{"id":32074,"date":"2024-09-16T20:46:22","date_gmt":"2024-09-16T23:46:22","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=32074"},"modified":"2024-09-16T20:46:22","modified_gmt":"2024-09-16T23:46:22","slug":"vania-bambirra-um-breve-convite-a-sua-obra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32074","title":{"rendered":"V\u00e2nia Bambirra: um breve convite \u00e0 sua obra"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"32075\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32074\/vania-bambirra\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Vania-Bambirra.jpg?fit=592%2C568&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"592,568\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Vania-Bambirra\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Vania-Bambirra.jpg?fit=592%2C568&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-32075\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Vania-Bambirra.jpg?resize=592%2C568&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"592\" height=\"568\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Vania-Bambirra.jpg?w=592&amp;ssl=1 592w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Vania-Bambirra.jpg?resize=300%2C288&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 592px) 100vw, 592px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Fernando Correa Prado<\/p>\n<p>A editora Express\u00e3o Popular acaba de publicar A revolu\u00e7\u00e3o cubana: uma reinterpreta\u00e7\u00e3o, de V\u00e2nia Bambirra (1940-2015). Tal publica\u00e7\u00e3o \u00e9 a deixa para este breve convite a conhecer a \u2013 ou a se aprofundar na \u2013 obra de uma das mais brilhantes marxistas brasileiras que a luta de classes na Am\u00e9rica Latina e Caribe produziu. Apresentaremos aqui algumas refer\u00eancias gerais e caracter\u00edsticas de sua obra que podem ajudar nesta tarefa.<\/p>\n<p>A come\u00e7ar pelo importante trabalho realizado pelo Memorial-Arquivo V\u00e2nia Bambirra1, que re\u00fane, preserva e difunde sua obra. Esta p\u00e1gina disponibiliza grande parte do acervo de V\u00e2nia Bambirra, entre os quais, para o objetivo de apresenta\u00e7\u00e3o geral, destacaria uma primeira refer\u00eancia: o Memorial escrito pela pr\u00f3pria Bambirra em 19912, ao ser reintegrada no quadro docente da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), onde havia sido professora entre 1962 at\u00e9 o golpe empresarial-militar de 1964.<\/p>\n<p>Com uma forma a s\u00f3 tempo objetiva e po\u00e9tica, seu Memorial conta, por suas pr\u00f3prias m\u00e3os, a trajet\u00f3ria de uma mulher que foi militante da Organiza\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria Marxista-Pol\u00edtica Oper\u00e1ria (Polop) e que tamb\u00e9m fazia trabalho militante junto \u00e0s Ligas Camponesas; que se graduou em Sociologia e Pol\u00edtica e tamb\u00e9m em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica na UFMG; que foi convidada por Darcy Ribeiro a compor os quadros de uma universidade necess\u00e1ria (a ent\u00e3o UnB); que foi perseguida pela ditadura empresarial-militar e viveu clandestinamente por dois anos, at\u00e9 conseguir escapar para seu primeiro ex\u00edlio, no Chile, em 1966, onde trabalhou Centro de Estudos Socioecon\u00f4micos (Ceso) da Universidade do Chile; que seguiu militando e buscando conhecer as determina\u00e7\u00f5es particulares do capitalismo em Nuestra Am\u00e9rica com o objetivo de formar e informar a pr\u00e1tica revolucion\u00e1ria socialista; que pensou e debateu a economia pol\u00edtica da liberta\u00e7\u00e3o da mulher e a transi\u00e7\u00e3o ao socialismo; que precisou rumar para o segundo ex\u00edlio com o golpe contra a Unidade Popular em 1973 no Chile, partindo para o M\u00e9xico, onde se inseriu concursada na Universidade Nacional Aut\u00f4noma do M\u00e9xico (Unam), mantendo e aprofundando seu olhar cr\u00edtico sobre a realidade; que buscou estudar na teoria e na pr\u00e1tica a quest\u00e3o candente de nossa era: a transi\u00e7\u00e3o ao socialismo, com revis\u00e3o profunda de Marx, Engels e Lenin e tamb\u00e9m dando sequ\u00eancia a seus conhecimentos sobre Cuba revolucion\u00e1ria; que n\u00e3o arrefeceu sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e sua posi\u00e7\u00e3o de defesa do socialismo, tendo participado, junto com outros exiliados, da articula\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de uma nova organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, com vistas na possibilidade de regresso ao Brasil, at\u00e9 que, em 1979, com a anistia pol\u00edtica, finalmente retornou a seu pa\u00eds e seguiu sua atividade pol\u00edtica, vinculando-se ent\u00e3o ao Partido Democr\u00e1tico Trabalhista (PDT), at\u00e9 romper com este partido no ano 2000; que nunca se furtou \u00e0 pol\u00edtica, ao bom debate, \u00e0 cr\u00edtica e \u00e0 autocr\u00edtica; e que deixou uma obra expressiva, profunda e imprescind\u00edvel para nossa tradi\u00e7\u00e3o marxista3.<\/p>\n<p>Outro trabalho fundamental para adentrar na vida e obra de V\u00e2nia Bambirra \u00e9 o belo document\u00e1rio titulado V\u00e2nia: a hist\u00f3ria de uma revolucion\u00e1ria, produzido por Carla Ferreira e Mathias Seibel. Trata-se de um trabalho muito cuidadoso e preciso (em ambos os sentidos da palavra), tamb\u00e9m dispon\u00edvel na p\u00e1gina de seu Memorial-Arquivo4. Em texto e em v\u00eddeo, esses documentos formam a melhor porta de entrada para a trajet\u00f3ria de V\u00e2nia Bambirra.<\/p>\n<p>Nesta trajet\u00f3ria, h\u00e1 ao menos cinco caracter\u00edsticas que gostaria de registrar e que constam na apresenta\u00e7\u00e3o que escrevi para a edi\u00e7\u00e3o brasileira de seu livro O capitalismo dependente latino-americano ([1972] 2012) \u2013 quarenta anos depois de sua publica\u00e7\u00e3o original. Ali mencionei: i) sua agudeza na leitura do pr\u00f3prio per\u00edodo hist\u00f3rico, ii) sua ambi\u00e7\u00e3o intelectual, iii) sua convic\u00e7\u00e3o socialista, iv) sua postura cr\u00edtica e v) sua capacidade de superar certas estruturas sociais estabelecidas. V\u00e2nia Bambirra foi capaz de estar sempre atinada para as grandes quest\u00f5es de seu tempo, de analiz\u00e1-las com profundidade, de se pautar pela constru\u00e7\u00e3o do socialismo em nossa realidade concreta, de estar aberta ao debate e \u00e0 cr\u00edtica e de se manter firme diante da opress\u00e3o de g\u00eanero que perpassava (e ainda perpassa) a vida de uma mulher no processo de socializa\u00e7\u00e3o capitalista. Sua obra, que pode ser consultada na quase totalidade no referido Memorial-Arquivo e que vem ganhando novas edi\u00e7\u00f5es e homenagens5, revela bem essas caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>E revela tamb\u00e9m que, apesar dessa trajet\u00f3ria, ou mesmo devido a ela, trata-se de uma obra ainda n\u00e3o devidamente conhecida ou aprofundada em todo seu potencial pela tradi\u00e7\u00e3o marxista no Brasil. Inclusive a recente publica\u00e7\u00e3o a que fizemos refer\u00eancia no in\u00edcio \u00e9 sintom\u00e1tica neste sentido. Escrita entre o final de 1972 e o in\u00edcio de 1973, durante o primeiro ex\u00edlio de V\u00e2nia Bambirra, no Chile, somente em 2024 ganhou uma edi\u00e7\u00e3o em seu pa\u00eds natal. Hist\u00f3ria semelhante por aqui teve outra de suas importantes obras \u2013 O capitalismo dependente latino-americano \u2013, que tamb\u00e9m foi escrita no Chile entre 1970 e 1972, mas que s\u00f3 seria traduzida e publicada no Brasil em 2014, pela editoria Insular. Faltam ainda serem traduzidos e publicados, por exemplo, Diez a\u00f1os de insurrecci\u00f3n en Am\u00e9rica Latina (1971), compila\u00e7\u00e3o feita por Bambirra de diversas an\u00e1lises da conjuntura de pa\u00edses latino-americanos, com uma an\u00e1lise introdut\u00f3ria dela titulada \u201cAscenso y descenso del movimento popular e insurreccional em Latinoam\u00e9rica\u201d, ou ent\u00e3o de seu livro Teor\u00eda de la dependencia: uma anticr\u00edtica, de 1978, ou mesmo o livro La estrategia y la t\u00e1ctica socialistas de Marx y Engels a Lenin, escrito em conjunto com Theot\u00f4nio dos Santos e publicado em 1981.<\/p>\n<p>Esses percursos editoriais sinalizam precisamente aquele aspecto a que fizemos men\u00e7\u00e3o: uma obra riqu\u00edssima, que se insere na tradi\u00e7\u00e3o marxista produzida no calor da luta de classes na Am\u00e9rica Latina e no Caribe, mas que ainda precisa ser mais plenamente incorporada na tradi\u00e7\u00e3o marxista brasileira, com tudo que isso implica em termos de aprofundamento do conhecimento cr\u00edtico de sua obra. Neste sentido, se confunde em boa medida com a trajet\u00f3ria da teoria marxista da depend\u00eancia: embora reconhecida, reeditada, estudada e divulgada em diversos pa\u00edses de Nuestra Am\u00e9rica, no Brasil esse legado teve um caminho particular, ao ser combatido pela ditadura empresarial-militar, mas tamb\u00e9m pela crescente hegemonia liberal, anti-trabalhista e anticomunista que perpassou a reorganiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora nas d\u00e9cadas de 1980 e 19906.<\/p>\n<p>Pois bem, nos \u00faltimos quinze anos aproximadamente tem havido uma recupera\u00e7\u00e3o da teoria marxista da depend\u00eancia no pa\u00eds e, com ela, um paulatino reconhecimento do lugar da obra de V\u00e2nia Bambirra na tradi\u00e7\u00e3o marxista em geral, e na teoria marxista da depend\u00eancia em particular. Aprofundar esse conhecimento \u00e9 essencial para fortalecer ainda mais a tradi\u00e7\u00e3o marxista no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>BAMBIRRA, Va\u0302nia. Diez an\u0303os de insurreccio\u0301n en Ame\u0301rica Latina. Santiago de Chile: Prensa Latinoamericana, 1971.<\/p>\n<p>______. La revolucio\u0301n cubana: una reintepretacio\u0301n. Santiago de Chile: Prensa Latinoamericana, 1973.<\/p>\n<p>______. Teori\u0301a de la dependencia: una anticri\u0301tica. Me\u0301xico DF: ERA, 1978.<\/p>\n<p>______. A teoria marxista da transic\u0327a\u0303o e a pra\u0301tica socialista. Brasi\u0301lia: Ed. da UnB, 1993.<\/p>\n<p>______. O capitalismo dependente latino-americano. Trad. de Fernando Correa Prado e Marina Machado Gouvea. Floriano\u0301polis, 2012.<\/p>\n<p>BAMBIRRA, Va\u0302nia e Dos SANTOS. Theto\u0302nio. La estrategia y la ta\u0301ctica socialista de Marx y Engels a Lenin. Tomo 1. Me\u0301xico DF: ERA, 1980.<\/p>\n<p>______. La estrategia y la ta\u0301ctica socialista de Marx y Engels a Lenin. Tomo 2. Me\u0301xico DF: ERA, 1981.<\/p>\n<p>PRADO, Fernando Correa. \u201cHisto\u0301ria de um na\u0303o-debate: a trajeto\u0301ria da teoria marxista da depende\u0302ncia no Brasil\u201d, Revista Comunicac\u0327a\u0303o &amp; Poli\u0301tica, vol. 29, no2, maio- agosto de 2011.<\/p>\n<p>PRADO, Fernando Correa e CASTELO, Rodrigo. \u201cO ini\u0301cio do fim? Notas sobre a teoria marxista da depende\u0302ncia no Brasil contempora\u0302neo\u201d. In: Revista Pensata, vol. 3, n. 1, 2013.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1 Ver: www.ufrgs.br\/vaniabambirra<\/p>\n<p>2 Ver: https:\/\/www.ufrgs.br\/vaniabambirra\/memorial-academico-e-indice-geral\/memorial-academico-unb\/<\/p>\n<p>3 A concepc\u0327a\u0303o de \u201ctradic\u0327a\u0303o\u201d aqui usada pode ser sintetizada nas palavras de Jose\u0301 Carlos Maria\u0301tegui em seu texto sobre \u201cHeterodoxia de la tradicio\u0301n\u201d, de 1927 (2010, p. 160): \u201cNa\u0303o se deve identificar a tradic\u0327a\u0303o com os tradicionalistas. O tradicionalismo \u2013 na\u0303o me refiro a\u0300 doutrina filoso\u0301fica, mas a uma atitude poli\u0301tica e sentimental que termina invariavelmente em conservadorismo \u2013 e\u0301, na verdade, o maior inimigo da tradic\u0327a\u0303o. Porque se obstina interessadamente em defini-la, com um conjunto de reli\u0301quias inertes e si\u0301mbolos extintos. E em compendia\u0301-la numa receita parca e u\u0301nica. A tradic\u0327a\u0303o, em contraste, se caracteriza precisamente por sua resiste\u0302ncia a se deixar apreender numa fo\u0301rmula herme\u0301tica\u201d.<\/p>\n<p>4 Ver: https:\/\/www.ufrgs.br\/vaniabambirra\/documentario\/<\/p>\n<p>5 Importante lembrar aqui do II Semin\u00e1rio Nacional e I Semin\u00e1rio Internacional Economia, Pol\u00edtica e Depend\u00eancia, ligado ao Grupo de Pesquisa Estado, Direito e Capitalismo Dependente (UFAL), que ocorreu nos dias 20 e 31 de outubro de 2020, de forma virtual devido \u00e0 pandemia, e cuja tem\u00e1tica era em homenagem aos 80 anos que V\u00e2nia Bambirra completaria naquele ano. Os v\u00eddeos deste semin\u00e1rio est\u00e3o dispon\u00edveis no seguinte enlace: &lt;https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PL3I-m7kVxlXHl9XHoNs2GxxeRArTzsfOL&gt;. Tamb\u00e9m em 2020 o portal Marxismo21 organizou um dossi\u00ea em sua homenagem: &lt;https:\/\/marxismo21.org\/vania-bambirra-80-anos-1940-2015\/&gt;.<\/p>\n<p>6 Sobre essa trajet\u00f3ria da teoria marxista da depend\u00eancia no Brasil, conferir, por exemplo: Prado (2011); Prado e Castelo (2013).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32074\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[66,10],"tags":[225],"class_list":["post-32074","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c79-nacional","category-s19-opiniao","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8lk","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32074","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32074"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32074\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32076,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32074\/revisions\/32076"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32074"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32074"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32074"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}