{"id":3203,"date":"2012-07-20T17:41:04","date_gmt":"2012-07-20T17:41:04","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3203"},"modified":"2012-07-20T17:41:04","modified_gmt":"2012-07-20T17:41:04","slug":"pcb-homenageia-jose-montenegro-de-lima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3203","title":{"rendered":"PCB homenageia Jos\u00e9 Montenegro de Lima"},"content":{"rendered":"\n<p>Na \u00faltima semana, durante Ato Pol\u00edtico do VI Congresso da Uni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC), o Partido Comunista Brasileiro, a UJC e a Funda\u00e7\u00e3o Dinarco Reis homenagearam o militante do PCB desaparecido em 1975 Jos\u00e9 Montenegro de Lima (<em>in memorian<\/em>) com a Medalha Dinarco Reis. Recebeu a homenagem Francisco Montenegro de Lima, irm\u00e3o mais novo de Jos\u00e9, que participou do evento.<\/p>\n<p><strong>Quem foi Jos\u00e9 Montenegro de Lima<\/strong><\/p>\n<p>Nascido no Estado do Cear\u00e1 no ano de 1948, Jos\u00e9 Montenegro de Lima desde cedo conheceu os problemas dos trabalhadores brasileiros, a seca, a fome, a mis\u00e9ria eram cen\u00e1rios comuns na inf\u00e2ncia de \u201cMonte\u201d (como era conhecido)<\/p>\n<p>Foi estudar em fortaleza onde entrou em contato pela primeira vez com as id\u00e9ias comunistas, id\u00e9ias que preenchia de conte\u00fado a indigna\u00e7\u00e3o de quem teve contato desde cedo com as mazelas de uma sociedade dividida em classes sociais.<\/p>\n<p>Assim Jos\u00e9 Montenegro de Lima toma conhecimento da milit\u00e2ncia da Juventude Comunista, vindo ele pr\u00f3prio a se tornar um militante comunista, que logo se destacaria pela sua disciplina, coragem, senso critico e coletivo.<\/p>\n<p>Com o golpe civil militar de 1964, ser comunista passou a ser um crime de seguran\u00e7a nacional, e mesmo ainda levando uma vida legal, muitos comunistas foram indiciados e passaram a ser perseguidos. Monte foi indiciado no IPM da UNE junto com mais de mil estudantes. As dificuldades de trabalho e estudo cedo come\u00e7aram a se manifestar e, aos poucos, \u201cMonte\u201d foi obrigado a viver refugiado dentro de seu pr\u00f3prio pa\u00eds, pois considerava leg\u00edtimo o direito de manifestar-se politicamente como qualquer cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>A partir de 1969, com a intensifica\u00e7\u00e3o da persegui\u00e7\u00e3o, o chamado endurecimento do regime, muitos comunistas passam a total clandestinidade, dentre eles Jos\u00e9 Montenegro de Lima, j\u00e1 ent\u00e3o respons\u00e1vel pelo trabalho com a Juventude, que passa a viajar e morar em v\u00e1rios lugares diferentes. Mesmo nos momentos mais duros da clandestinidade, Montenegro n\u00e3o perdia sua caracter\u00edstica de bo\u00eamio e apaixonado pela vida, a exemplo de em 1974, quando n\u00e3o hesitou de pular o carnaval em Salvador.<\/p>\n<p>Em 29 de Setembro 1975, quando tinha apenas 27 anos e era membro da diretoria da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes T\u00e9cnicos Industriais, foi preso no bairro de Bela Vista em S\u00e3o Paulo por quatro agentes policias, consta que foi levado para a sede do DOI CODI \/ SP. Ele seria visto ainda por outros presos pol\u00edticos na mesma data nas depend\u00eancias do DOI CODI.<\/p>\n<p>Segundo documentos oficiais da Marinha, Jos\u00e9 Montenegro de Lima foi detido no dia 30 de Setembro, e tais documentos n\u00e3o pronunciam mais nada. Segundo relatos no livro Desaparecidos Pol\u00edticos, Montenegro teria sido levado do DOI CODI para um sitio clandestino, de onde nunca mais foi visto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3203\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-3203","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c56-memoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-PF","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3203","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3203"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3203\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3203"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3203"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3203"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}