{"id":322,"date":"2010-03-13T02:19:07","date_gmt":"2010-03-13T02:19:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=322"},"modified":"2010-03-13T02:19:07","modified_gmt":"2010-03-13T02:19:07","slug":"em-todo-o-pais-camponesas-lutam-contra-agronegocio-e-violencia-contra-a-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/322","title":{"rendered":"Em todo o pa\u00eds, camponesas lutam contra agroneg\u00f3cio e viol\u00eancia contra a mulher"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify; \">A <strong>Jornada de Lutas contra o Agroneg\u00f3cio e contra a Viol\u00eancia: por Reforma Agr\u00e1ria e Soberania Alimentar<\/strong> pretende resgatar a data como o Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras e questionar o modelo de desenvolvimento imposto pelas empresas transnacionais, pelos bancos, pelo governo e pelo Estado para o campo brasileiro. Neste ano s\u00e3o comemorados os 100 anos do 8 de mar\u00e7o. &#8220;Defendemos alternativas vi\u00e1veis como a agroecologia, a agricultura camponesa cooperada, a produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis. A Reforma Agr\u00e1ria continua sendo uma medida democratizante e importante para a implanta\u00e7\u00e3o destas propostas&#8221;, afirma Marina dos Santos, integrante da coordena\u00e7\u00e3o nacional do MST.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O atual modelo econ\u00f4mico n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de gerar desenvolvimento e melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para a popula\u00e7\u00e3o, garantindo os direitos sociais e a Reforma Agr\u00e1ria. Segundo o Censo Agropecu\u00e1rio de 2006, a agricultura familiar \u00e9 a respons\u00e1vel por 85% da produ\u00e7\u00e3o de todos os alimentos. E \u00e9 nela que trabalham 85% das pessoas do campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Al\u00e9m disso, poucas empresas no mundo controlam a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, desde a semente at\u00e9 a venda para o consumo. Em 2005, as dez maiores produtoras de semente controlavam cerca de 50% do mercado mundial. Com isto, as rela\u00e7\u00f5es de trabalho, os direitos trabalhistas e previdenci\u00e1rios das mulheres e homens s\u00e3o violados constantemente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A quest\u00e3o agr\u00e1ria continua sem solu\u00e7\u00e3o: existem no Brasil 90 mil fam\u00edlias acampadas e mais de quatro milh\u00f5es de fam\u00edlias sem-terra no Pa\u00eds. A parcela de mulheres benefici\u00e1rias pela Reforma Agr\u00e1ria \u00e9 baixa (12,6% em 1996; 13% em 2002 e 13,6% em 2003). Na Col\u00f4mbia, esse \u00edndice chega a 45%. Segundo a FAO, somente 1% das propriedades rurais em todo o mundo est\u00e3o em nome de mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Estados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Em <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, 250 mulheres da Via Campesina participam da 3\u00aa A\u00e7\u00e3o Internacional da Marcha Mundial das Mulheres.A partir de hoje (8\/3), as mulheres come\u00e7am a marcha de Campinas a S\u00e3o Paulo com mobiliza\u00e7\u00f5es nacionais simult\u00e2neas de diferentes tipos, formas, cores e ritmos para marcar o centen\u00e1rio da Declara\u00e7\u00e3o do Dia Internacional das Mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">No <strong>Rio de Janeiro<\/strong>, trabalhadoras da Via Campesina e do Comit\u00ea de Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo marcham na BR-101, rumo \u00e0 Usina Capim, em Urura\u00ed, Campos dos Goytacazes. Em 2009, o estado liderou os \u00edndices de resgate de trabalhadores em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga ao escravo. Foram 715 trabalhadores resgatados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, num total de 4.283 em todo o Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">No <strong>Paran\u00e1<\/strong>, cerca de 1.000 camponesas ocupam a Usina Central do Paran\u00e1 desde as seis horas da manh\u00e3 na cidade de Porecatu (norte do Paran\u00e1). O ato denuncia a monocultura da cana e o trabalho escravo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">No <strong>Cear\u00e1<\/strong>, mais de 400 mulheres est\u00e3o em frente \u00e0 ind\u00fastria qu\u00edmica Nufarm, no Novo Maracana\u00fa, Regi\u00e3o Metropolitana de Fortaleza. Elas fazem protesto contra a f\u00e1brica, oitava maior produtora de agrot\u00f3xicos do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Na <strong>Para\u00edba<\/strong>, 400 mulheres da Via Campesina marcham pelas ruas do munic\u00edpio de Sousa, sert\u00e3o da Para\u00edba. Elas denunciam o uso desenfreado de agrot\u00f3xicos pelo grupo Santana, grande empresa agr\u00edcola. Os maiores prejudicados s\u00e3o as fam\u00edlias acampadas no pr\u00e9- assentamento Isabel Cristiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Em <strong>Alagoas<\/strong>, as manifestantes acampam na pra\u00e7a dos Mart\u00edrios, nem Macei\u00f3, em frente ao Pal\u00e1cio do Governo do Estado, ficando ali instaladas para as atividades da semana. Em Arapiraca, cerca de 350 trabalhadoras da Via Campesina realizam ato nesta manh\u00e3 na pra\u00e7a Marques, Centro. Em Delmiro Gouveia, uma marcha discute a constru\u00e7\u00e3o do Canal do Sert\u00e3o, obra que deve privilegiar os grandes latifundi\u00e1rios, j\u00e1 que seu usufruto ser\u00e1 comercial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Em <strong>Pernambuco<\/strong>, cerca de 180 mulheres reocuparam, pela quinta vez, a Fazenda Uberaba, no munic\u00edpio de Bonito, brejo pernambucano. As manifestantes montaram acampamento ontem (7\/3) junto com suas fam\u00edlias. Em 2004, homens armados perseguiram militantes do MST acampados pr\u00f3ximos \u00e0 fazenda. Um dos homens foi identificado como filho da propriet\u00e1ria da \u00e1rea que mantinha pistoleiros fortemente armados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Em <strong>Minas Gerais<\/strong>, durante os dias 6, 7 e 8 de mar\u00e7o, 500 mulheres se mobilizam para denunciar a situa\u00e7\u00e3o de opress\u00e3o em que vivem por causa do agroneg\u00f3cio, da viol\u00eancia e do machismo, da criminaliza\u00e7\u00e3o e acima de tudo do sistema capitalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Em <strong>Tocantins<\/strong>, mais de 800 mulheres da regi\u00e3o Amaz\u00f4nica e demais movimentos populares do Estado do Tocantins far\u00e3o uma caminhada em comemora\u00e7\u00e3o aos 100 anos de institui\u00e7\u00e3o do dia 8 de mar\u00e7o. O protesto ser\u00e1 em defesa da vida, pelos direitos humanos e pela soberania alimentar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">As mulheres do <strong>Mato Grosso<\/strong> promovem uma campanha de doa\u00e7\u00e3o de sangue em frente aos correios e a Igreja Matriz, em V\u00e1rzea Grande. As mato-grossenses est\u00e3o reunidas no Encontro Estadual de Mulheres Trabalhadoras Rurais do estado que ser\u00e1 marcado por debates sobre a atual conjuntura, os impactos sociais, ambientais e econ\u00f4micos do agroneg\u00f3cio e o papel da mulher na transforma\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">No <strong>Rio Grande do Sul<\/strong>, trabalhadoras da Via Campesina, do MTD (Movimento dos Trabalhadores Desempregados), da Intersindical e do Levante da Juventude est\u00e3o mobilizadas desde o dia 3\/3. As manifestantes promoveram palestras e ocuparam a Delegacia do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento em Porto Alegre. Elas ainda se somaram aos estudantes e trabalhadores urbanos no dia 4\/3 para uma vig\u00edlia na reitoria da UFRGS em protesto contra a vota\u00e7\u00e3o do projeto do Parque Tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Em <strong>Goi\u00e1s<\/strong>, mais de 600 mulheres da Via Campesina fazem uma caminhada contra o agroneg\u00f3cio no munic\u00edpio de Rubiataba. Desde o dia 5\/3, as camponesas est\u00e3o reunidas em atividades de forma\u00e7\u00e3o em comemora\u00e7\u00e3o ao Dia Internacional da Mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Secretaria Geral<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Escrit\u00f3rio Nacional do MST\/RJ <\/p>\n<p>Rua Pedro I, Sl 803, Centro, Rio de Janeiro\/RJ <\/p>\n<p>Fone: (21) 2240.8496<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: MST\n\n\n\n\n8 de mar\u00e7o de 2010\nSomando-se \u00e0 luta feminista durante este 8 de mar\u00e7o, as mulheres da Via Campesina se mobilizam por todo o pa\u00eds para denunciar os malef\u00edcios do agroneg\u00f3cio contra a vida e o trabalho das camponesas. Atos, protestos e atividades de forma\u00e7\u00e3o e estudos acontecem desde a semana passada em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/322\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-322","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c1-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5c","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/322","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=322"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/322\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=322"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=322"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=322"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}