{"id":32145,"date":"2024-10-09T23:07:56","date_gmt":"2024-10-10T02:07:56","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=32145"},"modified":"2024-10-09T23:07:56","modified_gmt":"2024-10-10T02:07:56","slug":"sobre-o-assassinato-de-hassan-nasrallah","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32145","title":{"rendered":"Sobre o assassinato de Hassan Nasrallah"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"32146\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32145\/image-4-8\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/image-4.png?fit=748%2C540&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"748,540\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image (4)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/image-4.png?fit=747%2C539&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-32146\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/image-4.png?resize=747%2C539&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"539\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/image-4.png?w=748&amp;ssl=1 748w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/image-4.png?resize=300%2C217&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Entrevista com Leila Ghanem<\/p>\n<p>Robin Delobel &#8211; odiario.info<\/p>\n<p>Leila Ghanem \u00e9 uma prestigiada revolucion\u00e1ria libanesa. Ningu\u00e9m melhor para informar sobre a situa\u00e7\u00e3o em seu pa\u00eds ap\u00f3s o in\u00edcio da agress\u00e3o sionista direta. Ela nos diz: \u00abA quest\u00e3o que se coloca hoje \u00e9 a seguinte: seremos capazes de nos mantermos firmes e de nos levantarmos de novo? A resposta para n\u00f3s e para o povo de Gaza \u00e9 que temos de o fazer, porque esta \u00e9 uma batalha de vida ou de morte.\u00bb<\/p>\n<p>Tr\u00eas perguntas a Leila Ghanem sobre o assassinato de Hassan Nasrallah<\/p>\n<p>Israel bombardeia o L\u00edbano h\u00e1 mais de uma semana e na sexta-feira (27\/09) \u00e0 noite matou Hassan Nasrallah, secret\u00e1rio-geral do Hezbollah. Como a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 reagindo? Unida ou dividida face aos bombardeios de Israel? Quais s\u00e3o as consequ\u00eancias poss\u00edveis? Entrevistamos Leila Ghanem, antrop\u00f3loga que vive em Beirute. \u00c9 chefe de reda\u00e7\u00e3o da revista Bada\u2019el, fundadora do Tribunal de Consci\u00eancia para julgar os crimes de guerra israelenses em 2008 e coordenadora do F\u00f3rum Social para as Alternativas no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 o sentimento no interior da popula\u00e7\u00e3o libanesa ap\u00f3s o assassinato de Hassan Nasrallah?<\/p>\n<p>O assassinato do l\u00edder hist\u00f3rico Hassan Nasrallah \u201cAl-Sayed\u201d ocorreu em meio a um incr\u00edvel tumulto de acontecimentos catastr\u00f3ficos que se abateram sobre a popula\u00e7\u00e3o libanesa, com os ataques a\u00e9reos intensos e simult\u00e2neos no sul do L\u00edbano, no Bekaa e nos sub\u00farbios do sul. Centenas de milhares de refugiados aflu\u00edram \u00e0 capital num ambiente apocal\u00edptico, 250.000 nos primeiros quatro dias. Este n\u00famero triplicou no momento em que vos respondo, e \u00e9 dif\u00edcil manter o controle da raz\u00e3o sob as bombas que agora mesmo atingem poucos quil\u00f4metros da minha casa, nos sub\u00farbios do Sul, com os sons ensurdecedores dos drones que sobrevoam a capital libanesa dia e noite. Ou\u00e7o tamb\u00e9m os ecos das ora\u00e7\u00f5es e dos recitais cor\u00e2nicos que se realizam por toda a Beirute Ocidental pelo repouso da alma de Sayed.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o reagiu, ainda est\u00e1 se recuperando do choque terr\u00edvel causado pela s\u00e9rie de atentados que se desenrolaram consecutivamente: a opera\u00e7\u00e3o pager que feriu 4000 pessoas, os walkie-talkies, o assassinato do chefe do comando de Aradwan e o fat\u00eddico dia 23 de setembro, que fez 600 mortos num s\u00f3 dia. Enquanto o assombro e a estupefa\u00e7\u00e3o est\u00e3o na ordem do dia, h\u00e1 fissuras entre os admiradores do l\u00edder, que apelam ao seu regresso, e alguns pedem que os leve consigo. Uma senhora idosa, que se queixava de dormir no passeio por falta de abrigo, disse-nos que Sayed \u201cvoltar\u00e1 certamente como o Mahdi (o profeta esperado pelos xiitas) para continuar a liberta\u00e7\u00e3o da Palestina\u201d. As suas palavras foram agora publicados nas redes sociais\u2026<\/p>\n<p>\u00c9 um momento de tristeza e de recolhimento, mas a rea\u00e7\u00e3o vir\u00e1 e, em todo o caso, nada apagar\u00e1 o l\u00edder carism\u00e1tico da mente de milh\u00f5es de pessoas no L\u00edbano e no mundo \u00e1rabe-mu\u00e7ulmano, e mesmo no mundo inteiro.<\/p>\n<p>Para a popula\u00e7\u00e3o xiita, Nasrallah \u00e9 uma figura sagrada comparada a Hossein, filho do dignit\u00e1rio Ali Bin-Abi-Taleb, fil\u00f3sofo e quarto khalif, assassinado em Karbala como o seu pai Ali, morto porque se recusou a permitir que a classe ascendente de pr\u00edncipes legislasse sobre a \u201cpropriedade privada\u201d e o controle do dinheiro p\u00fablico. Oriundo de uma fam\u00edlia pobre do Sul, Nasrallah cresceu num bairro oper\u00e1rio de Beirute Oriental e era amigo dos mais desfavorecidos e das causas justas. Dedicou a sua vida \u00e0 Palestina. Agora que foi martirizado, as suas palavras ressoam ainda com mais for\u00e7a. Ele ser\u00e1 mais do que um \u00edcone, ser\u00e1 uma identidade ancorada na mente das pessoas.<\/p>\n<p>Para a esquerda radical que se manteve nas posi\u00e7\u00f5es bolcheviques expressas no Congresso de Baku para os Povos do Leste, Nasrallah, enquanto combatente anti-colonialista e anti-imperialista, \u00e9 um Libertador, o equivalente a um Giap, um Che ou um Ho Chi Minh. Ele \u00e9 uma das \u00faltimas armas levantadas contra o imperialismo. Espero que n\u00e3o seja a \u00faltima.<\/p>\n<p>A classe pol\u00edtica libanesa est\u00e1 em vias de formar uma uni\u00e3o contra Israel?<\/p>\n<p>N\u00e3o, a classe pol\u00edtica n\u00e3o est\u00e1 unida contra Israel. A guerra civil que eclodiu no L\u00edbano em 1975 e durou quase duas d\u00e9cadas tinha por objetivo desarmar os palestinos e expuls\u00e1-los do L\u00edbano. Depois de uma interven\u00e7\u00e3o israelo-estadunidense, em 1982, esta guerra conduziu \u00e0 derrota das for\u00e7as progressistas e \u00e0 deporta\u00e7\u00e3o dos combatentes palestinos e do seu l\u00edder Yasser Arafat para Tunes. Como em todas as derrotas, seguiu-se o massacre da popula\u00e7\u00e3o civil. Foi o c\u00e9lebre genoc\u00eddio de Sabra e Shatila, cometido pelos falangistas libaneses sob a alta guarda de Israel. Recorde-se tamb\u00e9m que B\u00e9chir Gemayel, eleito presidente sob ocupa\u00e7\u00e3o israelense, foi assassinado por ter assinado um tratado de paz com o inimigo sionista. O seu irm\u00e3o Amine foi deposto pelas mesmas raz\u00f5es.<\/p>\n<p>A fratura da classe pol\u00edtica libanesa est\u00e1 profundamente enraizada na hist\u00f3ria, \u00e9 sobretudo estrutural, deixada como heran\u00e7a pelos acordos de Sikes e Picot, que dividiram a regi\u00e3o \u00e1rabe entre a Fran\u00e7a e a Gr\u00e3-Bretanha no final da Primeira Guerra Mundial. Depois pela Carta de 1947, redigida pela Fran\u00e7a como mandat\u00e1ria do L\u00edbano ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, que lan\u00e7ou as bases de um sistema confessional baseado economicamente na renda.<\/p>\n<p>A atual fratura no L\u00edbano deve-se a uma press\u00e3o econ\u00f4mica e social sem precedentes exercida pelos pa\u00edses ocidentais atrav\u00e9s das institui\u00e7\u00f5es financeiras. \u00c9 ineg\u00e1vel que o L\u00edbano est\u00e1 no centro da batalha estrat\u00e9gica travada entre os EUA e o Ir\u00e3, que est\u00e1 incendiando v\u00e1rios pa\u00edses, incluindo a S\u00edria, o I\u00eamen e o L\u00edbano.<\/p>\n<p>Os doadores internacionais fazem depender a sua ajuda ao L\u00edbano ao desaparecimento ou enfraquecimento consider\u00e1vel do Hezbollah. O L\u00edbano est\u00e1 abertamente confrontado com duas alternativas: ou desarma o Hezbollah ou mergulha nas trevas da fal\u00eancia econ\u00f4mica, acompanhada de uma guerra civil (as for\u00e7as fascistas libanesas disp\u00f5em de uma mil\u00edcia de 30.000 homens armados e financiados pela embaixada dos EUA). \u00c9 um dilema para um pa\u00eds (pelo menos para uma boa maioria dos libaneses) que viveu seis guerras provocadas por Israel em vinte e cinco anos (1978, 1982, 1993, 1996, 2000, 2006). Estamos agora na s\u00e9tima guerra e uma grande maioria dos libaneses v\u00ea o Hezbollah como uma resist\u00eancia que libertou o pa\u00eds ap\u00f3s vinte e dois anos de ocupa\u00e7\u00e3o israelense. Uma grande parte da popula\u00e7\u00e3o (1) acredita que o armamento dissuasor do Hezbollah impediu as reincid\u00eancias assassinas de Israel durante dezoito anos.<\/p>\n<p>Estas diferen\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o confessionais, uma vez que o Hezbollah tem dois grandes aliados nos c\u00edrculos crist\u00e3os: o partido do antigo Presidente Aoun e o campo Frangieh. Estes partidos pol\u00edticos, para al\u00e9m do l\u00edder dos drusos do Monte L\u00edbano, anunciaram o seu luto. \u00c9 de salientar que toda a popula\u00e7\u00e3o libanesa acolheu de bra\u00e7os abertos os refugiados do Sul e que a solidariedade foi not\u00f3ria, tendo sido formados por todo o lado comit\u00eas de bairro para ajudar e alojar os deslocados. No entanto, \u00e9 de salientar que, no L\u00edbano, \u00e9 proibido por lei fazer refer\u00eancia a Israel sem acrescentar \u201co inimigo israelense\u201d e visitar Israel \u00e9 considerado trai\u00e7\u00e3o pun\u00edvel com pena de pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o as rea\u00e7\u00f5es previstas para estes ataques?<\/p>\n<p>No L\u00edbano e na Palestina, estamos atravessando o per\u00edodo mais grave e decisivo da nossa hist\u00f3ria. Trata-se de uma guerra de sobreviv\u00eancia que op\u00f5e a nossa resist\u00eancia e os nossos povos ao inimigo mais b\u00e1rbaro da hist\u00f3ria, apoiado, dirigido, armado, financiado, midiatizado e protegido (jur\u00eddica e diplomaticamente) pelo Ocidente imperial, nomeadamente os EUA.<\/p>\n<p>Desde 8 de Outubro, Washington estabeleceu uma ponte a\u00e9rea com Telavive e fornece as armas mais sofisticadas, incluindo os F35 e as bombas de duas toneladas utilizadas para assassinar membros e o l\u00edder do Hezbollah. Os EUA acabam de anunciar esta semana que concederam 9 bilh\u00f5es de d\u00f3lares a Israel para a sua guerra contra a resist\u00eancia libanesa. Os libaneses e os palestinos est\u00e3o sendo mortos por armas e muni\u00e7\u00f5es estadunidenses e europeias. 45 bilh\u00f5es de d\u00f3lares \u00e9 o montante da ajuda dos EUA enviada a Israel desde 8 de Outubro para massacrar os habitantes de Gaza, o que significa um milh\u00e3o de d\u00f3lares pagos pelos contribuintes estadunidenses por cada cidad\u00e3o de Gaza morto.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 em jogo neste momento no Oriente M\u00e9dio \u00e9 o futuro da humanidade. Ser\u00e1 que a ordem internacional do s\u00e9culo XXI se basear\u00e1 no genoc\u00eddio e na limpeza \u00e9tnica dos palestinos? Ou na sua prote\u00e7\u00e3o? Em suma, na barb\u00e1rie ou na civiliza\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Por um lado, a l\u00f3gica dos Acordos de Abra\u00e3o, por outro, a do Eixo da Resist\u00eancia. Netanyahu e os seus aliados nos EUA acreditam que a elimina\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia na regi\u00e3o abre caminho \u00e0 submiss\u00e3o dos povos da regi\u00e3o \u00e0 supremacia estadunidense.<\/p>\n<p>Era evidente que o objetivo dos EUA, disfar\u00e7ado pela ret\u00f3rica da via diplom\u00e1tica ou da \u201csolu\u00e7\u00e3o de dois Estados\u201d, n\u00e3o passava de um engodo para estender a guerra de Gaza \u00e0 Cisjord\u00e2nia e para lan\u00e7ar uma guerra contra a resist\u00eancia libanesa quando as condi\u00e7\u00f5es no terreno fossem favor\u00e1veis.<\/p>\n<p>Em seis meses, o equivalente a cinco bombas at\u00f4micas de Hiroshima e 85 bombas dos EUA (MARK 84, bombas anti defesas refor\u00e7adas pesando 1 tonelada cada) e bombas BLU-109 pesando 2 toneladas cada, foram lan\u00e7adas sobre Gaza para matar o l\u00edder da resist\u00eancia Hassan Nasrallah. Antes dele o major Ibrahim Akil, por quem Netanyahu dedicou o seu assassinato aos seus amos estadunidenses que o procuram desde 1983 por dois atos militares: a explos\u00e3o da embaixada americana em Beirute durante uma reuni\u00e3o de espi\u00f5es estadunidenses no Oriente M\u00e9dio e o ataque \u00e0 base dos fuzileiros navais que matou 246 soldados.<\/p>\n<p>Esta guerra declarada contra a resist\u00eancia libanesa, para al\u00e9m dos objetivos anunciados por Israel e pelos seus aliados ocidentais, n\u00e3o tem como \u00fanico objetivo fazer regressar os 300.000 colonos do norte de Israel \u00e0s suas col\u00f4nias na fronteira libanesa, nem parar as opera\u00e7\u00f5es de apoio em Gaza, o seu objetivo \u00e9 liquidar o Hezbollah, que \u00e9 atualmente o maior movimento de liberta\u00e7\u00e3o nacional em escala internacional. Um movimento que provou o seu valor em 2000, quando expulsou o ex\u00e9rcito israelense ap\u00f3s 22 anos de ocupa\u00e7\u00e3o do Sul do L\u00edbano e, em 2006, quando infligiu uma derrota esmagadora ao Estado sionista. Foi a primeira vez, depois do Vietn\u00e3, que os simples comandos de um ex\u00e9rcito de liberta\u00e7\u00e3o nacional ganharam uma guerra contra um ex\u00e9rcito regular armado at\u00e9 aos dentes e assistido pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A batalha que est\u00e1 agora sendo travada em Beirute e Gaza \u00e9 uma batalha que diz respeito a toda a humanidade. O que est\u00e1 em jogo \u00e9 semelhante ao da guerra civil espanhola. Netanyahu anunciou nas Na\u00e7\u00f5es Unidas que est\u00e1 liderando a luta em nome do Ocidente civilizado contra a barb\u00e1rie e o terrorismo.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o que se coloca hoje \u00e9 a seguinte: seremos capazes de nos mantermos firmes e de nos levantarmos de novo? A resposta para n\u00f3s e para o povo de Gaza \u00e9 que temos de o fazer, porque esta \u00e9 uma batalha de vida ou de morte. No meio do tumulto da morte do seu l\u00edder, o Hezbollah reiterou a sua inten\u00e7\u00e3o de continuar a guerra contra Israel em apoio a Gaza. Desde ontem, foram transmitidos trechos de v\u00e1rios discursos de Nasrallah, nos quais ele insiste no significado de morrer como m\u00e1rtir. Explica que \u201cmorrer pela p\u00e1tria, ou pela causa, pela justi\u00e7a, pela liberdade, pela Palestina, \u00e9 um caminho volunt\u00e1rio para os militantes do Hezbollah\u201d.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia tem objetivos que continua a seguir. O ex\u00e9rcito de 100.000 comandos n\u00e3o foi abalado. Os comandos do Hezbollah s\u00e3o homens de campo experientes e virulentos, treinados h\u00e1 trinta anos e que j\u00e1 lutaram contra o ex\u00e9rcito colonial israelense e os mercen\u00e1rios do Daesh na S\u00edria e no Iraque. Segundo analistas militares como Dwayri, o Hezbollah at\u00e9 agora s\u00f3 utilizou 10% das suas armas.<\/p>\n<p>O mesmo se pode dizer do novo l\u00edder Hisham Saffieddine, um colaborador pr\u00f3ximo de Nasrallah, que tem estado ativo nos dom\u00ednios militar, organizacional e pol\u00edtico. De momento, o partido est\u00e1 se reorganizando, enfrenta problemas de seguran\u00e7a, decidiu passar \u00e0 clandestinidade e acaba de publicar um texto sobre a ado\u00e7\u00e3o da linha de uma guerra popular de liberta\u00e7\u00e3o de longo prazo.<\/p>\n<p>H\u00e1 um prov\u00e9rbio \u00e1rabe que diz que golpe que n\u00e3o te mata torna-te mais forte. Estamos determinados a lutar, conscientes de que a batalha que estamos a travar aqui no L\u00edbano \u00e9 a batalha de toda a humanidade, porque \u00e9 aqui que se concentram os predadores capitalistas, com a sua ci\u00eancia e as suas armas mais sofisticadas e mort\u00edferas.<\/p>\n<p>(1) As \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es legislativas no L\u00edbano foram disputadas em torno de duas quest\u00f5es: 1) apoiar ou opor-se ao armamento do Hezbollah e 2) a quest\u00e3o social. Tendo em conta os resultados, podemos considerar que a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 dividida.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/investigaction.net\/leila-ghanem-anthropologue-le-combat-qui-se-joue-a-beyrouth-et-a-gaza-concerne-lhumanite-entiere\/\">https:\/\/investigaction.net\/leila-ghanem-anthropologue-le-combat-qui-se-joue-a-beyrouth-et-a-gaza-concerne-lhumanite-entiere\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32145\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[65,356,10],"tags":[233],"class_list":["post-32145","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c78-internacional","category-libano","category-s19-opiniao","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8mt","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32145","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32145"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32145\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32147,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32145\/revisions\/32147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32145"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32145"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32145"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}