{"id":32247,"date":"2024-11-18T21:48:02","date_gmt":"2024-11-19T00:48:02","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=32247"},"modified":"2024-11-18T21:48:02","modified_gmt":"2024-11-19T00:48:02","slug":"sobre-o-agravamento-da-situacao-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32247","title":{"rendered":"Sobre o agravamento da situa\u00e7\u00e3o internacional"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"32248\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32247\/screenshot-2023-12-07-at-19-14-54-telegram-web-1\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Screenshot-2023-12-07-at-19-14-54-Telegram-Web-1.png?fit=660%2C382&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"660,382\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Screenshot-2023-12-07-at-19-14-54-Telegram-Web-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Screenshot-2023-12-07-at-19-14-54-Telegram-Web-1.png?fit=660%2C382&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-32248\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Screenshot-2023-12-07-at-19-14-54-Telegram-Web-1.png?resize=660%2C382&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"382\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Screenshot-2023-12-07-at-19-14-54-Telegram-Web-1.png?w=660&amp;ssl=1 660w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Screenshot-2023-12-07-at-19-14-54-Telegram-Web-1.png?resize=300%2C174&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Jorge Cadima<\/p>\n<p>O imperialismo est\u00e1 afundando o planeta no caos e na guerra. Por entre as terr\u00edveis not\u00edcias que diariamente v\u00e3o chegando, importa n\u00e3o perder de vista o contexto geral e compreender as causas e natureza da crise. Para poder identificar o inimigo principal, as for\u00e7as de resist\u00eancia e os potenciais aliados. Para poder dinamizar o movimento dos trabalhadores e dos povos pela Paz e contra os promotores da guerra \u2013 movimento que ser\u00e1, em \u00faltima an\u00e1lise, o fator decisivo para barrar o caminho para o desastre.<\/p>\n<p>A Humanidade est\u00e1 sendo conduzida para uma enorme cat\u00e1strofe. Banaliza-se a ideia de uma III Guerra Mundial em plena era nuclear. Altos dirigentes das principais pot\u00eancias imperialistas (EUA, Inglaterra, pa\u00edses da UE), o Parlamento europeu e a OTAN, defendem publicamente ataques com m\u00edsseis contra a R\u00fassia, uma grande pot\u00eancia nuclear, ao mesmo tempo que encobrem os ataques do regime ucraniano a centrais nucleares. O genoc\u00eddio do povo palestino prossegue impiedosamente h\u00e1 mais de um ano, embora cada vez mais afastado das manchetes da m\u00eddia capitalista, numa tentativa de fazer esquecer a barb\u00e1rie em curso \u2013 barb\u00e1rie executada por Israel, mas armada, financiada, apadrinhada e protegida pelas grandes pot\u00eancias imperialistas. Os crimes de Israel\/EUA assumem cada vez mais abertamente uma natureza monstruosa, de aberto terrorismo contra civis e exterm\u00ednio de massas na Palestina, e agora tamb\u00e9m no L\u00edbano e outros pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio. Sobem de tom as provoca\u00e7\u00f5es dos EUA\/UE contra a China, deixando antever a abertura de uma nova frente de conflito aberto, desta vez no Extremo Oriente. \u00c9 real o perigo de um alastramento incontrolado do conflito mundial em curso. Como sempre, o militarismo crescente \u00e9 acompanhado pelo refor\u00e7o do autoritarismo, da repress\u00e3o e censura, da promo\u00e7\u00e3o de for\u00e7as fascistas ou fascistizantes, do ataque aos direitos dos trabalhadores e dos povos com um s\u00e9rio aumento dos n\u00edveis de explora\u00e7\u00e3o. O imperialismo est\u00e1 afundando o planeta no caos e na guerra.<\/p>\n<p>Por entre as terr\u00edveis not\u00edcias que diariamente v\u00e3o chegando, importa n\u00e3o perder de vista o contexto geral e compreender as causas e natureza da crise. Para poder identificar o inimigo principal, as for\u00e7as de resist\u00eancia e os potenciais aliados. Para poder dinamizar o movimento dos trabalhadores e dos povos pela Paz e contra os promotores da guerra \u2013 movimento que ser\u00e1, em \u00faltima an\u00e1lise, o fator decisivo para barrar o caminho para o desastre.<\/p>\n<p>O decl\u00ednio das pot\u00eancias imperialistas<\/p>\n<p>O momento que vivemos \u00e9 o resultado da crise profunda das tradicionais pot\u00eancias imperialistas e do seu sistema econ\u00f4mico, social, pol\u00edtico e militar. Os EUA e as velhas pot\u00eancias europeias, cuja prosperidade assentou historicamente na domina\u00e7\u00e3o colonial e neocolonial sobre o resto do planeta, est\u00e3o num j\u00e1 indisfar\u00e7\u00e1vel decl\u00ednio hist\u00f3rico. A euforia da sua vit\u00f3ria contrarrevolucion\u00e1ria no final do S\u00e9culo XX escondeu momentaneamente este processo, mas n\u00e3o o inverteu.<\/p>\n<p>Essa crise est\u00e1 patente no seu decl\u00ednio econ\u00f4mico relativo; na multiplica\u00e7\u00e3o das grandes crises financeiras que (sobretudo a partir de 2007-8) puseram a nu a insustentabilidade do sistema; no crescimento exponencial do endividamento (p\u00fablico e privado) das principais pot\u00eancias imperialistas, resultante tamb\u00e9m dos gastos (p\u00fablicos) na sua gigantesca m\u00e1quina de guerra e subvers\u00e3o; na crescente dificuldade em impor a sua hegemonia militar em n\u00edvel planet\u00e1rio (resist\u00eancia da Venezuela e S\u00edria, retirada do Afeganist\u00e3o, incapacidade de ganhar as guerras na Palestina e Ucr\u00e2nia, ou de travar os ataques no Mar Vermelho, etc.). A crise traduz-se numa acentuada perda de consenso entre os povos dos pr\u00f3prios centros imperialistas (embora esse descontentamento seja muitas vezes canalizado para falsos \u2018opositores do sistema\u2019). E reflete-se numa multiplica\u00e7\u00e3o sem precedentes das clivagens e disputas internas entre as classes dirigentes dos centros imperialistas, de que o enfraquecimento do poder central nos EUA e a saga das suas elei\u00e7\u00f5es presidenciais s\u00e3o exemplos. \u00c9 real o perigo de que, neste contexto, surjam a\u00e7\u00f5es aventureiristas dos setores mais fascistizantes do poder imperialista, de que Israel e os setores sionistas nos EUA e UE s\u00e3o exemplo vivo.<\/p>\n<p>Quando em 1991 os EUA se tornaram a \u2018superpot\u00eancia \u00fanica\u2019, ap\u00f3s o desaparecimento da URSS socialista, pareciam destinados a hegemonizar o planeta durante um longo per\u00edodo. Mas \u00e9 hoje evidente o \u2018desafio\u2019 econ\u00f4mico que as velhas pot\u00eancias do G7 (EUA, Alemanha, Inglaterra, Fran\u00e7a, Jap\u00e3o, It\u00e1lia e Canad\u00e1) enfrentam face \u00e0 ascens\u00e3o mete\u00f3rica da Rep\u00fablica Popular da China, e tamb\u00e9m da \u00cdndia, Indon\u00e9sia, Brasil e outros pa\u00edses do outrora chamado \u2018Terceiro Mundo\u2019, bem como da R\u00fassia. Com todas as suas limita\u00e7\u00f5es, os n\u00fameros do PIB (em Paridade de Poder de Compra) refletem esta realidade. Segundo estimativas do FMI para 2024, aos pa\u00edses do G7 correspondem 29,6% do PIB mundial, enquanto que aos cinco pa\u00edses originais dos BRICS (China, \u00cdndia, R\u00fassia, Brasil e \u00c1frica do Sul) correspondem 32,7%, n\u00famero que sobe para 36,7% juntando os cinco pa\u00edses que entraram no ano passado para essa organiza\u00e7\u00e3o (Ir\u00e3, Egito, EAU, Eti\u00f3pia e Ar\u00e1bia Saudita (1). H\u00e1 30 anos, em 1994, as porcentagens correspondentes eram 45% (G7), 17% (futuros BRICS a 5) e 22% (BRICS a 10). Segundo os n\u00fameros do Banco Mundial para PIB PPC em 2023, tr\u00eas das quatro maiores economias pertencem hoje aos BRICS (China em primeiro lugar, \u00cdndia em terceiro e R\u00fassia em quarto, tendo este \u00faltimo pa\u00eds ultrapassado o Jap\u00e3o e a Alemanha (2). A lista de pa\u00edses que j\u00e1 pediu, ou manifesta interesse em aderir ao processo BRICS, ultrapassa j\u00e1 as tr\u00eas dezenas. Na reuni\u00e3o dos G20 \u00e0 margem da Assembleia Geral da ONU, o MNE russo informou que o uso do d\u00f3lar nas transa\u00e7\u00f5es entre os pa\u00edses BRICS n\u00e3o chega a 29%, sendo 60% com o uso das respectivas moedas nacionais. Essa porcentagem sobe para 90% nas transa\u00e7\u00f5es entre os pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o de Coopera\u00e7\u00e3o de Xangai (que inclui R\u00fassia e China) (3).<\/p>\n<p>Muito heterog\u00eaneos e at\u00e9 contradit\u00f3rios na sua composi\u00e7\u00e3o, os BRICS t\u00eam a particularidade de ter surgido fora das estruturas de domina\u00e7\u00e3o imperialista mundial. Assentados no eixo China-R\u00fassia, afirmam defender os seus interesses nacionais, pugnando por regras de \u2018multipolaridade\u2019, alternativas \u00e0 ditadura planet\u00e1ria dos EUA e seus vassalos. O f\u00e9rreo controle que os EUA exercem sobre o sistema financeiro internacional e suas estruturas desde a II Guerra Mundial e o papel do d\u00f3lar como moeda de reserva hegem\u00f4nica, foram sempre usados como arma de domina\u00e7\u00e3o pelos EUA sobre o resto do planeta. Mas as sucessivas crises que a partir dos anos 80 eclodiram nos pa\u00edses sujeitos a \u2018interven\u00e7\u00f5es\u2019 financeiras (Brasil, tigres asi\u00e1ticos, R\u00fassia, etc.) e a cada vez mais descarada utiliza\u00e7\u00e3o dessas ferramentas hegemonizadas pelos EUA como arma de guerra (san\u00e7\u00f5es generalizadas: confisco dos bens nacionais de pa\u00edses que se recusam submeter \u2013 Venezuela, Ir\u00e3, R\u00fassia, e a imposi\u00e7\u00e3o de \u2018regras transnacionais\u2019, arrogando o direito do governo e tribunais dos EUA darem ordens a todo o planeta), empurraram pa\u00edses com acentuadas diferen\u00e7as \u2013 nos seus sistemas sociais, econ\u00f3micos e pol\u00edticos, na natureza de classe dos seus sistemas de poder, na sua hist\u00f3ria e cultura \u2013 a procurar formas alternativas de coopera\u00e7\u00e3o. O futuro dir\u00e1 se, e em que termos, essa coopera\u00e7\u00e3o ir\u00e1 marchar adiante (4): se ir\u00e1 predominar uma vontade de autonomia ou se as hesita\u00e7\u00f5es, contradi\u00e7\u00f5es, amea\u00e7as e press\u00f5es (ou mesmo subvers\u00f5es) imperialistas ir\u00e3o entravar o processo.<\/p>\n<p>A passagem do \u2018momento unipolar\u2019 ao caos mundial<\/p>\n<p>\u00c9 natural a pergunta: como foi poss\u00edvel o imperialismo, e em particular a sua principal cabe\u00e7a, os EUA, terem passado do seu momento de quase hegemonia planet\u00e1ria, nos anos 1990, para este decl\u00ednio?<\/p>\n<p>A partir dos anos 1980, e desenvolvendo processos que vinham de tr\u00e1s, as economias dos EUA e Inglaterra foram sendo desindustrializadas e transformadas em economias assentadas na especula\u00e7\u00e3o financeira e no rentismo. Este processo correspondia \u00e0 tentativa de contrariar os efeitos da lei (descoberta por Marx) da baixa tendencial da taxa de lucro. Procuravam-se os lucros que escasseavam nas atividades produtivas \u2013 a bem designada \u2018economia real\u2019 \u2013 atrav\u00e9s de fant\u00e1sticas opera\u00e7\u00f5es financeiras cada mais especulativas (como os \u2018futuros\u2019 e \u2018derivados\u2019). Este processo era acompanhado pela deslocaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o efetiva para paragens distantes (a globaliza\u00e7\u00e3o imperialista) por empresas multinacionais que assim beneficiavam de n\u00edveis salariais mais baixos e canalizavam os seus megalucros para o sistema financeiro controlado pelo imperialismo (bolsas e institui\u00e7\u00f5es financeiras, em grande parte dos EUA e Inglaterra). Como vantagem pol\u00edtica adicional, os centros imperialistas podiam assim destruir os grandes centros industriais dos seus pa\u00edses (como ocorreu a partir da d\u00e9cada de 1980, tamb\u00e9m em Portugal), colocando a classe oper\u00e1ria e as suas organiza\u00e7\u00f5es na defensiva. Parecia a galinha dos ovos de ouro.<\/p>\n<p>Mas a viabilidade deste sistema de domina\u00e7\u00e3o imperialista exige o controle total do sistema financeiro mundial. E o castigo de quem se recusa a se submeter. O que por sua vez exige o uso da for\u00e7a militar para destruir qualquer tentativa de afirma\u00e7\u00e3o soberana de outros pa\u00edses. O contexto que surgiu no final do S\u00e9culo XX, com o desaparecimento da URSS e as vit\u00f3rias contrarrevolucion\u00e1rias no Leste da Europa, ajudou o imperialismo a impor a sua hegemonia planet\u00e1ria. Por um lado, desapareceu a alternativa que a URSS e o sistema socialista representavam no plano econ\u00f4mico e financeiro. Quase todos os pa\u00edses ficaram sob o cutelo do FMI e outras institui\u00e7\u00f5es ao servi\u00e7o da ditadura planet\u00e1ria dos EUA. Por outro lado, o \u2018momento unipolar\u2019 dos EUA permitiu-lhe lan\u00e7ar uma brutal sucess\u00e3o de guerras de agress\u00e3o que tentaram destruir qualquer r\u00e9stia de soberania: Iugosl\u00e1via, Iraque, Afeganist\u00e3o, L\u00edbia, S\u00edria e outros pa\u00edses sentiram na pele como funcionam as \u2018leis do mercado livre\u2019. Tornaram-se evidentes o recurso em massa \u00e0 mentira e provoca\u00e7\u00e3o, o uso sem princ\u00edpios de aut\u00eanticos ex\u00e9rcitos de terror, como o ISIS (Estado Isl\u00e2mico). Quase todos os pa\u00edses que queriam preservar algum elemento de soberania foram v\u00edtimas dos mecanismos de \u2018guerra h\u00edbrida\u2019, das subvers\u00f5es e \u2018revolu\u00e7\u00f5es coloridas\u2019 do imperialismo. O processo de expans\u00e3o sem cessar da OTAN, que incluiu os golpes e guerras na Iugosl\u00e1via, Ge\u00f3rgia, Ucr\u00e2nia e outros pa\u00edses ex-socialistas ou mesmo ex-sovi\u00e9ticos, bem como as tentativas de subvers\u00e3o da China (como Tien An Men e Hong Kong) mostraram que nenhum pa\u00eds, nem mesmo os maiores e mais populosos, estava fora da mira do imperialismo. Foi o reviver, num novo contexto, do processo de expans\u00e3o mundial do imperialismo de cem anos antes.<\/p>\n<p>Mas a contradi\u00e7\u00e3o est\u00e1, dialeticamente, em todos os fen\u00f4menos vivos, e a galinha imperialista n\u00e3o punha apenas ovos de ouro.<\/p>\n<p>Inglaterra e EUA, cujo poderio mundial havia assentado num desenvolvimento industrial sem paralelo no seu tempo, foram-se tornando economias cada vez mais fict\u00edcias, onde o valor efetivo foi sendo substitu\u00eddo pelo papel (e bits) sem valor subjacente real. A desindustrializa\u00e7\u00e3o e a fuga aos impostos do grande capital alimentam o endividamento p\u00fablico e privado (a d\u00edvida \u00e9 a \u2018mat\u00e9ria prima\u2019 de que vive o sistema banc\u00e1rio e financeiro). Os custos da m\u00e1quina de guerra e subvers\u00e3o imperialista alimentam ainda mais o endividamento p\u00fablico. E o conflito na Ucr\u00e2nia mostra que a desindustrializa\u00e7\u00e3o dos centros imperialistas tem tamb\u00e9m resultados inesperados, nomeadamente a incapacidade de produzir armamento nas quantidades exigidas para uma guerra \u2018convencional\u2019 em grande escala.<\/p>\n<p>A insustentabilidade do novo \u2018modelo econ\u00f4mico\u2019 anglo-sax\u00f4nico tornou-se uma evid\u00eancia com a eclos\u00e3o da crise de 2007-8. Os m\u00e9todos \u2018n\u00e3o convencionais\u2019 para tentar sustar a crise criaram quantidades ilimitadas de dinheiro que foi entregue \u00e0 grande finan\u00e7a, ao mesmo tempo que bilh\u00f5es de lixo financeiro (na altura falou-se em \u2018produtos t\u00f3xicos\u2019) foram transferidos para os bancos centrais, com os Estados como garantidores. Uma gigantesca fraude, que premiou os infratores e castigou os contribuintes, acelerando os processos de centraliza\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o da riqueza. Mas, se esses m\u00e9todos \u2018n\u00e3o ortodoxos\u2019 evitaram para j\u00e1 a implos\u00e3o total do sistema, tamb\u00e9m aumentaram os volumes de d\u00edvida, que hoje cresce exponencialmente sendo, pois, insustent\u00e1vel. A d\u00edvida p\u00fablica dos EUA ronda os 35 bilh\u00f5es de d\u00f3lares (5) (quando o seu PIB anual, estimado pelo FMI, s\u00e3o 28 bilh\u00f5es). S\u00f3 os juros de d\u00edvida pagos no \u00faltimo trimestre de 2023 totalizam uns estonteantes 1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares (6), mais do que o gigantesco or\u00e7amento militar anual oficial do pa\u00eds (7). Tamb\u00e9m no Reino Unido a d\u00edvida nacional j\u00e1 ultrapassou 100% do PIB (8). No Jap\u00e3o a d\u00edvida p\u00fablica excede mesmo os 200% do PIB. Esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 insustent\u00e1vel, sobretudo porque o crescimento exponencial da d\u00edvida acontece num momento de enfraquecimento generalizado dos mecanismos de domina\u00e7\u00e3o mundial imperialistas (nomeadamente o papel do d\u00f3lar como moeda de reserva). H\u00e1 dificuldades crescentes em encontrar quem compre a d\u00edvida p\u00fablica dos EUA. Tamb\u00e9m por essa raz\u00e3o surgiu a pol\u00edtica de taxas de juro elevadas que, no entanto, deprime ainda mais a atividade econ\u00f4mica e acaba por aumentar a pr\u00f3pria d\u00edvida. A galinha est\u00e1 deixando de p\u00f4r ovos e apenas p\u00f5e notas promiss\u00f3rias.<\/p>\n<p>Em simult\u00e2neo, a deslocaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o dos centros imperialistas contribuiu para o crescimento de outros pa\u00edses, nomeadamente da China, que manteve sempre o controle soberano e estatal sobre o seu sistema financeiro e considerou sempre que os baixos sal\u00e1rios que atra\u00edram os colossais investimentos externos eram uma fase transit\u00f3ria, no \u00e2mbito dum processo de desenvolvimento que foi mantido sob controle p\u00fablico. A China \u00e9 hoje, n\u00e3o apenas a f\u00e1brica do planeta, mas est\u00e1 presente em muitas ind\u00fastrias de ponta e de alta tecnologia (inform\u00e1tica, telecomunica\u00e7\u00f5es, ve\u00edculos el\u00e9tricos, comboios de alta velocidade, programa espacial, etc.). O crescimento espetacular da China se baseia nas conquistas da sua grande Revolu\u00e7\u00e3o de h\u00e1 75 anos (lan\u00e7amento das bases industriais, alfabetiza\u00e7\u00e3o e eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel cultural do povo, etc.), mas foi realizado no fundamental com as regras internacionais estabelecidas pelo imperialismo. Os \u00eaxitos da RP da China levaram o imperialismo a jogar fora todos os chav\u00f5es da sua propaganda (\u2018mercados livres\u2019, abertura de fronteiras, globaliza\u00e7\u00e3o) e a voltar-se para mecanismos de protecionismo cada vez mais declarados (tarifas alfandeg\u00e1rias, subs\u00eddios nacionais, san\u00e7\u00f5es). Como em tantas outras frentes, revela-se a hipocrisia. As \u2018regras\u2019 mudam no meio do jogo, sempre ao sabor dos interesses imperialistas.<\/p>\n<p>Este processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o est\u00e1 agora avan\u00e7ando na UE, nomeadamente na Alemanha. A sabotagem pelos EUA do gasoduto NordStream, que destruiu o abastecimento de energia barata russa que era vital para a ind\u00fastria alem\u00e3, e as suicidas san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas \u00e0 R\u00fassia \u2013 que a Comiss\u00e3o Europeia parece determinada em estender agora \u00e0 China \u2013 est\u00e3o destruindo a ritmo cada vez mais r\u00e1pido a economia alem\u00e3, ao mesmo tempo que a economia russa revela uma inesperada resist\u00eancia e maior crescimento do que a UE. O recente an\u00fancio pela Volkswagen de que pondera fechar, pela primeira vez na sua hist\u00f3ria, f\u00e1bricas na Alemanha, \u00e9 um exemplo entre outros. Uma j\u00e1 longa s\u00e9rie de fal\u00eancias amea\u00e7a emperrar a famosa \u2018locomotiva da UE\u2019 (9). O Relat\u00f3rio de M\u00e1rio Draghi em setembro reflete a consci\u00eancia do problema, embora a receita seja mais do mesmo.<\/p>\n<p>A militariza\u00e7\u00e3o acelerada da UE \u00e9 um perigoso sinal para os povos. A \u2018economia de guerra\u2019 promovida pela Comiss\u00e3o Europeia, reproduzindo na UE mais uma faceta do \u2018modelo americano\u2019, \u00e9 a prova de que os vassalos da UE n\u00e3o aprenderam as li\u00e7\u00f5es daquilo que conduziu \u00e0 profunda crise do seu farol estadunidense.<\/p>\n<p>Mas a culpa n\u00e3o \u00e9 de Putin?<\/p>\n<p>H\u00e1 quem queira nos convencer que, se o mundo est\u00e1 \u00e0 beira da guerra, \u2018\u00e9 culpa de Putin\u2019. S\u00e3o os que tentam come\u00e7ar a contar a hist\u00f3ria a partir de 24 de fevereiro de 2022. S\u00e3o os mesmos que tentam contar a hist\u00f3ria da Palestina a partir de 7 de outubro de 2023. Num caso e noutro apagam d\u00e9cadas de hist\u00f3ria. Apagam os seus pr\u00f3prios crimes e as suas pr\u00f3prias guerras. Mentem e apagam a sua longa hist\u00f3ria de promessas nunca cumpridas, de acordos sempre rasgados.<\/p>\n<p>Nas tr\u00eas d\u00e9cadas que antecederam a interven\u00e7\u00e3o militar russa na Ucr\u00e2nia, todas as guerras foram iniciadas pelos EUA, pela OTAN e pelas pot\u00eancias da UE. A tentativa de imposi\u00e7\u00e3o pela for\u00e7a da ditadura planet\u00e1ria dos EUA que est\u00e1 por tr\u00e1s da destrui\u00e7\u00e3o do Oriente M\u00e9dio e do caos galopante no planeta, esteve tamb\u00e9m presente na infind\u00e1vel expans\u00e3o da OTAN para Leste, na sucess\u00e3o de golpes e subvers\u00f5es nos pa\u00edses que rodeiam a R\u00fassia, visando transform\u00e1-los de amigos e parceiros em inimigos abertos daquele pa\u00eds. A destrui\u00e7\u00e3o da Iugosl\u00e1via, que teve o seu ponto alto nos 78 dias de bombardeios da OTAN em 1999, \u00e9 o plano de marcha do imperialismo para a R\u00fassia.<\/p>\n<p>A R\u00fassia de Putin \u00e9 um pa\u00eds capitalista. Isso \u00e9 tamb\u00e9m vis\u00edvel na sua pol\u00edtica econ\u00f4mica; nas suas cr\u00edticas (que se acentuam) ao papel de Lenin e dos bolcheviques na hist\u00f3ria da R\u00fassia (embora traga vantagem de gigantesca obra de constru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, social, pol\u00edtica e militar da URSS); na sua desconfian\u00e7a na interven\u00e7\u00e3o dos povos (n\u00e3o apenas na Ucr\u00e2nia, como no pr\u00f3prio Donbass). Mas o grande \u2018crime\u2019 que as pot\u00eancias imperialistas n\u00e3o perdoam a Putin \u00e9 ter resistido \u00e0 subjuga\u00e7\u00e3o e desmantelamento do seu pa\u00eds. N\u00e3o lhes ter permitido completar a obra de pilhagem e de abocanhamento dos seus gigantescos recursos naturais. Como o pr\u00f3prio Putin confessa, eram muitas as suas ilus\u00f5es (e de todos aqueles que colaboraram na destrui\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica) sobre o \u2018mundo ocidental\u2019. Mas, interrompendo o caminho entreguista de Yeltsin, Putin encetou um processo de consolida\u00e7\u00e3o que reergueu uma R\u00fassia que estava \u00e0 beira do colapso nos anos 1990, e afirmou-a como pa\u00eds soberano e vi\u00e1vel. A R\u00fassia de Putin esfor\u00e7ou-se por ser aceita como \u2018parceiro\u2019 das pot\u00eancias imperialistas. Chegou mesmo a oferecer-se para entrar na OTAN. Mas os planos do imperialismo dos EUA e seus aliados eram os mesmos que aplicaram \u00e0 Iugosl\u00e1via. O cerco \u00e0 R\u00fassia, o alargamento incessante da OTAN, o rasgar dos tratados de desarmamento, o golpe de Estado dos nazifascistas ucranianos em 2014 e o descumprimento \u2018ocidental\u2019 dos Acordos de Minsk de 2014-15 (prevendo a manuten\u00e7\u00e3o do Donbass na Ucr\u00e2nia, com estatuto da autonomia), foram pe\u00e7as do caminho que levou a R\u00fassia a considerar que tinha de combater para sobreviver.<\/p>\n<p>J\u00e1 h\u00e1 um quarto de s\u00e9culo o General Loureiro dos Santos revelava que os EUA preparavam uma guerra mundial para preservar a sua hegemonia planet\u00e1ria (10). A verdade hist\u00f3rica \u00e9 que, se a resposta russa \u00e0 ofensiva do imperialismo que de h\u00e1 muito procura a sua destrui\u00e7\u00e3o pode ser objeto de cr\u00edtica nas formas e nos meios, o problema de fundo \u00e9 outro. Como a Palestina tornou abundantemente claro. Quem promove e defende o genoc\u00eddio do povo palestino s\u00e3o os mesmos que promovem a eterniza\u00e7\u00e3o da guerra na Ucr\u00e2nia, o alargamento do conflito, o combate at\u00e9 o \u00faltimo ucraniano para defender os interesses da hegemonia planet\u00e1ria do imperialismo. Num caso e noutro, os EUA e seus vassalos da OTAN n\u00e3o t\u00eam por norte os interesses dos povos ou a soberania e integridade territorial das na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O principal perigo de guerra, a principal amea\u00e7a para os povos e a Humanidade, reside, hoje como no passado, no imperialismo. E na sua tentativa atual de impor a ditadura planet\u00e1ria dos EUA. Na crise que conduziu \u00e0 II Guerra Mundial, os principais perigos de guerra vinham das pot\u00eancias ascendentes, que procuravam modificar pela guerra a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as mundial. Hoje, s\u00e3o as pot\u00eancias em decl\u00ednio \u2013 os EUA e seus vassalos da UE, da OTAN e Israel \u2013 que constituem o principal perigo de guerra planet\u00e1ria. Recusam aceitar o seu decl\u00ednio. Recusam perder a sua hegemonia. Recusam novas regras de relacionamento internacional que n\u00e3o assentem na domina\u00e7\u00e3o. As classes dominantes que se consideram seres superiores e detentoras do \u2018direito divino\u2019 \u00e0 explora\u00e7\u00e3o, \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o, \u00e0 escravid\u00e3o e ao exterm\u00ednio como forma de manter a sua riqueza e o seu poder est\u00e3o dispostas a todos os crimes para manter a sua domina\u00e7\u00e3o de classe \u2013 convencidos da sua impunidade. Como mostra o mart\u00edrio dos povos palestino e liban\u00eas nas m\u00e3os do criminoso poder sionista\/estadunidense.<\/p>\n<p>O papel dos povos<\/p>\n<p>Neste quadro muito perigoso e complexo, um elemento crucial continua muito aqu\u00e9m do necess\u00e1rio: a interven\u00e7\u00e3o dos povos.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o foram ultrapassadas as consequ\u00eancias profundamente nefastas das vit\u00f3rias contrarrevolucion\u00e1rias e da altera\u00e7\u00e3o da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as mundial do final do S\u00e9culo XX, incluindo o enfraquecimento do movimento comunista e oper\u00e1rio. Que foram as for\u00e7as que, no percurso hist\u00f3rico da Humanidade, souberam criar e fazer avan\u00e7ar a grande alternativa hist\u00f3rica ao capitalismo, a partir da grande Revolu\u00e7\u00e3o Socialista de Outubro h\u00e1 107 anos, estando no centro da derrota das express\u00f5es mais b\u00e1rbaras e genocidas do capitalismo, como o nazifascismo.<\/p>\n<p>O anticomunismo, mesmo quando vestido com roupagens \u2018de esquerda\u2019 ou \u2018modernas\u2019 \u00e9 um entrave ao necess\u00e1rio desenvolvimento do movimento de resist\u00eancia e luta anti-imperialista. O anticomunismo serve como biombo para ataques \u00e0s v\u00edtimas do imperialismo e para as isolar na sua resist\u00eancia, sendo assim um fator objetivo de ajuda ao imperialismo.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda um caminho a percorrer na identifica\u00e7\u00e3o pelas grandes massas do inimigo comum de todos os povos: o imperialismo, com o imperialismo dos EUA em primeiro lugar.<\/p>\n<p>Mas as componentes populares da resist\u00eancia anti-imperialista, nomeadamente a her\u00f3ica resist\u00eancia do martirizado povo palestino e dos povos do Oriente M\u00e9dio em geral, s\u00e3o de uma grande import\u00e2ncia. E t\u00eam contribu\u00eddo para gerar um enorme movimento mundial de solidariedade que \u00e9 um fator de peso no quadro mundial e aponta o caminho a prosseguir e intensificar.<\/p>\n<p>O trabalho para reerguer um grande movimento anti-imperialista mundial \u00e9 tarefa mais do que urgente: \u00e9 vital para a Humanidade poder barrar e derrotar os enormes perigos com que est\u00e1 confrontada.<\/p>\n<p>Notas<br \/>\n(1) A Ar\u00e1bia Saudita n\u00e3o ter\u00e1 ainda formalizado a sua ades\u00e3o, embora esteja a participar nos encontros.<br \/>\n(2) Nas estimativas do FMI a economia russa est\u00e1 ainda em sexto lugar, pouco atr\u00e1s do Jap\u00e3o e da Alemanha.<br \/>\n(3) Texto da interven\u00e7\u00e3o de Lavrov em https:\/\/karlof1.substack.com\/p\/lavrov-g-20-on-unga-sidelines<br \/>\n(4) Este artigo foi escrito antes da C\u00fapula dos BRICS em Kazan, na R\u00fassia.<br \/>\n(5) \u2018Trili\u00f5es\u2019 na designa\u00e7\u00e3o da finan\u00e7a norte-americana.<br \/>\n(6) Forbes, 30.5.24. Este valor do servi\u00e7o da d\u00edvida dos EUA \u00e9 mais do triplo do PIB nominal de Portugal.<br \/>\n(7) Os verdadeiros montantes da m\u00e1quina de domina\u00e7\u00e3o dos EUA n\u00e3o s\u00e3o conhecidos. Uma important\u00edssima \u2018economia paralela\u2019, ligada a tr\u00e1ficos de todo o tipo, financia as atividades da CIA e outros servi\u00e7os secretos.<br \/>\n(8) kynews, 20.9.24.<br \/>\n(9) Politico.eu, 13.7.23 e 19.9.24.<br \/>\n(10) Di\u00e1rio de Not\u00edcias, 13.3.00.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.omilitante.pcp.pt\/pt\/393\/Internacional\/2128\/Sobre-o-agravamento-da-situa%C3%A7%C3%A3o-internacional.htm?tpl=142\">https:\/\/www.omilitante.pcp.pt\/pt\/393\/Internacional\/2128\/Sobre-o-agravamento-da-situa%C3%A7%C3%A3o-internacional.htm?tpl=142<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/32247\"> <\/a>","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[65,9,10],"tags":[234],"class_list":["post-32247","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c78-internacional","category-s10-internacional","category-s19-opiniao","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-8o7","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32247"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32247\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32249,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32247\/revisions\/32249"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}