-07-12T23:17:50","date_gmt":"2024-07-13T02:17:50","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=31860"},"modified":"2024-07-12T23:17:50","modified_gmt":"2024-07-13T02:17:50","slug":"declaracao-politica-da-conferencia-nacional-do-pcb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31860","title":{"rendered":"Declara\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica da Confer\u00eancia Nacional do PCB"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31861\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31860\/445488380_1007865827367636_6343677208270749362_n-2\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/445488380_1007865827367636_6343677208270749362_n.jpg?fit=1600%2C900&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1600,900\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"445488380_1007865827367636_6343677208270749362_n\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/445488380_1007865827367636_6343677208270749362_n.jpg?fit=747%2C420&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-31861\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/445488380_1007865827367636_6343677208270749362_n.jpg?resize=747%2C420&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/445488380_1007865827367636_6343677208270749362_n.jpg?resize=900%2C506&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/445488380_1007865827367636_6343677208270749362_n.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/445488380_1007865827367636_6343677208270749362_n.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/445488380_1007865827367636_6343677208270749362_n.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/445488380_1007865827367636_6343677208270749362_n.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Comit\u00ea Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<p>Os comunistas brasileiros, reunidos em Fortaleza (CE), nos dias 30 de maio a 2 de junho, avaliam que os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil e do mundo enfrentam uma situa\u00e7\u00e3o complexa e dif\u00edcil tanto do ponto de vista nacional quanto internacional, dentro de uma conjuntura de crise mundial do capitalismo que atinge todos os pa\u00edses ligados \u00e0 economia l\u00edder, cujos desdobramentos prenunciam o aprofundamento da crise, a escalada guerreira do imperialismo e novos ataques contra a classe trabalhadora. Como em todos os momentos de grave crise, os capitalistas sempre apelam para os fascistas, que \u00e9 a sua tropa de choque hist\u00f3rica para realizar o trabalho sujo, na tentativa de que o capital restabele\u00e7a a estabilidade da economia e retome suas taxas de lucro.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a concentra\u00e7\u00e3o da riqueza e da propriedade, a destrui\u00e7\u00e3o da natureza, a mercantiliza\u00e7\u00e3o da vida, os milh\u00f5es de imigrantes perambulando em v\u00e1rias regi\u00f5es do planeta, v\u00edtimas da guerra imperialista, a amplia\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria e da fome em todo o mundo, a emerg\u00eancia do fascismo, o aumento da viol\u00eancia contra o povo trabalhador, o saque aos cofres p\u00fablicos s\u00e3o as principais express\u00f5es na atualidade desse sistema de explora\u00e7\u00e3o que, em processo de decad\u00eancia, se utiliza de todos os meios para continuar o processo de explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e trabalhadoras e de opress\u00e3o da humanidade.<\/p>\n<p>O grande capital vem realizando uma violenta ofensiva contra direitos e garantias da classe trabalhadora e submetendo os Estados nacionais aos seus interesses, mediante as pol\u00edticas neoliberais, restri\u00e7\u00f5es \u00e0s liberdades p\u00fablicas, austeridade fiscal, intensa precariza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, saque ao fundo p\u00fablico atrav\u00e9s do pagamento dos juros da d\u00edvida e, especialmente, avan\u00e7ando com a pol\u00edtica de privatiza\u00e7\u00f5es, a partir da qual os grandes monop\u00f3lios se apropriam do patrim\u00f4nio p\u00fablico constru\u00eddo com o esfor\u00e7o de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Como se pode observar, o capitalismo \u00e9 a pr\u00f3pria crise, pois trata-se de um modo de produ\u00e7\u00e3o que j\u00e1 cumpriu o seu ciclo hist\u00f3rico e teima em continuar oprimindo a humanidade. O sistema capitalista n\u00e3o pode oferecer mais nada aos povos, a n\u00e3o ser guerras, destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente, mis\u00e9ria e ataques aos trabalhadores e \u00e0s trabalhadoras. Hoje, h\u00e1 uma contradi\u00e7\u00e3o evidente entre o capitalismo e a humanidade, uma vez que a continuidade desse sistema significa um risco \u00e0 vida no planeta, do ponto de vista ambiental, econ\u00f4mico e pol\u00edtico. Isso significa que a \u00fanica forma de salvar a humanidade da destrui\u00e7\u00e3o \u00e9 superar o capitalismo e construir a sociedade socialista, na perspectiva do comunismo.<\/p>\n<p>A atual crise econ\u00f4mica mundial, que revelou de maneira profunda e did\u00e1tica todos os problemas deste sistema de explora\u00e7\u00e3o de um ser humano por outro, mostrou de maneira did\u00e1tica que os Estados capitalistas est\u00e3o a servi\u00e7o das classes dominantes, desvendou as contradi\u00e7\u00f5es, debilidades e o car\u00e1ter de classe do Estado, uma vez que esse instrumento se comporta como a frente organizadora dos interesses capitalistas, em detrimento da maioria da popula\u00e7\u00e3o. O Estado continua desenvolvendo a pol\u00edtica de salvar os banqueiros e especuladores, enquanto aprofunda as medidas de austeridade econ\u00f4mica e a destrui\u00e7\u00e3o dos direitos e garantias da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Mesmo ferido pela crise, o imperialismo estadunidense, p\u00f3lo hegem\u00f4nico do sistema imperialista, que \u00e9 a express\u00e3o org\u00e2nica e pol\u00edtica do grande capital, realiza todo tipo de manobra para manter essa ordem apodrecida. Promove e fomenta a guerra contra os povos, como no Iraque e no Afeganist\u00e3o, L\u00edbia e S\u00edria e mais recentemente na Ucr\u00e2nia; arma Israel para continuar a sua pol\u00edtica genocida no Oriente M\u00e9dio e expulsar os palestinos de suas terras, como est\u00e1 acontecendo atualmente na Faixa de Gaza.<\/p>\n<p>O imperialismo estadunidense realiza provoca\u00e7\u00f5es e campanhas permanentes contra os povos que decidem resistir aos seus interesses, como \u00e9 o caso da Am\u00e9rica Latina, onde criam bases militares em v\u00e1rios pa\u00edses para cercar os governos que n\u00e3o rezam por sua cartilha. Promovem o embargo criminoso contra Cuba e colocam a IV frota para intimidar os pa\u00edses latino-americanos e garantir o controle sobre suas riquezas naturais, como o petr\u00f3leo da Venezuela, o pr\u00e9-sal brasileiro, o Aqu\u00edfero Guarani e a biodiversidade da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Sabemos que o capitalismo n\u00e3o cair\u00e1 de podre. Muito embora as massas ainda n\u00e3o tenham reunido condi\u00e7\u00f5es para enfrentar de maneira organizada o sistema, estejam ainda dispersas e desorganizadas e sem um programa que as unifique, em fun\u00e7\u00e3o da crise das organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias ap\u00f3s a queda de Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o perder a esperan\u00e7a e arrega\u00e7ar as mangas para buscar de todas as formas a constru\u00e7\u00e3o de organismos, do ponto de vista sindical, popular e pol\u00edtico, para enfrentar os capitalistas com um programa que prepare as condi\u00e7\u00f5es para a retomada da luta de massas em outro patamar.<\/p>\n<p>Em todos os momentos de crise, como a hist\u00f3ria tem nos ensinado, abrem-se duas possibilidades: a estabiliza\u00e7\u00e3o do sistema mediante a viol\u00eancia contra os trabalhadores, inclusive se utilizando das for\u00e7as fascistas, para retomar as taxas de lucro e a estabilidade da economia; e a possibilidade de alternativas que favore\u00e7am os trabalhadores e as trabalhadoras. Portanto, os momentos de crise tamb\u00e9m s\u00e3o o per\u00edodo em que as classes dominantes est\u00e3o mais fragilizadas, porque j\u00e1 n\u00e3o conseguem exercer plenamente o seu dom\u00ednio como no per\u00edodo de calmaria, quando as taxas de lucro estavam em ascens\u00e3o. Nesses per\u00edodos, abrem-se tamb\u00e9m janelas de oportunidades para os trabalhadores emergirem desse processo como alternativa ao sistema.<\/p>\n<p>Os comunistas t\u00eam imensa confian\u00e7a no potencial revolucion\u00e1rio do proletariado porque atuam no sentido de fazer com que as massas se organizem e despertem para a luta, pois, em resposta \u00e0 opress\u00e3o e \u00e0 mis\u00e9ria que chegam a um n\u00edvel insuport\u00e1vel como atualmente, se colocam como necessidades prementes combater a explora\u00e7\u00e3o e mobilizar para a luta como defesa da pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia. Dessa forma, temos confian\u00e7a de que, em algum momento desta grave crise do capitalismo, as massas se apresentar\u00e3o na conjuntura para enfrentar as classes dominantes e enfrentar o sistema que leva o planeta \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Temos plena consci\u00eancia de que, \u00e0 medida em que a crise avance, os Estados Unidos procurar\u00e3o de todas as formas tentar enquadrar os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina na defesa de seus interesses, afinal sempre consideraram a regi\u00e3o como o seu p\u00e1tio traseiro e reserva estrat\u00e9gica de suas ambi\u00e7\u00f5es imperiais. Como sempre fez, o imperialismo estadunidense ir\u00e1 promover todo tipo de guerra suja contra os pa\u00edses que n\u00e3o se submeterem aos seus interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos, como san\u00e7\u00f5es, sabotagens e golpes de Estado. Dessa forma, poderemos ter como perspectiva um acirramento da luta de classe na regi\u00e3o e o aumento das manobras imperialistas, principalmente se v\u00e1rios governos da regi\u00e3o continuarem a estabelecer rela\u00e7\u00f5es com a China e R\u00fassia, que s\u00e3o os principais inimigos dos Estados Unidos atualmente.<\/p>\n<p>Especificamente, no que se refere ao Brasil, esse processo poder\u00e1 ser muito mais intenso, tendo em vista o papel do pa\u00eds na regi\u00e3o, em fun\u00e7\u00e3o do seu peso econ\u00f4mico, dimens\u00e3o populacional e influ\u00eancia pol\u00edtica que exerce entre os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. Diante desse quadro complexo e dif\u00edcil que poder\u00e1 se abrir com a crise capitalista e a ofensiva dos Estados Unidos na regi\u00e3o, os comunistas devem estar preparados para qualquer situa\u00e7\u00e3o da conjuntura, tanto do ponto de vista org\u00e2nico quanto pol\u00edtico, de forma a que possamos contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de uma grande frente anticapitalista e anti-imperialista na Am\u00e9rica Latina para enfrentar o imperialismo.<\/p>\n<p>A luta anticapitalista no Brasil<\/p>\n<p>As pol\u00edticas neoliberais implementadas a partir dos anos 1990 no Brasil destru\u00edram grande parte dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, saquearam o fundo p\u00fablico e realizaram a privatiza\u00e7\u00e3o da maior parte dos setores estrat\u00e9gicos da economia brasileira, resultando na precariza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho e na queda da renda da popula\u00e7\u00e3o, aumento da pobreza, saque continuado ao fundo p\u00fablico e regress\u00e3o industrial. Quem ganhou com essas pol\u00edticas foram os grandes monop\u00f3lios nacionais e internacionais, os banqueiros, os especuladores em geral e os latifundi\u00e1rios.<\/p>\n<p>A crise brasileira est\u00e1 envolta no \u00e2mbito da crise sist\u00eamica global do capitalismo, mas com as singularidades pr\u00f3prias de uma na\u00e7\u00e3o com a economia subordinada aos grandes centros capitalistas mundiais, processo combinado com um longo per\u00edodo de estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e aprofundamento das desigualdades sociais. Nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas as pol\u00edticas neoliberais desenvolvidas pelos sucessivos governos reduziram o crescimento econ\u00f4mico para patamares nunca observados em nossa hist\u00f3ria moderna; regrediram o processo de industrializa\u00e7\u00e3o; concentraram de maneira escandalosa a renda entre um punhado de milion\u00e1rios; reduziram os sal\u00e1rios e os direitos dos trabalhadores, da juventude e pensionistas e ampliaram a mis\u00e9ria entre vastos setores da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os sucessivos governos brasileiros, tanto os claramente de direita como aqueles que se autonomeavam progressistas, desenvolveram a pol\u00edtica econ\u00f4mica tendo como norte o trip\u00e9 macroecon\u00f4mico neoliberal, constitu\u00eddo por metas fiscais e equil\u00edbrio or\u00e7ament\u00e1rio, metas de infla\u00e7\u00e3o e c\u00e2mbio flutuante. Impostas a partir dos centros imperialistas e suas ag\u00eancias internacionais e operadas internamente pelos representantes da burguesia associada ao grande capital internacional, oligarquia banc\u00e1rio-financeira, o capital monopolista e o agroneg\u00f3cio, essas pol\u00edticas significaram o desmonte da estrutura produtiva do Pa\u00eds e do Estado e o aumento da subordina\u00e7\u00e3o da economia brasileira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 divis\u00e3o internacional do trabalho.<\/p>\n<p>Enquanto as economias centrais implantam os novos ramos industriais, como as tecnologias da informa\u00e7\u00e3o, a cibern\u00e9tica, a rob\u00f3tica, a engenharia gen\u00e9tica, a biotecnologia, a nanotecnologia, intelig\u00eancia artificial e outros setores tecnol\u00f3gicos, o Brasil ficou parado no tempo, regrediu na pr\u00f3pria estrutura industrial que montou no s\u00e9culo passado, em fun\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas neoliberais desastrosas implementadas nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Essa burguesia, em sua grande maioria, se comporta servilmente como agente do grande capital imperial, visando manter o Brasil na condi\u00e7\u00e3o de na\u00e7\u00e3o agr\u00e1rio-exportadora, um grande fazend\u00e3o do agroneg\u00f3cio, condi\u00e7\u00e3o muito semelhante ao que o Brasil era antes do processo de industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A classe dominante brasileira, ao mesmo tempo em que intensifica a ofensiva contra os trabalhadores e as trabalhadoras, saqueia o fundo p\u00fablico e privatiza as empresas estatais, est\u00e1 dividida entre duas grandes fra\u00e7\u00f5es: uma que reivindica abertamente o fascismo, na fei\u00e7\u00e3o bolsonarista; e a direita cl\u00e1ssica, que representou os interesses do capital durante v\u00e1rias d\u00e9cadas. Os comunistas n\u00e3o devem ter nenhuma ilus\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a essas fra\u00e7\u00f5es da burguesia. S\u00e3o duas faces de uma moeda falsa, que na ess\u00eancia trabalham para defender os interesses do grande capital.<\/p>\n<p>A extrema-direita bolsonarista, com sua pol\u00edtica do \u00f3dio, discrimina\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia e ataques contra trabalhadores e trabalhadoras, demonstrou seus objetivos reacion\u00e1rios com o governo Bolsonaro. Mas a direita tradicional, que posa de civilizada, tamb\u00e9m \u00e9 c\u00famplice da crise, da pol\u00edtica neoliberal, da mis\u00e9ria da popula\u00e7\u00e3o e de todos os ataques contra os trabalhadores. Estiveram juntas em todas as a\u00e7\u00f5es regressivas e tamb\u00e9m estar\u00e3o na prepara\u00e7\u00e3o de novos ataques aos trabalhadores e na entrega do patrim\u00f4nio p\u00fablico, porque as duas fra\u00e7\u00f5es s\u00e3o submissas ao imperialismo, s\u00f3 sabem pilhar o patrim\u00f4nio p\u00fablico e servir ao capital internacional, como mostra a nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Portanto, a nossa tarefa \u00e9 desenvolver uma pol\u00edtica independente, de car\u00e1ter classista, buscando aglutinar todas as for\u00e7as que queiram libertar o pa\u00eds da opress\u00e3o e da explora\u00e7\u00e3o capitalista. Est\u00e1 cada vez mais evidente que o processo de transforma\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas no Brasil s\u00f3 poder\u00e1 ser realizado com a supera\u00e7\u00e3o do capitalismo, a derrota da burguesia e a constru\u00e7\u00e3o do poder popular e do socialismo, condi\u00e7\u00e3o essencial para abrir uma nova etapa na hist\u00f3ria do povo brasileiro.<\/p>\n<p>O novo governo de concilia\u00e7\u00e3o de classes<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que esta conjuntura adversa \u00e0 classe trabalhadora n\u00e3o \u00e9 de responsabilidade \u00fanica da pol\u00edtica neoliberal e da brutalidade das classes dominantes. O Partido dos Trabalhadores e sua base de sustenta\u00e7\u00e3o t\u00eam grande responsabilidade neste processo. Primeiro porque, em fun\u00e7\u00e3o de suas alian\u00e7as com o empresariado e com as oligarquias tradicionais, realizou um processo de apassivamento das massas, mediante a coopta\u00e7\u00e3o do movimento sindical, popular e da juventude, buscando afastar essa milit\u00e2ncia das lutas nas ruas, nos locais de trabalho, moradia e estudo, o que as desarmou politicamente para as batalhas sociais. O governo tamb\u00e9m n\u00e3o realizou as reformas necess\u00e1rias para mudar as condi\u00e7\u00f5es de vida do povo brasileiro e muito menos as mudan\u00e7as para reduzir o poder dos oligop\u00f3lios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em outras palavras, se acovardou diante da luta pelas transforma\u00e7\u00f5es sociais. Quando veio a crise e a concilia\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi mais capaz de administrar o capitalismo nem conter as massas (vide levante de 2013), foi descartado pelas classes dominantes de maneira humilhante, porque j\u00e1 n\u00e3o as servia mais. Desta trajet\u00f3ria fica uma li\u00e7\u00e3o: a pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o de classes, de alian\u00e7as com a burguesia, \u00e9 o cemit\u00e9rio pol\u00edtico dos lutadores que enveredam por esse campo e serve de alerta para todos que querem realmente a revolu\u00e7\u00e3o brasileira. A vida mostrou que esse tipo de alian\u00e7a n\u00e3o tem futuro.<\/p>\n<p>Mas parece que o PT e seus aliados n\u00e3o tiraram as devidas li\u00e7\u00f5es de nossa crise recente. Ap\u00f3s os governos desastrosos de Temer e Bolsonaro, o PT e seus aliados voltaram ao governo mas, ao contr\u00e1rio do que se poderia imaginar, reintroduziram a mesma pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o de classes, s\u00f3 que agora mais rebaixada em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es internacionais e do avan\u00e7o da extrema-direita no pa\u00eds. O governo segue na pr\u00e1tica aplicando a pol\u00edtica em favor do grande capital, estreitou ainda mais suas alian\u00e7as com as for\u00e7as conservadoras e olig\u00e1rquicas, especialmente o Centr\u00e3o, restando aos trabalhadores apenas as migalhas das compensa\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que a derrota eleitoral de Bolsonaro n\u00e3o foi suficiente para derrotar a extrema-direita, que mant\u00e9m importantes postos no Parlamento, governos estaduais e municipais, bem como suas pautas e agendas pol\u00edticas, que se intensificam \u00e0 medida em que o governo vacila ou demonstra fraqueza. Mais uma vez reafirmamos que somente a classe trabalhadora mobilizada e organizada, com manifesta\u00e7\u00f5es na rua e luta nos locais de trabalho, ser\u00e1 capaz de derrotar o fascismo. Nesse sentido, defendemos que o movimento sindical e os movimentos sociais e populares devem manter sua posi\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia, garantindo autonomia de classe para defender os direitos imediatos e hist\u00f3ricos dos trabalhadores e das trabalhadoras. Afinal, governe quem governe, direitos se defendem!<\/p>\n<p>Queremos tamb\u00e9m chamar a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que as pol\u00edticas de compensa\u00e7\u00e3o social t\u00eam funcionado apenas como vitrine atrav\u00e9s das quais o governo busca justificar o conjunto de pol\u00edticas de favorecimento ao capital. Prova disso \u00e9 o arcabou\u00e7o fiscal, que \u00e9 a continuidade repaginada da pol\u00edtica de teto de gastos de Temer, bem como a reforma tribut\u00e1ria e o endurecimento na rela\u00e7\u00e3o com os trabalhadores, principalmente aqueles que fazem greve. Por isso mesmo, o governo tem recebido a confian\u00e7a da grande burguesia, tanto que os ministros de sua \u00e1rea econ\u00f4mica podem ser considerados mesmo os representantes diretos dos interesses burgueses na formula\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Em termos pr\u00e1ticos, a pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo restringe a capacidade de investimento da economia e despesas sociais, precariza ainda mais os servi\u00e7os p\u00fablicos, como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e saneamento, limita o horizonte de crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds. Desta forma, as promessas de campanha de colocar os ricos no imposto de renda e os pobres no or\u00e7amento ficam apenas como uma promessa, enquanto os banqueiros, especuladores, agroneg\u00f3cio e os monop\u00f3lios continuam ganhando rios de dinheiro. Esse ser\u00e1 o grande problema do futuro pr\u00f3ximo, pois essa pol\u00edtica poder\u00e1 levar a popula\u00e7\u00e3o ao desencanto e \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, abrindo espa\u00e7o para a volta da extrema-direita.<\/p>\n<p>Para os comunistas, esse comportamento n\u00e3o \u00e9 nenhuma surpresa, pois essa \u00e9 a trajet\u00f3ria e a pol\u00edtica dos governos de concilia\u00e7\u00e3o de classes. Independentemente da ret\u00f3rica governamental, o governo Lula representa os interesses da autocracia burguesa no Brasil. Portanto, desse governo os comunistas n\u00e3o podem esperar nenhuma mudan\u00e7a significativa para realizar as transforma\u00e7\u00f5es que o pa\u00eds necessita no interesse dos trabalhadores. Nestas circunst\u00e2ncias, o PCB se posiciona, nesta Confer\u00eancia, reafirmando nossas decis\u00f5es congressuais: em oposi\u00e7\u00e3o ao bloco burgu\u00eas no poder e reafirmando nossa independ\u00eancia pol\u00edtica e org\u00e2nica em rela\u00e7\u00e3o ao governo Lula.<\/p>\n<p>Diante dessa conjuntura, constatamos que muitos setores do movimento sindical, social e popular, al\u00e9m dos partidos pol\u00edticos de esquerda, v\u00eam sendo chamados demagogicamente para participar daquilo que o governo denomina \u201creconstru\u00e7\u00e3o nacional\u201d e muitos ca\u00edram nesse conto de fadas, deixando em segundo plano a organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, da juventude, a luta nas ruas, por terra e moradia. Trata-se de um grave erro, pois o que pode mudar efetivamente a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as no pa\u00eds \u00e9 exatamente a mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e das trabalhadoras, as lutas nas ruas e a organiza\u00e7\u00e3o nos locais de trabalho, estudo e moradia. S\u00f3 a press\u00e3o organizada das massas poder\u00e1 romper o pacto das elites e apontar um caminho na dire\u00e7\u00e3o do poder popular e do socialismo.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a t\u00e1tica de luta contra o fascismo que o governo diz implementar. A pretexto da luta contra o golpismo, tanto o governo quanto setores ligados \u00e0 concilia\u00e7\u00e3o de classes buscam direcionar as manifesta\u00e7\u00f5es e a luta popular contra o golpismo e o fascismo para bandeiras mais abstratas como a simples defesa da democracia e assim criar um ambiente incapaz de enfrentar o inimigo real, deixando ainda relegada a um segundo plano a luta pela revoga\u00e7\u00e3o das contrarreformas. Ou seja, por tr\u00e1s de tudo isso, existe a tentativa de rebaixar o horizonte das reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores e das trabalhadoras. Nessas condi\u00e7\u00f5es, \u00e9 fundamental se realizar um esfor\u00e7o redobrado e perseverante para explicar pacientemente aos trabalhadores, trabalhadoras e \u00e0 juventude os limites e perigos do projeto de concilia\u00e7\u00e3o de classe, de forma a que todos compreendam a necessidade de se construir uma alternativa de fato popular para a conjuntura brasileira.<\/p>\n<p>Os comunistas avaliam que existe a necessidade de luta em duas frentes: de um lado um combate firme ao fascismo em todas as suas manifesta\u00e7\u00f5es, para o qual \u00e9 necess\u00e1ria uma unidade de a\u00e7\u00e3o que re\u00fana todas as for\u00e7as antifascistas dispostas efetivamente a lutar nas ruas contra essas for\u00e7as. De outro, estaremos na primeira linha na luta pela revoga\u00e7\u00e3o das contrarreformas, pela organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e trabalhadoras nos seus locais de trabalho, moradia, estudo e nas ruas, para mudar a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as e, acima de tudo, avan\u00e7ar na constru\u00e7\u00e3o da frente anticapitalista e anti-imperialista rumo ao poder popular e ao socialismo.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o brasileira e os aliados da revolu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o brasileira s\u00f3 ser\u00e1 vitoriosa se for compreendida como um fen\u00f4meno de massas, ou seja, o processo revolucion\u00e1rio dever\u00e1 contar com a presen\u00e7a de milh\u00f5es e milh\u00f5es de trabalhadores dispostos a derrotar a burguesia e encaminhar o pa\u00eds no rumo da constru\u00e7\u00e3o socialista. Como um pa\u00eds continental, integrante do sistema mundial imperialista, com mais de 200 milh\u00f5es de habitantes, elevado \u00edndice de industrializa\u00e7\u00e3o, com concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o do capital, grande concentra\u00e7\u00e3o urbana, com a maioria das pessoas vivendo nas cidades, o processo revolucion\u00e1rio brasileiro ter\u00e1 um enorme impacto na geopol\u00edtica mundial.<\/p>\n<p>Com um capitalismo completo, no sentido da industrializa\u00e7\u00e3o, do assalariamento, da estrutura de classes bem definida entre burguesia e proletariado, com o capitalismo tamb\u00e9m hegem\u00f4nico tanto nas cidades quanto no campo e um enorme proletariado concentrado nas grandes metr\u00f3poles, a Confer\u00eancia Pol\u00edtica Nacional reafirma as resolu\u00e7\u00f5es do XVI Congresso de que a revolu\u00e7\u00e3o brasileira tem car\u00e1ter socialista e dever\u00e1 ser realizada a partir das grandes cidades, onde pulsa mais firmemente a luta de classes. Isso significa uma revolu\u00e7\u00e3o de massas, dirigida pelo proletariado, com a participa\u00e7\u00e3o de todas as for\u00e7as interessadas na supera\u00e7\u00e3o do capitalismo e a constru\u00e7\u00e3o da sociedade socialista.<\/p>\n<p>Reafirmar o car\u00e1ter socialista da revolu\u00e7\u00e3o significa dizer que o PCB n\u00e3o realizar\u00e1 nenhum acordo com a burguesia e que a luta revolucion\u00e1ria brasileira tem como n\u00facleo central o proletariado da cidade e do campo, pela pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o que este ocupa no capitalismo brasileiro. A esse contingente dever\u00e3o somar-se os setores da pequena burguesia em contradi\u00e7\u00e3o com o capitalismo, os pequenos agricultores e aut\u00f4nomos, podendo-se aliar nesse processo os movimentos sociais, populares, os intelectuais progressistas e todos aqueles que estejam dispostos a se incorporarem objetivamente na luta pelas transforma\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas na dire\u00e7\u00e3o do poder popular e do socialismo.<\/p>\n<p>O poder popular que proclamamos tem que ser entendido na sua exata dimens\u00e3o: n\u00e3o \u00e9 uma alian\u00e7a formal de partidos de esquerda, mas uma longa constru\u00e7\u00e3o de um processo revolucion\u00e1rio que envolver\u00e1 todos os trabalhadores, a juventude, os movimentos sociais e populares, numa luta por dentro e por fora da ordem, num processo que busque superar a fragmenta\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, buscar a unidade de todos os oprimidos e oprimidas, um programa que unifique as demandas populares, visando a consolida\u00e7\u00e3o de um bloco oper\u00e1rio e popular que busque a emancipa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e das trabalhadoras.<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter socialista da revolu\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o implica na aus\u00eancia de media\u00e7\u00f5es na luta concreta dos trabalhadores e trabalhadoras e na din\u00e2mica da luta de classes imediata, mas elimina as ilus\u00f5es reformistas. Nesse sentido, estaremos na linha de frente das batalhas em defesa das reivindica\u00e7\u00f5es imediatas da classe trabalhadora, como a luta por emprego, sal\u00e1rio, direitos, condi\u00e7\u00f5es de trabalho, demandas pela democratiza\u00e7\u00e3o da terra, contra as discrimina\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e orienta\u00e7\u00e3o sexual, bem como contra o racismo, a viol\u00eancia policial e os ataques aos povos ind\u00edgenas. Ou seja, estaremos contra todas as a\u00e7\u00f5es e opress\u00f5es que reforcem a ordem do capital.<\/p>\n<p>Os comunistas tamb\u00e9m avaliam que, para realizar essas tarefas, \u00e9 fundamental desenvolver um trabalho no sentido de buscar a reorganiza\u00e7\u00e3o do movimento sindical e popular que esteja \u00e0 altura da luta de classes atual, uma vez que a maioria das organiza\u00e7\u00f5es sociais tradicionais se transformaram em instrumento de freio para a luta dos trabalhadores e trabalhadoras. Sendo assim, \u00e9 necess\u00e1rio um grande esfor\u00e7o nacional para que o movimento sindical planeje a realiza\u00e7\u00e3o de um Encontro Nacional das Classes trabalhadoras (Enclat), no momento em que estiverem amadurecidas as condi\u00e7\u00f5es para a realiza\u00e7\u00e3o deste evento, de forma a que todos possamos discutir uma alternativa para o pa\u00eds na perspectiva dos trabalhadores e trabalhadoras.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o brasileira ter\u00e1 como tarefa a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade socialista pr\u00f3spera, com a implementa\u00e7\u00e3o do poder popular e a busca incessante por uma vida feliz para todos os trabalhadores e trabalhadoras. Como todos sabemos, n\u00e3o se pode prever todos os desdobramentos que se manifestar\u00e3o no processo revolucion\u00e1rio, mas a experi\u00eancia tem nos ensinado que a burguesia, sempre que tem seu poder contestado, apela para a viol\u00eancia de todas as formas visando derrotar a luta revolucion\u00e1ria empreendida pela classe trabalhadora. Desta forma, os comunistas n\u00e3o descartam nenhuma forma de resist\u00eancia \u00e0 viol\u00eancia da burguesia na luta revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u00c9 for\u00e7a, a\u00e7\u00e3o, aqui \u00e9 o Partid\u00e3o!<\/p>\n<p>Governe quem governe, direitos se defendem!<\/p>\n<p>Pelo Poder Popular! Rumo ao Socialismo e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da sociedade comunista!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31860\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[26],"tags":[219,246],"class_list":["post-31860","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c25-notas-politicas-do-pcb","tag-manchete","tag-np"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8hS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31860","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31860"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31860\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31862,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31860\/revisions\/31862"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}