{"id":3212,"date":"2012-07-23T15:56:56","date_gmt":"2012-07-23T15:56:56","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3212"},"modified":"2012-07-23T15:56:56","modified_gmt":"2012-07-23T15:56:56","slug":"ditadura-brasileira-soube-do-golpe-contra-allende-um-mes-antes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3212","title":{"rendered":"Ditadura brasileira soube do golpe contra Allende um m\u00eas antes"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Documentos secretos do Itamaraty comprovam que a ditadura brasileira sabia do golpe de estado no Chile mais de um m\u00eas antes do presidente Salvador Allende (foto) ser deposto, refor\u00e7am a tese de que golpistas brasileiros foram, ao lado dos Estados Unidos, os principais articuladores do golpe que derrubou o primeiro presidente socialista eleito pelo voto popular no mundo, e ainda demonstram o intenso monitoramento das atividades dos exilados brasileiros que viviam naquele pa\u00eds. A reportagem \u00e9 de Najla Passos.<\/strong><\/p>\n<p>16.7.2012<\/p>\n<p><strong>Bras\u00edlia<\/strong> &#8211; Documentos secretos do Itamaraty, agora abertos \u00e0 consulta p\u00fablica no Arquivo Nacional, comprovam que a ditadura brasileira sabia que iria ocorrer um golpe de estado no Chile mais de um m\u00eas antes do presidente Salvador Allende ser deposto, em 11 de setembro de 1973. E refor\u00e7am a tese defendida por pesquisadores da Opera\u00e7\u00e3o Condor de que os militares brasileiros e seus aliados civis foram, ao lado dos Estados Unidos, os principais articuladores do golpe que derrubou o primeiro presidente socialista eleito pelo voto popular no mundo.<\/p>\n<p>Os documentos foram produzidos pelo Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Exterior (Ciex), o servi\u00e7o secreto criado pelo Itamaraty em 1966 para auxiliar a ditadura brasileira a combater o chamado \u201cperigo vermelho\u201d. Al\u00e9m de demonstrarem a proximidade entre a diplomacia brasileira e os militares golpistas chilenos, revelam que os exilados e banidos brasileiros no Chile tiveram todos seus passos monitorados pelo Ciex, a servi\u00e7o do Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00e3o (SNI), o temido \u00f3rg\u00e3o central de intelig\u00eancia do governo ditatorial.<\/p>\n<p>No dia 8 de agosto de 1973, 35 dias antes do golpe, o Informe n\u00ba 389, n\u00e3o assinado, alertava a ditadura brasileira de que os altos chefes militares chilenos haviam realizada uma reuni\u00e3o secreta, seis dias antes, na base a\u00e9rea El Bosque, em Santiago, para examinar \u201cas v\u00e1rias medidas adotadas pelos militares brasileiros quando da revolu\u00e7\u00e3o de 31 de mar\u00e7o de 1964, a fim de determinar em que tal experi\u00eancia poderia ser \u00fatil ao Chile\u201d. Conforme o documento, eles discutiram tamb\u00e9m a conjuntura chilena e o papel das for\u00e7as armadas do pa\u00eds perante a crise.<\/p>\n<p>Pelo relato do Ciex, estiveram presentes \u00e0 reuni\u00e3o o comandante-chefe da For\u00e7a A\u00e9rea Chilena, general-aviador Cesar Ruiz, o comandante da 1\u00aa Zona Naval, Ernesto Jobet, representando o vice-almirante Jos\u00e9 Tur\u00edbio, e o diretor da Avia\u00e7\u00e3o Naval, comandante Ernesto Huber Von Hapen, al\u00e9m de diversos oficiais reformados da Marinha e da Aeron\u00e1utica. Ruiz havia afirmado que o Chile \u201cestava sob o fio da navalha\u201d e que a ades\u00e3o a um poss\u00edvel golpe militar se alastrava pelas for\u00e7as armadas.<\/p>\n<p>No informe, os diplomatas brasileiros avaliam que, desde que come\u00e7aram a discutir um poss\u00edvel golpe contra o \u201cgoverno marxista de Allende\u201d, as for\u00e7as armadas chilenas sempre respeitaram a hierarquia militar e procuraram firmar a maior coes\u00e3o poss\u00edvel entre elas para derrotar o presidente marxista.<\/p>\n<p>O documento termina elogiando uma entrevista coletiva concedida \u00e0 imprensa chilena pelo general Alfredo Canales, que lan\u00e7ara as bases para a constitui\u00e7\u00e3o da Junta Unificadora Nacional (JUN), o partido pol\u00edtico que viria a dar sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0 ditadura. Segundo o informe, \u201cessa coroa\u00e7\u00e3o pode servir para coroar os esfor\u00e7os, at\u00e9 aqui desenvolvidos clandestinamente, de motivar os militares para uma interven\u00e7\u00e3o contra o governo marxista de Salvador Allende\u201d. Ao final, o Ciex registra a seguinte nota: \u201cO presente informe n\u00e3o poder\u00e1 ser difundido para servi\u00e7os de informa\u00e7\u00f5es estrangeiros\u201d.<\/p>\n<p>No mesmo dia, o Ciex emitiu o Informe n\u00ba 390, sobre o agravamento da situa\u00e7\u00e3o no Chile. \u201cMais uma vez, em menos de 60 dias, a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica chilena torna-se grav\u00edssima. O governo parece ter perdido virtualmente o controle do pa\u00eds\u201d, diz o documento. De acordo com o Itamaraty, o fracasso das conversa\u00e7\u00f5es entre Allende e o presidente do Partido Democrata Crist\u00e3o (PDC), a continuidade da greve nos transportes, a anunciada ades\u00e3o do com\u00e9rcio \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o e a escalada terrorista, que teria somado mais de 200 atentados nos \u00faltimos 15 dias, seriam o pano de fundo para a crise.<\/p>\n<p>O Informe relata ainda que Allende estaria planejando realizar uma reforma ministerial para incluir militares no seu staff, como forma de responsabiliz\u00e1-los pela manuten\u00e7\u00e3o da ordem no pa\u00eds. Para o Itamaraty, a medida prejudicaria uma poss\u00edvel \u201cinterven\u00e7\u00e3o\u201d (termo a que se referiam ao golpe).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s relatar o desgaste do governo perante os militares, com a antecipa\u00e7\u00e3o da reforma de dois generais e outras medidas, o documento do CIEX alerta que circulam boatos de que o golpe poder\u00e1 ocorrer nas pr\u00f3ximas 24 horas.<\/p>\n<p>No dia seguinte, o Informe n\u00ba 393 se desculpa pelas informa\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias do dia anterior, justificadas pelo \u201cr\u00e1pido desenrolar dos acontecimentos\u201d. Relata que, de fato, conforme antecipado, foram designados quatro militares para os cargos de ministros de estado. Um deles era o pr\u00f3prio o comandante-chefe da For\u00e7a A\u00e9rea Chilena, general-aviador Cesar Ruiz, que havia participado da reuni\u00e3o secreta para discutir o golpe, no dia 2.<\/p>\n<p>E mesmo apesar dos militares terem aceitado integrar o staff do governo socialista de Allende, o documento era taxativo: \u201catualmente existe um verdadeiro consenso da oficialidade das for\u00e7as armadas chilenas no sentido de que a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds \u00e9 a interven\u00e7\u00e3o militar, por\u00e9m o problema continua sendo o de uma lideran\u00e7a efetiva para o movimento\u201d. O Itamaraty avalia, tamb\u00e9m, que a falta de uma lideran\u00e7a era o motivo pelo qual, desde a tentativa frustrada de golpe em junho, tr\u00eas outras rebeli\u00f5es estiveram a ponto de estourar, mas foram abortadas.<\/p>\n<p>Os documentos n\u00e3o fazem nenhuma refer\u00eancia ao general Augusto Pinochet, que viria a ser a principal lideran\u00e7a do golpe. tido at\u00e9 ent\u00e3o por muitos como pessoa ligada \u00e0 Allende.<\/p>\n<p>O documento tamb\u00e9m tece coment\u00e1rios sobre a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Chile e a cria\u00e7\u00e3o da JUR. \u201c\u00c9 inevit\u00e1vel concluir que um movimento armado contra o governo marxista de Salvador Allende \u00e9 inevit\u00e1vel, por\u00e9m tanto poder\u00e1 ocorrer nos pr\u00f3ximos dias como em um prazo mais longo\u201d.<\/p>\n<p>No dia 13 de agosto, o Informe n\u00ba 396 levanta a insatisfa\u00e7\u00e3o das for\u00e7as armadas chilenas com a nomea\u00e7\u00e3o dos quatro militares para o staff do governo. \u201cConsideram os militares que Allende teria, com esta manobra, visado a um duplo objetivo: ganhar tempo para que as esquerdas continuem se fortalecendo e provocar a desmoraliza\u00e7\u00e3o das for\u00e7as armadas\u201d, diz o documento.<\/p>\n<p>Segundo o Itamaraty, a impress\u00e3o predominante nas for\u00e7as armadas chilenas \u00e9 que os ministros militares nada poder\u00e3o fazer para resolver a crise chilena e que, procurando tomar medidas acertadas, tudo o que lograr\u00e3o \u00e9 desgastar ou comprometer as devidas for\u00e7as. \u201cPor isso mesmo, a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para o problema chileno \u00e9 o golpe militar, ao qual s\u00f3 o Ex\u00e9rcito ainda se mostra, em parte, hesitante\u201d, defende.<\/p>\n<p>O Informe n\u00ba 402, de 20 de agosto, \u00e9 decisivo para demonstrar a proximidade das autoridades diplom\u00e1ticas brasileiras e os militares insurgentes, que planejavam o golpe. O n\u00edvel de detalhamento das informa\u00e7\u00f5es obtidas pelo Itamaraty \u00e9 revelador. O documento relata o agravamento da crise, com o pedido de demiss\u00e3o do general Cesar Ruiz do cargo de ministro de Obras P\u00fablicas.<\/p>\n<p>Segundo o Ciex, era poss\u00edvel observar forte inquieta\u00e7\u00e3o na marinha e na aeron\u00e1utica. A exce\u00e7\u00e3o era o ex\u00e9rcito chileno, em fun\u00e7\u00e3o do forte respeito hier\u00e1rquico a figura do general Carlos Pratz e outros cinco ou seis generais simpatizantes do regime ou defensores da tese legalista. \u201cDiante desta quadro, fontes id\u00f4neas e bem situadas consideram poss\u00edvel um desenlace nos pr\u00f3ximos dias, podendo culminar com a queda do governo Allende\u201d.<\/p>\n<p>Monitoramento dos exilados<\/p>\n<p>Outro Informe, produzido no dia seguinte, demonstra que o Itamaraty mantinha total controle das atividades dos exilados e banidos brasileiros que, \u00e0 \u00e9poca, vivam no pa\u00eds. O Informe n\u00ba 404 relata que, durante as 48 horas que precederam a posse do novo minist\u00e9rio, toda a esquerda chilena em condi\u00e7\u00f5es de atuar fora mobilizada para evitar uma nova tentativa de golpe contra Allende.<\/p>\n<p>O documento afirma tamb\u00e9m que, segundo alguns asilados brasileiros ligados ao Partido Comunista Chileno (PCCh), a t\u00e1tica do partido \u00e0 \u00e9poca era tentar equilibrar a situa\u00e7\u00e3o, pelo menos pelos pr\u00f3ximos seis meses, porque a pior crise econ\u00f4mica estaria por vir, em novembro pr\u00f3ximo. Ainda segundo o informe, ap\u00f3s fevereiro de 1974, haveria um al\u00edvio considerado, devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o do governo. Os brasileiros respons\u00e1veis pelas informa\u00e7\u00f5es grampeadas seriam Almino Afonso, Ulrich Hoffman reger e Armando Ziller.<\/p>\n<p>O Informe observava ainda que a t\u00e1tica do Partido Socialista (PS) era<\/p>\n<p>reprimir os militantes de ultraesquerda para justificar a repress\u00e3o tamb\u00e9m contra a direita. O comunicado atribui \u00e0 deputada Carmem Lazo a avalia\u00e7\u00e3o de que, se Allende superar 1973, o ano seguinte seria bem mais tranquilo e a Unidade Popular (UP) poderia vencer as elei\u00e7\u00f5es de 1976, tendo a sua frente uma figura como o general Carlos Pratz ou Gabriel Valdez (PDC). Ambos de tend\u00eancias constitucionalistas. A UP foi a coaliz\u00e3o de esquerda que elegeu Allende e deu sustenta\u00e7\u00e3o ao seu breve governo.<\/p>\n<p><strong>Participa\u00e7\u00e3o brasileira<\/strong><\/p>\n<p>O m\u00e9dico e pol\u00edtico Salvador Allende foi eleito presidente do Chile em outubro de 1970. Governou com muita dificuldade at\u00e9 11 de setembro de 1973, quando foi deposto por um golpe de estado comandado por seu chefe das for\u00e7as armadas, Augusto Pinochet. Morreu no Pal\u00e1cio de La Moneda, durante a invas\u00e3o das tropas ditatoriais. At\u00e9 hoje n\u00e3o se sabe se foi assassinado ou se teria cometido suic\u00eddio.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o do Brasil no golpe \u00e9 defendida por pesquisadores como a jornalista e escritora chilena M\u00f3nica Gonzalez, autora do livro \u201cLa Conjura &#8211; Os Mil e Um Dias do Golpe\u201d, o ex-assessor de Allende e atual diretor do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD), Heraldo Mu\u00f1oz, autor de \u201cA Sombra do Ditador &#8211; Mem\u00f3rias Pol\u00edticas do Chile sob Pinochet\u201d, e o historiador brasileiro Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, autor de \u201cF\u00f3rmula para o Caos\u201d.<\/p>\n<p>Nessas obras, os autores relatam a intensa rela\u00e7\u00e3o entre o embaixador brasileiro no Chile \u00e0 \u00e9poca, Ant\u00f4nio Castro de Alc\u00e2ntara Canto, com os militares golpistas. H\u00e1 den\u00fancias de que reuni\u00f5es preparativas para o chegaram a ocorrer na sede da embaixada brasileira e de que Castro foi o \u00fanico brasileiro presente \u00e0 posse de Pinochet, entre outras evid\u00eancias.<\/p>\n<p>No Semin\u00e1rio Internacional sobre a Opera\u00e7\u00e3o Condor, realizado pela Comiss\u00e3o Parlamentar Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a, na C\u00e2mara, no m\u00eas passado, <a href=\"http:\/\/cartamaior.com.br\/templates\/materiaMostrar.cfm?materia_id=20538\" target=\"_blank\">M\u00f3nica Gonzalez cobrou do governo brasileiro<\/a> a apura\u00e7\u00e3o sobre a participa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds no golpe. \u201cN\u00f3s sabemos foram os empres\u00e1rios brasileiros que financiaram a junta militar respons\u00e1vel pelo golpe. E que as primeiras armas que chegaram ao Chile para apoiar Pinochet sa\u00edram do Ex\u00e9rcito brasileiro. Queremos que essa hist\u00f3ria seja esclarecida e os culpados, punidos\u201d, reivindicou.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cartamaior.com.br\/templates\/materiaMostrar.cfm?materia_id=20577&amp;boletim_id=1284&amp;componente_id=20970\" target=\"_blank\">http:\/\/www.cartamaior.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: CM\n\n\n\n\n\n\n\n\nNajla Passos \u2013 Bras\u00edlia\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3212\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-3212","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c64-ditadura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-PO","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3212"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3212\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}