{"id":32020,"date":"2024-08-28T20:47:22","date_gmt":"2024-08-28T23:47:22","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=32020"},"modified":"2024-08-28T20:47:22","modified_gmt":"2024-08-28T23:47:22","slug":"nachtigall-o-batalhao-nazista-da-otan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32020","title":{"rendered":"Nachtigall, o batalh\u00e3o nazista da OTAN"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"32021\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32020\/unnamed-2-2\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/unnamed-2-1.jpg?fit=705%2C470&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"705,470\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"unnamed (2)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/unnamed-2-1.jpg?fit=705%2C470&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-32021\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/unnamed-2-1.jpg?resize=705%2C470&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"705\" height=\"470\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/unnamed-2-1.jpg?w=705&amp;ssl=1 705w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/unnamed-2-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 705px) 100vw, 705px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Goul\u00e3o &#8211; ABRIL ABRIL<\/p>\n<p>Nachtigall \u00e9 o nome escolhido pelo 3.\u00ba Batalh\u00e3o do 14.\u00ba regimento separado da For\u00e7a A\u00e9rea Ucraniana que participa da invas\u00e3o da R\u00fassia iniciada em 6 de agosto, uma opera\u00e7\u00e3o que tinha como alvo \u2013 fracassado \u2013 a destrui\u00e7\u00e3o da central nuclear de Kursk. Se concretizado, seria mais um crime de guerra a se somar \u00e0 longa lista dos que devem ser associados ao regime nazi-banderista ucraniano criado e pago desde 2014 pela OTAN e a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>O objetivo desta tentativa terrorista de causar uma trag\u00e9dia humana de dimens\u00f5es incalcul\u00e1veis a partir dos arredores da pequena cidade de Kurchatov era de tal maneira estrat\u00e9gico para um ex\u00e9rcito ucraniano a se desmoronar que, perante o fracasso, a junta de Kiev tentou substitu\u00ed-lo pela destrui\u00e7\u00e3o \u2013 ou pelo menos a desativa\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica da central nuclear de Zaporizhia \u2013 a maior da Ucr\u00e2nia e atualmente sob controle russo. Os dois drones que atingiram exatamente o mesmo ponto do sistema de refrigera\u00e7\u00e3o \u2013 o que exclui automaticamente a hip\u00f3tese de engano e de andarem \u00e0 deriva \u2013 foram lan\u00e7ados por Kiev e quanto a isso n\u00e3o existem quaisquer d\u00favidas. Tanto mais que, estando a central sob controle russo, a possibilidade de o ataque ter sido cometido pelas tropas de Moscou s\u00f3 pode ser admitida por pol\u00edticos e comentadores mentalmente transtornados ou viciados em mentiras sem p\u00e9s nem cabe\u00e7a destinadas a um vasto rebanho de ac\u00e9falos.<\/p>\n<p>O objetivo priorit\u00e1rio do regime ucraniano parece ser o de provocar uma imensa trag\u00e9dia nuclear com a esperan\u00e7a de que do caos emerja a sua sobreviv\u00eancia. Uma estrat\u00e9gia de desespero, no que \u00e9 acompanhado por sociopatas que, sob v\u00e1rias bandeiras, abundam no ventre da OTAN.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica (AIEA), essa organiza\u00e7\u00e3o da ONU sofrendo de um vi\u00e9s nazi-banderista como a casa-m\u00e3e, parece andar ainda \u00e0 procura dos respons\u00e1veis por estas a\u00e7\u00f5es desesperadas, em estado de nega\u00e7\u00e3o perante as evid\u00eancias, o que a deixa supor afetada por igual transtorno.<\/p>\n<p>O batalh\u00e3o Nachtigall faz quest\u00e3o de se distinguir, tamb\u00e9m para fins midi\u00e1ticos, no quadro desta invas\u00e3o ucraniana, fazendo cair pela base a j\u00e1 t\u00e3o desvalorizada tese ocidental de que \u00abna Ucr\u00e2nia n\u00e3o h\u00e1 nazistas\u00bb.<\/p>\n<p>Mais fidelidade nazista n\u00e3o existe<br \/>\nPois bem, o batalh\u00e3o Nachtigall, integrado \u00e0s for\u00e7as armadas ucranianas \u2013 e como tal uma pe\u00e7a militar reconhecida pelos comandos de Kiev e Bruxelas, com todas as suas caracter\u00edsticas e simbologia \u2013 \u00e9 a \u00abressurrei\u00e7\u00e3o\u00bb da uma unidade com a mesma designa\u00e7\u00e3o que no in\u00edcio dos anos quarenta do s\u00e9culo passado integrou a Abwehr, o servi\u00e7o de intelig\u00eancia militar nazista, na ocasi\u00e3o comandado por Wilhelm Franz Canaris, durante as opera\u00e7\u00f5es para exterminar a resist\u00eancia sovi\u00e9tica \u00e0 invas\u00e3o alem\u00e3 iniciada nos territ\u00f3rios bielorrusso e ucraniano.<\/p>\n<p>Conta-nos a Hist\u00f3ria, n\u00e3o aquela fic\u00e7\u00e3o de cordel que continua a ser reescrita por \u00abhistoriadores\u00bb ucranianos e de pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia \u2013 aben\u00e7oada pelo Parlamento Europeu \u2013 que o batalh\u00e3o Nachtigall caprichou no genoc\u00eddio encomendado pelo regime nazista, de tal maneira que foram muitos os seus membros agraciados com medalhas de \u00abhero\u00edsmo\u00bb do Terceiro Reich.<\/p>\n<p>O batalh\u00e3o Nachtigall, juntamente com o batalh\u00e3o Roland, formaram a Legi\u00e3o Ucraniana sob comando alem\u00e3o na pessoa de Theodor Oberl\u00e4nder, escolhido devido \u00e0 sua especialidade em \u00abpsicologia \u00e9tnica\u00bb e \u00e0 sua arreigada defesa da \u00ablimpeza \u00e9tnica da popula\u00e7\u00e3o polaca\u00bb, uma vez que, dizia, \u00aba Pol\u00f4nia tem oito milh\u00f5es de habitantes a mais\u00bb. Segundo Oberl\u00e4nder, \u00aba \u00e9tnica \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o da guerra por outros meios sob o manto da paz\u00bb; \u00abo princ\u00edpio insano do nacionalismo do Estado domina a regi\u00e3o do Leste da Europa e combat\u00ea-lo \u00e9 uma luta que continua com um objetivo: o exterm\u00ednio\u00bb.<\/p>\n<p>A Legi\u00e3o Ucraniana ocupou-se em transformar as palavras do comandante alem\u00e3o em realidade no territ\u00f3rio ucraniano da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, dirigida no terreno por Roman Shukhevych, uma figura que \u00e9 hoje um deus para Zelensky e o seu regime, com o nome em ruas, pra\u00e7as e est\u00e1dios, est\u00e1tuas em sua honra e sepultura na zona dos \u00abher\u00f3is da independ\u00eancia\u00bb num cemit\u00e9rio de Kiev. Jaz ao lado de Stepan Bandera e outros criminosos de guerra que inspiram a ideologia dominante \u2013 e \u00fanica permitida \u2013 na Ucr\u00e2nia \u00abpura\u00bb de hoje, sustentada de todas as maneiras poss\u00edveis pela OTAN e a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Dezenas de milhares de pessoas foram assassinadas durante as mais de 50 opera\u00e7\u00f5es de exterm\u00ednio conduzidas pelos batalh\u00f5es Nachtigall e Roland: judeus, russos e outros cidad\u00e3os sovi\u00e9ticos, principalmente ucranianos, polacos, h\u00fangaros e de muitas outras origens numa sociedade com grande riqueza multi\u00e9tnica como era a Ucr\u00e2nia Sovi\u00e9tica desses dias. No ano de 1941, Bandera e os seus pares proclamaram a independ\u00eancia da Ucr\u00e2nia em Lvov, sob prote\u00e7\u00e3o da Alemanha nazista \u2013 que estaria contra essa op\u00e7\u00e3o, de acordo com absurdas teses hist\u00f3ricas agora muito em voga; o presidente designado foi outro criminoso de guerra: Yaroslav Stetsko, igualmente venerado pelo regime atual.<\/p>\n<p>Em grande parte das a\u00e7\u00f5es de exterm\u00ednio, os batalh\u00f5es da Legi\u00e3o Ucraniana tiveram a colabora\u00e7\u00e3o alem\u00e3 direta do Einsatzgruppen, que se ocupou preferencialmente da liquida\u00e7\u00e3o dos judeus; Bandera e os seus pares preferiam acabar com os polacos, os h\u00fangaros e os sovi\u00e9ticos. No entanto, Stetsko era considerado \u00abum proeminente tenente de Bandera e um extremista antissemita\u00bb.<\/p>\n<p>Quando ao comandante Shukhevych, \u00e0 cabe\u00e7a do batalh\u00e3o Nachtigall, deixou o seu nome diretamente associado ao sangrento massacre de Gal\u00edcia-Vol\u00ednia, ao \u00abmassacre dos professores\u00bb de Lvov e aos fuzilamentos em massa realizados em Vinnytsia, em Julho de 1941.<\/p>\n<p>Os batalh\u00f5es Nachtigall e Roland acabaram por fundir-se, igualmente sob tutela nazista, na Organiza\u00e7\u00e3o Nacionalista Ucraniana (OUN), cuja fac\u00e7\u00e3o de Bandera, OUN-B, ficou sob o comando do mesmo Shukhevych; e no Ex\u00e9rcito Insurgente Ucraniano (UPA). Ambos os grupos terroristas foram considerados os \u00abembri\u00f5es\u00bb do futuro ex\u00e9rcito ucraniano.<\/p>\n<p>E o \u00abfuturo\u00bb ex\u00e9rcito ucraniano, como o de hoje, tem igualmente o seu Batalh\u00e3o Nachtigall, sob a mesma bandeira de servi\u00e7o a Hitler: uma \u00e1guia imperial em fundo negro e ostentando um tridente ucraniano no corpo.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil deduzir que a escolha desse nome para uma unidade do ex\u00e9rcito ucraniano traduz em linha reta a fidelidade ao ide\u00e1rio nazista, dotado com a componente ucraniana inspirada em Stepan Bandera e outros criminosos de guerra seus companheiros.<\/p>\n<p>Quanto ao mentor \u00abpsico-\u00e9tnico\u00bb alem\u00e3o deste eficaz aparelho de exterm\u00ednio, Theodor Oberl\u00e4nder, acabou tranquilamente os seus dias em Bona, j\u00e1 em 1991, como ativista anti-imigra\u00e7\u00e3o; tornou-se genericamente conhecido como \u00abcientista\u00bb e nunca foi julgado pelo passado nazista, \u00abpor falta de provas\u00bb e ser alvo de \u00abvelhas mentiras sovi\u00e9ticas\u00bb. Antes disso, mas em pleno p\u00f3s-guerra, fora ministro federal para as Pessoas Deslocadas, Refugiados e V\u00edtimas da Guerra de 1953 a 1960 e membro do Bundestag (Parlamento Alem\u00e3o ocidental) de 1953 a 1961 e de 1963 a 1965. Enfim, uma carreira nazista reciclada em modos \u00abcient\u00edfico\u00bb e pol\u00edtico ao servi\u00e7o do \u00abbem comum\u00bb ocidental, dos \u00abnossos valores\u00bb, da \u00abnossa civiliza\u00e7\u00e3o contra a barb\u00e1rie\u00bb.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 novo, \u00e9 mais evidente<\/p>\n<p>O Nachtigall \u00e9 um batalh\u00e3o nazista do ex\u00e9rcito ucraniano e usa nas suas fardas a simbologia dos seus antepassados integrados nas tropas hitlerianas. Ora, o Nachtigall combate com armas da OTAN, \u00e9 orientado no terreno pelos avan\u00e7ados meios eletr\u00f4nicos e de localiza\u00e7\u00e3o da OTAN, \u00e9 financiado pela OTAN, apoiado politicamente pela OTAN, nasceu e age como um instrumento da OTAN a servi\u00e7o dos interesses terroristas e expansionistas da OTAN. Logo, na pr\u00e1tica, \u00e9 um batalh\u00e3o nazista da OTAN. Os formalismos de linguagem s\u00e3o in\u00fateis neste caso.<\/p>\n<p>Acresce que, ao contr\u00e1rio do que \u00e9 usual dizer-se a prop\u00f3sito da extrema-direita e dos nacionalismos que percorrem a Europa, o Nachtigall e os bandos do mesmo tipo n\u00e3o s\u00e3o neonazistas nem neofascistas, conceitos demasiado vagos para lhes associar comportamentos e a\u00e7\u00f5es retintamente nazistas, pr\u00f3prias do nazifascismo original. S\u00e3o nazistas puros e duros, neste caso particularizados pelo banderismo.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga verifica-se com a corrente sionista, hoje largamente dominante, e que emana do nazifascismo inspirador dos grupos terroristas sionistas fi\u00e9is \u00e0 ideologia de Volodimyr Jabotinsky \u2013 por sinal de origem ucraniana \u2013 um deus para o governo e a classe pol\u00edtica do Estado de Israel.<\/p>\n<p>Um simples racioc\u00ednio aristot\u00e9lico revela-nos que a OTAN recorre ao nazifascismo como parte do seu arsenal de metodologias para tentar governar o mundo, preservar a ordem totalit\u00e1ria \u00abbaseada em regras\u00bb, expandir-se muito para l\u00e1 do Atl\u00e2ntico Norte, imp\u00f4r uma \u00abciviliza\u00e7\u00e3o\u00bb militar, cultural, colonial e imperial a todos os povos do mundo.<\/p>\n<p>E o faz, nunca \u00e9 demais insistir, em nome da \u00abdemocracia\u00bb, dos \u00abdireitos humanos\u00bb, do \u00abdireito internacional\u00bb \u2013 a que n\u00e3o se submete \u2013 e dos valores mais nobres da humanidade, aviltando-os sem pudor.<\/p>\n<p>A OTAN e, por extens\u00e3o, a Uni\u00e3o Europeia e os governos dos Estados-membros desta alian\u00e7a com duas faces recorrem assim ao nazifascismo sem o assumir e dizendo at\u00e9 combat\u00ea-lo, com uma hipocrisia que nem admite contradit\u00f3rio enquanto constrangem os direitos de express\u00e3o e de opini\u00e3o, muletas indispens\u00e1veis, no entanto, dos seus discursos mec\u00e2nicos, insens\u00edveis e mentirosos. A OTAN e a Uni\u00e3o Europeia, por defini\u00e7\u00e3o, desprezam as pessoas enquanto asseguram agir em seu nome n\u00e3o hesitando em recorrer ao nazismo e ao fascismo \u2013 respons\u00e1veis pelo sacrif\u00edcio de milh\u00f5es de seres humanos.<\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria que nunca renegou o fascismo<\/p>\n<p>\u00c9 um fato hist\u00f3rico que a OTAN, desde a origem, nunca rejeitou o know-how, a experi\u00eancia e metodologias comportamentais do nazifascismo. Os nomes das figuras de proa hitlerianas e mussolinianas branqueadas sem qualquer avalia\u00e7\u00e3o do seu passado pr\u00f3ximo para servirem o processo de cria\u00e7\u00e3o e enraizamento da OTAN, e da pr\u00f3pria Uni\u00e3o Europeia, integram um rol que pode e deve ser um indispens\u00e1vel libelo acusat\u00f3rio contra o percurso de tr\u00eas quartos de s\u00e9culo daquilo a que hoje se chama \u00abdemocracia liberal\u00bb. Afinal o regime de sonho da selvajaria econ\u00f3mica neoliberal.<\/p>\n<p>A OTAN, tamb\u00e9m nunca \u00e9 demais lembr\u00e1-lo, nasceu com o fascismo no seu bojo, atrav\u00e9s da presen\u00e7a do Estado Novo salazarista. Recorreu, d\u00e9cada ap\u00f3s d\u00e9cada, a organiza\u00e7\u00f5es terroristas clandestinas, como a Gladio, em nada distingu\u00edveis em termos ideol\u00f3gicos e comportamentais \u2013 o banditismo \u2013 de gangues que alimenta e utiliza, sem o assumir, como o Nachtigall, o Azov, os cumpridores da pr\u00e1tica sionista, a al-Qaida e os seus incont\u00e1veis heter\u00f4nimos, o crime organizado sob a forma de extremismos religiosos, pol\u00edticos e at\u00e9 disfar\u00e7ados de \u00abcausas sociais\u00bb t\u00e3o falsas como manipuladoras. Um complexo sistema de terror, domina\u00e7\u00e3o, expans\u00e3o e controle pol\u00edtico e social, mental e cultural, sob uma tenta\u00e7\u00e3o ditatorial policiada e militarizada.<\/p>\n<p>Haver\u00e1 sempre quem esteja disposto a dizer que os casos como o do Nachtigall s\u00e3o isolados e n\u00e3o podem entorpecer apoios \u00abfraternos e solid\u00e1rios\u00bb como os que o Ocidente dedica ao regime ucraniano, que ali\u00e1s fez nascer sob a metodologia de golpe de Estado, t\u00e3o do gosto de institui\u00e7\u00f5es ocidentais como a OTAN e a Uni\u00e3o Europeia, sejam elas \u00abcoloridas\u00bb ou sob a cor \u00fanica do sangue humano. Se uma andorinha n\u00e3o faz a Primavera, como tanto se repete, um \u00abrouxinol\u00bb, animal que corresponde ao termo alem\u00e3o Nachtigall, tamb\u00e9m n\u00e3o pode ensombrar as organiza\u00e7\u00f5es acima de qualquer suspeita instaladas em Bruxelas, que a \u00abdemocracia liberal\u00bb n\u00e3o obriga a se submeter ao sufr\u00e1gio popular.<\/p>\n<p>Sabemos bem que este argumento segundo o qual as manifesta\u00e7\u00f5es \u00abde neonazismo\u00bb ucraniano n\u00e3o passam de casos isolados \u2013 t\u00e3o querido de telejornais e correlativos, bem-falantes ou de mau gosto, com a finesse da \u00abrefer\u00eancia\u00bb ou o pimba da vulgaridade popularucha, temperado ou n\u00e3o com venturismo \u2013 faz o seu caminho gra\u00e7as ao monstruoso aparelho de manipula\u00e7\u00e3o social que tenta nos esmagar o pensamento.<\/p>\n<p>Podemos, por\u00e9m, aprofundar o assunto e assinalar o valioso e util\u00edssimo trabalho que a OTAN fez e faz ao assessorar, financiar, armar e treinar t\u00e9cnica e operacionalmente o movimento Azov, o expoente do nazi-banderismo na Ucr\u00e2nia. O Movimento Azov come\u00e7ou por ser uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-policial nascida da m\u00faltipla descend\u00eancia do Partido Nacional-Social da Ucr\u00e2nia e do movimento Svoboda; teve (e tem) tamb\u00e9m como base ideol\u00f3gica o nacionalismo ucraniano sob a forma de nazismo no quadro da inser\u00e7\u00e3o de grupos armados, como o Nachtigall, nas hordas hitlerianas; e, em termos de l\u00edderes, o Azov idolatra as figuras de Stepan Bandera e Roman Shukhevych; atualmente, o ide\u00f3logo do grupo e de toda a estrat\u00e9gia da \u00abUcr\u00e2nia pura\u00bb \u00e9 o chamado \u00abf\u00fchrer branco\u00bb, Andriy Biletsky, cuja ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00abdirigir as ra\u00e7as brancas na cruzada final contra o mundo governado pelos semitas\u00bb, frase que hoje diz que n\u00e3o disse \u2013 \u00aboutros\u00bb quiseram tram\u00e1-lo. No entanto, as suas teses racistas em livro s\u00e3o ensinadas nas escolas ucranianas e nos \u00abcampos de f\u00e9rias\u00bb, nos quais crian\u00e7as e adolescentes, apenas ucranianos considerados \u00abpuros\u00bb, recebem prepara\u00e7\u00e3o militar e treinam o manuseio de armas de guerra.<\/p>\n<p>Depois do golpe ocidental de Maidan, o movimento Azov ganhou rapidamente relev\u00e2ncia. E de mil\u00edcia de bandidos banderistas policiando as ruas das grandes cidades transformou-se em corpo aut\u00f4nomo da Guarda Nacional e, pouco tempo depois, em pilar estrat\u00e9gico e de doutrina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das for\u00e7as armadas ucranianas.<\/p>\n<p>Hoje, depois da a\u00e7\u00e3o empenhada da OTAN, um complexo universo de unidades militares sob a designa\u00e7\u00e3o Azov tem um papel fundamental na organiza\u00e7\u00e3o, op\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es das tropas ucranianas. Essa teia integra, entre outras unidades, o 98.\u00ba Batalh\u00e3o de Defesa Territorial Azov-Dnipro; o 225.\u00ba e o 226.\u00ba batalh\u00f5es de reconhecimento de Kharkov; a Companhia de Tanques Azov, com papel primordial na defesa de Kharkov; as unidades Azov Prykarpattia e Poltava; o Regimento Kraken, uma unidade de for\u00e7as especiais dos servi\u00e7os de intelig\u00eancia militar; a Unidade Separada Lubart, na Volynia; e a 72.\u00aa Brigada Mecanizada do Ex\u00e9rcito Ucraniano.<\/p>\n<p>Para prest\u00edgio da \u00abnossa civiliza\u00e7\u00e3o\u00bb<\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 tempo, perante a hecatombe de provas, de o Ocidente reconhecer e admitir que tem o nazifascismo no seu arsenal \u00abcivilizacional\u00bb. O fato de organiza\u00e7\u00f5es nazi-banderistas como o Nachtigall exibirem ostensivamente as ra\u00edzes ideol\u00f3gicas hitlerianas deixa os seus patrocinadores e ac\u00f3litos expostos como mentirosos incompetentes, uma situa\u00e7\u00e3o confrangedora que nem o sofisticado aparelho de propaganda globalista consegue disfar\u00e7ar.<\/p>\n<p>Apesar disso, nada acontece para retirar a doutrina ocidental do beco sem sa\u00edda a que a preserva\u00e7\u00e3o desesperada dos interesses coloniais e imperiais a conduziram. A circunst\u00e2ncia de estar desmontada e desmascarada, de fio a pavio, na fraternidade com o nazifascismo parece ser o menor dos seus males.<\/p>\n<p>Afinal s\u00e3o dados hist\u00f3ricos indesment\u00edveis que Bush e a OTAN invadiram o Afeganist\u00e3o e o Iraque em nome da \u00abciviliza\u00e7\u00e3o\u00bb e contra a \u00abbarb\u00e1rie\u00bb; que a Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica estuprou e assassinou Kaddafi \u00e0 baioneta e devastou, eliminando-o como tal, um pa\u00eds como a L\u00edbia porque a \u00abciviliza\u00e7\u00e3o\u00bb n\u00e3o contemporiza com a \u00abbarb\u00e1rie\u00bb; que \u00e9 preciso hipotecar o presente e o futuro dos povos da Europa para que sobreviva o regime nazi-banderista de Kiev, de modo a que a \u00abciviliza\u00e7\u00e3o\u00bb n\u00e3o seja subjugada pela \u00abbarb\u00e1rie\u00bb; que a ilha secessionista e explorada \u00e0 americana de Taiwan conserve o seu toque neoliberal e ocidental de modo a que a \u00abciviliza\u00e7\u00e3o\u00bb n\u00e3o se extinga nos confins da \u00c1sia e a aben\u00e7oada ilha n\u00e3o se avilte na voragem da \u00abbarb\u00e1rie\u00bb circundante; que, como todos os dias repete o chefe da \u00ab\u00fanica democracia no Oriente M\u00e9dio\u00bb, Benjamin Netanyahu, a carnificina na Palestina e as desesperadas tentativas para que o Ocidente entre em guerra com o Ir\u00e3 assegurem a eterniza\u00e7\u00e3o da \u00abciviliza\u00e7\u00e3o\u00bb naquela zona, cortando as vasas \u00e0 \u00abbarb\u00e1rie\u00bb que se apropriou dos nossos preciosos hidrocarbonetos e perturba a vertente do cristianismo encantada com o fascismo sionista.<\/p>\n<p>Numa frase inspirada, t\u00e3o sens\u00edvel, rom\u00e2ntica, genial e com aquela fina sensibilidade pr\u00f3pria do humanismo ocidental, o inimit\u00e1vel Borrell, antes de substitu\u00eddo pela fascista Kallas, apelou-nos para que defendamos o \u00abnosso jardim\u00bb da barb\u00e1rie que o cerca.<\/p>\n<p>Se o nazi-fascismo-banderismo-sionismo \u00e9 um instrumento n\u00e3o s\u00f3 \u00fatil como essencial para o cumprimento eterno de tal objectivo, n\u00f3s, os predestinados ocidentais, ser\u00edamos ing\u00eanuos, uns trouxas incur\u00e1veis se a ele n\u00e3o recorr\u00eassemos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32020\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[65,10],"tags":[],"class_list":["post-32020","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c78-internacional","category-s19-opiniao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8ks","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32020","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32020"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32020\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32022,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32020\/revisions\/32022"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32020"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32020"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32020"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}