{"id":32189,"date":"2024-10-28T21:11:34","date_gmt":"2024-10-29T00:11:34","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=32189"},"modified":"2024-10-28T21:11:34","modified_gmt":"2024-10-29T00:11:34","slug":"a-dialetica-da-riqueza-e-da-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32189","title":{"rendered":"A dial\u00e9tica da riqueza e da pobreza"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"32190\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32189\/attachment\/1000169868\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/1000169868.jpg?fit=400%2C230&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"400,230\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"1000169868\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/1000169868.jpg?fit=400%2C230&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-32190\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/1000169868.jpg?resize=400%2C230&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"230\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/1000169868.jpg?w=400&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/1000169868.jpg?resize=300%2C173&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Prabhat Patnaik [*]<\/p>\n<p>O Pr\u00eamio Nobel da Economia deste ano (o Pr\u00e9mio Riksbank, para ser mais preciso) foi atribu\u00eddo a tr\u00eas economistas estadunidenses pela sua investiga\u00e7\u00e3o sobre o que promove ou impede o crescimento da riqueza entre as na\u00e7\u00f5es. Eles atribuem um papel crucial \u00e0s institui\u00e7\u00f5es, argumentando que as institui\u00e7\u00f5es ocidentais, como a democracia eleitoral, s\u00e3o prop\u00edcias ao crescimento. Onde o colonialismo levou \u00e0 promo\u00e7\u00e3o daquilo a que chamam \u201cinstitui\u00e7\u00f5es inclusivas\u201d, como nas col\u00f4nias de povoamento (settler colonies), o crescimento floresceu, mas noutras partes do imp\u00e9rio colonial, onde o colonialismo criou \u201cinstitui\u00e7\u00f5es extrativas\u201d, estas revelaram-se prejudiciais para o crescimento.<\/p>\n<p>O seu trabalho tem suscitado muitas cr\u00edticas. Alguns consideraram que o seu argumento carece de subst\u00e2ncia: o \u00eaxito do crescimento da \u00c1sia Oriental \u00e9 acompanhado por uma falta de democracia ao estilo ocidental e de um ambiente livre de corrup\u00e7\u00e3o; de fato, a corrup\u00e7\u00e3o caracterizou os pa\u00edses ocidentais no seu per\u00edodo de elevado crescimento. Outros argumentaram que o contraste entre col\u00f4nias de povoamento e as demais col\u00f4nias pode ser atribu\u00eddo ao fato de as primeiras receberem como imigrantes os \u201cparentes\u201d das popula\u00e7\u00f5es ocidentais. Outros ainda criticam o fato de os autores idolatrarem as institui\u00e7\u00f5es ocidentais e de n\u00e3o se pronunciarem sobre a opress\u00e3o extrema desencadeada pelo colonialismo.<\/p>\n<p>O nosso objetivo n\u00e3o \u00e9 discutir os argumentos destes autores, mas sim sublinhar uma lacuna b\u00e1sica na sua pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o do crescimento e do subdesenvolvimento, uma lacuna que caracteriza a percep\u00e7\u00e3o at\u00e9 dos seus cr\u00edticos, por muito certos que estes possam estar. Esta lacuna consiste em considerarem a pobreza como decorrente da aus\u00eancia de desenvolvimento e n\u00e3o como um acompanhamento dial\u00e9tico do pr\u00f3prio crescimento. A imagem que implicitamente subscrevem \u00e9 a de uma corrida, em que alguns pa\u00edses com boas institui\u00e7\u00f5es (\u201cinclusivas\u201d) avan\u00e7aram, enquanto outros com m\u00e1s institui\u00e7\u00f5es (\u201cextrativas\u201d) ficaram para tr\u00e1s; o que esta imagem n\u00e3o v\u00ea \u00e9 que o atraso de alguns se deve ao fato de os outros terem avan\u00e7ado, que o crescimento capitalista produz pobreza.<\/p>\n<p>O falecido Andr\u00e9 Gunder Frank havia cunhado uma express\u00e3o para descrever este fen\u00f4meno: o desenvolvimento do subdesenvolvimento, que sublinhava que o subdesenvolvimento n\u00e3o era a falta de desenvolvimento, mas sim uma forma espec\u00edfica de desenvolvimento que acompanhava o que geralmente reconhecemos como \u201cdesenvolvimento\u201d. Esta dial\u00e9tica entre desenvolvimento e subdesenvolvimento, ou entre o crescimento da riqueza num p\u00f3lo e da pobreza no outro, n\u00e3o \u00e9 de todo reconhecida na argumenta\u00e7\u00e3o dos aquinhoados com o Pr\u00eamio Riksbank.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o fundamental desta dial\u00e9tica entre o crescimento da riqueza e o crescimento da pobreza, e a sua contrapartida internacional, ou seja, o desenvolvimento de alguns pa\u00edses e o subdesenvolvimento de outros, reside no seguinte: o crescimento capitalista \u00e9 necessariamente acompanhado por um processo de acumula\u00e7\u00e3o primitiva de capital, que implica a expropria\u00e7\u00e3o e, em consequ\u00eancia, o empobrecimento de uma massa de pequenos produtores; mas o n\u00famero de pessoas envolvidas no setor capitalista, aquelas que este assimila diretamente como trabalhadores, \u00e9 apenas uma fra\u00e7\u00e3o dos empobrecidos.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros absolutos das v\u00edtimas da acumula\u00e7\u00e3o primitiva de capital que permanecem \u201cfora do sistema\u201d continuam aumentando \u00e0 medida que a acumula\u00e7\u00e3o de capital avan\u00e7a; ou, se os seus n\u00fameros absolutos n\u00e3o aumentam, mas permanecem constantes ou diminuem, ent\u00e3o a extens\u00e3o da pobreza aumenta entre eles. Mas um decl\u00ednio em ambos, o n\u00famero de empobrecidos pelo sistema mas que permanecem fora dele, e a extens\u00e3o da pobreza dessas pessoas, \u00e9 exclu\u00eddo pelo fato de a acumula\u00e7\u00e3o primitiva ser um processo incessante.<\/p>\n<p>\u00c9 este fen\u00f4meno que explica por que raz\u00e3o a acumula\u00e7\u00e3o de riqueza num p\u00f3lo \u00e9 simultaneamente acompanhada pelo crescimento da pobreza noutro. No entanto, a perce\u00e7\u00e3o deste fen\u00f4meno \u00e9 tipicamente obscurecida pela aus\u00eancia de uma vis\u00e3o abrangente da totalidade do processo de acumula\u00e7\u00e3o; a aten\u00e7\u00e3o centra-se apenas numa parte espec\u00edfica do mesmo, o que d\u00e1 uma impress\u00e3o errada.<\/p>\n<p>Durante o longo per\u00edodo de expans\u00e3o do capitalismo, que vai de meados do s\u00e9culo XIX at\u00e9 \u00e0 Primeira Guerra Mundial, quando o capitalismo se consolidou como um sistema global, esta dial\u00e9tica da riqueza e da pobreza funcionou da seguinte forma. Houve uma expans\u00e3o do capitalismo da Gr\u00e3-Bretanha para a Europa continental e, mais tarde, para as regi\u00f5es temperadas de coloniza\u00e7\u00e3o europeia, como o Canad\u00e1, os Estados Unidos, a Austr\u00e1lia, a Nova Zel\u00e2ndia e a \u00c1frica do Sul. O mecanismo para tal foi uma difus\u00e3o da ind\u00fastria para estas \u00e1reas de colonialismo de povoamento, tornada poss\u00edvel pelo fato de a Gr\u00e3-Bretanha n\u00e3o s\u00f3 manter o seu pr\u00f3prio mercado aberto \u00e0s importa\u00e7\u00f5es destas regi\u00f5es, mas tamb\u00e9m exportar capital para elas, a fim de acompanhar a emigra\u00e7\u00e3o maci\u00e7a da Gr\u00e3-Bretanha e do resto da Europa para estas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>A escala da migra\u00e7\u00e3o europeia foi estimada em pelo menos cinquenta milh\u00f5es entre o fim da guerra napole\u00f4nica e a Primeira Guerra Mundial. Os que emigraram, despojaram as popula\u00e7\u00f5es locais das suas terras; os que n\u00e3o morreram em combate ou devido \u00e0s novas doen\u00e7as a que estavam agora expostos foram reunidos em \u201creservas\u201d. S\u00f3 a migra\u00e7\u00e3o da Gr\u00e3-Bretanha foi t\u00e3o grande que se calcula que quase metade do aumento natural da popula\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica em cada ano tenha deixado as suas costas para o \u201cNovo Mundo\u201d durante este per\u00edodo.<\/p>\n<p>Uma vez que o mercado brit\u00e2nico estava aberto tanto \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es do setor prim\u00e1rio como \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es industriais destes pa\u00edses rec\u00e9m-industrializados e que, al\u00e9m disso, a Gr\u00e3-Bretanha tamb\u00e9m exportava capitais para estes mesmos pa\u00edses, registrou grandes d\u00e9ficits da balan\u00e7a de pagamentos em rela\u00e7\u00e3o a eles. Al\u00e9m disso, o excedente das importa\u00e7\u00f5es brit\u00e2nicas provenientes destas regi\u00f5es teria normalmente provocado uma certa desindustrializa\u00e7\u00e3o da economia brit\u00e2nica, criando desemprego e gerando press\u00f5es no sentido de proteger o mercado brit\u00e2nico contra os produtos importados. Isto foi evitado porque os bens brit\u00e2nicos, incluindo sobretudo os t\u00eaxteis de algod\u00e3o que haviam liderado a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, e que estavam a ser produzidos muito para al\u00e9m das necessidades do seu pr\u00f3prio mercado interno, foram exportados para as suas col\u00f4nias tropicais.<\/p>\n<p>Eric Hobsbawm refere-se \u00e0 crescente venda pela Gr\u00e3-Bretanha nas col\u00f4nias (tropicais) do que n\u00e3o podia vender no seu pr\u00f3prio pa\u00eds, como uma \u201cfuga para as col\u00f4nias\u201d. Estas exporta\u00e7\u00f5es provocaram, por sua vez, a desindustrializa\u00e7\u00e3o destas col\u00f4nias, onde os artes\u00e3os tradicionais, sobretudo os fiandeiros e os tecel\u00f5es, perderam as suas ocupa\u00e7\u00f5es e foram atirados para a terra, provocando um aumento das rendas, uma diminui\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios e um aumento da pobreza em massa.<\/p>\n<p>Os d\u00e9ficits da balan\u00e7a de pagamentos da Gr\u00e3-Bretanha em rela\u00e7\u00e3o aos \u201cnovos pa\u00edses em vias de industrializa\u00e7\u00e3o\u201d desse per\u00edodo foram cobertos substancialmente por duas rubricas obtidas das col\u00f4nias tropicais: uma foi a exporta\u00e7\u00e3o desindustrializadora para essas col\u00f4nias, acima referida. A outra era a drenagem de riqueza, nomeadamente as transfer\u00eancias unidireccionais, destas col\u00f4nias para a Gr\u00e3-Bretanha: a totalidade das receitas anuais excedentes das exporta\u00e7\u00f5es de pa\u00edses como a \u00cdndia era desviada pela Gr\u00e3-Bretanha sem qualquer contrapartida e ajudava a pagar o d\u00e9ficit da Gr\u00e3-Bretanha em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas col\u00f4nias de povoamento e outros \u201cnovos industrializadores\u201d.<\/p>\n<p>Este sistema funcionava porque estas col\u00f4nias tropicais tinham um excedente de exporta\u00e7\u00e3o de mercadorias em rela\u00e7\u00e3o ao continente europeu, ao Novo Mundo e ao Jap\u00e3o. O enorme excedente de exporta\u00e7\u00e3o de mercadorias da \u00cdndia para estes pa\u00edses, o segundo maior do mundo durante muitas d\u00e9cadas, resultava da sua capacidade de fornecer os produtos de base de que estes necessitavam para a sua industrializa\u00e7\u00e3o. Estas receitas excedentes de exporta\u00e7\u00e3o foram inteiramente apropriadas gratuitamente pela Gr\u00e3-Bretanha para pagar o seu pr\u00f3prio d\u00e9ficit em rela\u00e7\u00e3o ao \u201cNovo Mundo\u201d. Eram gratuitas porque a Gr\u00e3-Bretanha \u201cpagava\u201d aos camponeses os seus produtos de exporta\u00e7\u00e3o com os seus pr\u00f3prios impostos; esta foi talvez a fonte mais importante de gera\u00e7\u00e3o de pobreza nas col\u00f4nias tropicais.<\/p>\n<p>O crescimento da riqueza nas col\u00f4nias de povoamento e noutros locais, durante aquilo a que Hobsbawm chama o \u201clongo s\u00e9culo XIX\u201d (que se estende at\u00e9 \u00e0 Primeira Guerra Mundial), teve como contrapartida o crescimento da pobreza, incluindo fomes peri\u00f3dicas, nas col\u00f4nias tropicais que eram col\u00f4nias de conquista (distintas das col\u00f4nias de povoamento). Para que n\u00e3o se pense que pa\u00edses como a \u00cdndia foram sempre t\u00e3o pobres como eram na altura da independ\u00eancia, vale a pena citar aqui uma estimativa de Shireen Moosvi, historiadora econ\u00f4mica. A historiadora calcula o rendimento per capita da \u00cdndia [do imp\u00e9rio] mogol a partir dos dados relativos \u00e0s receitas de Abul Fazl para 1575 e compara-o com o rendimento per capita determinado por S. Subramonian para toda a \u00cdndia em 1910, concluindo que este \u00faltimo \u00e9 inferior ao primeiro em termos reais.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o do capitalismo industrial no longo s\u00e9culo XIX foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 suc\u00e7\u00e3o de uma parte do excedente das col\u00f4nias tropicais; o acesso ao mercado proporcionado aos \u201cnovos industriais\u201d pela Gr\u00e3-Bretanha teve como contrapartida a invas\u00e3o da Gr\u00e3-Bretanha nos mercados das suas col\u00f4nias tropicais. Ambos faziam parte de um processo de acumula\u00e7\u00e3o primitiva de capital que produziu a moderna pobreza em massa nessas col\u00f4nias; mas os benefici\u00e1rios desta acumula\u00e7\u00e3o primitiva de capital foram as regi\u00f5es temperadas de coloniza\u00e7\u00e3o europeia, que assistiram a um aumento maci\u00e7o da sua riqueza. A acumula\u00e7\u00e3o de riqueza e a acumula\u00e7\u00e3o de pobreza estavam assim dialeticamente relacionadas. Mas a an\u00e1lise econ\u00f4mica burguesa nunca admitiria este fato.<\/p>\n<p>27\/Outubro\/2024<\/p>\n<p>Ver tamb\u00e9m:<\/p>\n<p>Como n\u00e3o medir a pobreza<br \/>\n[*] Economista, indiano, ver Wikipedia<br \/>\nO original encontra-se em <a href=\"http:\/\/peoplesdemocracy.in\/2024\/1027_pd\/dialectics-wealth-and-poverty\">peoplesdemocracy.in\/2024\/1027_pd\/dialectics-wealth-and-poverty<\/a> . Tradu\u00e7\u00e3o de JF.<br \/>\nEste artigo encontra-se em resistir.info<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32189\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[385,65,10],"tags":[223],"class_list":["post-32189","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-critica-da-economia-politica","category-c78-internacional","category-s19-opiniao","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8nb","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32189","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32189"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32189\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32191,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32189\/revisions\/32191"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32189"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}