{"id":32244,"date":"2024-11-18T21:42:46","date_gmt":"2024-11-19T00:42:46","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=32244"},"modified":"2024-11-18T21:42:46","modified_gmt":"2024-11-19T00:42:46","slug":"a-falacia-de-que-a-reducao-da-jornada-de-trabalho-gera-inflacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32244","title":{"rendered":"A fal\u00e1cia de que a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho gera infla\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"32245\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32244\/attachment\/1000180634\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1000180634.png?fit=558%2C396&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"558,396\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"1000180634\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1000180634.png?fit=558%2C396&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-32245\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1000180634.png?resize=558%2C396&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"558\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1000180634.png?w=558&amp;ssl=1 558w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1000180634.png?resize=300%2C213&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1000180634.png?resize=120%2C85&amp;ssl=1 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 558px) 100vw, 558px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>In: BENSA\u00cfD, Daniel. Marx, manual de instru\u00e7\u00f5es, 2015.<\/p>\n<p>Warlen Nunes dos Santos, membro do Comit\u00ea Central do PCB<\/p>\n<p>O objetivo desta nota \u00e9 refutar a teoria vulgar que afirma que o fen\u00f4meno econ\u00f4mico da infla\u00e7\u00e3o \u00e9 causado pelo aumento dos sal\u00e1rios. Essa ideia \u00e9 muito comum entre economistas n\u00e3o-monetaristas (por exemplo, keynesianos) e foi resgatada no recente debate sobre a chamada \u201cPEC do fim da escala 6\u00d71\u201d. Como pode ser observado na nota da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) 1.<\/p>\n<p>\u201cA redu\u00e7\u00e3o da carga de trabalho, conforme prev\u00ea a proposta em debate, tamb\u00e9m provocaria um aumento de custos para as empresas, uma vez que, para manter a mesma escala de produ\u00e7\u00e3o e atender \u00e0 demanda de servi\u00e7os durante toda a semana, muitas empresas precisar\u00e3o contratar novos empregados, aumentando os seus custos operacionais\u201d, explica a Fiemg. A entidade tamb\u00e9m aponta poss\u00edveis impactos na infla\u00e7\u00e3o, &#8220;uma vez que o aumento dos custos das empresas ser\u00e1 repassado aos consumidores por meio da eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de produtos e servi\u00e7os\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 pelo menos duas abordagens te\u00f3ricas burguesas sobre a infla\u00e7\u00e3o. Uma delas \u00e9 a teoria monetarista, a qual diz que os pre\u00e7os sobem em fun\u00e7\u00e3o do aumento da base monet\u00e1ria sobre a produ\u00e7\u00e3o real. Para essa teoria, o dinheiro \u00e9 neutro e \u00e9 injetado de fora para dentro da economia real. Essa pode ser expressa pela seguinte equa\u00e7\u00e3o: MV=PY, onde M \u00e9 a moeda, V a velocidade de circula\u00e7\u00e3o, P o \u00edndice de pre\u00e7os, e Y produto real da economia (PIB). Ainda de acordo com essa teoria, V \u00e9 est\u00e1vel e Y est\u00e1 dado. Sendo assim o aumento de M, causaria uma eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, pois, P = (M.V)\/Y.<\/p>\n<p>Para Karl Marx, que foi ferrenho opositor dessa teoria, a abordagem monet\u00e1ria quantitativista comete o erro de n\u00e3o compreender que dado o n\u00edvel da atividade econ\u00f4mica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacidade instalada, Y, assim como considerando constante o valor do dinheiro e sua velocidade de circula\u00e7\u00e3o, s\u00f3 circula a quantidade de dinheiro necess\u00e1ria, pois, o restante \u00e9 entesourado. Al\u00e9m do mais, o dinheiro n\u00e3o \u00e9 neutro, isto \u00e9, se o ouro circula porque tem valor, o papel-moeda tem valor porque circula, portanto, seu valor \u00e9 determinado pelo seu montante (quantidade) que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, deve ser respaldado pelas reservas do Banco Central (em dinheiro mundial ou convers\u00edvel). Os erros do monetarismo s\u00e3o considerar o dinheiro neutro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vari\u00e1veis reais de uma determinada economia, al\u00e9m de entenderem que o dinheiro \u00e9 injetado desde fora da economia, e claro, ignorar o papel do entesouramento.<\/p>\n<p>Outra teoria burguesa da infla\u00e7\u00e3o nos diz que esta \u00e9 causada pela eleva\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios, \u2014 como podemos ver na nota da FIEMG \u2014 \u201cuma vez que o aumento dos custos das empresas ser\u00e1 repassado aos consumidores por meio da eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de produtos e servi\u00e7os\u201d. O que est\u00e1 subjacente \u00e0 nota da FIEMG \u00e9 um velho dogma com o qual Marx se deparou em sua \u00e9poca, a no\u00e7\u00e3o vulgar dos custos de produ\u00e7\u00e3o. Por meio dela, os pre\u00e7os s\u00e3o explicados como a soma das partes. Uma vez que o sal\u00e1rio \u00e9 igual ao valor ou pre\u00e7o do trabalho \u2014 ou, como vai dizer Marx, o capitalista n\u00e3o nos paga pelo nosso trabalho, e sim, pela nossa for\u00e7a de trabalho, logo o trabalho que \u00e9 a for\u00e7a de trabalho em ato \u00e9 apropriado gratuitamente pelo direito de propriedade \u2014, o sal\u00e1rio \u00e9 entendido como um custo, sobre o qual surge um valor a mais ou mark-up (lucro e a renda da terra). Em Sal\u00e1rio, Pre\u00e7o e Lucro, Marx comenta sobre essa teoria,<\/p>\n<p>\u201c[\u2026] n\u00e3o \u00e9 o empregador capitalista que acrescenta ao valor da mercadoria um valor arbitr\u00e1rio para seu lucro, acrescentando em seguida outro valor para o propriet\u00e1rio da terra e assim por diante, de tal maneira que a soma destes valores arbitrariamente fixados constitu\u00edsse o valor total. Vides, portanto, o erro da ideia correntemente exposta, que confunde a divis\u00e3o de um dado valor em tr\u00eas partes, com a forma\u00e7\u00e3o desse valor, mediante a soma de tr\u00eas valores independentes, convertendo desta maneira numa grandeza arbitr\u00e1ria o valor total, de onde saem a renda territorial, o lucro e o juro\u201c 2.<\/p>\n<p>Assim, para o nosso burgu\u00eas ilustrado da FIEMG, por causa da redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho haveria a necessidade de contratar mais trabalhadores, o que aumentaria os custos de produ\u00e7\u00e3o. Consequentemente, o aumento de sal\u00e1rio teria que ser repassado aos pre\u00e7os, levando \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. Aqui n\u00e3o existe lei econ\u00f4mica, apenas o arb\u00edtrio do burgu\u00eas! Nesse sentido, al\u00e9m da vontade do capitalista, a outra vari\u00e1vel chave \u00e9 o sal\u00e1rio, ou o pre\u00e7o do trabalho (for\u00e7a de trabalho). Ent\u00e3o, devemos perguntar: o que determina o pre\u00e7o do trabalho (sal\u00e1rio)?<\/p>\n<p>Como sabemos, o pre\u00e7o do trabalho (sal\u00e1rio) \u00e9 determinado pelo pre\u00e7o do conjunto das mercadorias necess\u00e1rias (cesta de subsist\u00eancia) para a reprodu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho. \u00c9 por meio dessa no\u00e7\u00e3o que se estabelece, por exemplo, o c\u00e1lculo oficial do sal\u00e1rio-m\u00ednimo. Dessa forma, somos obrigados, pela teoria apresentada pela FIEMG, a concluir que os pre\u00e7os das mercadorias s\u00e3o determinados pelo pre\u00e7o do trabalho e o pre\u00e7o do trabalho \u00e9 determinado pelo pre\u00e7o das mercadorias. Esse pensamento \u00e9 o mais puro racioc\u00ednio tautol\u00f3gico e circular 3.<\/p>\n<p>Outro argumento subjacente \u00e0 nota da FIEMG pode ser expresso nos seguintes termos: como haveria uma maior demanda por trabalho fruto da redu\u00e7\u00e3o da jornada, os sal\u00e1rios aumentariam e isso geraria um maior poder de compra dos trabalhadores o que faria com que houvesse um aumento geral de pre\u00e7os. Vamos nos deter nesse argumento descrito a\u00ed.<\/p>\n<p>Ao que tudo indica, nosso s\u00e1bio burgu\u00eas n\u00e3o est\u00e1 pressupondo inexistir o aumento da produtividade, o que por si s\u00f3 derrubaria a tese dele. Ainda assim, supondo que haja um aumento dos sal\u00e1rios e a produtividade siga constante de modo a diminuir os lucros \u2014 vale notar que isso nem sempre ocorre: por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel (e at\u00e9 muito comum) que os sal\u00e1rios aumentem devido \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da produtividade, o que, em termos marxistas, expressa-se pelo incremento via mais-valia relativa \u2014, por\u00e9m, seguindo o caso em que ocorra queda na massa dos lucros, a taxa de lucro no departamento II n\u00e3o \u00e9 necessariamente afetada se a demanda por meios de consumo de subsist\u00eancia aumentar e a por meios de consumo de luxo cair.<\/p>\n<p>Assim, ter\u00edamos uma altera\u00e7\u00e3o da taxa de lucro no departamento que produz meios de consumo (departamento II da economia). Em livre concorr\u00eancia, quando um setor da economia registra maior lucratividade, os capitais tendem a migrar para ele, o que gera um aumento da oferta desses produtos \u2014 no caso, meios de consumo de subsist\u00eancia. Com o aumento da oferta, os pre\u00e7os dessas mercadorias caem, ou seja, a Lei do Valor se imp\u00f5e novamente como a for\u00e7a de uma lei natural. Marx chamou esse mecanismo de equaliza\u00e7\u00e3o das taxas de lucro. O que se altera nesse processo dada uma produtividade constante, portanto, \u00e9 a taxa geral de lucro, e n\u00e3o o n\u00edvel geral de pre\u00e7os.<\/p>\n<p>Para finalizar este texto e n\u00e3o perder mais tempo com as fal\u00e1cias dos burgueses e seus aparelhos privados de hegemonia, \u00e9 importante dizer que o valor novo produzido na economia que aparece nas rubricas cont\u00e1beis como lucro, juros, renda da terra, aluguel, impostos, tem apenas uma fonte: o trabalho n\u00e3o pago que o capitalista se apropria. Afinal, o capitalista nos paga pela nossa for\u00e7a de trabalho que \u00e9 uma mercadoria especial, capaz de gerar valor al\u00e9m do que ela pr\u00f3pria vale.<\/p>\n<p>Gostaria de encerrar com as palavras de Marx, em O Capital, Livro I, cap\u00edtulo 8 (A jornada de trabalho), ressaltando a import\u00e2ncia da luta pela redu\u00e7\u00e3o da jornada.<\/p>\n<p>\u201cPara \u2018se proteger\u2019 contra a serpente de suas afli\u00e7\u00f5es, os trabalhadores t\u00eam de se unir e, como classe, for\u00e7ar a aprova\u00e7\u00e3o de uma lei, uma barreira social intranspon\u00edvel que os impe\u00e7a a si mesmos de, por meio de um contrato volunt\u00e1rio com o capital, vender a si e a suas fam\u00edlias \u00e0 morte e \u00e0 escravid\u00e3o. No lugar do pomposo cat\u00e1logo dos \u201cdireitos humanos inalien\u00e1veis\u201d, tem-se a modesta Magna Carta de uma jornada de trabalho legalmente limitada, que \u201cafinal deixa claro quando acaba o tempo que o trabalhador vende e quando come\u00e7a o tempo que lhe pertence\u201d4.<\/p>\n<p>Pelo fim da jornada de trabalho 6\u00d71, pela redu\u00e7\u00e3o para 30 horas sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios!!!<\/p>\n<p>Warlen Nunes \u00e9 doutorando em Filosofia PPG-FIL\/UFMG e educador popular \u21a9\ufe0e<\/p>\n<p>1. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.em.com.br\/politica\/2024\/11\/6987129-fiemg-e-fecomercio-afirmam-que-fim-da-escala-6\u00d71-pode-causar-demissoes.html. Consultado em 14\/11\/2024. \u21a9\ufe0e<\/p>\n<p>2. In: Sal\u00e1rio, Pre\u00e7o e Lucro, \u201cOs Economistas\u201d, p. 170 \u21a9\ufe0e<\/p>\n<p>3. Para quem quiser uma discuss\u00e3o mais elaborada sobre os sal\u00e1rios, remetemos os leitores para o texto de nossa autoria, Marx e o problema dos sal\u00e1rios, dispon\u00edvel em: https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/30358. \u21a9\ufe0e<\/p>\n<p>4. In: O Capital, Livro I, cap. 8, Boitempo, p. 373-374 \u21a9\ufe0e<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/economiapoliticaemva.com\/2024\/11\/15\/a-falacia-de-que-a-reducao-da-jornada-de-trabalho-gera-inflacao\/\">https:\/\/economiapoliticaemva.com\/2024\/11\/15\/a-falacia-de-que-a-reducao-da-jornada-de-trabalho-gera-inflacao\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32244\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[385,66,10],"tags":[223],"class_list":["post-32244","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-critica-da-economia-politica","category-c79-nacional","category-s19-opiniao","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8o4","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32244"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32244\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32246,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32244\/revisions\/32246"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}