{"id":3214,"date":"2012-07-23T16:18:59","date_gmt":"2012-07-23T16:18:59","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=3214"},"modified":"2012-07-23T16:18:59","modified_gmt":"2012-07-23T16:18:59","slug":"o-conflito-social-e-armado-se-soluciona-pela-via-politica-o-belicismo-fracassou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3214","title":{"rendered":"O conflito social e armado se soluciona pela via pol\u00edtica: o belicismo fracassou"},"content":{"rendered":"\n<p>19-07-2012<\/p>\n<p>O presidente Juan Manuel Santos, em seu discurso de posse, anunciou estar disposto a abrir di\u00e1logo para a paz. No entanto, durante estes dois anos de mandato presidencial, n\u00e3o fez outra coisa sen\u00e3o manter a estrat\u00e9gia da guerra. Em contraposi\u00e7\u00e3o, n\u00f3s, as organiza\u00e7\u00f5es sociais e populares que confluem em distintas plataformas de unidade, como a Marcha Patri\u00f3tica, al\u00e7amos a bandeira da solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ao grave conflito vivido pelos colombianos. Teimosamente, Santos permite a continuidade do derramamento de sangue.<\/p>\n<p>O que estamos vivendo no munic\u00edpio de Cauca \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o de uma bomba rel\u00f3gio, provocada pela persist\u00eancia de uma pol\u00edtica de guerra ao longo dos diferentes governos. H\u00e1 anos advertimos acerca do desgaste causado pela guerra travada pelas for\u00e7as militares em nosso nome, supostamente pela nossa seguran\u00e7a, quando \u00e9 a pr\u00f3pria pol\u00edtica militar que nos gera maior inseguran\u00e7a, sendo porta de entrada para as pol\u00edticas econ\u00f4micas e sociais que garantem o despojo das terras de nossos camponeses, \u00edndios e negros, levando-os a engrossar as fileiras de mis\u00e9ria nas cidades como sem-terra.<\/p>\n<p>Como em outras zonas da geografia colombiana, os setores sociais e populares de Cauca se encontram fartos de protestar e solicitar ao governo que inicie o di\u00e1logo, como grande respons\u00e1vel perante a Constitui\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica e os tratados internacionais pela garantia do direito fundamental \u00e0 paz. Diante deste clamor democr\u00e1tico, a resposta do mandat\u00e1rio s\u00e3o os ouvidos surdos e mais viol\u00eancia. Assim, de maneira leg\u00edtima e amparadas pela mesma Constitui\u00e7\u00e3o, as comunidades caucanas exigem seu direito \u00e0 paz e decidem expulsar de seus territ\u00f3rios aqueles que provocam o confronto armado.<\/p>\n<p>Mais uma vez deixamos claro que existe a tend\u00eancia geral, em todo o territ\u00f3rio nacional, em adotar estas a\u00e7\u00f5es de paz, j\u00e1 que as pessoas comuns, aquelas que vivem diariamente o conflito, sabem e assumem que a responsabilidade pela paz est\u00e1 em nossas m\u00e3os. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio caminhar para a solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do conflito. Se o governo nacional n\u00e3o entende a exig\u00eancia apresentada pelas comunidades locais, articuladas nacionalmente atrav\u00e9s dos movimentos sociais e populares, de um di\u00e1logo pol\u00edtico para resolver o conflito, ter\u00e1 que recuar e permitir que um novo governo, popular e democr\u00e1tico, atenda a demanda que se estende a todos os campos populares e alternativos. Presidente Santos: sua guerra fracassou.<\/p>\n<p>Aqueles que instigam a guerra o fazem a partir dos clubes, cassinos militares, pal\u00e1cios de governo e est\u00fadios de grava\u00e7\u00e3o dos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o. Nenhum deles vai ao campo de batalha. De longe, assistem e dirigem a guerra, promovendo-a para manter seus privil\u00e9gios econ\u00f4micos e sociais, garantindo sua posi\u00e7\u00e3o dominante.<\/p>\n<p>Novamente, o governo nacional se equivoca ao criminalizar e reprimir estas a\u00e7\u00f5es de paz promovidas pelo povo. Recha\u00e7amos e reivindicamos ao governo que assuma sua responsabilidade pol\u00edtica e jur\u00eddica acerca dos camponeses e ind\u00edgenas assassinados e feridos nas a\u00e7\u00f5es que ocorrem hoje no munic\u00edpio. Se o governo ainda n\u00e3o se sente capaz de superar a guerra e avan\u00e7ar no processo de paz, exigiremos que aceite a retirada das esta\u00e7\u00f5es e tropas militares dos centros populacionais, com a prote\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o civil e de seus bens, o que \u00e9 obrigado a cumprir pela Constitui\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m, pelo Direito Internacional Humanit\u00e1rio.<\/p>\n<p>As comunidades camponesas, ind\u00edgenas e afro-colombianas de Cauca s\u00e3o exemplo digno de construtores da paz, como em muitos outros lugares do pa\u00eds. Consideramos que a paz \u00e9 nosso objetivo e, portanto, somos parte integrante de sua busca.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o e de consci\u00eancia das comunidades caucanas \u00e9 conhecido por toda a opini\u00e3o p\u00fablica. O que encontramos nesta regi\u00e3o do pa\u00eds s\u00e3o projetos sociais e pol\u00edticos constru\u00eddos pela base da sociedade, onde buscam o reconhecimento \u00e9tnico, social, econ\u00f4mico, pol\u00edtico e cultural, que desembocam no direito concreto \u00e0 paz com justi\u00e7a social. Com estes projetos nos contraporemos \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es belicistas que, atualmente, se materializam nos planos de fortalecimento militar.<\/p>\n<p>Assistimos o avan\u00e7o do caminhar na palavra da Minga Social e Popular e na constru\u00e7\u00e3o da Segunda Independ\u00eancia da Marcha Patri\u00f3tica. Saudamos a Minga pela Paz, ressaltando que o nosso desejo de paz com justi\u00e7a social nos une. \u00c9 a hora da mudan\u00e7a, \u00e9 a hora dos movimentos sociais, \u00e9 a hora da unidade, de estar juntos na Minga e na Marcha pela paz e pela solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Toda a Marcha Patri\u00f3tica se solidariza com a resist\u00eancia ind\u00edgena, camponesa e negra de Cauca, em especial as resist\u00eancias contra a guerra em Caloto, Miranda, Torib\u00edo, J\u00e1mbalo, Caldono e Argelia. Somos parte desta luta! N\u00e3o somos alheios a Cauca, pois em Cauca tamb\u00e9m estamos em Marcha. Consideramos que n\u00e3o existir\u00e1 paz na Col\u00f4mbia sem paz em Cauca e, para isso, o \u201cDi\u00e1logo \u00e9 o Caminho\u201d. A via da solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 a \u00fanica garantia de conquista da paz efetiva e duradoura, j\u00e1 que se trata de resolver os graves problemas econ\u00f4micos, pol\u00edticos, sociais, culturais e ambientais, que originam e d\u00e3o continuidade ao conflito armado. A luta que hoje vemos em Cauca \u00e9 uma luta pela paz.<\/p>\n<p>Conclamamos o povo em Marcha a estar alerta e a continuar com as atividades programadas. A conjuntura decorrente da a\u00e7\u00e3o pela paz em Cauca aumenta nossa legitimidade, assim como os passos fortes e seguros organizativos postos em pr\u00e1tica, como \u00e9 a constitui\u00e7\u00e3o dos Conselhos Patri\u00f3ticos Municipais, no marco da comemora\u00e7\u00e3o do grito da independ\u00eancia neste 20 de julho.<\/p>\n<p>Convidamos a todos e todas a levantar bandeiras e mensagens nos dias das manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de nosso Movimento, reivindicando mais uma vez a solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e a solidariedade efetiva com nossos irm\u00e3os caucanos.<\/p>\n<p>Colocamos em Marcha nosso Cora\u00e7\u00e3o. Seguir\u00e1 em Marcha a Esperan\u00e7a, para alcan\u00e7ar em Marcha a Dignidade. Esta em Marcha a Solu\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.marchapatriotica.org\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=667\" target=\"_blank\">http:\/\/www.marchapatriotica.org\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=667<\/a><\/p>\n<p>20-07-12<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: MarchaPatriotica\n\n\n\n\n\n\n\n\nPor: Junta Patri\u00f3tica Nacional\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3214\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-3214","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-PQ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3214","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3214"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3214\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3214"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3214"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3214"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}