{"id":31978,"date":"2024-08-14T21:34:55","date_gmt":"2024-08-15T00:34:55","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=31978"},"modified":"2024-08-14T21:34:55","modified_gmt":"2024-08-15T00:34:55","slug":"olimpiadas-estetica-e-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31978","title":{"rendered":"Olimp\u00edadas, est\u00e9tica e pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31979\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31978\/bo-zhang-kkcae9qjdxy-unsplash-1\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bo-zhang-kkcae9qjdxy-unsplash-1.webp?fit=1024%2C685&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1024,685\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"bo-zhang-kkcae9qjdxy-unsplash-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bo-zhang-kkcae9qjdxy-unsplash-1.webp?fit=747%2C500&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-large wp-image-31979\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bo-zhang-kkcae9qjdxy-unsplash-1.webp?resize=747%2C500&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bo-zhang-kkcae9qjdxy-unsplash-1.webp?resize=900%2C602&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bo-zhang-kkcae9qjdxy-unsplash-1.webp?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bo-zhang-kkcae9qjdxy-unsplash-1.webp?resize=768%2C514&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bo-zhang-kkcae9qjdxy-unsplash-1.webp?w=1024&amp;ssl=1 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Por Mauro Luis Iasi<br \/>\nBLOG DA BOITEMPO<\/p>\n<p>Se os que se dizem revolucion\u00e1rios n\u00e3o conseguem ver beleza em Bias, Anas, Dudas, Rebecas, Simones, Izaquias, Valdenices, Pios e tantos outros e outras&#8230; bom, a revolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 morta por dentro.<\/p>\n<p>\u201cOs melhores fascistas obedecem em sil\u00eancio e trabalham com disciplina.<br \/>\nN\u00f3s dizemos: primeiro os deveres, depois os direitos.\u201d<br \/>\nBenito Mussolini<\/p>\n<p>Adoro Olimp\u00edadas, aguardo ansioso por quatro anos, assisto tudo que posso, tor\u00e7o e me emociono. Mesmo sabendo de todas as suas determina\u00e7\u00f5es na era do capital, da mercantiliza\u00e7\u00e3o e do fetiche. Gostar dos jogos n\u00e3o implica que, como todo chato, voc\u00ea resista a fazer an\u00e1lises e considera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>S\u00e3o muitas as camadas que poder\u00edamos aqui trazer \u00e0 nossa reflex\u00e3o. As Olimp\u00edadas s\u00e3o a express\u00e3o clara da sociedade da livre concorr\u00eancia e da meritocracia, na qual muitos disputam e poucos ganham. Em Paris, neste ano de 2024, foram 11.400 atletas em 48 modalidades, sendo que somente 144 chegaram ao p\u00f3dio. Desde 1895, quando os jogos da era moderna come\u00e7aram, foram distribu\u00eddas, no total, 15.683 medalhas, ou seja, um pouco mais do que o n\u00famero de atletas neste ano. Caso consideremos as qualificat\u00f3rias pr\u00e9-ol\u00edmpicas, o funil \u00e9 ainda maior.<\/p>\n<p>Os jogos s\u00e3o, ainda, uma met\u00e1fora perfeita da ordem jur\u00eddica, na qual pessoas diferentes s\u00e3o tratadas diante das mesmas regras, como se n\u00e3o houvesse fatores econ\u00f4micos, sociais, pol\u00edticos e culturais envolvidos. Todo mundo \u00e9 igual diante do Comit\u00ea Ol\u00edmpico, o que permite que Eti\u00f3pia, Nig\u00e9ria, Tajiquist\u00e3o e pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina voltem para casa orgulhosos de suas medalhas. No quadro final de medalhas, no entanto, o que resulta \u00e9 o G7 na frente. Diante das regras e normas igualit\u00e1rias, temos vencedores subindo ao p\u00f3dio e um mar de perdedores do terceiro lugar para baixo.<\/p>\n<p>Podemos lembrar, tamb\u00e9m, da ideologia da incr\u00edvel supera\u00e7\u00e3o de quem vem de baixo e galga os p\u00edcaros de ouro e prata do Olimpo. Saindo de cidades e bairros pobres, da mis\u00e9ria e das favelas, contra tudo e contra todos, abrindo com abnega\u00e7\u00e3o e for\u00e7a seu caminho at\u00e9 a gl\u00f3ria.<\/p>\n<p>No entanto, o que gostaria de destacar aqui \u00e9 o aspecto est\u00e9tico. Aparentemente, as Olimp\u00edadas s\u00e3o uma verdadeira democracia de corpos. Se voc\u00ea \u00e9 baixinha ou baixinho, pode disputar a gin\u00e1stica ol\u00edmpica, se \u00e9 alta demais e sofria bullying na escola, por exemplo, pode ir para o basquete ou v\u00f4lei. Pode ser muito magra e disputar as corridas ou mesmo gordinhos podem ser \u00f3timos nos arremessos de disco e peso, ou se darem bem no jud\u00f4. No entanto, como na democracia pol\u00edtica, as apar\u00eancias enganam e a virtuosa diversidade, aqui tamb\u00e9m, \u00e9 base para preconceitos.<\/p>\n<p>Nossas maravilhosas campe\u00e3s ol\u00edmpicas no v\u00f4lei de praia sofreram muito com o \u00f3dio destilado pelos dedos covardes nos \u00e1geis teclados das redes sociais, ao que parece, porque n\u00e3o eram bonitas e seus cabelos n\u00e3o eram apropriados ao Olimpo. Por algum tipo de norma n\u00e3o escrita, seguida \u00e0 risca por estes imbecis, uma jogadora de v\u00f4lei feminino deve usar biqu\u00ednis min\u00fasculos para mostrar seu corpo escultural, suas majestosas pernas, sua barriguinha chapada, seios pequenos e n\u00e1degas firminhas, al\u00e9m de cabelos lisos e sedosos, de prefer\u00eancia louros, para esvoa\u00e7ar ao vento.<\/p>\n<p>Nem mesmo a maior atleta de nosso tempo, Simone Biles, escapou do ju\u00edzo est\u00e9tico e das cr\u00edticas severas ao seu cabelo. A primeira mulher negra dos EUA a conquistar uma medalha ol\u00edmpica (em Londres, 2012), Gabrielle Douglas, foi duramente criticada porque seu cabelo n\u00e3o correspondia ao padr\u00e3o das atletas loiras. Uma pessoa d\u00e1 um salto numa altura improv\u00e1vel, faz um duplo mortal para tr\u00e1s com dupla pirueta e o cara vai direto olhar para o joanete no close do p\u00e9. Simone Biles, no excelente document\u00e1rio de Katie Walsh (Netflix), nos diz daqueles que criticam seu cabelo com seu sorriso maravilhoso: \u201cisso de um cara que n\u00e3o consegue nem dar uma cambalhota\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do evidente preconceito est\u00e9tico e, neste caso, claramente racista, fica expl\u00edcito o preconceito de classe. Duda \u00e9 de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o (SE) e Ana Patr\u00edcia de Espinosa (MG). Parece que n\u00e3o s\u00e3o pessoas de nossa melhor sociedade que circulam nas festas e clubes chiques da Barra, no Rio de Janeiro, e nas badaladas academias de S\u00e3o Paulo. Como se atrevem a desfilar seus corpos normais e cabelos duros entre as deusas e, pior, ganhar delas.<\/p>\n<p>Entendo o desespero dos racistas ao ver um p\u00f3dio da gin\u00e1stica como tr\u00eas mulheres negras olhando l\u00e1 de cima para eles afundados com seu ressentimento no sof\u00e1 da sala. Deve ser parecido com o que sentiu Hitler diante da vit\u00f3ria de Jesse Owens nas Olimp\u00edadas de 1936 na Berlim nazista.<\/p>\n<p>No auge da Guerra Fria, quando n\u00f3s de esquerda torc\u00edamos para os sovi\u00e9ticos e os atletas do leste europeu, o discurso \u00e9 que no mundo livre o esporte era a comprova\u00e7\u00e3o da liberdade, enquanto l\u00e1 atr\u00e1s da cortina de ferro as crian\u00e7as eram sequestradas e afastadas de seus pais, submetidas a dur\u00edssimas condi\u00e7\u00f5es de treinamento para que como rob\u00f4s condicionados se transformassem em f\u00e1bricas de medalhas assim com Alexei Stakhanov arrancava carv\u00e3o da mina sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Entretanto, no mesmo document\u00e1rio aqui citado de Katie Walsh, ficamos sabendo que os EUA contrataram um casal de romenos, ex-treinadores de Nadia Com\u0103neci, para que treinassem atletas em s\u00e9rie com uma disciplina militar e produtivista, sem nenhuma considera\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 sa\u00fade mental, enquanto o m\u00e9dico da equipe, Larry Nasser, abusava sexualmente das meninas. Tudo isto sob as grades vermelhas e brancas de uma bandeira cheia de estrelas da liberdade. Entre as meninas estava a grande Simone Biles, que desistiu dos jogos de T\u00f3quio porque seu corpore sanus se desencontrou de sua mente que sofria.<\/p>\n<p>Mas, ent\u00e3o, por que assistir aos jogos, ir \u00e0s l\u00e1grimas com conquistas e chorar com derrotas? Por que perder seu tempo com bolinhas e bolas, petecas e pesos, flechas e dardos, quimonos e collants?<\/p>\n<p>Vejam, como tudo nesta vida e no modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, as Olimp\u00edadas s\u00e3o contradit\u00f3rias, isto \u00e9, da mesma forma que s\u00e3o a express\u00e3o desta sociedade desumana e cruel, tamb\u00e9m s\u00e3o express\u00e3o da vida que pulsa e resiste contra a ordem que a oprime. Devemos evitar a todo custo o risco do manique\u00edsmo. Diante da incr\u00edvel vit\u00f3ria da maravilhosa Bia Souza, os dedos \u00e1geis nos teclados das redes, desta vez de esquerda, se apressaram em refor\u00e7ar a necess\u00e1ria den\u00fancia contra o governo genocida de Netanyahu, como se a derrotada fosse o pr\u00f3prio sionismo. Certo, todos n\u00f3s guardamos um pouco de bile no f\u00edgado e n\u00e3o nos conformamos com os russos fora das Olimp\u00edadas enquanto ucranianos e israelenses disputam suas medalhas, mas da\u00ed a impor a uma atleta a responsabilidade do sionismo e do massacre aos palestinos vai uma grande dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um bom exemplo da arquitetura do preconceito, do ju\u00edzo pr\u00e9vio e burro das generaliza\u00e7\u00f5es. Bia n\u00e3o lutou contra o sionismo, lutou contra Raz Hershko, atleta, medalhista de prata, muito simp\u00e1tica, que aceitou sua derrota com esp\u00edrito ol\u00edmpico, sorridente e olhando com admira\u00e7\u00e3o para a grande Bia. Em 1936, no epis\u00f3dio que lembramos quando Jesse Owens alcan\u00e7ou sua marca de ouro, seu principal advers\u00e1rio, Luz Long, alem\u00e3o e loirinho, correu para abra\u00e7\u00e1-lo e dar a volta ol\u00edmpica junto a Owens diante da desaprova\u00e7\u00e3o do nazista na tribuna de honra. Assim funciona o preconceito, eu apago o que estou vendo, uma atleta simp\u00e1tica, e colo nela a figura lament\u00e1vel de sua na\u00e7\u00e3o. Odeio o nazismo e o sionismo genocida, mas gosto muito de um alem\u00e3o de fam\u00edlia judaica que me ensina h\u00e1 bastante tempo que as fronteiras n\u00e3o deveriam dividir os povos.<\/p>\n<p>O que fazer diante dos atletas que nascem e lutam no seio de nossa classe e nas condi\u00e7\u00f5es que o capitalismo lhes imp\u00f4s de sofrimento e, muitas vezes, mis\u00e9ria, que furam a bolha e chegam ao p\u00f3dio ou numa participa\u00e7\u00e3o de supera\u00e7\u00e3o incr\u00edvel? Dever\u00edamos critic\u00e1-los por servir de exemplo de meritocracia, acus\u00e1-los de n\u00e3o ficar entre os pobres lutando contra o capitalismo? Acredito que n\u00e3o.<\/p>\n<p>Devemos abra\u00e7\u00e1-los com todo carinho e alegria, porque, como eles todos dizem, n\u00e3o chegaram ao p\u00f3dio sozinhos, carregam seus pais e amigos, sua cidade, seu quilombo, sua cor e sua classe, com seus joanetes, les\u00f5es, cabelos e a alma repleta de cicatrizes.<\/p>\n<p>Um jornalista esportivo, Marcelo Barreto, disse, com raz\u00e3o, que aquele que n\u00e3o se emociona com a Bia dizendo que \u201cfoi pela v\u00f3, m\u00e3e\u2026 foi pela v\u00f3\u201d, est\u00e1 morto por dentro. Eu digo que, se os que se dizem revolucion\u00e1rios n\u00e3o conseguem ver beleza em Bias, Anas, Dudas, Rebecas, Simones, Izaquias, Valdenices, Pios e tantos outros e outras\u2026 bom, a revolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 morta por dentro.<\/p>\n<p>Mauro Iasi \u00e9 professor aposentado da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, professor convidado do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7o Social da PUC de S\u00e3o Paulo, educador popular e militante do PCB. \u00c9 autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia (Boitempo, 2002) e colabora com os livros Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil e Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente. Na TV Boitempo, apresenta o Caf\u00e9 Bolchevique, um encontro mensal para discutir conceitos-chave da tradi\u00e7\u00e3o marxista a partir de reflex\u00f5es sobre a conjuntura.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"rNHd3Yy4ia\"><p><a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2024\/08\/14\/olimpiadas-estetica-e-politica\/\">Olimp\u00edadas, est\u00e9tica e&nbsp;pol\u00edtica<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Olimp\u00edadas, est\u00e9tica e&nbsp;pol\u00edtica&#8221; &#8212; Blog da Boitempo\" src=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2024\/08\/14\/olimpiadas-estetica-e-politica\/embed\/#?secret=RnlfuYfZM7#?secret=rNHd3Yy4ia\" data-secret=\"rNHd3Yy4ia\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/31978\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[65,9,10],"tags":[224],"class_list":["post-31978","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c78-internacional","category-s10-internacional","category-s19-opiniao","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8jM","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31978"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31978\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31981,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31978\/revisions\/31981"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}